Li no começo desse mês um post no Banheiro feminino (o blog, claro) e achei bacana fazer algo parecido aqui no Manual. Estou pensando até em deixar como uma coluna “fixa”, assim como a Sexta das Leitoras e Rapidinhas do Cafa, que na verdade de fixas mesmo só o nome. Depois de lerem me digam se vale a pena.
Bom, quem nunca teve interesse em saber o que os homens conversam na mesa de bar, pelo MSN, no vestiário, etc? Pois bem, vou reproduzir aqui algumas dessas conversas. Já adianto que o que vou falar não são flores, politicamente correto e coisas frufru. E antes que alguém reclame da superficilidade, não entrarei em assuntos mais sérios (como política) para não deixar o texto pesado.
Posto isso, vamos lá, a temática de hoje é “Desmarcando um encontro”.
Gerivaldo > E ai viado, como tá?
Cleyson > Opa, bem. E tu?
Gerivaldo > De boa. E ai qual o esquema errado para essa sexta?
Cleyson > Ah velho, preciso economizar, vou trazer a ju aqui pra minha casa, aliviar um pouco e ai amanhã a gente faz algo.
Gerivaldo > Ju? Quem é essa?
Cleyson > A Ju, aquela pentelha da pós-graduação que vive me chamando pra sair. Uma vez dei uns pegas nela no estaciona da pós, ganhei um boq por tabela e agora quero finalizá-la.
Gerivaldo > Não sabia dessa. De família a garota, né?
Cleyson > Opa, mas foda-se, não quero casar com ela. Pelo menos quando eu preciso aliviar já tenho uma safada a tira gosto.
Gerivaldo > Hehe, mas vem cá. Vocês estavam em aula por horas e suponho que a coisa lá embaixo estava meio vencida, não?
Cleysone > Porra, Ge, não conhece a tática do pinto na pia?
Gerivaldo > hahahhahahahahhaha Sim, que homem nunca deu uma ducha expressa no pirulito pendurado na pia do banheiro? É por isso que evito lavar minha mão em banheiro que a pia não é automática. Imagine a quantidade de pintos por tabela que você não põe a mão ali?
Cleyson > Credo. Mas então, ai hoje eu vou ficar de boa com ela. Só espero que ela se manque e não queria dormir em casa. Odeio fazer sala e ficar de fofurice com mulher sanduíche. E você, tá pensando em fazer o que hoje? Aliás, faz tempo que não te vejo com uma mulherzinha, se enjoou da fruta?
Gerivaldo > Ha-ha-ha. Cara, se tem uma coisa que me bodeia é essas minas vagaba que querem ser tratadas com fofurice, como se fosse namorada. Porra, ela sabe muito bem porque está ali, não queira fazer um papel que não lhe pertence. E quando pedem para tomar banho junto? Nossa, me dá nos nervos. Enfim, não to com saco pra correr esse risco, hoje quero sair com os brothers, encher a lata e ver o que pinta por ai.
Cleyson > Ah, eu até curto um banho junto depois da foda. Já me animo de novo e mando bala na safada no chuveiro.
Gerivaldo > Aff. E nesse meio tempo fica lá com o pinto murcho e bunda de fora na frente da garota? To fora.
Cleyson > Ihh, tem pintinho? Hehehe. Não vejo galho não desde que ela não decida secar o cabelo e ficar anos em casa.
Gerivaldo > To vendo que noite passada você dormiu com o bozo e acordou gozado. Por falar em bozo, o que era aquela roupa da Fernanda hoje? Parece que veio do Cirque de Soleil do Zimbabué. Puta mal gosto.
Cleyson > Hahahahhahaaha. Cara, eu ia comentar isso contigo, mas esqueci. A Fe é bonita, mas ela quer inventar moda e fica parecendo um palhaço. E quando ela vem com aquelas flores no cabelo? E a saia-sou-do-reggae? Sapato do Aladim? Brinco individual do rabo do papagaio? Puff..
Gerivaldo > Cara, to me acabando de rir aqui.Você sabe que a Fe gosta de levar uns tapas na bunda, né?
Cleyson > Hahhaha, sei sim. Aliás, todo mundo sabe, né? Conheço dois caras que já finalizaram ali e me confirmaram isso. E digo mais, pede pra engolir porra.
Gerivaldo > Mentira! Pede leitinho? Hahhahaha genial. Nunca imaginei com aquela carinha dela.
