Ao longo dos anos tenho acompanhado uma fórmula infalível para o surgimento de piriguetes. Ontem, conversando com uma leitora recém adicionada no MSN, lembrei de fazer um post a respeito.
Basicamente, a formação das piriguetes está dividida em duas, as de berço e as fabricadas pelos canalhas.
As de berço nascem com a piriguetagem no sangue ou adquirem por referências familiares / convivência. Elas são aquelas garotas que grande parte dos homens conheceu com 10, 12 anos de idade por ficar pegando nos seus respectivos amiguinhos ou por brincar de médico nas escadarias do prédio. Ai com 15 anos já pagavam boquete no banheiro da escola e com 18 evoluíam para boquete no carro. Com 20 e poucos anos já tinham mais hora de cama que urubu de vôo e assim segue sua evolução (algumas graduadas em transar em balada).
Porém, as que eu gostaria de dar uma atenção especial são as piriguetes fabricadas pelos canalhas. Vou comentar passo a passo a receita para converter uma santinha em piriga:
1-) Ela transou com pouquíssimos caras ou ainda é virgem. É aquela garota que ficava indignada com as suas amigas ou conhecidas que saiam pegando geral ou fazendo putaria. De repente ela se vê apaixonada pelo algoz.
2-) O cara já transou com várias. Raramente namorou e das poucas vezes sempre chifrava a namorada. Vive pegando piriguete, mas deseja namorar uma santinha, pois não quer ser chifrado.
3-) A santinha se vê apaixonada pelo cara. As vezes não conhece o seu histórico, as vezes acha que vai conseguir transformá-lo.
4-) Início do namoro. Ele é super fofo, transa bem, tem a pegada, a trata como se fosse super especial. Resultado? Fica completamente apaixonada por ele.
5-) Ele começa a aprontar. Sai com os amigos sem avisar, dá perdido e esquece de algumas datas que para as mulheres são muito importantes (aniversário de um mês de namoro, por exemplo). Surgem as primeiras crises de choro, mas vai levando.
6-) As amigas e algumas vezes a família tentam avisá-la que o cara não presta, que ela está perdendo tempo, etc. Porém, ela está cega. Completamente apaixonada, acredita que ainda pode mudá-lo.
7-) Os perdidos e brigas aumentam. Ela tenta terminar, o cara faz juras de amor, a briga acaba em sexo e ela continua alimentando esperança que aquele relacionamento pode dar certo.
8 -) Vendo que a mulher está aos seus pés, ele continua abusando. Até cometer um grande absurdo como ficar com uma amiga da garota, beijar outra na frente dela e daí pra baixo.
9-) Arrasada, desmoralizada e vendo que perdeu grande parte do seu tempo com um traste, começa a sair de balada todas as semanas. Não acredita mais nos homens. Beija vários caras, transa com desconhecidos, e pronto, a piriguete está formada.
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Próximo post tem promoção, fiquem ligadas ![]()
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Este é um tema que eu nunca tinha parado pra pensar, mas nas últimas semanas eu tenho recebido tanta pergunta de leitoras sobre o que fazer depois do sexo que resolvi escrever a respeito.
Primeiro, eu acredito que não há uma fórmula certa para agir, varia pela situação, e principalmente de pessoa pra pessoa. Vou listar as 3 principais de acordo com a minha experiência:
One night stand - Em grande parte dos casos o cara que fica com uma garota na balada, e na primeira noite vão pra cama, a vê como um buraco para aliviar a sua tensão (sim, a acidez voltou). Normalmente ele está bêbado e cansado, quer apenas dar umazinha (ou duas), virar pro lado e dormir. Se você está nessa situação, depois do sexo não queira puxar papinho como se fossem grandes amiguinhos, dormir de conchinha ou convidá-lo para tomar banhos juntos, pois muito provavelmente ele só vai querer virar pro lado e dormir (e desejar que você vire uma pizza).
