Dia desses fui jantar em um restaurante mais intimista (um pouco frufru, mas bom), onde o segundo andar é reservado basicamente para casais que buscam um clima de romance a meia luz com decoração a la Saigon (sim, bem música Emílio Santiago). A comida é muito boa (tailandesa), mas apesar do ambiente ser romântico e apropriado para a tática abrir-pernas-na-gastronomia, ele dá um pouco de constrangimento, pois as mesas são dispostas de forma circular e você se sente como se estivesse em uma terapia de casais e a troca de olhares involuntário é inevitável, repetitiva e incômoda.
Confesso que não sou muito social, mas depois de meia garrafa de vinho na cabeça, procuro extrair o melhor das situações e o lado bom das coisas. Aproveitei o ensejo para analisar um casal que estava a minha frente. Inicialmente achei que fossem namorados, mas com o olhar analítico cafístico em ação me dei conta que era um casal que acabara de se conhecer pessoalmente e estavam em vias de se pegar (ou não). O ponto é que o cara era um abobado e estava cometendo alguns erros amadores. Acertou alguns pontos, mas errou em outros.
Por isso resolvi escrever esse post com alguns truques dos homens no primeiro encontro.
A escolha do lugar – Isso eu já escrevi em alguns posts. Se o cara no primeiro encontro te leva para comer no Mc Donald´s ou no bar da Tia da Esquina, você é um nada pra ele. Se ele te leva para o motel ou pra casa dele, você é alguma coisa – provavelmente um buraco. Veja bem, restaurante bom não é restaurante caro, você pode comer bem até em São Paulo e gastar pouco. O ponto é o cuidado do cara em te levar em um lugar especial, isso mostra preocupação sobre o que você vai pensar a respeito dos gostos dele. No caso do nosso amigo abobado, ele acertou a mão nesse quesito.
A preparação – Homem não vai ficar horas no banho e olhando o guarda roupa para escolher a melhor combinação pra ver a garota, mas se ela vale o jantar no lugar bacana, não tenha dúvida que ele vai colocar uma de suas melhores roupas para encontrá-la. E ai se o cara apareceu com uma roupa de time de futebol e/ou de regata, boa coisa você não pode esperar quando sair pra um lugar mais tranquilo. No caso do nosso amigo abobado, o cara parecia um coxinha. O cabelo divido ao meio parecendo o Beiçola, camisa social por dentro da calça e sapato. Estava over para o lugar. Porém, vamos dar uma trégua, melhor pecar pelo excesso a pecar pela falta.
O assunto – Se o cara não conhece a garota direito, é fundamental evitar assuntos polêmicos/controversos. Não é hora de mostrar atitude e dizer que é vegetariano, de repente a garota ama churrasco e vai achar o cara um eco-mala. Evita-se também assuntos relacionados a relacionamento. Os dois estão se conhecendo, não tem relação ali e fica uma situação meio estranha falar de algo que pode ou não ocorrer entre os dois. No caso do amigo abobado, não consegui pegar direito o assunto especificamente, mas só ouvi a garota dizer com muita veemência “Não concordo” e fechar o bico. Obviamente que o papo entre os dois não tem que ser aquela coisa teatralizada e política, mas é melhor deixar a atitude e polêmica para um segundo momento, de preferência depois que o cara mostrar pegada.
Assuntos que colam muito bem são relacionados a animais de estimação e criança. Obviamente a mulher não vai querer ter um filho de um cara que acabou de conhecer, mas saber que ele gosta de cachorrinhos, que se diverte com o seu sobrinho no fim de semana, o pontua na categoria “fofo” e um fofo geralmente não irá tratar uma mulher mal ou usá-la.
A comida – No primeiro encontro não é recomendável restaurante japonês ou culinária que libere gases (como a mexicana e alemã). A primeira deixa pedaços de peixe e alga pela boca e um gosto forte para beijar, a segunda infla o intestino provocando reações químicas gasosas em momentos inapropriados. Porém, no primeiro caso o paladar e o gosto de resíduos podem ser mascarados com uma bebida forte (como saquê ou vinho). O grande lance aqui é tirar proveito da situação e usar o alimento a seu favor. E aqui entro no ponto importante, o ataque.
