Surpreendo-me cada vez mais com a quantidade de homens que estão saindo do armário e assumindo a sua homossexualidade. É bom deixar claro que não tenho nada contra eles, mesmo porque trabalho em um lugar repleto de gays e possuo diversos conhecidos que têm essa orientação sexual. Até certo ponto eles são engraçados, só me incomodo com os que não me conhecem e vem com graça.

Algumas vezes aparecem leitoras pára-quedistas (aquelas que pousam, não conhecem o terreno, soltam uma asneira e se vão) dizendo que sou gay por causa de algumas considerações que faço sobre algumas mulheres. Eu acabo dando risada, porque se eu fosse gay, já teria aflorado quando eu era pequeno nas brincadeiras de casinha e boneca que eu era submetido por não ter amigos homens e ter que ficar na asa da minha irmã e suas amiguinhas. Na verdade isso fez com que eu conhecesse um pouco mais a fundo esse universo tão indecifrável que é o das mulheres.

Domingo passado foi o dia de vocês e apesar de não ter feito um post a respeito, acho que vale a pena listar alguns motivos pelos quais não acredito na teoria de que a sociedade tende a homossexualidade.

1-) A fragilidade – Homem é muito bruto, dificilmente externa seus sentimentos e sempre quer bancar o durão na história. É muito bom dar um abraço numa mulher e sentir que eu a protejo. Se ela começa a chorar por minha culpa então, dá um aperto imenso. As mulheres podem ter conquistado independência financeira, comportamental, etc mas essa relação de proteção vs fragilidade nunca vai mudar. Ainda bem.

2-)  A atenção aos detalhes – Homem é ogrão, dá um tapa no cabelo, faz uma academia ali, uma barba aqui, as vezes um perfume e boa. Mulher (claro, há exceções) é toda atenciosa com cada parte do seu corpo, pinta a unha do pé, raspa a perna, descolore os pêlos da coxa e braço, depila a virilha, dá um trato nos pêlos da barriga, raspa axila, faz o buço, passa maquiagem, faz o cabelo, passa hidratante, etc etc etc. E apesar de alguns falarem que tanto detalhe não faz diferença, eu discordo, eles todos juntos fazem TODA a diferença e pra quem gosta realmente de mulher, dá vontade de explorar cada detalhe na hora H.

3-) A força – Aqui não faço menção a força física (que é exclusiva dos homens) e sim a “psicológica”. A mulher recebe todo tipo de preconceito de uma sociedade que sempre permitiu tudo ao homem e quase nada a mulher. E mesmo após superar tantas adversidades, ainda tem o grande problema em encontrar o equilíbrio da faixa dos 30, ter que se dedicar a sua carreira e abdicar de acompanhar a evolução dos seus filhos ou se dedicar aos filhos e esquecer da carreira. Fico admirado com a força daquelas que conseguem manter-se na carreira e criar seus filhos sem precisar de homem sustentando.

4-) A meiguice – Tá certo que há mulheres meio ogras, mas a grande maioria é meiga. As que sabem dosar isso conseguem ser adoráveis. Mensagens inesperadas, presentinhos, um cafuné vendo filme, enfim, coisas pequenas, mas meigas e despretenciosas são um ponto forte do sexo feminino.

5-) O mistério – Por que ontem ela estava fria? Por que hoje está toda simpática? Por que sumiu durante 3 dias e agora liga 3x por dia? Por que não transa logo comigo? Difícil entender o sexo feminino, mas é ótimo esse jogo de “gato e rato”. Quando só tem gato na história, qual a graça? Ambos querem se comer, não tem segredo.

Enfim, poderia me estender aqui em mais uns 10 tópicos, mas seria muita bajulação pra vocês. Só gostaria de deixar registrado que apesar das críticas que faço a algumas mulheres e comportamentos, sou um eterno apaixonado por elas e meu intuito sempre foi dar um sacode para abrir seus olhos e ajudá-las em seus relacionamentos.

Parabéns atrasado pelo dia de vocês!

A leitora Filomena* caprichou na escrita e trouxe a tona um tema interessante. Hoje, ao invés de colocar uma história de frustração, de lanchinho, de PP, etc, escolhi uma que mostra a preocupação de toda mulher moderna: O medo de ficar pra titia.

“Vamos contextualizar. Tenho 20 anos, sou filha de pais separados (minha mãe sempre foi reprimida pelo meu pai que a traiu, e só se libertou dessa repressão anos depois da separação – com muita ajuda minha), faço faculdade de letras e trabalho como revisora.

