Os sinais de que eu passaria maus bocados na Romênia já foram dados no aeroporto de Istambul, onde eu pegaria o avião para Bucareste (capital da Romênia). Na fila para passar no raio x, bem na minha frente, tinha um romeno completamente bêbado, falando alto e querendo interagir com os outros (inclusive comigo que estava atrás).

Bom, eu não entendo um cacete de romeno, no máximo conheço a língua devido a música do bunda lêlê (Dragostea Din Tei – Ozone), mas tentei ser simpático como todo bom brasileiro e gesticular que não entendia patavinas. A “conversa” durou alguns segundos, suficientes para quase me fuder. A jovem anta romena tinha alguma coisa metálica no corpo e sempre que ele passava pelo raio x o negócio apitava. Na terceira vez ele deu piti e ficou berrando “what a problem?”, “What a problem?”. O policial foi ter com ele e o cara quase deu na cara do homem. Eu estava ali atrás só na butuca quietinho até que um deles perguntou se era meu irmão. Minha vontade era mandá-lo comer Kebab. Po, não sou um príncipe, mas me confundir com aquilo foi demais. Enfim, mostrei meu passaporte brasileiro e me safei daquela.

Ao chegar ao aeroporto de Bucareste o policial federal fez centenas de perguntas para mim. O que eu ia fazer no país, onde ficaria, por que estava visitando logo a Romênia, o que eu levava na mala e demais perguntas idiotas que até o mongol mais mal intencionado jamais revelaria. Passeio pelo primeiro filtro.

Peguei minhas malas e quando estava quase respirando o ar gélido romeno surgiu mais um policial e pediu para que eu o acompanhasse. Medo. Cheguei a uma salinha onde estava apenas uma africana que não falava quase nada de inglês (apenas “I have money”), segurava um lenço de papel com várias pontinhas de sangue e de tempo em tempo levava-o ao nariz. Medo [2].

O policial chamou outro colega, mostrou meu passaporte e ambos deram uma risadinha. Juro, eu esperava a velha e comum frase clichê de gringo que vê brasileiro “Futebol? Bebeto, Romário, Ronaldo? Hehe”, antes fora isso. Depois da risadinha o cara disse que gostaria de ver minha mala. Como eu só tinha chá turco, souvenirs, roupas, meias e cuecas sujas, falei que ok. Ele assoviou, veio um cachorro simpático, fuçou minha mala e se foi. Depois disso o cara nem me encheu o saco e desejou boa viagem.

Fui conhecer a famigerada “Paris do leste” e de Paris a cidade só tinha um arco do triunfo mixuruca e algumas construções grandiosas (bem bonitas até), mas completamente ocas conceitualmente. Algo que me marcou bastante (e minhas roupas) foi a fumaça de cigarro por todos os cantos. Era praticamente impossível comer em um lugar sem levar junto como acompanhamento dióxido de carbono.

No final do dia voltei para o hostel e me dei conta que havia esquecido minha toalha na Turquia. Desci para a área “social” do hostel para solicitar uma e me deparei com uma senhora romena na faixa dos 50 anos tomando cerveja. Ao me ver ficou toda feliz e perguntou de onde eu era. Ao ouvir “Brazil”, ficou mais feliz ainda e disse que queria aprender a sambar, se eu poderia ensiná-la. Disse a ela que eu tinha o suingue de uma passista alemã e que não rolava. Ainda assim insistiu para que eu tomasse um pouco daquela cerveja vagabunda com ela e contasse sobre o Brasil. Fiquei lá um pouquinho e depois de alguns minutos me pirulitei.

Dormi. Acordei lá pelas 3 da manhã com vontade de ir ao banheiro. Estava sozinho no meu quarto (a velha ocupava o quarto ao lado). Levantei da cama e a porcaria do chão de madeira rangeu alto, fui indo na ponta do pé para o banheiro (que se situava na área social do hostel). Porém, ouvi um barulho de porta abrindo e decidi parar onde eu estava e não abrir a porta do quarto. Medo. Fiquei ali 10 minutos até não ouvir mais nada. Abri devagar a porta do quarto, tranquei e sai correndo para o banheiro.