O ataque – O cara calculista e com bom senso sabe esperar o momento certo para dar o bote na garota. É o clímax da noite, o momento pelo qual todos esperam. Ambos os lados estão com vergonha, mas se rolou o clima, basta um contexto para o beijo rolar. Nada de selinho quando for cumprimentar a garota no início, ela precisa se sentir a vontade e acreditar que o único propósito do cara é estar com uma companhia agradável.
E nessas situações, nada como usar o bom humor pra tascar um beijo. No caso do nosso amigo abobado, ele pediu a sobremesa (era um sorvete com creme). A garota provou , disse estar ótimo e ofereceu sorvete na boca do cara. Era o momento dele pegar a colher na sequência, dar na boca dela e falar “deixa eu provar agora”, ou então deixar um restinho de creme no canto da boca e esperá-la avisar que estava sujo para sugerir que ela limpasse. Beijo gelado, doce e com um contexto, metade do caminho traçado. Mas o que ele fez? Baixou o espírito quero-minha-mãe e ficou um dando sorvete na boca do outro sem nenhuma malícia, só de fanfarronice.
O pós – Qualquer homem com o mínimo de testosterona no sangue quer jantar com a garota e depois jantá-la. Papinho de “quero respeitá-la” é pra homem que não gosta muito da coisa. Ter atração sexual pela mulher não é desrespeito, é tesão. Ai cabe a mulher dar um freio ou não. Geralmente o convite do cara tem que ser algo discreto do tipo, um convite para continuar o papo em casa enquanto vêem o dvd “y”(isso para casos em que gostos musicais combinem) ou assistirem o filme “w”. Sexo não pode ser o fim, a preocupação tem que ser (ou aparentar ser) o meio.
E o que nosso amigo abobado fez? Ligou para o seu brother para saber como estava a fila da balada “x”. Ah pa porra. Sai com a garota e liga para o brother engendrar uma baladinha a três? No mínimo queria emprestar a garota para o amigo.
Muitas leitoras reclamam das Sexta das Leitoras dizendo que eu escolho as piores histórias, que elas não fazem parte do seu universo, que as mulheres os casos são de mulheres desmioladas, etc, etc.
Não concordo com essas reclamações. Claro, há casos (como o da garota que encarnava o Mussum) que não são normais, mas outros sim. O ponto é que é muito fácil criticar uma pessoa / situação se você nunca passou por ela.
Essa história abaixo é um desses casos, em que você fala “Ah, mas que idiota”, mas eu tenho certeza que grande parte das que criticam, se tivessem apaixonadas, cometeriam erro parecido.
“Cafa, a historia é a seguinte: Tenho 29 anos, sou independente, tenho um bom status profissional, moro sozinha, bonitinha (pelo menos é o que dizem), inteligente (não esnobe), gente boa (estilo “atraio amigos, super parceira”), vaidosa, feminina, engraçada, elegante (tento ser, e pelos feedbacks que recebo, estou conseguindo)…
Sou natural de Goiânia, mas já me mudei para 2 estados em função do trabalho (Paraná e SP- capital, respectivamente). Atualmente moro em SP.
Quando ainda morava no Paraná, conheci um cara do trabalho – 32 anos (trabalhamos na mesma empresa, mesma área, porém ele trabalhava em SP e eu em Paraná). Desde o inicio senti uma atração por ele (nada de amor a primeira vista ou babaquices semelhantes, achei-o bonito apenas).
Encontrávamos-nos com freqüência, devido à nossas agendas profissionais (ou eu ia à SP por demandas do trabalho, ou ele ia ao Paraná pelo mesmo motivo). Até então, nada de “sentimento”, apesar de um clima, nos tratávamos como “colegas e trabalho” (para inglês ver).
Em um dia, estava on line no g-talk, e começou o bate-papo. A principio, o “cha-la-la inicial” de qualquer inicio de relacionamento (na verdade ambos sabiam “vamos nos pegar no próximo encontro”).