Cafa >  Acredito que de cada 10 conhecidos meus, 8 possuem uma história muito parecida com a sua em relação aos pais. A história é mais ou menos a mesma, a mulher teve que abandonar seu emprego ou estudo para cuidar dos filhos e ai acabou dependendo financeiramente do homem que por sua vez montou em cima da coitada. Por isso fica a dica, não quer depender do marido e correr esse risco da leitora Filomena? Cuide dos filhos até a licença maternidade, mas nunca abandone o trabalho.

O que vem me agoniando é a “estacionada” que minha vida sexual/amorosa deu depois que comecei a trabalhar e estudar. Eu passei a sair menos do que o habitual, mas mesmo assim, abro espaço para isso pelo menos uma vez por semana.

Cafa > Isso é a coisa mais normal de acontecer. Quando a gente é adolescente ou está no início da faculdade, quase tudo é festa e curtição. Logo, sobra mais tempo pras festas, lanchinhos, putaria etc. Só que se você não é uma dondoca ou playboyzinho, chega a hora de trabalhar, pagar contas, assumir responsabilidades, enfim, levar a vida mais a sério. Consequentemente o tempo pra curtição, lanchinho, putaria e etc cai. Ai o segredo é deixar a quantidade de lado e melhorar a qualidade. Ao invés de sair pra várias festas, sair para A festa, ao invés de beijar vários moleques, investir NAQUELE homem do trabalho / faculdade, etc.

Sempre tive um pouco de medo de relacionamentos por diversos motivos:

* me tornar uma dessas namoradas melosas-chicletinho / ter um namorado meloso;

Cafa > Para isso existe o ficar e assim conhecer a pessoa. E se você for do tipo chicletinho tem homens que até curtem.

* ter de me privar da minha vida para realizar vontades alheias (num esquema desequilibrado);

Cafa > Você vai ter que se privar e ele também. Cada lado cede um pouco, é a mecânica de uma relação saudável. Se o esquema for desequilibrado, DR (eca), se não rolar, fim.

* acabar me satisfazendo com alguém que não se dedicasse a mim;

Cafa > Ai você tem problemas de amor próprio e deve procurar ajuda. Não vou me satisfazer com uma traste que me trata mal a menos que eu seja mongo e masoquista.

* terminar num relacionamento de submissão como o dos meus pais, e por aí vai.

Cafa > Você deveria ter aprendido a lição com seus pais.

A grande verdade é que eu sei que, no dia em que eu me apaixonar, minha razão não vai ter chance de se sustentar, como já aconteceu há 4 anos. Tive um “namoro” de 1 ano. Mas a relação era unilateral. Praticamente, só eu me dediquei – e muito – e acabei sendo corna. A cornitude durou pouco, mas foi bem aproveitada, fiquei mais seletiva e estou sozinha até hoje. Obviamente, não passei todo esse tempo sem ninguém, tive meus rolos, que duraram, em média, duas saídas.

Cafa > Pelo visto a lição que teve com seus pais não serviu pra muita coisa. Tudo bem que mulher é mais emocional, mas antes de tudo vem o amor próprio. 

Agora vem a minha dúvida: será totalmente minha a culpa, ou os homens realmente são/estão difíceis? Eu, com nenhum dos rolos que tive, me senti com um homem, mas com moleques. A sensação de ser lanchinho foi me atormentando – que fique claro: nunca cobrei nada de ninguém, também porque não tinha a intenção de ser cobrada por nenhum deles. –, até que, no final do ano passado, cansada de ser destratada (nem mal-tratada, nem bem-tratada) “desisti”. Parei de dar bola para qualquer zé-roela que não quer saber de nada. Desde então, mudei minha atitude com relação aos homens. Mantenho certa distância de segurança quando conheço alguém, até ver do que se trata. Se interessar, dou chance, mas o engraçado é que com a minha mudança de atitude (antes, se interessasse eu dava diretas, hoje só me mostro receptiva), os homens parecem fugir, às vezes o papo está bom, mas é só entrar no assunto relacionamento e eu dizer que estou sozinha há 3 anos e que estou bem assim, estudo, trabalho e tenho meus projetos paralelos que o afastamento é imediato.

Observando minha mãe e suas amigas, percebo que também com elas acontece assim. Elas são maduras, bonitas, trabalham, se sustentam, têm os filhos criados… A autossustentabilidade (que é bem diferente de autossuficiência, no que não acredito) feminina parece um espantalho para os homens. Inteligência e amor próprio, o que é um afrodisíaco para as mulheres, parece brochar os homens.

Agora não sei se volto a usá-los um pouco, ou se fico sozinha esperando o homem que se interesse por mim e não pelo meu decote. A segunda opção, apesar de mais lenta, tem me parecido mais atraente.

Cafa > Sua preocupação é a mesma que a de alguns homens (que trabalham, estudam, são independentes, etc). O problema (ou não) é que conforme você amadurece como pessoa e profissionalmente, mais o seu senso crítico e filtro aumentam. Então aquele babaca de correntão de prata, gel no cabelo arrepiado, 40 cm de bíceps e um cérebro de ostra em coma acaba incomodando.

