Antes de continuar a história, agradeço todas as brasileiras e brasileiros que contribuíram com o seu ponto de vista e experiência fora do Brasil. Muito bacana os comentários e saber que tenho leitores em vários países :)

(Continuando…)

A parte onde ficam os vinhos, água e refri é na traseira do avião e logo ao lado da mesinha fica um dos banheiros. Ao chegar nessa parte, a garota disse que iria ao banheiro, mas que estava receosa, pois os banheiros de avião costumam ser sujos e perigosos (uma grande baboseira, pois nem que ela quisesse seria sugada pela privada). Enfim, ela pediu para que eu entrasse antes para verificar. Minha vontade era falar para ela que eu não era faxineiro, nem comissário de bordo, mas seria muita acidez para uma garota que estava criando uma situação para levar vara a 10.000 metros de altitude. Falei para ela ficar tranquilona, pois eu estaria logo ali na porta caso ela ficasse entalada. Deu uma risadinha e entrou sozinha.

Quem diria, após uma séria de viagens malfadadas, cafa finalmente estava dando um fora. Rá.

Bom, por sorte eu não ouvi ruídos flatulentos e pude tomar meu vinho numa boa até ela sair do banheiro. A primeira pergunta que ela fez ao sair foi se eu era realmente brasileiro e morava no Brasil. Afinal, poderia ser a chance de ela arrumar um marido e ganhar cidadania européia (óbvio que o objetivo dela não segue essa sequência). Fui respondendo o questionário que toda piriguete aplica para detectar seu macho até me encher o saco e eu devolver algumas perguntas para detectar uma puta disfarçada.

Ela disse que fazia mestrado em publicidade numa cidade italiana (não falarei o nome, mas essa cidade é conhecida por abrigar a maior comunidade chinesa na Itália e por ter centenas de putas brasileiras), que trabalhava em uma ótica e vivia com o seu “namorado”. Fiz mais algumas perguntas indiretas e descobri que o “namorado” nada mais é que um malandro italiano responsável por ela e por regularizar a sua situação no exterior. Trocando em miúdos, um cafetão. Depois eu fiz mais algumas perguntas pra pegá-la na mentira e deu certo. Por exemplo, perguntei se a pós-graduação dela era muito puxada e ela saiu falando da sua pós, sendo que antes tinha dito mestrado. Já de saco cheio da situação e mentiras, resolvi mudar de assunto e perguntei sobre onde ela passaria carnaval. Salvador, claro.

Disse que seu vôo faria escala em São Paulo e que ficaria 4 horas sem fazer nada e perguntou o que eu poderia sugerir (no mínimo esperando ouvir “vai pra minha casa”). Falei para ela ficar no aeroporto ou redondezas para não perder o vôo no trânsito de São Paulo. Ela insistiu no convite para fazer algo em conjunto e voltei ao tema do carnaval para desconversar. Foi então que tive meu primeiro (e infeliz) contato com a música Rebolation. Não aguentava mais aquela conversa e de me sentir como uma garota difícil e chata. Voltei para a minha poltrona e ela voltou a atacar o judeu ao lado dela.

Ao longo do vôo tiveram outras situações adversas. Como dois travestis me cortejando e uma puta brasileira que trabalha na Espanha e contou sua vida para o vôo inteiro ouvir. Essa última me deixou profundamente incomodado. A mongol está há 10 anos na Espanha e trouxe 2 espanhóis para conhecer no carnaval no Brasil. Fiquei de cara, pois a garota não conseguia formular uma frase simples em espanhol sem cometer um erro grotesco. Quer ser puta no exterior, seja, cada um sabe o que é melhor pra si, mas pelo menos aprende alguma coisa fora da cama.

Desembarcando do avião, fiz amizade com uma velhinha que tinha ido estudar italiano em uma cidade italiana (óbvio) e já na fila da alfândega começamos a falar sobre a quantidade de puta e travesti no vôo. Sim, não é um tema muito bacana pra conversar com uma velhinha fina, mas eu precisava desabafar com alguém. Comentei em particular da garota que foi atrás de mim no avião e a velhinha começou a descer a lenha nela. Ela tinha prestado atenção na garota e disse que ficou com vergonha na condição de mulher e brasileira diante de tanta vulgaridade. De garota difícil e chata, eu virei uma velha reclamona e fiquei tricotando com a minha “nova” amiga na fila da alfândega.

Foi então que ao dobrar a fila, vi que a oxigenada-salto-alto-barriga-de-fora-masca-chiclete estava atrás da gente e escutou todo nosso diálogo. Morri de medo de um barraco, mas pelo menos nesse momento ela ficou quieta e eu com pena. Dei uma enrolada no Dutyfree para evitar um encontro fora do saguão e ao sair para retirar dinheiro no caixa eletrônico, vi a garota no guichê ao lado junto com dois italianos. Mais uma brasileira fazendo nossa fama.

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P.s Não consegui pensar em nada criativo para a promoção, mas nessa semana ainda posto.

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O “One night stand” ou popularmente conhecido como “foda de uma noite” tem se tornado cada vez mais comum hoje em dia. Porém, sua adesão não tem unanimidade entre as mulheres. Há aquelas que abominam com o argumento de que não é possível ir pra cama com alguém que mal se conhece e as que defendem alegando que com este tipo relação evitam o desgaste de um relacionamento sério e ainda conseguem se aliviar.

Como todo cafa que se preze, na minha época de solteiro eu era adepto do conceito, mas confesso (e vocês podem acompanhar nas histórias “cafa em apuros“) que obtive mais infortúnios que benefícios. Isso porque ou a mulher tinha alguma coisa estranha nos países baixos, ou porque cantarolava na transa, ou porque era uma múmia, ou porque no dia seguinte era um demônio, enfim, a probabilidade de dar merda era sempre alta. Lembrei dessas desventuras depois de ouvir a história de um amigo que passou um apuro semana passada com uma garota.

