Camisinha sempre

30.Jun
2007

Faz tempo que não sou impactado por campanhas de prevenção de Aids. Das duas uma, ou não estão fazendo, ou fazem tão mambembe no Brasil que ninguém se recorda da última (a que tenho em mente é aquela do Bráulio). Será que o tema não é tão importante? O AZT resolveu o problema?

Ok, é um saco camisinha, perde a sensibilidade, ela pode virar pijaminha (colocou, dormiu), é chupar bala com papel, etc Mas, ou você abstrai tudo isso e passa a encará-la com normalidade ou vira presa fácil do bichinho.

Tai uma das grandes vantagens de namorar, você poder confiar na pessoa e fazer sexo sem camisinha. Mas como pra mim isso parece algo impossível, não abandono minha fiel amiga (Jontex verde) a qual recomendo a todos.

Digo isso por que nessa semana vi os melhores vídeos estrangeiros de prevenção já feitos. A estética é fantástica, não há um diálogo (o que o torna universal), a trilha sonora (The Vibrators – Baby baby) é perfeita, e todos que assistem se sentem um pouco na situação dos personagens.

Enfim, chega de papo e vamos aos vídeos.

Esse é destinado às mulheres:

Esse para os homens, em especial aos cafas. (só não concordei com o carinha sendo chuchado no final)

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=0jm0RF8fQks]

E como a população gay merece atenção também, fizeram este:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=nRK1lZ8VGJs]

Na minha modesta opinião são perfeitos.

Ser cafajeste é uma fase e não algo permanente. É claro que um ou outro (mal) hábito desta época dourada permanece e é por isso que eu acredito que os ex-cafajestes são melhores namorados que os bonzinhos.

O (ex) cafajeste quando se apaixona sabe evitar os excessos e erros que os homens bonzinhos cometem. Tais como enviar flores às favas, ligar todos os dias, ter crises de ciúme, escrever poemas, fazer jura de amor (ugh), entre outras coisas Kitsch. Aliás, é engraçado esse lance de flores, posso afirmar com muita propriedade que cerca de metade das mulheres que conheco considera cafona recebê-las (gostaria da contribuição das leitoras sobre isso).

Veja bem, não estou dizendo que o cara tem que ser um bruto, mas ele não pode permitir que a mulher sinta que tem controle do relacionamento. Ela precisa ter um mínimo de dúvida se o seu namorado gosta dela ou não. Isso é uma das coisas que alimenta uma relação, é a eterna conquista. E isso vale também para a mulher. Aquelas que se entregam num relacionamento de cabeça, na maioria das vezes, acabam quebrando a cara.

Seja você também um pouco cafajeste. Se ele resolveu sair com os amigos pra tomar um chopp e você aceitou, na volta não lhe encha de perguntas chatas (“E ai, fulana foi?”, “E ai, beijou muito?”, “Nossa você está cheirando a bebiba, não tem vergonha?”), simplesmente ignore. Você ligou no dia anterior pra ele e no seguinte ele não deu as caras?! Não seja babá, espere ele te procurar. É do instinto do homem a caça, se o bicho está ali aos seus pés todo capengando, ele parte para um mais “vivo” (Pode até comer o capenga, mas vai se divertir com o vivo).

Portanto, tente equilibrar os dois lados, mas de preferência seja mais cafa e menos boazinha. Os homens e o relacionamento agradecem.

=)

Não sei quanto as mulheres, mas nós homens sofremos desta patologia quando transamos com uma garota qualquer. Vou explicar citando um exemplo prático.

Ontem, convidei uma garota que conheci num show em Guarujá a assistir um filme em casa, tomar um vinho e pesticar umas besteiras. A garota era meio mumiazinha, mal falava, na hora de escolher um filme na locadora ficava me seguindo e não dava nenhum palpite, tudo lhe agradava, fora que tinha um tique inconveniente (sempre que conversava com ela, ela arregalava o olho…que coisa besta).

