Quando comecei a blogar nunca pensei que o MC pudesse atingir tantas leitoras / leitores como está acontecendo. Isso por dois motivos, primeiro por tratar de algo tão subjetivo como relacionamentos e segundo por não ter uma estética atrativa como os demais blogs da área.

Digo isso, por que hoje recebi e-mail de uma pessoa que está cuidando da divulgação de uma campanha da marca de lingerie Sloggi. Ela solicitou a minha opinião sobre a campanha e que se eu gostasse para convidar minhas leitoras a participar.

É óbvio que eu adorei, hehehe. O mais engraçado (e um pouco constrangedor) é ver homens que mandam foto de costas mostrando a bunda para um concurso que só premiará as mulheres. A única crítica é que quando estou vendo as fotos de mulheres de repente aparece uma bunda peluda (ugh!). Aliás, gostaria de saber de vocês, o que tem de excitante no traseiro de um homem?

Então, se você tem interesse em ganhar um ensaio com o J.R. Duran e quem sabe uma viagem pra Alemanha e mais 10.000 euros, vale a pena participar.

Fico feliz em saber que as empresas agora começam a olhar com mais atenção para a blogosfera e solicitar a opinião de blogueiros sobre suas campanhas e ações. Eu nunca tinha ouvido falar da marca sloggi, mas dei uma olhada no catálogo e achei interessante algumas lingeries pra dar de presente. Ah!! E uma dica importantíssima, calcinha bege é brochante!! E vermelha meio vulgar. Nada como uma preta ou branca.

=)

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Mulher chiclete

22.jul
2007

Já falei certa vez da mulher remédio. Hoje vou falar de uma outra espécie, e não menos pior, que existe aos montes por ai, a mulher chiclete. Ela pode existir durante um relacionamento ou ser uma característica intrínseca da mulher.

As manifestações são das mais variadas. Tem as que ligam pro cara no dia seguinte que se conheceram, as que mandam scrap falando sobre o fim de semana maravilhoso que passaram (“por que as amiguinhas dele precisam ver quem está no comando”), outras mandam mensagens SMS (que chegam a virar um verdadeiro spam) achando que está abafando, enfim fazem coisas que colocam o cara lá no pedestal. Se ele for um maluco e resolver namorar com uma dessas, terá que dar satisfação de tudo. Ela vai querer saber o que ele comeu no almoço, por que ele não ligou naquela noite (afinal eles têm que se falar todos os dias), vai perguntar quem é a fulana que deixou scrap pra ele, etc.

Essa semana recebi um combo de chicletices. Uma garota me mandou um testemunhal no orkut (um recurso que só você lê a mensagem e mais ninguém) perguntando quando a gente ia se ver de novo e seu eu não queria mais vê-la. A garota achou que mandando uma mensagem em particular estaria sendo agradável, mas sua pergunta foi deveras inconveniente (se eu quisesse vê-la de novo eu ligaria, não precisa pedr feedback). Outra que eu nunca mais puxei assunto veio falar comigo no msn do nada. Pensei, “poxa que bacana ela quer saber como estou”, foi só o tempo de carregar a foto e vê-la abraçadinha com um cueca (a bobinha queria provocar ciúmes). Tem outra que eu acho bem interessante e que desperta meus hormônios (e acredito que eu os dela), mas é fato, sempre que conversamos ela fica apontando meus defeitos, até chegar ao ponto de eu ser grosso e ela falar “ta vendo como vc nunca tem paciência comigo”.

Aprendam. Quando o cara está afim de vocês, ele vai demonstrar isso! Não existe homem esquecido ou distraído ao ponto de não procurar uma mulher que ele goste. É óbvio que você não pode ser uma geladeira e nunca demonstrar o que sente pelo cara. Mas, saiba equilibrar.

=)

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Estou pra escrever este post há quase um mês, após uma garota de onde trabalho desistir de sair comigo ao ler o post sobre a garota de Ribeirão. (por mais que eu tenha tentado mantê-lo no anonimato, um amigo o descobriu e cuidou de viralizá-lo aqui). Não o fiz, pois como estava puto da vida com a situação, eu ia acabar sendo parcial.

