Os posts passados foram bem apimentados e para fechar a semana com mais pimenta ainda, selecionei uma história para a Sexta das Leitoras que provavelmente gerará discussões acaloradas entre feministas, liberais, cinderelas e o cafa, claro.

A leitora Damares me enviou um causo que ao terminar de ler imediatamente fiz um paralelo com um conceito que existe na publicidade, o posicionamento.

Em linhas gerais, qualquer produto que você vai colocar no mercado para vender, tem que ter um posicionamento. Ou seja, a embalagem, onde ele será anunciado, a forma como será disposto na gôndola do supermercado, tudo deve estar de acordo com a imagem que você quer passar do produto ao consumidor. Por exemplo, o sabão em pó Tirolesa é destinado a classes baixas, logo a sua embalagem será mais simples, a propaganda terá tom popular e ele estará disposto no canto mais barato da gôndola.

Minha intenção nesse post é exemplificar esse conceito na relação entre homem e mulher.

Já espero os mimimis de leitoras achando um absurdo comparar produtos às pessoas, mas veja bem, trato aqui de conceitos.

Enfim, chega de aulinha e vamos à história comentada:

“Há um tempo leio seu blog. Já até discutimos algumas vezes. É que você, muitas vezes, generaliza demais e eu não gosto muito de generalizações. Muitas mulheres, incluindo eu, podem sim fazer sexo com um cara e não esperar que ele ligue no dia seguinte ou achar normal “dar” no primeiro encontro, sem romancesinho e ter uma vida feliz. Infelizmente, a maioria das mulheres que acessam seu blog são cinderelas em busca do príncipe no cavalo branco, o que eu acho que leva vocês homens a pensar que todas são assim. Não são. Contudo, aconteceu um caso comigo que me levou a escrever para a coluna Sexta das Leitoras…mesmo sendo descolada e “cabeça-feita”, acabei me apaixonando por um Cafa. Acontece, né?

Você reclama que eu generalizo, e o que você fez no final da sua história ao tachar que todo cafa não respeita as mulheres? Generalizar é o mesmo que estereotipar e não há nada errado nisso, pois é uma defesa das pessoas para evitarem errar mais de uma vez.

Discordo de você que a maioria das leitoras são cinderelas. Há um bom número sim, mas há uma parcela significativa de leitoras que se intitulam independentes e acham que provar esse status é dar para um cara que mal sabem o nome no meio da rua e depois exigir romantismo por parte dele.

Faz um ano que eu conheci o cara. Nos conhecemos numa festa à fantasia. A gente ficou e, em seguida, ele pediu meu telefone. Dois segundos depois eu já tinha saído de perto dele porque, na verdade, eu tava a fim era de um outro carinha. Dois dias depois ele me liga, marcando encontro e tal. Eu não fazia idéia de como ele era (muito álcool), mas decidi ir me encontrar com ele porque acredito que quando a gente não tem o que perder, alguma coisa a gente pode ganhar.

Ele era um “não-bonito” alto e forte. Ele me pegou e fomos dar “uma volta”. Foi então que ele parou o carro numa rua meio deserta, perto da minha casa. Não resisti. Vi que o beijo era bom e que outras coisas poderiam também ser melhores. A gente transou ali mesmo. Uma delícia. Cena de Titanic. A partir dai, passamos a nos encontrar quase toda semana, com esse único objetivo. Eu tinha algumas fantasias e ele adorava, principalmente de transar em lugares diferentes. Fomos à uma casa de swing (mas ele queria ficar com duas e eu fiz a vontade dele), um drive-in, na minha casa (cheia de gente na sala), enfim.Há tempos eu precisava de um cara que fosse bom no serviço e gostoso na pegada. Éramos a tampa e a panela.

Eu não tenho nada contra o sexo casual, mas acho que se você tem em mente um futuro com a pessoa, as coisas têm que ir acontecendo ao poucos e ao seu tempo. Você mergulhou nas fantasias sexuais e putarias sem ter nenhum relacionamento mais íntimo com o cara, era só sexo. Se o seu objetivo era só esse, beleza, mas como 80% das mulheres, o coração falou mais alto, o cupidinho flechou e você ficou apaixonada por quem não deveria.