O grande problema (que me faz rever meu conceito do “sou inteligente”), é que ele é casado (não oficialmente, mas mora com sua namorada). Sabia desde o inicio, mas numa boa, estava afim de um fast fuck mesmo! Estava a toa e o cara é bonitão…
Cafa > Pela sua escrita, forma de colocar os assuntos e até auto-análise, realmente você me parece ser uma pessoa bastante inteligente racionalmente falando, o que pega aqui e o problema da maioria das mulheres, inteligência emocional. Não é que você não tem, mas ela é baixa.
Muitas mulheres bem sucedidas profissionalmente e/ou independentes financeiramente tem essa coisa de achar que por terem controle da parte material, tem da emocional. Já recebi dezenas de casos de mulheres iguais a você que supostamente conseguem separar fuck buddy de envolvimento emocional e depois da quarta ou quinta saída já estão apaixonadas.
Sou do tipo de mulher que gosta de fazer os homens saírem da relação falando bem de mim, tenho que fazer os homens pedirem “bis” sempre. E foi o que aconteceu..
Cafa > Que mulher não quer né? hehehe
Ele procurou, ia para o Paraná sempre, e nos divertíamos muito juntos. A vontade que ele mostrava em estar comigo era plausível, parecia não ter fingimento. Eu correspondia, porque alem de bonitão, ele é um cara interessante, e inteligente. Eu não estava apaixonada, mas gostei da sensação de “abalar” um “casamento”. Isto me fez bem. E de fato aconteceu. A ponto de ele sair de casa dormir na casa da mãe, amigos por um bom tempo (vi pela web cam).
Cafa > Não seja tão egocêntrica. O casamento do cara pode ter sido abalado por N fatores, e claro, o bonitão falou pra você que era um dos motivos para que seu ego crescesse e ele pudesse te comer mais vezes.
Recebi uma proposta da empresa para trabalhar em SP. Ele ficou sabendo e me “colocou na parede”, tipo já estou olhando um apto para gente, vai querer ou vai correr?
Cafa > Ele foi bem infeliz nessa sugestão dele, ou pelo menos acreditou que você não cairia nela. Arrumou um problema.
Gostei da iniciativa dele, mas não levava a serio no inicio (penso que não), mas dava corda. No inicio pensava “esse cara é louco” ate eu me mudar, eu dou um jeito.
Quando chegou a este ponto, minha admiração por ele começou a aumentar… E ai começa a parte do “fudeu”.
Houve um momento que tive que parar e pensar “to sacaneando o cara que eu gosto, tenho que fazer uma escolha”. Avaliei e decidi que valeria a pena (apesar de toda a sorte que tenho no jogo, estava faltando tudo o que ele me dava). Enfim, resolvi levar a ideia dele em frente.
Cafa > Engraçado isso. Ele sacaneou a esposa, você sacaneou a esposa dele, ele te sacaneou, mas você ficou com pena de sacaneá-lo.
Entretanto, nunca me esqueci que ele é “casado” e homem casado é homem casado! Tive uma conversa com ele e fiz a seguinte proposta:
“Levaremos tudo em frente sim, vamos continuar este relacionamento da forma que tu queres. Mas para isto, você vai ter que sair da tua casa antes de eu ir para SP. Tenho uma grana guardada, pode ir em frente na busca do ap, e coloque mobília com a grana, mude-se para lá. Quando sair minha transferência eu chego com minha malas e pronto.
Cafa > Cara, que absurdo. Você junta dinheiro para simplesmente jogá-lo em uma aventura? Dar para um cara que trai a esposa? Ou você realmente confia muito nele ou é muito ingênua.
Ai danou-se! O homem corajoso e decidido virou um frouxo! Veio: “não é bem assim, eu tenho que ver porque o ap (em que ele mora com a “esposa”), esta financiado em meu nome”, etc.
Cafa > hahahahahaha. Grandes merdas. Como se as pessoas ao terminarem uma relação perdem tudo o que investiram. Aqui ele deixou claro pra você que o dinheiro que ele investe no apto é mais importante que você e a esposa dele. Bem digno.
E sabe o mais engraçado? O cara trai a esposa, ou seja, já está acostumado com coisas baixas e falta de caráter. O que você vai esperar dele com alguém que é apenas a comidinha casual? Sinceridade? Companheirismo? Se nem com a esposa ele é assim, com você muito menos.