Cleyson > É fio. Tá fácil não. Tu vai começar a namorar a guria achando que é de boa e depois de um mês descobre que ela é especialista em engolir porra no meio do cinema.
Gerivaldo > Por isso faça como eu, não namore
. E outra, vai se fuder, vamos sair hoje. O Marcão vai e disse que arruma uns vip pro pico, vai levar a prima e amigas dela. Só safada. Come essa Ju outro dia.
Cleyson > Humm. A prima dele é uma delícia e me deu mole no outro dia. Acho que vou bodear da Ju. Só preciso arrumar uma desculpa bem crível, pois pelo visto ela foi no salão só pra se arrumar para o encontro. Não posso queimar esse cartucho e perder os boqs do estaciona. hehehe
Gerivaldo > Verdade. Nunca se pode queimar cartuchos como esse. Faz o seguinte. Liga pra ela e diz que você teve um problema familiar em uma cidade X e que está indo pra lá nesse momento, que provavelmente vai chegar aqui mais tarde, por volta das 2:00/3:00 da manhã e como você quer muito ver ela, gostaria de saber se rola se encontrarem nesse horário e que ser for muito ruim vocês marcam outro dia. Eu dou minha bunda se ela não quiser marcar outro dia.
Cleyson > Você é um gênio. Olha, do jeito que essa mulher tá necessitada, é capaz que ela aceite vir pra casa as 3:00 da matina! E ai eu não vou querer comer sua bunda.
Gerivaldo > Velho, vai na minha. Se ela aceitar você fala “ok” e deixa pra lá. Quando tiver perto das 3 da matina e você tiver arregaçando a prima do Marcão, desliga o celular. Liga na manhã seguinte pra Ju dizendo que você teve que ficar na cidade com seus parentes, pede mil desculpas e que vai compensar muito quando se verem, ela vai cair e tá tudo certo.
Cleyson > Devo lhe dizer que tu é um tremendo filha da puta. Demoro, é nois hoje!
Gerivaldo > E que venha a prima e amigas do Marcão!
Cleyson > /o/
Como vocês sabem, passei o feriado passado em Manaus. A experiência foi bastante positiva no quesito “conhecer coisas novas”. E não digo no sentido sexual (como muitas devem estar pensando) e sim comidas, lugares e cultura. Porém, é óbvio que nessa jornada involuntariamente o contato com o sexo feminino acaba ocorrendo. Vou contar brevemente como foi o feriado.
Antes de tudo, o lugar que eu considero um dos mais bacanas para conhecer alguém interessante é o aeroporto. Óbvio que é preciso fazer um filtro de quem está lá viajando a trabalho e de quem está indo para um rave de micareta na Bahia (nada contra quem gosta, mas eu prefiro uma boa distância). Tirando esse grupo, grande parte das pessoas que viaja a trabalho geralmente são maduras, independentes, sérias e sabem o que quer da vida. Por isso, sempre que viajo gosto de chegar com certa antecedência no aeroporto e ficar de flertes com algumas incautas. Só que na sexta o trânsito em sampa estava ridículo e cheguei no aeroporto a 20 minutos do avião decolar, ou seja, não tive tempo do meu lazer aeroportuário favorito (além de comer Pizza Hut com chopp Brahma..nham).
Ao chegar no avião fiquei caçando a leitora que disse fazer parte da tripulação daquele vôo. Só que muito esperto, eu não perguntei o nome da garota e todas as aeromoças que eu cruzava, lançava um sorriso maroto com uma piscadela e era correspondido com um frio “boa noite, bem vindo” (¬¬).
Tinha esperança de sentar na poltrona do meu lado alguma garota bacana, mas sentou uma mulher com um cachorro (até que simpático) que se afeiçoou a mim e queria toda hora ir para o meu colo ou lamber meu braço. Como ele não parava quieto, a comissária pediu para que eu trocasse de lugar com a garota (eu estava na janela). Só que detesto viajar no corredor, pois não sei o que está passando lá fora e se o avião vai pousar bem. Enfim, passei certo perrengue no vôo e sudorese nas mãos até a aterrissagem.
Ao desembarcar no saguão do aeroporto fui brindado por um festival de gente feia. Achei que estava em um pedaço do inferno e ao sair do aeroporto quase tive certeza ao tomar uma lufada quente e uma umidade de 90% na cara.
Chegando no hotel, tudo o que eu queria era um banho e pedir uma pizza (o que não rolou, pois depois da meia-noite não existe delivery em Manaus). Comi uma batata horrorosa e cara do frigobar e fui com o meu amigo para uma baladinha de rock. Eu achava que teria outro dissabor, mas estava enganado.