Lanchinho novo - Creio que aqui reside grande parte das leitoras. O “lanchinho novo” é aquele carinha que você já conhece, começou a sair e o sexo rolou, mas ainda não possuem intimidade suficiente para se soltarem. Nesse caso, é legal depois do sexo rolar aquela conversinha descontraída sobre amenidades (eu disse amenidades e não planos românticos para o futuro, que parte das mulheres apaixonadinhas depois do sexo costumam fazer). Geralmente eu prefiro vestir a cueca e creio que a garota fica mais a vontade se vestir a calcinha e sutiã também. Não me sinto muito confortável de ficar passeando pelo quarto com a bunda a amostra e o amigão borrachudo na frente de alguém que não tenho intimidade. Dependendo da afinidade a conchinha é bem vinda, mas tomar banho junto as vezes é excesso.
Lanchinho velho - Aqui não tem muito segredo, depois que pega intimidade a pessoa já sabe o que a outra curte ou não e fica mais desinibida. Ai tomar banho junto fica algo normal, passear com o bundão branco na frente do outro também, a conchinha (que todo mundo sabe que depois de 15 minutos fica incômoda, devido a um braço que dorme, a respiração que fica abafada ou um ronco no ouvido) faz e se desfaz várias vezes, entre outras intimidades. Só que como eu já disse uma vez aqui, a intimidade as vezes pode prejudicar, ai chega-se ao absurdo de mijar de porta aberta, soltar pum na frente do outro, como se fosse algo super natural.
Não quero dar uma de revista Capricho e achar uma resposta objetiva pra algo subjetivo. Novamente, o que fazer após o sexo vai depender do momento e do cara que estiver com você.
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Quero dar um presente de natal para as minhas leitoras e gostaria que enviassem pra mim uma sugestão de mecânica de promoção para eu presentear a vencedora (já que da última vez falaram que ficou muito normalzinha). Podem sugerir nos comentários.
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Uma das grandes vantagens que a internet possibilitou, além do fácil acesso a informação, foi a oportunidade de conhecer pessoas que raramente você conseguiria de outra forma. Quando comecei a acessar a internet lá pelo ano de 1996 eu costumava combinar encontros cegos com garotas que eu conhecia no bate papo do Uol. Confesso que de cinco que eu conheci no chat, duas eu tive que fugir pois eram um capeta, uma virou amiga e só outras duas rolou beijo.
Bom, o tempo passou, eu fiquei mais seletivo e passei a evitar esse tipo de encontro. A oportunidade foi retomada quando o blog começou a ficar popular e algumas garotas passaram a querer conhecer o cafa pessoalmente. Ainda assim, eu recuso ou enrolo grande parte delas. Não por que eu me acho o gostoso e galã, mas por que sei a dor de cabeça que é de sair com alguém que você nunca teve contato físico e depois ter que ficar dando uma de amigão com um estorvo ao lado. Só que há 3 meses conheci uma gaúcha que me fez ficar balançado a conhecê-la.
Antes que alguém levante o dedo falando que só fiquei encantado por que ela é do tipo que eu gosto (loira, baixinha e magra), ela é morena, alta e magra (ok, bateu um ponto). Porém, o que me atraiu não foi só o aspecto físico, mas a simpatia, inteligência e afinidade. Ficamos conversando por um tempo até decidir visitá-la em Porto Alegre nesse feriado passado.
Todos os amigos e amigas que eu comentava sobre a viagem me alertavam sobre os riscos e possibilidades de dar zica. Um amigo falou que por mais que ela fosse bonita e inteligente, um bafo, pêlos inoportunos e demais nojeiras não seriam identificáveis por fotos e webcams (em alguns casos sim, mas não fizemos strip-tease pela cam); outra amiga me disse que poderia ser uma armadilha, que a garota poderia fazer parte de uma gangue que rouba órgãos e eu aparecer numa banheira com gelo; entre outros alertas e asneiras.
Apesar de algumas preocupações fazerem sentido, após tantos encontros e furadas que vocês acompanham aqui no blog, eu meio que desenvolvi um radar para mulher tosca (obviamente que ele não funciona quando o nível alcoólico está alto no sangue, mas a longo prazo sim) e senti que poderia dar certo.
Porém, o destino não estava do meu lado. No dia do meu vôo eu estava numa ressaca terrível e acabei confundindo os aeroportos, e a TAM, muito malandra, fez com que eu pagasse quase uma passagem de ida e volta para remarcá-lo para o mesmo dia. Para piorar, tinha dado uma pane no sistema de comunicação aérea no sul do Brasil, o que fez com que o vôo atrasasse cerca de duas horas. Ressaca + falta de sono + atraso = imunidade baixa = dor de garganta. E assim começou o meu feriado e encontro.
