Muitos que acompanham o Manual costumam achar – e pior, comentar – que a única função desse blog é estampar vantagens xavecopornográficas dos que aqui escrevem, além de, claro, fisgar mulheres para nossa geladeira.
Discordo da primeira parte. Inclusive, no meu compromisso com a verdade, vou demonstrar que, como todo bom brasileiro, a gente também se fode – ou não, dependendo do ponto de pista.
Feriado prolongado, acompanhado de três bons amigos, decidi ir para uma cidade serrana próxima de Fortaleza, chamada Guaramiranga.
Alugamos uma casa simples e pequena, mas bem bonita e com um jardim todo florido. Em muito se assemelhava a uma cabana de hobbit.
A proprietária, que, por sua vez, parecia a Dona Benta, entregou a chave e logo advertiu:
- Não façam muita bagunça nesses dois dias, hein?!
- Com certeza, dona. Com certeza.
Mal a velhinha virou e já havíamos pisado em uma orquídea.
A cidadezinha estava relativamente cheia e, após uma volta na praça, tivemos a brilhante ideia de convidar uns conhecidos para uma espécie de luau. Algo com mais ou menos vinte pessoas. Nada que bagunçasse a casa de dois cômodos da Dona Benta.
A noite foi chegando e a cabana já estava estrategicamente organizada para a vadiagem. O único, e óbvio, empecilho, era a escassez de quartos.
Nove horas, nove e meia, dez horas… e finalmente as garotas começaram a aparecer. Entre elas, Alessandra.
Alê é uma garota magra, alta, cabelo castanho ondulado e peitos de 300 ml, ao menos. Nosso caso era o típico lance que só precisava de uma oportunidade para dar certo. Eu sentia. O problema é que essa oportunidade teimava em não surgir.
Logo que ela chegou, eu, que já havia bebido, por baixo, quatro canecas de chopp, cheguei dando um beijo no pescoço dela, em seguida um “oi, Alê”. Aí voltei pro violão.
Após uma hora de viola, chega de Jack Johnson. Fui atrás da jovem.
Na procura, noto que, dos meus amigos, só havia sobrado o Luan, que também estava tocando. Entro na casa, vejo que os dois quartos já estavam ocupados. Pensei na sala, mas um gordinho havia vomitado no vaso das bromélias. Que merda.
Cabisbaixo e sem expectativas sexopromiscuanas, mesmo assim fui falar com Alê, que já estava bêbada com, pasmem, a impressionante marca de três smirnoff ice! As coisas estavam começando a melhorar.
Não precisei de muitas palavras e logo estávamos nos agarrando. Na picadurice, convidei-a para a praça, pois essa casa está cheia de bêbados!
Na praça, quando a pegação já estava envergonhando o pipoqueiro e até a vendedora de fondue, falei que achava melhor pararmos. Ali não era lugar.
Alê, em uma atitude que eu, sinceramente, nunca imaginei viesse dela, sugeriu que fôssemos à casa que ela estava, a apenas alguns metros dali.
Caminhamos, então, para a casa da moçoila, que era realmente a alguns metros dali…serra acima!
Chegando lá, tonto, mas ainda duro, ficamos um tempo no sofá. Quando o sofá ficou pequeno, fomos para o quarto. Lá tinha uma amiga dela na rede dormindo – curiosidade: depois eu tive a impressão que ela estava acordada bisbilhotando.
No colchão de ar Alê tira a blusa. Eram bem duros, provavelmente haviam sido implantados há menos de um ano. Ao contrário do que pensei, devia ter uns 250 ou 275ml no máximo. Enchimentos… sempre me iludo.
Na hora do grand finale, puta que pariu, cadê a camisinha?!
Sem camisinha não dava…Todas haviam ficado na casa!
Ficamos ainda até quase de manhã, mas acabou não rolando. Deixa pra lá, ainda tem outro dia!
Na volta, descendo a ladeira íngreme e cheia de curvas, já chegando em casa, pego no bolso: puta que pariu, deixei o celular cair!
Estava ferrado. Meu querido celular, com memória cheia de mensagens ordinárias recebidas e enviadas para uma dúzia de mulheres, no mínimo.
“Tá sumido, hein, mocinho!?”; “Da próxima vez EU que vou receber massagem”; “Tá livre?” “Tô descendo”; “Não estou grávida” são alguns exemplos do que eu lembrava não ter apagado da caixa de entrada.
Não sabia se torcia para que o celular tivesse caído no chão ou na casa dela, sinceramente.
Pior que já era manhã e ela provavelmente estava dormindo. Eu não tinha coragem de subir toda aquela ladeira para nem conseguir ligar para ela abrir a porta pra mim. Fui pra casa dormir.
Horas mais tarde, no almoço, liguei do celular de um amigo para me encontrar com ela.
Chegando ao local combinado, lá estava Alê olhando para o lado enquanto a amiga voyeur dela me encarava com desprezo. É claro que elas haviam lido tudo, até mesmo as mensagens que a operadora havia me enviado!
Tentei quebrar o gelo dando oi, mas, em resposta, ela entregou o celular, ainda sem olhar pra minha cara. É, antes tivesse caído no chão.
Isso mesmo, garotas. Depois de tanta praga, tanto karma negro carregado, tanto ebó e galinha preta, o dia que vocês tanto almejavam chegou. O dia em que o Cafa, não só, não comeu ninguém, mas ainda se fudeu, de brinde.