Assim que fechei a porta do banheiro ouvi novamente o barulho de porta abrindo. Medo [2]. Depois de alguns segundos alguém tentou abrir a porta do banheiro que eu estava. Inicialmente minha vontade era de fazer o número 1, mas mudou subitamente para o número 2. Não sou do tipo medroso, mas 3 da manhã, sozinho em um hostel em um país do leste europeu com alguém tentando entrar no banheiro, é um belo script pra filme de terror e maldades alheias.

Fiquei uma meia hora lá até cessar barulhos estranhos (não de mim, mas lá fora). Abri a porta do banheiro devagar sai correndo para o meu quarto e quando estava destravando a porta a velha abriu repentinamente a porta do seu quarto. Que horror. A mulher estava com uma tolha enrolada no corpo, completamente embriagada e soltou um “hi brazilian!” que me deu calafrios até no dedão. Dei um “hi, bye bye” e me tranquei no quarto as pressas. Dia seguinte me mandei para a Transilvânia para conhecer o castelo do conde Drácula.

Para chegar na cidade que ficaria hospedado (Poiana-Brasov), teria que além do trem em Bucareste, pegar dois ônibus na cidade. Paguei o trem e fui. Ao chegar no ponto do primeiro ônibus vi que ele funcionava como na maioria dos países europeus, você compra o tíquete em um guichê na rua e depois tem que validar no ônibus (não tem cobrador). Ou seja, se você quiser bancar o brasileiro exxperrrto, pode viajar sem pagar. Porém, há fiscais que aparecem do nada e pedem para mostrar o tíquete, e se você não tem paga uma (boa) multa.

Eu paguei o primeiro. Porém, ao chegar na parada final vi que o segundo ônibus estava quase saindo e resolvi não perder tempo indo comprar outro tíquete e adivinha? Apareceu a fiscalização. Não deu nem tempo de explicar qualquer coisa, foi uma berração de “contraventional, contraventional!” durante 5 minutos, até eu perguntar (mimicamente) quanto era a caceta da multa. Respirei aliviado ao saber que era cerca de R$20,00 (na Itália é mais de R$200). Paguei e fui o restante da viagem recebendo olhares de reprovação dos passageiros. Cheguei ao destino.

Nesse lugar acabei reservando um hotel bem bacanudo para me recuperar das noites mal dormidas nos hostels da Turquia e Bucareste. O que mais me cativou nesse hotel foi a imensa piscina aquecida e acomodações. Puff. Ao entrar no quarto ele realmente era igual ao da foto na internet. Ai decidi abrir a varanda e respirar o ar das montanhas, a porcaria ficava no segundo andar e a única vista decente que tinha era para o estacionamento do hotel e a pior para uma caçamba de entulho e uma lojinha de souvenir. Briguei 2 dias para conseguir trocar por uma lugar decente.

Estressado com a vista do quarto e multa paga, fui “relaxar” na (imensa) piscina. Me senti no filme Cocoon. Era um monte de velho romeno fazendo lava-bunda na piscina e algumas crianças berrando e obviamente mijando na piscina. Morri de nojo com a qualidade da água e achei melhor não entrar.

Dia seguinte fui finalmente conhecer o castelo do Conde Drácula, que não tem nada a ver com o Drácula. A história do livro “O Conde Drácula” na verdade é um retalho de várias histórias diversas e sem relação uma com a outra, ali quem viveu foi uma rainha x. De qualquer forma, alguns amigos me “aconselharam” a tomar cuidado para não ser mordido pelo conde Drácula, só que eu quase fui mordido por um Gay Drácula. Achei que o romeno solícito estava sendo simpático comigo me explicando algumas peculiaridades do castelo, até me chamar pra jantar. Acho que teria sido melhor virar vampiro. Fui embora.

Dia seguinte fui tentar esquiar na cidade que me hospedei. Só que a mesma caceta de neve que me fez passar mal bocados na Turquia resolveu não aparecer na cidade romena e o pouco que tinha de neve da semana anterior só permitia descer de trenó em um morro. Foi o que fiz.

Aluguei um bóia-treno e fui lá brincar um pouco. A pista tinha 3 níveis (básico, intermediário e avançado). Inicialmente comecei pelo intermediário, o trenó desceu rápido, deu uns solavanco, mas deslizou macio, foi legal. Ai decidi botar ousadia e descer no nível avançado. Dei um impulso forte e o negócio desceu que nem um bodsled em um terreno acidentado com um brasileiro tonto pilotando. Não demorou muito para eu perder o controle do trenó e me arrebentar no chão, partindo meu óculos em 3 e sendo motivo de galhofa para a platéia romena. Como se não fosse pouco, quando estava me recompondo fui atropelado por outro trenó fazendo com que eu desse uma pirueta no ar, tal qual uma vídeo-cassetada de 1986 exibida até hoje no Faustão.

