Este feriado não teve grandes surpresas como os anteriores registrados aqui. Porém, teve uma passagem interessante que somada a alguns comentários no blog sobre situações embaraçosas fez com que me inspirasse a redigir o post.
Sábado fiquei a tarde inteira bebendo água para me recuperar da ressaca do dia anterior. Lá pelas 5 da tarde eu recebi um SMS de uma peguetezinha que está há 2 semanas morando sozinha (na verdade com a irmã) e quis que eu “conhecesse” o seu apartamento. O lugar é simpático, porém meio ovo (sala, cozinha, quarto e varanda juntos), e o banheiro colado com a cama.
Para não parecer afoito e assustar a garota não sai passando a mão, fiquei de beijinhos na cama, carinho no pescoço, cafuné na cabeça e blablala. Talvez meu erro tenha sido ai, perdi muito tempo nos agradinhos. Começamos a assistir um filme e depois de meia hora tomando Coca (adido a toda água ingerida anteriormente), me deu uma baita vontade de ir ao banheiro. Ai veio o constrangimento. Fiquei com o chamado “pinto tímido” (patologia que se manifesta em mictórios de balada lotados e quando a privacidade não está 100% assegurada) devido ao barulho da “água” e a proximidade do banheiro com a cama. Fiquei travado. Tive que fazer malabarismo para reduzir a distância do vaso sanitário e conseqüentemente o ruído gerado pra ter sucesso na operação. Voltei pra cama meio sem jeito.
Demorou um certo tempo para retomar o clima. Só que ai foi a vez da garota ir ao toalete e pelo visto ela não se preocupou muito em abafar o barulho, mesmo aumentando o som da TV ainda pude ouvir o “shhhhh” vindo do banheiro e nenhum som de chuveirinho pra limpadinha básica. Ai já não tinha mais clima. A irmã dela acabou chegando e eu fui embora sem comer o meu lanchinho.
Há alguma nojeiras inerentes ao ser humano que podem ser trabalhadas de forma natural e as vezes com um pouco de criatividade. Segue algumas que tenho em mente:
Pum – É fato, todo mundo peida. O problema é quando ele surge em momentos inoportunos e de forma ruidosa. Se ele surgiu no meio da transa, nada de pedir desculpa, isso só aumenta o constrangimento. Continua transando, se ele for discreto, em boa parte dos casos o cara vai ficar na dúvida se o som veio de você, do estrado da cama, ou foi a saída de ar da vagina (geralmente essa opção é a que mais tentamos nos apegar). Se você está longe do parceiro, tenta reproduzir o som com a boca, como se você estivesse reproduzindo uma música ou meramente brincando de fazer barulho com a boca. É meio ridículo, mas as vezes funciona.
Remela – Quando as mulheres passam lápis no olho ou rímel, depois de um tempo, sempre acaba ficando um restinho no canto do olho junto com remela. Normal. Só que tem mulher que no meio da conversa com o cara resolve limpar o olho na frente dele e não contente ainda da uma olhadinha nos dedos pra ver o que sobrou. Aqui não há dica, é bom senso mesmo.
Cera – Não quero dar uma de mãezinha aqui, mas já beijei um monte de mulher que na hora da pegação, beijo aqui língua ali, senti aquele gosto azedo na orelha. Nojo. Não é recomendável enfiar coisas no ouvido, mas uma limpeza básica é fundamental.
Menstruação – Depende do fluxo de menstruação da garota e da intimidade do casal. Porém de todas as vezes que transei com uma mulher naqueles dias, a experiência não foi muito agradável. Portanto, se não há intimidade, evite.
Número 1 e número 2 – Se no meio dos amassos der vontade de fazer xixi, vá. Transar apertada é terrível. Porém, jogue um pouco de papel na água da privada, ele dá uma abafada no som e depois dá uma limpada no chuveiro. Se for o número dois, fala pro cara que você está um pouco suada e que gostaria de se duchar antes. Liga o chuveiro, e vá ao trono. O barulho da água encobrirá os outros ruídos e como mulher demora no banho você ainda vai ter tempo de jogar uma água lá atrás.
