Com vocês o 4 candidato:
“Olá, leitoras do Cafa.
Bom, como vocês devem saber (visto que possivelmente não serei o primeiro candidato nessa nova fase e provavelmente isso já vai ter sido explicado), o Cafa pediu para que eu me apresentasse nesse post.
Farei isso. Mas antes aproveito o espaço para agradecer os vários comentários que fizeram em meus posts. Eu realmente não esperava ler tantas coisas boas tanto no que escrevi para o Sexta das Leitoras (http://www.manualdocafajeste.com/2011/11/06/sexta-das-leitoras-teste-4-meu-namorado-e-bobo/), como no meu texto inicial (http://www.manualdocafajeste.com/2011/10/30/quarto-candidato-amantes/). Este foi o que me fez ficar mais feliz pela boa repercussão, na real. Mesmo com muitas dizendo que o texto não condiz com tudo que já foi escrito no Manual, o que é fato.
Mas minha intenção é somar de uma maneira diferente.
Se vocês permitirem, levarei até vocês algumas de minhas histórias – como a que foi contada – de onde, quem sabe, vocês poderão tirar alguma lição. Leitoras mais conservadoras: fiquem tranquilas! Anotei também as críticas sobre o post e farei o possível pra amenizar as diferenças gritantes, por exemplo, não escrever somente em terceira pessoa, dar mais dicas no final dos posts, etc.
E AHH! Importantíssimo! Muitas de vocês questionaram uma coisa e talvez eu só tenha essa oportunidade de esclarecer! Cafa, me permite essa?
Sou completamente contra a traição. Como eu disse no Sexta, nunca é uma solução, mas sim um problema. A minha primeira história (que, aliás, foi escrita em 2008) foi baseada em uma situação SEMELHANTE que vivi. Mas eu não namorava e tampouco tinha um carro para atravessar a cidade. O final do texto foi, sem vergonha nenhuma de dizer, pura invenção para dar mais impacto na história. Não tenho pretensões de “escritor”, mas apimentar uma história não deve ser tão feio assim… Deve? O.o
Ok, sobre mim.
Quase na metade da terceira década de vida (entendam 24 anos), publicitário como o Cafa (mas não, não o conheço) com um Q de psicólogo (pelo menos em minha mente), redator, piadista, solteiro, simpático, bonito e modesto.
E piadista. Frustrado.
Romântico e poético, como meu texto sugeriu? Só com quem merece e quando a inspiração chega chegando. Mas vocês merecem, suaslinda.
O que importa é: demorei pra entender as mulheres. Sempre fazia errado, sempre me fodia nos relacionamentos (e em suas tentativas). Certo dia eu entendi e me tornei, o que por aqui se diz, um verdadeiro cafa. E aí sim passei a ganhar e distribuir os momentos mais incríveis com as garotas que os meus anos de banana me impediram de ter. (Não sei se isso já foi dito aqui, mas se “cafa” tem antônimo, a palavra é “banana”).
Como isso aconteceu? Claro, depois de uma grande decepção amorosa.
Acredito que as decepções que vivemos fazem parte determinante na construção de nossas personalidades. Mais do que isso: o modo como encaramos essas decepções. É inegável que preferíamos nunca tê-las, massss… elas nos moldam mais fortes e isso é imprescindível.
Eu sei, vocês são sagazes e sabem disso. Mas estamos aí na tentativa de que vocês não passem por isso e tirem somente a parte boa. E percebendo isso, vocês farão que nós, pobres homens, também nos decepcionemos menos. E assim por diante.
Na teoria funciona.
Como o texto tá ficando grande e a intenção, por hora, é apenas me apresentar, acho que está feito.
Sou aspirante a cafa, quero mostrar mais de mim e também conhecer vocês. Muito prazer”.
Sim, eu sei que havia comentado que escolheria agora os novos candidatos ao posto de cafa no blog. Porém, fiquei indeciso entre 3 e como não estava seguro sobre a consistência da escrita, resolvi pedir para que os 3 classificados escrevessem um último post para que eu me decida se matenho os 3, 2 ou 1.