Acontece que o tempo passou e mais ou menos três meses depois, acho que ele foi enjoando. A gente já não saia com tanta frequência, quase não se via mais, apesar de se falar quase todo dia por email. Foi nesse período que eu vi que estava apaixonada. A fase sexo selvagem tinha passado eu estava começando a curtir o cara. Ele era doce comigo de um jeito que ninguém mais era. Se interessava pelas coisas que eu dizia, era paciente. E como a carne é fraca…
Um ano se passou, nos vimos mais algumas vezes, sempre o melhor sexo do mundo porque, além de tudo, a gente tinha um feeling fenomenal. Nunca me doei tanto na cama para alguém como me doei para ele. Era muito tesão.

Tá vendo que merda. Na relação quem coloca o freio é a mulher, se deixar o homem assumir o comando, ele vai querer comer o seu fio-o-fó na primeira vez que se encontrarem. Homem adora caçar, conquistar e correr atrás da presa (desculpem a analogia tosca). Se ela não oferece resistência, muitas vezes ele come e vai embora. Agora se ela corre, se esconde, aparece, brinca, etc o negócio fica divertido e ao invés de começar pelo ápice e acabar,  vai começando morno e esquentando com um prazo maior pra acabar, e se acabar, pois  as vezes quando o cara se dá conta, ele também estará envolvido.

Até que, pouco antes do carnaval, mandei mensagem para ele dizendo que estava com saudade (fazia dois meses que não nos víamos) e ele me respondeu dizendo que estava numa festa e quando saísse, ligaria para mim. Desencanei e fui dormir. Lá pelas quatro da manhã ele me liga. A proposta era uma transa a três: eu, ele e um amigo dele. Claro que em outra situação eu até poderia pensar no assunto. Mas eu estava dormindo, era bem tarde e eu nem conhecia o outro cara. Todas as outras coisas que fizemos foram combinadas com antecedência. Daí ele veio com a velha chantagem: se você quisesse me ver de verdade, você faria o que estou pedindo e transaria com nós dois. Isso acabou comigo.

Óóó, acabou com você? Ué, você não era a tal que topava todas as fantasias e disposta a tudo? Para ele você era um pau pra toda obra e não se incomodaria em quebrar mais esse galho.

Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? Não discuti mais. Mandei e-mail para ele no dia seguinte sugerindo que ele ligasse pra uma de suas irmãs quando desse vontade de fazer putaria àquela hora e também que não queria vê-lo nunca mais na vida. Deixei bem claro que não estava dando uma de santa (nem poderia), mas acho que existem limites para o cara ser cafajeste…tem que respeitar a garota e entender que sexo só é bom quando é com o consentimento dos dois. Falei para ele que quando eu tivesse vontade de transar com dois caras, eu não teria nenhum problema em fazê-lo, mas faria por vontade, não por causa da chantagem de um mané. Claro que ainda me sinto apaixonada, mas vai passar. Acho que tem que ter tato. Ele nunca mentiu para mim e sempre fui consciente em relação às intenções dele, mas apelo emocional é demais”.

“Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? ” Alow, vamos ter coerência no posicionamento? O cara te comeu do avesso sem ter um compromisso sério contigo, levou pra casa de swing, o que o faz  pensar que você não topará um grupal com o amigo dele a qualquer hora? E quer saber? Pelo que eu conheço de homem, ele encaminhou o seu email para os amigos dele e você virou uma piada de 5 minutos. 

Vamos voltar aqui a nossa aula de marketing. Você se posicionou para o cara com uma pessoa que dá tudo, capaz de realizar uma fantasia com mais uma mulher, transar na primeira vez dentro do carro e dar na casa do cara com a família toda presente sem precisar de um compromisso sério para tudo isso.

Sabe como esse consumidor raciocinou?

Tenho um produto sem muito valor na mão, mas que atende às minhas necessidades (sexuais) quando preciso. Ele não exige fidelidade, se eu não tiver satisfeito com o que oferece, posso simplesmente largá-lo. Vou usar até onde der e quando me encher o saco, abraço.

Como era de se esperar, após o post dos 5 estereótipos femininos, um monte de balzaca, frustrada, virgens e princesas-que-esperam-seu príncipe-encantado desceram a lenha nos comentários do post me chamando de machista, de escroto, bobo, entre outras qualidades.