A entrada da balada não parecia como tal e sim uma churrascaria pseudo chique. Por isso, estava esperando para ouvir um rock tipo Charlie Brown, Pitty, etc mas fui positivamente surpreendido ao entrar no lugar e ouvir logo que cheguei um ACDC e outras dezenas de clássicos do rock. Eu e meu amigo acabamos fazendo amizade com duas garotas que estavam no espaço externo da balada, uma era feiota, a outra até que bonitinha. Ficamos uns 10 minutos conversando e assim que a banda terminou de tocar, descobrimos que a bonitinha era comida do guitarrista e lá foram eles embora. A feiota se mostrou uma pessoa bem inteligente e tivemos uma aula de cultura manauara com a garota. Fim da noite.
Dia seguinte fomos fazer o passeio do Encontro das Águas, onde o Rio Negro encontra o Solimões (sim, surge dai o nome cafona dessa banda). O tour é bem agradável, mas o que eu queria mesmo era ver de perto jacaré, a Sucuri (sem piadinhas de tiozão, por favor) e pegar o bicho-preguiça no colo que dizem que é todo simpático e abraça quem o segura. Quando os indiozinhos trouxeram os animais, veio um jacarezinho minúsculo muito do borocoxô e uma cobra que tentou se enrolar no meu pescoço. Minha esperança residia na Preguiça, mas de preguiça ela não tinha nada e ficou toda ligeira quando eu a peguei e queria voltar para o colo do indiozinho. Bom, de resto não tinha muita coisa pra apreciar no passeio além da flora, pois grande parte dos visitantes eram chineses e/ou população ribeirinha.
Voltamos para o hotel e decidimos dar um pulo na piscina para ver o que tinha de bom por lá. Tinha uma vovó fazendo alongamentos estranhos e um gordinho andando descalço na esteira. Ou seja, nada de bom por lá a não ser uma piscina bacana e espreguiçadeiras. Nessa noite resolvemos conhecer a balada mais “chique” do lugar.
Era realmente bacana a música e espaço, mas parece que o povo escroto das baladas top de São Paulo foi literalmente exportado pra lá. Pra variar, tinham os camarotes-zoológicos ao lado da pista para abrigar os pavões e galinhas que gostam de aparecer para o público pagante e ser alimentados com champagne e pulseiras. Eu estava bem tranquilo de chegar em alguém, mas meu amigo investiu em uma loira. A garota era de São Paulo e fazia medicina lá, segundo ele, a o papo estava fluindo bem, mas a garota começou a fazer umas perguntas meio estranhas (do tipo, o que seu pai faz, em que bairro mora em São Paulo, etc), ao perceber que ele não era da mesma casta que ela, a garota voltou pra gaiola e foi tomar sua champagne. Curtimos mais um pouco o lugar e vazamos para o hotel, pois dia seguinte tinha passeio pra cachoeira.
Fomos ao passeio, foi bacana e tal. Na volta, meu amigo disse que agora não queria saber de balada “finura”. Queria conhecer um forró risca-faca e pra lá fomos. Fiquei com medo. O lugar dava um povo BEM estranho e nós estávamos meio que bem arrumados (e bem cuidados) em relação a média. Não somos um galã de cinema, mas a coisa ficou bem tensa. As mulheres olhavam descaradamente e puxavam pra dançar. Recusei por dois motivos, um que detesto forró e outro que não curto mulher com bigode. Meu amigo se engraçou com uma gigante, mas resolveu não finalizar com medo de ter alguma surpresa. Voltamos para o hotel.
Dia seguinte foi dia de fazer city-tour pelo centro da cidade. Novamente o inferno nos deu as boas vindas junto com as suas capetas. Era uma sensação térmica de 40 graus e andando pelas ruas tínhamos a sensação de ser uma celebridade , várias mulheres (feias) olhando e mexendo. Pelo menos valeu para dar uma inflada no ego. Aliás, toda mulher reclama de cantada de pedreiro, mas aposto que acha o máximo se sentir desejada.
Era o último dia na cidade, resolvemos fazer um esquenta no lobby do hotel e ver como estava o movimento por ali. Um horror. Só tinha homem de terno, militar (?!), velho e famílias. E creio que na visão deles estava um casal gay ali no saguão enchendo a cara e caçando homem. Fomos pra balada.