Não quero que isso vire uma temporada de Lost que nunca acaba e o final seja uma grande bosta. Por isso, prometo que após essa avaliação escolho o(s) candidato(s) e se até a decisão estiver com o meu novo blog pronto, já divulgo junto.
Os classificados foram os candidatos 3,4 e 5. Com vocês o terceiro:
“Sou um cidadão candango com muito orgulho, formado em Direito, Analista jurídico, 24 anos e atualmente solteiro.
Sobre minha experiência em relacionamentos, tive alguns momentos bens distintos em minha vida. Tive um namoro na adolescência que durou 4 anos, dos 15 aos 19 e, posteriormente, outro namoro de cerca de 10 meses que terminei há quase dois anos.
Como sempre estive envolto em namoros e períodos de solteiro, acabei mesclando muito a experiência de um relacionamento com a putaria da vida de solteirice. Se sou um cafajeste? Porra, essa é uma expressão muito própria aqui do blog, que é difícil se intitular. Se ser um Cafa é tratar bem uma mulher; usar um papo bacana para poder conquistar e levar para cama, mesmo sabendo que aquilo é só divertimento, é só sexo; ligar de vez em quando para dar atenção e não perder o esquema quando precisar e ser discreto, entre outras coisas mais, posso dizer que sou realmente um cafa.
Depois da apresentação pessoal e de características, vou contar mais uma história que rolou comigo:
Há umas 3 semanas eu estava de bobeira em casa, sábado a tarde, e resolvi chamar um amigo para pegar balada lá em Goiânia. Tinha um tempo que não curtia com ele, que é meu grande irmão, e tava a fim de tomar umas boas biritas e sair caçando mulher.
Chegando lá, festa boa, bebida show e, o mais importante, mulheres goianas para todos os gostos. Coincidentemente no mesmo local encontrei um conhecido do trabalho, que estava com a namorada e um casal de amigos. Apresentou-me o pessoal e tal e acabei percebendo que a namorada dele, em pouco tempo que ficamos dançando e bebendo com eles, saiu umas 3 vezes para ir ao banheiro e 4 amigos dela que estavam lá chegaram abraçando apertado e por trás e cumprimentando-a.
Estaria mentindo se falasse que a vi sacaneando com o cara, mas que eu ficaria puto se minha namorada saísse na balada toda hora para ir ao banheiro e principalmente machos chegando e abraçando ela, isso eu ficaria. É aquela história que falo para colegas; nada impede que a mulher tenha amigos, mas a discrição é fundamental, pô. Ser abraçada por trás na balada por homens, colocar fotos no facebook com duzentos machos, entre outras coisas, querendo ou não, acabam queimando o filme da mulher com o cara. Fazer isso na frente do namorado, então, é doidera demais.
Nesta mesma balada, vi uma loira linda pegando um drink no bar. Como era ela espetacular, não agüentei e fui lá tentar falar com ela. Putz, a menina era super gente boa, muito bonita, inteligente e tinha um papo bacana. Acabamos nos pegando por boa parte da festa. Levei para um canto e dei uns bons amassos. Depois de muito dançar, beijar e beber, acho que a vodka fez efeito e a menina começou um papo putaria, morder minha orelha e falar umas sacanagens no meu ouvido. Papo vai, ação vem, e chamei para irmos ao motel. Ela disse que não rolava, pois estava com umas amigas, mas que lá no lugar tinha um ambiente bem escuro atrás do bar, que dava para gente se virar. Fomos para lá e rolou uma rapidinha bem azeitada. Ficamos nos pegando um tempinho ainda e depois despedimos, trocando telefone e facebook.
Esse tipo de acontecimento me leva a pensar como hoje em dia muitas mulheres não sabem aproveitar essa igualdade entre os sexos e a liberdade sexual que é tão propagada. Caramba, mulheres, transar com o cara de primeira e, o pior, na balada, é a coisa mais piriguete que existe. Em um nível de 0 a 10 de piriguetisse, essa atitude é entre 9 e 9,5.
O papel do homem, quando tá com tesão, sempre vai ser o de insistir até o limite do aceitável para conseguir sexo. Agora a mulher ceder é outra história. O cara que realmente é vivido e sabe como são as coisas, sempre vai ficar com o pé atrás quando a mulher:
- Dar de primeira;
- Rolar sexo na balada;
- Ter milhões de amigos e ser arrochada atrás por todos eles em qualquer situação.
