Como era de se esperar, tenho recebido um monte de histórias / perguntas parecidas com o primeiro post da “Sexta das leitoras” e no mesmo nível das perguntas que infestavam a coluna Cafa Responde quando resolvi fechá-la. É importante lembrar, não vou falar sobre um mesmo tema nessa coluna. As histórias que eu receber só serão publicadas se forem originais, “inéditas” e que possam interessar outras leitoras.
Bom, excetuando-se esses casos, tem histórias bem engraçadas e curiosas. A da leitora Gertrudes* mostra uma fraqueza masculina que creio nunca ter explorado aqui no blog, o famoso orgulho de macho.
“Em uma daquelas noites em que a gente não tem absolutamente nada para fazer, minha melhor amiga me ligou dizendo que sairia para um bar junto com seu namorado, um amigo dele (que eu já conhecia de vista) e algumas outras pessoas. Como ficar em casa estava um tédio, eu aceitei. Chovia muito e então o amigo dele disse que passaria na minha casa com eles para me buscar. Quando chegaram,o banco do passageiro estava vazio e eu sentei na frente com ele, percebi que ele não parava de olhar pra mim, além do casal que estava no banco de trás ficar fazendo brincadeirinhas insinuando que nós fossemos ficar. Eles não estavam errados, pouco tempo depois que chegamos ao bar começamos a nos beijar e ele era um fofo comigo, até demais, cada vez que ele ia ao banheiro ele me avisava, como se eu fosse namorada dele (cafa: Desconfio de homem muito fofo. Geralmente são inseguros e bananas. Veja, não quero dizer que homens brutos são o máximo, mas homem tem que saber equilibrar a dose de fofurice).
Continuamos ficando, saímos por várias vezes, ele até faltava na faculdade pra vir me ver durante a semana, mandava mensagem quando acordava, quando ia dormir, inventada apelidinhos carinhosos, cobrava se eu não entrava no msn pra falar com ele, ou se não ligava pelo menos uma vez ao dia, enfim, tava todo apaixonado, fazia tudo por vontade própria, parecia muito mais interessado em algo sério do que eu! (cafa: Fofurice indo para o campo da chicletice. O cara extrapolou. A insegurança agora é nítida)
Certo dia aquela mesma amiga me convidou para uma viagem ao Guarujá com a galera, para minha surpresa pouco tempo antes de irmos eu descobri que só iriam nós 4. E que o cara que eu tava beijando que fez de tudo pra isso acontecer… Eu não tinha gostado muito da idéia, afinal eu queria viajar, porém 2 casais de 20 anos que viajam sozinhos não vão ficar montando castelinho de areia o final de semana inteiro! (cafa: Eu não ficaria espantado se ele montasse o castelinho e falasse que você era a princesa que mora nele)
Acabei aceitando, passamos um dia bem agradável na praia e quando chegou a hora de dormir ficamos sozinhos em um quarto. Eu ainda estava confusa quanto a transar com ele ou não, mas no meio dos amassos eu decidi que ia ceder e aproveitar para conhecer a experiência de transar com alguém que não fosse meu namorado.