Ele estava em uma balada open bar e já tinha pegado algumas mulheres, mas nenhuma aceitava sair com ele dali para ir ao motel. Foram passando as horas, o nível  caindo e lá pelas 4:00 da manhã arrumou uma coroa topa tudo (que naquele momento ele julgou ser gata e gostosa). Como ele estava sem carro, foi de carona com a coroa para um motel.

O problema é que geralmente motéis ficam longe de bairros residenciais, em áreas bem isoladas. Essa pequena viagem já fez com que ele ficasse um pouco sóbrio e percebesse que aquela coroa não era assim tão gata, mas pegável. Chegando no motel a mulher pegou uma suíte top de R$400,00 e lá foram. Já dentro do quarto a mulher pediu para ele esperar um minutinho, pois precisava ir ao banheiro. Até ai tudo bem se fosse pra fazer um pipizinho ou pra tomar banho, maas a garota ficou mais tempo que o normal para xixi e não houve barulho de chuveiro. Conclusão? Ela foi soltar um barro.

Quando ela saiu ele resolveu convidá-la para dar um pulo na piscina. Desta forma ele limparia possíveis vestígios no fio-o-fó (afinal papel higiênico não limpa, espalha) da garota e de quebra tiraria todo o budum que fica no corpo pós balada. Porém, ao entrar na piscina, algo inusitado ocorreu.

Ele ficou praticamente sóbrio e ela praticamente um monstro. Essa junção de fatores fez com que ele broxasse na hora. Ela ainda tentou pegar no meninão dele murcho, mas não tinha reza que levantasse o defunto. Ele pediu pra ela dar um tempo na cama, pois iria tomar banho. Deu uma bela enrolada lá dentro e quando saiu a garota estava capotada na cama.

Pensou bastante e como não tinha vínculo com a garota, nem comido e iria pagar uma conta altíssima de motel só pra tomar banho de piscina gelada e duchar-se, resolveu ir embora de fininho. Pegou suas coisas bem devagar e saiu do quarto. Só que em motel 95% das pessoas chegam motorizadas e como ele estava indo embora a pé, o porteiro achou estranho e chamou a atenção dele. Meu amigo disse que tinha deixado dinheiro com a garota e saiu ligeiro do lugar.

Porém, ele estava longe da civilização, sem celular e não podia voltar pra chamar um táxi. Resolveu ir até o ponto de ônibus mais próximo esperar a condução. Passou uma meia hora e ao invés de aparecer um ônibus ou táxi, apareceu a coroa no carro pedindo pra ele entrar.

Ele relutou um pouco, mas não como não tinha opção, entrou. A garota foi o caminho inteiro dando lição de moral. Quando chegou na casa dele, ela soltou “Isso que dá sair com moleque”.

Agora vem cá, de quem é a culpa nisso tudo? Do “moleque” ou da mulher que leva pra um motel um cara que ela nunca viu na vida? Não quero dar uma de puritano, nem ser falso moralista, mas faltou bom senso por parte da garota. E se ele fosse um pervertido? Forçasse a garota a fazer algo? Tirasse foto dela pelada? Sei lá, tem muita gente podre por ai e mulher por ser mais frágil que o homem deve ter cuidado redobrado com one night stand. O ideal é pegar o contato do cara para em um segundo encontro conversar mais com ele e tentar identificar se não é um maluco ou um “moleque”.

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As leitoras que me acompanham há um certo tempo sabem que meu blog se originou pra ser um contraponto ao blog Homem É Tudo Palhaço. Por isso ele é um dos únicos blogs que eu linko aqui juntamente com o do Inagaki (o cara que me incentivou a postar) e o Jacaré Banguela (que com 3 links catapultou a audiência do Manual e o tornou popular).

Confesso que não sou muito leitor de blogs, mas volta e meia dou uma fuçada no HTP para ver tendências, me inspirar, e principalmente dar risada. Dou risada com a quantidade de mulheres cegas (ou burras mesmo) que mandam suas histórias indignadas com o homens.

Achei engraçada a última história e resolvi postar comentando-a com o homem deve ter raciocinado. Segue:

“Eu, leitora: o clássico número do desaparecimento precoce

Cafa > Ela, leitora: O clássico número da baranga cega

A simpática leitora reconhece o caráter lúdico e educativo do HTP: “Também sempre fui adepta do “se não vai ligar, não pede telefone”, mas lendo o blog percebi que já passei por muito espetáculo circense sem me dar conta”. É, querida, é a vida.

Cafa > Homens pegam telefone pra dar uma avançada no que ficou pela metade ou para um repeteco. Se eles não ligam deve ser por dois motivos, ou eles perderam o número (o mais improvável) ou foram lembrados pelos seus amigos bondosos que a mulher é um exu.

Além da constatação, a moça nos brinda com o relato de mais uma apresentação de um clássico circense. Depois de ler alguns palhaços vão cometnar “ah, mas eles não tinham compromisso”, “ah, mas boba é ela que ficou esperando”. Então pouco conhecer uma pessoa é motivo para ser mal educado? O único compromisso que ele tinha com ela era o que eles combinaram. Se não quer/pode ir tem que avisar, nem se que seja um torpedo “não vai rolar”. Como eu sempre digo, quase todas as palhaçadas se resumem a “não precisava”.

Cafa > Eu penso de outra forma. Quase todas as vítimas das ‘palhaçadas’ não tem bom senso ou são inocentes. Pela história a seguir, ela estava preparada pra qualquer coisa, então não podia esperar que um gentleman batesse a sua porta.

Vamos ao espetáculo. Que rufem os tambores!

Nunca fui de aceitar estranhos no orkut, msn e afins. Como sou paranóica com organização, até a minha lista de IM é dividida em vários grupos e subgrupos. Eis que vejo um ser – até então desconhecia sua origem circense – sem grupo, lá… abandonado. Como não tinha noção de como ele havia ido parar ali, deletei o moço.