Eu entendo a defesa delas, afinal é mais fácil acreditar no mundo cor-de-rosa que é vendido para elas desde pequena, onde os homens são um bonequinho todo fofo, romântico e bonitinho a acreditar que boa parte deles só as vê como um buraco, que só quer levá-las pra cama e tchau.

Outras leitoras mais conscientes e esclarecidas curtiram o post, mas gostariam que eu fizesse o mesmo, porém focando no universo masculino. Como o cafa adora mimar suas leitoras, vou atender aos pedidos e falar sobre 5 estereótipos masculinos.

Claro, há bem mais perfis além destes 5, e além disso, muitas características observadas em um podem ser replicadas para os outros. Só que se eu for escrever sobre as exceções, isso aqui vira um tratado sobre os homens. Bom, chega de papo e vamos aos tipos:

Fofo bonzinho – Esse aqui é o queridinho das mulheres como amigo, mas como homem… Desde pequeno sempre tive certa aversão ao tipo, pois eles viviam cercados de mulheres, faziam trancinhas nos cabelos delas (¬¬’), eram um ombro amigo quando elas brigavam com a família ou tinham um desilusão amorosa, enfim eram muitas vezes mais íntimos que as próprias amigas, enquanto o pequeno cafa era o nerd bobo da classe sem amigas. Só que depois de mais velho descobri que esses “fofos bonzinhos” só tinham moral como amigo mesmo, pois eles eram tão bonzinhos que na cama só faltavam pedir licença para penetrar na garota. São ótimos confidentes e zero de pegada. Por isso, desconfie muito daquele homem todo bonzinho, na hora H ele só saberá ser bonzinho.

Fofo malzinho – Muitas vezes os canalhas estão inseridos neste grupo. A ambivalência do fofo malzinho é revelada em dois momentos, no pré e no pós sexo. Antes de levar a garota pra cama, o cara é um doce. Está sempre ligando, mandando mensagem, mostra uma pseudo preocupação sobre assuntos pessoais da garota, paga as contas, leva pra assistir comédia romântica (gênero odiado por 90% dos homens), enfim faz de tudo para a mulher pensar “nossa, esse cara é um fofo, vale ir pra cama”. Ai o fofo vira um malzinho. Na cama ele não faz a mínima questão de ser fofo, é do tipo que empurra a cabeça da mulher para o amigão,  a trata como uma atriz de filme pornô e só pensa no seu prazer. Ai nos dias seguintes o cara some, aparece de vez em quando, não paga mais as contas, não quer saber dos problemas pessoais da garota, só pensa em levá-la para motéis (quando não a leva pra drive in) e se a garota ficou apaixonada, abraço, arrumou problema pra cabeça (literalmente).

Carente da mamãe – O carente sempre foi paparicado pela mamãe, mesmo que ele complete 30 anos vai continuar morando na casa dos pais e esperando que seu café esteja pronto na mesa quando acordar. Por ser tão dependente, acha que a garota deve ser mãe mirim dele e muitas vezes procura justamente uma mulher com as mesmas características de sua mãe (ao menos psicológicas). É uma pessoa sem atitude, não sabe pra onde quer ir, o que quer fazer e se aborrece ao ser contrariado. Se alguma garota é apaixonada por esse tipo, a melhor forma de conquistá-lo é conquistar a sua mãe primeiro.

Machão machista – É um dos tipos mais comuns. Geralmente estão sempre solteiros pulando de micareta em micareta, frequentando as principais festas e baladas, e claro, pegando a maior quantidade possível de mulher. A maioria desses caras vê as mulheres como objeto. Se namoram, são infiéis e desprezam os sentimentos da companheira. Eles podem comer várias, mas se a mulher já deu pra algum cara que não foi seu namorado, são os primeiros a tachar a garota de vagabunda. Adoram tirar sarro das garotas que se apaixonam por eles. A grande diversão é mostrar prints de conversa no msn, mostrar os sms apaixonados e colocar a coitada no viva-voz no meio da roda de amigos para mostrar o quão ele é gostoso e as mulheres correm atrás dele. Como identificar um Machão machista? É só observar o relacionamento dos pais do garoto, geralmente a mãe é uma submissa e o pai um asqueroso.

