Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu “estado civil” para aprofundar minha análise como espectador e não ator.

Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, “Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia”. Achei que fosse mais um daqueles tantos “alertas” que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.

Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.

Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.

Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda  nos convidou para participar, mas ignoramos.

No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, “Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade”. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.

No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).

Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.

Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres “fáceis” lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das “piriguetes húngaras” tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.

E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.

Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.

Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial “I got a feeling”, dando a entender que a noite seria “a good good night” cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás…

(continua no próximo post, com promoção!)

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A animação abaixo reflete muito bem a mecânica de “estar solteiro vs namorar” que povoa a cabeça dos homens. É um vídeo já meio velhinho, quem já viu vale a pena rever, quem não viu, se divirta.

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O Manual saiu no maior jornal do Paraná! Vejam aqui a matéria:)

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Conforme definido nos comentários do post anterior, a coluna Dia do Leitor será randômica, ou seja, não haverá dia fixo para publicá-la. Isso porque não quero ter mimimis de leitoras falando que a coluna foi extinta, fazendo cobranças do motivo pelo qual não postei, etc, etc. Ao contrário do que alguns sugerem, não posto por falta de tempo, não é jogada de marketing, nem desleixe.

A idéia foi bem recebida. Vieram muitas histórias bacanas. As duas principais diferenças para a Sexta das leitoras é que as histórias são mais objetivas (leia-se curtas e diretas ao ponto) e com mais erros de português.

Bom, a história que o leitor Bertoldo mandou ilustra bem alguns temas e situações que eu posto aqui, e abre o velho dilema: A sociedade é machista ou as mulheres que estão se masculinizando? Vamos ao causo:

“No começo desse ano fui para um aniversário de um amigo em uma balada aqui em Brasília. A festa era open bar até 1h. Como sempre, entramos uma galera em torno de 11h30 e virar vodka já era de praxe: de 5 em 5 minutos os copos esvaziavam. A galera ainda estava toda parada, apenas conversando e brincando.

Ai, já bem torto, eu e o primo do aniversariante resolvemos ir “à caça”. Nem andamos muito e já encontramos uma loira e uma morena. Voamos em cima com aquele papinho besta, puxando risadas, etc… Acabei de me concentrando na loira e peguei. Meu amigo, apesar de várias tentativas, na morena, não conseguiu nada e, meio contrariado, saiu de perto. Quando deu um tempinho, a loira, que eu estava ficando, foi ao banheiro e eu comecei a conversar com a morena.

Papo vai, papo vem, acabo pegando a morena também… Quando a primeira volta e me vê a com a amiga, fica indignada, chama a amiga pra conversar e eu fico ao lado só ouvindo… “Mas amiga, você não viu que ele tava ficando comigo agora mesmo ? Esse moleque não vale nada, larga esse menino, etc…” Não discordo dela, mas convenhamos que a amiga também não vale um centavo. Bom fiquei com a morena o resto da noite e ainda encontrei a loira algumas vezes e ela realmente estava muito puta, me chamando de babaca e tudo mais.

Cafa > Aqui vale uma observação sobre “amigas”. Já fiz um post sobre isso certa vez, mas volto a repetir, é incrível como boa parte das amigas de mulher é falsa. Em uma proporção que não se vê entre os homens. Como diz o Bertoldo mais pra frente, há um código de ética entre nós e não ficar com a ficante ou não chegar no prospect do amigo é algo extremamente respeitado. Homens que não seguem esse acordo são excluídos da roda. No caso em questão, ao invés da loira chamar a amiga de vagabunda, simplesmente deu uma de Poliana e a alertou dizendo que o cara não prestava.

Numa outra noite, quase um mês depois, fui pra outra balada com amigos e andando pela festa topamos em duas loiras e meu amigo foi azarar uma. Como código de amigos, imediatamente fui conversar a com a amiga dela. Ao começar a conversar achei o rosto familiar mas não lembrava da onde. Perguntei da onde a conhecia e ela respondeu com um sorriso sarcástico: “Do Café Cancun (balada aqui de brasília)…” Na hora percebi quem era a guria e já vi que tinha entrado num buraco. Só respondi: “Ihhh… foi mal, beijomeliga” e já fui indo embora, mas para minha surpresa, ela pega no meu braço e pede pra eu ficar.

Cafa > Opa. Sei como é isso. Nessa hora o cafometro apita, as sirenes acendem e a palavra “Piriguete! Foda em vista!” soa.

Conversa vai, conversa vem e pego ela de novo. E dessa vez, saímos juntos da balada e direto transar… Ao final, deixando ela em casa, por costume, pedi o telefone e talz, ela me passou e foi anotar o meu e ai veio a minha maior surpresa: “Qual o seu nome mesmo?” Fiquei abismado. Uma mulher tendo uma atitude assim de homem ? Transando com um cara que nem sabe o nome…

Cafa > Você ficou abismado? Eu já não me assusto com isso. Você fez bem ao entrar no jogo e oferecer o que ela quer. As mulheres dão as pistas, é só aprender a decodificá-las. Se ela quer ser tratada como uma vagabunda, assim será tratada. Pode ter certeza que se naquela outra balada você tivesse ficado de casal com ela, provavelmente não teria comido tão fácil (poderia sofrer da Síndrome do Bom partido).

