O segundo candidato a me substituir no blog é carioca (estou me sentindo um apresentador barato), já namorou 6 vezes e pelo visto já entrou em apuros como todo bom cafa. Vamos lá:
“Bom como todo começo de ano, o Brasil todo vai se preparando para o carnaval e na minha cidade não é diferente. Todo final de semana eram feitos blocos aquecimento para o carnaval e lá estava eu batendo ponto em mais um bloco, só não sabia que aquele iria me levar a uma historia meio *grande, larga e nojenta.
Domingão, cerveja gelada, muitas mulheres, as musicas de micareta pra instigar o povo a cair na pegação, resolvi da umas voltas pelo bloco para abrir logo o placar em cima dos meus amigos. Quando em umas dessas voltas batemos de frente com um conhecido *homo e uma amiga dele ao lado muito bonita por sinal. Deu para perceber de longe que o (conhecido homo) comentava de mim para amiga e ela parecia afirmar o que ele falava.
Já vou falar aqui como um cafinha.. Se aproveitar dessas situações é muito bom, usar o amigo ou amiga que aparentemente gostou de você para poder chegar no seu objetivo é muito valido e geralmente é o caminho mais curto.
Enfim voltando ao bloco fui até o conhecido e pedi para ele me apresentar amiga dele, pois nunca tinha visto a menina pelo bairro e tinha ficado muito afim dela. Conversa pra lá .. e para cá a menina realmente não era do meu bairro, era de um bairro na zona norte do Rio de Janeiro.
Por fim consegui beijar a menina, só que ela tinha pegada diferente e sabia muito bem provocar. Acabamos trocando telefone, msn.. etc. Ficamos conversando todos os dias da semana na parte da noite e a provocação continuava, particularmente adoro mulheres mais velhas(ela na época com 21 e eu 19) pois é muito bom provar o contrario da sua idade tanto na maturidade, tanto na pegada, no sexo, entre outras coisas.
Em uma quinta-feira em uma de nossas conversas que já chegava ao ponto de ser quase um tele-sexo ela me fala a seguinte frase “você vai ver como eu sou grande e profunda” pensei logo ela deve ta falando da boca e respondi logo “na sexta-feira eu vou conferir”.
O combinado foi de ela vir me encontrar, a distancia é mais ou menos uma hora da casa dela até a minha. Quando ela chegou percebi que ela veio do trabalho direto para me encontrar, depois de uma pizza no restaurante o que eu queria realmente era o prato principal. Fomos para um motel próximo, chegando lá mesmo eu vindo de casa após tomar banho etc .Fui tomar um banho e a convidei pra tomar comigo ela não quis.
Por fim voltei do banho, eu não iria ficar insistindo para menina tomar banho e fui pra cima dela. Tirando a calça dela tentei ver se havia possibilidade de um oral … Nossa!!! Senhora!! O cheiro era muito desagradável. Ela mesma falou “melhor não eu fiquei o dia todo trabalhando e ainda vim de ônibus para cá” prontamente eu concordei e o jeito era tomar coragem e partir pro finalmente.
Quando começamos percebi que tinha alguma coisa de errado, imagina encestar bolas de Tênis em um aro de basquete (olha que nunca reclamaram e pelo contrario sempre elogiaram o cafinha lá de baixo) como se não desse para piorar a menina sussurra no meu ouvido “ viu como sou grande e profunda”.
Pensei muito na hora…. e realmente faltou um P*¨¨% no ouvido dela no momento, mas a minha reação foi um sorriso de sarcasmo e pensar na mulher mais gostosa do mundo pra acabar com aquela tortura, no entanto ela não queria gozar e ficava me segurando quando percebia que ia chegar LÁ.
Quando finalmente ela chegou lá ai sim a menina resolveu tomar seu banho. O combinado era de dormimos no motel e no outro dia eu a levaria em casa. Por sorte neste final de semana eu estava com alergia atacada e garganta muito ruim, o ar condicionado do motel acabou me trazendo varias crises de tosse e assim menti para ela falando que tinha Asma e que não poderia ficar ali sem remédio e que iria em casa buscar, deixei a conta paga com a recepcionista e expliquei que iria na farmácia buscar um remédio e que a minha namorada estava no quarto que poderia ligar para confirmar.
Não voltei para o motel e nunca mais falei com ela.
Recebi depois uma mensagem no celular no outro dia “ é o seu objetivo era só me comer né”. No final eu sou errado! ”
Primeiramente gostaria de agradecer a todos os leitores que mandaram suas histórias para tentar ser o próximo Cafa do blog. Pensei que o número de leitoras fosse pequeno, mas fiquei bem surpreso (e feliz) ao receber 21 histórias de candidatos.
