Ao folhear algumas revistas femininas e pelos comentários de algumas leitoras no blog, vejo que muitas mulheres possuem problema de “timing” em um relacionamento. Esse problema aparece em várias circunstâncias, desde as mais banais como se trocar pra sair (eu não podia perder a piada) até as mais “sérias” como mostrar que está a fim de engatar algo sério com o carinha (tema do último post).
Entre essas dúvidas temporais, há uma bastante recorrente: “quando devo transar com o carinha?”. Bom, eu acho que isso é uma decisão bastante pessoal e que cada uma deveria saber o seu tempo e quando se sente confortável para se permitir (ficou meio mãe, mas não encontrei algo melhor).
Só que muitas mulheres levadas pela emoção e pelo momento, transam com o cara e depois ficam chorando pelos cantos arrependidas (seja porque foi uma merda ou porque foi ótimo, mas o cara sumiu). Por outro lado, há aquelas que desconfiam de todos os homens e ai acabam virgens com 30 anos porque nunca transaram ou porque voltou a fechar devido a falta de uso (por favor, é uma piada).
Esse tema veio em mente depois do relato de um amigo meu neste fim de semana.
O cara é muito desencanado de namoro e sempre diz que não vê mal algum em ficar velho e sozinho (ele pensa um pouco igual a mim, mas com uma veia mais radical). Todas as garotas que ele fica, acha um defeito e desencana de assumir algo sério (ele não é adepto do conceito da geladeira). Porém, há um mês meu amigo conheceu uma garota numa boate em BH e bateu a paixonite nele.
Já em São Paulo, ele veio me contar todo feliz que tinha conhecido uma garota bem bacana, inteligente e que rolou química, porém, ela não transou de primeira. Eu fiquei com o pé atrás desse affair, porque eu conheço bem o meu amigo e sei que aquilo não duraria uma semana. Mas, para minha surpresa duas semanas após o encontro ele foi até Minas ver a garota novamente. Gastou uma boa grana, fez um passeio cultural durante o dia, levou a garota num bar chique e caro na cidade e a noite…não rolou nada. Ele voltou indignado, não tanto pelo fato de ter gastado dinheiro, mas porque foi bem educado, a tratou bem e em troca ganhou um beijo na boca. Após o ocorrido, disse que não pisaria mais os pés em BH. Nem precisou.
No fim de semana seguinte a garota veio vê-lo em sampa. Como bom amigo e xereta que sou, combinei com ele de fazermos algum programa de casal (antes que esse assunto domine os comentários, ainda não estou namorando). Bom, minha opinião como amigo e homem é de que a garota mais parecia a tia Iemanjá (com uma cara cansadinha e um vestido turquesa longo horroroso), porém se ela o faz feliz, tem o meu apoio.
Isso foi uma sexta-feira. Dia seguinte liguei para saber do ocorrido e como ela dormiu na casa dele, achei que a putaria tivesse rolado solta, maaas….não rolou nada. Ele disse que a garota falou que ainda era cedo, pra esperar um pouco (detalhe, não rolou nem um oral). Ele apostou a ficha no sábado.
Sábado ele resolveu fazer um programa a dois em um restaurante bem requintado aqui em São Paulo, os famosos “abre-pernas”, pois a garota fica babando pela suntuosidade e pompa do lugar e acaba cedendo. Porém, meu amigo tentou mais uma vez e…nada. Me ligou domingo puto da vida mal dizendo a garota e que tão cedo não se envolveria com alguém.
No caso dele, minha aposta é que foi acometido pela Sïndrome do Bom Partido. A garota foi querer pagar de santa achando que assim ele poderia ter uma boa impressão dela e ai a pediria em namoro.
Como eu disse, cada mulher deveria saber quando seria a melhor hora pra transar com um carinha, porém como eu sei que essa resposta não vai resolver o problema, darei meu ponto de vista analisando 3 grupos distintos de mulheres:
Virgens – Esse é o grupo mais delicado, pois geralmente a garota não possui experiência de vida suficiente pra entender o sexo masculino e acaba caindo no papinho furado dos garotos da sua idade (com aquele velho jargão: “Você não gosta de mim, é?”). Ai a boboca fica cheia de pena e culpa, resolve liberar pro cara, a transa é uma porcaria, ele não tem paciência, ela se machuca e fica encanada pensando que fez algo errado e pronto! Anos para se recuperar e aprender que sexo é ótimo (quando bem feito). Na minha opinião, nem sempre é necessário estar namorando para perder a virgindade. As pessoas apregoam isso, porque se subentende que um namorado vai ter paciência e tratar a garota com carinho. Porém, nem sempre isso ocorre. O importante é sacar que o cara não está só com você pra te comer, mas que demonstra preocupação contigo em diversos momentos (sejam eles ruins ou bons).
Mulheres que procuram curtição – Tem mulheres que estão desencanadas de namorar e que são adeptas do lema quanto mais melhor. Nada contra, a periquita é sua e você faz o que bem entender com ela. Porém, se você pretende sossegar o facho algum dia e engatar um namoro, é bom tomar cuidado com os caras que costuma sair. Para mulheres que buscam somente one night stand, o ideal é sair com homens que não fazem parte do círculo de amizade. Pois não tem jeito, homem gosta de contar pro amigo que comeu aquela fulana que eles conhecem, só que esse amigo vai contar pro seu outro amigo, que vai contar pro melhor amigo dele (que também já transou com você) e ai todo mundo está sabendo seus casos (inclusive aquele primo do seu amigo que você achou uma graça). Por isso que os homens de balada são os ideais para as mulheres que buscam curtição, pois dificilmente são do círculo de amizade e ninguém vai fofocar o ocorrido.