Realmente os tempos mudaram e como diz um amigo meu que ficou solteiro agora depois de 5 anos namorando: “Não sei mais como funciona esse mundo… tá tudo invertido”. Depois me lembrei dela falando que eu não valia nada, etc. Eu concordo que não valho, mas agora a guria não tem nenhuma moral para falar algo de mim.

Cafa > Eu sempre falo que quem coloca o freio na relação é a mulher. E é isso que dá a graça na “caça”. Gosto de saber que a garota liberou pra mim, porque eu tive a capacidade de conquistá-la, não porque ela dá para o primeiro que diz boa noite e depois nem o nome dele lembra. Sobre o seu amigo, ele deveria ficar feliz, afinal para um cara solteiro que não tem pretensão de namorar, o mercado está farto e as mulheres facinhas.

Meu relato pode parecer machista, mas é apenas a surpresa de ver mulheres agindo como homens. Apenas uma coisa: se querem agir como homens, tenham cabeça pra segurar depois e não ficar se sentindo mal porque o cara não ligou”.

Cafa > Essa pecha de “machista” brotará nos comentários desse post. Há mulheres que não entendem que a grande maioria dos homens pensa assim. Antes eu era uma voz solitária nos posts, pelo menos agora perceberão que não se trata de uma opinião isolada.

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Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.

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Um dos principais motivos das mulheres lerem meu blog é saber o que passa na cabeça dos homens, o que eles querem ? o que valorizam ? O que abominam?

Como eu disse certa vez, não tenho a resposta pra tudo e algumas das coisas que eu falo as vezes não são aplicáveis a todos os homens. Porém, como faço parte do gênero, conheço os bastidores e como este personagem se comporta nas mais diversas situações. Por isso, acredito que pelos menos 80% do que falo reflete o que os homens pensam.

Posto isso (sempre quis usar essa expressão), hoje vou fazer um post mais leve sobre qual o real intuito dos homens em algumas frases proferidas. Vamos a elas:

1-) “Seu sorriso é lindo. Além do que, você parece ser uma pessoa muito inteligente” >
Essa é a típica cantada do cara esperto que quer pegar uma pseudo-esperta. Geralmente a garota é muito gata e já está acostumada a receber elogios que valorizam seus atributos físicos. Para ganhar esse tipo de mulher o jeito é falar do sorriso (que além de toda mulher gostar, só de falar “Você tem um sorriso bonito” a bobona já abre um sorrisão) e elogiar atributos psicológicos. Mulher gatona sabe de suas qualidades físicas e por isso adora saber que também é inteligente (mesmo tendo um cérebro de empada).

2-) A série “Você merece alguém melhor que eu”, “Não dá, você me lembra uma pessoa que eu amava”, “Não quero te fazer sofrer”, “Preciso de um tempo pra mim”, “Você é uma ótima pessoa, mas não sei se é isso que eu quero”, “Nos conhecemos na hora errada”, blablablabla whiskas sache > Quem aqui tem +20 e nunca ouviu uma dessas frases? Posso garantir com plena convicção que 9 entre 10 é pura mentira e enrolação. Algumas leitoras vão falar “Isso é uma grande molecagem, coisa de homem que não sabe dizer na cara o verdadeiro motivo por estar terminando”. Nem sempre. É que o desgaste de ter que terminar com alguém que você não teve um relacionamento intenso, não compensa o preço da verdade. Um exemplo prático. Certa vez eu conheci uma garota bacana, mas que só depois de algumas saídas descobri que ela não era muito afeita ao trabalho e só tinha papo idiota. Vou falar o que? “Vai trabalhar e ler um pouco?” É melhor falar que preciso de um tempo pra mim e chutá-la.

3-) Mulher: “Se eu for pra sua casa você vai achar que eu sou uma vagabunda”; Homem: “Eu?! Imagina, você está com vontade e eu também, nada mais natural. A sociedade mudou.” > Realmente a sociedade mudou, mas se vocês não se conheceram previamente e vai dar para o cara de primeira, pode ter certeza que boa parte dos homens vai pensar “Vai logo vagabunda, dá pra mim”. E outra, a colocação dessas mulheres tem o único intuito de mostrar um pseudo moralismo. No fundo ela sabe que é isso que o cara vai pensar dela (afinal, nenhum homem falará francamente o que pensa), mas quer ouvir uma mentira pra se reconfortar. Quer dar? Dê, mas não fique de falso moralismo.

4-) (mulher pedindo opinião do cara sobre a roupa que está); Homem: “Tá linda” > Se o cara não tem intimidade com a garota e ela não passa de um lanchinho, jamais ele falará o contrário. Ela pode estar com um cinto de oncinha, uma blusa de zebrinha e um sapato rosa que ele vai falar que está bom, afinal dali a 30 minutos ela estará sem nenhum desses adornos cafonas.