Para as leitoras que gostam de me ver na pior e esperavam mais uma história frustrante, podem parar de ler por aqui. Apesar de tanto apuro e percalço, o encontro foi ótimo e arrisco dizer que um dos melhores desde que comecei a postar aqui.
Não teve aquela afobação do “primeiro beijo” ou da “primeira transa”, tudo rolou naturalmente. No primeiro dia a garota me levou para uma churrascaria onde têm apresentações de danças típicas (o lugar se chama CTG 35, recomendo). Apesar das roupas engraçadas e decoração um pouco brega, a comida era de ótima qualidade e as danças bem interessantes (e olha que sou chato com dança). Em seguida fomos para um pub irlandês onde rolou o “primeiro beijo” e um bom encaixe de boca. Fui para o meu hotel, ela pra sua casa, já que no dia seguinte ficaríamos juntos durante três dias na casa de praia dela.
São Pedro também não estava do meu favor e fez questão de deixar uma nuvem de chuva durante três dias nas nossas cabeças. Porém, isso não fez com que o feriado fosse ruim, pelo contrário, foram 3 dias intensos e muito bem aproveitados (eu acabei me recuperando da dor de garganta) dentro de casa.
A prova de que a viagem e o encontro compensaram foi quando no sábado a tarde meus amigos ligaram no meu celular pra tirar sarro da minha “lua-de-mel”, pois estavam em uma micareta em Pouso Alegre e estava rolando “mó pegação”. Fiquei feliz por eles, mas o meu feriado estava ótimo, não ia beijar 20, porém ia acordar dia seguinte com alguém bacana do meu lado. O problema agora são 1.119 km de distância.
p.s. Meu encontro deu certo, mas já vi e vivi um monte de apuro com encontro-cego. Minha dica é que antes de ir conhecer a pessoa ao vivo, é que no mínimo converse com ela por alguns meses (se possível por webcam) e seja amiga dela no Orkut (ninguém vai fazer uma besteira se você conhece os amigos da pessoa).
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Canso de receber queixas de minhas amigas e conhecidas sobre três assuntos que supostamente são problemas restritos às mulheres, são eles: TPM, menstruação e ginecologista (mais especificamente pelo fato de ficar como uma perereca na mesa do médico). Eu rebato com o seguinte argumento, na TPM os homens também sofrem, pois tem que aturar não só o mal-humor e ranzinzice da namorada, mas da mãe, irmã, chefe, e demais mulheres que cruzarem o seu caminho; na menstruação os homens também sofrem no sentido de que por alguns dias o sexo fica impossibilitado (ok, nesse caso só os homens comprometidos); e por fim o argumento do ginecologista que explicarei com um exemplo prático nesse post.
Apesar de não ser necessária a ida do homem a um urologista que nem a mulher a um gino, as poucas vezes que o homem tem que ir são um constrangimento a parte. Quando pequeno, no meu colégio uma vez ao ano ia um médico examinar o piu-piu dos garotos e era uma situação constrangedoríssima, pois ficava uma fila de cinco garotos (um ao lado do outro) e sempre rolava aquela tiração de sarro dos que tinham pitoco.
Quando eu achei que já tinha passado a humilhação suficiente de mostrar o amigão para o médico na infância, no dia do exame médico de admissão para oficiais da polícia militar (sim, tentei ser milico, mas me barraram no psicológico) fui obrigado a ficar numa sala com 25 homens agrupados em filas de 5 (todos completamente nus) para fazer o diabo de um exame no qual o cara agaixa e levanta o corpo.
Cresci, acabei caindo no mundo da publicidade e a humilhação de mostrar o amigão se restringiu a uma vez ao ano para fazer exames de rotina. Porém, dessa última vez foi cruel.
Fui ao urologista, e ele para efeito de check up pediu que eu fizesse uma bateria de exames e tirasse uma ultrassonografia do saco. Confesso que sou leigo nesse assunto e para mim até o momento ultra-sonografia era restrita a mulher grávida. Fiquei encucado imaginando o que estaria por vir.
