Dia desses estava tomando cerveja com um amigo em um bar e o assunto principal, como quase sempre em papo de buteco, era mulher. Relembrávamos histórias cômicas, trágicas e toscas com o sexo feminino. Sempre que rolam esses papos é inevitável que eu lembre uma das maiores raivas que já passei na vida com uma mulher que conheci na festa de aniversário da minha mãe. Vou compartilhar com vocês.
Meus pais são super novos, animados pra caramba e sempre que podem fazem festas na casa deles. Minha mãe trabalha a quase 20 anos em um ambiente predominantemente feminino e tem diversas colegas gatas.
Há mais ou menos uns quatros anos minha mãe, como em praticamente todos os anos, fez uma festa de aniversário na casa dela. Nessa época eu ainda morava com meus pais e tinha dois objetivos claros naquela noite: Curtir o dia especial com a coroa e renovar meus esquemas. O primeiro objetivo estava concluído, pois passei o dia com minha mãe e o começo da festa aproveitei muito com ela. Partindo para o segundo objetivo, três moças em especial chamaram minha atenção: Uma delas era estupidamente linda, mas imediatamente fui alertado pelo meu pai que eles já saíram umas duas vezes com a criatura e ela era bem religiosa. Como sabia que o trabalho alí seria dobrado, resolvi deixar pra lá; A outra mocinha que eu estava de olho era bem gatinha e não parava de me encarar, mas quando a chamei para dançar levei um dos cortes mais secos da vida; por fim, a terceira donzela não era tão formosa como as outras duas, mas era bem comestível.
Com claras intenções de putaria fui para cima da menina. Beijá-la foi muito fácil. Passei a festa toda ficando com ela escondido, para não me queimar com possíveis futuros esquemas. Depois dos amassos que dei nela no estacionamento intimei para pegarmos um motel. Ela disse que não ia, pois tinha nojo daquela ambiente, mas que eu poderia dormir na casa dela, pois havia se divorciado há pouco tempo e o ex marido saído fora de casa. Com várias cachaças na cabeça e a felicidade da economia com o motel, rapidamente entrei no carro dela e vazei para o abatedouro.
Chegando a casa da mulher já me assustei de primeira, pois havia foto do ex-casal em tudo que era lugar. Achei que ela estava mentindo sobre a separação, mas nem comentei nada, pois só queria sexo e tchau. Tava rolando uns pegas e preliminares bacanas na sala mesmo, mas na hora que fui tirando a roupa ela pára tudo e diz que vai fazer um macarrão, pois estava com fome. Meio que sem entender o que estava rolando tentei tirar essa ideia maluca da cabeça dela, mas não teve jeito; já puto da vida pedi para tomar um banho. Tomando banho e a cachaça passando, comecei a pensar o que diabos estava fazendo alí e conclui que mesmo não rolando sexo, se ela fizesse um macarrão gostoso eu já estava no lucro. Depois de comer só um pouco daquele macarrão salgado pra caramba fui para cima novamente. O lance tava indo legal, a gente deitado na cama dela, eu só de cueca e ela de calcinha, os dois bem animados e a maluca começa a falar que não estava certo fazer aquilo, pois tinha acabado de me conhecer e veste a roupa toda. Sem saco para palhaçada, olhei para a cara de bunda dela, perguntei se ela tinha algum problema, fui me vestir e ligar para um táxi me buscar e levar para minha casa. A mulher levantou, veio me abraçar e disse para eu entender a situação e ficar aquela noite lá, pois pensaria direitinho e quem sabe rolaria algo no outro dia cedo.