O susto veio quando chegou a hora de colocar a mão no seu “menininho”… Era incrivelmente pequeno e eu fiquei alguns minutos pensando se era possível que ele tivesse mesmo duro e se ele num tinha vergonha de insistir tanto tempo pra eu colocar a mão naquela coisinha… Mesmo assim tive a infeliz decisão de continuar e acabamos fazendo, eu pensei que como cada um tem um diferente poderia ser gostoso,mas eu tive que me esforçar bastante pra sentir pelo menos cócegas!!!!! (cafa: Olha, aqui o erro foi seu. Ninguém mandou não dar uns amassos antes de viajar com o cara. Você ainda corria o risco do amiguinho do cara ser todo sujo)
Voltamos pra São Paulo e comecei a achar ele estranho, bem mais frio, aquele menino todo derretidinho, fofo, meigo, já não era mais o mesmo, decidi perguntar pra ele o que estava acontecendo e ele me aparece com a história de que não conseguia mentir pra mim : ” o problema não é com você, mas eu terminei um namoro a pouco tempo e não estou preparado para nada sério, preciso arrumar a casa primeiro para depois pensar em alguma coisa”…! (cafa: O homem, com o mínimo de bom senso, saca quando não agradou na cama e sabe das suas limitações, quando as têm. Tu acha que ele não se ligou que você ficou procurando o pitoco ali e que não esboçava muita satisfação com o sexo? O coitado deve ter um complexo da peste com o, literalmente, amiguinho dele. Solução? Inventar uma desculpa qualquer pra não sair mais)
Fiquei indignadaaaaaa! O apaixonado era ele!!! Quem corria atrás o tempo todo ERA ELE, o pinto pp era dele!!! E ele me vem com essa histórinha??? Mas depois de uns dias pra baixo em função dessa história eu cheguei a conclusão de que realmente namorando com um fracasso sexual daqueles, melhor ficar sozinha! (cafa: calma, deixa o pitoco, coitado. Pra toda tampinha há uma panelinha. O erro foi seu de não ter feito um test-drive antes de levar o “possante” pra casa)
Como eu disse, a leitora nesse caso errou por ser precipitada, mas o que quero destacar aqui é esse orgulho de macho ferido. Homens inseguros não aceitam sair por baixo em um relacionamento e assumir as suas fraquezas e/ou defeitos. Já conheci casos em que a garota terminou com o cara e ele pediu para que ela falasse aos outros que eles tinham entrado em um acordo; há os casos também dos mais moleques que inventam histórias sobre determinada garota só por que ela não quis dar pra ele, e por ai vai. E como evitar cair na mão destes seres? É só prestar atenção nas primeiras saídas juntos, homem inseguro dá muita bandeira, mas se as primeiras saídas forem direto pra cama, ai não tem muito o que fazer.
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p.s Viajo hoje depois do almoço para São Chico – SC (se alguma leitora for pra lá, dá um alô), e por isso não conseguirei aprovar os comentários nem postar até semana que vem. Bom carnaval e camisinha sempre!
/o/
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Eu parto do pressuposto de que uma “relação séria” existe quando você se dedica para determinada pessoa, dá satisfação sobre sua vida e em contrapartida faz exigências /cobranças. Já um relacionamento casual é pautado pelo sexo, encontros esporádicos e sem compromisso. Para o primeiro caso, as DR’s são meio que inevitáveis, agora para o segundo não tem o menor cabimento.
Ao contrário do que muitas pensam, o verdadeiro cafa não mente sobre os seus propósitos, no máximo omite. Eu não faço promessas de namoro, não exijo “fidelidade”, nem cobro satisfação das lanchinhos que saio. Mesmo tomando essas precauções, fui vítima esse mês de duas DR’s em relações casuais.
A primeira foi de uma garota que conheci de uma cidade bem longe da minha. Apesar de ter gostado bastante dela, o relacionamento não iria adiante devido a distância, pois por mais que eu tenha receio da proximidade fazer com que um namoro caia na rotina, por outro lado ficar mais de um mês sem ter a presença física de alguém, é insano (além da falta de um ombro amigo, a ausência de sexo por tanto tempo não tem masturbação que resolva). Enquanto estivemos juntos, foi tudo muito bom e intenso, mas eu jamais assumiria um namoro desse tipo. A solução foi levar casualmente. Porém, como foi muito bem pontuado pela leitora Adriana no post passado, pouquíssimas mulheres têm estrutura emocional para levar um relacionamento casual quando se encontram envolvidas. E ai o que fazem? Cobram e iniciam Dr’s. O pior é que as Dr’s são mascaradas de desabafos, “eu não estou discutindo, apenas desabafando”. Uma ova. Que homem vai ouvir críticas a seu respeito e ficar quieto? Tentei ser educado e acabar com aquele assunto, mas a cada frase que eu falava, era mais lenha pra fogueira, ai resolvi bloqueá-la no MSN.
A segunda foi uma garota que conheci certa vez numa balada em sampa (a simpática). Ela é bem agradável, inteligente, bonita, gostosa e blablabla, mas faltava aquela química para que o negócio engrenasse. Depois daquele último post, só saímos mais uma vez. E foi suficiente para eu desencanar de manter algo casual com ela. Porém, como eu gosto de preservar a amizade com pessoas inteligentes e agradáveis, fui puxar assunto com ela ontem no MSN (sem segundas intenções, só pra saber se ela estava bem mesmo). Pra que? Ela veio com um papo manjado que conseguia enxergar muito além das minhas atitudes e que não seria mais uma em minha “prateleira” (se ela falasse geladeira eu juraria que ela leu o blog). Depois de despejar um monte no meu ouvido (ou melhor, nos meus olhos) ela falou que precisava sair (e acredito que deva ter me bloqueado).