Quando criei o blog jamais tive a intenção de abrir mais um canal pra pegar mulher. Ele foi criado por dois motivos, primeiro pra mostrar o universo masculino de forma clara e assim ajudar a mulherada a não cometer tantos erros e segundo pra ser um contrapeso ao “Homem é Tudo Palhaço”.
Só que conforme ele foi se tornando popular, a quantidade de leitoras me adicionando no MSN aumentou e conseqüentemente o interesse em conhecer o cafa pessoalmente também. Há perfis de todos os tipos, leitoras que enviam fotos da genitália para eu dizer se é “normal”, birutas que me criticam gratuitamente, outras relatando situações da sua vida pessoal e pedindo ajuda, as curiosas em saber se sou mulher ou um nerd e finalmente as que querem sair comigo.
Há dois meses me adicionou no MSN uma garota bem interessante. Ela era bonitinha e apesar de ter cara de 16 anos me disse que tinha 18. Depois de conversarmos bastante, combinamos de sair um dia. Ela disse pra sua mãe que dormiria na casa de uma amiga, mas na verdade iria pra cafa house. Combinei de pegá-la no metro umas 20:00. Eis que lá pelas sete horas liga um cara onde trabalho perguntando sobre mim. Era o irmão da garota. Disse que na verdade ela tinha 14 anos (!!), que sua mãe estava hospitalizada devido ao sumiço da garota (!!x2) e já estava acionando a polícia (!!x3).
O bizarro é que não dei o número do telefone de onde trabalho e não há referência no meu Orkut sobre o meu trampo. Só depois fui ver que cruzando algumas informações a busca do Google mostrava um site que continha minhas informações pessoais pra todo mundo ver. Felizmente consegui contornar a situação e morri pra garota.
Por mais que a internet nos possibilite um certo anonimato, na maioria das vezes sempre deixamos rastros. Aquela foto com cara de carente ou sensual publicada no Parperfeito pode se tornar pública no trabalho, a discussão numa comunidade do Orkut sobre o pênis do seu namorado fica registrada com seu nome, um blog com opiniões pessoais polêmicas (que não possua sigilo de e-mail) pode te denunciar.
Portanto, pense bem antes de sair emitindo opiniões por ai (aqui no Manual você está segura), inserir informações pessoais em qualquer site, e principalmente, cuidado ao sair com pessoas que você nunca viu pessoalmente.
Todo domingo quando volto de Santos para São Paulo com o aprendiz de cafa, tenho conversas bem interessantes sobre relacionamentos. Ele é um daqueles amigos que todos os homens possuem para contar as aventuras sexuais.
Nesse domingo estávamos relembrando as mentiras que as mulheres contam para impressionar os homens (e que elas acham que nós acreditamos). Vieram na cabeça 8 passagens:
- “Olha, vou te contar um segredo: você é meu terceiro homem!” (Cafa: Na maioria das vezes, o terceiro homem do mês);
- “Nossa, mas a gente vai transar aqui no carro? Eu nunca fiz isso, estou tensa” (Cafa: Em seguida ela abaixa os dois bancos, destrava o freio de mão pra não atrapalhar e se põe de quatro apoiando as mãos nas alças do teto);
- “Ah, você quer sair com seus amigos pra balada? Sem problemas!” (Cafa: No minuto seguinte ela liga pra suas amigas pra ir à mesma boate que o cara for);
- “ Meu ex?! É passado e enterrado! Ele era muito galinha, não me dava segurança, saia com o amigos e me esquecia, não dava satisfação da sua vida. Sabe, teve uma época que eu gostava muito dele, não sei o que tinha na cabeça….(Cafa: E ela fica uns 10 minutos falando sobre o ex num claro sinal de que ainda gosta dele);
- “Olha, você é um amor, super carinhoso. O problema não está em você e sim comigo.” (Cafa: O cara é um bananão, não maioria das vezes não corresponde as expectativas sexuais da garota e como ela jamais dará esse tipo de feeback pra ele, dá essa desculpa esdrúxula);
- “Ai, eu não acredito que fiz isso.” (Cafa: Da série “eu sou uma santa”. Vale para sexo oral na balada, transar em lugar público, com os pais do cara no quarto ao lado, etc);
- “Juro que não quero nada sério com você, apenas que me valorize!” (Cafa: Traduzindo, “Eu te adoro, queria tanto que você me assumisse”);
- “Ok, podemos ir até sua casa ver um filme, mas como amigos, ok?” (Cafa: sem comentários).