Mulheres que procuram namorar – Todo homem que se preza ao ficar com uma garota tem um objetivo bem claro em sua cabeça, levá-la pra cama. O freio quem coloca é a mulher. E se o cara curtiu ficar com a garota, não vai ser porque ela não liberou de primeira que ele vai desistir e partir pra outra. A gente está louco pra transar, mas valorizamos muito mais aquela que atiça e não libera de cara as que já queimam a largada e vão pra cama direto. Se o cara não te procurou depois só porque você não quis dar de primeira, das duas uma, ou ele não te curtiu ou não dá a mínima pra você. No caso do meu amigo citado acima, a garota perdeu completamente o timing pra liberar (somado ao fato que ela é quase uma balzaca), não tem homem apaixonado que aguente tamanha enrolação.
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A leitora Jucilania trouxe uma história que vejo ocorrer cada vez com mais frequência entre as mulheres modernas, a tentativa de se blindar nos relacionamentos deixando o feminismo de lado e brincando de ser homem.
“Tenho um grande amigo e começamos a ficar. Sempre tivemos tesão um pelo outro, mas que nunca passou de olhares. Meu namoro acabou por outros motivos e então enfim ficamos naquele clima de ‘finalmente, não é?’.
Pois bem. Nos tornamos ficantes casuais. Éramos amigos, confidentes, cúmplices. Mas ficávamos. Aconteceu que entre minhas outras ficadas conheci alguém especial. Nesse meio tempo, meu ‘grande amigo’ acabou mais intenso, era estranho. E eu fiquei numa dúvida terrível.
Cafa > É a coisa mais normal. O famoso sentimento de posse. Por mais que o cara não goste tanto da mulher, nenhum homem se sente feliz de saber que “sua mulher” está sendo dividida com outro. Se ela começa a ficar mais seriamente com esse outro, pronto, o cara vai querer provar pra você (e pra si mesmo) que ele é melhor. Porém, nem sempre isso quer dizer que o cara queira assumir um relacionamento.
Por um lado tinha um cara novo, legal, que gostava de mim, mas com quem eu não tinha tanta afinidade. Era apenas legal, até porque, não nos conhecíamos a tanto tempo assim.
Com o meu ‘grande amigo’ era diferente. Eu sempre me mantive numa linha segura de limites, porque, sabia que se passasse dessa segurança, poderia me machucar muito e acabar com a amizade. Mas ele, com o novo comportamento, acabou ultrapassando a linha. Pediu para que eu tentasse namorar com ele, mostrou e provou por a + b que éramos perfeitos um para o outro. Mas eu tive muito medo, ele é muito inconstante.
Cafa > Aaaa pimenta no fiofó dos outros é refresco né? Quer dizer então que a senhorita é um poço de constância? Assim como ele deve ficar com outras nessa relação casual, você também estava nas suas pegadas. O cara na iminência de perder você e “pressionado” viu que poderia estar perdendo alguém bacana. Ele poderia forçar um pouco mais a barra, mas não assumir nada com você(o que costuma ser bem normal), porém ele apostou a última ficha que tinha e queria algo sério.
E comecei a namorar com o outro. As ficadas terminaram. Foi um namoro agradável enquanto durou. Somos diferentes, em estágios de vida diferentes e resolvemos acabar numa conversa tranqüila. E eu resolvi contar para o meu ‘grade amigo’ o que se passou nos dois meses em que namorei: Fulano, sempre ficava pensando se não tinha feito a escolha errada. Sei que a gente é perfeito junto… E não sei o que fazer.
Acabamos ficando naquele clima de casualidade, mas eu tinha outras expectativas. A transa foi perfeita, intensa, ele estava e eu também de corpo e alma. Mas era uma despedida. Ele disse que não estava afim de se envolver e que isso era muito mais difícil em se tratando de mim. Então, por isso, resolveu parar com tudo. E estava ficando com outra menina. Semana passada disse que talvez tentasse um namoro com ela e que meu desconforto em relação a isso ia passar, que foi igual com ele, e que é isso mesmo…
Cafa > Agora o cara te vê como uma grande companheira que quebra o galho dele de vez
Está sendo frio comigo, distante. Embora requisite minha presença nos lugares, peça para que eu não vá embora. Aconteceu de uma festa eu dizer: Vou embora, consegui carona. Ele dizer: Mas você não precisa ir, precisa? É meu aniversário. Você pode dormir aqui em casa, tem lugar. Mas não me olhou mais nos olhos a noite inteira.
Cafa > “Mas você não precisa ir, precisa? É meu aniversário. Você pode dormir aqui em casa, tem lugar” > tradutor cafa > “Não vai me deixar na mão, literalmente, bem no meu aniversário né porra?! Você pode ficar na minha cama e depois transar comigo”.
Ficou com uma amiga nossa, e eu fiquei com um amigo dele. Ele comentou com ela, (no meio da ficada) o quanto tinha ficado feliz com a minha ficada com o menino, pois achava que eu estava me apaixonando por ele! Ótimo. Até porque, ficar com o amigo dele foi inútil, apesar de o garoto ser um doce, lindo, beijar bem, ter encaixe. Eu só pensava, ainda bebada, que queria estar com ele. E escutava ele ficando com a menina pelas paredes. Péssimo.
Cafa > Mimimimi que coisa de casal adolescente, não? Veio um flash na minha cabeça de uma cena igualzinha quando eu tinha 17 anos e fiquei com uma amiga da minha lanchinho e ela acabou ficando com um amigo meu. Resultado? Eu fiquei puto com a situação e ela chorou a noite toda. Não confiava mais nela nem ela
E apagou do orkut uma poesia (parece bobo, mas era importante…) que mandei como depoimento que ficava apenas para ele. Não liga mais, não me olha nos olhos.
