Esse post é só para avisar que durante um tempo não postarei, pois estarei de férias por algumas semanas. Tentarei reservar um tempo para escrever, mas se não conseguir, não pensem que sumi. Aliás, comprarei alguns presentinhos pra sortear aqui quando voltar.
Se quiserem saber como estou, é só acompanhar o meu twitter. :*
Costumo classificar filmes em duas categorias principais, aqueles que fazem pensar e aqueles para mero entretenimento. Porém, alguns (poucos) cineastas conseguem fazer um filme que navega nas duas categorias e ai a coisa sai uma obra-prima (Como O Iluminado, Taxi Driver, Poderoso Chefão e por ai vai).
Esse filme que indico ,O Turista , não tem essa proposta de fazer pensar, mas a julgar pelo trailer e elenco, tem tudo para ser um bom filme de suspense e entreter. Ele só estreia no Brasil dia 21/01 (próxima sexta), mas segundo um amigo meu que o viu em um vôo internacional, disse que é imperdível.
Como ele junta alguns elementos de pegação, estripulias e muita ação, resolvi deixar de dica.
Olha só o trailer (Johnny Deep está meio gordito, não?):
Finalmente nesse final de semana entro de férias e viajo para além-mar. Provavelmente não conseguirei ver o filme (a menos que passe a bordo), mas quem tiver visto, por favor, deixe a avaliação ai no comentário.
(Ah, aqui a > fanpage do filme)
A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante durante algum tempo mostrar certo afastamento. Isso evita dois tipos de problema.
Primeiro, frustração. A garota curtiu aquele cafa do primeiro encontro e não o bobo apaixonado do segundo. Claro, pessoas se gostam no começo e se apaixonam no durante, porém é preciso ter calma e não queimar etapas.
Segundo, paixonite. Há mulheres extremamente carentes e se o cara faz tudo para agradá-la nos primeiros encontros, pronto, arrumou um bicho-de-pé.
Bom, vamos a história…
“Conheci uma vez um cara X numa viagem. A princípio pensei que um professor de educação física não ia ter muito a acrescentar além de um corpinho bonito. Claro que me enganei e isso me mostrou o quanto rotulamos algumas pessoas sem nem perceber.
Cafa > Por que rotular alguém é algo errado? Não entendo da onde tiraram isso. Só um coala vai abraçar todo mundo e esperar sempre o melhor do outro. Não quer dizer que sempre temos que entrar armados quando conhecemos alguém, mas rótulos servem para nos precaver de ciladas. Se todos os caras que você saiu que usavam regata, corrente de prata e tinham um pernil no bíceps te trataram feito lixo, por que acreditar que outro que conhecer do mesmo perfil será diferente? Ele que precisará provar que é melhor.
Naquele dia ficamos e não rolou mais nada, afinal eu tinha acabado de conhecê-lo numa praça. Ou seja, impossible! Mas aquele jeitinho cafajeste dele, a carisma e tudo deixaram com vontade de quero mais.
Cafa > Tai uma das explicações porque cafas sempre se dão melhor com mulheres. O cara pode parecer que não vale nada, mas o carisma, bom papo e pegada mudam completamente o jogo .
Passamos um bom tempo conversando pela internet. Descobri que tínhamos muitos interesses em comum por música, arte, carreira profissional Enfim assunto nunca faltou e, melhor do que isso, eram assuntos que realmente acrescentavam um ao outro, não apenas coisas banais e xavecos baratos.
Demorou um tanto até marcarmos alguma coisa, pois morávamos em cidades não muito próximas. Finalmente chegou o dia em que íamos sair pra dançar forró. Fui com uma amiga e ele ficou de levar um amigo, o que obviamente não deu certo, já que o amigo dele não sabia dançar praticamente nada. Tudo bem que marcamos 23h e o tempo foi passando e nada de ele aparecer, nem mandar mensagem nem ligar. Passada a primeira hora eu já estava me sentindo um lixo largado na calçada. Quando ele chegou explicou que teve um problema com o carro, o que me pareceu logo de cara uma desculpa esfarrapada muito mal inventada. E claro que me enganei de novo, o velho problema de pensar sempre o pior. O fato é que ele mandou mensagem pra mim só que com o DDD errado, então não recebi nada.
Cafa > Ham, estranho isso, mas uma excelente desculpa. Cafas de plantão, tai uma boa tática para justificar um atraso.
Dançamos a noite toda e ele foi um lindo, mostrando o lado fofo que eu ainda não conhecia e, sinceramente até estranhei. Ficamos de nos ver no dia seguinte, num jantar medieval que eu tinha com uns amigos. Logo você vai pensar: “Jantar medieval? Que coisa mais estranha pra se fazer…”
Cafa > Eu pensar isso? Imagina, ia achar uma puta coisa brega mesmo, não estranho. Isso somado ao fato que você curte dançar, logo me imaginaria no meio da noite em um baile a moda medieval com aquelas dancinhas típicas. Credo.