Cafa > O cara deve ter o msn lotado de mulheres “x” que certa vez ele adicionou depois de conhecer na balada, mas que acabaram caindo no limbos de nicks / nomes estranhos no MSN. Como ele já deveria ter suas lanchinhos suprindo suas necessidades, deixou aquela estranha em stand by.

Para minha surpresa, um belo dia ele veio falar comigo, questionando justamente de onde nos conhecíamos, pois não se lembrava. Como tenho total convicção do meu bom estado mental, sei que não sou louca de adicionar estranhos; talvez um breve momento de alzheimer tenha me feito esquecer do mocinho.

Cafa > Um belo dia o cara encontrou sua geladeira vazia. Não tinha a quem recorrer e foi fazer uma prospecção no limbo de nomes e nicks estranhos do MSN. Foi então que ele encontrou nossa amiga. Como 90% das mulheres, ela tinha uma foto estratégica no perfil, super produzida, tirada da cintura pra cima e no seu melhor ângulo. Além disso, tinha um papo interessante e parecia uma pessoa agradável.

Conversa vai, conversa vem, patati-patatá, mais de um mês se passou… E como o papo era ótimo, decidimos nos encontrar (não sou desesperada, mas não está sobrando homem solteiro com bom papo por aí).

Cafa > Depois de um tempo temperando finalmente ele conseguiu marcar um encontro.

Ele pegou meu telefone, combinamos a hora e até o lugar (ele sugeriu que eu escolhesse entre dois restaurantes carésimos, numa tentativa de impressionar, mas, ok, “vamos dar uma chance ao rapaz”, pensei). Tchan, tchan, tchan… quem adivinha o final da estória? Ele não me ligou, tampouco mandou sinal fumacinha no céu, cancelando o encontro. Sumiu… e sumido permanece.

Cafa > Mulheres. Se o cara reserva um restaurante boca de lixo elas falam que ele é sovina, se reserva um restaurante caro ele quer se achar. Mas ok, vamos analisar o final da história. O cara percebeu que a garota não era qualquer ameba, parecia interessante e como valorizou o produto não saindo logo de cara, pensou: “Com essa dai eu tenho que levar em um lugar a sua altura. Vai valer o investimento de um restaurante caro”. Tchan, tchan, tchan… Como todo homem precavido, ele chegou mais cedo no lugar pra ver a garota chegar. Foi ai que viu que aquela produção toda da foto escondia uma tremenda bruaca. Pensou, “vou ou não vou”. Colocou os prós e contras na balança, como eles não tinham amigos em comum, nenhum vínculo que o comprometesse e não queria ganhar uma amiguinha e ter o desgaste de bater papo por um longo tempo com alguém que não iria comer transar, correu dali. Era só ele deletá-la do MSN e ser feliz. Assim o fez e assim permanecerá sumido.

E depois não querem aceitar que homem é tudo palhaço. Façam-me o favor!”

Cafa > Homem é palhaço? Ou a nossa amiga que foi inocente? Vamos parar de pensar no mundo cor de rosa e de filmes românticos onde os homens agem como um lorde até mesmo com desconhecidas. Não estou defendendo a conduta do cara, mas ele não tinha nada com a garota, apenas uma conversa de MSN.

Já fugi umas 3x de encontros furados de net e já tive que encarar alguns porque eu tinha certo vínculo com a pessoa. Nas 3x que eu fugi, as garotas ficaram na dúvida sobre o motivo e devem ter me achado um “palhaço” também. Nos encontros que não pude fugir já estava praticamente certo que iríamos ficar, mas não rolou e a garota deve ter ficado pensando o motivo, será que sou chata? Feia? Tenho bafo?  Ai eu quero saber a opinião de vocês, melhor acreditar que a culpa é do cara ou que você não agradou?

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As leitoras de primeira viagem (vulgo paraquedistas) ou que escutam falar do blog devem pensar que eu me acho “o” pegador, que nunca levei fora e que desde pequeno sempre fiz sucesso com as mulheres. Porém, quem é leitora de longa data ou que já leu todos os posts sabe muito bem dos apuros que passei e dos foras que tomei ao longo destes anos. A bem da verdade, eu deixei de ser aprendiz e virei cafa pra valer após o meu segundo namoro. Foi a partir dele que comecei a ver as mulheres com outros olhos, repensar minhas atitudes e evoluir como homem. O ponto de virada foi a primeira vez com a minha ex e serve de lição para os leitores que vivem a mesma fase que eu vivi e para as leitoras que tiveram uma primeira vez desastrosa.

Até começar a namorar minha ex eu era um desastre na cama. Todo nervoso. Ou o troço não subia ou gozava rápido demais. Chegava a ponto de nos amassos com uma garota no carro fingir que meu celular tinha tocado disfarçando que alguém tinha me chamado para dispensá-la, pois o amigão não correspondia. Só que chegou o belo dia em que eu transaria com a minha ex na casa dela e eu não tinha como arrumar subterfúgios caso o camarada não engrenasse.

Bom, no dia em que ela me convidou pra assistir um filme em sua casa (trocando em miúdos, dar umazinha), eu tinha o casamento de uma prima. Não preciso dizer o quão nervoso eu estava e não era pra ver minha prima de véu e grinalda. Não parava de pensar no meu desempenho sexual e na possibilidade de falhar sem ter uma rota de fuga convincente. A alternativa foi encher a cara no casamento pra tentar chegar desinibido e deixar as encanações de lado. Péssima escolha.

Chapado e achando que não estava bem suficiente pra “comparecer” com a garota, sai do casamento e antes de ir pra casa da minha ex, resolvi ir até a farmácia comprar um remédio pra impotência. Péssima escolha [2].