5-) “Restaurante? É que estou um pouco cansado, não prefere alugar um filme?” > Tática aplicada pelos homens solteiros que não tem saco pra social com lanchinhos. O cara sabe que a mulher não vale a conta do restaurante e que a possibilidade de sair dali e ir pra cama é mais difícil. Porém, ele sabe também que não pode fazer um convite indiscreto e direto do tipo “Vem aqui pra casa pra gente ouvir uma música” A garota precisa se sentir valorizada e que o cara não está saindo com ela com o único interesse de transar.  Então, ele usa o eufemismo “não prefere alugar um filme”, pois está subentendido que é um convite pra ir pra casa e mais subentendido ainda que o filme vai começar no sofá e terminar na cama.

6-) “Você precisa conhecer ____________ ” (preencha o espaço com “minha coleção selo” ou “meu pug” ou “minha discografia X” ou “meu petit gateau” , etc > Mesmo objetivo do item anterior.

7-) “Desculpa ir assim tão acelerado, é que você mexe comigo” > As vezes pode até ser verdade, mas em grande parte das vezes o cara quer mexer com o ego da garota. Que mulher não gosta de se sentir A gostosa, que tem Aquele sex appeal, enfim, que enlouquece os homens? Ela se acha a tal e acaba liberando para o cara não porque é facinha (imagina!), mas porque é irresistível. Rá.

8 -) “Eu acabei de sair de um namoro, preciso de um tempo pra respirar, mas quem sabe mais pra frente…” > Como se namoro tirasse o ar de alguém. Aqui o cara simplesmente está dizendo que cansou de ficar com uma mulher só e agora quer comer a maior quantidade possível que ele conseguir, mas não quer perder a boquinha.

9-) “É que eu já combinei de sair com meus amigos, vamos sair outro dia” > Aqui ele quer dizer, “olha só, cansei de sair com você, preciso agora me divertir com meus amigos, beber, pegar algumas mulheres e quem sabe levar uma pra casa, porém não quero que você fique brava, pois algum dia eu posso estar sozinho e ai só me restará você”.

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Desculpem a ausência tão prolongada, mas meu trabalho está bem pesado. Em breve vem promoção pra compensar. :)

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Calma. O namoro do Cafa vai bem, mas ele ainda não será papai, nem está prestes a bater as botas. Explico o motivo do post.

Desde pequeno eu nunca pensei em ter filha. Tinha em mente aquele pensamento machista, “não quero ter filha e saber que algum homem vai comê-la”. Porém, com o passar do tempo, amadurecimento e analisando os comentários femininos aqui do blog, percebi que filha mulher tem muitas vantagens e qualidades que raramente há nos homens e que eu nunca tinha parado pra pensar. Por isso, além de um cafinha eu pretendo ter uma mocinha.

Só que tenho observado que com toda a liberdade feminina (seja comportamental, financeira ou sexual) muitas mulheres se perderam no caminho. Ao invés de usar essa liberdade a seu favor, trocaram os pés pelas mãos, procuram se igualar em tudo aos homens e depois ficam chorando pelos cantos tentando entender onde que erraram e no fim jogam a culpa nos próprios homens e nessa sociedade machista.

Nesses dois anos e meio de blog recebi centenas de e-mail de leitoras e comentários aqui no blog me agradecendo por ter aberto os olhos delas e feito compreender que o mundo não é assim tão rosinha e simples como um conto da Cinderela e um Sex and The City que no final tudo é resolvido com umas comprinhas em loja de grife e uma putaria com um desconhecido. Portanto, assim que minha filha completar 15 anos, vou fazer questão que ela leia os textos que escrevi neste blog (que provavelmente não existirá mais), mas antes mostrarei uma carta pra ela. Segue-a abaixo.

“Querida filha,

Escrevo essa carta muito antes de você nascer e espero que com seus 15 anos de idade você já tenha maturidade e inteligência suficientes para encarar todos os problemas e desafios que virão daqui pra frente.

Essa carta poderia conter várias dicas escolares e/ou profissionais, vários lugares comuns e declarações kitsch de amor, mas isso são coisas que em simples conversas de pai pra filha se resolvem e em alguns gestos de carinho. Porém, há certos assuntos que nem sempre são fáceis de resolver em uma conversa devido a timidez e vergonha em relação a temática, mas que são importantes para o seu desenvolvimento emocional. Além disso, quero evitar que você sofra em vão e chore por coisas (e gente) que não valem a pena. Dividirei por tópicos (coisa de um chato metódico).

Popularidade – Espero que você não seja a garota popular do colégio ou faculdade. Geralmente essas garotas são fúteis e ocas por dentro. Acreditam que conseguirão tudo na vida dando apenas um sorriso e mostrando a bunda, mas quando ficam velhas não conquistaram nada (no máximo um marido rico). Quando jovens, pessoas inteligentes e com senso crítico não são muito valorizadas pela maioria e consequentemente não são populares. Não se preocupe com isso.

Amigas – Você deve conhecer muitas garotas e as julga amigas. Mas cuidado, mais da metade delas não pensará duas vezes se tiver que pisar em você pra conseguir algo. Muitas delas ficarão com garotos que você paquera, outras falarão mal e tirarão sarro de você pelas costas. Não se nivele a elas, não brigue, trate-as como colegas. A vida se encarregará do resto. Suas melhores amigas você contará dos dedos da mão (e talvez as encontrará apenas quando for mais velha) e as valorize muito, elas são a família que você pode escolher e você aprenderá muito com elas.