Pré-selecionei 5 e postarei uma vez por semana a história de cada um (segunda-feira) e uma sexta das leitoras comentadas por eles (na sexta, claro). Com base no comentário de vocês escolherei 2 ou 3 candidatos. Aguardo os comentários!
“Entrei cedo na faculdade, sempre tive muito mais falhas que sucesso na vida sexual-afetiva, e tenho um talento enorme para ficar amigo de mulheres que me interessam. Esse ano, ao pintar uma oportunidade para trabalhar fora do país, fui.
Já sabia, por experiência da faculdade, onde eu era o mais novo da turma, que a primeira impressão que as mulheres de um círculo social fazem de mim acaba se alastrando. Os colegas de turma que chegaram pegando geral na calourada continuaram em geral os pegadores até a formatura, e eu infelizmente não estava incluso naquele grupo. Resolvi que aqui as coisas seriam diferentes!
Lá fui eu, então, explorar a noite europeia pela primeira vez, com amigos que fiz na empresa. Chegando à balada, surpresa: mesmo não sendo rave ou balada eletrônica, 80% do povo dançando sozinho. Na pista, mulheres lindas: eu gosto de mulheres magras e esguias, nunca fiz questão da “bunda brasileira avantajada” e nem de peitão, então, estava no paraíso.
Meu amigo, o Sjoerd, gente boa e responsável, estava com a namorada, e chamou mais duas mulheres que ele conhecia para a mesa. Bonitas e inteligentes, mas a conversa ficava nas amenidades, só… Como é difícil a azaração internacional…
Já pensando que eu iria voltar para casa frustrado, a minha colega (Vivian, namorada do Sjoerd) veio com um papo de “vamos esticar a noite lá em casa”. Ela era mais que pegável, mas eu sempre fui da filosofia de “mulher de amigo, para mim é homem”.
Achei estranho, perguntei se ela não namorava o Sjoerd mas aí veio a resposta: “ah, sim, mas nosso relacionamento é aberto”.. Nisso chega o Sjoerd na mesa, e na frente dele ela diz: “ah, Sjoerd, ele está preocupado com o que vc vai pensar”. Eu não sabia onde enfiar a cabeça, já ia jogar a desculpa (esfarrapada, já que todos falamos inglês) de que era um mal-entendido linguístico, mas daí ele diz que a sugestão partiu dele mesmo (!), que ele estava pensando em dormir fora com outra mulher (a que eu estava interessado!!) e que ele me achava um cara legal pra quase-namorada dele ter uma experiência diferente (!!!). E aí, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ela estava contando para mim, na frente dele (!!!!) que em uma viagem para o Chile ela tinha pegado dois sul-americanos e tinha gostado deles.
Para! Para tudo que eu não estou entendendo nada… Será o tal Sjoerd era bissexual interesado em mim? Que conversa toda era aquela?
Tudo pareceu estranho, mas a cabeça de baixo falou mais alto, eu voltei pra casa da Vivian, o mais bizarro – sem ter trocado um beijo sequer na balada -. Nervoso e meio constrangido, demorei um pouco a engrenar, mas aquele corpinho maravilhoso era irresistível. Pedi para bater uma para ela, e ela quase teve um orgasmo ainda nas preliminares com um “nossa, onde vc aprendeu a ser tão bom só com os dedos?”. Aí, eu quis chupá-la, e ela perguntou se podia trazer um brinquedinho. Idea broxante, mas ainda bem que eu disse melhor não. Imagina, eu chupando o clitoris e ela com um pau de plástico que vibra ali na minha boca. E ela me disse que tinha 3 brinquedos! Eca – eu me sentiria chupando um pau de plástico, vade retro!
Quando eu a estava chupando, ela fazia uns movimentos estranhos, parecia que estava com muito tesão, mas aí pedia pra trocar de posição, pra eu chupar de lado, no 69, com ela sentada na beirada da cama. Ela parecia meio bipolar, não sabia se estava fingindo, comecei a achar que sim mas relevei.
Preocupado com o que ELA faria ao me chupar, resolvi partir logo para o ataque. Mas ao invés de evoluir naturalmente nas posições, ela parou enquanto eu estava colocando a camisinha e perguntou: o que vc acha de a gente começar no papai-e-mamãe, depois a gente fica em pé e aí volta pra cama e eu faço cavalgada? (tudo com os termos em inglês). Achei estranho meio mecânico, mas quando a ação começou (e eu estava quase a ponto de broxar, mas a seca falou mais alto) ela começou a gostar, dar umas arranhadas leves em mim, lamber meu pesoço, dar uns beijos bem dados. Então, no meio da diversão ela parava como se fosse uma diretora de filme pornô (existe?) e “agora vamos mudar de posição”.