Com vontade de matá-la matutei na paciência para esperar táxi e na grana que iria gastar e acabei ficando lá, dormindo no sofá e avisando que cedinho iria embora, antes que ela acordasse. Qual foi a minha surpresa quando, antes de amanhecer, acordo com a mulher em cima de mim me beijando. Como não tenho vergonha na cara, fui me atracar com a mulher de novo. Novamente o lance indo bacana e a louca levanta e sai correndo para o quarto dela chorando. Depois de uns 10 segundos sem entender que merda era aquela, vi que a parada era séria mesmo e fui tentar conversar com a chorona. A mulher estava chorando feito uma desesperada e veio me explicar a situação. Disse que ainda amava muito o ex e que havia terminado com ele a menos de uma semana. Falou, ainda, que rolou atração por mim, resolveu se vingar do ex, mas que o amor por ele a impediu de transar comigo. Fiquei sem ação, mas acabei batendo um papo com ela. Segundo a própria o cara botou galha, foi morar com outra, e ela ainda assim o amava demais.
Falei umas verdades para ela, principalmente como seria um fracasso total a tentativa de sexo casual para resolver problema de amor. Pô, dar para outro para se vingar de ex é o cúmulo da burrice.
Depois do momento “amizade”, chamei o maldito táxi que deveria ter chegado na madruga e fui embora pensando em como me lasquei triplamente naquela noite: Gastei dinheiro, perdi tempo e não comi ninguém.
Cafa Campeiro
Meninas, nesta semana saiu o Cronograma oficial para o concurso que quero passar e necessito dobrar minhas horas de estudo por dia a partir da próxima segunda. Desta forma, aproveitarei que tenho que ir a BH amanhã cedinho resolver um lance do trabalho e passarei o fim de semana recluso na fazendo do meu avô, no interior de Minas, dando uma relaxada para começar a nova rotina. Irei abolir qualquer aparelho eletrônico no FDS. Estarei vivendo a base de Cerveja, Galinha Caipira, Pão de queijo e Truco. Infelizmente só vou liberar os comentários no domingo. Acho muito chato isso, pois o melhor do Manual é trocar ideias com vocês nos comentários, mas é necessário.
Divirtam-se.
Desde muito tempo leio seu blog, incluindo meus tempos de virgindade, em que eu achava tudo estranho e distante, e hoje eu quero mandar a minha história pro Sexta das Leitoras, porque estou desesperada e não sei o que fazer. Quando terminei um outro relacionamento que tive, um amigo que foi fazer faculdade fora me apresentou alguns conhecidos da faculdade pra me entreter por MSN, porque eu sempre gostei de bater um papo e testar as probabilidades. Dois deles me chamaram a atenção, um porque era bonito, outro porque era simpático. O bonito não tinha muito papo e por isso me aproximei muito do simpático.
Campeiro > Na briga entre o anjo e o diabo nos ombros, parece que o enviado dos céus levou a melhor.
Porém, em uma tarde de primeiro dia de micareta na minha cidade, dei de cara com o bonito, e perguntei “é você mesmo, fulano?” aí ele confirmou, eu me apresentei e ficou por isso mesmo.
Campeiro > Olha o diabinho pedindo revanche.
À noite, quando começou oficialmente a micareta, ele apareceu trêbado e me beijou. Foi um beijo ótimo, mas eu tava melhor que ele e me senti na obrigação de cuidar, quando fui comprar uma água o rapaz sumiu, fiquei sabendo depois que ele foi tirado da festa e dormiu na escada do prédio, enfim, maior bagunça. Sei que ficamos as quatro noites, mas não com fidelidade, nem da minha parte nem da dele.
Campeiro > Ahhh.. tá na cara que depois que te beijou e você foi comprar água ele deu um perdidão básico, fez alguma merda, e o expulsaram da festa. Se tivesse ficado quieto te esperando ninguém teria mexido com ele.
Depois dessa micareta achei que a gente nunca mais ia se ver, até o dia em que ele veio para minha cidade só pra me ver. Achei um fofo, tracei um roteiro e fizemos várias coisas juntos, até que no último dia ele não podia continuar dormindo na casa do amigo dele e ia para o hotel e minha mãe sugeriu que ele ficasse na minha casa. Ele aceitou depois de muita insistência dela, e aí combinamos uma balada à noite e acabou rolando naquela noite.
Campeiro > Massa ir te ver em outra cidade. Mostrou que tem atitude.