Cafa – É um estereótipo complicado. Odiado por algumas e amado por outras, os cafas sempre estão no limbo da classe masculina, ora tidos como anjos, ora como capetas. As principais características dos cafas são a facilidade com que levam um relacionamento casual, sua capacidade de não se envolver tão fácil, e principalmente, a lábia. Cafas sabem tratar bem a mulher quando preciso e batem quando necessário (não digo violência física). Não são medíocres, conseguem conversar sobre qualquer assunto e valorizar a mulher como se ela fosse a melhor mulher do mundo. E por tratar cada uma com exclusividade e carinho, é comum a garota ficar envolvida achando que o cara quer algo sério. Só que ao perceber que a garota já está toda babando no seu pé, ele dá aquela sumidinha básica até que ela se recomponha. Sou suspeito para falar desse estereótipo, pois faço parte dele, mas se serve como consolo, cafas quando descobrem A mulher, podem perder a habilidade de sumir.

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As camisetas chegaram da fábrica, porém com numerações erradas (¬¬’) . Solicitei as alterações e assim que eles refizeram o pedido, enviarei o quanto antes para as leitoras que já pagaram.

É comum aparecer nos comentários de alguns posts, leitoras mais exaltadas dizendo que eu estereotipo muito as mulheres, que não se pode tomar um modelo e querer aplicá-lo a todas as mulheres desprezando assim a particularidade e característica individual de cada uma.

Por um lado elas estão certas. Eu também não curto quando aparece uma paraquedista-cabeça-de-pudim que só de ler o nome do blog faz um estereótipo de cafajeste achando que eu sou um cara escroto, sem valores e machista.

Porém, seria um pouco complicado vivermos sem estereótipos e quebraríamos a cara diversas vezes tentando procurar a essência das pessoas. Por exemplo, quantas vezes você desencanou de tentar algo com aquele cara boa-pinta da roda, porque ele sempre está ficando com uma garota diferente e você não gostaria de ser apenas mais uma? Por que você não acreditou que com você seria diferente? Está certo que certas mulheres até acreditariam nisso, mas para boa parte o sinal de “essa é uma fria” vai aparecer na cabeça. Isso porque elas já vivenciaram uma situação dessa ou viram amigas quebrando a cara com garotos desse perfil. E ai o estereótipo está formado, homem bonito + popular + mulheres em cima = não quer nada sério.

Fiz essa introdução, pois no fim de semana eu estava numa festa de aniversário e identifiquei uma série de estereótipos das mulheres as quais meus amigos estavam planejando sair. Resolvi trazer 5 para vocês.

- A descartável > Toda piriguete é descartável, mas nem toda descartável é piriguete. As descartáveis geralmente habitam as baladas ou festas regadas a muita bebida. Ai chega lá pelas tantas da noite, está todo mundo doido de goró e chamando urubu de meu louro. Os homens doidos pra arrumar um buraco pra se enfiar e as mulheres não querendo ficar na seca. Como a bebida deixa as mulheres mais suscetíveis e emotivas, os homens se aproveitam do momento, tornam-se “românticos e fofos” e ai fazem do carro no estacionamento um motel ou os mais audaciosos levam pra casa. Só que ai chega o dia seguinte, geralmente o cara vai acordar com exu do lado ou morrendo de dor de cabeça, louco pra que a garota crie asas e voe pela janela afora ou que vire a desejada pizza amanhecida. Até aqui estaria tudo normal no contrato “one night stand” se grande parte dessas mulheres não insistisse em ficar ligando depois ou querendo romance. Um exemplo prático aconteceu com um amigo no semana passada, ele saiu com uma garota no final da festa, finalizou-a no carro e na sequência ela foi pra um lado e ele para o outro. Tudo perfeito se não fosse pelo fato dela ligar no celular dele no dia seguinte (ele não se lembra de ter dado o número) e uma lanchinho dele atendê-la.