Ficou diferente e “em cima do muro”.Não perdi tempo, quando vi que ele voltou atrás, acabei com tudo, deixei de responder os contatos, “sumi do mapa” por 3 meses (sofrendo pra caralho, mas segurando a onda).
Me mudei para SP em fevereiro. Desde que “terminei”, meu sossego acabou (já há 7 meses), agora vejo-o todos os dias e sou louca por ele, mas incapaz de trata-lo com o mínimo de dignidade. Dei um baita de um gelo, mau olho para cara… Ele me procura um pouco, “puxa-papo” me trata bem, brinca comigo, mas não comenta nada sobre o relacionamento que tivemos. Na minha opinião ele tenta recuperar a admiração que eu tinha por ele, e se “colar”, voltar com a aventura da “comidinha fora de casa”.
Cafa > Muito bem analisado. É esse mesmo o propósito do cara.
Sei que a probabilidade de ele se separar é inexistente. Estou sofrendo com essa situação, não aceito ser a “amante”, mas também não consigo ficar um segundo sem pensar nele, e incapaz de dar o braço a torcer.
Cafa > Olha só. Cadê aquela mulher destruidora de lares buscando um fast fuck? Ficou apaixonada, careta e sofrendo? Hum….
Honestamente, eu prefiro sofrer pela ausência dele, do que sofrer por ter que ficar em casa no sábado a noite enquanto ele come a esposa dele (desculpa a brutalidade do português). Ao mesmo tempo, penso que se ele quisesse mesmo, me procuraria de outra forma, com mais insistência, tipo coisa de macho e não de coleguinha frouxo, igual ele faz. (se bem que o trato como um cachorro quando ele se aproxima).
Cafa > Totalmente de acordo.
Cansada de ficar na duvida, resolvi procura-lo, enviei um talk no ultimo sábado, dizendo que a situação estava “foda”.. Ele respondeu “Nem sei o que dizer”. E depois de uns 10 minutos saiu do Talk”, me deixou no vácuo! Parece que ele esta disposto a dar o troco, tipo “agora eu vou te esnobar”.
Cafa > ahahahahahaha que dar o troco o que. O cara saiu por dois motivos. Um, ele não queria iniciar uma DR com alguém que ele não tem o R; Dois, a esposa dele estava chamando pra ser comida.
Gostaria de receber a sua opinião se você estivesse no lugar dele, o que estaria pensando disso tudo? Se ele ficava puxando papo, porque me deixou no vácuo quando eu procurei?”
Cafa > Primeiro que se eu fosse casado jamais trairia minha esposa, mas para responder o seu questionamento falarei como um homem normalmente se comportaria nessa situação.
Eu ficaria um pouco preocupado em saber que aquela gostosinha da empresa que eu consigo comer sem minha mulher perceber está vindo pra SP. Por um lado é bom, pois vou conseguir comê-la mais vezes, por outro é ruim, pois ela pode ser apaixonar e eu perder essa boquinha e a minha esposa. Na dúvida, eu fico com a minha esposa, é óbvio.
Ele ficava puxando assunto, pois queria te comer mais algumas vezes, normal. Se você viesse o procurar com a conversa de que estava louca pra dar pra ele, pode ter certeza que ele manteria o papo. O problema foi que você começaria com um papo chato de mulher apaixonada, ai ele achou melhor abrir um vinho, pegar uma pizza e ir comer a esposa. Menos desgastante.
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Depois das dezenas de comentários do post anterior, que deixou o conhecido Bonachão de orelha vermelha e da saraivada de descontentamentos pelo tema sensível próximo a uma data especial, vou tentar dar uma aliviada e ser bonzinho com vocês nesse post (pré) Dia dos Namorados.
Como já é de praxe nessa data tão odiada e amada pelas mulheres, o Boticário está com uma campanha nova toda modernosa com widgets que trazem recados fofos e românticos todos os dias e alguns lançamentos da marca. Vale dar uma olhada (dar um kit de barbear é uma boa).
Bom, sou suspeito pra falar de perfume, pois é algo que curto bastante. Logo, considero também um presente relevante e de bom gosto pra dar para o namorado / namorada. Porém, caso você não tenha grana pra comprá-los, estou com dois perfumes para sortear (junto):
O Coffee Woman Seduction (Floriental Frutal):

e o Coffe Man Seduction (que por ser amadeirado já tem a minha preferência):

Para participar é preciso fazer parte da fanpage da marca no Facebook e responder no comentário aqui do blog qual a maior loucura (não gosto dessa palavra, mas não achei nada melhor) que você já fez ou faria por um namorado.