Pra mim, muito mais eficiente que uma DR de relação casual é ser prática. Não está satisfeita com aquela relação? Não saia mais com o cara. Se ele te curtir, numa hora vai perguntar por que você não aceita mais os convites dele e ai é o momento de dizer que não quer continuar sendo só mais uma em sua vida. Se isso descambar para uma DR, ok, foi ele quem pediu. Agora encher o saco do cara para assumir um relacionamento que ele não está a fim, não dá certo.
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Antes de iniciar esse tipo de post da Sexta Cafa, é importante ressaltar que meu propósito não é ser o dono da verdade, muito menos passar a mão na cabeça de ninguém. Se tiver que ser ácido eu serei, se tiver que puxar a orelha, eu puxarei. Não vou falar o que querem ouvir, e sim o que um homem de 25 anos pensaria de acordo com os fatos.
Algo que tem sido bastante recorrente nas histórias que recebo para a Sexta Cafa, é a falta de amor próprio de algumas leitoras. Muitas se iludem e se rebaixam para chamar a atenção do carinha que amam achando que dessa forma vão conseguir arrumar um namorado. Homem nenhum (que presta) vai querer do seu lado uma pessoa que não possui personalidade e que satisfaz todas as suas vontades. Essas serão eternos lanchinhos.
(deixarei minhas observações em negrito no meio do texto)
“Há aproximadamente 5 anos atrás conheci o Edmar*. Hoje tenho 18 ( e tenho noção que sou uma “piveta” ainda, mas garanto que tenho algumas experiências e conclusões depois de tantas coisas q vivi).
Bom, eu nunca havia beijado, e desde que nos conhecemos a nossa história começou da maneira errada. Ele namorava e nos encontrávamos às escondidas (Cafa: isso já é um bom sinal que não daria certo, quem trai uma, trai duas). Depois de alguns meses ele terminou com a menina, e ai eu pensei: “pronto, agora vamos ficar juntos!” Mas não, ele me ligava esporadicamente, e eu, que ficava esperando a ligação, não hesitava em me encontrar com ele quando ele resolvia me ligar (Cafa: Se você aceita ser amante, por que ele vai querer que você seja namorada?). Os anos foram se passando, e era sempre assim, eu esperando ele, e cada vez mais sabia de meninas que ele beijava por aí. No 3° ano em que estávamos juntos, resolvi dar pra ele (Cafa: Se o negócio começou errado, tem que ser cortado no início, o sexo é um perigo, se for bom então, além de você ficar presa pelo coração, fica pela periquita). A cada dia que passava percebia que gostava mais e mais dele, e o sentimento de posse me invadia. Eu comecei a pressionar cada vez mais para termos algo mais sério, já que os nossos pais sabiam de tudo (Cafa: Que coisa mais medieval, só por que os pais sabem de tudo, o mancebo vai ter que pedir sua mão?). Assumimos nosso relacionamento. Terminamos, voltamos, terminamos, nos reconciliamos e assim foi. Ele namorou algumas meninas, eu também namorei e tive meus rolinhos, mas mesmo durante nossos namoros combinávamos de sair (Cafa: Aff, tudo errado).
Ai que está minha maior dúvida: logo todo mundo vai pensar “ele te vê como um lanchinho, sai com você pra te comer, mas fica com as outras mulheres que ele mantêm algum tipo de relacionamento!”. Mas não, na maioria das vezes que a gente sai, é pra almoçar, ver TV juntos, ir ao shopping comprar alguma coisa, jantar, ir em algum barzinho… não vou falar que não fazemos sexo, sim fazemos, mas não é a primeira coisa em que pensamos, muitas das vezes que saímos nossos encontros se resumem a conversas, beijos, amassos, oral (Cafa: Ué, você acha que com as minhas lanchinhos eu só levo pra tomar vinho em casa? Está certo que algumas é só isso que dá mesmo, mas outras eu vou pra restaurante, cinema, etc).
Cafa, depois de tantos anos, e de tantas brigas que tivemos o que será que ele sente por mim? Ele me maltrata, me xinga, me humilha, me difamou pra cidade inteira (dizendo que me comeu!) (Cafa: Depois disso você ainda tem mais alguma esperança com ele?), fica com muitas meninas por aí, namora qualquer uma, só que quando estamos juntos, esquecemos de tudo que um fez ao outro. Ele se esquece dos barracos que eu dei, do tapa na cara na frente de todo mundo que ele levou numa balada uma vez de mim, e eu esqueço todas as “filha da putagens” que ele fez.