Depois, quando ele foi embora, a gente se falava todos os dias, sentíamos muita falta um do outro, até um dia em que fui para a balada sozinha em BH e um outro cara me agarrou e me beijou. Acabei contando para ele e ele ficou bem puto, quando eu disse que a gente não tinha nada e ele estava exagerando. Aí ele me pediu para namorar. Eu tava em dúvida mas acabei aceitando.
Campeiro > Vou desconsiderar o fato de que você não precisava ter falado pra ele que ficou com alguém. Se te pediu em namoro depois, rolou o sentimento de posse e esse ciúmes todo era frescura. Se tivesse ficado puto mesmo, teria mandado você pastar e te dado um gelo.
Foram vários fins de semana juntos ao longo do ano, vários momentos ótimos e super memoráveis, a gente se gosta muito até hoje! Acontece que há duas semanas a gente estava discutindo como seriam as festas de fim de ano e eu fiz muita questão dele no Reveillon comigo. Brigamos feio. Eu sugeri que a gente terminasse e ele concordou. O que mais me chocou foi ele concordar, eu meio que esperava que ele jogasse panos mornos e a briga morresse ali.
Campeiro > Queria que ele fizesse o quê? Você fica putinha por uma imposição sua, bota banca para terminar e ainda quer que o cara se ajoelhe e peça para você não ir embora. Só sugira terminar um relacionamento se tiver certeza do que está fazendo. Quem fica com muita marra acaba se dando mal.
Chorei a noite inteira, no telefone com ele e sozinha, passei o dia na cama, não comi nem nada. Até que de noite um amigo me chamou para ir para a casa dele que tinha uma festinha. Minha mãe me deu um apoio, eu saí da cama, maquiei os olhos inchados e fui. Na casa do amigo eu conheci um cara, que me entendia super, que ouviu tudo que eu tinha pra falar, me deu ombro amigo e depois me beijou. Ficamos nesse dia, no dia seguinte e mais outros vários dias durante a semana. O cara queria me levar pra cama e eu até pensei nisso como solução pra esquecer o outro, mas não consegui, mesmo.
Luisa Marilac > “E havia boatos que você tava na pior. Se isso é estar na pior, PÔHHHAAAAN, o que quer dizer tá bem, né.”
Campeiro > Sei que carência é foda e tal, mas no dia anterior você havia terminado com o namorado e estava morrendo de chorar. Em menos de 24 horas já tava pegando outro e curtindo a semana com o cara. Se teu ex descobre isso você se enrola de vez, menina.
Acontece que meu ex descobriu. E nesse tempo em que eu estava com outro eu só pensava no ex, e conclui que o quero de volta. Mas quando o ex soube que eu já tinha ficado com outro, as chances de volta se tornaram muito remotas. Desde então, me afastei do outro cara, pedi desculpas pro ex pela falta de consideração, deixei bem claro que é ele quem eu amo e com ele eu quero ficar, mas ele se faz de difícil, muito mesmo. Não me procura, não me dá bola, e eu to arrasada. Já expressei sentimentos de todas as formas e fico cada vez mais exposta. Mesmo com distância eu quero esse homem de volta! Ele é demais e o que temos com certeza é muito diferente (para mim), preciso reconquistá-lo!
Campeiro > PQP, ele descobriu. Lascou tudo agora pra você.
Minha lindinha, vamos por partes:
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Você sabe que pisou no tomate e isso já é um bom começo;
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Pare imediatamente de “expressar seus sentimos de todas as formas”. Aplicando sua frase à realidade, significa que o cara disse que não quer mais nada contigo e você tá se humilhando e insistindo com ele;
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Cada vez que você fica no pé, mais distância ele vai querer. Só para não restar dúvidas, vou reiterar: Não expresse mais seus sentimentos de todas as formas;
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Possivelmente você já tentou explicar toda a inexplicável situação para ele. O que tinha para saber já sabe. Você já fez o possível para ficar com o cara e ele disse que não quer mais nada;
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Por fim, será mesmo que vale a pena insistir nesse relacionamento? É possível que ele esteja pensando que você terminou o namoro para cair na bagaça e o primeiro que mandou um migué no seu ouvido te pegou. Para piorar, praticamente no mesmo dia que terminou. Se ele voltar por insistência sua, vai ser com o rei na barriga e botando uma banca enorme para cima de você.