- A burra que não vale ir pra cama > Essa coitada nem na categoria descartável consegue entrar direito. Geralmente ela é a amiga de uma amiga que foi apresentada a um amigo solteiro (sim, é confuso). Ela até dá mole para o cara, mas a acefalia somada aos erros de português proferidos ou seus gostos duvidosos são tamanhos que faz com que o coitado broxe antes mesmo que ela esfregue a lâmpada. Recentemente vi esse caso acontecer duas vezes. Em uma delas, meu amigo ficou todo empolgado pelas fotos da garota no Orkut (apesar dela ser mais ou menos). Porém, só foi ele marcar um restaurante e em 30 minutos já tinha vontade de comprar uma gramática pra coitada. Eu chamei-o de bundão já que poderia ao menos tentar dar umazinha na anta, porém ele me disse com toda propriedade “Cafa, o desgaste que eu teria pra comer essa mulher e ela ficar falando asneira no meu ouvido o resto da noite, vale mais pagar uma puta que ao menos vai entrar quieta e se não ficar, eu mando ela calar a boca”. Tenso, eu sei.

- Balzaca puritana > É meio que consenso entre os homens, a mulher que dobra a casa dos 30 e não libera de primeira, corre o grande risco de ser descartada de um futuro encontro. Isso ocorre, pois na mente masculina mulheres que possuem elevada experiência sexual não devem regular a mixaria. E ai geralmente a balzaca fica na incógnita, será que libero de primeira e prendo o cara pelo sexo ou tento dar uma de santa e mostrar que eu tenho meu valor? A decisão não é fácil e pode variar de homem pra homem, porém dos que eu conheço, nenhum gosta de enrolação com mulheres mais velhas. Recentemente eu falei o caso da Iemanjá, ela é a típica balzaca que achou que prenderia meu amigo pagando de santa. O pior é que ele me confessou que mesmo se ela desse pra ele, ele pularia fora depois. Complicado, né?

- A grude > Esse tipo é um dos mais comuns entre as mulheres. Todo homem adora ter uma grude no seu pé. Ele gosta de reclamar para os amigos que não curte “pô cara, essa mulher não sai do meu pé, não sei o que faço, olha só quantas mensagens”, mas lá no fundo ele adora isso, pois ajuda a inflar seu ego. A grude sempre dá indiretinhas pra sair (dificilmente ela espera ser convidada), está sempre disponível mesmo que seja uma segunda-feira as 3 da manhã e adora infernizar o coitado por todos os canais disponíveis (Msn, Orkut, celular, e-mail, etc). Para ilustrar esse quadro, há um mês presenciei um caso. Estava com uns amigos em um churrasco e tarde da noite já estávamos todos breacos, quando cada um começou a fuçar sua agenda pra arrumar a lanchinho que fosse dar a sobremesa da noite. Um deles foi bem sacana. Pediu silêncio e colocou a ligação no viva-voz pra falar com uma grude. Falou meia dúzia de barbaridades pra garota e a tonta toda solícita concordou em ir até sua casa dali a meia hora. Realmente, tem mulher que achou a periquita no lixo.

- A amiga nebulosa > As amigas nebulosas são um dos mais recentes estereótipos que conheci. Eu nunca acreditei muito na amizade homem e mulher. Na minha opinião ela só ocorre quando a mulher é feia, pois se é bonita ou o cara já pegou ou já tomou fora e ai dificilmente rola uma amizade. Porém, há as coitadinhas que até são bonitinhas e inteligentes, mas não têm nenhum sex appeal e ai acabam virando uma amiga nebulosa. Mas por que nebulosa? Geralmente o cara já ficou com essa garota e o papo foi ótimo, mas a pegada uma grande porcaria. Só que num belo dia ele se encontra sozinho e ai resolve procurar essa amiga nebulosa para dar uns pegas, porém após se encontrarem a ausência de sex appeal da garota faz com que o cara perca o tesão de partir para o ataque e ai ficam como grandes amigos conversando no restaurante. No final da noite ele vai pra casa e soca uma sozinho e a garota vai pra sua com uma grande dúvida na cabeça “O que esse porra quer?”.

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p.s. As camisetas do blog estão quase prontas! Já abri a pré-venda para quem quiser encomendar a sua. Para maiores informações criei uma coluna nova na esquerda.

É comum na maioria dos posts que vocês lêem aqui no blog o cafa mencionar algumas peripécias sexuais com sucessos, derrotas e passagens curiosas. Porém, é incomum aparecer nelas menção às formas de prevenção a doenças sexuais. Não o faço não por ser promíscuo, mas simplesmente porque esqueço ou acho que ficaria parecendo aquelas inserções forçadas de responsabilidade social que a Globo costuma fazer na novela das 8.