Esse ano vai completar 6 anos que estamos de rolo, ele está “namorando” uma menina e eu acabei de entrar na facu de engenharia e estou rodeada de homens (Cafa: Enjoy!). Sempre falo que vou desencanar dele, mas é impossível tirá-lo da minha vida.
Qual a melhor atitude a ser tomada?? Esqueço, corro atrás, desisto, parto para outra, ou espero dar um tempo??”
Cai fora disso. Aproveita que entrou na faculdade, que é uma “nova vida”, e recomece sem repetir os mesmos erros. Eu sei como são esses amorzinhos de adolescência, parece que o cara é único, mas não é. É só se permitir a outras pessoas até conhecer um cara com uma boa pegada e que te valorize.
*Resolvi mudar o nome do post do dia. A sexta não é minha mesmo, é de vocês.
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Conforme havia antecipado durante a semana, resolvi colocar 2 projetos pilotos no ar.
Na verdade eles são interligados. Um será a criação da “Sexta Cafa”. Ou seja, toda sexta-feira eu escolherei uma história enviada por uma leitora (identificando-a ou não) e farei o meu comentário sobre o causo. É importante lembrar que eu só postarei as que eu achar mais bacana e interessante e que o limite de linhas não deve extrapolar 40 linhas. Considerando que serão 4 posts por mês, muitas ficarão de fora.
Para solucionar esse problema, coloquei no ar novamente a coluna “Cafa Responde”. Só que pelo histórico da coluna, são centenas de perguntas por dia. E para assegurar a qualidade e tempo de resposta que eu considero o ideal, terei que cobrar pelo serviço.
Pois bem. Se você quer enviar a sua história para (tentar) ser publicada na sexta, envie um e-mail para cafa@manualdocafajeste.com (errata: não tem o .br). Caso queira conhecer mais e participar do”Cafa Responde”, a coluna já está no canto superior esquerdo do blog.
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Uma queixa muito comum entre meus amigos do trabalho e de alguns colegas é a Síndrome do Bom Partido. Essa patologia acomete aqueles homens que possuem estabilidade financeira, independentes, boa-pinta, saudáveis, etc. Nela, as mulheres (em sua grande parte as piriguetes) vêem que o cara é um “partidão”, que pode ser um bom namorado (e por que não um marido?) e ai querem pagar de santa para que o cara não perceba que ela não vale nada e assim assuma um compromisso sério. Algumas vezes eu já fui vitimado por essa moléstia, porém dessa última vez quase fui pra UTI. Explicarei.
Após a viagem de Cancun, eu voltei literalmente quebrado e tive que passar o restante das férias na casa dos meus pais no litoral para me recompor financeira e fisicamente. Por consequência, evitei sair de balada e programas muito dispendiosos. O problema é que minha geladeira litorânea estava bem escassa e como os hormônios estavam a flor da pele, precisava encontrar uma solução pro impasse. Ai pensei na fórmula, sem grana + preciso conhecer gente nova = barzinho. Lá fui eu com o meu primo.
No local só tinha casal, velha e coroa encalhada. Tomei algumas cervejas para melhorar o ânimo e depois de ficar mais alegrinho e com o cafômetro ligado, me dei conta que uma garota estava olhando pra mim, porém com o namorado ao lado. Eu tentava disfarçar pra ficar flertando (palavra velha, não achei uma melhor), mas toda hora que nossos olhos se encontravam o namorado dela olhava pra minha cara. E sabem como é isso, é que nem quando tem uma pessoa deficiente ou com alguma roupa ridícula em determinado lugar, você tenta não olhar, mas toda hora o teu olho te leva pra pessoa. A situação já estava meio embaraçosa e então resolvi dar um fim naquele impasse.
Fui ao caixa pagar a conta, peguei um guardanapo e pedi ao garçom uma caneta. Anotei meu nome e telefone. Fiz uma bolinha de papel e ao sair do lugar sutilmente eu arremessei no colo da garota. Dei uma olhada pra trás (pois caso o namorado dela visse eu já me pirulitava num instante) e ela ficou me olhando com cara de paisagem. Fiquei desanimado, pois achei que ela tinha pensado que eu havia arremessado lixo nela.