De toda triste experiência, devemos tirar um ensinamento. Dessa, aprendi duas grandes lições que carregarei comigo até o derradeiro momento:
Primeiro, ande sempre com camisinha. Não só pela saúde, mas também para não deixar de comer ninguém. A oportunidade pode ser única – como, de fato, foi; Por último, mas não menos importante, mantenha seus amigos por perto e seu celular mais perto ainda.
Praieiro
História enviada via Cafa Responde.
Boa noite Cafa!
Bom, vou começar me apresentando, meu nome é Raquel, tenho 29 anos e sou de São Paulo, sou formada em Administração e no início do ano passado fui selecionada em um programa de trainee em um banco. Em junho me mudei para Passa Quatro-MG por causa do trabalho, não tão longe mas nem tão perto de São Paulo. Estava namorando na época e fui levando o namoro a distância (aparentemente bem) até o mês novembro, quando vim para São Paulo passar o fim de semana com o namorado e ele dizendo que “esqueceu” que eu vinha foi para um rodeio, fim de namoro!
Duas semanas depois do término conheci o Henrique, que é o “x” da questão. Nos conhecemos em um almoço na casa dele, ele morava com um outro funcionário do banco que tinha namorada, e eu fui ao almoço com uma colega que morava comigo e que também tinha namorado, ou seja, nós éramos as velas dos casais. Não demorou muito para começarem com a operação cupido, e em uma saída para comprar bebidas acabamos nos beijando, passamos o resto do dia juntos e os dois casais comemorando…
No outro dia o Henrique já foi atrás de mim no trabalho e me convidando para sairmos de novo, totalmente gentil e atencioso, uma habilidade natural dos cafas… hehe
Desse dia em diante começamos a nos encontrar todos os dias para jantarmos juntos, e no fim da primeira semana rolou a primeira transa, e até viajamos juntos para passar o fds em uma fazenda com um casal de amigos.
Sabia que ele tinha todas as qualidades de um legítimo “Cafa fofo”, ele mesmo me disse na cara que não prestava (bêbado), mas que tava curtindo ficar comigo, eu também tava curtindo ficar com ele, eu morando sozinha naquela cidade e carente, fazia bem para o meu ego toda a atenção que ele me dava.
Nosso envolvimento foi super rápido, nos víamos todos os dias e ele já estava dormindo na minha casa… Conheci a família dele, passei um dia inteiro com eles, e a nossa intimidade só ia crescendo. Quando não estávamos juntos, muitas vezes fui acordada de madrugada com ele bêbado no telefone dizendo que ia me buscar.
Mas aí aos poucos fui descobrindo os rolos dele, com “várias” meninas da cidade dele e até de outros lugares…
No começo não falei nada, afinal não tínhamos feito nenhum compromisso e eu não queria que ele soubesse que eu tava futricando a vida dele. Mas isso logo começou a me incomodar, porque estávamos tendo uma vida de quase casados já, fazíamos tudo juntos há mais de um mês, e isso não era um namoro?
Decidi me afastar, ele veio atrás de mim, lógico, fez um monte de promessas e disse que a partir dali começaríamos a namorar sério e que ele não teria mais nada com as outras meninas… Eu decidida a me iludir, acreditei né, já tava apaixonada, aff.
Ele sempre me tratou muito bem, com todo carinho do mundo, cuidava de mim, estava o tempo todo comigo, ligava, mandava SMS, passávamos os fds grudados o dia inteiro, tudo as mil maravilhas…
Até que, 15 dias após a oficialização do namoro, uma dos antigos rolos, resolveu aparecer em Passa Quatro para acabar com a minha alegria, como se não bastasse ela ainda foi desfilar lá na agência. Meu mundo caiu esse dia, me descontrolei, quase passei mal de raiva, não quis nem saber como ela apareceu lá e nem o que foi fazer, terminei com ele. Nada de superioridade nesse momento, o desespero tomou conta de mim e saí falando mal dele pra tudo quanto é canto, infantilidade (me arrependi depois).
Ele tentou me ligar várias vezes e eu nem atendi, foi na minha casa e eu não quis conversar, mandou email e eu nem respondi. Estava me sentido exposta no trabalho e completamente traída.
Só que na outra semana o Henrique teve umas complicações nos rins, só não morreu porque não era hora mesmo. Eu não aguentei né, fui visitá-lo, queria saber como ele estava. Ele já veio me pedindo perdão e querendo se explicar, eu disse que não, era hora e fui embora. Logo depois ele aparece na minha casa todo quebrado, foi andando até lá (morávamos umas 5 quadras de distância um do outro), dizendo que eu não podia deixá-lo e que tínhamos que voltar, fez isso só pra me sensibilizar né, e conseguiu… Pra completar a mãe dele ainda fala comigo no telefone, pedindo pra eu cuidar dele porque ela tava longe e não deixar ele dormir sozinho porque ele podia ter uma hemorragia interna e etc., resultado: reconciliação!
Só que essa volta foi tensa, eu estava totalmente insegura e me tornei uma namorada totalmente ciumenta. Passamos uma semana longe porque ele foi pra cidade do avô e eu fiquei trabalhando, e quando ele voltou eu fui investigar o que ele tinha feito por lá, e quem procura acha. Achei mensagens dele para uma “amiguinha” e ele me disse que ela era ex de um amigo dele, eu não aguentei, liguei pra menina pra tirar satisfação, nossa eu nunca tinha feito isso na vida com ninguém, me senti uma completa idiota.
E foi aí que desandou tudo, ele ficou me odiando depois disso, disse que não confiava mais em mim, que tudo que ele me conta eu uso contra ele e etc., e começou a fazer coisas pra se vingar de mim. Eu disse que era melhor terminarmos tudo então, mas ele quis continuar o namoro.