E assim se encerrou minha viagem. Antes que alguém comente que só teve momento de desgraça, ressalto que teve ótimos momentos (seja em relação a culinária como lugares que visitei), é que se colocasse todos, o post ficaria gigantesco. De qualquer forma, fica a lição, até nas experiências negativas é possível extrair algo bacana. Tudo depende da forma com que você as observa. Para mim foram ruins na hora, hoje me divertem.

E como não poderia ser diferente, lembrei das minhas leitoras na viagem e trouxe esse presentinho:

Achei bacana e a vendedora me garantiu que a mulherada adora. Bom, para concorrer basta formular uma frase utilizando algumas expressões próprias do blog. Só isso. A frase mais engraçada e criativa leva o kit. Segunda publicarei a vencedora (lembrando que só participa leitora do Brasil).

Resultado: A ganhadora da promoção foi a Paula com a frase:

“O cafa estava perdido, teve SÍNDROME DO BOM PARTIDO, não queria PERIGUETE, corria de MULHER-CHICLETE, cansou de MULHER-LANCHINHO que não valia nem o VINHO, fazer um BOOTY CALL já não era tão legal e com uma decisão certeira aposentou a GELADEIRA e hoje é um cara mudado, o cafa está regenerado, e, quem diria, é um bom namorado!”

Como vocês sabem, passei o feriado passado em Manaus. A experiência foi bastante positiva no quesito “conhecer coisas novas”. E não digo no sentido sexual (como muitas devem estar pensando) e sim comidas, lugares e cultura. Porém, é óbvio que nessa jornada involuntariamente o contato com o sexo feminino acaba ocorrendo. Vou contar brevemente como foi o feriado.

Antes de tudo, o lugar que eu considero um dos mais bacanas para conhecer alguém interessante é o aeroporto. Óbvio que é preciso fazer um filtro de quem está lá viajando a trabalho e de quem está indo para um rave de micareta na Bahia (nada contra quem gosta, mas eu prefiro uma boa distância). Tirando esse grupo, grande parte das pessoas que viaja a trabalho geralmente são maduras, independentes, sérias e sabem o que quer da vida. Por isso, sempre que viajo gosto de chegar com certa antecedência no aeroporto e ficar de flertes com algumas incautas. Só que na sexta o trânsito em sampa estava ridículo e cheguei no aeroporto a 20 minutos do avião decolar, ou seja, não tive tempo do meu lazer aeroportuário favorito (além de comer Pizza Hut com chopp Brahma..nham).

Ao chegar no avião fiquei caçando a leitora que disse fazer parte da tripulação daquele vôo. Só que muito esperto, eu não perguntei o nome da garota e todas as aeromoças que eu cruzava,  lançava um sorriso maroto com uma piscadela e era correspondido com um frio “boa noite, bem vindo” (¬¬).

Tinha esperança de sentar na poltrona do meu lado alguma garota bacana, mas sentou uma mulher com um cachorro (até que simpático) que se afeiçoou a mim e queria toda hora ir para o meu colo ou lamber meu braço. Como ele não parava quieto, a comissária pediu para que eu trocasse de lugar com a garota (eu estava na janela). Só que detesto viajar no corredor, pois não sei o que está passando lá fora e se o avião vai pousar bem. Enfim, passei certo perrengue no vôo e sudorese nas mãos até a aterrissagem.

Ao desembarcar no saguão do aeroporto fui brindado por um festival de gente feia. Achei que estava em um pedaço do inferno e ao sair do aeroporto quase tive certeza ao tomar uma lufada quente e uma umidade de 90% na cara.

Chegando no hotel, tudo o que eu queria era um banho e pedir uma pizza (o que não rolou, pois depois da meia-noite não existe delivery em Manaus). Comi uma batata horrorosa e cara do frigobar e fui com o meu amigo para uma baladinha de rock. Eu achava que teria outro dissabor, mas estava enganado.