Sem entender o que acontecia, comecei a querer gozar logo antes que eu me sentisse em uma aula de educação sexual ao estilo “programa brega-mas-que-se-acha-descolado de sexo da MTV”. Quanto tudo terminou, eu estava feliz por ter transado depois de um tempo na seca, mas eu não entendi a reação dela. Primeiro ela disse que tinha adorado a transa, que eu era muito bom porque eu tinha iniciativa e ela nem precisou dizer tudo o que eu devia fazer porque eu adivinhei (oi?).
Depois, começou com comentários: seu corpo é bom, só acho que vc precisa depilar um pouco mais o peito. E aí perguntou se eu tinha alguma sugestão para ela melhorar, perguntando abertamente se eu estava encanado com o tamanho supostamente pequeno do clitoris dela. E aí começou a fazer umas comparações com o namorado, do tipo “o Sjoerd gosta dos pêlos assim, por isso que eu tirei, mas meu outro ex prefere mais raspado, o que você me diz”? E dizendo ia pedir ao Sjoerd para pegar nos peitos dela como eu peguei enquanto estava no papai-mamãe. Daí, ela me falou da mulher que eu estava interessado na balada, era uma amiga deles e o Sjoerda já tinha pego ela antes duas vezes nos últimos 6 meses. Sem saber o que fazer (no idioma Cafa, “Quero que a Vivian vire uma pizza!”), tentei fugir do assunto, afinal, que coisa mais broxante há que ficar sendo comparado com namorado?
Enfim, fui para casa, e na segunda-feira, eu encanadíssimo com a ressaca moral: “putz, transei com uma mulher, ela e o namorado trabalham no andar debaixo, e agora”? Os dois vieram me cumprimentar normalmente, na boa, e ao fim do expediente, como se nada mais pudesse ocorrer, eu encontro dos dois no caminho do metrô e eles, na maior naturalidade do mundo, começam a conversar sobre a “experiência”, e ele me diz que quer assistir eu transando com ela da próxima vez. Aparentemente, já fizeram isso antes. E ele ainda disse que pode trazer a outra mulher (em que eu estava interessado na balada), para fazer uma troca de casais, porque ela disse ao Sjoerd que ela gostou de mim e transaria comigo, mas que eu estava invadindo o espaço corporal dela na balada.
Achei tudo muito bizarro, muito estranho. E vamos ver o que a Europa me reserva, tenho muito para aprender por aqui ainda, mas por enquanto, a ideia de “mulheres-europeias-lindas-liberais-e-disponíveis” não foi bem aquilo que eu esperava. Mesmo sendo muito experiente (em termos do que a Vivian já fez ou diz que fez), ela me lembra uma guria estabanada dos tempos do ensino médio”.
Ainda estou pensando no nome do meu novo blog, mas até o final da seleção do novo cafa já terei definido e comunico por aqui. Aproveito a oportunidade para agradecer todos os comentários do post passado, bem legal ler tanto reconhecimento e mensagens de apoio. =)
Nesse feriado que passou resolvi dar um pulo com a minha namorada em Buenos Aires. Considerei novamente esse destino por 3 motivos: um que tudo é absurdamente barato (tão em conta que você gasta menos indo pra lá a viajar para o nordeste), a carne e vinho lá são excelentes, e por fim, porque o lugar tem o charme de uma Europa decadente. Sim, a ideia parecia boa, mas quando foi para a execução…
Bom, dias antes de embarcar eu peguei uma gripe do peru que eu quase punha meu pulmão pra fora de tanto tossir. Era tanto muco acumulado que além de espirrar taturanas, meu paladar ficou completamente comprometido impedindo com que eu sentisse o sabor das carnes, doce de leite e vinhos até o último dia da viagem. O destino já me alertava.
Quando fui escolher o hotel online, vi um tal de “Concorde” que parecia ter boas acomodações por um preço razoável. Reservei. Chegando lá parecia que eu estava na Pensão da Dona Armênia. Um staff amador, um cheiro de perfume barato nas áreas comuns e um quarto todo rebocado com uma porta interna no quarto que dava acesso (físico e acústico) ao dormitório do meu vizinho. A sorte é que era um casal de velhinho e digamos que a noite deles não é mais animada como antigamente, mas gostavam de um programa televisivo na madrugada. Dia seguinte pedi para me colocarem em um quarto melhor e me deram algo parecido com uma suíte presidencial, mas do Congo. Havia até sacada (imunda) com vista para um prédio cinza e feio. Ainda restava o show de Tango.