Acontece que esses caras são a maioria (cada um com um adereço a parte) e os poucos que sobram ou estão compromissados ou com o pé atrás pra conhecer alguém, assim como você.

Não está fácil pra ninguém, mas um dia a tampa da panela aparece e se não aparecer, fazer o quê? Ficar com um cara que te deixa pra baixo só por que alguém instituiu que você precisa casar? Sinceramente, eu prefiro ser um eterno solteiro a ficar com uma tosca porque a sociedade me pressiona.

____________________________________

Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

No domingo a tarde decidimos ir novamente para a praia das baixarias, mesmo por que na praia que estávamos hospedados não tinha viv’alma na areia durante o dia. Claro, a bem da verdade não tínhamos engolido a nossa timidez do dia anterior e voltamos pra ver se as garotas da casa ainda estavam lá. Nada.

Em compensação (ou não), estávamos andando pelo calçadão da praia e na nossa direção vinham duas mulheres, uma era fantástica e estava tomando Sprite. Tomei fôlego em superar o trauma timidez-ébrio-localaberto e lancei um rápido e quase inaudível “que sede hein” (sim, é brega e caminhoneiresco, mas não surgiu nada melhor). Pra minha surpresa e certa apreensão, ela respondeu “Quer um gole?”. Ai o espírito cafa desceu e eu disse que sim, ela me ofereceu a latinha e dei um gole. Ela virou pra ir embora, mas eu pedi um beijo dessa vez (e a timidez latente). Ela deu no rosto e se virou. Fui além e com muita audácia pedi um selinho. Ela deu na minha boca e se virou novamente. Ai a timidez estava disputando uma batalha terrível com o espírito cafa e creio que o meu “agora de língua” saiu inaudível e sem poder de persuasão. Tentei me enganar dizendo aos meus amigos que eu tinha me recuperado da ressaca moral do dia anterior por ter chegado na garota mesmo com a timidez-ébrio-localaberto. Eles como sempre me apoiando disseram que eu poderia tê-la beijado. Bacana.

Chegou a noite. Nesse dia em específico a festa seria apenas na rua. Eu estava um exu solto, não vou entrar nos detalhes de tudo o que eu e meus amigos aprontamos, mas cometi uma gafe com uma garota que meu amigo estava que fez com que eu decidisse ligar para o meu contato da noite anterior. Ela atendeu e muito feliz foi ao meu encontro.

Hora de partir pro ataque. Depois de um tempinho ficando eu falei pra ela que precisava trazer meu carro para mais perto do lugar que estávamos e pedi que me acompanhasse. Ela hesitou, manifestou certa preocupação, mas foi indo. Quando estávamos perto do carro ela veio com a estratégia da falsa santa “Ai, o que eu vou fazer no carro com você?”, eu disse que era apenas para me acompanhar, que não gostaria de me perder dela. Ela entrou. No carro já começou uma pegação forte. De repente ela parou e novamente veio com ataque de falsa santa e com perguntas retóricas “Você acha que eu sou como essas dai? Acha que dou pra qualquer um?”. Respondi o que ela queria ouvir e retomamos os amassos. Quando a coisa estava ficando séria, ela insistiu que não daria dentro de um carro. Foi então que eu disse pra gente voltar, mas fui em direção ao hotel que estava. Ai começaram as trapalhadas.

É sabido que em quase todos os hotéis é proibido entrar com “acompanhante” no quarto. Como era um hotel mais casual e com a recepção longe do quarto, achei que passaria despercebido. Porém, ao chegar ao portão de entrada quem eu encontro? A dona. Foi um constrangimento a parte. Pelo menos a garota que eu estava não tinha cara de vagaba e creio que por isso a mulher não fez caso. O problema é que meu amigo tinha perdido a chave do nosso quarto no dia anterior e eu tive que pedir pra dona abrir a porta. Me senti num drive-in esperando que o funcionário abrisse a cortininha para eu entrar com meu carro. A única diferença é que estávamos todos visíveis.