Para colaborar, no bendito laboratório só tinha mulheres e a cada passo até chegar a sala do exame era um constrangimento a parte, tinha que repetir a todas o que eu faria ali. Já na salinha de espera uma enfermeira chamou meu nome, mas pediu que eu aguardasse. Depois de alguns minutos ela solicitou que eu a acompanhasse, e no corredor imediatamente antes da sala estavam prostradas duas enfermeiras (que obviamente não encarei), mas que de soslaio pude perceber um risinho contido (torcia para que não fossem leitoras).
Ao entrar na sala dei de cara com uma enfermeira com cara de gordinha-safada, neste momento eu fiquei meio que surdo de vergonha e tive que pedir para ela repetir todas as ordens que dava. Ela mandou que eu arriasse a calça/cueca e colocasse um cobertorzinho vagabundo sobre o corpo. Para meu alívio ela falou que ia sair da sala pra eu “me trocar” (um eufemismo para ficar semi nu). O pior viria.
Me entra na sala um cara com uma tremenda pinta de gay. Ele pediu para que eu segurasse o meu amigão na direção do umbigo e em um ataque furtivo jogou no saco aquele gel horroroso que mais parece um KY e na sequência ficou deslizando o ultra-som pela área (calma, ele não fez fio-terra). Pelo menos o cara era profissional e em momento algum utilizou as mãos para checar as coisas, só fez uma gracinha de final me desejando boa-sorte. Graças a deus nada de estranho foi apontado.
Portanto garotas, não reclamem quando estiverem passando por situações / problemas “femininos”, há coisas muito piores que nós homens passamos e que vocês não têm a mínima idéia que existam.
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Apesar de sermos um povo acostumado com a erotização, é muito comum encontrar mulher encanada em ficar nua na frente de um homem. Eu, por exemplo, já conheci mulheres que não deixavam tirar a blusa ou o sutiã por ter vergonha dos seios ou marcas de estria. Aliás, tinha uma ex que só transava de blusa e pedia pra apagar todas as luzes (teve uma garota certa vez que pediu até que desligasse a TV da tomada porque a luzinha vermelha era muito forte) e transar no breu absoluto.
Lembrei desse assunto depois de um fato que presenciei na semana passada. Há cerca de um ano, conheci uma blogueira que escrevia uma espécie de Manual do Cafajeste para homens e mulheres. Era um blog muito bem escrito e com umas dicas bem pertinentes. Fiquei curioso a respeito da garota e a adicionei no MSN. Ela era muito inteligente, mas não colocava foto sua no perfil. Até ai tudo bem.
Depois de alguns meses conversando e ganhando intimidade, ela foi se abrindo pra mim (sem duplo sentido). Ai ela revelou que tinha muita encanação com as estrias no seu corpo, do seu peso e morria de vergonha de ficar nua na claridade. Tentei consolá-la (sem duplo sentido), mas vi que aquilo era meio que um trauma.
Bom, tempo passou, perdemos contato e ela abandonou seu blog.
Ai nesses dias eu vi uma garota estranha na minha lista de amigos do Orkut. Era ela. Entrei no perfil e vi que ela estava casada. Confesso que fiquei impressionado pela rapidez já que há um ano ela estava na putaria pesada. Fui fuçar o álbum dela, e….ela se casou com um homem cego.
Por ela ser inteligente, eu duvido muito que tenha optado conscientemente ficar com um cara cego devido ao seu trama. O que deve ter acontecido é que ela conseguia se soltar mais com o carinha e por isso o relacionamento ganhou em qualidade que ela jamais encontraria em outro.
Agora se perguntarem pra mim se o que ela fez é certo ou errado, ficarei na dúvida. Ao mesmo tempo que não tenho dúvida do amor dela pelo cara, acredito que fugiu do problema ao invés de tentar superá-lo. Todo mundo tem um defeitinho no corpo que incomoda, alguns são maiores, outros são menores. Seria hipocrisia eu dizer “Vai menina, esquece isso por que os homens não ligam pra estria, flacidez, blabla”, eles reparam, mas há dezenas de outras qualidades na pessoa que fazem com estes defeitos sejam simplesmente ignorados.