Porém, hoje nas minhas andanças pelo HTP vi um post que me chamou a atenção e fez eu retornar ao tema.

Segue:

Quando sinceridade é palhaçada
Mesmo quando não tem a intenção de ser palhaco (e sim de ser sincero), o homem vai para o centro do picadeiro.

Perguntei ao ex-quase-futuro PA qual o tipo de mulher de que ele gosta. Claro que sendo eu baixa, bem fornida, branca, olhos castanhos e cabelos negros de tamanho médio, esperava que o bruto me descrevesse como seu ideal de beleza.

Qual não foi minha surpresa ao receber como resposta:

– Alta, por volta de 1,70, morena, cabelos lisos e olhos verdes.

Caralho! Na hora, bufei de odio e quase falei:

– Porra, tu gosta de um travesti! Mulher alta parece traveco! (Calma amiga com 1,70! Na verdade, eu so acho isso quando estou tomada pela raiva de ser preterida.)

Ainda que eu fosse obesa mórbida, com cabelo sarará, nariz adunco, dentes tortos, vesga (eu realmente sou!) e manca, ele deveria dizer que seu “sonho de consumo” é uma mulher como eu, ora pois!

Sinceridade tem limite

Tenho aprendido cada vez mais que homens nunca devem dizer o que pensam e sim o que as mulheres querem ouvir. No meu caso eu só relatei o ocorrido em Ribeirão (foi trash? Sim, foi. E dai?). Não desrespeitei ninguém, apenas tive uma infelicidade e a relatei. No caso do camarada ai acima, ele deu sua opinião. Ele pode gostar (fisicamente) de uma loira alta, mas curte a morena zarolha.

O que vale mais, um elogio sincero ou uma mentira?

Eu prefiro que uma garota fale que eu beije mal ou que prefere homens loiros a ficar me iludindo. Pelo menos vou ter muito mais confiança no que ela me disser de positivo.

Depois as mulheres reclamam dos homens. Se dizem a verdade são grossos. Se mentem são cachorros.

Au

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O medo do cafa

15.jul
2007

Muitas leitoras imaginam homens cafajestes como seres sem sentimentos, movidos só pelo prazer, de má índole, e desprovidos de cérebro. Já tentei desmistificar aqui estes preconceitos. E para complementar falarei brevemente sobre o medo dos cafas (também a pedido da Cármen Neves).

Posso dizer com muito segurança que 9 entre 10 cafas se originaram devido a frustações amorosas no passado. Alguns foram traídos pelas respectivas namoradinhas, outros foram tratados com descaso, parte foi usado para provocar ciúme em outro, e por ai vai…

O medo do cafa é acabar gostando de alguém e ter a mesma frustação que teve no passado. Já imagino um monte de mulher apontando “ahhh, cafa então é covarde”. Não é. Isso se chama defesa. Na maioria das vezes se dá de forma inconsciente, o cara não vai pensar “bom, essa garota é boazinha, lembra minha ex, deixa eu cair fora antes que eu fique apaixonado”, ele simplesmente evita se envolver (sempre encontrando alguns defeitos como justificativa).

Por isso que o cafajeste acaba nao maioria da vezes solteiro (sozinho nunca, claro). O que não quer dizer que ele nunca assumirá um relacionamento. Mas, só o fará quando tiver certeza que valerá a pena. Na dúvida ele parte pra outra.

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Cafa responde

12.jul
2007

Seguindo sugestão da leitora Carrie, resolvi abrir este espaço no blog para ajudar as leitoras a tirar dúvidas sobre relacionamento, sexo e etc.

Carrie pergunta:

Eu queria saber o q tem de errado comigo. Sério. Eu sou bonita (dizem), sou inteligente (tenho certeza), sou gente boa pra caralho (dizem e eu tenho certeza), não pego no pé, não quero casar, não tenho manias bizarras…por que diabos eu não arrumo um namorado há três anos? Nem precisava ser namoraaaado. Bastava ser um casinho legal. Nem isso. Só pego traste. Há uns 3 anos, desde q terminei meu namoro.

Coisas q podem estar contra mim: eu não tenho paciência de sair. Não, mesmo. Tipo: balada, night, azaração. Acho q nunca rendem nada de bom. Tenho 30 anos, saio desde os 14, tô cansada! Odeeeeeeio micaretas, shows de qualquer banda axé e afins (afins de encher o meu saco).