Estou triste, sem saber o que fazer. Não consigo entender…
Cafa > Ahhh que coisa Kitsch.
Até porque, sempre fujo de paixões. Elas acabam comigo, então, quando percebo a mínima coisa errada, eu fujo. Mas resolvi deixar as coisas acontecerem em relação a ele. Estou apaixonada e não sei o que fazer…”
Cafa > Ahaam não soube brincar de ser homenzinho, né? Cadê aquela garota que “se mantinha numa linha segura de limites” ? Caiu? Pois bem, não fique chateada. Você faz parte da grande maioria das garotas que ainda acredita poder brincar e racionalizar os sentimentos. E isso está errado? Não sei. Na sociedade atual (é meio clichê essa expressão, mas não encontrei outra) as mulheres procuram imitar os homens criando suas armaduras para poderem se blindar, não se envolver com alguém e não se machucar. Só que a vida geralmente tem dois destinos para as mulheres que não sabem lidar com isso, um deles é que acabam se machucando mais, porque a armadura cai no momento em que o cavalheiro desistiu de atacar, e ai acabam desprotegidas chorando pelos cantos; o segundo caminho (e na minha opinião o pior) a armadura nunca cai e ai se tornam aquelas eternas encalhadas que ao menor deslize do cara já começam a cuspir teorias de relacionamento, filosofias sentimentais, sofismas amorosos e demais chatices que as qualificam como mulheres 3 p’s (pentelha, pedante e prepotente). Pelo menos o seu caso parece ser o primeiro, minha dica é você pegar o timing pra derrubar sua armadura, não ficar desarmada antes do tempo, nem tardiamente (como foi o caso).
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A todas leitoras que têm reclamado da minha ausência ou posts sobre minhas histórias cafajestídicas, peço um pouco de paciência. Primeiro, o que não é novidade, estou com mais trabalho do que nunca e mal consigo responder as perguntas simples do Cafa Responde. Segundo, o que é novidade, cafa está numa fase rara da sua vida amorosa e resolveu tirar um pouco o pé do acelerador das baladas e putarias. Digamos que o anjinho que fica no ombro direito está falando mais alto que o diabinho no esquerdo.
O problema é que o diabinho não gosta de perder o jogo e está sempre querendo chamar a atenção. E justo no momento em que eu começo a sossegar um pouco, as tentações aparecem.
A primeira tentação obviamente são as mulheres. Parece que mulher solteira tem faro para homem que está mais sossegado ou compromissado e é só o cara desaparecer de cena que começam a surgir os telefonemas, mensagens e demais contatos para um booty call.
Na última semana (e não estou querendo me achar) foram 5 pedidos recusados ou ignorados. Fico imaginando que as garotas devem estar pensando que estou frouxo ou que me enjoei delas. Bom, a segunda opção até tem um pouco o seu fundo de verdade. Porém, não me enjoei do sexo feminino e sim dos one night stand.
Já imagino as paraquedistas e pentelhas de plantão falando “ahhhh você não é cafa, tá negando fogo!” ou “Iiii o cafa está namorando”. Porém, quem é leitora de longa data e conhece um pouco sobre o universo cafa, sabe a diferença entre um cafa e um canalha e que eu não começo a namorar sem antes ter certeza de que há afinidade suficiente para isso.
A outra tentação são os amigos solteiros (já espero as piadinhas de duplo sentido). Na semana passada declinei dois convites para uma festa vip e uma formatura de faculdade (ai) no fim de semana, porque tinha combinado com a garota que estou saindo de viajar. Só que eu não sou daqueles babacas que logo que começam a ter algo sério ou namorar esquecem os seus amigos e vivem em função da garota. Sexta-feira marquei de ir a um barzinho com eles tomar umas cervejas e jogar conversa fora, na sequência sai com a garota. Pronto, todo mundo feliz.
Porém, como se não bastasse todas essas tentações, na segunda fui impactado por outra no meu trabalho. Uma loira dentro de um presente. Explico.
Estava eu todo polvo fazendo mil coisas ao mesmo tempo na segunda-feira de manhã, quando recebi uma ligação da secretária dizendo que tinha uma encomenda grande que só eu poderia retirar no térreo. Como eu adoro surpresas e receber cartas (nem que seja newsletter de tv a cabo) fui correndo ao térreo buscar o troço. Era grande.
Olha só, um China Disco Ball (ou vulgarmente “uma bola de boate”):

Para visualizar melhor o tamanho (não sou um anão, eu estava agachado)

Achando que o presente acabava por ai, qual a minha surpresa ao abrir a bola:
Não, não era uma loira com um laço na cabeça, mas um keg da Heineken com 5 litros de cerveja! Ai dentro tinha um papelzinho divulgando a Rádio Heineken (o som é muito bom). Na minha opinião uma ação do c*.
A ideia é que eu divida o barril com meus amigos para fazer um aquece pré-balada. Porém, na minha situação atual fica difícil utilizá-lo. E se eu tomar isso tudo de cerveja sozinho vou ganhar uma bela pancinha e chamar urubu de meu loro.
O que fazer? Sortear o globo para as leitoras? Não, muito grande, só se viessem retirar comigo (um pouco arriscado). Dar o keg para algum amigo? Jamais, adoro cerveja premium. A solução foi marcar com um amigo que namora uma partida de sinuca na casa dele e levar junto as minhas duas loiras e dar pra ela o Disco Ball de lembrança.
Enfim, tentações sempre vão existir, e ao contrário do que diz o célebre Oscar Wilde, acredito que é possível resisti-las sim. É só driblar o diabinho com criatividade. Estou conseguindo.
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Para as leitoras que adoram ganhar presentinhos e ficaram tristes, não chorem nem fiquem de mimimi. Em breve vou sortear (juro que pela última vez) um creme da Victoria’s Secret.