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Para quem ainda não sabe, o blog saiu na matéria de capa da revista Época dessa semana escrita pela Renata Leal. A matéria se chama, “80 blogs que você não pode perder”. Tirando os blogs gringos e da redação, o Manual do Cafajeste figurou entre os 50 mais recomendados ao lado de gente de peso como o Jacaré Banguela, Kibe Loco e Pensar Enlouquece. Não é demagogia eu dizer que o sucesso do blog se deve muito a participação de vocês leitoras (e leitores) que ajudam a enriquecer os posts por meio dos comentários. Obrigado!
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Gosto dessa frase da Clarice Lispector. Não que eu seja um pervertido, imundo e vil, mas por que as pessoas, coisas e atitudes que saem do padrão e do politicamente correto sempre me chamaram a atenção. Pensei nesse tema depois de conversar com uma leitora sobre namoro (era o assunto, não que eu vá namorá-la).
Apesar de muitas não acreditarem, eu já namorei duas vezes. Tudo bem que duraram 6 meses (somando os dois), mas foram suficientes para eu identificar que tipo de mulher quero ter ao meu lado.
Iniciei a vida de baladas com 16 anos até que lá pelos 22 os primeiros sinais de esgotamento começaram a aparecer, porém eu não tinha nenhuma garota em vista. Até que numa bela noite do verão de 2005 surgiu a suposta luz no fim do túnel. Meus amigos me chamaram pra ir numa balada no litoral paulista, mas eu estava tão de saco cheio de boate que fui de regata, bermuda e sandália franciscana (sim, um horror). Sem grande esperança, acabei conhecendo uma garota bem gata, gostosa, e inteligente. Meu problema estava acabado (ou parecia estar).
Saímos no dia seguinte e ela se mostrou bem comportada. Descobri que ela vinha de uma família de médicos, com boa educação e toda certinha. Só que na semana seguinte era carnaval e eu já tinha passagem comprada. Acabei indo antes de engatar um namoro.
Foi um dos carnavais mais borocoxô da minha vida (só fica atrás do que fui obrigado a ir de jogador do Santos pela minha mãe. E minha prima, responsável por mim, me deixou de lado pra sair beijando os caras do salão). Eu não tinha ânimo de chegar em ninguém. Não via a hora de voltar pro hotel pra poder ligar pra garota. Enfim, voltei para São Paulo e começamos a namorar.
Ai me dei conta que aquela fofurice e meiguice extrapolavam a cota do bom senso. Pra começar, as carícias das preliminares eu tinha que conduzir a mão dela pro meninão; oral? Era uma ou três chupadinhas burocráticas; de quatro? “Imagina, que posição constrangedora!”. Como ela tinha várias outras qualidades, achei que com o tempo eu poderia torná-la uma puta na cama.
O ponto que estremeceu nossa relação foi quando conheci seu pai. Aliás, foi sempre um grande mistério conhecê-lo. Quando tocava no assunto ela desconversava. Até que no dia dos pais não teve jeito. No caminho até a casa dele ela foi tentando me preparar só que eu não pegava os sinais. “Meu pai separou da minha mãe quando eu ainda era bebê”; “Hoje ele divide apartamento com um amigo”; “Ele é muito meigo”; etc, etc.
Chegando na casa eu tomei um baque, o cara me aparece de camiseta babylook, shortinho curto e papete soltando a frase “Ahhh anjo, você trouxe o Guiiii” (troquei meu nome). Fiquei com a pulga atrás da orelha até vir a confirmação pelo cara que mora com ele. Uma tremenda bicha velha, cheia de trejeitos e voz fina. Depois do susto inicial, eles se mostraram pessoas fantásticas, muito inteligentes, gentis e hospitaleiras. O pai dela acabou gostando de mim (sem piadinhas) e disse que confiava em mim.
Só que como amiga ela era ótima, mas como mulher um fracasso. E me incomoda muito quando eu conheço a família de uma garota e colocam confiança em mim. Até que chegou um dia que tínhamos meio que terminado, sai com meus amigos pra balada e conheci minha segunda ex.
Rolou um encaixe incrível e eu muito honesto acabei soltando que namorava, mas que tinha dado um tempo no dia anterior. Ela me disse pra eu resolver minha vida e depois procurá-la. Fui ao banheiro desolado e quando voltei pra pista vi um cara conversando com ela, parei do lado dos dois e ela o beijou. Pronto, essa “não prestava” e o cafa em uma das raras vezes tinha gostado de alguém pra valer, mas isso já é outro post.