Sei lá. Quer dizer, na verdade acho q sei a resposta, mas queria ouvir seu comentário.

bjs

Cafa responde:

Vamos começar de trás pra frente. Primeiro, você faz muito bem em não procurar um namorado, caso e coisas do gênero na balada. Na maioria das vezes só tem traste mesmo, é claro que tem um ou outro que preste, mas o custo vs benefício em encontrá-los não compensa.

“Eu sou bonita (dizem), sou inteligente (tenho certeza), sou gente boa pra caralho (dizem e eu tenho certeza), não pego no pé, não quero casar, não tenho manias bizarras…” olha você acabou descrevendo o que falam de mim, e se isso te conforta estou há anos sem namorar, sendo que o namoro que durou mais tempo foi de 3 meses.

Minha opinião pra isso é que conforme ficamos mais velhos, mais estudamos, trabalhamos, fazemos sexo, enfim, acumulamos experiências de vida, mais exigente a gente fica. E ai aquele carinha da balada que adora falar dos bens que tem já começa a estressar, aquele mané do escritório que se acha o gostosão e faz caras e bocas começa a irritar, etc. No auge dos meus 24 anos já me irrito com isso (claro que invertendo os sexos das frases), imagino você com 30.

Também não dá pra colocar a culpa só nos outros. As vezes o problema está em nós (eu as vezes sou chatinho, tenho consciência disso). Procure observar se você também não possui um defeito (todos temos) que afasta os homens. As vezes sua “mente moderna”(não querer casar, por exemplo) espanta alguns homens mais tradicionais.

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Sexo casual

10.jul
2007

As opiniões são bem diversas quanto a esse tema. Apesar de já ter visto e vivido as coisas mais bizarras relacionadas ao sexo, ainda hoje eu me espanto com a atitude de algumas mulheres.

Quem é meu leitor(a) sabe da seca e dos apuros que tenho passado ultimamente quando o assunto é sexo. Esse feriado, porém foi a vez do caçador.

Decidi ir para uma balada em Santos famosa pela pegação que ocorre aos domingos véspera de feriado. Como ela é frequentada por um público mais velho, “descolado” e na maioria das vezes independente é comum as pessoas entrarem sozinhas e saírem acompanhadas.

Na fila da balada algo curioso aconteceu. Passou por mim e meus amigos uma garota com uma borboleta tatuada na lomba. Um amigo meu que possui mais horas de cama que urubu de vôo comentou, “Vocês sabem né? Mulher com tatuagem na lomba, gosta de dar de 4″. Demos risada de tamanha asneira, mas a prova empírica viria no fim da noite.

Dentro da boate comecei a tomar umas e outras para ficar mais alegrinho, engraçadinho e mais a vontade para ir ao ataque. Como já passei da fase do pega-pega, prefiro selecionar a mulher que dará possibilidade de estender a festa pra um motel. Bom, não tinha nem dado meia hora que entrei e percebi uma garota me secando. Como ela tinha uma cara de sapeca, e o mais importante, estava só com uma amiga (afinal mulher em grupo dificilmente vai sair sozinha com um cara) resolvi chegar. O xaveco não durou muito tempo, fiz o que a regra manda, consegui com que ela sorrisse (sem fazer careta ou dançar) e dali 1 minuto já estava beijando-a.

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a garota era aquela que tinha uma tatoo nas costas (afinal de contas na fila eu só tava olhando pra bunda dela). Bom, fiquei lá a noite inteira conversando, dançando, beijando, amassando, etc. No fim da balada perguntei se ela não gostaria de ir comer um cachorro quente nos quiosques da praia que na sequência eu deixaria ela na casa dela (aham).

Estávamos lá terminando de comer o hotdog quando eu perguntei se ela lembrava meu nome (não que estivesse bêbada, mas ela só me chamava de “ou”e “viu”). Minha surpresa foi que ela não lembrava. “Pensei, pqp uma mina que não lembra nem meu nome, não vai querer se deitar comigo”. Mas que nada!