A promo vale para leitores residentes no Brasil e acabará na sexta-feira, 10/06.
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Dessa vez tivemos um ganhador, o Diego. Parabéns!!
Semana passada fui convidado pela Discovery Home & Health para tecer alguns comentários a respeito do tema “traição”. Isso porque eles vão estrear uma nova série na terça-feira (22:00) que fala sobre o tema. A princípio eu pensei que fosse uma coisa escrota e apelativa em prol da traição, mas depois de ver um pedaço do primeiro episódio, percebi que é algo mais neutro, sem julgamento. Enfim, parece ser bacana, pois é um tema bem delicado e que assombra todos que possuem uma relação estável. Vejam aqui uma prévia:
Para leitoras de primeira viagem (ou paraquedistas), a primeira coisa que deve passar por sua cabeça ao ver um blog intitulado “Manual do Cafajeste” é pensar que o dono é alguém sem escrúpulos e que trai ao menor rabo de saia na sua frente. Pois bem, errado. Parto da premissa que a base de um namoro ou relacionamento sério (além de carinho, afinidade e química) é a fidelidade. Digo isso, pois se você possui uma relação séria e tem vontade de se deitar com outros homens (ou mulheres), melhor que ao invés de namorar, tenha uma amizade colorida e um(a) pseudo(a) companheiro(a). (antes que alguém venha falar que estou querendo fazer moral, mantenho essa posição há muito tempo como vocês podem ver por esse post de 2008).
Agora um dado que vai fazer muita mulher por ai coçar a cabeça a noite, mais da metade dos homens trai. E não me venha com a desculpa para se enganar que o meu círculo social é podre, que as pessoas que conheço são baixas ou qualquer outro motivo que te reconforte. É triste, mas homem trai pra cacete. E não são apenas aqueles metido a garanhões, mas os bonzinhos também (que são piores, pois ninguém dá nada).
Dia desses estava conversando com alguns conhecidos do mercado publicitário em uma mesa de bar e fiquei surpreso ao saber que um dos caras mais família que conheço, completamente caseiro e com fama de bonachão conhece todos os puteiros e casas de massagem de São Paulo. A maior parte deles complementava dando dica dos melhores custo-benefício, garotas mais quentes e eu ali, o Cafa, parecendo um mirim e completamente deslocado do assunto recebendo olhares de “Ham, você não é tão cafa assim, bonitão”.
Ai depois, conversando em particular com o cara, fui sondar o motivo das traições. Transcreverei o diálogo (obviamente que ele não foi assim tão cartesiano e como aquelas entrevistas pa-pum do show da Xuxa com artista, mas fica mais fácil para vocês visualizarem):
Cafa > Você namora há quanto tempo?
Bonachão > Uns 10 anos
Cafa > Trai desde quando?
Bonachão > Desde o começo
Cafa > Mas você curte a mina?
Bonachão > Cara, sou apaixonado por ela. Não é pelo fato de eu trair que gosto menos.
Cafa > Então por que trai?
Bonachão > Isso é do homem. A gente tem essa coisa de caça, de estar sempre conquistando, é instintivo, saca? Aquela coisa primitiva de querer disseminar a prole na maior quantidade possível de fêmeas.
Cafa > Hahahahaha. Se eu postar isso no blog você será massacrado. Acho um pensamento, como você disse, primata.
Bonachão > Pode postar, mas omita algumas informações. Cara, joga todo mundo em uma ilha deserta, sem tecnologia, nem nada. Todo mundo volta a ser primata e agir instintivamente.
Cafa > Mas isso é um exemplo completamente absurdo. Enfim, e se sua mulher te traísse?
Bonachão > Terminaria com ela na hora.
Cafa > Hum. Supostamente por que não é do instinto das mulheres procriarem?