Continuou sendo carinhoso comigo, mas quando se lembrava do que eu tinha feito começava a me maltratar.
Fui ficando louca com isso porque ao mesmo tempo que ele demonstrava carinho e atenção, do nada se revoltava e começava a desdenhar de mim.
Um dia ele me disse que se sentia puto por dentro porque sempre acabava fazendo todas as minhas vontades, mesmo com raiva de mim ainda continuava fazendo o que eu pedia.
Disse que eu manipulava ele e que tava até com medo de dormir comigo e eu matar ele durante a noite… rs
Aí um dia veio com um papo que não dava certo a gente namorar, que podíamos só ficar de vez em quando… Disse que não prestava e que não queria prestar, que não gostava de ninguém só dele, e que torcia para nós todas sermos felizes (eu e as outras que ele enrola).
Essa conversa foi em um sábado a noite, ainda dormimos juntos depois disso e ele passou o domingo inteiro na minha casa, fez almoço pra mim, lavou as louças, eu tava doente nesse fds, e ele tava lá cuidando de mim. No fim do dia terminei com ele, disse que não ia aceitar a tal “proposta” e que se ele não queria mais namorar era melhor terminar de vez. Disse que ele podia ficar tranquilo que eu não ia ter nenhum acesso de raiva e que não ia fazer nada, já tinha aprendido com as minhas ações impensadas de antes.
Ele foi embora meio contrariado, mas não disse nada. Mais tarde mandou uma mensagem dizendo que ia sentir saudades. Eu respondi agradecendo pela companhia e pelo carinho, mas que ia ser melhor assim. Ele respondeu que achava que não ia ser melhor. Eu rebati dizendo que já tava ruim pra nós dois há muito tempo, fim de papo.
No próximo fim de semana foi Natal e cada um de nós tinha ido visitar a família. Na noite de natal (uma semana após o término) ele me ligou duas vezes e eu não vi. Resolvi ligar de volta, ele só queria me sondar pra saber se eu tinha ido pra casa e que dia eu voltava pra Passa Quatro, cortei o papo e disse que já tava indo pra rodoviária e que tinha que desligar.
Durante a semana encontrei com ele só uma vez no trabalho, aí no fds ele me liga de novo reclamando que eu vi ele lá e nem falei com ele (eu disse bom dia só), ficou sondando de novo pra saber como é que eu tava, o que tava fazendo, como que eu tava vivendo sozinha né, nunca fiquei sem a companhia dele, veio com um papo que tava com saudade e eu perguntei que diferença que isso faz, depois enrolei e desliguei.
Não aguento isso sabe, diz que não gosta, mas as ações muitas vezes dizem o contrário. Diz que não quer nada, mas não me deixa. Tenho medo que ele seja o pior tipo de cafajeste que existe.
As vezes eu acho que ele gosta de mim mas tem medo de assumir isso pra ele mesmo e por isso repete o tempo todo que não tá nem aí.
Diz que não se importa, que não tem ciúmes, mas já peguei ele mexendo no meu histórico de conversas do MSN e no meu celular, mas não assume de jeito nenhum que fez isso.
Não sei mais o que fazer, gosto muito dele, mas pra mim só serve se ele me levar a sério.
Será que ele gosta de mim ou eu só estou me iludindo mais uma vez?
Preciso de conselhos, antes que faça uma burrada e volte com ele de novo!
Raquel
Raquel,
Pelo que você disse, em pouco menos de três semanas após o término do seu namoro você já estava em um envolvimento com Henrique.
Não posso garantir, mas acredito que seu romance teria seguido outro rumo caso você tivesse ido com mais calma.
Você era recém-chegada na cidade, estava em um emprego novo, tinha acabado de ficar solteira e, como ressaltado na sua própria carta, estava carente.
Essa condição angustiante não colaborou para que você fizesse um bom julgamento da índole do seu novo paquera, nem se era o momento adequado para começar outro romance. Não estou dizendo que ele não seja uma boa pessoa, a questão é que você não estava com a mente tranquila para saber qual rumo seguir.
O ideal era você não ter se envolvido tão rápido. Como? Evitando vê-lo todos os dias, não permitindo que ele dormisse (com grande frequência) na sua casa, esquivando-se de conhecer a família dele tão cedo e, acima de tudo, fugindo da precoce vida de casal que vocês passaram a ter sem nem ao menos oficializarem um namoro. Os passos deveriam ter sido dados aos poucos, até para que você o conhecesse melhor e não o idealizasse, para depois se iludir, como relatou.
Por mais covarde e excessivamente cauteloso que isso possa parecer, não ter enfrentado sozinha os desafios de sua nova vida lhe fez refém de um homem que serviu de apoio para superar um momento, mas que, na real, você mal conhecia os defeitos. E quando conheceu, deu merda.
O namoro acabou. Ele ficou debilitado e você, sensibilizada pelo estado de saúde dele, mas ainda guardando rancor pelo que havia acontecido, “aceitou” se reconciliar com ele, decisão que se mostrou precipitada, já que, ressentida e, agora, descrente do bom caráter dele, você acabou se tornando uma namorada totalmente insegura e ciumenta. Erro atrás de erro.
Em efeito dominó, seu ciúmes e ressentimentos acabaram afetando o relacionamento e fazendo com que Henrique se revoltasse contra você, com toda a razão.
Decidiram, portanto, acabar, mas não estão 100% certos da decisão.
