Semanalmente recebo convites publicitários de empresas interessadas em anunciar no blog. Claro que a minha vontade, pensando no meu bolso e viagens, seria a de aceitar todas e divulgar aqui até o vibrador elétrico em formato de banana que me ofertaram certa vez.

Porém, não o faço por dois motivos, o primeiro é que não posso anunciar aquilo que acho cafona e segundo porque faço pouco post. Se lotar isso aqui de anúncio fica aquela coisa ridícula que é o Pânico onde só faltam anunciar na bunda da Sabrina Satto.

Faço essa introdução, pois dia desses recebi uma proposta para divulgar um jogo de Orkut. Primeiro fiquei com um pé atrás, pois o Orkut está meio caído e todos os jogos da rede me lembram a retardadice do Buddy Poke e a fazendinha chumbrega que toda hora um amigo farofa queria me doar cavalinhos.

Só que o jogo é outro, se chama Megacity. As leitoras mais velhas devem lembrar do Simcity (avô do The Sims), onde você podia criar uma cidade e depois ir fazendo perfumaria até ela ficar toda grandona e próspera. A lógica desse é a mesma e com vantagem que você pode interagir com os amigos que participam.

Eu criei a Cafaland lá para testar e agora estou um pouco viciado nisso. Se alguém quiser me doar presentinhos por lá (pidão mode on), fique a vontade.

Caso você também já esteja viciada, farei uma pequena promo. Sugira nos comentários alguns nomes criativos dos estabelecimentos que poderia ter a Cafaland (só não me venha com “Cafateria”, pois essa a mente criativa aqui já criou por lá). A frase mais criativa ganha R$100,00 de vale compras no ingresso.com.br e as 3 seguintes 10 reais cada uma para poder comprar casinhas diferentes por lá e fazer inveja pra vizinha e prima.

Divulgo o resultado até o final de semana ;)

E as ganhadoras foram:

Aline – Cafofo hotel

Mariana – Cafafour supermercado

Vivi – Cafungada perfumaria

Thatiana – Cafuldade

Nesse feriado que passou resolvi dar um pulo com a minha namorada em Buenos Aires. Considerei novamente esse destino por 3 motivos: um que tudo é absurdamente barato  (tão em conta que você gasta menos indo pra lá a viajar para o nordeste), a carne e vinho lá são excelentes, e por fim, porque o lugar tem o charme de uma Europa decadente. Sim, a ideia parecia boa, mas quando foi para a execução…

Bom, dias antes de embarcar eu peguei uma gripe do peru que eu quase punha meu pulmão pra fora de tanto tossir. Era tanto muco acumulado que além de espirrar taturanas, meu paladar ficou completamente comprometido impedindo com que eu sentisse o sabor das carnes, doce de leite e vinhos até o último dia da viagem. O destino já me alertava.

Quando fui escolher o hotel online, vi um tal de “Concorde” que parecia ter boas acomodações por um preço razoável. Reservei. Chegando lá parecia que eu estava na Pensão da Dona Armênia. Um staff amador, um cheiro de perfume barato nas áreas comuns e um quarto todo rebocado com uma porta interna no quarto que dava acesso (físico e acústico) ao dormitório do meu vizinho. A sorte é que era um casal de velhinho e digamos que a noite deles não é mais animada como antigamente, mas gostavam de um programa televisivo na madrugada. Dia seguinte pedi para me colocarem em um quarto melhor e me deram algo parecido com uma suíte presidencial, mas do Congo. Havia até sacada (imunda) com vista para um prédio cinza e feio. Ainda restava o show de Tango.

Ai sim esse foi um dos pontos altos da viagem (além da excelente companhia, claro). Não sou apreciador de show de dança, musicais e demais coisas do gênero, mas o show que assisti me deixou realmente surpreso. Incrível a qualidade da música, dos dançarinos e quando uma senhora de mais de 70 anos sobe pra cantar e dançar tango, difícil não se emocionar. O nome do lugar de chama Viejo Almacén. Recomendo. Voltando…

Nos dias que se passaram tirei para dar uma volta pela cidade, tomar cafés, visitar feirinhas (coisa de namorada), e claro, comer. Uma coisa me chamou bastante a atenção nesses passeios (além do mar de brasileiros-quero-mostrar-que-sou-estrangeiro-e-uso-camiseta-do-meu-time), em vários lugares que visitávamos os garçons, lojistas e demais funcionários alertavam minha namorada para tomar cuidado com a bolsa. E assalto era algo que anos atrás era impensável na Argentina, mas que aprendi da pior maneira que virou algo corriqueiro.