Chegando no apto dela, a garota tomou um susto. Eu estava crente que dormiria lá, cheguei com o terno todo troncho, com a cara torta de bebida e uma sacolinha de supermercado na mão com roupa de dormir. A garota já me deu uma excelente boas vindas dizendo que eu não dormiria lá e pra eu tomar banho e tirar o cheiro de budum que estava. Depois do banho, eu tomei o comprimido. Porém, não podia jogar a cartela no lixinho do banheiro com risco de alguém vê-lo lá dentro, acabei embrulhando-o e joguei na descarga. Péssima escolha [3]. A descarga da garota era daquelas porcarias com caixa d’água que ao menor cocô mais denso ou papel mais volumoso entope. O embrulho não entupiu, porém não descia de jeito nenhum, tive que pescá-lo com a buchinha de limpar privada, jogá-lo no cesto de lixo e colocar um bolo de papel por cima para que ninguém visse a cartela.

Um pouco mais sóbrio, começamos a assistir o filme. Lá pelas tantas rolou uma pegação intensa e o negócio subiu meia-bomba. Fiz um esforço absurdo para manter a concentração e acabou ficando 100% rijo. O babaca não contente em fazer o arroz com feijão, foi querer inventar de fazer sexo em pé colocando a garota de frente pressionada contra a parede. Estava dando certo até aparecer a cachorra dela e ficar pulando na minha perna. Eu tentava empurrar a cadela pra longe, mas ela voltava destinada a tentar entender o que passava com sua dona que não estava acessível no chão. Foi então que eu recebi uma bela lambida no saco. Parece mentira, mas juro que rolou. Eu não sabia se dava risada ou se saia correndo lavar meu saco. Acabei brochando. Preferi omitir o motivo real, falei que estava cansado e fui pra minha casa completamente derrotado.

Acordei com uma ressaca terrível. Não apenas física (essa da pra tirar de letra) , mas moral. Me sentia um incapaz e amador. Porém, a atitude da garota foi muito bacana. Ao invés de sumir do mapa ou de vir com palavras consoladoras que só pioram o fato consumado, no dia seguinte ela disse que curtiu as partes que deram certo e que poderíamos tentar outro dia com mais calma, com apenas uma condição, que eu não bebesse. Com mais confiança e sabendo que não estava sendo avaliado (pelo menos conscientemente), as vezes seguintes foram só alegria e ai começamos a namorar.

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A todas leitoras que têm reclamado da minha ausência ou posts sobre minhas histórias cafajestídicas, peço um pouco de paciência. Primeiro, o que não é novidade, estou com mais trabalho do que nunca e mal consigo responder as perguntas simples do Cafa Responde. Segundo, o que é novidade, cafa está numa fase rara da sua vida amorosa e resolveu tirar um pouco o pé do acelerador das baladas e putarias. Digamos que o anjinho que fica no ombro direito está falando mais alto que o diabinho no esquerdo.

O problema é que o diabinho não gosta de perder o jogo e está sempre querendo chamar a atenção. E justo no momento em que eu começo a sossegar um pouco, as tentações aparecem.

A primeira tentação obviamente são as mulheres. Parece que mulher solteira tem faro para homem que está mais sossegado ou compromissado e é só o cara desaparecer de cena que começam a surgir os telefonemas, mensagens e demais contatos para um booty call.

Na última semana (e não estou querendo me achar) foram 5 pedidos recusados ou ignorados. Fico imaginando que as garotas devem estar pensando que estou frouxo ou que me enjoei delas. Bom, a segunda opção até tem um pouco o seu fundo de verdade. Porém, não me enjoei do sexo feminino e sim dos one night stand.

Já imagino as paraquedistas e pentelhas de plantão falando “ahhhh você não é cafa, tá negando fogo!” ou “Iiii o cafa está namorando”. Porém, quem é leitora de longa data e conhece um pouco sobre o universo cafa, sabe a diferença entre um cafa e um canalha e que eu não começo a namorar sem antes ter certeza de que há afinidade suficiente para isso.

A outra tentação são os amigos solteiros (já espero as piadinhas de duplo sentido).  Na semana passada declinei dois convites para uma festa vip e uma formatura de faculdade (ai) no fim de semana, porque tinha combinado com a garota que estou saindo de viajar. Só que eu não sou daqueles babacas que logo que começam a ter algo sério ou namorar esquecem os seus amigos e vivem em função da garota. Sexta-feira marquei de ir a um barzinho com eles tomar umas cervejas e jogar conversa fora, na sequência sai com a garota. Pronto, todo mundo feliz.

Porém, como se não bastasse todas essas tentações, na segunda fui impactado por outra no meu trabalho. Uma loira dentro de um presente. Explico.

Estava eu todo polvo fazendo mil coisas ao mesmo tempo na segunda-feira de manhã, quando recebi uma ligação da secretária dizendo que tinha uma encomenda grande que só eu poderia retirar no térreo. Como eu adoro surpresas e receber cartas (nem que seja newsletter de tv a cabo) fui correndo ao térreo buscar o troço. Era grande.

Olha só, um China Disco Ball (ou vulgarmente “uma bola de boate”):

Para visualizar melhor o tamanho (não sou um anão, eu estava agachado)

Achando que o presente acabava por ai, qual a minha surpresa ao abrir a bola:

Não, não era uma loira com um laço na cabeça, mas um keg da Heineken com 5 litros de cerveja! Ai dentro tinha um papelzinho divulgando a Rádio Heineken (o som é muito bom). Na minha opinião uma ação do c*.

A ideia é que eu divida o barril com meus amigos para fazer um aquece pré-balada. Porém, na minha situação atual fica difícil utilizá-lo. E se eu tomar isso tudo de cerveja sozinho vou ganhar uma bela pancinha e chamar urubu de meu loro.

O que fazer? Sortear o globo para as leitoras? Não, muito grande, só se viessem retirar comigo (um pouco arriscado). Dar o keg para algum amigo? Jamais, adoro cerveja premium. A solução foi marcar com um amigo que namora uma partida de sinuca na casa dele  e levar junto as minhas duas loiras e dar pra ela o Disco Ball de lembrança.