Fazia tempo que não ia para um lugar tão animado, com um público bacana e uma banda boa. Estávamos lá curtindo e de repente passou uma garota por mim e falou “você se chama clodoaldo*?”. Tinha acabado de encontrar uma leitora do blog na balada. Ficamos conversando por um tempo, estava ela e mais uma amiga. As garotas eram muito simpáticas e agradáveis. Depois de um tempo, fui até o banheiro e sai um pouco na área externa para tomar um ar (é, coisa de velho). Lá fora, uma garota deu um grito “Cafa!!!”, morri de vergonha e fingi que não era comigo. Ela insistente foi atrás toda feliz e ficou pedindo para que eu contasse histórias “proibidonas” do blog. Disse a ela que não queria bancar o story-teller, mas que agradecia o carinho. Enfim, tomei o ar e vergonha suficientes lá fora, chamei meu amigo e decidimos ir para o aeroporto.
Chegando lá, já bem alterado, quis mandar uma mensagem para a garota bacana que mencionei há alguns posts, mas (in)felizmente a bateria do celular tinha ido para o saco. Melhor assim, cafa tranquilo em Manaus e sem avançar o sinal.
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* nome fictício
(continuação do texto anterior)
Fiquei conversando com o conhecido e meio que fingi não notar a garota do meu lado. Só que de repente, do nada, eu tomo uma bundada. E não foi aquelas bundadas de sedução, mas tip0 um chega pra lá que nem o Nhô-Nhô dava no Chaves com a barriga, no meu caso com a bunda. Dei uma derrapada no chão e por um triz não caio. Dei uma risada amarela para o cara que conversava e a garota fingiu que nada aconteceu.
Tomei uma segunda bundada. Fiz cara feia e ela nem tchum. Nessa hora meu conhecido inventou uma desculpa qualquer e fugiu dali. No mínimo ele estava pensando que eu ia dar um fatality na garota, só que minha real vontade era virar o Gim Tônico na cabeça dela. Tomei uma terceira bundada.
Puto e cansado de levar surra de bunda, pedi pra ela deixar de ser retardada e dançar como uma pessoa normal. Ela ficou meio puta, mas quieta. Achei que o assunto estava resolvido. Ledo engano. Virei para o outro lado pra dar uma olhada na pista e de repente…nhac! Tomei uma mordida! Pelo menos não foi na minha bunda, mas no ombro. Só que doeu pra cacete. Era motivo pra jogar água na cachorra louca, mas achei melhor manter a calma e ir para o outro canto da pista.
No outro canto da pista avistei uma garota sensacional. Apesar do vestido periguetoso, ela tinha um corpo bem interessante e uma lataria impecável. Depois de observar ela dando fora em 3 caras, ganhou mais alguns pontinhos. Como eu estava de boa, preferi não atacar, mas ela não tirava o olho de mim e se eu pelo menos não puxasse assunto com ela, acordaria dia seguinte me sentindo um frouxo. E fui.
Não bastaram 2 minutos de conversa para eu ser banhado pelo tédio e impaciência. A garota era uma pequena anta, dei uma acelerada no papo pra dar um vazare e percebendo que eu estava querendo dar uma volta ela pediu para que anotasse seu telefone. Peguei meu cel e…a bateria tinha morrido. Era uma excelente desculpa, mas não pra ela. A garota sacou seu celular da bolsinha (brega) que carregava e pediu para que anotasse o meu, obviamente que passei o errado. E fui.
Lá pelas tantas vi no meio da pista uma garota que eu sempre observava na praia e sabia por conhecidos que ela tinha um CV bacana. Troquei alguns olhares e resolvi bater um papo. Foi um papo mecânico, bobo, horroroso, me senti um mongolóide de 17 anos de idade chegando na garotinha bonita da balada. Pra piorar, percebi que a louca das bundadas estava por perto. Parei no meio do papo e resolvi curtir a noite sozinho, sem desgaste, sem risco. Só que ela não estava perdida.
Lá pelas tantas recebi um sms* por engano de uma garota x dizendo que estava com um ingresso sobrando para o show do Bon Jovi e gostaria de saber se eu estava a fim de ir (acreditando que eu fosse a amiga dela). Bom, só que isso é outra história e mais pra frente conto ela melhor aqui.