Tudo começou no sábado a noite. Saímos de um restaurante e pegamos um táxi na frente. De repente reparei que o taxímetro estava completamente doidão e pulando de 2 em 2 pesos a cada 10 segundos. Pedi para o cara parar antes do local de chegada e ao dar uma nota de 50 percebi que ele a tinha trocado por outra (falsa, claro) e me disse que ela estava rasgada, que era pra dar outra. Arranquei minha namorada do carro e deixei-o falando sozinho.

Fui para o barzinho, mas a noite já estava caída por causa do golpe, tomamos uns drinques e resolvemos voltar para o Congo. Dia seguinte, no domingo, me dei conta que meu passaporte havia sumido, não sei se no hotel, no restaurante ou no bar. Detalhe, faltavam 3 horas para o meu avião do Brasil retornar.

Liguei no consulado (aliás, tiro o chapéu pela simpatia e prestatividade da Aline e da Cônsul Cássia) e lá me disseram que eu precisaria fazer um boletim de ocorrência o quanto antes, retornar no consulado para que eles emitissem um salvo conduto e voar para o aeroporto.

Fui à delegacia argentina e ao contrário do que pensei, me trataram bem também, mas lá tive conhecimento que o país está pior que muito bairro periférico do Rio e Sampa. Assalto em todos os cantos. Enfim, consegui o documento.

Já no consulado a Aline e Cássia emitiram o salvo conduto em tempo recorde e sai correndo com a minha namorada para ir ao aeroporto. No táxi ela me disse que seria melhor ficar com ela o salvo conduto, assim eu não teria o risco de amassá-lo ou perdê-lo já que estava um pouco nervoso.

Saímos do táxi e no saguão do aeroporto ela se deu conta que havia esquecido o documento no banco do táxi. Era tarde demais. Uma sensação de desespero e impotência passou por nós. Ela foi atrás do táxi, não consegui segurá-la, ainda tentei colocar as malas no pescoço, segurar nas mãos e ir atrás de um policial, mas era tanta mala (mulheres!), tanto peso atachado  ao meu corpo que eu quase cai e o ridículo de estar como uma árvore de Natal argentina me fez parar, respirar e pensar racionalmente no que fazer. Fomos até a Tam.

Lá disseram que precisaríamos correr até a alfândega, pois o check in se encerraria em 20 minutos. Mais correria. Chegando lá o argentino que nos atendeu não fez o menor sinal de querer ajudar e como eu estava só com a carta de motorista, ele disse que não tínhamos documento legal pra voltar ao Brasil, que não tínhamos alternativa a não ser ficar lá e voltar ao consulado. Ai foi um desespero. Não queria pisar mais naquele hotel nem ter o risco de pegar um taxista ordinário. No final das contas o cara foi bonzinho e deu autorização de saída.

Corremos para a Tam, eram 19:30 e o vôo sairia em um hora. Para vôo internacional é como se fosse um minuto, devido a parte alfandegária e filas. Chegamos ao saguão de embarque e…o avião estava com problema técnico e só partiria 01:45 da manhã. Minha vontade nessa hora era de ficar pelado, sentar no meio do saguão internacional, balançar o corpo pra frente e pra trás e mexer o dedo indicador no lábio fazendo “blurrr, blurrr”.

Para ajudar, na mesma sala que estava tinha uma típica representante da classe mérdia brasileira, que viaja muito e tem muito “bom gosto” e em todas as situações tenta inserir alguma vantagem monetária para os ouvintes. Em 10 minutos de papo dela com uma coitada eu soube que ela já tinha assistido balé na Rússia, se hospedado em Cartagena e que já ficou em um hotel que serve café da manhã no quarto e tem duas pias no banheiro (!!). Eu não sabia se chorava, se ligava para minha mãe me despedindo ou se simplesmente dava uma de Cafa Responde mal criado e a mandado sentar na torneira das duas pias. Segurei.