Ai sim esse foi um dos pontos altos da viagem (além da excelente companhia, claro). Não sou apreciador de show de dança, musicais e demais coisas do gênero, mas o show que assisti me deixou realmente surpreso. Incrível a qualidade da música, dos dançarinos e quando uma senhora de mais de 70 anos sobe pra cantar e dançar tango, difícil não se emocionar. O nome do lugar de chama Viejo Almacén. Recomendo. Voltando…
Nos dias que se passaram tirei para dar uma volta pela cidade, tomar cafés, visitar feirinhas (coisa de namorada), e claro, comer. Uma coisa me chamou bastante a atenção nesses passeios (além do mar de brasileiros-quero-mostrar-que-sou-estrangeiro-e-uso-camiseta-do-meu-time), em vários lugares que visitávamos os garçons, lojistas e demais funcionários alertavam minha namorada para tomar cuidado com a bolsa. E assalto era algo que anos atrás era impensável na Argentina, mas que aprendi da pior maneira que virou algo corriqueiro.
Tudo começou no sábado a noite. Saímos de um restaurante e pegamos um táxi na frente. De repente reparei que o taxímetro estava completamente doidão e pulando de 2 em 2 pesos a cada 10 segundos. Pedi para o cara parar antes do local de chegada e ao dar uma nota de 50 percebi que ele a tinha trocado por outra (falsa, claro) e me disse que ela estava rasgada, que era pra dar outra. Arranquei minha namorada do carro e deixei-o falando sozinho.
Fui para o barzinho, mas a noite já estava caída por causa do golpe, tomamos uns drinques e resolvemos voltar para o Congo. Dia seguinte, no domingo, me dei conta que meu passaporte havia sumido, não sei se no hotel, no restaurante ou no bar. Detalhe, faltavam 3 horas para o meu avião do Brasil retornar.
Liguei no consulado (aliás, tiro o chapéu pela simpatia e prestatividade da Aline e da Cônsul Cássia) e lá me disseram que eu precisaria fazer um boletim de ocorrência o quanto antes, retornar no consulado para que eles emitissem um salvo conduto e voar para o aeroporto.
Fui à delegacia argentina e ao contrário do que pensei, me trataram bem também, mas lá tive conhecimento que o país está pior que muito bairro periférico do Rio e Sampa. Assalto em todos os cantos. Enfim, consegui o documento.
Já no consulado a Aline e Cássia emitiram o salvo conduto em tempo recorde e sai correndo com a minha namorada para ir ao aeroporto. No táxi ela me disse que seria melhor ficar com ela o salvo conduto, assim eu não teria o risco de amassá-lo ou perdê-lo já que estava um pouco nervoso.
Saímos do táxi e no saguão do aeroporto ela se deu conta que havia esquecido o documento no banco do táxi. Era tarde demais. Uma sensação de desespero e impotência passou por nós. Ela foi atrás do táxi, não consegui segurá-la, ainda tentei colocar as malas no pescoço, segurar nas mãos e ir atrás de um policial, mas era tanta mala (mulheres!), tanto peso atachado ao meu corpo que eu quase cai e o ridículo de estar como uma árvore de Natal argentina me fez parar, respirar e pensar racionalmente no que fazer. Fomos até a Tam.
Lá disseram que precisaríamos correr até a alfândega, pois o check in se encerraria em 20 minutos. Mais correria. Chegando lá o argentino que nos atendeu não fez o menor sinal de querer ajudar e como eu estava só com a carta de motorista, ele disse que não tínhamos documento legal pra voltar ao Brasil, que não tínhamos alternativa a não ser ficar lá e voltar ao consulado. Ai foi um desespero. Não queria pisar mais naquele hotel nem ter o risco de pegar um taxista ordinário. No final das contas o cara foi bonzinho e deu autorização de saída.
Corremos para a Tam, eram 19:30 e o vôo sairia em um hora. Para vôo internacional é como se fosse um minuto, devido a parte alfandegária e filas. Chegamos ao saguão de embarque e…o avião estava com problema técnico e só partiria 01:45 da manhã. Minha vontade nessa hora era de ficar pelado, sentar no meio do saguão internacional, balançar o corpo pra frente e pra trás e mexer o dedo indicador no lábio fazendo “blurrr, blurrr”.
Para ajudar, na mesma sala que estava tinha uma típica representante da classe mérdia brasileira, que viaja muito e tem muito “bom gosto” e em todas as situações tenta inserir alguma vantagem monetária para os ouvintes. Em 10 minutos de papo dela com uma coitada eu soube que ela já tinha assistido balé na Rússia, se hospedado em Cartagena e que já ficou em um hotel que serve café da manhã no quarto e tem duas pias no banheiro (!!). Eu não sabia se chorava, se ligava para minha mãe me despedindo ou se simplesmente dava uma de Cafa Responde mal criado e a mandado sentar na torneira das duas pias. Segurei.
As 1:45 embarquei. Minha poltrona era a última do avião, ou seja, o banco não reclinava, mas ai já era um peido pra quem tava cagado e deixei pra lá.