Bonachão > Até é, mas homem não se envolve emocionalmente. Quer dizer, até rola com alguns mais fracos, mas não com a maioria. Com as mulheres é o contrário. Um caboclo sabe que determinado tipo de mulher é só para sentar o cacete e outra é para ser a principal. Já mulher se apaixona pelo amante e se perde na traição, fica sem o marido e sem o amante, que homem vai querer mulher que trai?
Cafa > E mulher vai querer homem que trai?
Bonachão > Elas não sabem. Hehehe. Sou acima de qualquer suspeita, não?
Cafa > Você é um belo filho da puta..hahahaha
Bonachão > Não sou filho, mas se você quiser apresentar a mãe dele pra mim…
Não gostaria de deixar as namoradas com essa dúvida na cabeça (ainda mais com o dia dos namorados tão próximo), mas nem sempre os posts aqui são para vocês criticarem atitudes alheias ou pensar “ufa, isso nunca vai acontecer comigo”. Vamos ver como serão os depoimentos nessa série.
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Pra quem não viu, sai em uma entrevista de 3 páginas na Revista Criativa dessa semana. Corre lá nas bancas!
Depois de tantos pedidos das leitoras querendo ver uma história “normal”, resolvi publicar uma bem comum sobre relacionamento do trabalho. Vamos lá:
“O nome dele é Patricio, trabalhamos na mesma empresa e nos conhecemos ao entrarmos juntos num projeto assim que ele foi contratado pouco depois.
A gente teve muita afinidade e aos poucos fomos ficando amigos, o grupo era grande mas praticamente nós 2 só que trabalhávamos, o que fez com que tivéssemos mais contato. Mas até aí blz. Ele namorava, eu estava com um rolo.
Era normal ficarmos até tarde conversando no msn. Ele me dava um super apoio pq eu estava ferrada trabalhando sozinha numa área que deveria ter 3 pessoas. Se preocupava qdo eu estava mal, estressada, mandava sms, etc.
Cafa > Normal. Geralmente no trabalho, por ficarmos as vezes mais tempo que na nossa própria casa, criamos laços afetivos com as pessoas que não necessariamente são de “sexo”. Onde trabalho, por exemplo, há uma funcionária que é como se fosse uma irmã pra mim. Gosto dela, mas nunca teria algo. Não pelo cargo, mas porque não temos nada a ver um com o outro.
Passado algum tempo ele terminou e eu comecei a namorar, 6 meses depois levei um pé (nao vale nem a pena explicar, o cara era um babaca), mas como qq menina que leva uma bota fiquei mal… isso coincidiu com ele ter se decepcionado com um amigo que ficou com uma menina com quem ele estava ficando.
Os 2 carentes, começamos uma sessão de desabafos contínuos no trabalho, net de madrugada, sms, etc… o cara dava tanta atenção q se caia a net dele ele me mandava sms p/ explicar q estava tentando reconectar.
Cafa > Carência com laço afetivo forte são complicados. Você coloca uma situação em que os dois estão sozinho, dá um estimulante e pronto. A chance de se pegarem triplica.
Passamos um a ajudar e dar suporte ao outro no trabalho, conversávamos mais quando um dos 2 estava mal, a voz dos 2 mudava no tel quando falávamos, enfim… me dei conta de que estava gostando dele como mais do que um amigo.
Cafa > Mulher é mais suscetível ao homem quando está carente. Homem é mais difícil de envolver emocionalmente. Mulher que sofreu uma forte decepção, quando encontra alguém bonzinho e que se preocupa com ela, já fica com borboletas no estômago.
Dali um mês teríamos uma reunião da empresa no interior e achei que pudesse ser um ambiente de aproximação se ele tivesse interesse, mas ansiosa que sou, não aguentaria esperar um mês. Tomei coragem e pedi para conversar. Fui na casa dele pq ele não tem carro e abri o jogo.
Cafa > Ai…….Ai. Você deu uma de mulher desesperada. Isso assusta 85% dos homens. Você não tem que abrir jogo nenhum. Que coisa de filme romântico série B. Por que você não aguentaria? Iria fazer o que? Se matar? Sair do emprego? Faz favor. Seja mais madura e tente segurar as emoções. Você dá a pista e indireta, cabe ao cara te convidar pra sair e fazer a coisa evoluir. Nessa inversão de valores imagina se você conta e ele começa a chorar de emoção? Um maricas, não?