Enfim, tentações sempre vão existir,  e ao contrário do que diz o célebre Oscar Wilde, acredito que é possível resisti-las sim. É só driblar o diabinho com criatividade. Estou conseguindo.

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Para as leitoras que adoram ganhar presentinhos e ficaram tristes, não chorem nem fiquem de mimimi. Em breve vou sortear (juro que pela última vez) um creme da Victoria’s Secret.

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No domingo a tarde decidimos ir novamente para a praia das baixarias, mesmo por que na praia que estávamos hospedados não tinha viv’alma na areia durante o dia. Claro, a bem da verdade não tínhamos engolido a nossa timidez do dia anterior e voltamos pra ver se as garotas da casa ainda estavam lá. Nada.

Em compensação (ou não), estávamos andando pelo calçadão da praia e na nossa direção vinham duas mulheres, uma era fantástica e estava tomando Sprite. Tomei fôlego em superar o trauma timidez-ébrio-localaberto e lancei um rápido e quase inaudível “que sede hein” (sim, é brega e caminhoneiresco, mas não surgiu nada melhor). Pra minha surpresa e certa apreensão, ela respondeu “Quer um gole?”. Ai o espírito cafa desceu e eu disse que sim, ela me ofereceu a latinha e dei um gole. Ela virou pra ir embora, mas eu pedi um beijo dessa vez (e a timidez latente). Ela deu no rosto e se virou. Fui além e com muita audácia pedi um selinho. Ela deu na minha boca e se virou novamente. Ai a timidez estava disputando uma batalha terrível com o espírito cafa e creio que o meu “agora de língua” saiu inaudível e sem poder de persuasão. Tentei me enganar dizendo aos meus amigos que eu tinha me recuperado da ressaca moral do dia anterior por ter chegado na garota mesmo com a timidez-ébrio-localaberto. Eles como sempre me apoiando disseram que eu poderia tê-la beijado. Bacana.

Chegou a noite. Nesse dia em específico a festa seria apenas na rua. Eu estava um exu solto, não vou entrar nos detalhes de tudo o que eu e meus amigos aprontamos, mas cometi uma gafe com uma garota que meu amigo estava que fez com que eu decidisse ligar para o meu contato da noite anterior. Ela atendeu e muito feliz foi ao meu encontro.

Hora de partir pro ataque. Depois de um tempinho ficando eu falei pra ela que precisava trazer meu carro para mais perto do lugar que estávamos e pedi que me acompanhasse. Ela hesitou, manifestou certa preocupação, mas foi indo. Quando estávamos perto do carro ela veio com a estratégia da falsa santa “Ai, o que eu vou fazer no carro com você?”, eu disse que era apenas para me acompanhar, que não gostaria de me perder dela. Ela entrou. No carro já começou uma pegação forte. De repente ela parou e novamente veio com ataque de falsa santa e com perguntas retóricas “Você acha que eu sou como essas dai? Acha que dou pra qualquer um?”. Respondi o que ela queria ouvir e retomamos os amassos. Quando a coisa estava ficando séria, ela insistiu que não daria dentro de um carro. Foi então que eu disse pra gente voltar, mas fui em direção ao hotel que estava. Ai começaram as trapalhadas.

É sabido que em quase todos os hotéis é proibido entrar com “acompanhante” no quarto. Como era um hotel mais casual e com a recepção longe do quarto, achei que passaria despercebido. Porém, ao chegar ao portão de entrada quem eu encontro? A dona. Foi um constrangimento a parte. Pelo menos a garota que eu estava não tinha cara de vagaba e creio que por isso a mulher não fez caso. O problema é que meu amigo tinha perdido a chave do nosso quarto no dia anterior e eu tive que pedir pra dona abrir a porta. Me senti num drive-in esperando que o funcionário abrisse a cortininha para eu entrar com meu carro. A única diferença é que estávamos todos visíveis.

Retomamos os amassos no quarto (eu torcia pro meu amigo não chegar, pois não tinha como trancar a porta). Quando eu já estava em ponto de bala, cadê a camisinha? Bateu o desespero, não a encontrava. Revirei em tudo quanto era lugar e finalmente encontrei uma perdida num bolso externo da mala. O problema é que nesse interim, andando com a bunda a amostra e no frio do ar condicionado, o amigão ficou meia bomba e colocar a camisinha em picolé de frapê não rola. Pedi pra garota ajudar com a boca, ela disse que não curtia oral (¬¬’). Tentei retomar os amassos, mas o bicho ainda tava com 80% da capacidade depois de tantas adversidades. Ai nesses casos a melhor posição pra retomar a potência é a mulher por cima sentando até o útero. Só que a bonitona não deixava eu ficar com a perna aberta, insistia pra fechá-las. Uma coisa ridícula e desprazerosa. Foi então que ela pediu que eu a pegasse de lado, pra quê? Não sei o motivo, mas essa posição é a vilã das brochadas, fiz um esforço descomunal pra ela chegar lá, quando percebi que tinha rolado (ou não), ai não dava mais jeito ou tirava meu amigão daquele buraco ou ia perder a camisinha lá. Pra não sair de mãos abanando, pedi para ela retomar na mão. Só que ai não tinha camisinha, tive que ficar na mão literalmente, mas cheguei lá. Nos vestimos, fomos embora e sumi do mapa para aquela garota.

O restante do carnaval foi normal, sem grandes aventuras ou histórias. Meu único arrependimento foi que após uma bebedeira senti saudades de uma garota que estou ficando aqui em sampa, mandei mensagem e pelo jeito não pegou bem. Acontece. E viva a ressaca pós-carnaval.

