Antigamente ficava indignado como as mulheres eram tratadas em algumas colunas/matérias de revistas femininas. Porém, analisando a quantidade de pergunta tosca que recebo no Cafa responde (grande parte de mulheres que nem leitoras do blog são), fico agora na dúvida se a culpa é da revista ou da falta de neurônio de suas leitoras.
Recentemente fui citado no blog da Revista TPM (e agradeço desde já a menção) e ai dei uma navegada pelo site e me informei um pouco mais sobre a revista. É bem bacaninha, tipo uma VIP para as mulheres (acredito que trabalha com o público entre Capricho e Claudia). Mas, o que me chamou a atenção foi a coluna deles de perguntas e respostas (onde uma tal de Meg responde as “grandes questões femininas”). Vou colocar aqui algumas das coisas bizarras que encontrei:
Leitora desmiolada: Como faço para reconquistar um garoto que namorei a 8 meses atráz, e terminei com ele deixando arrasado?To arrependida e quero ele de volta.
MEG, a conselheira maluca: Chama pra jantar e capricha na calcinha! Ou…Escreve uma carta. Mas nunca, nunca um e-mail! Please. Beijocas Meg
Cafa > Esse tipo de pergunta é o que mais aparecia no Cafa responde (coloquei algumas regras pra evitar isso). É incrível como grande parte das mulheres não tem noção alguma de relacionamento, fazem tudo as avessas ou não sabem nem o que querem. Mas, o pior de tudo é a dica “capricha na calcinha” hahahaha….tenho certeza que isso foi uma piada. Se vestir calcinha bonita (re)conquistasse algum homem, eu ficaria rico com a linha de calcinha “Amarre seu homem by Cafa”.
Leitora desmiolada II: Super MEg, ME DIGA AÍ! Adoro um cara que curtimos vários momentos gostosos na cidade onde moramos no entanto, ele tem outra mulher (e uma filha) em outra cidade. Ficou claro pra mim que ele só quer estar comigo quando lhe convém. Por outro lado, tem outro cara na parada que é notório que ele esta realmente afim de algo que o outro NUNCA pensou em ter comigo (nem pensa). MAS, o que sinto por ele não é nada comparável ao outro! E daí? Fico sendo a outra ou parto pra ser a matriz (mesmo sem gostar)???
MEG, a conselheira maluca: Qual deles te da mais presente? Qual deles abre a porta do carro? Qual deles….Bom…Acho que não é tão difícil, né?
Beijocas Meg
Cafa > Olha essa leitora, sendo lanchinho do cara casado e com filha e trata isso como se fosse algo super natural. E a dúvida? Intrigante (¬¬). Resposta da MEG? Quero acreditar que ela foi sarcástica ao perguntar quem dá mais presente deixando nas entrelinhas que a sua leitora está mais pra uma mulher “da vida”.
Leitora desmiolada III: Meu primeiro amor tá me procurando, vem passar as férias na minha cidade, diz que´tá louco de saudade. eu tbm morro por causa dele. Só que sou noiva e ele tem namorada.. e agora, o crime compensa?
MEG, a conselheira maluca: Primeiro amor é café com leite. O povo nem acha traição. Se joga e confere a evolução do moço. Beijocas Meg
Cafa > Primeiro, a leitora é uma piriguete pra não dizer coisa pior. Quanto ao conselho, da onde a Meg tirou essa conclusão esdrúxula?!
Leitora desmiolada IV: Meg, vc acha que ser bonita intimida os homens? eles já acham que vão levar um fora e nem tentam conquistar?
MEG, a conselheira maluca Acho não. Tenho certeza. Comigo é assim. E olha esse corpinho…Bjocas Meg
Cafa > Ser bonita intimida homem feio, assim como ser inteligente/independente intimida homem burro e tosco.
Leitora desmiolada V: Conheci um rapaz pelo chat e então trocamos cel, ele me ligou e combinamos de se encontrar, se encontramos e saimos mas depois disso ele não me ligou mais devo ligar pra ele ?
MEG, a conselheira maluca: Ele te achou feia. Desencana.