Balada – Espero que você aproveite as baladas tanto quanto seu pai curtiu quando era mais novo. Dance bastante, beba (só depois dos 18) e se divirta com as suas amigas. Se aparecer algum cara bonitão e principalmente com bom papo e algo na cabeça (que não seja gel e boné), dê uns beijos. Sua avó não teve essa liberdade, sua mãe teve um pouco e você terá bastante. Porém, não entre em ondinhas que os homens colocam como “super descoladas” e depois te chamam de vagabunda pelas costas. Alguns exemplos: beijar mulher na balada, transar na primeira noite que conheceu o cara, encher a cara até vomitar, etc. Na hora tudo parece muito bom e divertido, mas nos dias seguintes, em grande parte das vezes, é só decepção.

Virgindade – Se você já perdeu a virgindade, espero que ao contrário de grande parte das garotas, ela tenha sido prazerosa e com alguém especial. Se ainda não perdeu, mantenho a expectativa de que ela seja boa. Se não for, saiba que melhores (e muito melhores) virão. Porém, quero que você entenda que provavelmente o garoto que transar pela primeira vez com você, não será o homem de sua vida, mas você jamais se esquecerá dele. E cá entre nós, não seria bacana ter a recordação de um abobado para o resto da vida, por isso saiba escolher essa pessoa especial.

Namoro – Seu pai não teve muitas experiências em relação ao namoro (quando escrevo essa carta estou com 26 anos e namorei apenas 3x), mas aprendeu bastante com a terceira namorada. Nunca namorei, pois sempre que ficava com alguma garota, sentia que algo faltava nela. Se rolava química, a garota era uma mula. Se era inteligente, não rolava química. A união dos dois sempre foi um problema e acredito que será para você também. Por isso, não comece a namorar até você ter certeza de que encontrou alguém bacana e “completo”. Conheço vários casais que começaram a namorar por mera convenção e um vivia traindo o outro (algo que eu espero que você nunca faça) e insatisfeito. Se você não encontrou alguém bacana, gerencie a sua geladeira com pessoas especiais e vai curtindo sua solteirice até achar alguém que desperte algo diferente em você e que isso seja recíproco. E muito importante, não se desespere mesmo se com seus 20 e poucos anos não encontrar alguém interessante. Não há nada mais deprê que uma mulher solitária atirando pra tudo quanto é lado pra ver se fisga algum homem. Uma parte significativa dos homens só está a fim de curtição e completamente desencanado de algo sério, mas se você for especial para algum deles (que não seja um acéfalo), pode ter certeza que ele continuará na curtição, mas com você do lado. (…)

(continuará no próximo post)

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O “One night stand” ou popularmente conhecido como “foda de uma noite” tem se tornado cada vez mais comum hoje em dia. Porém, sua adesão não tem unanimidade entre as mulheres. Há aquelas que abominam com o argumento de que não é possível ir pra cama com alguém que mal se conhece e as que defendem alegando que com este tipo relação evitam o desgaste de um relacionamento sério e ainda conseguem se aliviar.

Como todo cafa que se preze, na minha época de solteiro eu era adepto do conceito, mas confesso (e vocês podem acompanhar nas histórias “cafa em apuros“) que obtive mais infortúnios que benefícios. Isso porque ou a mulher tinha alguma coisa estranha nos países baixos, ou porque cantarolava na transa, ou porque era uma múmia, ou porque no dia seguinte era um demônio, enfim, a probabilidade de dar merda era sempre alta. Lembrei dessas desventuras depois de ouvir a história de um amigo que passou um apuro semana passada com uma garota.

Ele estava em uma balada open bar e já tinha pegado algumas mulheres, mas nenhuma aceitava sair com ele dali para ir ao motel. Foram passando as horas, o nível  caindo e lá pelas 4:00 da manhã arrumou uma coroa topa tudo (que naquele momento ele julgou ser gata e gostosa). Como ele estava sem carro, foi de carona com a coroa para um motel.

O problema é que geralmente motéis ficam longe de bairros residenciais, em áreas bem isoladas. Essa pequena viagem já fez com que ele ficasse um pouco sóbrio e percebesse que aquela coroa não era assim tão gata, mas pegável. Chegando no motel a mulher pegou uma suíte top de R$400,00 e lá foram. Já dentro do quarto a mulher pediu para ele esperar um minutinho, pois precisava ir ao banheiro. Até ai tudo bem se fosse pra fazer um pipizinho ou pra tomar banho, maas a garota ficou mais tempo que o normal para xixi e não houve barulho de chuveiro. Conclusão? Ela foi soltar um barro.

Quando ela saiu ele resolveu convidá-la para dar um pulo na piscina. Desta forma ele limparia possíveis vestígios no fio-o-fó (afinal papel higiênico não limpa, espalha) da garota e de quebra tiraria todo o budum que fica no corpo pós balada. Porém, ao entrar na piscina, algo inusitado ocorreu.