Como sempre, gosto de ficar na janelinha para diminuir um pouco do meu receio dos pousos e decolagens. Olhando muito atento para a pista, reconheci a mala pink da namorada chegando no carrinho de bagagem junto com as outras. E para minha surpresa o carrinho não foi autorizado a descarregar no avião (parece que tinha excedido o tempo das comissárias trabalhando a bordo e mais alguns minutos da pista o vôo seria cancelad0).
Eu queria bater na janela, correr para a cabine do avião e pedir para o piloto abrir o porta-malas, que seria rapidinho, mas diante te tantos dissabores achei melhor ficar quieto e não correr o risco de ser preso por motim no avião.
Cheguei em São Paulo as 5 da manhã, peguei um trânsito de 2 horas para chegar em casa, tomei banho, troquei de roupa e o zumbi foi trabalhar prometendo que nunca mais pisará na Argentina.
Os sinais de que eu passaria maus bocados na Romênia já foram dados no aeroporto de Istambul, onde eu pegaria o avião para Bucareste (capital da Romênia). Na fila para passar no raio x, bem na minha frente, tinha um romeno completamente bêbado, falando alto e querendo interagir com os outros (inclusive comigo que estava atrás).
Bom, eu não entendo um cacete de romeno, no máximo conheço a língua devido a música do bunda lêlê (Dragostea Din Tei – Ozone), mas tentei ser simpático como todo bom brasileiro e gesticular que não entendia patavinas. A “conversa” durou alguns segundos, suficientes para quase me fuder. A jovem anta romena tinha alguma coisa metálica no corpo e sempre que ele passava pelo raio x o negócio apitava. Na terceira vez ele deu piti e ficou berrando “what a problem?”, “What a problem?”. O policial foi ter com ele e o cara quase deu na cara do homem. Eu estava ali atrás só na butuca quietinho até que um deles perguntou se era meu irmão. Minha vontade era mandá-lo comer Kebab. Po, não sou um príncipe, mas me confundir com aquilo foi demais. Enfim, mostrei meu passaporte brasileiro e me safei daquela.
Ao chegar ao aeroporto de Bucareste o policial federal fez centenas de perguntas para mim. O que eu ia fazer no país, onde ficaria, por que estava visitando logo a Romênia, o que eu levava na mala e demais perguntas idiotas que até o mongol mais mal intencionado jamais revelaria. Passeio pelo primeiro filtro.
Peguei minhas malas e quando estava quase respirando o ar gélido romeno surgiu mais um policial e pediu para que eu o acompanhasse. Medo. Cheguei a uma salinha onde estava apenas uma africana que não falava quase nada de inglês (apenas “I have money”), segurava um lenço de papel com várias pontinhas de sangue e de tempo em tempo levava-o ao nariz. Medo [2].
O policial chamou outro colega, mostrou meu passaporte e ambos deram uma risadinha. Juro, eu esperava a velha e comum frase clichê de gringo que vê brasileiro “Futebol? Bebeto, Romário, Ronaldo? Hehe”, antes fora isso. Depois da risadinha o cara disse que gostaria de ver minha mala. Como eu só tinha chá turco, souvenirs, roupas, meias e cuecas sujas, falei que ok. Ele assoviou, veio um cachorro simpático, fuçou minha mala e se foi. Depois disso o cara nem me encheu o saco e desejou boa viagem.
Fui conhecer a famigerada “Paris do leste” e de Paris a cidade só tinha um arco do triunfo mixuruca e algumas construções grandiosas (bem bonitas até), mas completamente ocas conceitualmente. Algo que me marcou bastante (e minhas roupas) foi a fumaça de cigarro por todos os cantos. Era praticamente impossível comer em um lugar sem levar junto como acompanhamento dióxido de carbono.
No final do dia voltei para o hostel e me dei conta que havia esquecido minha toalha na Turquia. Desci para a área “social” do hostel para solicitar uma e me deparei com uma senhora romena na faixa dos 50 anos tomando cerveja. Ao me ver ficou toda feliz e perguntou de onde eu era. Ao ouvir “Brazil”, ficou mais feliz ainda e disse que queria aprender a sambar, se eu poderia ensiná-la. Disse a ela que eu tinha o suingue de uma passista alemã e que não rolava. Ainda assim insistiu para que eu tomasse um pouco daquela cerveja vagabunda com ela e contasse sobre o Brasil. Fiquei lá um pouquinho e depois de alguns minutos me pirulitei.
Dormi. Acordei lá pelas 3 da manhã com vontade de ir ao banheiro. Estava sozinho no meu quarto (a velha ocupava o quarto ao lado). Levantei da cama e a porcaria do chão de madeira rangeu alto, fui indo na ponta do pé para o banheiro (que se situava na área social do hostel). Porém, ouvi um barulho de porta abrindo e decidi parar onde eu estava e não abrir a porta do quarto. Medo. Fiquei ali 10 minutos até não ouvir mais nada. Abri devagar a porta do quarto, tranquei e sai correndo para o banheiro.