Cafa > Essa eu adorei. Mulher acha que pode decidir pelo amor do cara ou que a insistência é a melhor arma. E a Meg respondeu a
Em linhas gerais, a Meg tem uma veia sarcástica/irônica interessante, mas há horas que as dicas dela parecem ser sérias e pela quantidade de desmiolada que a lê, não me admiraria se algumas delas seguissem as dicas estapafúrdias. Aqui no blog tive que fazer algumas mudanças na minha coluna, pois considero minhas leitoras (e isso não é puxa-saquice) com um nível intelectual superior as destas garotas com dúvidas medíocres.
Agora entendo por que tanta vidente/mãe-de-santo ganha dinheiro aos montes, sempre terá uma desmiolada pra bancar. Hum, acho que vou lançar a marca de calcinha.
Ano passado fiz um post sobre o dia da caça I que foi a minha malfadada visita a uma garota em Ribeirão Preto e as frustrações que dela resultou. Dessa vez não precisei ir muito longe pra ter um feriado zicado e umas experiências negativas.
Ele começou mal logo na sexta. A noite fiquei quase uma hora e meia lavando e encerando meu carro pra dez minutos depois sair na rua e uma chuva emporcalhá-lo novamente. Como eu estava cansado pelo trabalho de sexta e pelo trânsito na Imigrantes, resolvi só passar em frente as baladas e pegar um barzinho em Santos. As portas das baladas estavam repletas de mulheres e algumas até davam um sorrisinho, resisti a tentação e mantive a idéia do barzinho (a pior escolha que eu podia ter feito), e deixei pra sair de balada sábado e domingo.
No barzinho só dava casal. Eu e meu amigo parecíamos mais um, só que gay. Olhava desesperado para encontrar alguma mulher sozinha nas mesas e a única coisa que eu via eram mulheres gatas acompanhadas dos caras mais toscos. Cheguei a ponto de ativar meu bluetooth no celular pra tentar um chat com alguma perdida por ali, mas tendo disponível na área somente o celular chamado “Marcão” e com o ridículo da situação, acabei indo pra casa aguardar o sábado.
Sábado choveu o dia todo. Dei uma vasculhada na minha geladeira pra ver se tinha algo interessante que me consolasse naquela tarde triste, mas nenhuma estava disponível. A noite fui ao Guarujá numa balada sem-vergonha, pois em 80% da noite toca um pagode safado e o público feminino é de uma qualidade questionável, mas como dá uma alta incidência de piriguete eu relevo o som. No meio da noite encontrei aquela garota que mora numa kitnet. Ela estava acompanhada de umas amigas e da sua irmãzinha. Como a minha noite estava quase perdida, me propus a dar uma carona pra elas de volta, e claro, dormir em sua casa (a pior escolha que eu podia ter feito). A zica já começou no caminho. Chegando em Praia Grande (onde se localiza o apartamento da garota), a amiga dela ligou em seu celular dizendo que a chave do seu carro tinha ficado na bolsa da minha lanchinho. Tive que retornar ao lugar (o que exige pegar balsa, ponte, pedágio e 40 minutos) com aquele humor de bêbado no fim da noite que só pensa num hotdog e cama.
Ao chegar no apartamento da garota eu não tinha nada em mente a não ser tomar banho e dormir, mesmo por que não tínhamos como fazer nada, pois como não tinha divisória, a irmã dela dormia do nosso lado. Ai começou meu perrengue. Nessa balada tosca que eu fui só vende cerveja SOL e digamos que um porre dela não deixa o intestino funcionando regularmente. Acordei no meio da noite me segurando pra não fazer “barulho” e com uma vontade imensa de ir ao banheiro fazer o número dois, porém para isso eu inevitavelmente teria que acordar a garota e sua irmãzinha. Tive que me conter. Receio ter feitos barulhos dormindo, mas isso eu jamais saberei.
Dia seguinte acordei colando de suor, pois não tinha ventilação, a cortina não segurava a luz e a cama era de solteiro. Fiz umas brincadeirinhas com a garota pra não perder a viagem, mas ficaram só na mão, já que não pegaria muito bem se a irmã dela acordasse e me pegasse chinchando sua irmã. Não agüentando mais aquela situação e as necessidades fisiológicas que estavam gritantes vazei num pulo do lugar. Ainda restava o domingo.