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Feriado estou indo para Manaus. Já peguei ótimas dicas de passeio e balada. Se alguém soube de alguma festa ou algo diferente na cidade, me avise! cafa@manualdocafajeste.com
* Vi que já perguntaram como eu recebi sms se o cel estava sem bateria. Na verdade estava com bateria, mas como está com bug, esporadicamente ele apaga e reinicia sozinho. “Smart”phone ¬¬*
Como vocês devem ter reparado, ultimamente não tenho muito saco para conhecer mulheres em baladas (ou “nights”) e me arriscar em um after night perigoso. Além desse risco de acordar com uma tremenda jabiraca do lado, já não tenho mais paciência para ficar pensando em um approach engraçadinho, ter que me preocupar em ser descolado, perguntar nome, idade, ocupação, ahhh cansa só de pensar. Talvez seja a idade, talvez seja porque conheci uma pessoa bem bacana, independentemente do que for, o soldado não vai mais à guerra. Quer dizer, até vai ao campo de batalha, porém não com o intuito de atacar o inimigo.
Ainda saio com os meus amigos, e apesar de estar tranquilão, sempre acabo presenciando e vivenciando situações peculiares.
Nessa última, estava na minha cidade natal batendo um papo com meus pais em uma bela tarde ensolarada de sábado (ai como sou poeta), quando um dos meus amigos disse que naquela noite haveria um festa incrível em uma balada x e que iria um monte de mulher gata com ele. Abro parênteses aqui.
Sempre quando alguém da minha cidade natal fala que está levando “amigas gatas” junto eu volto ao meu passado, quando eu tinha um Gol roxo pé de boi e todas essas “amigas gatas” mal cumprimentavam o pé-rapado que acabara de ser apresentado na roda. Fecho parênteses.
Como a festa tinha uma temática anos 80/90, o tiozão aqui se animou e resolveu topar e ver também qual é que era dessas “amigas gatas”. Falaram que era pra chegarmos cedo no local, pois queriam jantar na balada. Achei bizarro ficar com restos de comida entre os dentes e depois ir pra pista, mas ok.
Já no postinho para o aquece, uma das garotas só faltou pular no meu colo. Me chamou pela primeira sílaba do meu nome (o que eu detesto) e veio toda soltinha comentar que ficou sabendo (?!) que eu gostava do som e que ia me amarrar no lugar e blablabla whykas sache. Até que era uma garota bonita e com um corpo ajeitado, mas tinha um cérebro de minhoca e síndrome de fantasminha camarada (quer ser meu amiguinho?).
Na entrada da balada rolou um pequeno fuzuê. Não tinham colocado nossos nomes na lista e a fantasminha camarada começou a destratar a coitada da hostess. Fiquei preocupado, pois pensei que sem os nomes na lista não poderíamos entrar. Porém, só depois descobri que na verdade sem o nome na lista os R$20,00 de entrada pra mulher não seriam consumíveis (o que em São Paulo é nada). A camarada não satisfeita com o barraco, quis dar uma carteirada vagabunda falando que conhecia o fulano Y que é promoter do lugar (¬¬). Constrangido, meu amigo disse que pagaria a entrada.
Na fila de entrada observei um pouco da estrutura interna e comentei com o pessoal que achava aquela balada um avanço, pois não tinha a bobagem de área vip. Nisso a barraqueira surgiu com ares de imponência falando que sim, que o camarote era logo ali. Dei uma olhada e realmente em um sala minúscula ficava amontoada as pessoas VIP´s, disse que aquilo parecia um chiqueirinho e a garota me olhou com desprezo.
Quando sentamos na mesa ai entendi porque elas queriam jantar no lugar. O nosso amigo em comum marcou todos os pratos na comanda dele e parece que sempre o faz para impressionar as mulheres. Durante a janta o papo não andava, a garota só falava groselha e era extremamente fútil. Fiquei de saco cheio daquilo e resolvi interagir com um conhecido que estava em pé do lado da nossa mesa. 20 minutos depois ela veio atrás.
(continua no próximo post)
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Concedi uma entrevista para a Revista Vip desse mês (tem a Leticia Spiler na capa) e a matéria ficou bem bacana. Vou tentar escaneá-la para colocar o link aqui (o nome que saiu é fictício).
Nesse fim de semana acabei indo para Santos, que como muitas de vocês já sabem, é onde meus pais moram e sempre que possível vou para lá visitá-los. O problema é que apesar de ser uma cidade bastante agradável e tranquila, não há 1/10 das opções de lazer de São Paulo e a mentalidade provinciana é algo que incomoda bastante. Por isso, não curto muito sair por lá, mas nesse fim de semana eu não tive muita opção.