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Como todo homem solteiro que pula o carnaval, eu e meus amigos sempre fazemos milhares de planos na estrada a caminho da cidade destino. O assunto é o mesmo de todas as vezes, quero comer x,  vou ficar com y, quero fazer tal coisa, não pode faltar outra, etc. Porém, a realidade é bem diferente do planejado e acontece que na maioria das vezes fica aquém do que foi pensado. Foi o que aconteceu nesse carnaval, mas isso considerando apenas o quesito putaria, pois o restante, pra mim foi um dos carnavais mais divertidos que passei.

Ficamos hospedados em uma pousada bem bacana na cidade e obviamente já tínhamos esperança de começar a azaração lá mesmo. Porém, só havia família, casal e homem hospedados. Tudo bem, hora de dar o grito de carnaval na balada de sexta. Na primeira dupla de amigas que eu e meu amigo chegamos fora da balada já não tivemos sucesso, pois as garotas queriam que pagássemos a entrada delas no lugar para ai sim conversarmos (cai fora, detesto puta de escambo). Entrei na balada. Por ser início de carnaval, a puritanagem e doce das mulheres estavam bem elevados. Parecia balada normal, tínhamos que ficar batendo papo pra conseguir alguma coisa. Depois de muitos foras, conseguimos abrir o placar e deslanchar. Porém, eu já passei da idade de achar que o carnaval é a mãe das micaretas e ficar pegando geral. Prefiro qualidade a quantidade. Fiquei com uma garota bem interessante e peguei contato. O problema é que eu estava completamente chapado e como o celular que eu estava era um emprestado da minha tia, anotei o telefone da garota sem o DDD e depois não consegui lembrar o nome dela nem identificá-lo no meio de tantos nomes estranhos na agenda.

No sábado decidimos pegar uma prainha no lugar que diziam ser “o fervo”. Fervia gente feia isso sim. Era uma baixaria só o lugar, um monte de agroboy pulando em cima do capo dos seus respectivos carros, mulheres judiadas pela vida e muita farofagem. Devido a ressaca do dia seguinte não bebemos a tarde e em virtude da sobriedade, a ressaca moral bateu. Explico. No caminho até o palco da praia havia algumas casas com foliões mexendo com quem passava na rua. Em uma delas havia umas 8 mulheres (bonitas até) com plaquinhas “Oi princeso”, “Posso beijar sua barriga?”, entre outras. Quando nós passamos, elas começaram a mexer e o que fizemos? Nada. Confesso que fui pego de surpresa, fiquei envergonhado e não consegui reagir, muito menos meus amigos. A ressaca moral foi violentíssima, ficamos a tarde inteira remoendo o episódio. Prometemos que na volta a gente pularia pra dentro da casa, mas na volta elas já não estavam lá.

No sábado a noite eu já tinha aprendido a lição do dia anterior e resolvi me precaver. Fiquei com uma garota bem interessante [2] e mandei mensagem no meu celular com o contato dela. Como ela era inteligente, gostosa e tinha um bom papo, resolvi ficar de namorico com ela a noite inteira. Meus amigos surtaram, “como numa noite de carnaval você fica de casinho?!” “A mulher é terrível, cai fora”, entre outras mensagens de apoio e incentivo. Porém, como um bom estrategista amoroso (gasp, gasp) eu sabia que ia colher o resultado da minha investida no dia seguinte. O que de fato aconteceu, mas não saiu como eu esperava…pra variar.

(continua no próximo post…hehe)

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p.s. Desculpem a ausência de postagem, é que voltei do carnaval com uma baita gripe e com um monte de trabalho acumulado. Mal tive tempo de descansar.

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Uma queixa muito comum entre meus amigos do trabalho e de alguns colegas é a Síndrome do Bom Partido. Essa patologia acomete aqueles homens que possuem estabilidade financeira, independentes, boa-pinta, saudáveis, etc. Nela, as mulheres (em sua grande parte as piriguetes) vêem que o cara é um “partidão”, que pode ser um bom namorado (e por que não um marido?) e ai querem pagar de santa para que o cara não perceba que ela não vale nada e assim assuma um compromisso sério. Algumas vezes eu já fui vitimado por essa moléstia, porém dessa última vez quase fui pra UTI. Explicarei.

Após a viagem de Cancun, eu voltei literalmente quebrado e tive que passar o restante das férias na casa dos meus pais no litoral para me recompor financeira e fisicamente. Por consequência, evitei sair de balada e programas muito dispendiosos. O problema é que minha geladeira litorânea estava bem escassa e como os hormônios estavam a flor da pele, precisava encontrar uma solução pro impasse. Ai pensei na fórmula, sem grana + preciso conhecer gente nova = barzinho. Lá fui eu com o meu primo.

No local só tinha casal, velha e coroa encalhada. Tomei algumas cervejas para melhorar o ânimo e depois de ficar mais alegrinho e com o cafômetro ligado, me dei conta que uma garota estava olhando pra mim, porém com o namorado ao lado. Eu tentava disfarçar pra ficar flertando (palavra velha, não achei uma melhor), mas toda hora que nossos olhos se encontravam o namorado dela olhava pra minha cara. E sabem como é isso, é que nem quando tem uma pessoa deficiente ou com alguma roupa ridícula em determinado lugar, você tenta não olhar, mas toda hora o teu olho te leva pra pessoa. A situação já estava meio embaraçosa e então resolvi dar um fim naquele impasse.

Fui ao caixa pagar a conta, peguei um guardanapo e pedi ao garçom uma caneta. Anotei meu nome e telefone. Fiz uma bolinha de papel e ao sair do lugar sutilmente eu arremessei no colo da garota. Dei uma olhada pra trás (pois caso o namorado dela visse eu já me pirulitava num instante) e ela ficou me olhando com cara de paisagem. Fiquei desanimado, pois achei que ela tinha pensado que eu havia arremessado lixo nela.