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Acho que todo mundo já identificou essa onda de mulher beijar mulher na balada. E pra mim isso era só uma modinha entre as garotas pra fazer graça para os homens já que 90% deles têm tesão em ver duas mulheres se pegando. Só que depois do show que fui ontem e de ler matérias como essa, fiquei na dúvida se realmente não temos ai algo que veio pra ficar.
O show (Planeta Terra) não era dos mais “comuns”, pois era voltado pra um público com uma pegada indie. Porém, como tinham atrações como The Offspring e Foals, e por ter ganhado dois ingressos vips resolvi ir ao evento. Fui primeiro na pista Indie assistir o Foals, mas a acústica do lugar estava péssima, me frustrei com o som dos caras e aliado a quantidade de homem, mulher feia e eu sóbrio, resolvi ir pra áre vip fazer o esquenta.
Fui do inferno ao céu. A área vip estava repleta de gente bonita e com toda sorte de bebida pra tomar. Quando já estava um pouco bêbado e pronto pra começar a interação com as mulheres, começou a tocar The Offspring. Foi como uma volta ao passado, os caras tocaram muito e eu não parei em pé um instante. Quando o show acabou, hora do ataque.
Tinha uma dupla de amigas interessantes do nosso lado. Eu e meu amigo batemos papo e ficamos com elas. Só que como o beijo foi chocho e a garota era meio mala, demos a desculpa do banheiro e nos pirulitamos dali. O problema é que a área vip não era tão grande e poderíamos nos queimar se déssemos em cima de outras.
Bacana foi a quantidade de celebridades lá. Juro que troquei uns olhares com a Marisa Orth, mas tenho toda a certeza que ela não estava a fim de mim e sim com medo de eu fazer algum ato de tietagem constrangedor (como tirar foto abraçado, pedir autógrafo e dai pra baixo). Eu não resisti mesmo quando vi o Marcelo Rubens Paiva (sim, ficou estranha essa parte), mas não para abraçá-lo e sim para parabenizar pela sua coluna no Estadão. Enfim, vendo que eu já não estava agindo racionalmente, resolvi sair dali e caçar nas outras tendas. Foi ai que comecei a identificar essa tendência bissexual.
Calma, eu não quis beijar o meu amigo. Aliás, ele estava completamente bêbado e achando que estava numa micareta. Chegava em qualquer uma que aparecia. Depois de um tempinho procurando algum rostinho bonito, vimos duas meninas sozinhas perto da tenda de eletrônico e fomos conversar. Vi que elas estavam meio ariscas e depois de um tempo falaram pra gente desencanar, que daquilo que a gente gostava elas chupavam até o caroço. Obviamente que eu achei que aquilo fosse uma desculpa pra não ficar com a gente. Até que elas se beijaram loucamente e nós ficamos com cara de bolinho. Resolvemos mudar de tenda.
No caminho até o outro ambiente meu amigo insistiu na estratégia micareta e conseguiu pegar uma, e eu admirado com a quantidade de casaizinhos sapatos. Chegando no lugar avistamos um grupo com quatro garotas e…todas lésbicas. Preferi não pedir demonstrações, pois viraria uma situação meio constrangedora aquilo.
Mudei de lugar e vi uma garota com uns 3 homens na roda. Em condições normais eu jamais chegaria nela (fica a dica pras mulheres, homem em roda de mulher inibe bastante a aproximação de outros). Porém, como o Whiskey com Red Bull já havia batido bem forte, perdi a inibição e fui conversar com ela. A garota era bem agradável e inteligente. Não cheguei que nem um louco pra beijar apesar do teor alcoólico no sangue. Ficamos conversando um tempão sobre vários assuntos. Até que tive que partir pro ataque. Ela segurou meu braço, deu uma apertada (adoro isso) e falou no meu ouvido que adoraria ficar comigo, mas que não podia, pois namorava há dois anos. Fiquei inconformado e perguntei onde estava o namorado pra não acompanhá-la no show. Tive a seguinte resposta: “- ElA está trabalhando fora do país e deixou eu vir sozinha”. Naquela altura do campeonato eu nem fiquei mais admirado, elogiei a fidelidade e fiquei um pouco assustado com essa modernidade toda.