Ele ficou praticamente sóbrio e ela praticamente um monstro. Essa junção de fatores fez com que ele broxasse na hora. Ela ainda tentou pegar no meninão dele murcho, mas não tinha reza que levantasse o defunto. Ele pediu pra ela dar um tempo na cama, pois iria tomar banho. Deu uma bela enrolada lá dentro e quando saiu a garota estava capotada na cama.

Pensou bastante e como não tinha vínculo com a garota, nem comido e iria pagar uma conta altíssima de motel só pra tomar banho de piscina gelada e duchar-se, resolveu ir embora de fininho. Pegou suas coisas bem devagar e saiu do quarto. Só que em motel 95% das pessoas chegam motorizadas e como ele estava indo embora a pé, o porteiro achou estranho e chamou a atenção dele. Meu amigo disse que tinha deixado dinheiro com a garota e saiu ligeiro do lugar.

Porém, ele estava longe da civilização, sem celular e não podia voltar pra chamar um táxi. Resolveu ir até o ponto de ônibus mais próximo esperar a condução. Passou uma meia hora e ao invés de aparecer um ônibus ou táxi, apareceu a coroa no carro pedindo pra ele entrar.

Ele relutou um pouco, mas não como não tinha opção, entrou. A garota foi o caminho inteiro dando lição de moral. Quando chegou na casa dele, ela soltou “Isso que dá sair com moleque”.

Agora vem cá, de quem é a culpa nisso tudo? Do “moleque” ou da mulher que leva pra um motel um cara que ela nunca viu na vida? Não quero dar uma de puritano, nem ser falso moralista, mas faltou bom senso por parte da garota. E se ele fosse um pervertido? Forçasse a garota a fazer algo? Tirasse foto dela pelada? Sei lá, tem muita gente podre por ai e mulher por ser mais frágil que o homem deve ter cuidado redobrado com one night stand. O ideal é pegar o contato do cara para em um segundo encontro conversar mais com ele e tentar identificar se não é um maluco ou um “moleque”.

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É comum aparecer nos comentários de alguns posts, leitoras mais exaltadas dizendo que eu estereotipo muito as mulheres, que não se pode tomar um modelo e querer aplicá-lo a todas as mulheres desprezando assim a particularidade e característica individual de cada uma.

Por um lado elas estão certas. Eu também não curto quando aparece uma paraquedista-cabeça-de-pudim que só de ler o nome do blog faz um estereótipo de cafajeste achando que eu sou um cara escroto, sem valores e machista.

Porém, seria um pouco complicado vivermos sem estereótipos e quebraríamos a cara diversas vezes tentando procurar a essência das pessoas. Por exemplo, quantas vezes você desencanou de tentar algo com aquele cara boa-pinta da roda, porque ele sempre está ficando com uma garota diferente e você não gostaria de ser apenas mais uma? Por que você não acreditou que com você seria diferente? Está certo que certas mulheres até acreditariam nisso, mas para boa parte o sinal de “essa é uma fria” vai aparecer na cabeça. Isso porque elas já vivenciaram uma situação dessa ou viram amigas quebrando a cara com garotos desse perfil. E ai o estereótipo está formado, homem bonito + popular + mulheres em cima = não quer nada sério.

Fiz essa introdução, pois no fim de semana eu estava numa festa de aniversário e identifiquei uma série de estereótipos das mulheres as quais meus amigos estavam planejando sair. Resolvi trazer 5 para vocês.

- A descartável > Toda piriguete é descartável, mas nem toda descartável é piriguete. As descartáveis geralmente habitam as baladas ou festas regadas a muita bebida. Ai chega lá pelas tantas da noite, está todo mundo doido de goró e chamando urubu de meu louro. Os homens doidos pra arrumar um buraco pra se enfiar e as mulheres não querendo ficar na seca. Como a bebida deixa as mulheres mais suscetíveis e emotivas, os homens se aproveitam do momento, tornam-se “românticos e fofos” e ai fazem do carro no estacionamento um motel ou os mais audaciosos levam pra casa. Só que ai chega o dia seguinte, geralmente o cara vai acordar com exu do lado ou morrendo de dor de cabeça, louco pra que a garota crie asas e voe pela janela afora ou que vire a desejada pizza amanhecida. Até aqui estaria tudo normal no contrato “one night stand” se grande parte dessas mulheres não insistisse em ficar ligando depois ou querendo romance. Um exemplo prático aconteceu com um amigo no semana passada, ele saiu com uma garota no final da festa, finalizou-a no carro e na sequência ela foi pra um lado e ele para o outro. Tudo perfeito se não fosse pelo fato dela ligar no celular dele no dia seguinte (ele não se lembra de ter dado o número) e uma lanchinho dele atendê-la.