Bom, durante o filme eu fiquei bem na minha, servi alguns copos de vinho e fazia alguns comentários engraçadinhos pra garota se sentir mais a vontade e não perceber que eu só queria sexo. Quando terminou o filme começamos a trocar uns amassos, só que a garota ficou me segurando (pensei, “ah não! De novo não!”), convidei-a a dar uma deitada (estávamos na sala), já que estava tarde e no meu quarto acabou rolando. Mas, falta de química é foda.

Transamos, porém foi beeem meia boca. E ai quando gozei fui acometido de um surto fortíssimo de depressão pós-sexo.

Nessa depressão, o homem quer silêncio, dormir, não ser tocado, sendo bem franco, quer que a garota suma da sua frente. Isso pode parecer falta de consideração ou sentimento. Olha, pode até ser, mas isso bem comum.

Poxa eu queria dormir, tinha trabalhado muito naquele dia, estava quebrado, a transa tinha sido ruim, a garota ficava puxando assunto (nessa hora ela deixou de ser múmia…pqp!) e ainda me cutucava. Quando finalmente consegui dormir a garota me acorda as 4:30 da manhã pedindo pra eu abrir a porta de casa que ela precisava ir embora. Não sei se xingava ou se agradecia.

Acho que isso explica em parte por que muitas mulheres reclamam dos homens fazerem sexo e virarem de lado. Se isso acontecer, pensa bem se o cara realmente gosta de você. Por que esse tipo de depressão nunca ocorre com pessosas que se amam.

(blé, ficou um final piegas, mas não deixa de ser verdade).

=/

Li um excelente post no blog da Milka que me inspirou para redigir este. Resumidamente, ela fala da importância da mulher para excitar seu parceiro.

É comum em alguns casos(baseado em diversas experiências próprias e relatadas por amigos) a mulher ficar muda ou imóvel durante a relação sexual. Não por ela não estar curtindo, mas sua manifestação de prazer limita-se a gritos. Ok, é bacana ouvir gemidos, mas isso não é tudo. O que não quer dizer também que você precisa ser uma tagarela.

Na verdade, você tem que demonstrar ao cara que ele é atraente, que te dá tesão. “Fale coisas como: ai, que pau gostoso, que pica deliciosa você tem, podia passar o dia inteiro te chupando, seu pau é tão bonito, não vejo a hora de você meter em mim, você mete tão bem, tão gostoso, fico toda molhada quando você vem pra cima de mim” (Blog da Milka). Para algumas mulheres isso pode parecer baixaria, mas vai por mim, é extremamente excitante saber que a parceira gosta do meu membro.

O homem tem uma relação com seu garoto que muitas mulheres desconhecem. Faça um teste, se você quer sacanear um cara, espalhe na roda que ele tem o pinto pequeno, ou ao contrário, se você quer que ele fique na pilha, pega o dito cujo e teça alguns elogios.

Isso tem tudo a ver com o título. Claro, há vários motivos pra um homem broxar, desde causas físicas até as psicológicas. Porém, grande parte refere-se ao nervosismo do rapaz. A hora mais crítica (desmintam-me se estiver errado) é a de colocar a camisinha. Apesar de importante é bem desagradável, e se a mulher não ajuda fica pior ainda, por que o cara fica ali peladão, os beijos cessam, tem que procurar a camisinha, abrir o pacotinho e ajeitar no meninão. Se a garota não ajuda a colocar, não fala umas sacanagens, e só fica olhando como uma mosca morta pra cena, as chances de dar merda são potencializadas.

Se dá próxima vez que for sair com um carinha ele lhe parecer meio nervoso, dê uns beijos na pescoço dele, fala que ele gostoso, de uma massagiada lá no garoto dizendo que ele é tão gostoso quanto o dono, e principalmente, ajude a colocar a camisinha. Se não sabe, aprenda com uma banana, você pode evitar uma brochada.