A entrada da balada não parecia como tal e sim uma churrascaria pseudo chique. Por isso, estava esperando para ouvir um rock tipo Charlie Brown, Pitty, etc mas fui positivamente surpreendido ao entrar no lugar e ouvir logo que cheguei um ACDC e outras dezenas de clássicos do rock. Eu e meu amigo acabamos fazendo amizade com duas garotas que estavam no espaço externo da balada, uma era feiota, a outra até que bonitinha. Ficamos uns 10 minutos conversando e assim que a banda terminou de tocar, descobrimos que a bonitinha era comida do guitarrista e lá foram eles embora. A feiota se mostrou uma pessoa bem inteligente e tivemos uma aula de cultura manauara com a garota. Fim da noite.

Dia seguinte fomos fazer o passeio do Encontro das Águas, onde o Rio Negro encontra o Solimões (sim, surge dai o nome cafona dessa banda). O tour é bem agradável, mas o que eu queria mesmo era ver de perto  jacaré, a Sucuri (sem piadinhas de tiozão, por favor) e pegar o bicho-preguiça no colo que dizem que é todo simpático e abraça quem o segura. Quando os indiozinhos trouxeram os animais, veio um jacarezinho minúsculo muito do borocoxô e uma cobra que tentou se enrolar no meu pescoço. Minha esperança residia na Preguiça, mas de preguiça ela não tinha nada e ficou toda ligeira quando eu a peguei e queria voltar para o colo do indiozinho. Bom, de resto não tinha muita coisa pra apreciar no passeio além da flora, pois grande parte dos visitantes eram chineses e/ou população ribeirinha.

Voltamos para o hotel e decidimos dar um pulo na piscina para ver o que tinha de bom por lá. Tinha uma vovó fazendo alongamentos estranhos e um gordinho andando descalço na esteira. Ou seja, nada de bom por lá a não ser uma piscina bacana e espreguiçadeiras. Nessa noite resolvemos conhecer a balada mais “chique” do lugar.

Era realmente bacana a música e espaço, mas parece que o povo escroto das baladas top de São Paulo foi literalmente exportado pra lá. Pra variar, tinham os camarotes-zoológicos ao lado da pista para abrigar os pavões e galinhas que gostam de aparecer para o público pagante e ser alimentados com champagne e pulseiras. Eu estava bem tranquilo de chegar em alguém, mas meu amigo investiu em uma loira. A garota era de São Paulo e fazia medicina lá, segundo ele, a o papo estava fluindo bem, mas a garota começou a fazer umas perguntas meio estranhas (do tipo, o que seu pai faz, em que bairro mora em São Paulo, etc), ao perceber que ele não era da mesma casta que ela, a garota voltou pra gaiola e foi tomar sua champagne. Curtimos mais um pouco o lugar e vazamos para o hotel, pois dia seguinte tinha passeio pra cachoeira.

Fomos ao passeio, foi bacana e tal. Na volta, meu amigo disse que agora não queria saber de balada “finura”. Queria conhecer um forró risca-faca e pra lá fomos. Fiquei com medo. O lugar dava um povo BEM estranho e nós estávamos meio que bem arrumados (e bem cuidados) em relação a média. Não somos um galã de cinema, mas a coisa ficou bem tensa. As mulheres olhavam descaradamente e puxavam pra dançar. Recusei por dois motivos, um que detesto forró e outro que não curto mulher com bigode. Meu amigo se engraçou com uma gigante, mas resolveu não finalizar com medo de ter alguma surpresa. Voltamos para o hotel.

Dia seguinte foi dia de fazer city-tour pelo centro da cidade. Novamente o inferno nos deu as boas vindas junto com as suas capetas. Era uma sensação térmica de 40 graus e andando pelas ruas tínhamos a sensação de ser uma celebridade , várias mulheres (feias) olhando e mexendo. Pelo menos valeu para dar uma inflada no ego. Aliás, toda mulher reclama de cantada de pedreiro, mas aposto que acha o máximo se sentir desejada.

Era o último dia na cidade, resolvemos fazer um esquenta no lobby do hotel e ver como estava o movimento por ali. Um horror. Só tinha homem de terno, militar (?!), velho e famílias. E creio que na visão deles estava um casal gay ali no saguão enchendo a cara e caçando homem. Fomos pra balada.