Erga a cabeça, respire fundo e vá curtir sua vida.
Cafa Campeiro !
Fugindo um pouco da praxe de contar aventuras e desventuras próprias, dar sugestões e/ou responder leitoras aflitas, apresento agora a sessão “sem tirar de dentro”.
Vou escrevendo o que me vêm na cabeça – ou o que já estava lá – sem grandes preocupações com leitoras conservadoras, ibope ou com a moral e a cívica.
É uma exposição de idéias, reflexões, cafajestices e ambições difusas. Não há tempo para pensar demais ou enfeitar. Assim é a selva. Assim é a vida. Assim é um verdadeiro xaveco: cru.
É uma sessão que não terá dia fixo, assunto fixo, nada fixo. Virá quando menos se espera, ou não.
É uma ode à espontaneidade e ao improviso, prismas de quem quer deixar uma biografia interessante aos descendentes e características que fazem a diferença nos relacionamentos.
As mais sagazes devem ter conhecimento do significado e profundidade anatômicofilosófica da expressão “sem tirar de dentro”, mas estou me referindo ao foco, danadjênhas!
É pensar e jogar. Não vale apagar ou utilizar-se de correção automática.
É possível que tenha erros ortrográficos ou de concordância verbais. Acontese.
Sem mais delongas, uma reflexão:
Na teoria, o tal do amor é o regente da orquestra da vida, mas é sempre perturbador notar que o ancestral neandertal que habita nosso inconsciente acaba, por vezes, sabotando esse maestro e interferindo na harmonia, melodia, andamento e compasso das obras.
Traduzindo: deus é amor, mas o diabo é que é bom de cama.
Tenham uma ótima semana.
Praiero, Cafa.
Olá, cafa! (nossa que engraçado)
Tenho 23 anos e, nossa, que vergonha, beijei a primeira vez com 18 anos e fiz questão de esquecer (foi péssimo), mas mesmo assim não sei como me interessei demais por este rapaz e ainda fiquei algumas vezes com ele, só que esporadicamente. Era louca por ele (nem sabia o que tava fazendo, coitada!). Ele não tinha nenhum respeito por mim, me tratava como se eu fosse uma piriguete (só hoje percebo isso), mas claro, sempre que ele chegava eu deixava ele me beijar (e até uns mais…você entende), e o pior, eu não conseguia falar nada. Até hoje não sei o que, ou se falamos sobre algo interessante. Apenas beijava, que tosco.
A última vez que beijei ele foi em dezembro de 2008 e, no dois anos seguintes, só beijei outras duas vezes, uma no carnaval (nem conto com essa) e outra numa festa na minha cidade, ele é de Juiz de Fora. Ele tava bêbado, começamos a dançar um forró e ele, muito bonito (loiro, olhos claros e alto), me beijou e logo veio com um papo de “vou te dar muito carinho, você gosta com carinho?”, não entendi do que ele tava falando mas mesmo assim continuei.
Saímos do local da festa (ele estava insistindo muito pra me levar em casa). Fomos até o carro dele, ficamos do lado de fora um tempo e depois, quando voltamos para a festa, ele simplesmente me beijou e saiu. No outro dia estava com outra! Mas o interessante é que quase um ano depois disso eu o encontrei numa festa, tirei coragem não sei de onde e fui lá falar com ele. Cheguei, o cumprimentei, ele, muito educado, perguntou como era mesmo meu nome e onde nós havíamos nos conhecido. Falei e, então, ele lembrou e disse que nesse dia havia bebido horrores! Depois ele saiu pediu para eu ficar que voltava já, eu esperei; bem ele voltou começamos a dançar e aí nos beijamos (dessa vez ele não estava bêbado) e aí ele pediu para ir me deixar. Fomos eu e mais dois amigos dele (ele os levou em casa primeiro), ele muito educado durante todo o caminho sempre segurando minha mão, e eu sem saber o que falar, muda. Chegamos em minha casa nos beijamos e ele ainda deslizou uma mão boba no tronco anterior. Fiquei sem ação. Depois ele pegou minha mão para levar não sei pra onde. Fiquei com medo então soltei.