Li e reli sua carta e, ainda assim, digo que é impossível te confirmar que ele seja um bom rapaz ou que você deva ou não voltar com ele.
No entanto, vocês dois, aparentemente, querem reatar.
Partindo desse pressuposto, para que o romance funcione dessa vez, você deve estar realmente disposta a superar tudo o que aconteceu e, assim, não repetir a besteira de namorar insegura e ciumenta. Caso isso aconteça, o relacionamento andará em círculos que só aumentariam o desgaste entre vocês.
Acredito que a melhor escolha que você pode tomar é fazer exatamente o oposto do que havia feito.
Converse com ele, explique sua condição, mas diga que está disposta a esquecer de alguns acontecimentos e tudo mais que tenha atrapalhado o relacionamento de vocês, caso ele também esteja disposto a tanto.
Depois de uma conversa franca e selado o trato de enterrar o passado nebuloso, retomem esse romance com calma. Saiam para jantar, combinem um cinema, viajem juntos… Façam progressivamente dessa vez. Se você não sabe os defeitos de uma pessoa…é porque você não a conhece!
É que nem um gráfico de uma empresa na bolsa de valores. Se a cotação sobe muito rápido, mas a empresa não tem solidez, a queda é iminente. Por outro lado, quando o gráfico vai subindo aos poucos (inclusive com algumas estagnadas e até leves quedas entre picos), significa que a empresa é consolidada e rígida, já que, ao longo do tempo, observou-se que as crises não foram capazes de impedir a tendência de alta. Caralho, viajei!
Ao meu ver, a única chance de dar certo é se vocês se perdoarem, sinceramente, deixando os antigos problemas de lado para, aí sim, recomeçarem esse namoro sem a pressa que tiveram no passado. Cabe a vocês avaliarem se vale o esforço.
Boa sorte.
Praieiro
UPDATE
Obrigada pela resposta, vc entendeu bem a história, suas palavras se encaixaram perfeitamente ao que eu sinto e me tirou um peso da consciência pelo fato abaixo.
Nesses dias o Henrique passou a madrugada inteira me mandando SMS dizendo que precisava conversar comigo, acho que ele passou a noite em claro e não me deixou dormir, não respondi as mensagens e desliguei o celular. Mas as 4:00h da manhã eu perdi o sono completamente pensando, liguei o celular e respondi perguntando se tinha acontecido alguma coisa com ele. Ele respondeu dizendo que estava indo pra minha casa. Eu disse pra ele não vir, porque eu tinha que ir para o trabalhar 5:30h, disse que depois nós conversávamos. Não deu 10 minutos ele apareceu aqui, disse que estava com problemas e que queria desabafar comigo e etc. Deixei ele entrar, ele me contou tudo o que estava acontecendo, algumas falhas dele no trabalho, em casa, querendo me mostrar que confiava em mim, e me disse que precisava da minha ajuda para melhorar muitas coisas. Eu perguntei onde que eu entrava nessa história, e ele repetiu que precisava de mim, e eu disse que não sabia como ajudá-lo. Ele ficou em silêncio por alguns segundos e soltou “Vc quer namorar comigo, sério?”. Eu disse que ele já me disse isso antes e não cumpriu nada que do que nós combinamos, ele me disse que da primeira vez ele assumiu o namoro porque eu o pressionei, mas que agora era diferente porque ele decidiu que quer isso. Eu fiquei na dúvida porque pensei, ele vem aqui e me diz tudo que eu quero ouvir, nós voltamos e daqui algumas semanas ele muda de ideia…
Conversei com ele, disse tudo o que atrapalhou o nosso relacionamento da primeira vez, e assumi os meu erros, perguntei se ele estava disposto a se esforçar pra dar certo e fazermos tudo diferente, ele disse que quer se esforçar e me pediu um voto de confiança. E eu resolvi aceitar.
Quarta-feira, 04/04/2012, aproximadamente 20 horas, América do Sul, Brasil, Distrito Federal, Brasília, Asa Norte, Poizé, Marlboro queimando em uma mão, taco de sinuca na outra, cerveja gelada na mesa, bola 8 na caçapa, Campeiro zuado:
- Mermão, agitei no final de semana uma amiga do esquema do Marcelin… massa pra caramba.
- Gata?
- Feia.
- Gostosa?
- Demais.
- Como é que foi essa parada, Negão?
- Porra, mlk, ele falou que ia rolar o esqueminha e deu o alerta de como era. Falei com o Júnior, ele já tinha agitado e garantiu a procedência.
- Vocês foram para onde?
- Saímos para um barzinho. Agilizamos uma Vodka e, depois de uns copos, ela já estava meio para frente. Veio para o meu lado, mas eu não queria pegar ela na frente de geral, pois na mesa ao lado umas meninas estavam dando uma moral danada e também não tava a fim de queimar meu filme.
- Caralho, era feia assim?
- Mais ou menos, mlk. Mas era gostosa demais. Daí, meu brother, a chamei para dançar e o diabo da mulher não dava um jeito de toda hora, dançando, de encostar a perna no meu pau. Nessa eu já tava louco, né. Acabei dando uns pegas alí mesmo.
- Que merda, heim.
- Nada nada. Nessa hora já havia tocado o foda-se.
- E aí….
- Curtimos o barzinho lá e depois fomos para o Subway matar um sanduba. Na hora de vazar fora, dei um intima para levar para casa e ela perguntou se eu tinha compromisso no sábado pela manhã, pois, se tivesse, deveria cancelar tudo, já que ela ia acabar comigo.
- E tu na hora pensou o quê?