Para minha surpresa ele disse q ficou feliz em saber e disse q sentia o mesmo…
Cafa > Por que surpresa? Você esperava qual reação? Que ele te enxotasse? Batesse a porta na sua casa? Ele pode até sentir alguma coisa por você, mas pela pressão que fez, ele jamais diria “veja bem, eu não gosto tanto assim de você”. Você criou uma situação que o impediu de dizer a verdade.
não ficamos mas depois desse dia ele passou a procurar muito mais. Era sms (ele manda de graça, por isso tantos) p/ td, “como foi o dia”, “como foi o fds”, conversas por horas…
Chegada a viagem, depois de um luau, estava conversando com uma amiga na varanda qdo ele ligou no quarto (nao pegava cel la) chamando a gente p/ o quarto dele pq tinha uma galera lá batendo papo. A galera foi indo embora, ele se aproximando, o companheiro de quarto dele foi dormir, fomos para a varanda da parte de trás, escondida, conversar. Ele disse q além de não podermos ter nada por ele da mesma empresa (é política da cia), que não queria se envolver com ninguém, pq tinha se machucado muito, etc… mas o interesse era mutuo e obviamente ficamos.
Cafa > Ele foi mané e froxo. Fica sozinho contigo, caga política de RH a toa, vem com um papo de estar machucado como se fosse o galã da Malhação e depois te beija?! Ou vai ou racha. Se o cara é homem mesmo, ou te daria um bom amasso no local sem ficar de pudores ou então evitaria qualquer situação a sós com você.
No fds ele foi p/ uma festa e voltando no domingo ficamos pelo menos 3 horas conversando sobre td na calçada, obviamente q ficamos tb, mas só fui embora pq tínhamos q trabalhar no dia seguinte… pq nenhum dos 2 parava de falar. Chegando em casa inclusive teve mais conversa de sms… durante a semana outra viagem agora minha com um grupo menor e o cara mantinha contato direto, durante o dia, falava q entraria em contato mais tarde, msg de bom dia… enfim, ele dizia q não queria se envolver, mas entendi que o comportamento dele não batia muito com o que ele falava. Preferi acreditar no comportamento.
Cafa > Ele estava querendo colocar um freio em você, para que tirasse um pouco o pé do acelerador e não se enfiasse de cabeça nessa “relação”. Ele poderia estar te curtindo, mas queria te conhecer a fundo para saber se iria pra frente esse relacionamento ou se era só um pega a parte.
Passado um tempo continuando assim, saímos uma vez com gente do trabalho que não poderia saber, mantivemos distancia e na balada ele começou a me elogiar por sms, indo embora ele falou q queria me beijar, fiz charme, nos encontramos, ficamos e transamos.
Cafa > É a fórmula > Bêbado na balada + peguete dando mole + gosto-de-você-dá-um-beijo = sexo. To vendo que a política de RH ficou na casa dele junto com a hipocrisia.
Ele deu uma esfriada mas continuava atencioso. É engraçado como a todo momento sempre fomos sinceros um com o outro, eu estava morrendo de medo de me envolver e quebrar a cara, ele tb e falávamos de td, se estava indo muito rápido, etc.
Cafa > Blablabla whiskas sache. Que sinceridade o que. Você sabe o que ele realmente pensa? Ele vem com um papinho menino-mijão de RH, te leva pra cama semanas depois e na sequência os dois viram confidentes do amor? Para com isso.
Algum tempo depois sai de férias por 10 dias, o cara pediu p/ eu trazer um relógio p/ ele (ele pagou calma), perfume p/ ele e p/ mae (voltei um fds antes do dia das maes) e mantivemos contato antes e durante a viagem.
Quando voltei ele tava estranho, disse q ainda gostava da ex, que os 2 estavam se reaproximando e que nao queria continuar ficando comigo p/ não me magoar caso os 2 voltassem, correndo o risco de perder minha amizade.
Cafa > Olha, pode ser uma grande mentira esse lance da ex, mas uma coisa é certa, ele se cansou de ficar contigo. Se fosse realmente uma coisa bacana, pode ter certeza que ele investiria mais em você.