Depois disso nos despedimos. Nunca mais nos vimos (mas meses atrás o encontrei no facebook, não o adicionei, seria demais). Desde então nunca mais rolou nada com ninguém, parece que tenho um repelente contra os homens, só pode. Apenas olhares que eu ainda desvio por não ter certeza se são pra mim ou se realmente existe algum interesse. Faço isso até mesmo com o cara de quem sou afim a mais de ano.
Enfim, o fato é que não beijo a mais de dois anos e os únicos relacionamentos que tive (se é que podem ser chamados de relacionamentos!) fazem eu me sentir algo pior do que uma piriguete quando lembro. Então o que você me diz, devo partir para o ataque ou tem algo mais grave de errado comigo? Porque não consigo entender,sei que não sou feia, me visto bem, não ando bebendo por aí, sabe aquela música do Leoni? Pois é exatamente assim. Certo que em certas situações não sou muito de conversar, mas isso não justifica, então me diz, o que faço, eu quero um namorado!
Tudo o que te escrevi aqui certamente é muito bobo pra você, mas por favor, não faz pouco caso de mim, é muito importante pra mim ter uma opinião de um homem de verdade sabe, queria que você, sei lá, me falasse umas dicas de como não deixar mais os homens me tratarem daquela forma. Acho que traumatizei por isso prefiro nem olhar mas ainda assim crio paixões e fico imaginando como poderia ser se ele fosse meu namorado. Eu me arrumo, saio, olhares rolam, mas nada acontece, meu batom ainda sai porque fica na lata de refrigerante!
Desde já agradeço,
Abraço
Larissa
Larissinha,
Foi muito, bastante, excessivamente, demasiado foda entender sua carta. Vejo, de cara, que você é meio confusa das idéias.
É complicado determinar o que, de fato, afasta os homens de você – ou, pelo menos, aqueles que não façam você se sentir como uma piriguete.
Todavia, baseado na sua narrativa, presumindo, ainda, que você não seja banguela, fedida e/ou barbuda, tentarei lhe ser útil.
Antes de mais nada, beijar muitos homens não te fará, obrigatoriamente, mais feliz.
Seu comportamento, ao longo da história, revela-se repleto de arrependimentos, inseguranças e auto-questionamentos. Não há nada grave com você, mas falta-lhe, ainda, a malemolência das amazonas mais vividas e, consequentemente, a segurança de si própria.
Talvez em razão do seu primeiro envolvimento sério ter ocorrido há poucos anos, você ainda está perdida e, até mesmo, incapaz, de separar os lobos dos cordeiros. Pois anota aí na tua agenda da Hello Kitty: Não se envolver com homem fuleragem.
Em geral, é justamente a rotatividade de compromissos, frustrações, chifres, picas e desilusões que faz com que as mulheres sejam mais precavidas, marrentas, espertas e, infelizmente, descrentes com os membros do sexo masculino. Como você ainda não tem esse know how, está caindo muito fácil no papo deles. É preciso se adaptar à essa selva que te rodeia.
Dos fatos descritos na sua carta, percebo um padrão: você tem dificuldades em dizer “não”. Tudo que lhe pediram você concedeu: beijos, amassos, caronas (não, não era por cavalheirismo). A não ser na hora que pegaram sua mão “para levar não sei pra onde” e, mesmo assim, você só soltou por medo, e não para impor limites. À propósito, vou revelar o segredo: ele estava levando a sua mão diretamente para cima do pau dele. Isso mesmo. Safado!