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Hoje resolvi fazer algo diferente. Apesar do blog ser lido por 85% de mulheres, há cerca de 15% de leitores homens que leem o blog para extrair algumas dicas cafajestosas ou simplesmente por se ver em algumas histórias. O bacana é que boa parte deles são bem esclarecidos e inteligentes (o que contribui para enriquecer os comentários). Dessa vez recebi um e-mail do leitor Genésio com uma dúvida que todo bom cafa tem em algum momento de sua vida. Namorar ou não? (meus comentários em negrito).
“É o seguinte, tenho 19 anos e sempre fui um aprendiz de cafa. Ainda não cheguei a me formar como cafajeste, mas não sou daqueles que se apaixona fácil nem nada do tipo. Tenho vida sexual ativa desde os 15 e nunca faltou mulher pra mim (graças a Deus, só alguns períodos de seca que são normais). Entrei pra faculdade no ano passado e logo de cara conheci uma garota diferente das outras… Linda, gostosa, independente financeiramente e muito gente boa, com 25 anos.
Não quero fazer pré-julgamentos, nem dar uma de tiozão, mas uma garota de 25 anos se interessar por um cara de 19, é um pouco estranho. Tudo bem que você parece uma pessoa inteligente, mas a sua realidade é outra e mulher amadurece muito mais rápido que homem. Eu e meus amigos na faixa dos 25 anos nunca nos comprometemos com mulheres com menos de 20. E não é só pela questão da idade, mas por experiência de vida mesmo. Somos independentes, formados e com uma grande bagagem profissional, uma garota de 19 anos está entrando na faculdade agora, o que vai acrescentar? Enfim, concluo meu raciocínio mais pra frente.
Vou chamá-la de Maria. Na época estava com um rolo sério, então não tentei avançar o sinal porque via potencial na Maria. Viramos grandes amigos, de contar tudo um pro outro e sair juntos direto, mas eu sempre com aqueeeele interesse. Fiquei com alguns lanchinhos da faculdade, mas nunca tentei nada com a Maria… Talvez em sinal de respeito, sentia que com ela seria diferente. E dito e feito. No reveillon ela viajou de surpresa pra praia onde eu estava e se declarou, falou que era apaixonada por mim e blábláblá. Tracei e gostei muito do que aconteceu… Transa sensacional, sem frescura nenhuma. Aí voltamos pra minha cidade, continuamos ficando. Motel pelo menos 3 vezes na semana, e fim de semana direto íamos no sítio de um amigo. Chegamos a transar 9 vezes em um dia…
Esse lance dela ir até a praia de supetão, sem ter ficado com você e se declarar mostra um pouco de desespero e insegurança, mas ok.
Dai eu, imaturo no alto dos meus 19 anos, comecei a procurar outros lanchinhos pra evitar de me apaixonar. Mas a cada mina que eu fico, eu me vejo mais preso à Maria. Não acho nenhum sexo bom o suficiente pra me fazer esquecer dela.
Tai uma coisa comum entre os homens mais novos, “evitar se apaixonar”. Confesso que eu sofro um pouco com isso também. Mas por quê? Se apaixonar é algo ruim que deva ser evitado? Não é. Porém, geralmente a gente tenta se defender saindo com outras garotas, porque nosso radar cafajestoso detecta que podemos estar caindo numa furada e antes evitá-la em seu início a acabar “se entregando” e se ferrar depois. O problema é que dificilmente vai aparecer tão fácil uma garota que fará com que nos esqueçamos da preferida, mas por ser mais racionais que as mulheres, na maioria das vezes temos sucesso.
Problema que impossibilita qualquer coisa é o ciúme que ela sente… Meus amigos cansam de falar que é porque ela sabe das minhas aventuras na faculdade, outros falam que é insegurança… Mas sei lá. Estou muito confuso, não sei se é vício pelo sexo (que com ela é sensacional, então acho mais provável) ou se eu estou realmente gostando dela (o que vai ser inédito na minha vida). Não sei se encaro um namoro e assumo o risco de brigar por qualquer coisa 3 vezes por semana (como a gente já faz, como ficantes)… Pra você ter noção do ciúme da garota, ontem estávamos vendo novela após uma transa incrível e comentei sobre a Carolina Dieckman na novela, falei que ela estava muito gostosa… Ela levantou e foi embora de táxi. Me evitou hoje na aula, não me atende nem nada… Brincadeira?!
Como eu te disse, a garota é insegura e geralmente pessoas mais velhas e inseguras assim, buscam homens ou mulheres mais novos (que supostamente são mais inseguros que eles).
Como aprendiz de cafa, eu me sinto obrigado a continuar transando com ela sem me envolver. Mas já está no estágio dela me cobrar um envolvimento mais sério e eu não quero perdê-la. Minha dúvida, basicamente é: será que vale a pena eu arriscar uma coisa mais séria com ela, mesmo ela sendo ciumenta ao extremo, por causa de sexo? Me viciei nela.
Homem é racional, mas depois que começa a se envolver, a armadura cai e ai já era. Não sei se você consegue levar muito tempo com ela sem engrenar.
De qualquer forma, eu acho que você é um cara muito novo que ainda pode viver bastante coisa pela frente. Você já está na pegação desde os 15, não acha que está na hora de ver como é namorar? Eu tive a mesma dúvida que você quando era mais novo. Só que eu desconfiava que minha ex fosse uma biscate, arrisquei, e não me arrependi, por que o que vivemos enquanto durou foi muito bom. O seu “problema”, apesar dela ser ciumenta patológica, é menor do que muitos outros por ai. E é o seguinte, se você namorar e não der certo, termina numa boa, pois é quase 100% certo que ela vai virar uma ex-namorada lanchinho.