Só que lendo a história que a leitora Darcília enviou para a coluna, vi que vale a pena tocar nesse assunto. Por isso, hoje a Sexta das Leitoras será um pouco diferente. Vamos a história:

“Um “belo” dia Fulana foi ao médico, porque sentia dores intensas na região da garganta e do estômago, coitada estava pálida e suando frio .Nós as amigas estávamos crente que era uma gripizinha ou uma virose qualquer ( já que a Fulana sempre foi muito dramática ) e combinamos um cineminha pra mais tarde .

Ela não apareceu, não ligou e nem uma mensagem no celular deixou. Ficamos preocupadas e resolvemos passar na casa dela. Chegando lá sua mãe abriu a porta não tão amistosa como sempre e disse que ela estava no quarto. Coitada da Fulana, estava em prantos amuada na sua cama.

Eis que vem o resultado.

Éramos em 4, ela era a que namorava há algum tempo, sendo todas ainda virgens (detalhe, tínhamos 17/18 anos, prestes a entrar na faculdade). Saíamos todos os finais de semana, baladeiras de plantão, porém selecionadas, é claro.

A nossa amiga que namorava começou a ter a necessidade de agradar mais o seu namorado que por sinal a conheceu em uma dessas baladas.

Era um cara de 22 anos que já estava reclamando de ficar só nos amassos. Claro, ele já não era mais virgem. Com isso ela passou a procurar jeitos de agradá-lo sem se entregar por completa.

Entre um amasso e outro ela resolveu surpreendê-lo e caiu de boca no meninão, bem avantajado por sinal. ha ha ha ! Ele ficou louco e então passaram a fazer com muita frequência.Normal até aí, pra casais de hoje .

Só que depois da ida ao médico, não era mais normal…
Ao examiná-la ele constatou que ela estava com Gonorréia em estágio avançado na garganta. E é claro teve que comunicar à sua mãe (a tia Berenice tinha a ilusão de a filha ser virgem), pois ela era menor de idade. Aos nossos olhos, ela era virgem só que a mãe dela não pensava assim.

Agora com essa história eu queria apenas refletir sobre dois pontos:

-Porra, fazer oral com camisinha é uma porcaria não acha?
-Só que não dá pra ficar acreditando em qualquer um que se encontra na balada, pois foi o garanhão da madrugada quem transmitiu a doença e saiu ileso.
Detalhe, depois de ficar sabendo que ela estava doente ele nunca mais apareceu. Legal né? Idiota!

 Quem será mais idiota na história, o garanhão bichado ou a gargantorréia?

Concordo quando a Darcília fala que oral com camisinha é uma porcaria. Aliás, nunca ouvi de nenhuma garota que eu fiquei o pedido pra que eu colocasse a camisinha antes dela chupar.

As pessoas acham que só porque é difícil ou praticamente impossível pegar Aids no oral, é motivo para caírem de boca por ai em qualquer bodega. A hepatite C, gonorréia, sífilis, herpes, etc são mais fáceis de pegar que a Aids e podem acabar com a pessoa, seja fisicamente ou moralmente (como foi o caso da gargantorréia). 

Não queira dar uma de médica e achar que só porque o pirulito do cara está com um aspecto bom, ele não está podre por dentro. A Gonorréia, por exemplo, não é visível por fora, mas lá dentro do piu-piu está tudo cheio de pus e podre. E ai você acha que é o maior barato chupar o carinha, enquanto está engolindo uma cacetada de vírus  bactéria garganta adentro.

E ai vão me perguntar “ai cafa, então só posso fazer oral depois de casar?!”, claro que não! Oral é ótimo de fazer e receber, mas ele é requer muito mais intimidade que a penetração em si. Se você não tem intimidade com o carinha, tem 3 opções, ou chupa a bala com o papel, ou pula a preliminar e vai logo para o prato principal ou corre o risco de ganhar uma bela zica na boca.