Fazia tempo que não ia para um lugar tão animado, com um público bacana e uma banda boa. Estávamos lá curtindo  e de repente passou uma garota por mim e falou “você se chama clodoaldo*?”. Tinha acabado de encontrar uma leitora do blog na balada. Ficamos conversando por um tempo, estava ela e mais uma amiga. As garotas eram muito simpáticas e agradáveis. Depois de um tempo,  fui até o banheiro e sai um pouco na área externa para tomar um ar (é, coisa de velho). Lá fora, uma garota deu um grito “Cafa!!!”, morri de vergonha e fingi que não era comigo. Ela insistente foi atrás toda feliz e ficou pedindo para que eu contasse histórias “proibidonas” do blog. Disse a ela que não queria bancar o story-teller, mas que agradecia o carinho. Enfim, tomei o ar e vergonha suficientes lá fora, chamei meu amigo e decidimos ir para o aeroporto.

Chegando lá, já bem alterado, quis mandar uma mensagem para a garota bacana que mencionei há alguns posts, mas (in)felizmente  a bateria do celular tinha ido para o saco. Melhor assim, cafa tranquilo em Manaus e sem avançar o sinal.

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* nome fictício

(continuação do texto anterior)

Fiquei conversando com o conhecido e meio que fingi não notar a garota do meu lado. Só que de repente, do nada, eu tomo uma bundada. E não foi aquelas bundadas de sedução, mas tip0 um chega pra lá que nem o Nhô-Nhô dava no Chaves com a barriga, no meu caso com a bunda. Dei uma derrapada no chão e por um triz não caio. Dei uma risada amarela para o cara que conversava e a garota fingiu que nada aconteceu.

Tomei uma segunda bundada. Fiz cara feia e ela nem tchum. Nessa hora meu conhecido inventou uma desculpa qualquer e fugiu dali. No mínimo ele estava pensando que eu ia dar um fatality na garota, só que minha real vontade era virar o Gim Tônico na cabeça dela. Tomei uma terceira bundada.

Puto e cansado de levar surra de bunda, pedi pra ela deixar de ser retardada e dançar como uma pessoa normal. Ela ficou meio puta, mas quieta. Achei que o assunto estava resolvido. Ledo engano. Virei para o outro lado pra dar uma olhada na pista e de repente…nhac! Tomei uma mordida! Pelo menos não foi na minha bunda, mas no ombro. Só que doeu pra cacete. Era motivo pra jogar água na cachorra louca, mas achei melhor manter a calma e ir para o outro canto da pista.

No outro canto da pista avistei uma garota sensacional. Apesar do vestido periguetoso, ela tinha um corpo bem interessante e uma lataria impecável. Depois de observar ela dando fora em 3 caras, ganhou mais alguns pontinhos. Como eu estava de boa, preferi não atacar, mas ela não tirava o olho de mim e se eu pelo menos não puxasse assunto com ela, acordaria dia seguinte me sentindo um frouxo. E fui.

Não bastaram 2 minutos de conversa para eu ser banhado pelo tédio e impaciência. A garota era uma pequena anta, dei uma acelerada no papo pra dar um vazare e percebendo que eu estava querendo dar uma volta ela pediu para que anotasse seu telefone. Peguei meu cel e…a bateria tinha morrido. Era uma excelente desculpa, mas não pra ela. A garota sacou seu celular da bolsinha (brega) que carregava e pediu para que anotasse o meu, obviamente que passei o errado. E fui.

Lá pelas tantas vi no meio da pista uma garota que eu sempre observava na praia e sabia por conhecidos que ela tinha um CV bacana. Troquei alguns olhares e resolvi bater um papo. Foi um papo mecânico, bobo, horroroso, me senti um mongolóide de 17 anos de idade chegando na garotinha bonita da balada. Pra piorar, percebi que a louca das bundadas estava por perto. Parei no meio do papo e resolvi curtir a noite sozinho, sem desgaste, sem risco. Só que ela não estava perdida.

Lá pelas tantas recebi um sms* por engano de uma garota x dizendo que estava com um ingresso sobrando para o show do Bon Jovi e gostaria de saber se eu estava a fim de ir (acreditando que eu fosse a amiga dela). Bom, só que isso é outra história e mais pra frente conto ela melhor aqui.