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Depois da enquete passada que apontou que 48% das mulheres já traíram, resolvi fazer um post relacionado ao tema. Não vou entrar no mérito da questão, pois já falei sobre o assunto diversas vezes aqui no blog. Hoje terei outro foco.
É meio senso comum que mulher quando quer trair o faz melhor que homem. Isso por que homens cometem pequenos deslizes ou não se atentam a pequenas coisas que são facilmente identificáveis pelas mulheres, um ser curioso e apegado a detalhes por natureza.
Por ser quase que totalmente contra a traição, resolvi fazer esse post com 5 dicas para ajudar a outra metade das leitoras que são contra a perfídia a identificar seus sinais. Na verdade serve também para aquelas que não namoram a reconhecer se o seu rolo/lanchinho/caso, etc está sendo dividido por outras mulheres. Segue:
1-) Cabelos – O cabelo feminino é uma praga terrível para homens adúlteros. Os lugares que ele mais gosta de se instalar são no banco de carro (sem couro), no sofá da sala e no ralo do banheiro. Se o cara não mora com a família e aparece um fio de cabelo comprido preso no ralinho do box, salvo raras casos vai ser de algum amigo cabeludo que resolveu se banhar na casa dele.
2-) Camisinha – Com exceção da camisinha que o governo dá em postos de saúde, nunca vi a venda unitária delas. Geralmente são vendidas em pacotes de 3. Portanto, é bom ficar de olho se o cara aparecer com uma ou duas avulsas da Jontex. Uma ou outra pode ter ficado no armário, mas se ele estiver em casa, dificilmente as outras foram usadas para fazer balãozinho.
3-) Adereços femininos pequenos – Assim como o cabelo, os adereços femininos pequenos adoram se esconder pela casa. As vezes eles se perdem, porque a pegação começou na sala, as roupas foram ficando pelo caminho e ai puff! A xuquinha de cabelo repousa no cantinho do sofá, pronta pra outra mulher encontrá-la. Agora se a garota for da classe das piriguetes impregnantes, ela faz questão de esquecer sem querer o objeto do crime pelo apartamento pra queimar o cara.
4-) Travesseiro – Como mulher adora passar um treco na cabeça, hidrantes pelo corpo, rosto, loções mil e perfume, qualquer superfície que ela encostar a cabeça por mais de algumas horas vai reter o cheiro. E o nosso amigo travesseiro é um dos principais retentores de odores (seja ele bom ou ruim). Sendo assim, o travesseiro pode ser um ótimo delator para identificar odores femininos.
5-) Paninho do carro – As mulheres mais observadoras já devem ter notado que no carro de quase todos os homens há um paninho no portaluva ou mais frequentemente na porta do motorista. Acredito que a grande maioria acredita que aquele pano serve para desembaçar o vidro do carro quando ele embaça, certo? Errado. Na década de 80 isso até procedia, mas hoje qualquer carro tem um arzinho pra tirar a nuvem do vidro. Posso afirmar com muita convicção que no carro de 8 em cada 10 homens solteiros (e alguns compromissados) aquele pano tem a função de um papel higiênico. E a sua função nem sempre é para assoar o nariz. Deixo no ar. Apenas dou a dica de tempos em tempos tentar dar uma analisada no conteúdo desse pano.
É bom deixar claro que isso são algumas formas de tentar identificar outra ou se o cara está pulando a cerca. Isso não quer dizer que se você abrir o paninho do carro do cara e tiver tudo branco e colado, você deva fazer um escândalo e terminar tudo. Aquilo de repente pode ser um ranho mesmo. A única forma de ter certeza de uma traição é o flagrante ou alguém te contar (mesmo essa algumas vezes pode não ser 100% confiável).
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Peço desculpas pela ausência da semana passada, mas meu trabalho tem tomado um tempo absurdo e fim de semana eu tirei pra viver um pouco. Como eu tinha dito a vocês, a Sexta das leitoras foi um projeto piloto. Quero saber agora se sigo adiante com ela. Minha idéia não é torná-la fixa toda sexta, mas enfim, a enquete está ao lado para votação.
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Surpreendo-me cada vez mais com a quantidade de homens que estão saindo do armário e assumindo a sua homossexualidade. É bom deixar claro que não tenho nada contra eles, mesmo porque trabalho em um lugar repleto de gays e possuo diversos conhecidos que têm essa orientação sexual. Até certo ponto eles são engraçados, só me incomodo com os que não me conhecem e vem com graça.
Algumas vezes aparecem leitoras pára-quedistas (aquelas que pousam, não conhecem o terreno, soltam uma asneira e se vão) dizendo que sou gay por causa de algumas considerações que faço sobre algumas mulheres. Eu acabo dando risada, porque se eu fosse gay, já teria aflorado quando eu era pequeno nas brincadeiras de casinha e boneca que eu era submetido por não ter amigos homens e ter que ficar na asa da minha irmã e suas amiguinhas. Na verdade isso fez com que eu conhecesse um pouco mais a fundo esse universo tão indecifrável que é o das mulheres.
Domingo passado foi o dia de vocês e apesar de não ter feito um post a respeito, acho que vale a pena listar alguns motivos pelos quais não acredito na teoria de que a sociedade tende a homossexualidade.
1-) A fragilidade – Homem é muito bruto, dificilmente externa seus sentimentos e sempre quer bancar o durão na história. É muito bom dar um abraço numa mulher e sentir que eu a protejo. Se ela começa a chorar por minha culpa então, dá um aperto imenso. As mulheres podem ter conquistado independência financeira, comportamental, etc mas essa relação de proteção vs fragilidade nunca vai mudar. Ainda bem.