- Que isso, novinha. Que isso!
- E rolou massa?
- Demais. Chegando lá em casa, a maluca já me jogou no sofá sentado, não quis nem conversa, e começou a mamar. Depois de um tempo tentei arrochar, mas ela disse que não queria que eu fizesse esforço naquela hora, pois teria a noite toda ainda para trabalhar.
- Aí é show demais.
- Pois é. Acabou que depois disso mostrei para ela onde era o meu quarto e fui tomar um banho. Quando volto para o quarto de toalha lá estava a mulher, deitada de costas, com uma calcinha vermelha… vira o rosto, olha para mim, e diz que estava só me esperando para a gente continuar. Tem cabimento um negócio desse?
- Aí não há santo que aguente, Campeiro.
- Foi aroeira até de manhã. Me chupou de primeira no sofá, demos outra massa, e ainda, com cara de safada, perguntou se eu queria mais alguma coisa ou estava satisfeito. É óbvio que ela sabia o que eu queria, né.
- Filé, heim. E depois disso, para ela ir embora, deu trabalho?
- Que nada. Vazou fora antes do almoço, não me acordou, não encheu o saco para eu ir deixar em casa, e não ficou no meu pé demais.
- Perfeito então.
- Nunca é perfeito.
- Por quê?
- Se fosse gata eu chamava de meu amor.
Depois de vocês pedirem tanto, aí está o final, com detalhes, do post “Mudando de Ideia”.
Não achei que a repercussão fosse tão grande. Foi o post mais bombado dessa nova temporada do Manual, com mais de 500 comentários.
A conversa acima é um resumo de um papo que rolou com um amigo depois do acontecido. Sim, mulheres, todos os homens contam para os mais chegados alguns detalhes da transa com vocês. Alguns, é claro, faltam anunciar em um carro de som, mas isso é só para os FDP’s. A exceção é quando é namorada, esposa ou alguém que ele goste. Nesses casos, o cara normalmente não conta os detalhes.
Pois então, me perguntaram muito o que a menina fez certo. Posso destacar 3 pontos:
- Não forçou a barra quando viu que eu ainda não estava querendo ficar com ela;
- Mostrou atitude pra caramba no sexo, sem ser putona demais;
- Não quis “morar” na minha casa depois do sexo.
São 3 atitudes bem simples, mas que fazem uma diferença danada no Feedback que o cara vai fazer da noite que teve.
Cafa Campeiro
Bom dia, minhas lindas.
Um beijo para todas vocês e, em especial, para a Leitora J. que me tratou muito bem em Floripa na semana passada e de quebra ainda me levou para o espetacular show do O Rappa em Jurerê.
Oi, Cafa.
Gostaria de ter uma opinião de alguém de fora, pois não sei mais o q fazer.
Sou casada há pouco mais de 7 anos, tenho 24 anos e meu marido tem 31 anos e estamos juntos a 9 anos ( namoro, noivado tudo ), quando o conheci tinha 15 anos e era virgem, ele foi meu primeiro namorado ( antes dele eu apenas tive ficantes, coisa da fase só beijinho, bejinho e tchau, tchau ).
O amo muito, o problema começou durante o noivado ele me falou que era “virgem” ( de mim ele sempre soube ) quando ele me falou não acreditei, convenhamos é difícil de acreditar um rapaz de uns 23 ser virgem até pouco tempo não colava não porque sou muito desconfiada as vezes até d+.
Campeiro > É difícil, mas tem cara dessa idade que ainda é cabaço. Mas sei lá, se o cara fala que nunca sentiu nem o cheiro, realmente você pode acreditar, pois não me vem nenhum motivo para ele inventar isso.
Tudo bem fingi que acreditei, pois pra mim era indiferente porque sempre o amei. Nos casamos, mas por problemas pessoais que ele já sabia ( pois conversávamos muito sobre isto ) não tinha muito prazer em fazer sexo ( não vou em que algumas vezes era bom, mas sabe aquele bom de você comer aquele doce que gosta era isto nada D+ ). Por este motivo, evitava ao máximo ele fazíamos de 2 a 3 vezes por semana, quando no máximo 4 ( acredite este último era raridade, quando chegávamos a isto ele dava pulos de alegria eu achava que havia feito d+ kkkk ), mas como falei eu tinha um problema pessoal que me bloqueava tanto é que levei uns 20 dias pra ter coragem de ligar a luz e velo nu, nunca havia me tocado se é que me entende, odiava me ver nua no espelho ( o que diga-se de passagem hoje vejo que nunca fui feia, nem gorda tenho 1,57 e sempre tive não mais 55 / 58 kg hoje realmente vejo que era algo a minha cabeça) entre outras coisas.
Campeiro > 4 vezes por semana? Porra, tá na média dos casais por aí. Não é tão pouco assim.
Isto prejudicou muito nosso casamento e como, mas mesmo assim ele ( que eu saiba ) nunca me traiu, revistas e essas coisas sim (mas entendesse se era só isso ele era um santo), ficamos nisto durante uns 6 anos e meio, fugia e ele brabo tentava compreender, cada dia uma desculpa. Mas de alguns meses pra cá começamos a conversar mais e mudamos algumas coisas o que melhorou um pouco ( hoje sei que foi pouco, pouco mesmo mas pra nós na época era muito ), aí comecei a não fugir tanto não porque já tivesse gozado ou sentisse aquele desejo, mas porque estava menos ruim.
Campeiro > Caramba, esse teu problema pessoal devia ser bem complicado mesmo, pois passar quase 7 anos com problemas sexuais, sem gozar, por conta disso, é demais.