Em uma noite vi mulheres diferentes pisarem no tomate nessas 3 situações.
Hoje em dia muitas mulheres têm que rever suas atitudes se querem realmente ser valorizadas”.
E com vocês a última história comentada da Sexta das leitoras comentada pelo quinto candidato:
“Essa é a 2ª fase de testes e eu devo estar tendo o mesmo frio na barriga que Roger Moore teve ao fazer teste para interpretar James Bond, substituindo o grande Sean Connery, na série 007. Vamos lá.
“Bom, tenho 20 anos – farei 21 daqui menos de 2 dias – e não sei se é pela proximidade da data, se é pela vida em geral, mas estou naquele momento de colocar a vida em perspectiva, e estou bem confusa.
> Provavelmente não é só pela proximidade da data, vocês mulheres costumam estar sempre confusas com algo.
Namoro há 2 anos e 10 meses, com esse cara incrível. Somos o primeiro tudo um do outro – primeiro namoro, primeira transa. Ele sempre me tratou muito melhor do que eu poderia merecer, me ama de um jeito que eu não acreditava ser possível – sem breguice, afinal, não custa reconhecer que ele me faz sentir a melhor pessoa do mundo – e eu sempre tento fazer com que valha a pena, fazê-lo sentir 1/10 tão bem quanto ele me faz.
> ?
Ah, mas aí você se pergunta – que diabos essa louca tá fazendo por aqui então? Bem, por dois motivos.
Claro que algumas coisas me incomodam nele, da mesma maneira que a recíproca é verdadeira, até aí tudo bem. O problema é o padrão de atitudes infantis, ou melhor, a maneira um pouco infantil com que ele lida com determinados assuntos.
> Você não está sozinha ao se queixar disso. Todas as mulheres do mundo entoam esse mantra. A infantilidade dos homens é a reclamação de nascença de vocês.
Por exemplo, sexo. Na maior parte das vezes ele fala de sexo como se fosse um adolescente de 13 anos – mas ele tem 23. Se ele quer dizer que comprou alguma coisa no sex shop, ele fica falando com risadinhas sobre ‘coisas de sacanagem’. Se por um lado eu entendo que ele não tem muita experiência, por outro eu gostaria muito de não parecer personagem de algum filme da Disney.
> O perfil do seu namorado não é diferente da maioria dos jovens de hoje em dia, mas se as atitudes juvenis dele estão te incomodando tanto, a ponto de você questionar as perspectivas que ele tem a te oferecer, talvez esteja mesmo ultrapassando os limites.
No entanto, seja um pouco mais otimista, pior seria se ele nem ao menos experimentasse essas “coisas de sacanagem” com você.
Na verdade, tenho certeza de que se ele não tivesse a iniciativa de comprar essas coisas no sex shop, você estaria escrevendo essa mesma história, mas reclamando que o sexo não tem novidades. Leve em consideração o esforço do rapaz. Ninguém nasce sendo José Mayer.
Óbvio que nao é por isso que nego fogo, e por nos vermos tão pouco, sempre que dá, tem. haha.
> Dois anos e dez meses de namoro e vocês parecem ter uma vida sexual bem saudável e ativa. Isso é ótimo, sinal que vocês tem muito tesão um pelo outro.
Bem, eu só consigo vê-lo de final de semana, pois durante a semana estudo e trabalho em Sampa. Se tudo der certo, me formo no fim do ano, então estou tendo que correr com o TCC, fora o trabalho 10h por dia, meu cérebro frita às vezes.
Mas a confusão que me motivou a te escrever é: eu gostaria de sentir essa segurança de estar com um homem que sabe o que faz. De alguém que me pegue e me chame de lagartixa, e eu não tenha que ficar pensando sobre. Em vez de guiar, se guiada. Por*a, não tenho vocação pra papa-anjo ou professora.
E aí que de uns tempos pra cá comecei a comparar meu namorado com… meu chefe.