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Feriado estou indo para Manaus. Já peguei ótimas dicas de passeio e balada. Se alguém soube de alguma festa ou algo diferente na cidade, me avise! cafa@manualdocafajeste.com

* Vi que já perguntaram como eu recebi sms se o cel estava sem bateria. Na verdade estava com bateria, mas como está com bug, esporadicamente ele apaga e reinicia sozinho. “Smart”phone ¬¬*

Como vocês devem ter reparado, ultimamente não tenho muito saco para conhecer mulheres em baladas (ou “nights”) e me arriscar em um after night perigoso. Além desse risco de acordar com uma tremenda jabiraca do lado, já não tenho mais paciência para ficar pensando em um approach engraçadinho, ter que me preocupar em ser descolado, perguntar nome, idade, ocupação, ahhh cansa só de pensar. Talvez seja a  idade, talvez seja porque conheci uma pessoa bem bacana, independentemente do que for, o soldado não vai mais à guerra. Quer dizer, até vai ao campo de batalha, porém não com o intuito de atacar o inimigo.

Ainda saio com os meus amigos, e apesar de estar tranquilão, sempre acabo presenciando e vivenciando situações peculiares.

Nessa última, estava na minha cidade natal batendo um papo com meus pais em uma bela tarde ensolarada de sábado (ai como sou poeta), quando um dos meus amigos disse que naquela noite haveria um festa incrível em uma balada x e que iria um monte de mulher gata com ele. Abro parênteses aqui.

Sempre quando alguém da minha cidade natal fala que está levando “amigas gatas” junto eu volto ao meu passado, quando eu tinha um Gol roxo pé de boi e todas essas “amigas gatas” mal cumprimentavam o pé-rapado que acabara de ser apresentado na roda. Fecho parênteses.

Como a festa tinha uma temática anos 80/90, o tiozão aqui se animou e resolveu topar e ver também qual é que era dessas “amigas gatas”. Falaram que era pra chegarmos cedo no local, pois queriam jantar na balada. Achei bizarro ficar com restos de comida entre os dentes e depois ir pra pista, mas ok.

Já no postinho para o aquece,  uma das garotas só faltou pular no meu colo. Me chamou pela primeira sílaba do meu nome (o que eu detesto) e veio toda soltinha comentar que ficou sabendo (?!) que eu gostava do som e que ia me amarrar no lugar e blablabla whykas sache. Até que era uma garota bonita e com um corpo ajeitado, mas tinha um cérebro de minhoca e síndrome de fantasminha camarada (quer ser meu amiguinho?).

Na entrada da balada rolou um pequeno fuzuê. Não tinham colocado nossos nomes na lista e a fantasminha camarada começou a destratar a coitada da hostess. Fiquei preocupado, pois pensei que sem os nomes na lista não poderíamos entrar. Porém, só depois descobri que na verdade sem o nome na lista os R$20,00 de entrada pra mulher não seriam consumíveis (o que em São Paulo é nada). A camarada não satisfeita com o barraco, quis dar uma carteirada vagabunda falando que conhecia o fulano Y que é promoter do lugar (¬¬). Constrangido, meu amigo disse que pagaria a entrada.

Na fila de entrada observei um pouco da estrutura interna e comentei com o pessoal que achava aquela balada um avanço, pois não tinha a bobagem de área vip. Nisso a barraqueira surgiu com ares de imponência falando que sim, que o camarote era logo ali. Dei uma olhada e realmente em um sala minúscula ficava amontoada as pessoas VIP´s, disse que aquilo parecia um chiqueirinho e a garota me olhou com desprezo.

Quando sentamos na mesa ai entendi porque elas queriam jantar no lugar. O nosso amigo em comum marcou todos os pratos na comanda dele e parece que sempre o faz para impressionar as mulheres. Durante a janta o papo não andava, a garota só falava groselha e era extremamente fútil. Fiquei de saco cheio daquilo e resolvi interagir com um conhecido que estava em pé do lado da nossa mesa. 20 minutos depois ela veio atrás.

(continua no próximo post)

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Concedi uma entrevista para a Revista Vip desse mês (tem a Leticia Spiler na capa) e a matéria ficou bem bacana. Vou tentar escaneá-la para colocar o link aqui (o nome que saiu é fictício).

Tai uma desculpa que seria muito plausível de um homem dar pelas cagadas que fez se ela não fosse tão absurda. Porém, não deixa de ter um fundo de verdade. Explico.