Retomamos os amassos no quarto (eu torcia pro meu amigo não chegar, pois não tinha como trancar a porta). Quando eu já estava em ponto de bala, cadê a camisinha? Bateu o desespero, não a encontrava. Revirei em tudo quanto era lugar e finalmente encontrei uma perdida num bolso externo da mala. O problema é que nesse interim, andando com a bunda a amostra e no frio do ar condicionado, o amigão ficou meia bomba e colocar a camisinha em picolé de frapê não rola. Pedi pra garota ajudar com a boca, ela disse que não curtia oral (¬¬’). Tentei retomar os amassos, mas o bicho ainda tava com 80% da capacidade depois de tantas adversidades. Ai nesses casos a melhor posição pra retomar a potência é a mulher por cima sentando até o útero. Só que a bonitona não deixava eu ficar com a perna aberta, insistia pra fechá-las. Uma coisa ridícula e desprazerosa. Foi então que ela pediu que eu a pegasse de lado, pra quê? Não sei o motivo, mas essa posição é a vilã das brochadas, fiz um esforço descomunal pra ela chegar lá, quando percebi que tinha rolado (ou não), ai não dava mais jeito ou tirava meu amigão daquele buraco ou ia perder a camisinha lá. Pra não sair de mãos abanando, pedi para ela retomar na mão. Só que ai não tinha camisinha, tive que ficar na mão literalmente, mas cheguei lá. Nos vestimos, fomos embora e sumi do mapa para aquela garota.

O restante do carnaval foi normal, sem grandes aventuras ou histórias. Meu único arrependimento foi que após uma bebedeira senti saudades de uma garota que estou ficando aqui em sampa, mandei mensagem e pelo jeito não pegou bem. Acontece. E viva a ressaca pós-carnaval.

Como todo homem solteiro que pula o carnaval, eu e meus amigos sempre fazemos milhares de planos na estrada a caminho da cidade destino. O assunto é o mesmo de todas as vezes, quero comer x,  vou ficar com y, quero fazer tal coisa, não pode faltar outra, etc. Porém, a realidade é bem diferente do planejado e acontece que na maioria das vezes fica aquém do que foi pensado. Foi o que aconteceu nesse carnaval, mas isso considerando apenas o quesito putaria, pois o restante, pra mim foi um dos carnavais mais divertidos que passei.

Ficamos hospedados em uma pousada bem bacana na cidade e obviamente já tínhamos esperança de começar a azaração lá mesmo. Porém, só havia família, casal e homem hospedados. Tudo bem, hora de dar o grito de carnaval na balada de sexta. Na primeira dupla de amigas que eu e meu amigo chegamos fora da balada já não tivemos sucesso, pois as garotas queriam que pagássemos a entrada delas no lugar para ai sim conversarmos (cai fora, detesto puta de escambo). Entrei na balada. Por ser início de carnaval, a puritanagem e doce das mulheres estavam bem elevados. Parecia balada normal, tínhamos que ficar batendo papo pra conseguir alguma coisa. Depois de muitos foras, conseguimos abrir o placar e deslanchar. Porém, eu já passei da idade de achar que o carnaval é a mãe das micaretas e ficar pegando geral. Prefiro qualidade a quantidade. Fiquei com uma garota bem interessante e peguei contato. O problema é que eu estava completamente chapado e como o celular que eu estava era um emprestado da minha tia, anotei o telefone da garota sem o DDD e depois não consegui lembrar o nome dela nem identificá-lo no meio de tantos nomes estranhos na agenda.

No sábado decidimos pegar uma prainha no lugar que diziam ser “o fervo”. Fervia gente feia isso sim. Era uma baixaria só o lugar, um monte de agroboy pulando em cima do capo dos seus respectivos carros, mulheres judiadas pela vida e muita farofagem. Devido a ressaca do dia seguinte não bebemos a tarde e em virtude da sobriedade, a ressaca moral bateu. Explico. No caminho até o palco da praia havia algumas casas com foliões mexendo com quem passava na rua. Em uma delas havia umas 8 mulheres (bonitas até) com plaquinhas “Oi princeso”, “Posso beijar sua barriga?”, entre outras. Quando nós passamos, elas começaram a mexer e o que fizemos? Nada. Confesso que fui pego de surpresa, fiquei envergonhado e não consegui reagir, muito menos meus amigos. A ressaca moral foi violentíssima, ficamos a tarde inteira remoendo o episódio. Prometemos que na volta a gente pularia pra dentro da casa, mas na volta elas já não estavam lá.

No sábado a noite eu já tinha aprendido a lição do dia anterior e resolvi me precaver. Fiquei com uma garota bem interessante [2] e mandei mensagem no meu celular com o contato dela. Como ela era inteligente, gostosa e tinha um bom papo, resolvi ficar de namorico com ela a noite inteira. Meus amigos surtaram, “como numa noite de carnaval você fica de casinho?!” “A mulher é terrível, cai fora”, entre outras mensagens de apoio e incentivo. Porém, como um bom estrategista amoroso (gasp, gasp) eu sabia que ia colher o resultado da minha investida no dia seguinte. O que de fato aconteceu, mas não saiu como eu esperava…pra variar.

(continua no próximo post…hehe)

________________________________

p.s. Desculpem a ausência de postagem, é que voltei do carnaval com uma baita gripe e com um monte de trabalho acumulado. Mal tive tempo de descansar.