Isso foi numa sexta. Já tinha desencanado da garota quando no domingo recebi uma mensagem no celular pedindo para que eu a adicionasse no MSN. Adorei.

Ficamos conversando um tempão, fui um pouco amador e falei algumas coisas da minha vida que deveria ter guardado pra mim. Ok. O papo era bem agradável, mas o fato dela ter namorado e dar em cima de mim deixava claro que dali eu só poderia extrair sexo. Foi o que eu providenciei. Combinamos de ela passar em casa no dia seguinte e ela disse que era só para conversamos pessoalmente (aham).

Já em casa ficamos conversando, o clima esquentou e começou a pegação. A garota tem a pegada e ainda sabia me elogiar, o que só aumentava meu tesão. Quando eu ia avançar pra cima da amiguinha dela, ela me segurou. Disse que estava naqueles dias e que não achava certo dar assim logo de cara para um estranho. Insinuei para ela cair de boca (veja bem, insinuei, não empurrei a cabeça dela), mas disse que ia sair com o namorado e não achava certo ele beijar uma pica por tabela. Apesar de frustrado, deixei quieto e ainda nutri uma ponta de esperança de achar que valeria a pena.

Conversamos nos dias seguintes e combinamos de sair novamente hoje. Só que ela disse que estávamos avançando muito o sinal e que deveríamos ir a um barzinho ao invés de cafa-beach-house. Achei aquilo meio incoerente, pois como uma garota que namora e sai com um cara estranho quer pagar de santa? Mas ok, achei que seria um pretexto para terminarmos em um motel. Ai tive algumas revelações que fizeram com que eu percebesse que tinha sido vítima da Síndrome do Bom Partido.

Caipirinhas, papo vai, papo vem no bar e ai comecei a perguntar sobre namoro, traição e casos. Foi então que ela acabou revelando que já tinha chifrado o namorado em outras ocasiões e que tinha transado logo de cara. Fiquei indignado com a revelação e principalmente pela sinceridade. Ao perguntar pra ela por que comigo estava sendo diferente, ela disse que não queria que nosso relacionamento se resumisse a sexo. Ah pra pqp, queria casar? Pulei fora. Com piriguete não se deve conversar muito, o lance é agir, do contrário corre-se o risco de ser acometido pela Síndrome.

Acho assim, tem hora que a mulher piriguete cansa da sua posição e decide sossegar a periquita com um homem só, mas convenhamos que traindo o namorado não é um bom começo.

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Bom, para as leitoras que acharam que eu acordei com a uruguaia ou um uruguaio (¬¬) do lado, desculpe desapontá-las, mas foi bem longe disso. Acordei de manhã me sentindo a Hebe Camargo, minha cara estava toda esturricada, parecia que eu tinha aplicado botox com suco de limão e ficado ao sol. Pelo menos eu não estava só nessa, os outros dois companheiros de viagem também estavam a la Hebe e um de olho roxo (ninguém sabe como aconteceu).

Devido a esse tratamento estético, não conseguimos ficar bronzeados nos demais dias, pois a pele morta não bronzeava. Para tentar ficar apresentável no resto da viagem, tivemos que lambuzar a cara de Caladryl e hidratante. Ou seja, a cara de Hebe deu lugar a de Xica da Silva. Desistimos de sair naquela noite e na seguinte.

Na sexta o exu estava represado dentro de nós e a melhor balada estaria por vir. Fizemos novamente nosso aquece de tequila e fomos pro lugar. O problema (ou não) é que em 90% das baladas da cidade rola o esquema de Open Bar, só que é meio fajuto, pois todos os mexicanos que servem no bar ficam pedindo gorjeta e se você não dá o drink vem uma tremenda porcaria. Até ai ok. Só que além de tentarem levar uma graninha do turista bobo pelas gorjetas, há outra forma mais inteligente de roubar, as tequileiras.

As tequileiras são umas mexicanas bonitonas e gostosas que as casas contratam pra ficar perambulando pela balada atrás de homens pra fazer com que eles tomem (e claro, paguem) a bebidinha delas. Eu não sabia como funcionava esse esquema até me aparecer uma morena muito da gostosa, me alisando e passando o peito nas minhas costas. Ela colocou a porra do drink no copinho e me serviu toda sensual. Eu tomei uns 5 copinhos e só quando me engasguei no último que eu fui ver a plaquinha no pescoço dela dizendo que cada um custava 4 doláres, ou seja, tive que pagar 20 dólares pela malandragem. Ai ficamos vacinados.

Passou algumas horas, eu e meus amigos ficamos com algumas canadenses, mas não durou muito por que elas iam voltar pro país delas logo de manhã e tinham que sair cedo da balada. Voltamos à pista. Conheci outra canadense e o negócio começou a pegar fogo, não cheguei a beijá-la, mas segui os ensinamentos que aprendi com as americanas e ficamos naqueles amassos e encoxa-encoxa. Estava quase a convencendo a ir ao meu hotel, quando apareceu um dos meus amigos desesperado dizendo que o outro tinha sido posto pra fora da balada. Resumidamente, uma das tequileiras foi querer dar o golpe nele, ele passou a mão na bunda dela, tomou um tapa na cara e revidou. Porém, a noite não acabou por ali.

Chegamos ao hotel completamente bêbados, sem vontade alguma de dormir e com fome. Decidimos ir comprar alguma coisa na vendinha em frente ao hotel, só que de cueca. Por sorte não deu nada, mas na volta meu amigo sugeriu praticarmos nudismo e ai o bicho pegou. Fomos expulsos do hotel por 3 horas, tiraram nossa pulseira preta que dava direito a open bar no hotel e deram uma branca de criança que proíbe a ingestão de bebida alcoólica.

Nos dias que se seguiram não teve mais nada de anormal, saímos, bebemos, ficamos com algumas gringas, etc. Com exceção do último dia.