> A distância (física e mental) entre vocês, somada à sua necessidade de um hombre que manuseie e devore seu corpo nu com a mesma fome e impetuosidade de um gordinho abocanhando uma coxinha depois de uma aula de educação física, acaba por gerar uma carência. Diante dessa carência, sua válvula de escape foi criar uma paixonite….. pelo seu chefe.
Profissionalmente falando, sinto uma admiração enorme pelo boss. Ele é gestor do departamento – que tem 4 pessoas com ele incluso. Gosta muito do que faz, que manja muito, compentente, ético, excelente para se trabalhar – e eu nunca tinha percebido tão veementemente o quanto inteligência pode ser atraente, até esses tempos.
> Profissionalmente falando, seu namorado precisa te dar pica e tapa na cara, ao mesmo tempo. Sem fazer absolutamente nada, teu chefe acabou entrando no lugar de uma figura ausente: a do macho domador.
Seus problemas pessoais, a distância do namorado, o trabalho, o TCC, o futuro, a novela, estão te deixando confusa e pra baixo, de modo que você está idealizando que no vizinho existe a grama verde que você precisa pra curar suas angústias.
Comparo a sua paixonite à de uma aluna por um professor, de uma paciente por um terapeuta, de uma fã por um artista, de uma motorista pelo mecânico….. enfim, você está admirada por alguém que está em uma posição de destaque, em um pedestal, e, em decorrência do cargo que ele ocupa, acaba expressando autoconfiança, liderança e inteligência. Essa posição de destaque está te fazendo crer que seu chefe é um garanhão reprodutor diante do seu pônei castrado. Na sua comparação, você considera o boss mais homem que seu namorado!
Esse anseio por alguém aparentemente mais viril, firme, com o mojo maior, que exale confiança, como alguém mais velho, de cargo superior, e que além de tudo, seja um PROFISSIONAL DO S-E-X-O, por já ter um leque de conhecimento prévio, é típico entre as mulheres. Dizem que esse desejo vem da figura paterna….
Para explicar: não sinto nada ‘emocional’ pelo boss. É isso que eu não entendo, e que me deixa confusa. Enquanto meu namorado me faz arrepiar de pensar nele, tremer de desejo, vontade de cuidar, de agarrar, eu me sinto atraída por esse ‘papel’ que atribuí ao meu chefe, por que a gente se dá muito bem, se zoa o tempo todo, se ajuda no trabalho, temos uma ótima sinergia no trabalho. Não somos amigos nem nada, mas se pudesse, seria amiga dele.
> Só amiga? Sei… Pode até ser que você, ainda, não sinta nada “emocional” por ele, mas o sentimento “animal” é latente.
Nem estou entendo direito essa história, então vamos por partes
a) nunca ousaria trair meu namorado, a mera idéia de fazer isso me quebra em mil pedaços – agora estou sendo brega – e não
b) não sei o que é isso que me confunde tanto com o meu chefe. E não seria qualquer homem, é essa sincronia que me faz projetar.
c) não sei qual é o meu problema”
> Jovem amazona, você quer um homem que saiba dosar a quantidade de fatores “engraçado/meigo” e “domador/animal”, tendendo mais para o segundo. Você quer um namorado que não dê apenas flores, mas também te bote de quatro, te dê rédeas e a satisfaça sem precisar de você dizendo nada. Aparentemente seu namorado não está sabendo a hora de proporcionar cada um.
Ao meu ver, você tem duas opções:
1ª. Torná-lo macho
Pela maneira cuti-cuti com que você descreveu seu namoro, acredito que esse seja o caminho mais sensato.
Deixando de lado a probabilidade, imensa, diga-se de passagem, de você estar exagerando, vamos supor que seu homem seja, de fato, um molecão bobo criado em apartamento à base de todinho, biss e cremogema, cujas únicas brigas que teve na vida foram com sua irmã, pelo controle remoto da TV. É chegada a hora de crescer.
O amadurecimento que você deseja geralmente vem com o tempo, após diversos relacionamentos e alguns pés na bunda. Como você é a primeira namorada dele e demonstra não querer acabar o relacionamento, sugiro que busque outras formas de fazê-lo entender o que você quer. Há várias maneiras de acrescentar as atitudes alfas que você disse ao comportamento padrão dele.