Assim que fechei a porta do banheiro ouvi novamente o barulho de porta abrindo. Medo [2]. Depois de alguns segundos alguém tentou abrir a porta do banheiro que eu estava. Inicialmente minha vontade era de fazer o número 1, mas mudou subitamente para o número 2. Não sou do tipo medroso, mas 3 da manhã, sozinho em um hostel em um país do leste europeu com alguém tentando entrar no banheiro, é um belo script pra filme de terror e maldades alheias.
Fiquei uma meia hora lá até cessar barulhos estranhos (não de mim, mas lá fora). Abri a porta do banheiro devagar sai correndo para o meu quarto e quando estava destravando a porta a velha abriu repentinamente a porta do seu quarto. Que horror. A mulher estava com uma tolha enrolada no corpo, completamente embriagada e soltou um “hi brazilian!” que me deu calafrios até no dedão. Dei um “hi, bye bye” e me tranquei no quarto as pressas. Dia seguinte me mandei para a Transilvânia para conhecer o castelo do conde Drácula.
Para chegar na cidade que ficaria hospedado (Poiana-Brasov), teria que além do trem em Bucareste, pegar dois ônibus na cidade. Paguei o trem e fui. Ao chegar no ponto do primeiro ônibus vi que ele funcionava como na maioria dos países europeus, você compra o tíquete em um guichê na rua e depois tem que validar no ônibus (não tem cobrador). Ou seja, se você quiser bancar o brasileiro exxperrrto, pode viajar sem pagar. Porém, há fiscais que aparecem do nada e pedem para mostrar o tíquete, e se você não tem paga uma (boa) multa.
Eu paguei o primeiro. Porém, ao chegar na parada final vi que o segundo ônibus estava quase saindo e resolvi não perder tempo indo comprar outro tíquete e adivinha? Apareceu a fiscalização. Não deu nem tempo de explicar qualquer coisa, foi uma berração de “contraventional, contraventional!” durante 5 minutos, até eu perguntar (mimicamente) quanto era a caceta da multa. Respirei aliviado ao saber que era cerca de R$20,00 (na Itália é mais de R$200). Paguei e fui o restante da viagem recebendo olhares de reprovação dos passageiros. Cheguei ao destino.
Nesse lugar acabei reservando um hotel bem bacanudo para me recuperar das noites mal dormidas nos hostels da Turquia e Bucareste. O que mais me cativou nesse hotel foi a imensa piscina aquecida e acomodações. Puff. Ao entrar no quarto ele realmente era igual ao da foto na internet. Ai decidi abrir a varanda e respirar o ar das montanhas, a porcaria ficava no segundo andar e a única vista decente que tinha era para o estacionamento do hotel e a pior para uma caçamba de entulho e uma lojinha de souvenir. Briguei 2 dias para conseguir trocar por uma lugar decente.
Estressado com a vista do quarto e multa paga, fui “relaxar” na (imensa) piscina. Me senti no filme Cocoon. Era um monte de velho romeno fazendo lava-bunda na piscina e algumas crianças berrando e obviamente mijando na piscina. Morri de nojo com a qualidade da água e achei melhor não entrar.
Dia seguinte fui finalmente conhecer o castelo do Conde Drácula, que não tem nada a ver com o Drácula. A história do livro “O Conde Drácula” na verdade é um retalho de várias histórias diversas e sem relação uma com a outra, ali quem viveu foi uma rainha x. De qualquer forma, alguns amigos me “aconselharam” a tomar cuidado para não ser mordido pelo conde Drácula, só que eu quase fui mordido por um Gay Drácula. Achei que o romeno solícito estava sendo simpático comigo me explicando algumas peculiaridades do castelo, até me chamar pra jantar. Acho que teria sido melhor virar vampiro. Fui embora.
Dia seguinte fui tentar esquiar na cidade que me hospedei. Só que a mesma caceta de neve que me fez passar mal bocados na Turquia resolveu não aparecer na cidade romena e o pouco que tinha de neve da semana anterior só permitia descer de trenó em um morro. Foi o que fiz.
Aluguei um bóia-treno e fui lá brincar um pouco. A pista tinha 3 níveis (básico, intermediário e avançado). Inicialmente comecei pelo intermediário, o trenó desceu rápido, deu uns solavanco, mas deslizou macio, foi legal. Ai decidi botar ousadia e descer no nível avançado. Dei um impulso forte e o negócio desceu que nem um bodsled em um terreno acidentado com um brasileiro tonto pilotando. Não demorou muito para eu perder o controle do trenó e me arrebentar no chão, partindo meu óculos em 3 e sendo motivo de galhofa para a platéia romena. Como se não fosse pouco, quando estava me recompondo fui atropelado por outro trenó fazendo com que eu desse uma pirueta no ar, tal qual uma vídeo-cassetada de 1986 exibida até hoje no Faustão.