Eu pensei que ele nem ia querer ir, até porque não conhecia ninguém e tal, mas o engraçado é que ele foi e ainda ficou reclamando que eu não quis falar quanto paguei pelo convite do jantar. Ele chegou bem tarde, desta vez porque pegou o carro do pai dele, já que o carro dele tinha realmente quebrado no dia anterior.
Parecia que estava tudo certo, tirando que uns vinte minutos antes do cara X chegar, o meu Ex namorado apareceu. Ninguém se lembrou de me dizer que ele ia na droga do jantar, que ótimo! A príncípio fiquei pensando no que fazer, mas, assim que o carinha chegou, eu me desliguei. Afinal ele estava todo atencioso e ainda aquele clima romântico a luz de velas me ajudou a esquecer do resto. Conversamos um bom tempo até que ele resolveu mudar o rumo de tudo:
- Você vai deixar eu te sequestrar hoje?
Cafa > Tava demorando pra dar a cartada final.
E ficou desse jeito novamente, tentando-me a ir embora com ele depois. Não que eu já não tivesse pensado nisso, porém não tinha feito planos e não tinha realmente certeza se eu devia ir. Nunca tinha ido mais além com um cara que eu estava apenas saindo e sabia que não ia dar em namoro. E, sim, eu sabia. Mas devo ter entrado em transe ou ficado louca, porque… bom… eu fui.
Cafa > Tiozão mode [on]. Entrando em transe ou pensando na transa? Tiozão mode [off]
Entramos no carro e a questão é que não sabíamos pra onde ir. Quer dizer, aí que começou o problema, pois somente quando eu já estava lá no carro e a caminho sei lá de onde é que ele resolveu falar que os pais deles iam sair cedo pra trabalhar no dia seguinte, o que significa que ele tinha que devolver o carro em casa até umas 5h da manhã.
Cafa > Arrá. Ta vendo como lá no fundo você estava pensando em putaria. Qual o problema de ter que devolver o carro as 5 da manhã se você não está com “má” intenção? Aliás, se esse é seu objetivo, não se engane achando que foi um rompante e que de repente..puff! Não sabe como estava dando pro cara. Mulher com esse pseudo moralismo não tá com nada. “Ai, fui uma louca”, duh.
Veio com uma sugestão fora da realidade de irmos pro motel, ele ficar comigo até determinada hora e depois ir embora por causa do carro. Então eu ficaria lá dormindo, sozinha, claro, e iria embora no dia seguinte. Que? Enlouqueceu? Eu, sozinha no motel numa cidade que não conheço? Nem pensar!
Cafa > Claro, mais seguro é ir pra casa de um cara que você conheceu na praça. Opa, mas esqueci que ele é um fofo.
Se fosse o caso, eu ligava pra alguma amiga minha e ia embora e deixava essa história de ir além da linha vermelha com o cara X pra lá. Ele logo percebeu que não ia conseguir deste jeito e sugeriu outra coisa:
- Então… podemos ir pra minha casa…
- Mas e os seus pais? – O velho problema de morar com os pais.
- Eles estarão dormindo e amanhã vão sair bem cedo.
Juro que me deu o maior cagaço aquela história, imagina dar de cara com a mãe do cara X. Porém, eu já estava ali, a quilômetros de distância da casa de alguma amiga minha e, por alguma razão inexplicável pela ciência, eu queria ir. Deve ser o espírito de aventura ou algum gene meio suicida que eu tenho.
Cafa > É, você fica louca quando convém, né? Já falei, pára de moralismo, você queria transar com o cara, por isso saiu da festa, por isso topou ir pra casa dele. Espírito da aventura seria se você fosse dar no bosque.
Então… lá fomos nós pra casa dele. Detalhe que ainda estava vestida a caráter com um vestido longo estilo medieval e uma mochila de viagem. A casa estava toda apagada, entrei eu, com meu vestido e minha mochila nas costas direto para o quarto.
Lembra aquela parada de imaginar dar de cara com a mãe do cara X? Pois bem, imagina de novo.
Ela surgiu basicamente do nada pra falar com o filho, parece que farejou a encrenca entrando pela porta da casa, e me viu:
- Ah, você já voltou…. Quem é?
Cafa > Cara, se minha mãe visse isso ia cair dura no chão. Já toma susto por tudo, imagina com uma completa estranha vestida de roupa medieval do meu lado? É um encosto! Você até que teve sorte.
Eu, neste momento, queria muito que um buraco abrisse embaixo dos meus pés e me engolisse pra eu fazer parte da terra mais subterrânea possível. Sorte que eu ainda estava com a mochila nas costas, porque isto fez o cara X contar uma lorota de que eu era de outra cidade e não tinha onde ficar. Não era totalmente mentira, contudo não deveria fazer parte do enredo ter que falar isto pra mãe dele.