Há uns 2 meses a trás em conversa com um amigo muito próximo, pois somos amigos à muito tempo que me ajudou muito em algumas crises em nosso casamento, ele comentou algo parecido com que eu passava só que com a sobrinha dele e q estava fazendo terapia fora algumas coisas que estava fazendo pra superar este bloqueio, e então contei pra ele do meu problema e o motivo dele ele entendeu e ficou surpreso até brincou com a situação pra deixar mais leve o clima pra me dar um conselho disse que não era à toa que tinhámos tantas crises e que meu marido iria direto pro céu por aguentar 6 anos e meio desta maneira só de casado, terminada a brincadeira que na época não gostei muito e por ser bem mais velho que nos duas me deu o mesmo conselho que deu a sobrinha SE TOQUE, SE MASTURBE, SE OLHE NO ESPELHO ATÉ CANSAR E A IMAGEM QUE VOCÊ VER REFLETIDA NÃO TE CAUSE MAIS REPULSA ( antes disto eu nem pesquisava na internet sobre isto por vergonha, sei lá se era medo do meu marido achar alguma besteira, sei lá paranoia ) não levei muita fé no conselho levei quase uma semana para começar a me ver de corpo inteiro no espelho, pois pra mim era muito difícil me ver nua levei um tempo mas me acostumei, depois passei a ver que realmente eu via uma imagem muito distorcida de mim mesma, comecei a ver resultado e comecei a fazer os ouros e pesquisar na internet sobre estes assuntos até tarde e praticar alguns surtiu efeito se hoje ainda não estou 100% no já cheguei a 95% ( em questão a mim mesma ).
Campeiro > Isso é importante. Conhecer o seu corpo, principalmente às mulheres, é essencial para uma vida sexual mais ativa e prazerosa. Fora que, em momentos de necessidade, dar uma aliviada sozinha já é um grande passo para ficar mais relax.
Comecei a sentir muito desejo e sentir prazer hoje posso entender porque ouvia dizer que é muito bom, hoje eu tenho certeza disto.
Realmente é bom d+…..
Só o problema não termina aí, nas primeiras vezes ( falo de no máximo nos três ou quatro primeiros dias ) meu marido não teve muito trabalho porque eu já estava pegando fogo, já havia me preparado antes, daí foi mágico incrível , depois ele começou a não dar mais conta, fata preliminares tento prolongar ao máximo elas conversamos sobre isto e durante as conversas peço que faça mais preliminares e durante me elogie mais, mas ele fica meio irritado como se eu quisesse ensina-lo, mas não é isto só quero melhorar nossa relação pros dois.
Campeiro > Tem que ter cuidado com essas dicas que você dá para ele. Chegue na boa, em momento de descontração, e fala de um jeito carinhoso, no ouvido dele e tal. Falar isso na lata é foda. O cara pode sentir que não tá fazendo direito e para o homem isso quebra as pernas.
Nesta última semana ele falou algo pra mim que me magoou muito, até não foi o q disse mas como no dia seguinte conversamos nos entendemos sobre isto, mas deu 2 dias rateou de novo mas nada de traição que eu saiba.
Campeiro > Falou o quê?
É depois disto que começaram meus problemas, conversando com um outro amigo que trabalhamos juntos surgiu do nada ( pelo menos pra mim ) o papo sobre sexo, pra falar a verdade nem sei como começamos a conversa, mas rolou por msn, mas não tive coragem de aceitar o convite da webcam, me senti muito mal depois pelo que fiz, não que não tivesse aliviado um pouco o que estava sentindo, pois estava magoada e com muito desejo. Antes disto tentei procura-lo, mas ele me evitou eu o amo d+ sei q o que fiz não foi certo.
Campeiro > É claro que você, como mulher casada, não deve sair espalhando sua vida sexual por aí e nem falando de sexo com colegas de trabalho, mas realmente não vejo que tenha pisado no tomate tanto assim. Você tá falando como se merecesse levar 40 chibatadas.
E não sei mais o que fazer, pois fico tentada a falar novamente com este amigo estou tentando resistir pois sei onde isto pode para e não quero trair meu marido, mas está difícil não sei mais como tocar neste assunto com ele quero estar satisfeita com ele, depois destes últimos meses acredito que ele realmente era virgem ou ele sempre foi muito ruim de cama.
Pois agora não acredito que o problema esteja em mim (resolvi o que nos atrapalhava), não quero magoa-lo quero convence-lo a fazer algumas coisas diferentes, se soltar mais na cama, pois ele parece uma múmia não fala nada nem uma besteira, nem geme nada só umas caretinhas e só de vez em quando ( estas observações já tenho a um bom tempo quase um ano ) quando peço isto a ele não quero transforma-lo em outra pessoa nem critica-lo só quero também poder ficar excitada com a voz dele ouvir o que realmente sente naquele momento não quero que narre, imagino ele me elogiando e/ ou falando besteiras na cama e fico excitada só de pensar imagina se ele realmente fizesse ?
Gostaria de fazer ele entender isto sem ofende-lo?
Como posso fazer? Já tentei falar com ele mas de repente não soube me expressar.
Desde já obrigada.
Campeiro > Tenho que confessar que sua história tá confusa pra caramba. Até agora não entendi direito se é você ou ele o ruim de cama.