Isso foi numa sexta. Já tinha desencanado da garota quando no domingo recebi uma mensagem no celular pedindo para que eu a adicionasse no MSN. Adorei.
Ficamos conversando um tempão, fui um pouco amador e falei algumas coisas da minha vida que deveria ter guardado pra mim. Ok. O papo era bem agradável, mas o fato dela ter namorado e dar em cima de mim deixava claro que dali eu só poderia extrair sexo. Foi o que eu providenciei. Combinamos de ela passar em casa no dia seguinte e ela disse que era só para conversamos pessoalmente (aham).
Já em casa ficamos conversando, o clima esquentou e começou a pegação. A garota tem a pegada e ainda sabia me elogiar, o que só aumentava meu tesão. Quando eu ia avançar pra cima da amiguinha dela, ela me segurou. Disse que estava naqueles dias e que não achava certo dar assim logo de cara para um estranho. Insinuei para ela cair de boca (veja bem, insinuei, não empurrei a cabeça dela), mas disse que ia sair com o namorado e não achava certo ele beijar uma pica por tabela. Apesar de frustrado, deixei quieto e ainda nutri uma ponta de esperança de achar que valeria a pena.
Conversamos nos dias seguintes e combinamos de sair novamente hoje. Só que ela disse que estávamos avançando muito o sinal e que deveríamos ir a um barzinho ao invés de cafa-beach-house. Achei aquilo meio incoerente, pois como uma garota que namora e sai com um cara estranho quer pagar de santa? Mas ok, achei que seria um pretexto para terminarmos em um motel. Ai tive algumas revelações que fizeram com que eu percebesse que tinha sido vítima da Síndrome do Bom Partido.
Caipirinhas, papo vai, papo vem no bar e ai comecei a perguntar sobre namoro, traição e casos. Foi então que ela acabou revelando que já tinha chifrado o namorado em outras ocasiões e que tinha transado logo de cara. Fiquei indignado com a revelação e principalmente pela sinceridade. Ao perguntar pra ela por que comigo estava sendo diferente, ela disse que não queria que nosso relacionamento se resumisse a sexo. Ah pra pqp, queria casar? Pulei fora. Com piriguete não se deve conversar muito, o lance é agir, do contrário corre-se o risco de ser acometido pela Síndrome.
Acho assim, tem hora que a mulher piriguete cansa da sua posição e decide sossegar a periquita com um homem só, mas convenhamos que traindo o namorado não é um bom começo.
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Depois de ler as centenas de e-mails com histórias sobre “Um cafa em minha vida”, eu consegui selecionar as duas vencedoras, prometi a mim mesmo que nunca mais faço esse tipo de promoção e achei a RobertaCarvalho, do Homem é Tudo Palhaço, uma santa.
Grande parte das histórias eram de vingancinha, de homens que mentiram sobre seu estado civil e algumas inventadas. Dei muita risada com a maioria, fiquei com dó em outras e em umas três minha vontade era de xingar a leitora. Mas superei.
Antes de anunciar as vencedoras é importante deixar claro algo que parte das mulheres que enviaram as histórias ainda não assimilaram. Não confundam o canalha com o cafajeste.
//
O segundo lugar, vai para a leitora Samanta*, que apesar de todo seu cuidado para lidar com um cafa, não contava com a inépcia dele em trabalhar com mais de um nome de lanchinho no celular.
“Numa sexta-feira, eu e uma amiga fomos a um bar, em busca de novas presas enquanto as antigas não ligavam. Encontramos, por acaso, um amigo dessa minha amiga. Ficamos batendo papo e o menino começou a dar em cima de mim. Se desdobrava em elogios, falava “estou encantando, você é diferente de todas” e blábláblá. Moço me arrematou, fomos para o apartamento dele e foi uma noite divertida. Saí de lá na manhã seguinte. Ele prometeu que iria ligar e por incrível que pareça, ligou. Falou que iria sair com os amigos e depois nos falaríamos. Passamos a semana trocando emails e ligações, até que no outro final de semana quando esperava encontrá-lo, nenhuma notícia. Eu e meu orgulho batalhamos a noite de sábado toda para saber se eu deveria procurá-lo, e por fim, eu venci. Mandei uma mensagem “neutra” (E aí, qual é a boa da noite?) e a única resposta que obtive foram os grilos cantando. Domingo acordei com a esperança de que ele iria me ligar e chamar para fazer algo fofo. Acertei. Pelo menos a primeira parte. Ele ligou, de fato. A conversa já começou estranha, ele falando de uns assuntos que eu não tinha idéia…aí ele pergunta:
-E aí, o que você fez ontem?