E assim se encerrou minha viagem. Antes que alguém comente que só teve momento de desgraça, ressalto que teve ótimos momentos (seja em relação a culinária como lugares que visitei), é que se colocasse todos, o post ficaria gigantesco. De qualquer forma, fica a lição, até nas experiências negativas é possível extrair algo bacana. Tudo depende da forma com que você as observa. Para mim foram ruins na hora, hoje me divertem.
E como não poderia ser diferente, lembrei das minhas leitoras na viagem e trouxe esse presentinho:
Achei bacana e a vendedora me garantiu que a mulherada adora. Bom, para concorrer basta formular uma frase utilizando algumas expressões próprias do blog. Só isso. A frase mais engraçada e criativa leva o kit. Segunda publicarei a vencedora (lembrando que só participa leitora do Brasil).
Resultado: A ganhadora da promoção foi a Paula com a frase:
“O cafa estava perdido, teve SÍNDROME DO BOM PARTIDO, não queria PERIGUETE, corria de MULHER-CHICLETE, cansou de MULHER-LANCHINHO que não valia nem o VINHO, fazer um BOOTY CALL já não era tão legal e com uma decisão certeira aposentou a GELADEIRA e hoje é um cara mudado, o cafa está regenerado, e, quem diria, é um bom namorado!”
Como vocês sabem, passei o feriado passado em Manaus. A experiência foi bastante positiva no quesito “conhecer coisas novas”. E não digo no sentido sexual (como muitas devem estar pensando) e sim comidas, lugares e cultura. Porém, é óbvio que nessa jornada involuntariamente o contato com o sexo feminino acaba ocorrendo. Vou contar brevemente como foi o feriado.
Antes de tudo, o lugar que eu considero um dos mais bacanas para conhecer alguém interessante é o aeroporto. Óbvio que é preciso fazer um filtro de quem está lá viajando a trabalho e de quem está indo para um rave de micareta na Bahia (nada contra quem gosta, mas eu prefiro uma boa distância). Tirando esse grupo, grande parte das pessoas que viaja a trabalho geralmente são maduras, independentes, sérias e sabem o que quer da vida. Por isso, sempre que viajo gosto de chegar com certa antecedência no aeroporto e ficar de flertes com algumas incautas. Só que na sexta o trânsito em sampa estava ridículo e cheguei no aeroporto a 20 minutos do avião decolar, ou seja, não tive tempo do meu lazer aeroportuário favorito (além de comer Pizza Hut com chopp Brahma..nham).
Ao chegar no avião fiquei caçando a leitora que disse fazer parte da tripulação daquele vôo. Só que muito esperto, eu não perguntei o nome da garota e todas as aeromoças que eu cruzava, lançava um sorriso maroto com uma piscadela e era correspondido com um frio “boa noite, bem vindo” (¬¬).
Tinha esperança de sentar na poltrona do meu lado alguma garota bacana, mas sentou uma mulher com um cachorro (até que simpático) que se afeiçoou a mim e queria toda hora ir para o meu colo ou lamber meu braço. Como ele não parava quieto, a comissária pediu para que eu trocasse de lugar com a garota (eu estava na janela). Só que detesto viajar no corredor, pois não sei o que está passando lá fora e se o avião vai pousar bem. Enfim, passei certo perrengue no vôo e sudorese nas mãos até a aterrissagem.
Ao desembarcar no saguão do aeroporto fui brindado por um festival de gente feia. Achei que estava em um pedaço do inferno e ao sair do aeroporto quase tive certeza ao tomar uma lufada quente e uma umidade de 90% na cara.
Chegando no hotel, tudo o que eu queria era um banho e pedir uma pizza (o que não rolou, pois depois da meia-noite não existe delivery em Manaus). Comi uma batata horrorosa e cara do frigobar e fui com o meu amigo para uma baladinha de rock. Eu achava que teria outro dissabor, mas estava enganado.
A entrada da balada não parecia como tal e sim uma churrascaria pseudo chique. Por isso, estava esperando para ouvir um rock tipo Charlie Brown, Pitty, etc mas fui positivamente surpreendido ao entrar no lugar e ouvir logo que cheguei um ACDC e outras dezenas de clássicos do rock. Eu e meu amigo acabamos fazendo amizade com duas garotas que estavam no espaço externo da balada, uma era feiota, a outra até que bonitinha. Ficamos uns 10 minutos conversando e assim que a banda terminou de tocar, descobrimos que a bonitinha era comida do guitarrista e lá foram eles embora. A feiota se mostrou uma pessoa bem inteligente e tivemos uma aula de cultura manauara com a garota. Fim da noite.