Embora tenhamos evoluído bastante desde a época em que habitávamos cavernas, nosso inconsciente ainda guarda aspectos daqueles tempos em que era o homem que caçava e protegia a morada. É esse tipo de atitude varonil que está te fazendo falta.
Talvez a sua personalidade forte esteja anulando o comportamento másculo de seu namorado, então você deverá ressuscitá-lo.
Todas as vezes que ele se comportar feito criança, olhe fixamente para ele, sem dar nenhum sorriso e com a testa levemente franzida. Em seguida, olhe para baixo. Não diga absolutamente nada.
Por outro lado, quando ele esboçar qualquer atitude mais máscula, por menor que seja, incentive-o dizendo: “Assim que eu gosto, meu homem!”, passando a mão no braço dele, enquanto sorri lascivamente.
Não é ensinar! É apenas dar norte. Aliás, você tem 21 anos e só deu pra um cara – até aonde eu sei. O que te faz pensar que você é alguma professora ou papa-anjo?!
Pois é, então repita também esses passos com seu boy:
Nos momentos em que estiverem vendo um filme ou uma série, demonstre, discretamente, a sua preferência pelos protagonista mais firmes e ativos. Boceje e diga “viadinho” quando um protagonista romântico demais surgir.
Deixe por conta dele a escolha do lugar para onde vocês irão sair.
Compre o livro “Elas gostam de apanhar”, do mestre Nelson Rodrigues (descanse em paz) e dê pra ele no dia das crianças, que está chegando. Caso esteja desesperada, compre logo a coleção de DVDs da série “A vida como ela é” (alguns episódios estão no youtube). Assista e discuta cada crônica com ele. Deixe claro o quanto você admira e concorda com o velho Nelson.
Durante o fuck, berre o que você mais quer: “Bate em mim e me come todinha. Que nem homem, porra!”
O comportamento dos homens na cama costuma refletir no da vida pessoal, e vice-versa.
Talvez no começo ele se assuste um pouco, mas com o tempo essas informações vão entrar na cabeça dele e, então, ele vai se dar conta de que você gosta mesmo é de ser dominada.
Se nada disso der certo, abra a porta número dois abaixo.
2ª. Acabar o namoro.
Se for tão importante para você estar em um relacionamento no qual o macho te doma, te esculacha, seja na cama, na sala, no quarto, no beco ou no carro, seus sentimentos em relação ao seu namorado, inevitavelmente, vão diminuir com o passar do tempo. Seu respeito por ele será cada vez menor e, quando chegar nesse ponto, irá trocá-lo por qualquer outro que, ao seu ver, seja um melhor representante do sexo masculino. Quem sabe esse será seu chefe. Só não se iluda. Conheço vários chefes que já comeram suas estagiárias. Em 95% dos casos eles se mandam assim que metem a vara. Nos outros 5% eles enrolam a menina durante meses…
Antes de fazer isso com seu namorado e consigo mesma, seja mulher e acabe logo esse relacionamento, mas não o deixe esfriar a ponto de ele notar qual é o motivo do seu descaso. Caso contrário, você corre o risco de vê-lo finalmente se transformando no homem viril que tanto almeja e, logo em seguida, ir embora. Você irá querer voltar atrás, mas aí será tarde demais. Vários cafas nascem assim.
A propósito, feliz aniversário antecipado”.
Semana que vem informarei minha decisão, bom feriado a todas!
E com vocês o último candidato a me substituir no blog:
“Certo tempo atrás, um grande colega meu, de nome Henrique, começou a ficar com uma bela garotinha chamada Débora. Ela era linda, meiga, bem feminina e um pouco tímida…lembrava até a Sandy. Na 2ª vez que ficaram rolou o fuck.
Após um tempo juntos e borbulhas de amor pra todo o aquário, Henrique toma ciência de que a sua nova paixão tinha, digamos, uns “amigos” em comum com ele. Após uma curta investigação, ele descobriu até onde a amizade tinha ido.
O jovem Henrique ficou arrasado! Sua “Sandy” havia vindo na versão Devassa! E pior…já tinha aberto a porta pra dois amigos e outros três conhecidos – até onde investigou – curarem a coceira em seu colchão.