Domingo o dia continuou ruim. Nada de praia. Fiquei o dia inteiro me recompondo da noite anterior e prometendo que jamais tomaria SOL novamente. A noite fiquei de ir na balada em Santos que dá a maior concentração de piriguetes por metro quadrado, o Moby. Porém, acho que todo mundo decidiu ir pro lugar e a porta estava um inferno. Resolvi ir pra uma festa fechada em outra balada (a pior escolha que eu podia ter feito).
Não conseguia ingerir mais nada alcoólico, ai fiquei sóbrio e extremamente seleto (uma combinação não muito boa pra balada). Resolvi focar numa garota que estava de olho em mim desde o começo. Ao chegar junto, ela saiu andando e disse que em breve voltava. Fiquei puto. Odeio esse tipo de mulher que fica trocando olhar só pra provocar e quando você chega ela dá um fora. Passei a observar outras, mas fiquei com bloqueio de tomar novos foras e resolvi ir embora. Na fila pra pagar a garota apareceu e me deu seu Orkut para conversarmos depois. Um horror. Só tinha fotos de balada e daquelas bem baixo nível. Foto com homens abraçando-a por trás, frases-chavões na legenda (“Quero chiclete-chiclete”, “O importante é causar”, “O que foi essa noite Roberta?”, etc) e comunidades a la “Sou piriguete”.
Segunda-feira fiz a melhor coisa do feriado, devorei 40 páginas do livro “A Insustentável Leveza do Ser” que possui muita similaridade com o conteúdo do blog (em breve farei um post com algumas citações dele). Um dia da caça, outro do caçador. Que venha o próximo fim de semana.
Estou pra fazer esse post há mais de 6 meses, porém como o assunto era muito recente resolvi esperar um pouco, acumular mais exemplos práticos e assim escrever.
Final do ano passado estava de casinho com uma amiga. Ao contrário do que normalmente acontece, suas colegas eram uma mais gata que a outra. Uma delas em particular, sempre que nos encontrávamos, ficava de olho em mim, sorriso frouxo e puxava papo (sabia demonstrar interesse). No aniversário desta minha amiga, a garota estava impossível, olhava ostensivamente e com cara de safada. Como eu não estava namorando e pra preservar a geladeira cheia, retribuía as investidas, mas sem atacar. Meu casinho acabou sacando o flerte, fez um barraquinho e “terminou” comigo, mas não rompeu com a amiga “que fora vítima das minhas investidas” (mulher adora se enganar).
Recentemente estou vivendo algo muito parecido, mas há algo misterioso no ar. Meses atrás eu conheci uma garota “meu número” (loirinha, baixinha e gostosa) numa balada no litoral paulista. Rolou um beijo perfeito e ficamos de namorandinho na balada. Ela estava acompanhada de uma amiga bem interessante e que pelas minhas contas já tinha beijado pelo menos uns 3. Nesta noite, essa garota fazia de tudo para que a amiga dela me largasse e fosse dançar (além disso, tive a nítida impressão de ouvir a garota falando “ele é feio, sai”. Bom, e ela é dentuça, mas beleza). Só que depois de uma semana essa amiga piriguete me adicionou no Msn e Orkut e passou a me encher o saco pra sairmos. Resisti um pouco a tentação. Porém, essa semana algo curioso ocorreu. Além dela me ligar pra sair, sua amiga que eu tinha ficado me ligou em seguida para irmos os três juntos pra balada. (em breve cenas do próximo capítulo aqui).
Hoje parei pra pensar em todas as minhas experiências, de meus amigos e amigas e percebi que essa atitude de amiga dar em cima é mais normal do que eu pensava. Já me envolvi com um monte de “melhores amigas” que segundo minhas ficantes eram extremamente confiáveis. A conclusão que eu chego é que geralmente essas “melhores amigas” têm a auto-estima baixa. Grande parte são mais feias e chatas que as amigas, não tem tanto sucesso com os homens e ai para provar que estão de igual pra igual (ou que podem mais), dão em cima do carinha para provarem a si mesma que também são desejadas.
