Nestas duas últimas semanas que passaram naveguei pelo mar das felicidades e desprazeres proporcionados pelo álcool. Em uma ocasião me ajudou, na outra me reservou umas pauladas. E a purpurina? Explicarei.
Semana passada estava conversando no msn com uma ex-ficante que depois de terminar um longo namoro resolveu voltar a falar comigo. Desde que ela terminou, nunca aceitou sair, pois como ela não vale o investimento de um jantar, sempre a convidava para assistir um filminho em casa (e com exceção das pirigas, mulher alguma sai com um cara que só a enxerga como um buraco para colocar seu amigão). Resolvi mudar a estratégia e a convidei para comer uma massa e tomar um vinho num restaurante como se o único propósito da saída fosse conversar e comer (por um lado, esse último não deixa de ser verdade). O jantar foi bacana e depois de virar duas garrafas e deixá-la mais soltinha, convidei-a para ir a um lugar mais tranquilo. Entrei num drive-in (ela não valia um motel). Apesar de resistir um pouco, só foi tocá-la para o negócio engrenar e a noite ser perfeita.
Nesse fim de semana a garota estava a fim de sair novamente, mas para não dar esperança que estamos sério e por que queria conhecer novas garotas, dei um perdido e fui pra balada com meus amigos. Quando cheguei no local só havia homens e mulheres feias. Porém, como num passe de mágica, a bebida foi entrando e as mulheres bonitas aparecendo. A primeira que eu puxei consegui beijar logo de cara, mas como estava no começo da noite e ela não era grandes coisas, dei um despiste e falei que ia ao banheiro. Quando voltei ao bar a vi beijando outro cara, e segundo o meu amigo, disse que ela beijou vários outros como se estivesse numa micareta. Ok, hora de partir pra outra.
O nível alcoólico era tão grande que eu já estava procurando mulheres olhando pra baixo, quando apareceu uma que parecia ser interessante. Depois de jogar três palavras fora, começou a pegação. Ela tinha um beijo bom, mas literalmente algo não cheirava bem. Não conseguia identificar de onde vinha, mas um cheiro de cece estava impregnando o lugar. Dei aquela famosa coçadinha no nariz com o ombro pra ver se não era o meu desodorante que estava vencido. E infelizmente constatei que a murrinha estava vindo da garota. Nunca vi isso, mulher com cece.
Eu já estava enjoadíssimo e louco para escapulir do lugar, quando a amiga dela veio tirar umas fotos de nós dois (¬¬). Acabei aceitando. Porém, eu tenho um problema (ou não) com fotografias quando estou bêbado. Somente por elas eu consigo identificar se estou com cara de pinguço ou se a mulher é feia. E no caso, era um tribufu. Novamente fui ao banheiro e sumi. Só que a tribufu tinha uma tática interessante para sacanear homens fujões, purpurina. Explico.
Depois da pegação, de suportar o cece e ver o exu na foto procurei outra mais interessante pra chegar. Encontrei uma que era o meu número e bem simpática. O papo estava bem agradável e sugeri que fossemos pra fora conversar melhor. Meu grande erro. Lá fora estava mais iluminado e assim que começamos a conversar mais próximos a garota viu que meu rosto estava repleto de purpurina e acabou não ficando comigo. Tentei ir ao banheiro lavar meu rosto, mas purpurina é uma praga, impregna que é uma beleza e não sai tão fácil. Achei melhor curtir a noite com meus amigos na pista e não correr novos riscos, por enquanto.