De toda sorte, tenho 3 comentários a fazer:
A) Amigo de cu é rola. Se você não parar de conversar sobre sexo com esse amigo, vai acabar dando para ele já já. Aí, se o seu marido descobrir, já viu a merda que pode dar, né;
B) Como te falei, chegue no seu marido em momento de brincadeira, falando umas besteiras no ouvido dele, elogiando alguma coisa boa que ele fez no sexo e comenta sobre o que você curte, algumas coisas que você acha que seriam legais para vocês fazerem. Conversa séria sobre sexo é a pior coisa que existe. Sexo é natural. Se for para rolar uma ideia sobre isso, que seja bem relax;
C) As relações entre homem e mulher são baseadas, entre outras coisas, naquela segurança, tesão e respeito que a mulher sente no cara como macho mesmo. Ela saber que ele tá sempre alí para alguma coisa mais séria e que, depois de tudo o que acontecer, vocês vão chegar em casa, ele vai te agarrar, jogar na cama e te comer a noite toda. É isso que faz com que a relação não vire coisa de amigo. No seu caso, parece-me que esse respeito e tesão você não tem mais por ele. É um grande alerta quanto ao futuro desse relacionamento.
Cafa Campeiro
Para finalizar a semana do corno, vai uma polêmica história enviada via Cafa Responde.
Tenho 30 anos, estou com meu marido há seis anos, dentre os quais três anos e três meses casada, não temos filhos, nos casamos porque queríamos.Ele tem 31 anos. Moramos em cidades separadas por causa do meu trabalho e do dele, mas desde que o conheci foi assim, portanto nunca estranhei, passamos a semana separados e juntos todos os finais de semana. Descobri essa semana que ele possui um perfil em um site de sexo e que faz sexo virtual com a web cam com várias mulheres.
Sempre me achei uma pessoa capaz de entender o universo masculino, até porque consigo viver no feminino que é cheio de nuances, por que não conseguiria viver no masculino?! Para eles só existe uma idéia, sexo, às vezes varia entre cerveja, futebol e dinheiro, mas sempre no fundo tem uma conotação de sexo em algum lugar.
Uma vez assistindo um documentário sobre traição uma terapeuta disse: a mulher precisa de um motivo para trair o homem só precisa de uma bunda… Verdade, cruel, mas é verdade. Na teoria eu sempre soube que a fidelidade masculina seria uma utopia, eu sempre soube que chegaria um dia em que o bom arroz e feijão de casa não teria mais o mesmo sabor, e um PF da bodega da esquina poderia aguçar o faro e assim despertar a vontade de sentir um novo sabor, que poderia até ser provado, mas no final das contas, a comidinha caseira venceria.
A tal infidelidade que sempre admiti como certa, chegou um pouco mais cedo do que eu imaginava, até porque ele sempre cantou aos quatro cantos que curtiu a vida exatamente como queria e que só começou a namorar e a pensar em casar porque havia cansado de tanta putaria na vida, porém a minha tese venceu.
Não se abandona o gen da putaria, ele fica lá adormecido, caladinho, não se domestica um puto, você apenas o mantém em cativeiro… E aí, sem filhos, sem sobrepeso justificável, sem gravidade a todo vapor, o fantasma que ronda todos os relacionamentos chegou e se instalou no meu, chegou chegando, com força total.
Pode ser que o tal sexo virtual não seja tratado como traição, já que a troca ordinária de fluídos não ocorreu, mas o que me dificulta a vida é justamente o fato de que eu convivo muito bem com a pornografia, tanto que de Natal dei uma ano de assinatura da playboy, entendo que o homem curte ver um filme pornô, bater uma punheta… Porra, eu mais do que ninguém não pego no pé por causa disso, acho normal… Sou tão cabeça aberta que se estiver na rua e passar uma mulher bonita eu mostro, digo: amor, olha que mulher boa da porra bem ali….
Sabe o que eu acho?! Virei amiga, melhor amiga, aquela que você fala sobre política, economia, religião, futebol, sexo e pronto… O que me mata nisso tudo é a necessidade de interagir com outra pessoa, por que precisa de uma flanelinha de punheta?! Alguém que diga, isso mais pra esquerda, mais para a direita, agora desenrole…. Aaaaaah vá….
Porra, o cara fica PELADO, vendo uma mulher PELADA na frente dele velho… Os dois estão lá falando as maiores putarias do universo… E vem me dizer que isso não é traição?! Lógico que é. Existe envolvimento, você não começa a ficar pelado com uma pessoa de uma hora para a outra, você conversa, elogia, bate um papo… depois você vai e transa com ela, pela Internet, pelo menos foi até aí que eu descobri…
Eu não entendo essa necessidade, e ainda mais dizer que é só virtual, existe envolvimento SIM, e quer saber, NINGUÉM irá me fazer acreditar que nunca passou disso. Hoje mais do que nunca tenho a certeza de que sou traída e bicho… a freqüência deve ser bem maior do que eu um dia imaginei.
Tá tudo bem, me pediu desculpas e jurou de pé junto que nunca mais ia fazer… Sorry, mas não acredito, só pede desculpas porque foi descoberto, e na boa, não vai deixar de fazer… Pode até jurar realmente acreditando que não vai mais fazer, no momento em que ele jura, ele realmente acredita nisso.
Mas o tempo vai passar, a vigilância vai diminuir, a confiança vai voltar, e o comportamento também, a única diferença é que agora ele terá mais cuidado em esconder. Aí fica a pergunta: o quanto vale a pena se fazer de morta?
As justificativas são as mais esdrúxulas possíveis, o que eu já precisei deixar claro mais de uma vez, que diferentemente das outras mulheres com que ele se envolveu eu NÃO possuo o Q.I. de uma chipanzé… Eu consigo lembrar das datas, eventos, sei exatamente quando ele está mentindo, sei exatamente quando me fazer de besta, de cega, de surda e principalmente de muda.