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Update: Coloquei uma enquete no blog perguntando sobre a orientação sexual das minhas leitoras (e eventuais leitores). Depois opinem lá. ![]()
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Tenho uma tremenda curiosidade em conhecer um banheiro feminino, não por que a decoração me encanta, mas pra saber o que as mulheres costumam conversar. O mais perto que cheguei de um foi num restaurante aqui em sampa. Minha intenção não era de tirar água do joelho entre as mulheres, mas sabe aqueles restaurantes que querem ser moderninhos e colocam as mais diferentes gravuras na porta do banheiro e ai você tem que decifrar que diabos significa aquilo? Pois bem, era um desses. Só fui me dar conta quando vi no lixinho do banheiro um absorvente envolto em papel higiênico com um pouco de sangue. Um nojo. Por sorte não entrou ninguém no banheiro e consegui me pirulitar dali a tempo.
Se você tem a mesma curiosidade que a minha, mas em conhecer um banheiro masculino e como a espécie se comporta lá dentro, vou tentar explicar como é a dinâmica do lugar em baladas.
O grande diferencial em relação ao banheiro feminino é o mictório, aquela espécie de privadinha suspensa que serve pra mijar. Só que esse dispositivo ao mesmo tempo em que acelera a fila do banheiro pode ser um constrangimento a parte. Cerca de 1/4 dos homens se recusa a mijar com outros homens do lado, sofrem da patologia “pinto tímido”. Ele pode até tentar usar, mas fica ali parado horas e não sai nada. Isso por que a maioria dos mictórios não tem uma divisão lateral e sempre aparece um perobo olhando pra privadinha e membro alheio (gay adora mictório).
Mictórios a parte, as cabines dos banheiros são indecentes de suja. As privadas em sua grande maioria estão entupidas ou com um submarino flutuando que nunca vai embora. Aliás, fazer o número dois nesse local é impossível. A tábua está sempre mijada, falta papel, se o cara demora mais de 2 minutos lá dentro já tem gente batendo na porta ou o segurança colocando a cabeça pra ver o que está acontecendo (não é incomum alguém dormir de bêbado com a cabeça na privada), sem contar o cheiro de urubu queimado que empesteia o lugar.
Bom, creio que a maior expectativa das mulheres seja em torno das conversas. Os assuntos são bem variados, mas cerca de 80% deles é em torno de mulher. Já vi coisas / vivi engraçadas e curiosas. Lembro agora de quatro:
1-) Banheiro do esquecimento - Geralmente quando o cara bebe muito, a primeira coisa que ele esquece é o nome da garota, a segunda é a fisionomia do rosto. Não é incomum o cara pedir pra ir ao banheiro ou esperar a garota do lado de fora e de repente se esquecer quem era ela. Já vi casos mais graves do cara chegar novamente na garota que ele havia beijado.
2-) Decisões estratégicas - Como no banheiro é possível conversar melhor, lá se dá o bate-papo com os amigos sobre o saldo da noite, a análise das mulheres do lugar e o planejamento de esqueminhas. Se o cara vê que está pra trás dos amigos, ele decide baixar o nível. Meus amigos dizem, “vou pegar uma gorda pra tirar a zica”. Triste, mas é a realidade, pois há uma teoria que depois de beijar a primeira as outras são mais fáceis. O esqueminha é quando o cara está querendo fazer um after night com a garota que pegou e combina com os amigos uma estratégia para poder voltar sozinho ou conseguir um cafofo pra se deitar com a incauta.
3-) Alerta aos amigos - Geralmente quando o cara está bêbado alguns defeitinhos das mulheres não são identificáveis e uma feiosa pode ficar uma tremenda gata com o auxílio de maquiagem e falta de luminosidade. Ai os amigos dão o alerta no banheiro: “Cara, vai ficar com a caixa d’água a noite inteira?”, “Você reparou o tamanho do buço da garota? “, enfim, de forma maldosa eles alertam para detalhes que o seu amigo não reparou.
4- ) Pia pra que te quero - Desde a balada mais furreca até a mais chique é difícil ver homem lavando a mão no banheiro. Geralmente eles só dão aquela ajeitada no cabelo e esquecem de lavar a mão. Por isso eu concordo com mulheres que desprezam caras que chegam pegando, imagina a quantidade de pinto por tabela que ela não recebe no braço.