A reação do Henrique acabou sendo aquela de 95% da população testiculada: vazou!
Enquanto isso, Debinha não entendia mais nada. “Aquele cachorro se fez de bonzinho e agora que me comeu se mandou! O QUE EU FIZ DE ERRADO DESSA VEZ?!”, desabafava comigo no MSN.
Decorridos 5 meses, ela se envolveu de maneira totalmente igual com outro dois amigos meus – que, por sua vez, também eram amigos de Henrique (Garotas, evitem isso). O desfecho foi exatamente o mesmo. Ao saberem sobre o passado dela, Efeito Buffet: “comer e sair fora”.
Depois de ser tão chutada, pois havia se envolvido emocionalmente com todos os três mosqueteiros (estava realmente disposta a namorar com todos – o que mostra carência e desespero), Débora ficou com o coração dilacerado, questionando-se a todo instante o porquê do espanto dos homens para com ela. Havia apenas uma certeza: “só me fodo em relacionamentos”. E quanto maior o desespero para se conquistar QUALQUER COISA, maior será a probabilidade de se repetir os erros. Mulher desesperada é um ser extremamente vulnerável!
Agora vamos destrinchar alguns aspectos.
Digamos que você, garotinha frenética-liberal-pós-revolução-sexual-super-prafrentex-vanguardista, passa por um momento de solteirice, um momento de degustação piquiana, um momento fogo no rabo, e resolve dar, sem muitos critérios, para uma dúzia de homens de modo a saciar a lascívia.
É normal! Mulheres gostam de trepar tanto quanto homens – algumas gostam até mais, mas fique atenta, jovem amazona! Depois de um tempo, o carnaval passará, suas amigas irão namorar, seu dinheiro irá a faltar, e após ver um filme da Jennifer Aniston você chegará à conclusão: “é chegada a hora de se enamorar”.
Na ânsia de se relacionar, você irá procurar por um “paquerinha”. Encontrará. Idealizará que ele seja aquilo que procura para preencher o vazio de seu corpo e mente. Irá se apaixonar e em brevíssimo espaço de tempo dará pra ele.
Pro seu azar, alguns colegas do seu mancebo irão alertá-lo sobre seu passado de diversidade e estripulias sexuais – amigo é pra essas coisas – ou então ele mesmo vai remexer os arquivos, e então acontecerá o mesmo que aconteceu com a Debinha…
É por isso que as atitudes, mesmo em época de solteirice, devem ser medidas. Não saiam dando a ponto de terem uma reputação que prejudique seus relacionamentos futuros.
Gostaria de ressaltar que eu NÃO CONCORDO com o pensamento hipócrita – tanto de homens quanto das próprias mulheres – de que garotas que trepam muito, e com homens diferentes, são vadias. NO ENTANTO, vocês mulheres devem estar atentas ao fato de que vivemos em uma sociedade ainda muito conservadora em alguns aspectos…. e pior, fofoqueira. Lembrem-se: Os homens ainda não aprenderam a lidar com o passado das suas mulheres.
“Moça, sei que já não és pura, seu passado é tão forte, pode até machucar.” Wando
As mulheres devem ter em mente que um dia elas, provavelmente, irão querer namorar, mas o passado não será simplesmente apagado. Não, não estou dizendo que vocês não devem mais transar, apenas acho que um relacionamento depende de muita coisa para dar certo, e ser dispensada por fatos pretéritos é uma merda que irá te fazer muito mal. Poupem-se de problemas futuros.
Sugestão no. 1: evitem dar para homens do mesmo grupo ou ciclo social, de modo a não receber a alcunha de “rodada”. Já é uma merda, inevitável, imaginar a mulher fazendo de tudo com outros homens, pior ainda é quando os personagens são amigos ou conhecidos.
Sugestão no. 2: ao menos tente conhecer/pergunte para suas amigas algo sobre o filhodaputa pra quem vc vai dar….ele pode ser um babaca que vai contar para os amigos da academia como foi fácil te levar para a cama, e, portanto, irá atrapalhar sua vida no futuro – principalmente se você mora em uma cidade pequena.