No começo do blog eu postei um vídeo sobre uma campanha em prol da camisinha muito bacana. Infelizmente, depois de um tempo o vídeo saiu do ar. Porém, hoje consegui encontrar outra versão. A trilha sonora é ótima e o roteiro muito bem produzido. Vale dar uma olhada:


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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

As leitoras de primeira viagem (vulgo paraquedistas) ou que escutam falar do blog devem pensar que eu me acho “o” pegador, que nunca levei fora e que desde pequeno sempre fiz sucesso com as mulheres. Porém, quem é leitora de longa data ou que já leu todos os posts sabe muito bem dos apuros que passei e dos foras que tomei ao longo destes anos. A bem da verdade, eu deixei de ser aprendiz e virei cafa pra valer após o meu segundo namoro. Foi a partir dele que comecei a ver as mulheres com outros olhos, repensar minhas atitudes e evoluir como homem. O ponto de virada foi a primeira vez com a minha ex e serve de lição para os leitores que vivem a mesma fase que eu vivi e para as leitoras que tiveram uma primeira vez desastrosa.

Até começar a namorar minha ex eu era um desastre na cama. Todo nervoso. Ou o troço não subia ou gozava rápido demais. Chegava a ponto de nos amassos com uma garota no carro fingir que meu celular tinha tocado disfarçando que alguém tinha me chamado para dispensá-la, pois o amigão não correspondia. Só que chegou o belo dia em que eu transaria com a minha ex na casa dela e eu não tinha como arrumar subterfúgios caso o camarada não engrenasse.

Bom, no dia em que ela me convidou pra assistir um filme em sua casa (trocando em miúdos, dar umazinha), eu tinha o casamento de uma prima. Não preciso dizer o quão nervoso eu estava e não era pra ver minha prima de véu e grinalda. Não parava de pensar no meu desempenho sexual e na possibilidade de falhar sem ter uma rota de fuga convincente. A alternativa foi encher a cara no casamento pra tentar chegar desinibido e deixar as encanações de lado. Péssima escolha.

Chapado e achando que não estava bem suficiente pra “comparecer” com a garota, sai do casamento e antes de ir pra casa da minha ex, resolvi ir até a farmácia comprar um remédio pra impotência. Péssima escolha [2].

Chegando no apto dela, a garota tomou um susto. Eu estava crente que dormiria lá, cheguei com o terno todo troncho, com a cara torta de bebida e uma sacolinha de supermercado na mão com roupa de dormir. A garota já me deu uma excelente boas vindas dizendo que eu não dormiria lá e pra eu tomar banho e tirar o cheiro de budum que estava. Depois do banho, eu tomei o comprimido. Porém, não podia jogar a cartela no lixinho do banheiro com risco de alguém vê-lo lá dentro, acabei embrulhando-o e joguei na descarga. Péssima escolha [3]. A descarga da garota era daquelas porcarias com caixa d’água que ao menor cocô mais denso ou papel mais volumoso entope. O embrulho não entupiu, porém não descia de jeito nenhum, tive que pescá-lo com a buchinha de limpar privada, jogá-lo no cesto de lixo e colocar um bolo de papel por cima para que ninguém visse a cartela.

Um pouco mais sóbrio, começamos a assistir o filme. Lá pelas tantas rolou uma pegação intensa e o negócio subiu meia-bomba. Fiz um esforço absurdo para manter a concentração e acabou ficando 100% rijo. O babaca não contente em fazer o arroz com feijão, foi querer inventar de fazer sexo em pé colocando a garota de frente pressionada contra a parede. Estava dando certo até aparecer a cachorra dela e ficar pulando na minha perna. Eu tentava empurrar a cadela pra longe, mas ela voltava destinada a tentar entender o que passava com sua dona que não estava acessível no chão. Foi então que eu recebi uma bela lambida no saco. Parece mentira, mas juro que rolou. Eu não sabia se dava risada ou se saia correndo lavar meu saco. Acabei brochando. Preferi omitir o motivo real, falei que estava cansado e fui pra minha casa completamente derrotado.

Acordei com uma ressaca terrível. Não apenas física (essa da pra tirar de letra) , mas moral. Me sentia um incapaz e amador. Porém, a atitude da garota foi muito bacana. Ao invés de sumir do mapa ou de vir com palavras consoladoras que só pioram o fato consumado, no dia seguinte ela disse que curtiu as partes que deram certo e que poderíamos tentar outro dia com mais calma, com apenas uma condição, que eu não bebesse. Com mais confiança e sabendo que não estava sendo avaliado (pelo menos conscientemente), as vezes seguintes foram só alegria e ai começamos a namorar.