(Eu menti, admitir que fiquei vendo Zorra Total debaixo do edredom usando moletom do colegial, jamais): Fui num barzinho com uns amigos..E você?
- Meu, ontem aconteceu uma coisa muito louca. Eu tava pegando uma menina e aí veio uma amiga dela e elas começaram a se pegar, depois eu peguei as duas…
Fiquei muda.Ele continuou:
-Agora posso dizer que um fetiche eu já realizei.
A única coisa que consegui dizer foi: Acho que você ligou para a pessoa errada…
Silêncio retumbante.
Ele: Ué, pra quem eu liguei?
Eu: Eu que te pergunto.. acho que não era com essa Samantha que você queria falar.
Ele: Nossa, “linda”, desculpa!!! Achei que eu estava falando com outra amiga, contando um monte de mentira para ela.. tudo bem com você? O que você está fazendo de bom?
Ela: “Tutututu” (com a devida licença poética)”.
//
O primeiro lugar vai para a Joana*. Ela extrapolou um pouco o limite de linhas, quase deletei o texto sem ler. Porém ao ler as primeiras linhas, não consegui parar mais, achei tão interessante e com um final tão inusitado que me “comoveu”. Ganha o primeiro lugar, não só pela história em si (que é ótima), mas porque mostra o lado humano e desmistifica a imagem que muitas mulheres possuem dos cafas.
“Nasci numa cidade do interior do Mato Grosso do Sul, daquelas onde todos sabem seu nome. Vivi lá até meus 7 anos de idade e mudei para onde moro até então, Foz do Iguaçu. Porém, todos os anos eu voltava nas férias para essa cidade, e assim fui crescendo. Por falta de grana, passei algum tempo sem ir visitar os parentes na tal cidade e somente ano passado (no carnaval) eu voltei ao lugar. Fui sozinha, fiquei na casa de uma tia.
Festas e festas. Afinal, era isso que eu esperava aos 18 anos. Logo na ida para a primeira delas, eu não pude deixar de notar o “Thiago”: o cara que estava nos dando carona.
À noite, saindo para comprar gelo pra cachaça acho ele descendo a avenida sozinho. Como tenho ótimas amigas, elas logo se mandaram e me deixaram sozinha com ele. Fomos andar um pouco, ele contou que o namoro não andava bem (típico) e claro, não demorou nada pra gente pular um no outro. Voltamos para a avenida como se nada tivesse acontecido…
No outro dia ele me convidou para ir à tarde na casa dele, já que ele iria ficar sozinho. Como boa moça que sou, eu fui. Moooorrri de vontade de ir até o fim, mas não me deu coragem suficiente. Mas ficamos lá um tempão.. até que a irmã dele bate na porta. Meu coração saiu pela boca! Ele inventou alguma desculpa pela porta trancada, ela foi embora.. Chegando na casa da minha tia, entrei no msn e ele me disse “Você viu por quem você passou saindo da minha casa?” “Não.” “Minha irmã!” Puuuttzzz.. Depois de rirmos uns 5 minutos de eu ter passado na cara de pau do lado da irmã dele (melhor amiga da namorada dele), acabamos decretando a sentença de ódio eterno da irmã-melhor-amiga por nós.
Aquele era meu último dia na cidade, e minha última noite de Carnaval. Eu e o cafa já tínhamos combinado códigos para escapulir da folia e irmos farrear sozinhos em alguma rua escura. Lembro até do calor que fazia aquele dia! Estavam todos lá, a cidade inteira, e passado um tempo, ele me olhou e deu um gole na cerveja. Opa, era código! Despistei os amigos, e fui por um lado.. ele pelo outro. Nós beijávamos com tantaa saudade, parecia que nem tínhamos nos visto naquela tarde. Os beijos eram intensos, intermináveis. Ele me propôs buscar a chave da casa com a irmã, e eu neguei veemente. Mais beijos, amassos. “To te esperando na frente da sua casa. Busca logo a droga da chave!” hahahahaha Cafa, vou te dizer… Nunca tinha levado tapinha no rosto, os caras no máááximo davam um no bumbum, tímidos. O Cafa do Carnaval era espetaculaaar, aquele sabia do que eu gostava, e sabia explorar aquilo eu já gostava de fazer. Só que fizemos tanta sacanagem, que no outro dia, eu pensei em ir embora sem nem dar tchau, me dava vergonha só de lembrar. Mas o cafa me surpreendeu. Apareceu na casa da minha tia, e me implorou pra que eu ficasse. Não podia, eu expliquei… Legal que ele foi a última pessoa que vi na cidade, quando passei de carro pela avenida, lá estava ele na frente de casa. Me acenou como quem diz “ Ô morena, fica!”. Vontade de ficar não faltou… Mas se eu soubesse o que ia acontecer, tinha feito tudo para ficar.