As 1:45 embarquei. Minha poltrona era a última do avião, ou seja, o banco não reclinava, mas ai já era um peido pra quem tava cagado e deixei pra lá.

Como sempre, gosto de ficar na janelinha para diminuir um pouco do meu receio dos pousos e decolagens. Olhando muito atento para a pista, reconheci a mala pink da namorada chegando no carrinho de bagagem junto com as outras. E para minha surpresa o carrinho não foi autorizado a descarregar no avião (parece que tinha excedido o tempo das comissárias trabalhando a bordo e mais alguns minutos da pista o vôo seria cancelad0).

Eu queria bater na janela, correr para a cabine do avião e pedir para o piloto abrir o porta-malas, que seria rapidinho, mas diante te tantos dissabores achei melhor ficar quieto e não correr o risco de ser preso por motim no avião.

Cheguei em São Paulo as 5 da manhã, peguei um trânsito de 2 horas para chegar em casa, tomei banho, troquei de roupa e o zumbi foi trabalhar prometendo que nunca mais pisará na Argentina.

Quem diria 3 anos atrás eu fizesse um post sobre esse tema?

Aliás, para leitoras pará-quedistas que acabaram de aterrissar aqui, soa até um pouco estranho um blog denominado “manual do cafajeste” fazer um post com dicas para um namoro dar certo. O ponto é que, como as leitoras mais antigas já sabem, de um tempo para cá o relacionamento fixo ganhou espaço na minha vida muito maior que o casual. E como meu intuito sempre foi auxiliar as mulheres sobre o mundo masculino, nada mais justo que ajudar as compromissadas sobre esse assunto.

Então vamos às principais dicas:

1-) Saia da rotina – Essa é a grande vilã de todos os relacionamentos. Tá, virou carne de vaca falar essa frase, mas poucas pessoas percebem o sufocamento da rotina, pois ela muitas vezes só aparece quando o relacionamento já foi pro saco. Ela é sútil, vem travestida de comodidade. Por exemplo, você planeja no fim de semana ir até aquela exposição x com o namorado, ai chega no dia e ele fala que prefere alugar um filme e fazer pipoca, você pensa “gostoso!, vamos!” Ai no outro fim de semana fica acertado de vocês irem até a cidade de Pirapora comer em um restaurante bom que abriu por lá, mas ai te dá aquela preguiça e você sugere comprar Pringles de churrasco e vinho e alugar um filme, ambos pensam “gostoso!”. Sim, de fato é realmente muito gostoso, mas imagine isso replicado ad aeternum em todos os eventos sociais que exigirem um pouco mais de esforço? Começa a criar uma rotina terrível, algo previsível e fatigante em doses homeopáticas.

2-) Tenha vida social sozinha – Um erro muito comum entre as mulheres. Grande parte daquelas sem personalidade e facilmente induzíveis, acabam deixando de lado as suas amigas da época de solteira e vivem a vida social do cara. Os amigos dele viram seus amigos. Ai quando o cara quer tomar uma só com os amigos em algum barzinho, a coitada fica desnorteada achando que ele está traindo, que vai pra farra, quando na verdade ele só quer bater um papo com seus amigos sem precisar colocar filtros na conversa. A garota mais ligeira, quando o namorado decide ir para o bar com seus amigos, faz o mesmo com as suas amigas e está tudo ok. Lá pras tantas ambos vão ter colocado as conversas e fofocas em dia e ai vai bater aquela saudade do(a) parceiro(a). Vai por mim, a noite será muito mais proveitosa.

3-) Tenha vida social em casal – Bom, vocês são um casal e obviamente não faz muito sentido todo fim de semana rolar mesa de bar dele com os amigos e de você com as suas amigas. Porém, é fundamental que a vida de vocês não se limite aos dois já que grande parte do tempo você estão um com o outro. Isso não quer dizer que é um saco a vida a dois, mas tão divertido quanto ir jantar a dois em um restaurante frufru é ir em um barzinho com casal de amigos. Vocês compartilham experiências, vêem novos pontos de vista sobre as situações do dia a dia, pegam dicas de lugares, enfim, a vida a dois ganha um dinamismo.