Mas o que vai mudar?! Essencialmente, nada. Ele vai continuar morando a 300 quilômetros de distância, ele vai continuar sentindo vontade de transar durante a semana, e eu vou continuar por aqui sem poder resolver nada… aí ele vai continuar, e vai conversar com outras mulheres, vai criar intimidade, vai chamá-las de minha linda, minha gostosa, como eu li, não foi ninguém que me contou…
Pois é, hoje me pede com a maior cara lisa que eu entenda, que eu perdoe, que nunca mais vai fazer o mesmo, sinceramente, eu não sei, não sei se acredito, se finjo que acredito, se acabo ou se continuo… Está tudo muito confuso ainda, muito mesmo.
Logo eu que sempre tentei ser tão homem, tão masculina, me fudi… Hoje ele está na casa da mãe dele, pedi para ele se afastar por um tempo… Cafa, isso é doença? É normal? É traição? Será que só ficou no virtual?
Sandra
Sandrinha,
Pelo que noto, você é uma mulher muito lúcida e entendedora do universo masculino. Bem acima da média, destaque-se.
No entanto, por mais que se tenha essa sensibilidade, alguns aspectos realmente não são tão simples de se entender, muito menos de se aceitar.
É de conhecimento popular que os homens são alucinados por sexo e capazes de quase tudo para conseguir uma boa trepada. Isso talvez seja reflexo de um tempo em que o macho realmente necessitava de herdeiros, de modo a disseminar seus genes e perpetuar a população. À propósito, Schopenhauer dizia que o fundamento da atração sexual não passa de um instinto de reprodução.
A intenção originária – herdeiros – mudou, mas a ânsia de comer (quase) todas as fêmeas ainda habita nosso inconsciente.
Diante da óbvia impossibilidade de se comer todo o planeta, os homens se socorrem da masturbação.
Punheta, bronha, afiar o lápis, cinco-contra-um, descascar banana, estrangular o monstro de um olho só, fazer amor consigo mesmo, exercer a autoajuda, fazer justiça com as próprias mãos, fazer uma homenagem…Não importa como o chame, esse hábito milenar comprova que a mão, e não o cão, é o melhor amigo do homem.
Garotas, se um homem lhes disser “você é digna de homenagens”, sinta-se honrada, mas evite aperto de mãos.
No seu caso, a descoberta recente de que seu marido frequenta sites de sexo virtual lhe chateou bastante. Não pela descascada de banana em si, mas por acreditar que esse comportamento reflita uma necessidade de interagir com outra pessoa do sexo oposto, tendo você sido jogada para escanteio.
Digo sem medo de errar: 90% dos homens, heterossexuais, compromissados ou não, e livres de dogmas religiosos, gostam de pornografia e utilizam-se dela com uma frequência tão escabrosa que deixaria muitas mulheres horrorizadas e, quiçá, convertendo-as instantaneamente ao lesbianismo.
Agora, se sexo virtual é traição ou não, depende muito do ponto de vista. Na minha opinião, não.
Aliás, se você não se incomoda do seu marido masturbar-se olhando uma Playboy, por que não admite essa outra modalidade? Só por que é “ao vivo”?
Se fosse com uma garota conhecida dele, tudo bem, mas não é o caso. É punhetagem grossa mesmo. Pouco importa se a mulher é legal, chata…pfff
Discordo de você quando diz que há envolvimento nesse chat pornô. São duas pessoas que entram em um site com um único intuito: masturbação e orgasmo (ok, são dois motivos). Não é necessário nenhum envolvimento para que o fato se concretize. É tudo bem superficial: homem seco/mulher lasciva/bronha.
Acredite: algumas pessoas conseguem, sim, ficar peladas de uma hora para a outra…e com grande facilidade!
Sobre a conversa e os elogios que você viu, não faça disso um bicho de sete cabeças. Afinal, se é um bate-papo, algum “blablablá” tem que ser dito, sincero ou não. Elogios a pênis e anúncios de orgasmos nem sempre são verdadeiros. Vocês, mulheres, sabem bem disso!
Quanto à possibilidade dele ter se encontrado com tais garotas, não tenho tanta certeza disso. Não acesso esse tipo de sites (acesso outros), mas conheço quem acessa para tirar a dúvida e, segundo meu amigo, nunca passou do virtual, ao menos com ele.
Na verdade, ele disse que tem mulher que é paga para estar ali se passando por uma anônima taradinha. Ou seja, é praticamente um disque-sexo com imagens.
Inclusive, você mesma viu as conversas, mas, pelo visto, não viu nenhum convite formal para encontros.
Em um pensamento otimista, já que nem adianta lutar contra a masturbação masculina, essa maneira que ele encontrou para se aliviar é bem melhor do que o sexo (real) com outras, concorda?
Não posso lhe garantir que ele nunca tenha lhe traído, fisicamente, mas, com um relacionamento que sobrevive, acredito que bem, há tanto tempo e, ainda mais, à distância, não acho que essa deva ser a razão de um fim.
Sim, ele vai continuar morando a 300 quilômetros de distância, vai continuar sentindo vontade de transar durante a semana, e você vai continuar por aí sem poder resolver nada, então o relacionamento só funcionará caso você realmente entenda que isso não é traição e, ainda, não guarde rancor e/ou desconfiança pelo acontecido.
Se concordar comigo e optar por continuar com ele, que supere essa história antes.
Boa sorte.
Praieiro