Resolvi fazer este post depois de receber várias dúvidas de leitoras sobre como mostrar pra um carinha que está a fim dele e depois de vivenciar na prática neste fim de semana uma situação que ajuda a ilustrar o tema.
Bom, falei aqui certa vez sobre o bloqueio que tenho de chegar em mulheres em lugares públicos como praia, parques, rua, etc. Esse bloqueio é mais relacionado ao constrangimento de levar um fora a timidez em si. Por isso, geralmente espero a garota tomar a iniciativa através de um sorrisinho frouxo ou de um olhar mais prolongado.
Neste final de semana fiquei em São Paulo. Sábado fui até o Parque do Ibirapuera correr com o aprendiz de cafa. Depois de quase uma hora de atividade física, paramos em um canteiro para alongar. Numa árvore em frente a nós estavam 3 garotas tirando fotos em cima dela. Ok, meio brega e infantil, mas tinha uma garota que era o meu número, loirinha, baixinha, magra-gostosa e de aparelho nos dentes (nham!). Ao me ver ela soltou um “nossa”, deu uma risadinha e ficamos trocando olhares. Fiz todos os tipos de alongamentos existentes para ficar ali naquele flerte. Porém, estava travado para chegar nela.
Depois de um tempo elas saíram do lugar, dei um tchauzinho pra garota, ela retribuiu e foi embora olhando pra trás. O aprendiz de cafa me incentivou a ir atrás delas. Confesso que me senti um pouco ridículo com a situação, mas como ela era o meu número, fui atrás. No caminho fui pensando em diversas abordagens:
- “Olá, você vem sempre aqui?” (Não, muito batida);
- “A gatinha aceitaria dar uma volta?” (não, brega pra cacete);
- “Oi, é que vi você me olhando ali e sei lá, gostaria de te conhecer melhor” (Eca, muito colegial)
- O aprendiz de cafa me deu uma sugestão “Olá, querem uma carona pra ir pra casa?” (Também não, muito direto)
Ao alcançá-las foi mais simples do que eu pensei, perguntei o nome delas e como elas estavam com sacolas de faculdade na mão, perguntei se estavam prestando vestibular e ai o papo foi fluindo. O aprendiz de cafa quase queima a largada, ao teimar na carona pra casa (que foi recusada) e sugerir assistirmos um filme na cafa house (que gerou um silêncio perturbador), mas não foi nada que comprometesse.
Apesar de nova (17 anos) a garota tinha um papo aceitável e um corpo ótimo. Pensei em beijá-la ao me despedir, porém estava muito suado e com a boca salgada, como não queria comprometer o primeiro beijo (que sempre é fundamental para que ocorram os seguintes) trocamos contato e em breve combinarei de sairmos juntos.
A dica que deixo aqui é que a mulher deve ser a facilitadora do contato, jamais quem tomará a atitude. Acho péssimo aquelas mulheres em balada que mandam a amiga dar recado pro cara, que chamam o homem pra dar uma volta, etc Se o cara é tímido, de alguma forma vai fazer você perceber que ele está afim. E isso não é ser machista (como muitas adoram apontar) é respeitar a função de cada sexo na relação. Um homem que não tem atitude pra chegar numa mulher, imagina como deve ser na cama.

Dica da semana
Assisti no fim de semana o excelente filme “Piaf” que premiou com um Oscar a gloriosa atriz Marion Cotillard pela sua interpretação da célebre cantora francesa, que sou fã, Edith Piaf. O final é de arrepiar ao cantar Non, je ne regrette Rien (vejam a música e letra aqui). Ideal para aquelas mulheres que se queixam de ter se apaixonado por “homens errados” e demais frustrações amorosas.
Calma, o Cafa ultimamente está um pouco carente, mas não a ponto de aliciar suas leitoras. É que uma empresa de cosméticos entrou em contato comigo para realizar uma pesquisa com minhas leitoras e saber os seus gostos em relação a alguns itens de banho. Para dar um incentivo a vocês preencherem o questionário, ela dará 200 artigos de banho para as 200 primeiras que participarem.
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