Cafa > Você que pensa. Isso já deve ter acontecido outras vezes e a velha deve ter comentado depois com o pai dele, “Ai vida, o Pedrinho não tá fácil, trouxe outra mulher estranha pra casa e dessa vez uma garota vestida de condessa. Você precisa conversar com ele, isso aqui não é motel” o pai concorda e na sequência pensa “Meu filho é foda”.
A única coisa que eu conseguia pensar era: “Calma, você nunca mais vai ver essa mulher na sua vida!” Ficou combinado então que eu ia dormir no quarto dele e ele no sofá da sala. Ou pelo menos espero que a mãe dele tenha acreditado nisso. De qualquer forma, eu dormi mesmo no quarto dele e ele na sala, mas ela não precisa saber que demorou até irmos dormir.
Cafa > Não é que não precisa, ela sabe. E muito esperta, passou a noite inteira com sede dentro do quarto para evitar ir na cozinha e ver o filho pelado e você montada nele.
To só tentando ser otimista e acreditar que ela realmente é muito inocente.
Cafa > A loca.
No dia seguinte, provavelmente eu iria logo embora e esquecer esse acontecimento absurdo.
Outra vez, engano meu. Acordei, o cara X fez café pra mim, todo bonitinho, depois ficou mais de uma hora tocando violão pra mim, pareceu ser muito tempo porque foram muitas músicas e ele parecia advinhar o tipo de cosia que eu gosto de ouvir.
Cafa > Putz, ai ele passou do ponto. De cafa ele despencou para bocó, manezão, paixonoso de primeiro encontro.
Qualquer garota ia derreter de amor com isso. Da minha parte, claro que eu gostei muito, quem é que não gosta deste tipo de atenção?
Cafa > Mulher adora, mas tudo tem que ser feito no seu timing. Coisas muito intensas perdem a graça fácil, porra você se apaixonou por um cafa, não pelo Mané violeiro. Foi uma mudança de posicionamento muito brusca. A couraça dele não deveria ter caído tão cedo.
Só queria entender como foi que não me apaixonei por ele, devo ter pulado algum capítulo, sei lá, só que desde o começo eu sabia que não ia dar em nada mesmo, vai ver eu já estava conformada. Ou então fiquei traumatizada de ter dado de cara com a mãe dele, o que é mais provável”.
Cafa > Pode ser, mas eu tenho outras 2 hipóteses. A primeira eu pontuei no comentário anterior, você se apaixonou por uma coisa e acabou levando outra. Porém, pode ter tido uma mais forte ai, sexo. Você criou uma grande expectativa no cara a ponto de ir à casa dele com os pais lá, em uma cidade estranha e ainda por cima vestida feito uma palhaça.
O cara tinha mais é que comparecer e fazer você subir pelas paredes, mas pelo visto ou não fez ou fez algo bem meia boca ou mediano. Inconscientemente você pesou tudo na balança e “a loca” dentro de você pensou, “Violão de manhã?! Queria ser acordada com outro instrumento, cai fora, garota. É fofo, mas é froxo.”.
__________________________________________________
Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer todas as leitoras que comentaram no post anterior, que me chamaram no MSN, ligaram e conversaram pessoalmente para agradecer todos os posts e dedicação que tive com elas e o blog.
O mais bacana não foram apenas os elogios (que obviamente são sempre bem vindos), mas os testemunhos de como ajudei muitas pessoas, algumas verdades sobre meus pontos fracos, e principalmente, apoio em qualquer decisão que eu for tomar. Isso é um relacionamento bacana, uma troca, não um jogo de interesse velado em “fica cafa, você é importante pra mim” ou explícito em “coloque alguém para escrever no seu lugar” como se isso aqui fosse uma revistinha de adolescente vagabunda que a cada ano troca-se a equipe de redação.
Passei parte dos meus dias ociosos no recesso pensando no que fazer com o blog. Conversei com alguns amigos, namorada e irmã. Porém, foi por meio de alguns comentários mais desenvolvidos e em um bate-papo com o Cid do Não Salvo que percebi que simplesmente deletar o blog não resolveria.
Gente pequena, invejosa e desocupada sempre existiu e por trás do anonimato da internet ela ganha coragem e destila a suas linhas de negatividade, quase sempre redigidas por alguém com a ousadia de uma cenoura na vida real.
Veja bem, não sou contra a crítica, aliás, muitas delas foram fundamentais para o aprimoramento dos posts e evolução do blog. Só que a partir do momento em que elas crescem gradativamente, você pára e avalia se o problema não é com você também.
E como eu disse antes, tenho parte nissom. Porém, não vou apagar o blog. Não de imediato. Nesse ano iniciarei o encerramento de um ciclo postando de vez em quando aqui e em paralelo dando prosseguimento ao livro (em que farei o término de vez). Como gosto de escrever e curto o relacionamento com leitoras (que pensam), mais pra frente farei outro blog. Por enquanto nesse daqui comentários toscos e de cenouras serão deletados, as críticas construtivas permanecerão.
Enfim, chega de discussão de relacionamento. Em breve novos posts no blog.