Em dezembro do ano passado, uma amiga em comum me diz “Eai, já ta sabendo do Thiago?” Eu “não, o que aconteceu? Engravidou quem? (pensei)” hahaha Minha amiga: “Ele morreu… Sofreu acidente de carro, voltando de uma festa na cidade vizinha.” Foi um soco na boca do estômago. Tudo ficou mudo por alguns segundos sabe, e daí que começou a doer. Porque a saudade dói, bem em silêncio. Fiquei 1 semana chocada, sem entender. Ele era o cara que eu lembrava todos os dias, que contava a história do cafa MONUMENTAL do Carnaval, ele foi o fenômeno das meninas da cidade, o bonitão. E pronto, tinha sumido como fumaça. Não existia mais. Me deixou um pedaço inteiro vazio…
Dias depois a irmã dele me adicionou no orkut e me disse o seguinte “ Você não faz idéia de quantas fotos suas tinha no nosso computador.” Só fiz chorar, não tive outra reação. E aquele cafa, sozinho, me despertou tantos sentimentos diferentes que é impossível esquece-lo. Tenho um carinho especial por ele, mesmo que não tenhamos namorado, nos amado, ou tido uma longa história. A história é curta, foi interrompida de forma estúpida, mas se alojou na minha memória e nos meus puros sentimentos de carinho”.
*Os nomes foram modificados para preservar as pessoas envolvidas.
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Depois de me infernizarem tanto para postar a promoção (obviamente por causa do Powder da MAC), resolvi publicá-la logo. Com a contribuição de algumas leitoras o tema será “Um cafa em minha vida”.
Conte em até 50 LINHAS uma experiência engraçada, curiosa ou peculiar que você vivenciou com um cafa. Se ainda não possui, conte a de uma amiga. O importante é que a história seja bacana e atenda ao limite de linhas estabelecido.
Você tem até domingo (08/02) as 16:00 para enviar sua história. A primeira colocada ganha um Powder da MAC + uma barra Lindt e a segunda um creme + uma loção da Victoria’s Secret. Publicarei os textos e resultado na próxima segunda. Estão de fora da promoção leitoras que não moram no Brasil.
Promoção encerrada!
Boa sorte!
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Pessoal, pela enésima vez, NÃO era eu no programa Melhor da Tarde. Tem gente se aproveitando do sucesso do blog para se promover. Quando eu sair em um programa de TV vocês serão as (quase) primeiras a saber.
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Bom, para as leitoras que acharam que eu acordei com a uruguaia ou um uruguaio (¬¬) do lado, desculpe desapontá-las, mas foi bem longe disso. Acordei de manhã me sentindo a Hebe Camargo, minha cara estava toda esturricada, parecia que eu tinha aplicado botox com suco de limão e ficado ao sol. Pelo menos eu não estava só nessa, os outros dois companheiros de viagem também estavam a la Hebe e um de olho roxo (ninguém sabe como aconteceu).
Devido a esse tratamento estético, não conseguimos ficar bronzeados nos demais dias, pois a pele morta não bronzeava. Para tentar ficar apresentável no resto da viagem, tivemos que lambuzar a cara de Caladryl e hidratante. Ou seja, a cara de Hebe deu lugar a de Xica da Silva. Desistimos de sair naquela noite e na seguinte.
Na sexta o exu estava represado dentro de nós e a melhor balada estaria por vir. Fizemos novamente nosso aquece de tequila e fomos pro lugar. O problema (ou não) é que em 90% das baladas da cidade rola o esquema de Open Bar, só que é meio fajuto, pois todos os mexicanos que servem no bar ficam pedindo gorjeta e se você não dá o drink vem uma tremenda porcaria. Até ai ok. Só que além de tentarem levar uma graninha do turista bobo pelas gorjetas, há outra forma mais inteligente de roubar, as tequileiras.