No último dia a cidade parecia um velório. Fomos até a zona de barzinhos e tava tudo vazio. Paramos em um mais animadinho, bebemos bastante e fomos embora. Só que um dos meus amigos estava puto com o hotel, pois ele não tinha praticado nudismo e mesmo assim tinha sido punido e recebido a pulseira de criança. Foi então que ele sugeriu nadarmos nus no mar. O outro não topou, pois estava caindo de bêbado.

Estavam lá os dois babacas nadando, quando de repente avistamos 3 mulheres andando pela areia (de madrugada!). Ficamos berrando para elas entrarem, mas ao invés disso elas pegaram nossas sungas e saíram correndo (Eu sei que parece mentira e/ou cena de filme, mas juro que foi verdade) . Por sorte, elas pararam logo mais a frente. Eram três americanas, uma horrível e duas muito gostosas. Meu amigo atacou a feia e a pegou logo de cara. Eu fui querer bater papo e me ferrei. A terceira saiu andando e a que eu estava conversando ficou preocupada e pediu para que eu a acompanhasse para buscar a outra (¬¬’) . Quando voltei meu amigo estava quase transando com a garota, os dois praticamente pelados no maior amasso. As duas bonitinhas deram aquele escândalo americano de dar risada alto, por a mão na boca e ficar berrando “Ow my god, ow my god, what the hell are you doing?!”. Isso chamou a atenção dos seguranças e tivemos que sair correndo pra não ser definitivamente posto pra fora do hotel, ou pior, conhecer a polícia mexicana.

Resumidamente essas foram minhas férias em solo mexicano. Não fiquei decepcionado pelos tombos, peripécias, e demais infortúnios que passei. Obviamente que eu esperava tirar a zica internacional e chegar aos finalmentes, mas eu voltei com tanta história e bagagem cultural que dificilmente vivenciaria no Brasil, já sexo aqui não é tão difícil conseguir. Quem sabe na próxima vez uma oferenda ao buda aquático não resolva?

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O post ficou muito grande pra inserir uma promoção. Por isso peço para vocês sugerirem uma mecânica de promoção pro próximo post. O presentinho que eu darei para a primeira colocada é um Bronzing Powder da MAC (aquele pozinho que dá um aspecto bronzeado ao rosto) + uma barra de chocolate Lindt e pra segunda colocada uma loção da Victoria’s Secret.

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Como avisei no post passado, sai de férias e viajei para o México na semana passada. E pra variar um pouco, me meti em várias “aventuras” e tive alguns dissabores com mulheres estrangeiras, o que mais uma vez comprova minha predileção pelas brasileiras (sem puxa-saquismo).

Antes de viajar, eu e meus amigos tínhamos lido em alguns depoimentos na internet que as aeromoças da Copa Airlines eram gatas e davam mole para os passageiros. E o que fizemos? Viramos algumas garrafas de vinho antes de embarcar para começar a azaração antes mesmo de chegar em solo mexicano. Só que tivemos a infeliz surpresa de nos depararmos com umas panamenhas com cara de índia Maia velha. Tudo bem, a viagem estava só começando.

Ao chegar na recepção do hotel, demos de cara com um grupo de russos que mais parecia os cariocas faço-jiu-jitsu-e-tenho-um-pitbull do carnaval passado. Tudo bem, a viagem estava só começando.

Mesmo cansados da viagem e de ressaca, resolvemos ir à balada e tentar a sorte por lá. A discoteca era uma criptonita pro cafa, ou seja, ao ar livre (sempre me dou mal nestes tipos de balada). De repente parece que um cano de americana gostosa tinha estourado e surgiu um grupo de 10 dançando bem animadas e vulgarmente na pista. Pra quem não conhece o esquema, americana não beija na boca assim tão facil como brasileira, mas qualquer um que cola atrás elas ficam rebolando no amigão (até mesmo no garçom). Confesso que eu e meus amigos ficamos um pouco ariscos com aquela inovação e pelo fato de termos bebido várias garrafas na noite anterior, não conseguimos ficar desinibidos o suficiente para ir chinchar uma americana no meio da pista. Porém, uma inglesa ficou olhando pra mim e resolvi bater um papo com ela, mas ficou uma coisa tão mecânica e sem cadência que a atração broxou e zeramos naquela noite. Tudo bem, a viagem estava começando.

No dia seguinte a gente foi num parque aquático cheio de atrações entre elas coisas místicas para purificar o corpo e demais baboseiras. Desconfiados que o olho gordo no Brasil pudesse comprometer mais um dia de azaração, resolvemos pedir a benção para um buda aquático que ornamentava um riozinho do parque. A cena foi ridícula, mas deu mais ou menos certo. A noite prometia se não fosse por alguns detalhes.

Nesse dia havia uma festa da espuma no hotel que estávamos, mas como não botávamos muita fé no seu sucesso, resolvemos fazer um aquece no barzinho e depois só dar uma passada no lugar. O problema (ou não) é que fizemos aquece de tequila e já chegamos na festa chamando urubu de meu louro. A balada estava bem lotada e só foi começar a cair espuma do teto pra gente literalmente mergulhar na pista. Era tanta felicidade e desenvoltura que cheguei numa uruguaia e finalmente tirei a zica e na sequência meus amigos fizeram o mesmo.

Porém, surgiram dois problemas, um que a espuma era meio tóxica e digamos que as partes baixas ficaram expostas a ela e estavam ardendo pra caramba, segundo e o mais patético, foi que o babaca bêbado quis fazer graça e dançar junto com a uruguaia em cima da mesa. Só que ao descer, imaginei que havia um banquinho logo atrás da mesa e ao pular nele pisei em falso e tomei um belo tombo no chão. Com os braços ralados, cotovelo luxado e partes baixas ardendo, resolvi que o melhor seria evaporar pro meu quarto e aproveitar a praia no dia seguinte, só que eu acordaria com uma surpresa e outras maiores estariam por vir…

(continua no próximo post [e com promoção])

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