Eu sei que tesão é foda, mas a vida é assim mesmo. Nós, homens, temos que nos preocupar com o nosso time, o fortalecimento do músculo pubeo-coccígeo e a próstata, já vocês, mulheres, tem que se preocupar em não dar para um babaca. Cada um com seus pobrema.
Não é pq vc está praieira, guerreira e solteira que deve sair dando sua piriquita desvairadamente. Um dia você irá querer namorar, sim! Mulheres precisam de romances e sonhos.
É de conhecimento popular que passado de mulher é que nem cozinha de restaurante (melhor não conhecer, senão você não come), no entanto, diferentemente das mulheres (ponto pra vcs!), a maioria dos homens se preocupa, e muito, com os antecedentes criminais de suas possíveis namoradas. Somos muito imaginativos. A grande maioria não confia em mulheres com passado de esbórnia e devassidão por crer que elas não tem caráter e, aberto o precedente, a possibilidade de chifrá-los será maior (Síndrome de Dom Casmurro).
Dêem com moderação. ´
Ps: Debinha está morando fora do país e, lá, finalmente conseguiu um namorado”.
Com vocês a sexta das leitoras do quarto candidato. Como só consegui publicar hoje (domingo), deixarei-a no ar até terça. Ai publico a última história do quinto candidato a cafa.
Hoje na Sexta das Leitoras temos uma história bem comum de acontecer. A garota gosta do namorado, mas é atraída por algo que só os outros têm. A complicação do dia é a seguinte:
“Bom, tenho 20 anos – farei 21 daqui menos de 2 dias – e não sei se é pela proximidade da data, se é pela vida em geral, mas estou naquele momento de colocar a vida em perspectiva, e estou bem confusa.
Namoro há 2 anos e 10 meses, com esse cara incrível. Somos o primeiro tudo um do outro – primeiro namoro, primeira transa. Ele sempre me tratou muito melhor do que eu poderia merecer, me ama de um jeito que eu não acreditava ser possível – sem breguice, afinal, não custa reconhecer que ele me faz sentir a melhor pessoa do mundo – e eu sempre tento fazer com que valha a pena, fazê-lo sentir 1/10 tão bem quanto ele me faz. Ah, mas aí você se pergunta – que diabos essa louca tá fazendo por aqui então? Bem, por dois motivos.
Claro que algumas coisas me incomodam nele, da mesma maneira que a recíproca é verdadeira, até aí tudo bem. O problema é o padrão de atitudes infantis, ou melhor, a maneira um pouco infantil com que ele lida com determinados assuntos.
>Hum… Diga-me mais.
Por exemplo, sexo. Na maior parte das vezes ele fala de sexo como se fosse um adolescente de 13 anos – mas ele tem 23. Se ele quer dizer que comprou alguma coisa no sex shop, ele fica falando com risadinhas sobre ‘coisas de sacanagem’. Se por um lado eu entendo que ele não tem muita experiência, por outro eu gostaria muito de não parecer personagem de algum filme da Disney.
>Hahaha. Ok, se você acaba se sentindo como uma personagem da Disney, pode-se dizer que ele é meio pateta, certo?
Óbvio que não é por isso que nego fogo, e por nos vermos tão pouco, sempre que dá, tem. haha.
>Ou seria “sempre que tem, dou”?
Bem, eu só consigo vê-lo de final de semana, pois durante a semana estudo e trabalho em Sampa. Se tudo der certo, me formo no fim do ano, então estou tendo que correr com o TCC, fora o trabalho 10h por dia, meu cérebro frita às vezes.
>Isso é um tanto perigoso. Você trabalha pra cacete, está estudando (mais do que isso, fazendo TCC) e pode vê-lo somente aos fins de semana. E nessas situações, sempre que possível, o sexo acaba virando meio que uma obrigação. Não que não seja bom, evidente, mas a relação pode cair no “foda fixo”, muito mais que uma relação de amor, carinho, cumplicidade e todas essas coisas, bregas ou não, que um namoro pressupõe.
Mas a confusão que me motivou a te escrever é: eu gostaria de sentir essa segurança de estar com um homem que sabe o que faz. De alguém que me pegue e me chame de lagartixa, e eu não tenha que ficar pensando sobre. Em vez de guiar, se guiada. Por*a, não tenho vocação pra papa-anjo ou professora.