Quem tem que se respeitar, antes de mais nada, é você mesma. Não se deixe conduzir tão fácil. Se o comportamento de algum homem faz você se sentir mal, exija um tratamento melhor ou então despacha!
Os comentários “nem sabia o que tava fazendo, coitada!” e “só hoje percebo isso” levam-me a crer que você já sabe diferenciar um tratamento bom de um ruim (ao menos em tese). Desta feita, já que você enxerga que fez merda, não repita os mesmos erros.
Tendo em vista que seu objetivo é encontrar um namorado, o que você tem que ter em mente é: Não perder tempo com qualquer pessoa.
Quem é “qualquer pessoa”?
“Qualquer pessoa”, nesse caso, é alguém que não lhe trata como preferência e que raramente vai atrás de você (a não ser para lhe levar para casa e comer agarrar).
Você tem que se aproximar de quem te dá ouvidos quando você precisa desabafar, quem tenta te conhecer de verdade…enfim, alguém que realmente se esforce para estar do teu lado.
Antes de você arrumar um namorado, primeiro aprimore sua capacidade de leitura para identificar os homens de caráter. Caso contrário, corre o risco de engatar com um idiota e cometer um erro crasso, que pode lhe traumatizar para o resto da vida.
Nos relacionamentos que, por ventura, surgirem, imponha-se mais. Seja menos passiva. Saiba jogar. Converse sobre o que você gosta e descubra, também, os interesses do pretendido. Dessa forma, você cria laços maiores ou, então, quebra-os de vez, na hipótese do “santo não bater”.
Não posso falar por todos os homens, mas EU não gosto de mulher que não fala nada e só me atraio, de verdade, por mulheres de atitude.
Pare de idealizar o próximo homem como sendo o príncipe encantado que irá lhe fazer feliz para sempre. Tire esse mal da sua cabeça, vá com calma nas expectativas.
Por incrível que pareça, a melhor forma de se conseguir um namorado decente é, justamente, não esperar demais por um.
Viva sua vida, deixe as coisas acontecerem, cerque-se de pessoas que lhe façam bem, esteja feliz consigo mesma que um mancebo decente há de vir naturalmente. Quando ele vier, avance conforme ele avança. Não seja afobada!
Foda, né?!
Welcome to the jungle, baby!
Cafa Praiero
Eu não queria sair semana passada. A minha ideia, na sexta feira, era chegar do trabalho, matar umas 4 horas de Direito Penal e Processo Penal para o concurso que quero passar, dormir cedo e no sábado começar a estudar igualmente cedo. Meu planejamento estava indo muito bem até às 22 e alguma coisa. Mas para quem tem amigos malucos é muito difícil ficar parado em plena sexta feira. A campainha do meu apartamento toca, eu abro a porta já puto com o porteiro que não avisou no interfone e me aparecem 2 FDP já me apressando para tomar banho e me arrumar, pois íamos sair para comemorar o término do namoro de um deles. Se tem uma coisa que aprendi com meus amigos é não discutir quando os caras estão pilhados, pois se eu fizer isso não terei paz por um bom tempo.
Depois de tomar banho e me arrumar em tempo recorde, partimos para a Casa da Mãe Joana, uma Cervejaria em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal. Sexta feira, em Brasília, o pau que quebra é Sertanejo. Se o cara não souber dançar tá enrolado. Ao chegar, já fui recebido ao som de ” Bebendo, Cantando e Chorando num bar “. Para minha surpresa, o lugar estava lotado de mulher bonita e gostosa e isso me deixou mais animado.
Meu brother, ao avistar uma menina que tive um rola uma época, veio encher meu saco para eu chegar nela, pois estava com duas amigas e isso facilitaria bastante para eles. Ela era boa de cama, marrentinha, metida a intelectual e feminista. É daquele tipo insuportável de mulher que se acha a bem resolvida porque é independente, bonita e tem meia dúzia de manés apaixonadinhos por ela. A maior lembrança que tinha dela: o trabalho que foi conseguir me livrar daquela mulher “bem resolvida”. Pensei bem e cheguei à conclusão de que agüentar a festa ao lado dela, depois finalizá-la e ainda ajudar dois amigos não seria de todo ruim. Fiz o favor de ir enturmar com as 3, inclusive apresentando meus amigos, e ainda agüentei um tempo o papo chato dela falando que era isso e aquilo e que botava banca em cima de homem.