As tequileiras são umas mexicanas bonitonas e gostosas que as casas contratam pra ficar perambulando pela balada atrás de homens pra fazer com que eles tomem (e claro, paguem) a bebidinha delas. Eu não sabia como funcionava esse esquema até me aparecer uma morena muito da gostosa, me alisando e passando o peito nas minhas costas. Ela colocou a porra do drink no copinho e me serviu toda sensual. Eu tomei uns 5 copinhos e só quando me engasguei no último que eu fui ver a plaquinha no pescoço dela dizendo que cada um custava 4 doláres, ou seja, tive que pagar 20 dólares pela malandragem. Ai ficamos vacinados.
Passou algumas horas, eu e meus amigos ficamos com algumas canadenses, mas não durou muito por que elas iam voltar pro país delas logo de manhã e tinham que sair cedo da balada. Voltamos à pista. Conheci outra canadense e o negócio começou a pegar fogo, não cheguei a beijá-la, mas segui os ensinamentos que aprendi com as americanas e ficamos naqueles amassos e encoxa-encoxa. Estava quase a convencendo a ir ao meu hotel, quando apareceu um dos meus amigos desesperado dizendo que o outro tinha sido posto pra fora da balada. Resumidamente, uma das tequileiras foi querer dar o golpe nele, ele passou a mão na bunda dela, tomou um tapa na cara e revidou. Porém, a noite não acabou por ali.
Chegamos ao hotel completamente bêbados, sem vontade alguma de dormir e com fome. Decidimos ir comprar alguma coisa na vendinha em frente ao hotel, só que de cueca. Por sorte não deu nada, mas na volta meu amigo sugeriu praticarmos nudismo e ai o bicho pegou. Fomos expulsos do hotel por 3 horas, tiraram nossa pulseira preta que dava direito a open bar no hotel e deram uma branca de criança que proíbe a ingestão de bebida alcoólica.
Nos dias que se seguiram não teve mais nada de anormal, saímos, bebemos, ficamos com algumas gringas, etc. Com exceção do último dia.
No último dia a cidade parecia um velório. Fomos até a zona de barzinhos e tava tudo vazio. Paramos em um mais animadinho, bebemos bastante e fomos embora. Só que um dos meus amigos estava puto com o hotel, pois ele não tinha praticado nudismo e mesmo assim tinha sido punido e recebido a pulseira de criança. Foi então que ele sugeriu nadarmos nus no mar. O outro não topou, pois estava caindo de bêbado.
Estavam lá os dois babacas nadando, quando de repente avistamos 3 mulheres andando pela areia (de madrugada!). Ficamos berrando para elas entrarem, mas ao invés disso elas pegaram nossas sungas e saíram correndo (Eu sei que parece mentira e/ou cena de filme, mas juro que foi verdade) . Por sorte, elas pararam logo mais a frente. Eram três americanas, uma horrível e duas muito gostosas. Meu amigo atacou a feia e a pegou logo de cara. Eu fui querer bater papo e me ferrei. A terceira saiu andando e a que eu estava conversando ficou preocupada e pediu para que eu a acompanhasse para buscar a outra (¬¬’) . Quando voltei meu amigo estava quase transando com a garota, os dois praticamente pelados no maior amasso. As duas bonitinhas deram aquele escândalo americano de dar risada alto, por a mão na boca e ficar berrando “Ow my god, ow my god, what the hell are you doing?!”. Isso chamou a atenção dos seguranças e tivemos que sair correndo pra não ser definitivamente posto pra fora do hotel, ou pior, conhecer a polícia mexicana.
Resumidamente essas foram minhas férias em solo mexicano. Não fiquei decepcionado pelos tombos, peripécias, e demais infortúnios que passei. Obviamente que eu esperava tirar a zica internacional e chegar aos finalmentes, mas eu voltei com tanta história e bagagem cultural que dificilmente vivenciaria no Brasil, já sexo aqui não é tão difícil conseguir. Quem sabe na próxima vez uma oferenda ao buda aquático não resolva?
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O post ficou muito grande pra inserir uma promoção. Por isso peço para vocês sugerirem uma mecânica de promoção pro próximo post. O presentinho que eu darei para a primeira colocada é um Bronzing Powder da MAC (aquele pozinho que dá um aspecto bronzeado ao rosto) + uma barra de chocolate Lindt e pra segunda colocada uma loção da Victoria’s Secret.