Não tive opção, pois minha mãe insistiu para que eu fosse numa festa do filho do amigo da irmã dela me dizendo que nessa festa teria um pessoal bonito, bacana e interessante. Traduzindo o que ela queria, “Cafa, vai nessa festa arrumar uma garota bom partido para você”. Tá, não fui só por causa do pedido dela, mas também porque quis mostrar o novo cafa móvel para meus amigos de lá.
Bom, antes de sair para a festa estava conversando com uma leitora de Santos no MSN. Papo vai, papo vem ela me chamou para ir até sua casa, pois estava sozinha. Topei, claro. Porém, com a condição que fôssemos dar uma volta e não que eu subisse para o seu apto (uma sábia decisão). Chegando próximo a casa dela, me deu um vontade doida de ir no banheiro (fazer o número 1) e acabei parando em uma padaria para tirar água do joelho (uma sábia decisão 2). Ai quando eu estava chegando no apto dela pensei em descer do carro e tocar o interfone, mas por preguiça acabei ligando do celular (uma sábia decisão 3).
Ao encostar o carro em frente ao prédio, vi que um veículo também tinha parado só que do outro lado. Até ai normal. Ai saiu um cara e foi até o interfone do prédio. Tudo bem. Só que quando a garota atendeu o telefone, ela me perguntou se era eu quem tinha interfonado. Eu disse que não. E quem era o rapaz? O namorado dela. Desliguei o telefone meio que puto, mas agradecido por ter sido difícil, torneira furada e preguiçoso. Se uma das 3 sábias decisões não tivessem sido tomadas, daria merda.
Só que a noite não estava perdida. Fui com o meu amigo para a tão famigerada festa. Porém, antes de entrarmos ele sugeriu que esperássemos um tempinho na entrada para verificar a qualidade dos frequentadores (sábia decisão 4). Primeiro que só entrava homem. Segundo que as vestimentas eram lastimáveis. Não no sentido de humildes, mas de cafonice mesmo. Não sou um estilista, mas um lugar aonde 85% dos frequentadores vão com gel no cabelo, corrente de prata, regata com calça jeans e sapato skatista, boa coisa não deve ter dentro (do lugar e da cabeça). Ainda assim resolvi esperar mais um pouco, pois de repente a tal bom partido poderia aparecer. Só que quem apareceu foram dois amigos solteiros do meu pai. Sério. Quando eu vi os dois entrando no lugar, recebi o golpe de misericórdia e sai voando dali.
Decidimos dar uma olhada em outra baladinha e que a julgar pelo som, estava muito boa. E de fato estava. Som bom, sem fila e gente (mais ou menos) bonita. O problema é que eu já estava empanturrado de cerveja pelo aquece que fiz com o meu amigo e não gostaria de tomar destilado pra não dar PT. Qual a opção? Vinho.
O lorde aqui ficou apenas nas tacinhas de vinho e olhando o movimento. Identifiquei uma garota interessante, não precisou de muito esforço para conseguir beijá-la, nem para bodiar dela no segundo seguinte. Ao perguntar o que ela fazia a garota respondeu “manicure”. Nada contra essas profissionais, mas a garota era especialmente acéfala e beijava mal pra cacete. Acabei abrindo fora e fui procurar algo melhor e encontrei.
Era uma morena fenomenal. Gata, elegante e não tirava o olho de mim. Cheguei. Na conversa descobri que ela também trabalhava em sampa, que era independente e estava solteira. Perfeito. Pois bem, mas não para o sortudo aqui. Primeiro ela veio com um papo de que eu era “muito forte” pra ela, depois falou que não costumava sair com “homem de balada” e por fim arrematou com um “não fico com homem que toma vinho”. Bom, se ela gosta de homem franzino, reduz uma pessoa dentro de um estereótipo ao qual ela pertence (“de balada”) e gosta de homem que toma cachaça, realmente não é para o meu bico, mas então que não fique olhando.
Revoltas a parte, resolvi curtir a bandinha, o meu vinho vagabundo e trocar ideia com o meu amigo. Justamente no exato momento que a vocalista tocou uma música que marcou o início do meu antigo namoro. Apesar de estar com a situação bem resolvida, as músicas tem um poder incrível de dar aquela nostalgia doída mas bacana de algo ou momento que passou, só que digamos que balada não é o melhor lugar para sentirmos isso. Fiquei reflexivo e bodiei do lugar.
Foi então que tive o melhor momento daquela noite, passei na esquina da esfiha e comprei 3 bem gordurosas. Acordei as 11:00 da manhã de domingo com os mimos da minha mãe e apesar dos pesares agradeci por estar sozinho.