4-) Inove no sexo e fuja da mesmice – Cuidado. Sim, MUITO cuidado com isso. Aqui é o ponto que as balzacas e tiazonas erram ao ler a revista Cláudia e achar que enfiar um espanador na bunda e imitar uma galinha da Angola é algo sexy e fora da rotina, quando na verdade é ridículo e deprimente. O que quero dizer é que no início de um relacionamento o sexo é um dos pontos altos, a química rola perfeitamente, o encaixe é certo e o gozo (ou satisfação) vem fácil. Ai parece que vocês encontraram uma fórmula fácil para a satisfação mútua. Porém, depois de um tempo se a coisa não muda, cai na nossa amiga Rotina. E ai vão me perguntar, “o que faço? Dou de ponta cabeça?” Bom, se tem vontade, manda bala! O importante é  procurar variar e fazer aquilo que tem vontade. O sexo tem um mar de opções e quando você já estiver na centésima, vai dar vontade de voltar pra primeira. Aproveite que você já tem intimidade com o parceiro e vai ousando.

5-) Não se transforme na sapa – É natural que após o namoro haja uma mudança física e comportamental. Porém, é preciso tomar cuidado para que essa mudança não faça com que de princesa você vire uma sapa. Em relação a física, os programas gastronômicos aliados aos porcaritos que acompanham o filme da noite invariavelmente fazem com o que alguns quilos sejam incorporados no namoro. O problema é quando esses alguns viram muitos e ai o cara que se apaixonou por uma mulher magrinha, não vai se sentir muito confortável com o Stay Puff do lado. Além da mudança física , a comportamental também influencia bastante no término. Por exemplo, o cara que se apaixonou por uma mulher independente e com opinião própria fatalmente ficará broxado se após semanas de namoro ela se mostrar completamente grude e submissa. Evoluir é normal, regredir só uma ema.

6-) Família vem no pacote – Esse é um ponto bem complicado. Por mais que ambos sejam independentes e morem sozinhos, a família aparecerá em momentos chave e se ela for insuportável, você precisará de muita paciência para aguentar a bronca. É batata, quase sempre alguém da família não irá com a sua cara, fará caras e bocas, piadinhas atravessadas, cara de bunda e tentará sempre criar uma situação para que você perca a paciência e ela fale com peito estufado “eu disse que a fulana era maluca”. E jamais tome partido mesmo que seu namorado incentive. Por exemplo, um dia ele brigou com o pai, falou um monte e pediu sua opinião depois, não fale “é realmente esse velho é um tosco”, pois a raiva com a família passa, mas opinião que você tem sobre o velho não. Ai o cara fica triste.

7 -) Excesso de intimidade – Falei uma vez desse assunto aqui no blog. A intimidade é uma grande aliada na relação, pois permite que as atitudes sejam mais transparentes e que o sexo flua melhor. Porém, muitas vezes ela vira uma vilã, pois  acaba invadindo a privacidade da pessoa. Já ouvi coisas meio bizarras de casal que caga de porta aberta, namorado que peida na cara da companheira e dai pra baixo. Outro ponto que incomoda é o sufocamento em momentos individuais. Alguns homens curtem seu momento individual, seja lendo um livro, ir correr, bater uma, academia, etc Ai tem mulher que não consegue desgrudar um segundo e fica enchendo o saco do cara nesses momentos, seja ligando, mandando sms ou fazendo surpresinhas. Isso é extremamente brochante.

8 -) Não se anule – Aqui tem parte do item 2. E por mais que você fale “ai eu não sou assim”, uma ova. Posso dizer com muita propriedade que mais da metade das mulheres se anulam em função do cara. É óbvio que uma relação é feita de concessões, ora o cara cede em um ponto, ora a mulher. Só que em muitos relacionamentos só a mulher cede e ai vira a aquela Amélia moderna dos relacionamentos.