Dia seguinte fomos fazer o passeio do Encontro das Águas, onde o Rio Negro encontra o Solimões (sim, surge dai o nome cafona dessa banda). O tour é bem agradável, mas o que eu queria mesmo era ver de perto jacaré, a Sucuri (sem piadinhas de tiozão, por favor) e pegar o bicho-preguiça no colo que dizem que é todo simpático e abraça quem o segura. Quando os indiozinhos trouxeram os animais, veio um jacarezinho minúsculo muito do borocoxô e uma cobra que tentou se enrolar no meu pescoço. Minha esperança residia na Preguiça, mas de preguiça ela não tinha nada e ficou toda ligeira quando eu a peguei e queria voltar para o colo do indiozinho. Bom, de resto não tinha muita coisa pra apreciar no passeio além da flora, pois grande parte dos visitantes eram chineses e/ou população ribeirinha.
Voltamos para o hotel e decidimos dar um pulo na piscina para ver o que tinha de bom por lá. Tinha uma vovó fazendo alongamentos estranhos e um gordinho andando descalço na esteira. Ou seja, nada de bom por lá a não ser uma piscina bacana e espreguiçadeiras. Nessa noite resolvemos conhecer a balada mais “chique” do lugar.
Era realmente bacana a música e espaço, mas parece que o povo escroto das baladas top de São Paulo foi literalmente exportado pra lá. Pra variar, tinham os camarotes-zoológicos ao lado da pista para abrigar os pavões e galinhas que gostam de aparecer para o público pagante e ser alimentados com champagne e pulseiras. Eu estava bem tranquilo de chegar em alguém, mas meu amigo investiu em uma loira. A garota era de São Paulo e fazia medicina lá, segundo ele, a o papo estava fluindo bem, mas a garota começou a fazer umas perguntas meio estranhas (do tipo, o que seu pai faz, em que bairro mora em São Paulo, etc), ao perceber que ele não era da mesma casta que ela, a garota voltou pra gaiola e foi tomar sua champagne. Curtimos mais um pouco o lugar e vazamos para o hotel, pois dia seguinte tinha passeio pra cachoeira.
Fomos ao passeio, foi bacana e tal. Na volta, meu amigo disse que agora não queria saber de balada “finura”. Queria conhecer um forró risca-faca e pra lá fomos. Fiquei com medo. O lugar dava um povo BEM estranho e nós estávamos meio que bem arrumados (e bem cuidados) em relação a média. Não somos um galã de cinema, mas a coisa ficou bem tensa. As mulheres olhavam descaradamente e puxavam pra dançar. Recusei por dois motivos, um que detesto forró e outro que não curto mulher com bigode. Meu amigo se engraçou com uma gigante, mas resolveu não finalizar com medo de ter alguma surpresa. Voltamos para o hotel.
Dia seguinte foi dia de fazer city-tour pelo centro da cidade. Novamente o inferno nos deu as boas vindas junto com as suas capetas. Era uma sensação térmica de 40 graus e andando pelas ruas tínhamos a sensação de ser uma celebridade , várias mulheres (feias) olhando e mexendo. Pelo menos valeu para dar uma inflada no ego. Aliás, toda mulher reclama de cantada de pedreiro, mas aposto que acha o máximo se sentir desejada.
Era o último dia na cidade, resolvemos fazer um esquenta no lobby do hotel e ver como estava o movimento por ali. Um horror. Só tinha homem de terno, militar (?!), velho e famílias. E creio que na visão deles estava um casal gay ali no saguão enchendo a cara e caçando homem. Fomos pra balada.
Fazia tempo que não ia para um lugar tão animado, com um público bacana e uma banda boa. Estávamos lá curtindo e de repente passou uma garota por mim e falou “você se chama clodoaldo*?”. Tinha acabado de encontrar uma leitora do blog na balada. Ficamos conversando por um tempo, estava ela e mais uma amiga. As garotas eram muito simpáticas e agradáveis. Depois de um tempo, fui até o banheiro e sai um pouco na área externa para tomar um ar (é, coisa de velho). Lá fora, uma garota deu um grito “Cafa!!!”, morri de vergonha e fingi que não era comigo. Ela insistente foi atrás toda feliz e ficou pedindo para que eu contasse histórias “proibidonas” do blog. Disse a ela que não queria bancar o story-teller, mas que agradecia o carinho. Enfim, tomei o ar e vergonha suficientes lá fora, chamei meu amigo e decidimos ir para o aeroporto.
Chegando lá, já bem alterado, quis mandar uma mensagem para a garota bacana que mencionei há alguns posts, mas (in)felizmente a bateria do celular tinha ido para o saco. Melhor assim, cafa tranquilo em Manaus e sem avançar o sinal.
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* nome fictício