Bom, obviamente vocês nunca saberão o que é ter um troço pendurado entre as pernas, mas devem acreditar que é algo muito simples e até cômodo. Afinal, dá pra mijar em qualquer canto, é auto limpante depois de umas balançadinhas (nojento? É, mas 90% dos homens não passam papel) e não cospe sangue uma vez por mês. É, pensando por esse lado até é, mas as vantagens param por aqui. E não digo que as desvantagens são aquelas do senso comum (cosquinhas que volta e meia dão no saco ou ter que mijar em mictório sob o risco de aparecer um boiola na privadinha do lado bisgolhando o meninão alheio, por exemplo). A questão é um pouco mais profunda.

Digamos que o pau tem vida própria. E excetuando-se o cara nerd que o utiliza como enfeite ou em um monólogo por assim dizer, os homens tem que conviver com um jovem rebelde, incontido e inconsequente todos os dias. É uma eterna e árdua luta entre duas cabeças, uma agida pela razão e outra pela emoção. E ao contrário das mulheres, a cabeça que age pela emoção não quer saber de amor, só de tesão.

Quando o cara já desenvolve um pouco mais o cérebro, ele até consegue ter um domínio um pouco maior sobre o camarada lá embaixo e isso explica em partes o motivo pelo qual um peão de obra é tão chulo e vulgar diante do sexo feminino. Só que após determinado período sem dar entretenimento para o garoto ali embaixo, até o cara mais inteligente que há começa a perder o controle sobre o bicho e ai…shit happens.

Ai temos a justificativa para as mulheres que não se conformam de ver homens lindérrimos (ficou gay, mas blz) pegando altas jabiracas (que dão de primeira), homens que frequentam puteiro, se masturbando vendo filmes pornôs vagabundos e por ai vai. Comigo não é diferente, mas como eu não curto filme pornô, detesto puteiro e evito jabiracas, me resta recorrer a geladeira em busca do lanchinho a tiracolo. Foi o que rolou essa semana.

Estava uma pilha pela quantidade de trabalho que surgiu ao mesmo tempo, mal tive tempo de ir ao boxe, comendo mal pra cacete e pra colaborar uma dor no peito sinistra que apareceu do nada. Resumindo, meu corpo estava pedindo arrego, mas o adolescente lá embaixo obviamente que não. E não se pode ignorá-lo, pois do contrário faz mal criações a noite (a polução noturna).

Mas por outro lado, o adolescente quando fica ansioso costuma perder o controle nas horas mais inapropriadas. E ai ou queima a larga e mal chega inteiro pra festa (o famoso broxar) ou então faz cagada logo que entra na festa (a ejaculação precoce). E assim foi.

Entrei em contato com uma garota que eu conheci há uns 2 anos e meio em uma viagem que havia feito ao Rio de Janeiro. Ela se mudou pra São Paulo há alguns meses e junto com a mudança trouxe um par de silicones de 300 ml, o que obviamente interessou muito ao pimpolho. Troquei meia dúzia de ideia fraca e ela topou me visitar para “manter o papo em dia”.

Ao chegar em casa, percebi que além dos 300 ml no peito, ela trouxe mais 5 kilos no resto do corpo e aquilo deu uma leve desanimada no adolescente que ficou de birra e murcho. Para contornar a situação, servi umas doses de whisky (não tinha vinho), mas acabei excedendo na dosagem e fiquei bêbado. A pegação começou e o jovem lá embaixo já estava todo todo. Botei a camisinha no garoto e assim que ela sentou…..eu gozei. Juro, foi ridículo. Há anos que eu não tinha uma trepada tão rápida e zuada.

Minha vontade era de transformá-la em pizza logo depois do gozo, mas meu orgulho de macho me impedia parar por ali. Eu tinha que contornar a situação. Dei uns 5 minutinhos e retomei os esforços, dessa vez o ser lá embaixo colaborou  e tudo estava indo bem, mas não pra garota. Ela simplesmente broxou e pediu pra parar no meio. Foi a minha deixa para sugerir que a levasse de volta para a sua casa.

No caminho tive vontade de falar: Veja bem, não fui eu, foi meu pau. Porém, o argumento cairia no ridículo e eu seria motivo de chacota posteriormente. Resolvi ficar no silêncio mortal e deixar o jovem de castigo. Porém, como todo pai coruja, já estou com pena dele.

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