2-) A atenção aos detalhes – Homem é ogrão, dá um tapa no cabelo, faz uma academia ali, uma barba aqui, as vezes um perfume e boa. Mulher (claro, há exceções) é toda atenciosa com cada parte do seu corpo, pinta a unha do pé, raspa a perna, descolore os pêlos da coxa e braço, depila a virilha, dá um trato nos pêlos da barriga, raspa axila, faz o buço, passa maquiagem, faz o cabelo, passa hidratante, etc etc etc. E apesar de alguns falarem que tanto detalhe não faz diferença, eu discordo, eles todos juntos fazem TODA a diferença e pra quem gosta realmente de mulher, dá vontade de explorar cada detalhe na hora H.
3-) A força – Aqui não faço menção a força física (que é exclusiva dos homens) e sim a “psicológica”. A mulher recebe todo tipo de preconceito de uma sociedade que sempre permitiu tudo ao homem e quase nada a mulher. E mesmo após superar tantas adversidades, ainda tem o grande problema em encontrar o equilíbrio da faixa dos 30, ter que se dedicar a sua carreira e abdicar de acompanhar a evolução dos seus filhos ou se dedicar aos filhos e esquecer da carreira. Fico admirado com a força daquelas que conseguem manter-se na carreira e criar seus filhos sem precisar de homem sustentando.
4-) A meiguice – Tá certo que há mulheres meio ogras, mas a grande maioria é meiga. As que sabem dosar isso conseguem ser adoráveis. Mensagens inesperadas, presentinhos, um cafuné vendo filme, enfim, coisas pequenas, mas meigas e despretenciosas são um ponto forte do sexo feminino.
5-) O mistério – Por que ontem ela estava fria? Por que hoje está toda simpática? Por que sumiu durante 3 dias e agora liga 3x por dia? Por que não transa logo comigo? Difícil entender o sexo feminino, mas é ótimo esse jogo de “gato e rato”. Quando só tem gato na história, qual a graça? Ambos querem se comer, não tem segredo.
Enfim, poderia me estender aqui em mais uns 10 tópicos, mas seria muita bajulação pra vocês. Só gostaria de deixar registrado que apesar das críticas que faço a algumas mulheres e comportamentos, sou um eterno apaixonado por elas e meu intuito sempre foi dar um sacode para abrir seus olhos e ajudá-las em seus relacionamentos.
Parabéns atrasado pelo dia de vocês!
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A leitora Filomena* caprichou na escrita e trouxe a tona um tema interessante. Hoje, ao invés de colocar uma história de frustração, de lanchinho, de PP, etc, escolhi uma que mostra a preocupação de toda mulher moderna: O medo de ficar pra titia.
“Vamos contextualizar. Tenho 20 anos, sou filha de pais separados (minha mãe sempre foi reprimida pelo meu pai que a traiu, e só se libertou dessa repressão anos depois da separação – com muita ajuda minha), faço faculdade de letras e trabalho como revisora.
Cafa > Acredito que de cada 10 conhecidos meus, 8 possuem uma história muito parecida com a sua em relação aos pais. A história é mais ou menos a mesma, a mulher teve que abandonar seu emprego ou estudo para cuidar dos filhos e ai acabou dependendo financeiramente do homem que por sua vez montou em cima da coitada. Por isso fica a dica, não quer depender do marido e correr esse risco da leitora Filomena? Cuide dos filhos até a licença maternidade, mas nunca abandone o trabalho.
O que vem me agoniando é a “estacionada” que minha vida sexual/amorosa deu depois que comecei a trabalhar e estudar. Eu passei a sair menos do que o habitual, mas mesmo assim, abro espaço para isso pelo menos uma vez por semana.
Cafa > Isso é a coisa mais normal de acontecer. Quando a gente é adolescente ou está no início da faculdade, quase tudo é festa e curtição. Logo, sobra mais tempo pras festas, lanchinhos, putaria etc. Só que se você não é uma dondoca ou playboyzinho, chega a hora de trabalhar, pagar contas, assumir responsabilidades, enfim, levar a vida mais a sério. Consequentemente o tempo pra curtição, lanchinho, putaria e etc cai. Ai o segredo é deixar a quantidade de lado e melhorar a qualidade. Ao invés de sair pra várias festas, sair para A festa, ao invés de beijar vários moleques, investir NAQUELE homem do trabalho / faculdade, etc.
Sempre tive um pouco de medo de relacionamentos por diversos motivos:
* me tornar uma dessas namoradas melosas-chicletinho / ter um namorado meloso;
Cafa > Para isso existe o ficar e assim conhecer a pessoa. E se você for do tipo chicletinho tem homens que até curtem.
* ter de me privar da minha vida para realizar vontades alheias (num esquema desequilibrado);
Cafa > Você vai ter que se privar e ele também. Cada lado cede um pouco, é a mecânica de uma relação saudável. Se o esquema for desequilibrado, DR (eca), se não rolar, fim.
* acabar me satisfazendo com alguém que não se dedicasse a mim;
Cafa > Ai você tem problemas de amor próprio e deve procurar ajuda. Não vou me satisfazer com uma traste que me trata mal a menos que eu seja mongo e masoquista.
* terminar num relacionamento de submissão como o dos meus pais, e por aí vai.
Cafa > Você deveria ter aprendido a lição com seus pais.
A grande verdade é que eu sei que, no dia em que eu me apaixonar, minha razão não vai ter chance de se sustentar, como já aconteceu há 4 anos. Tive um “namoro” de 1 ano. Mas a relação era unilateral. Praticamente, só eu me dediquei – e muito – e acabei sendo corna. A cornitude durou pouco, mas foi bem aproveitada, fiquei mais seletiva e estou sozinha até hoje. Obviamente, não passei todo esse tempo sem ninguém, tive meus rolos, que duraram, em média, duas saídas.