- A burra que não vale ir pra cama > Essa coitada nem na categoria descartável consegue entrar direito. Geralmente ela é a amiga de uma amiga que foi apresentada a um amigo solteiro (sim, é confuso). Ela até dá mole para o cara, mas a acefalia somada aos erros de português proferidos ou seus gostos duvidosos são tamanhos que faz com que o coitado broxe antes mesmo que ela esfregue a lâmpada. Recentemente vi esse caso acontecer duas vezes. Em uma delas, meu amigo ficou todo empolgado pelas fotos da garota no Orkut (apesar dela ser mais ou menos). Porém, só foi ele marcar um restaurante e em 30 minutos já tinha vontade de comprar uma gramática pra coitada. Eu chamei-o de bundão já que poderia ao menos tentar dar umazinha na anta, porém ele me disse com toda propriedade “Cafa, o desgaste que eu teria pra comer essa mulher e ela ficar falando asneira no meu ouvido o resto da noite, vale mais pagar uma puta que ao menos vai entrar quieta e se não ficar, eu mando ela calar a boca”. Tenso, eu sei.

- Balzaca puritana > É meio que consenso entre os homens, a mulher que dobra a casa dos 30 e não libera de primeira, corre o grande risco de ser descartada de um futuro encontro. Isso ocorre, pois na mente masculina mulheres que possuem elevada experiência sexual não devem regular a mixaria. E ai geralmente a balzaca fica na incógnita, será que libero de primeira e prendo o cara pelo sexo ou tento dar uma de santa e mostrar que eu tenho meu valor? A decisão não é fácil e pode variar de homem pra homem, porém dos que eu conheço, nenhum gosta de enrolação com mulheres mais velhas. Recentemente eu falei o caso da Iemanjá, ela é a típica balzaca que achou que prenderia meu amigo pagando de santa. O pior é que ele me confessou que mesmo se ela desse pra ele, ele pularia fora depois. Complicado, né?

- A grude > Esse tipo é um dos mais comuns entre as mulheres. Todo homem adora ter uma grude no seu pé. Ele gosta de reclamar para os amigos que não curte “pô cara, essa mulher não sai do meu pé, não sei o que faço, olha só quantas mensagens”, mas lá no fundo ele adora isso, pois ajuda a inflar seu ego. A grude sempre dá indiretinhas pra sair (dificilmente ela espera ser convidada), está sempre disponível mesmo que seja uma segunda-feira as 3 da manhã e adora infernizar o coitado por todos os canais disponíveis (Msn, Orkut, celular, e-mail, etc). Para ilustrar esse quadro, há um mês presenciei um caso. Estava com uns amigos em um churrasco e tarde da noite já estávamos todos breacos, quando cada um começou a fuçar sua agenda pra arrumar a lanchinho que fosse dar a sobremesa da noite. Um deles foi bem sacana. Pediu silêncio e colocou a ligação no viva-voz pra falar com uma grude. Falou meia dúzia de barbaridades pra garota e a tonta toda solícita concordou em ir até sua casa dali a meia hora. Realmente, tem mulher que achou a periquita no lixo.

- A amiga nebulosa > As amigas nebulosas são um dos mais recentes estereótipos que conheci. Eu nunca acreditei muito na amizade homem e mulher. Na minha opinião ela só ocorre quando a mulher é feia, pois se é bonita ou o cara já pegou ou já tomou fora e ai dificilmente rola uma amizade. Porém, há as coitadinhas que até são bonitinhas e inteligentes, mas não têm nenhum sex appeal e ai acabam virando uma amiga nebulosa. Mas por que nebulosa? Geralmente o cara já ficou com essa garota e o papo foi ótimo, mas a pegada uma grande porcaria. Só que num belo dia ele se encontra sozinho e ai resolve procurar essa amiga nebulosa para dar uns pegas, porém após se encontrarem a ausência de sex appeal da garota faz com que o cara perca o tesão de partir para o ataque e ai ficam como grandes amigos conversando no restaurante. No final da noite ele vai pra casa e soca uma sozinho e a garota vai pra sua com uma grande dúvida na cabeça “O que esse porra quer?”.

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p.s. As camisetas do blog estão quase prontas! Já abri a pré-venda para quem quiser encomendar a sua. Para maiores informações criei uma coluna nova na esquerda.

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Não sei se é vício gerado pelo blog ou mera abelhudice mesmo, mas eu adoro fazer pesquisa de campo e ficar de butuca escutando as conversas de mulheres sobre homens e relacionamento em geral. Meus lugares preferidos são salões de cabeleireiro, barzinho e praia. Semana passada eu ouvi nestes dois últimos ambientes um assunto meio que misterioso para algumas mulheres, por que alguns homens às vezes são lerdos? Tenho uma resposta parcial.

Eu digo parcial, porque há homens que são lerdos desde criança e ai não tem mulher foguenta que consiga acelerá-lo, porém há outros casos que vou chamar aqui de relação custo-benefício que não compensa. Há duas vertentes, a financeira e a psicológica / física.

A financeira é quando o dinheiro despendido para levar uma garota pra cama não vale o produto adquirido (já espero o ataque das feministas com a volta da acidez). Exemplifico.