Bom, acho que esse título resume bem como foi o meu feriado.

No carnaval eu conheci uma menina de Ribeirão Preto (não é aquela que eu havia mencionado em outro post). Ela era bem safada, dava umas chupadas no pescoço, uns amassos fortes, falava umas baixarias, etc Porém, acabou ficando mesmo só nos amassos no salão. Trocamos MSN e conversamos durante esses meses passados.

Chega então o feriado de finados. Como estou no queijo há 2 meses, desesperado pra sair com uma garota e tirar o atraso, resolvi combinar algo com a guria de Ribeirão. Ela ficou toda contente com a minha sugestão de ir visitá-la, dizendo que ficaria em casa sozinha e que eu dividiria a cama com ela. Bom, na minha cabeça de homem veio a fórmula, Mulher sozinha + Dividir Cama = Sexo². (Pobre cafajeste!)

Como meu carro tá cheio de problemas, resolvi pegar um busão pra lá. Não preciso mencionar a bica que paguei na passagem mais o taxi até a casa da garota, mas me conformava “calma garoto, já já seus problemas acabarão”.

Ao ver a guria, infelizmente, percebi que eu estava um pouco bêbado nas vezes que fiquei com ela no carnaval e que a garota sabia tirar fotos estratégicas pro Orkut. “Ah, mas para com isso ela tem um corpão, além do que pode ser muito gente boa”, mais uma vez me enganava. Ela tinha um bafo insuportável (não é aqueles de má higiene bucal, mas que vem do estômago, sabe?) e era sonsa como uma porta, além do que falava umas gírias caipiras irritantes.

Pensei, “Cafa, se você está no inferno, abrace o capeta”. E quem disse que o capeta queria ser abraçado?! Tentei umas investidas naquela noite e ela me segurou. Mas, para não parecer afobado ou desesperado achei melhor tentar o touché quinta-feira.

Fizemos aquele passeio de casalzinho, shopping, cinema, barzinho, etc. Para impressionar a garota, achei conveniente pagar esses caprichos, mas também pra não ir a falência deixei a conta do táxi com ela (é, ela não tinha carro). Aliás, se o investimento fosse bom, eu não estaria nem ai pra dinheiro. Agora ter que assistir Piratas do Caribe com alguém fazendo comentários inoportunos e com um bafo de leão, é no mínimo triste.

Já puto da vida, a noite utilizei a cartada mestre que nunca falha, Fondue + vinho + filminho = Sexo³. Essa foi a parte mais agradável da viagem, o fondue tava uma delícia, o vinho quente formidável, e o filme super interessante. Ela estava bem soltinha, “agora é a hora”. Fomos pra cama e começou aquele amasso, o circo tava pegando fogo, só que a grande atração era o palhaço aqui. Quando fui tocá-la (lá embaixo), ela me segurou! Ai nessa hora meu mundo veio abaixo, segue o diálogo:

- “Pera, ai não.”

- “Como assim??”

- “Ocê não é nada meu sô, não acho certo.”

- “Meu, você tá sozinha, tem 20 anos, bla bla bla…e vai ficar com frescura???”

- “Vou, quer tirar a mão dai?”

Pensei que o problema fosse comigo, mas a guria não tirava a mão do meu menino, ficava se roçando nele, e o pior me mordia o corpo todo (porra umas mordidinhas é até gostoso, mas ela achou que eu fosse uma picanha, sai de lá cheio de marcas).

Enfim, passei esse perrengue todas as noites. Não fui embora por pura sovinagem e alimentando uma vã esperança que conseguiria sair da seca (que não se concretizou).

Esse foi o meu agradável feriado. Apesar de ser uma história pessoal, ela tem bons aprendizados pra vocês, mulheres, não cairem na lábia de cafajestes, e principalmente, de não se tornarem a própria capeta.

=(