Cafa > Pelo visto a lição que teve com seus pais não serviu pra muita coisa. Tudo bem que mulher é mais emocional, mas antes de tudo vem o amor próprio.
Agora vem a minha dúvida: será totalmente minha a culpa, ou os homens realmente são/estão difíceis? Eu, com nenhum dos rolos que tive, me senti com um homem, mas com moleques. A sensação de ser lanchinho foi me atormentando – que fique claro: nunca cobrei nada de ninguém, também porque não tinha a intenção de ser cobrada por nenhum deles. –, até que, no final do ano passado, cansada de ser destratada (nem mal-tratada, nem bem-tratada) “desisti”. Parei de dar bola para qualquer zé-roela que não quer saber de nada. Desde então, mudei minha atitude com relação aos homens. Mantenho certa distância de segurança quando conheço alguém, até ver do que se trata. Se interessar, dou chance, mas o engraçado é que com a minha mudança de atitude (antes, se interessasse eu dava diretas, hoje só me mostro receptiva), os homens parecem fugir, às vezes o papo está bom, mas é só entrar no assunto relacionamento e eu dizer que estou sozinha há 3 anos e que estou bem assim, estudo, trabalho e tenho meus projetos paralelos que o afastamento é imediato.
Observando minha mãe e suas amigas, percebo que também com elas acontece assim. Elas são maduras, bonitas, trabalham, se sustentam, têm os filhos criados… A autossustentabilidade (que é bem diferente de autossuficiência, no que não acredito) feminina parece um espantalho para os homens. Inteligência e amor próprio, o que é um afrodisíaco para as mulheres, parece brochar os homens.
Agora não sei se volto a usá-los um pouco, ou se fico sozinha esperando o homem que se interesse por mim e não pelo meu decote. A segunda opção, apesar de mais lenta, tem me parecido mais atraente.
Cafa > Sua preocupação é a mesma que a de alguns homens (que trabalham, estudam, são independentes, etc). O problema (ou não) é que conforme você amadurece como pessoa e profissionalmente, mais o seu senso crítico e filtro aumentam. Então aquele babaca de correntão de prata, gel no cabelo arrepiado, 40 cm de bíceps e um cérebro de ostra em coma acaba incomodando.
Acontece que esses caras são a maioria (cada um com um adereço a parte) e os poucos que sobram ou estão compromissados ou com o pé atrás pra conhecer alguém, assim como você.
Não está fácil pra ninguém, mas um dia a tampa da panela aparece e se não aparecer, fazer o quê? Ficar com um cara que te deixa pra baixo só por que alguém instituiu que você precisa casar? Sinceramente, eu prefiro ser um eterno solteiro a ficar com uma tosca porque a sociedade me pressiona.
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No domingo a tarde decidimos ir novamente para a praia das baixarias, mesmo por que na praia que estávamos hospedados não tinha viv’alma na areia durante o dia. Claro, a bem da verdade não tínhamos engolido a nossa timidez do dia anterior e voltamos pra ver se as garotas da casa ainda estavam lá. Nada.
Em compensação (ou não), estávamos andando pelo calçadão da praia e na nossa direção vinham duas mulheres, uma era fantástica e estava tomando Sprite. Tomei fôlego em superar o trauma timidez-ébrio-localaberto e lancei um rápido e quase inaudível “que sede hein” (sim, é brega e caminhoneiresco, mas não surgiu nada melhor). Pra minha surpresa e certa apreensão, ela respondeu “Quer um gole?”. Ai o espírito cafa desceu e eu disse que sim, ela me ofereceu a latinha e dei um gole. Ela virou pra ir embora, mas eu pedi um beijo dessa vez (e a timidez latente). Ela deu no rosto e se virou. Fui além e com muita audácia pedi um selinho. Ela deu na minha boca e se virou novamente. Ai a timidez estava disputando uma batalha terrível com o espírito cafa e creio que o meu “agora de língua” saiu inaudível e sem poder de persuasão. Tentei me enganar dizendo aos meus amigos que eu tinha me recuperado da ressaca moral do dia anterior por ter chegado na garota mesmo com a timidez-ébrio-localaberto. Eles como sempre me apoiando disseram que eu poderia tê-la beijado. Bacana.
Chegou a noite. Nesse dia em específico a festa seria apenas na rua. Eu estava um exu solto, não vou entrar nos detalhes de tudo o que eu e meus amigos aprontamos, mas cometi uma gafe com uma garota que meu amigo estava que fez com que eu decidisse ligar para o meu contato da noite anterior. Ela atendeu e muito feliz foi ao meu encontro.
Hora de partir pro ataque. Depois de um tempinho ficando eu falei pra ela que precisava trazer meu carro para mais perto do lugar que estávamos e pedi que me acompanhasse. Ela hesitou, manifestou certa preocupação, mas foi indo. Quando estávamos perto do carro ela veio com a estratégia da falsa santa “Ai, o que eu vou fazer no carro com você?”, eu disse que era apenas para me acompanhar, que não gostaria de me perder dela. Ela entrou. No carro já começou uma pegação forte. De repente ela parou e novamente veio com ataque de falsa santa e com perguntas retóricas “Você acha que eu sou como essas dai? Acha que dou pra qualquer um?”. Respondi o que ela queria ouvir e retomamos os amassos. Quando a coisa estava ficando séria, ela insistiu que não daria dentro de um carro. Foi então que eu disse pra gente voltar, mas fui em direção ao hotel que estava. Ai começaram as trapalhadas.