Claro, em alguns casos a garota pode até estar falando a verdade. Porém, essas frases ficaram tão desgastadas que dificilmente o cara vai achar que a mulher está sendo sincera.

A coluna “Cafa responde” já está no ar, portanto todas sugestões de pauta e dúvidas devem ser dirigidas pra lá onde terei o maior prazer em dar minha opinião (vai demorar, mas responderei a todas). Mas, por favor, não usem o e-mail e MSN pra isso.
Neste fim de semana li um artigo interessante no caderno feminino do Estadão comentando sobre as mulheres e como a sua relação com o sexo mudou na última década, principalmente entre aquelas na faixa dos 20 anos pra menos. Em linhas gerais, a repórter comentou que com a independência financeira e a chegada de anticoncepcionais sem grandes efeitos colaterais, as mulheres passaram a ter mais relações casuais muitas vezes sem apego emocional.
Acho legal essa conquista da mulher, afinal imagina um coitada que casa virgem com um cara que é péssimo de cama. Ou no caso do homem, casar com uma mulher virgem, que não tem malícia/experiência alguma e mal sabe fazer um oral. Os dois acabavam perdendo.
Só que essas relações superficiais numa hora saturam. Nesse fim de semana tive uma boa prova de como elas começam a pesar em mim.
Bom, quem leu o blog recentemente sabe que a garota que eu estou curtindo resolveu sair com as suas amigas pra ir numa balada. Como não estava no apetite de casa noturna, resolvi visitar minha geladeira e sair com uma mulher-lanchinho. Fomos eu, ela e mais um amigo beber num posto (hábito muito comum em São Paulo) e jogar conversa fora. Como Santos é um ovo, a garota que estou afim apareceu por lá. Disfarcei ao máximo para ela não perceber que eu estava pegando a lanchinho, cumprimentei-a, demos uma trocada de olhar e depois de uma meia hora ela foi pra balada e eu com a garota pra casa.
Fiquei com peninha da lanchinho. A garota ficou toda encantada por que abri um vinho e coloquei uma música de fundo, deve estar acostumada com aqueles homens que mal beijam a garota e já empurram a cabeça dela na direção do meninão. Bom, depois de muito amasso começamos a transar, ai começou a maluquice. Ela estava por cima e do nada parou de sentar, e perguntou se eu tinha gostado (!!!), disse a ela que eu nem tinha gozado, ela fez um cara de sonsa e eu tive um acesso de riso devido a situação constrangedora. Ficou um clima chato, mas com álcool na cabeça, logo retomamos a transa. De repente a garota incorporou uma atriz pornô e passou a falar umas frases meio absurdas pra quem nunca teve intimidade, são chulas, mas eu tenho que reproduzir: “Vai, goza….goza na minha b*cetinha…vai quero sentir esse p* gostoso lá dentro”, “Vai, vai, vai seu safado depois de me comer, me chupa de 4”, “Isso fode gostoso, assim, fode gostosinho” e foi daí pra baixo. O.o
Não sou muito adepto do uso de frases longas na transa, mas isso é uma coisa que só com a intimidade você descobre, por isso sempre falo pra não inventar na primeira vez.
A transa foi mais ou menos, nem tanto pelo fato das frases, mas por que desde que eu cheguei em casa com ela, minha cabeça estava na outra garota. É bom transar sem compromisso e pra dar uma aliviada. Mas a falta de intimidade, entrosamento, etc numa hora incomodam. O que é melhor, relação superficial e dinâmica ou séria e rotineira? A primeira eu conheço bem, a segunda as vezes me dá um certo receio.