>Se você gostaria de ter essa segurança, sinto muito, mas não vejo futuro nesse seu relacionamento. A não ser que ele entre em uma máquina do tempo, adquira alguns anos de vivência com relações gerais, inclusive sexo, e volte para seus braços, muito mais maduro.
E aí que de uns tempos pra cá comecei a comparar meu namorado com… meu chefe.
>Xiiii… Diga-me mais.
Profissionalmente falando, sinto uma admiração enorme pelo boss. Ele é gestor do departamento – que tem 4 pessoas com ele incluso. Gosta muito do que faz, que manja muito, competente, ético, excelente para se trabalhar – e eu nunca tinha percebido tão veementemente o quanto inteligência pode ser atraente, até esses tempos.
>Com certeza. Inteligência atrai de um jeito diferente, muito mais instigante. Lembre-se que um cara inteligente vai saber cuidar de você e te agradar (se for do interesse dele, claro), quanto ao burro, por mais bonitão que seja, vai sempre fazer merda. Seus inconscientes sabem disso.
Para explicar: não sinto nada ‘emocional’ pelo boss. É isso que eu não entendo, e que me deixa confusa. Enquanto meu namorado me faz arrepiar de pensar nele, tremer de desejo, vontade de cuidar, de agarrar,…
>Desculpa eu interromper no meio da frase, mas parece que você é o homem e ele a menina da relação. Você quer cuidar, agarrar, treme de desejos e ele, dois anos mais velho, dá risadinhas e fica com vergonhinha. Má que porra?!
…eu me sinto atraída por esse ‘papel’ que atribuí ao meu chefe, porque a gente se dá muito bem, se zoa o tempo todo, se ajuda no trabalho, temos uma ótima sinergia no trabalho. Não somos amigos nem nada, mas se pudesse, seria amiga dele.
>Sabe qual o problema? Você, pela moral e pelos bons costumes, se impediu de admitir que, se ainda não está completamente atraída pelo seu chefe (digo, inclusive emocionalmente), está a um passo disso. Não fosse essa a questão, seu problema não seria tão grande a ponto de escrever para o Manual do Cafajeste, correto? Era só conversar com o Pateta, falar para ele ser um pouco mais Zé Carioca e pronto, tudo provavelmente ficaria bem. Mas você se dá super bem com seu chefe, ele te faz rir, vocês tem sinergia, você o admira pra cacete e volta e meia anda pensando como seria se fosse ele o cara a te chamar de lagartixa.
Nem eu entendo direito essa história, então vamos por partes:
a) nunca ousaria trair meu namorado, a mera idéia de fazer isso me quebra em mil pedaços – agora estou sendo brega – e não
b) não sei o que é isso que me confunde tanto com o meu chefe. E não seria qualquer homem, é essa sincronia que me faz projetar.
c) não sei qual é o meu problema.”
>Do fim pro começo, a hora da verdade:
C) É esse seu problema, falta admitir que o cara atrai você muito mais do que você gostaria. Sim, porque seria perfeito se você sentisse essa atração toda pelo rapaz que te faz sentir-se a melhor pessoa do mundo, só que as coisas não funcionam bem assim.
B) Pois é, sincronia demais. Você disse que gostaria de ser amiga dele, quando na verdade você gostaria é de simplesmente estar/ser mais próxima dele. Mas não se permite.
A) Nem ouse trair mesmo! Essa é sempre a pior solução (visto que não é uma solução, mas sim um problema a mais). No entanto, olhe para você mesmo e veja se você quer manter esse namoro “infantilizado”. As pessoas se iludem achando que o primeiro namoro é aquele que vai dar mais certo, que finalmente encontraram alguém para a vida toda, mas em 99,99% dos casos é exatamente o contrário. E até a ficha cair, as pessoas se recusam a admitir que algo anda mal e começam a sofrer sem saber por quê. Cuidado para não piorar as coisas. E mais cuidado ainda caso decida entrar um novo rolo. Lembre-se também que “onde se ganha o pão, não se come a carne”.