É sabido que em quase todos os hotéis é proibido entrar com “acompanhante” no quarto. Como era um hotel mais casual e com a recepção longe do quarto, achei que passaria despercebido. Porém, ao chegar ao portão de entrada quem eu encontro? A dona. Foi um constrangimento a parte. Pelo menos a garota que eu estava não tinha cara de vagaba e creio que por isso a mulher não fez caso. O problema é que meu amigo tinha perdido a chave do nosso quarto no dia anterior e eu tive que pedir pra dona abrir a porta. Me senti num drive-in esperando que o funcionário abrisse a cortininha para eu entrar com meu carro. A única diferença é que estávamos todos visíveis.
Retomamos os amassos no quarto (eu torcia pro meu amigo não chegar, pois não tinha como trancar a porta). Quando eu já estava em ponto de bala, cadê a camisinha? Bateu o desespero, não a encontrava. Revirei em tudo quanto era lugar e finalmente encontrei uma perdida num bolso externo da mala. O problema é que nesse interim, andando com a bunda a amostra e no frio do ar condicionado, o amigão ficou meia bomba e colocar a camisinha em picolé de frapê não rola. Pedi pra garota ajudar com a boca, ela disse que não curtia oral (¬¬’). Tentei retomar os amassos, mas o bicho ainda tava com 80% da capacidade depois de tantas adversidades. Ai nesses casos a melhor posição pra retomar a potência é a mulher por cima sentando até o útero. Só que a bonitona não deixava eu ficar com a perna aberta, insistia pra fechá-las. Uma coisa ridícula e desprazerosa. Foi então que ela pediu que eu a pegasse de lado, pra quê? Não sei o motivo, mas essa posição é a vilã das brochadas, fiz um esforço descomunal pra ela chegar lá, quando percebi que tinha rolado (ou não), ai não dava mais jeito ou tirava meu amigão daquele buraco ou ia perder a camisinha lá. Pra não sair de mãos abanando, pedi para ela retomar na mão. Só que ai não tinha camisinha, tive que ficar na mão literalmente, mas cheguei lá. Nos vestimos, fomos embora e sumi do mapa para aquela garota.
O restante do carnaval foi normal, sem grandes aventuras ou histórias. Meu único arrependimento foi que após uma bebedeira senti saudades de uma garota que estou ficando aqui em sampa, mandei mensagem e pelo jeito não pegou bem. Acontece. E viva a ressaca pós-carnaval.
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Como todo homem solteiro que pula o carnaval, eu e meus amigos sempre fazemos milhares de planos na estrada a caminho da cidade destino. O assunto é o mesmo de todas as vezes, quero comer x, vou ficar com y, quero fazer tal coisa, não pode faltar outra, etc. Porém, a realidade é bem diferente do planejado e acontece que na maioria das vezes fica aquém do que foi pensado. Foi o que aconteceu nesse carnaval, mas isso considerando apenas o quesito putaria, pois o restante, pra mim foi um dos carnavais mais divertidos que passei.
Ficamos hospedados em uma pousada bem bacana na cidade e obviamente já tínhamos esperança de começar a azaração lá mesmo. Porém, só havia família, casal e homem hospedados. Tudo bem, hora de dar o grito de carnaval na balada de sexta. Na primeira dupla de amigas que eu e meu amigo chegamos fora da balada já não tivemos sucesso, pois as garotas queriam que pagássemos a entrada delas no lugar para ai sim conversarmos (cai fora, detesto puta de escambo). Entrei na balada. Por ser início de carnaval, a puritanagem e doce das mulheres estavam bem elevados. Parecia balada normal, tínhamos que ficar batendo papo pra conseguir alguma coisa. Depois de muitos foras, conseguimos abrir o placar e deslanchar. Porém, eu já passei da idade de achar que o carnaval é a mãe das micaretas e ficar pegando geral. Prefiro qualidade a quantidade. Fiquei com uma garota bem interessante e peguei contato. O problema é que eu estava completamente chapado e como o celular que eu estava era um emprestado da minha tia, anotei o telefone da garota sem o DDD e depois não consegui lembrar o nome dela nem identificá-lo no meio de tantos nomes estranhos na agenda.
No sábado decidimos pegar uma prainha no lugar que diziam ser “o fervo”. Fervia gente feia isso sim. Era uma baixaria só o lugar, um monte de agroboy pulando em cima do capo dos seus respectivos carros, mulheres judiadas pela vida e muita farofagem. Devido a ressaca do dia seguinte não bebemos a tarde e em virtude da sobriedade, a ressaca moral bateu. Explico. No caminho até o palco da praia havia algumas casas com foliões mexendo com quem passava na rua. Em uma delas havia umas 8 mulheres (bonitas até) com plaquinhas “Oi princeso”, “Posso beijar sua barriga?”, entre outras. Quando nós passamos, elas começaram a mexer e o que fizemos? Nada. Confesso que fui pego de surpresa, fiquei envergonhado e não consegui reagir, muito menos meus amigos. A ressaca moral foi violentíssima, ficamos a tarde inteira remoendo o episódio. Prometemos que na volta a gente pularia pra dentro da casa, mas na volta elas já não estavam lá.
No sábado a noite eu já tinha aprendido a lição do dia anterior e resolvi me precaver. Fiquei com uma garota bem interessante [2] e mandei mensagem no meu celular com o contato dela. Como ela era inteligente, gostosa e tinha um bom papo, resolvi ficar de namorico com ela a noite inteira. Meus amigos surtaram, “como numa noite de carnaval você fica de casinho?!” “A mulher é terrível, cai fora”, entre outras mensagens de apoio e incentivo. Porém, como um bom estrategista amoroso (gasp, gasp) eu sabia que ia colher o resultado da minha investida no dia seguinte. O que de fato aconteceu, mas não saiu como eu esperava…pra variar.
(continua no próximo post…hehe)
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p.s. Desculpem a ausência de postagem, é que voltei do carnaval com uma baita gripe e com um monte de trabalho acumulado. Mal tive tempo de descansar.