Depois de comer o hot-dog fui pro motel comer outra coisa (ok, não teve graça, mas a piadinha é inevitável). Acabei indo no mais caro de Santos (motel Anonimato) pela falta de quartos nos outros medium cost. Mas, como eu já mencionei num post aqui, quando a transa é boa qualquer sacrifício tá valendo. Mal cheguei no quarto a garota já foi me atacando…bom pouparei os detalhes por que essa não é minha intenção aqui. O que vale a pena registrar só é que a garota além de transar muuuito bem realmente adorava dar de 4.

Tipo, a transa foi ótima, rolou química e nós demos bem. Porém, no dia seguinte cada um voltou pro seu dia-a-dia sem mais nem menos.

Na época da minha vó beijar na boca era uma loucura, só namorando mesmo e olhe lá. Vejo que hoje coisa parecida acontece com o sexo. Será bom ou ruim? Não tenho uma opinião formada, claro, na hora eu acho ótimo. Mas, refletindo bem, e daqui há 10 anos? O que vai ser casual?

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Mal hábito

6.jul
2007

Algumas mulheres (ok, homens também, mas esse não é o foco do blog) têm algumas manias que acreditam ser agradáveis ao seu parceiro e que na verdade acabam sendo insuportáveis. Vou citar dois exemplos, que aconteceram mais de uma vez, e que servem de aprendizado a vocês leitoras.

O primeiro diz respeito a apelidinhos-carinhosos que algumas mulheres têm mania de dar. Há dois anos atrás conheci uma garota durante um feriado em Santa Catarina. Só rolou uns beijos lá. Mas, ai quando ela veio pra Sampa as coisas ficaram mais quentes, pois ela veio morar sozinha. O problema é que a garota tinha mania de me chamar de “amor” e de “bem” (!!!!). Como ela era toda sensível e meiga eu ficava sem jeito de falar pra ela que não gostava de ser chamado assim. Tentei dissuádi-la dessa mania ridícula fazendo cara de bunda quando ela usava esses termos, mas não adiantou.

O pior é que ela era daqueles tipos tagarelas na transa, ai toda vez que tránsavamos era um “isso amor, assim amor” pra cá, um “ai bem, que delícia bem”, “mais rápido bem, mais rápido bem” pra lá. Porra, era muito broxante, ainda mais que a transa era meia boca. Ai quando eu arrumei uma garota mais interessante pulei fora, por que simplesmente se tornou insuportável.

A outra história foi mais breve, mas não menos esdrúxula. Ano passado passei o carnaval em Ouro Preto (Olha, sem palavras pro carnaval lá, recomendo a todos!). Na porta do show do Jammil eu avistei uma loirinha maravilhosa (carioca ainda por cima!) me dando mole, ai colei nela. Bom, ficamos o show inteiro juntos, por que eu sabia que a festinha não ia terminar ali.

Eu detesto axé, só que ela adorava e eu como bom cafajeste tive que entrar na onda (imaginem que sacrifício dançar com uma garota que rebola feito a Carla Perez e eu com a desenvoltura de uma passista alemã). Bom, ao término do show acabamos indo pra república onde eu estava. Ai começamos a transar. O problema é que sempre depois da foda ela começava a cantar axé no meu ouvido (!!!²). “Como assim?!?!”, eu me indagava. E ela lá disparando um combo de Asa de Águia, Chiclete com banana e dai pra baixo. Pensei, “Das duas uma, ou a mina ta bêbada e deve ter se empolgado com o show ou está querendo que eu despache ela logo”. Pois é, nenhum nem outro. A transa tinha sido ótima, repetimos todas as noites e em todas elas ela vinha com uma capela de axé.

A lição que eu tirei é que quando a química rola, a mulher pode cantar forró, axé e pagode num pout-porri frenético ou pode me chamar de “paixão”, de “tesouro”, de “minha vida” que eu não vou ligar (claro que jamais namoraria alguém assim). Mas, quando a química não é lá essas coisas, isso é mais um agravante.

Agradeço a todas as citações que tive devido aos tópicos passados (Top 10, Papo de homem, SublimeSucubus, Tarja Preta, Muneo, Epaper, Legumes em geral e Fluidez). A audiência do blog está cada vez maior. Em breve, deixarei o layout mais bacana.

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