Devidamente apresentados, resolvi deixar eles para lá e fui dar uma volta no lugar. Vi uma loira, mais alta do que eu e maravilhosa, rechaçando um carinha que estava tentando mandar um papo. Voltei para onde estava o pessoal para aguardar a loira dar logo um passa fora no cara. Após um tempinho, a loirinha passa ao meu lado, me encara e dá um sorrisinho maroto. Ahhh.. não podia sair de lá sem ao menos um contato dela. Com a minha cara de pau habitual, dei um perdido na galera e fui convidar a loira para dançar. Como eu até que não passo vergonha no Sertanejo, dançamos algumas músicas e depois a convidei para irmos à área de fumantes conversar melhor. Tentei passar o mais longe possível de onde estavam os meus amigos e as meninas, mas foi impossível eles não me verem e eu não notar a cara de bunda da “Bem resolvida”.
Fui conversar com a loira. Papo vai e papo vem, lancei uma conversa mole de que nunca tinha beijado uma mulher mais alta do que eu. Ela, que parecia ter atitude, disse que aquela era minha chance de saber como é beijar alguém mais alto. Aí já era. Fiquei beijando e dançando com a loira um bom tempo, até ela ter que ir embora com as amigas. Ainda intimei para ver se rolava algo, mas ela fez aquele doce protocolar. Acabei pegando os contatos para ver um esquema outro dia.
Com a cara mais deslavada do mundo, volto para onde estavam meus amigos e as meninas. Obviamente não fui bem recebido pela ” Bem resolvida “, que já começou enchendo minha paciência dizendo que eu não tinha o mínimo respeito por ela. Falei para parar de frescura e que se quisesse conversar como adultos eu estava à disposição. Depois de acalmar a fera, inventei uma historinha safada de aquela menina era uma ex-namorada, que não tínhamos terminado bem e que estava tentando esquecê-la. Como ela já estava um pouco bêbada e meus amigos agarrados no pescoço das amigas, o convencimento foi mais fácil do que eu esperava. Após 10 minutinhos de conversinha mole e mentira, eu já estava beijando e passando a mão na perna dela.
Como eu só queria sexo e depois me livrar dela, não rolaria de pegar um motel, pois teria que aquentá-la no mínimo até de manhã. Chamei o povo para comprarmos lanche e mais bebida no hipermercado e irmos lá para o meu apê. Chegando os 6 lá ainda ficamos conversando e bebendo um pouco na sala. Inventei que tinha umas fotos dela no notebook, que estava no quarto e a chamei para ver. Sem muito papo, já comecei a agarrar e tirar a roupa dela. Ainda se fez de boa moça, dizendo que não ia me dar naquela noite, pois eu era um safado. Como eu conhecia seus pontos fracos, foi muito fácil tirar essa ideia maluca de não transar da cabeça dela. Como de praxe o sexo foi muito bom e vi que ela não tinha perdido a mania de gritar feito uma maluca. Quando gozou, tive que tapar a boca dela para não acordar os vizinhos. Após dar uma, fui lanchar, perguntei para os amigos se tinham conseguido finalizar, e, após ouvir resposta positiva de um e negativa de outro, dizendo que não ia rolar de jeito nenhum, já fui mandando indiretas para despachar as oferendas da minha casa. Felizmente elas se tocaram rápido e foram embora. Não sem antes a “Bem resolvida” me dar um beijo, falar que me adorava e que me ligaria na semana
.
No outro dia, de ressaca, fiquei pensando em como era fácil acabar com a marra desse tipo de mulher que se acha A Gostosona porque é independente e faz o que quer com alguns bobos apaixonados por ela.
Cafa Campeiro