Hoje estava conversando com um amigo que foi pro interior de Santa Catarina em busca das loiras-gatas-simpáticas-com-sotaque-bonitinho pra curtir o feriado no melhor estilo solteiro (sim, ele fez piadinha comigo por não poder acompanhá-lo). Como bom homem que sou, logo fiz a pergunta mais comum “e ai, comeu alguém?”. Ele disse que não, mas porque o custo benefício financeiro não valia. Ele conheceu uma garota numa balada, disse que era muito gostosa, que rolou a maior pegação no meio da pista e nos cantinhos, mas que era um tremendo jaburu. Como ele estava na casa de um familiar e sem carro, disse que teria que gastar com o táxi e com o motel, fez os cálculos e viu que o investimento seria por volta de R$ 300,00. Solução? Ele saiu da balada e foi pra um puteiro.

A psicológica / física geralmente ocorre com mais frequência quando o cara já conhece um pouco mais a garota. Como eu costumo dizer aqui no blog, há mulheres que possuem uma função muito clara para um homem, ou são amigas (feia e inteligente), ou poderão ser lanchinho com possibilidade de virar namorada (bonita e inteligente), meras piriguetes tiracolo (bonita e burra) ou uma piada (burra e feia). Geralmente o custo benefício de ordem psicofísiológico ocorre com mulheres burras. Exemplifico.

Em um fim de semana do ano passado, eu estava de bobeira em casa quando um amigo me chamou pra passar o fim de semana no sítio dele no interior de São Paulo. O cara estava sozinho com o seu casinho e a prima dela (que eu já havia ficado) e me convidou pra passar o fim de semana lá, ou seja, sexo o fim de semana inteiro. Só que eu conhecia a garota e ela é uma topeira daquelas mongas que escreve “a gente” tudo junto, fala gírias infantis, gosto musical duvidoso (Nx0, pagode e cia) e uma limitação de papo que não tem assunto meteorológico que resolva. Coloquei na balança e vi que o desgaste físico / psicológico de ter que me deslocar até o lugar, aturar uma mala e ficar de namorandinho com alguém insuportável durante tanto tempo, não compensaria. Desisti, aluguei um filme e comi uma pizza sozinho.

Portanto, antes de ficar chorando as pitangas e de lamúrias com a sua amiga dizendo que fulano é lerdo ou que anda negando fogo, veja se realmente ele nasceu com a lerdice ou se você não foi vítima da relação custo-benefício.

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Votação encerrada. A camiseta 4 da Michelle foi a vencedora e virará a camiseta oficial do blog. Conversarei com a leitora da 5 pra tentar fazer adesivo com ela. Obrigado a todas que participaram e votaram!

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A todas leitoras que têm reclamado da minha ausência ou posts sobre minhas histórias cafajestídicas, peço um pouco de paciência. Primeiro, o que não é novidade, estou com mais trabalho do que nunca e mal consigo responder as perguntas simples do Cafa Responde. Segundo, o que é novidade, cafa está numa fase rara da sua vida amorosa e resolveu tirar um pouco o pé do acelerador das baladas e putarias. Digamos que o anjinho que fica no ombro direito está falando mais alto que o diabinho no esquerdo.

O problema é que o diabinho não gosta de perder o jogo e está sempre querendo chamar a atenção. E justo no momento em que eu começo a sossegar um pouco, as tentações aparecem.

A primeira tentação obviamente são as mulheres. Parece que mulher solteira tem faro para homem que está mais sossegado ou compromissado e é só o cara desaparecer de cena que começam a surgir os telefonemas, mensagens e demais contatos para um booty call.

Na última semana (e não estou querendo me achar) foram 5 pedidos recusados ou ignorados. Fico imaginando que as garotas devem estar pensando que estou frouxo ou que me enjoei delas. Bom, a segunda opção até tem um pouco o seu fundo de verdade. Porém, não me enjoei do sexo feminino e sim dos one night stand.

Já imagino as paraquedistas e pentelhas de plantão falando “ahhhh você não é cafa, tá negando fogo!” ou “Iiii o cafa está namorando”. Porém, quem é leitora de longa data e conhece um pouco sobre o universo cafa, sabe a diferença entre um cafa e um canalha e que eu não começo a namorar sem antes ter certeza de que há afinidade suficiente para isso.

A outra tentação são os amigos solteiros (já espero as piadinhas de duplo sentido).  Na semana passada declinei dois convites para uma festa vip e uma formatura de faculdade (ai) no fim de semana, porque tinha combinado com a garota que estou saindo de viajar. Só que eu não sou daqueles babacas que logo que começam a ter algo sério ou namorar esquecem os seus amigos e vivem em função da garota. Sexta-feira marquei de ir a um barzinho com eles tomar umas cervejas e jogar conversa fora, na sequência sai com a garota. Pronto, todo mundo feliz.

Porém, como se não bastasse todas essas tentações, na segunda fui impactado por outra no meu trabalho. Uma loira dentro de um presente. Explico.

Estava eu todo polvo fazendo mil coisas ao mesmo tempo na segunda-feira de manhã, quando recebi uma ligação da secretária dizendo que tinha uma encomenda grande que só eu poderia retirar no térreo. Como eu adoro surpresas e receber cartas (nem que seja newsletter de tv a cabo) fui correndo ao térreo buscar o troço. Era grande.