Pediu para que ficássemos apenas amigos… a princípio eu topei pq mais do que “amante” eu gostava da cia dele em si. Mas eu não aguentava ver ele td dia no trabalho e tratá-lo apenas como amigo, sem conversas diferentes disso mesmo q escondido, eu sentia falta dele p/ caramba. Vendo que não conseguiria falei isso p/ ele e avisei q precisaria me afastar.
Cafa > Você adora dar uma de arauto do amor né? Essas coisas não se anunciam, você faz. Não quer mais falar com o cara, seja fria, passe a ignorá-lo quando ele manda msg. Diga que estava ocupada e vai cortando relação aos poucos. Anunciar é uma tentativa desesperada de fazer com que o cara fale em um rompante que não suporta ficar longe de você, o que raramente acontece nesses casos.
E ele se afastou mesmo, me chamou pelo meu nome ao invés do apelido, pela primeira vez, mudou o tom, parou de procurar. Sei q isso é papo de mulher maluca, mas eu nao queria ficar tendo horas de desabafos com ele como antes, mas não queria dizer q queria uma geladeira. Estávamos no trabalho e escrevi para ele falando isso.
Cafa > Mulher, mas o que você quer da vida? Tá num desespero que pelo amor… Primeiro fala para o cara que quer se afastar e agora fica de manhazinha, pois ele não é mais fofo? Você está sendo incoerente e mostrando completo desespero para ele.
Ele disse q só estava respeitando meu espaço, que queria evitar contato para não confundia as coisas e que, sinceramente, tinha ficado muito chateado que após eu dizer q não conseguiria ser amiga dele, que o cumprimentei no communicator e antes que pudesse responder eu já falei que era assunto do trabalho…
Cafa > Desespero detected
Ai eu fiquei confusa… se o cara não quer nada, pq ficaria chateado com uma coisas dessas??? Sempre entendi q o medo de confundir as coisas era p/ mim, mas o acontecimento me fez pensar se nao era ele quem tinha medo.
Cafa > Ele ficou chateado, pois pelo visto gostaria de manter uma relação normal com você e o que recebeu em troca foi uma grosseria de “somente assunto profissional”.
Passado algum tempo afastados resolvi perguntar um dia… se o medo era de eu ou ele confundir algo. Respondeu que era de eu misturar… Perguntei então se em algum momento ele chegou a gostar de mim como mais do q uma amiga; a resposta foi um simples “Não”. Putz cafa, meu mundo desabou… depois de dizer tanto q sentia um carinho enorme por mim, de tanta atenção, colo e consideração evoluídos de uma amizade o cara falar, com essas palavras, q só sentiu um carinho especial e nada mais, quebrou minhas pernas. Acho que nunca chorei tanto.
Cafa > Ai. Você esperava o que? Ele dizer que só te chamou pra transar aquele dia, pois estava apto a viver um grande amor? Carinho não é paixão. Consideração não é namoro. Você pode ter afinidade por alguém, mas isso não pressupõe que você esteja apaixonado.
Agora estamos sem nos falar… o projeto não acabou e tento trata-lo com indiferença já q mesmo qdo falamos de trabalho ele raramente responde e qdo o faz fala o essencial… mas eu não sei como tratá-lo.
Falei agora com uma amiga em comum do trabalho q nem sabia q estávamos ficando (acabei falando p/ ela) e ela comentou q ele falava bem de mim qdo eu nao estava junto… então pq essa reação dele???
Cafa > Eu falo bem de várias pessoas, mas não amo todas elas.
Eu queria entender se ele realmente não está nem aí ou se afastou por medo… se de se machucar ou perder o emprego e mais ainda como tratá-lo pq eu realmente não sei!
Dia 10 de junho eh niver dele (um perfume q trouxe de ferias ja ficou de presente ate) e to meio perdida se ignoro, ajo normal…”
Cafa > Ele realmente não está nem ai. Não há motivo algum para tal jogo. Se ele realmente estivesse preocupado com a política da empresa, não teria dado início a esse “relacionamento”. Sobre o aniversário, acho melhor você dar os parabéns pra ele e SÓ! O perfume vai ser entendido como, “veja como eu me preocupo em querer te agradar”. Isso você já mostrou, agora é seguir sua vida normalmente como se ele fosse mais um funcionário.
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