Olha só, um China Disco Ball (ou vulgarmente “uma bola de boate”):

Para visualizar melhor o tamanho (não sou um anão, eu estava agachado)

Achando que o presente acabava por ai, qual a minha surpresa ao abrir a bola:

Não, não era uma loira com um laço na cabeça, mas um keg da Heineken com 5 litros de cerveja! Ai dentro tinha um papelzinho divulgando a Rádio Heineken (o som é muito bom). Na minha opinião uma ação do c*.

A ideia é que eu divida o barril com meus amigos para fazer um aquece pré-balada. Porém, na minha situação atual fica difícil utilizá-lo. E se eu tomar isso tudo de cerveja sozinho vou ganhar uma bela pancinha e chamar urubu de meu loro.

O que fazer? Sortear o globo para as leitoras? Não, muito grande, só se viessem retirar comigo (um pouco arriscado). Dar o keg para algum amigo? Jamais, adoro cerveja premium. A solução foi marcar com um amigo que namora uma partida de sinuca na casa dele  e levar junto as minhas duas loiras e dar pra ela o Disco Ball de lembrança.

Enfim, tentações sempre vão existir,  e ao contrário do que diz o célebre Oscar Wilde, acredito que é possível resisti-las sim. É só driblar o diabinho com criatividade. Estou conseguindo.

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Para as leitoras que adoram ganhar presentinhos e ficaram tristes, não chorem nem fiquem de mimimi. Em breve vou sortear (juro que pela última vez) um creme da Victoria’s Secret.

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Como todo homem solteiro que pula o carnaval, eu e meus amigos sempre fazemos milhares de planos na estrada a caminho da cidade destino. O assunto é o mesmo de todas as vezes, quero comer x,  vou ficar com y, quero fazer tal coisa, não pode faltar outra, etc. Porém, a realidade é bem diferente do planejado e acontece que na maioria das vezes fica aquém do que foi pensado. Foi o que aconteceu nesse carnaval, mas isso considerando apenas o quesito putaria, pois o restante, pra mim foi um dos carnavais mais divertidos que passei.

Ficamos hospedados em uma pousada bem bacana na cidade e obviamente já tínhamos esperança de começar a azaração lá mesmo. Porém, só havia família, casal e homem hospedados. Tudo bem, hora de dar o grito de carnaval na balada de sexta. Na primeira dupla de amigas que eu e meu amigo chegamos fora da balada já não tivemos sucesso, pois as garotas queriam que pagássemos a entrada delas no lugar para ai sim conversarmos (cai fora, detesto puta de escambo). Entrei na balada. Por ser início de carnaval, a puritanagem e doce das mulheres estavam bem elevados. Parecia balada normal, tínhamos que ficar batendo papo pra conseguir alguma coisa. Depois de muitos foras, conseguimos abrir o placar e deslanchar. Porém, eu já passei da idade de achar que o carnaval é a mãe das micaretas e ficar pegando geral. Prefiro qualidade a quantidade. Fiquei com uma garota bem interessante e peguei contato. O problema é que eu estava completamente chapado e como o celular que eu estava era um emprestado da minha tia, anotei o telefone da garota sem o DDD e depois não consegui lembrar o nome dela nem identificá-lo no meio de tantos nomes estranhos na agenda.

No sábado decidimos pegar uma prainha no lugar que diziam ser “o fervo”. Fervia gente feia isso sim. Era uma baixaria só o lugar, um monte de agroboy pulando em cima do capo dos seus respectivos carros, mulheres judiadas pela vida e muita farofagem. Devido a ressaca do dia seguinte não bebemos a tarde e em virtude da sobriedade, a ressaca moral bateu. Explico. No caminho até o palco da praia havia algumas casas com foliões mexendo com quem passava na rua. Em uma delas havia umas 8 mulheres (bonitas até) com plaquinhas “Oi princeso”, “Posso beijar sua barriga?”, entre outras. Quando nós passamos, elas começaram a mexer e o que fizemos? Nada. Confesso que fui pego de surpresa, fiquei envergonhado e não consegui reagir, muito menos meus amigos. A ressaca moral foi violentíssima, ficamos a tarde inteira remoendo o episódio. Prometemos que na volta a gente pularia pra dentro da casa, mas na volta elas já não estavam lá.

No sábado a noite eu já tinha aprendido a lição do dia anterior e resolvi me precaver. Fiquei com uma garota bem interessante [2] e mandei mensagem no meu celular com o contato dela. Como ela era inteligente, gostosa e tinha um bom papo, resolvi ficar de namorico com ela a noite inteira. Meus amigos surtaram, “como numa noite de carnaval você fica de casinho?!” “A mulher é terrível, cai fora”, entre outras mensagens de apoio e incentivo. Porém, como um bom estrategista amoroso (gasp, gasp) eu sabia que ia colher o resultado da minha investida no dia seguinte. O que de fato aconteceu, mas não saiu como eu esperava…pra variar.

(continua no próximo post…hehe)

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p.s. Desculpem a ausência de postagem, é que voltei do carnaval com uma baita gripe e com um monte de trabalho acumulado. Mal tive tempo de descansar.

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