Olá, cafa! (nossa que engraçado)
Tenho 23 anos e, nossa, que vergonha, beijei a primeira vez com 18 anos e fiz questão de esquecer (foi péssimo), mas mesmo assim não sei como me interessei demais por este rapaz e ainda fiquei algumas vezes com ele, só que esporadicamente. Era louca por ele (nem sabia o que tava fazendo, coitada!). Ele não tinha nenhum respeito por mim, me tratava como se eu fosse uma piriguete (só hoje percebo isso), mas claro, sempre que ele chegava eu deixava ele me beijar (e até uns mais…você entende), e o pior, eu não conseguia falar nada. Até hoje não sei o que, ou se falamos sobre algo interessante. Apenas beijava, que tosco.
A última vez que beijei ele foi em dezembro de 2008 e, no dois anos seguintes, só beijei outras duas vezes, uma no carnaval (nem conto com essa) e outra numa festa na minha cidade, ele é de Juiz de Fora. Ele tava bêbado, começamos a dançar um forró e ele, muito bonito (loiro, olhos claros e alto), me beijou e logo veio com um papo de “vou te dar muito carinho, você gosta com carinho?”, não entendi do que ele tava falando mas mesmo assim continuei.
Saímos do local da festa (ele estava insistindo muito pra me levar em casa). Fomos até o carro dele, ficamos do lado de fora um tempo e depois, quando voltamos para a festa, ele simplesmente me beijou e saiu. No outro dia estava com outra! Mas o interessante é que quase um ano depois disso eu o encontrei numa festa, tirei coragem não sei de onde e fui lá falar com ele. Cheguei, o cumprimentei, ele, muito educado, perguntou como era mesmo meu nome e onde nós havíamos nos conhecido. Falei e, então, ele lembrou e disse que nesse dia havia bebido horrores! Depois ele saiu pediu para eu ficar que voltava já, eu esperei; bem ele voltou começamos a dançar e aí nos beijamos (dessa vez ele não estava bêbado) e aí ele pediu para ir me deixar. Fomos eu e mais dois amigos dele (ele os levou em casa primeiro), ele muito educado durante todo o caminho sempre segurando minha mão, e eu sem saber o que falar, muda. Chegamos em minha casa nos beijamos e ele ainda deslizou uma mão boba no tronco anterior. Fiquei sem ação. Depois ele pegou minha mão para levar não sei pra onde. Fiquei com medo então soltei.
Depois disso nos despedimos. Nunca mais nos vimos (mas meses atrás o encontrei no facebook, não o adicionei, seria demais). Desde então nunca mais rolou nada com ninguém, parece que tenho um repelente contra os homens, só pode. Apenas olhares que eu ainda desvio por não ter certeza se são pra mim ou se realmente existe algum interesse. Faço isso até mesmo com o cara de quem sou afim a mais de ano.
Enfim, o fato é que não beijo a mais de dois anos e os únicos relacionamentos que tive (se é que podem ser chamados de relacionamentos!) fazem eu me sentir algo pior do que uma piriguete quando lembro. Então o que você me diz, devo partir para o ataque ou tem algo mais grave de errado comigo? Porque não consigo entender,sei que não sou feia, me visto bem, não ando bebendo por aí, sabe aquela música do Leoni? Pois é exatamente assim. Certo que em certas situações não sou muito de conversar, mas isso não justifica, então me diz, o que faço, eu quero um namorado!
Tudo o que te escrevi aqui certamente é muito bobo pra você, mas por favor, não faz pouco caso de mim, é muito importante pra mim ter uma opinião de um homem de verdade sabe, queria que você, sei lá, me falasse umas dicas de como não deixar mais os homens me tratarem daquela forma. Acho que traumatizei por isso prefiro nem olhar mas ainda assim crio paixões e fico imaginando como poderia ser se ele fosse meu namorado. Eu me arrumo, saio, olhares rolam, mas nada acontece, meu batom ainda sai porque fica na lata de refrigerante!
Desde já agradeço,
Abraço
Larissa
Larissinha,
Foi muito, bastante, excessivamente, demasiado foda entender sua carta. Vejo, de cara, que você é meio confusa das idéias.
É complicado determinar o que, de fato, afasta os homens de você – ou, pelo menos, aqueles que não façam você se sentir como uma piriguete.
Todavia, baseado na sua narrativa, presumindo, ainda, que você não seja banguela, fedida e/ou barbuda, tentarei lhe ser útil.
Antes de mais nada, beijar muitos homens não te fará, obrigatoriamente, mais feliz.
Seu comportamento, ao longo da história, revela-se repleto de arrependimentos, inseguranças e auto-questionamentos. Não há nada grave com você, mas falta-lhe, ainda, a malemolência das amazonas mais vividas e, consequentemente, a segurança de si própria.
Talvez em razão do seu primeiro envolvimento sério ter ocorrido há poucos anos, você ainda está perdida e, até mesmo, incapaz, de separar os lobos dos cordeiros. Pois anota aí na tua agenda da Hello Kitty: Não se envolver com homem fuleragem.
Em geral, é justamente a rotatividade de compromissos, frustrações, chifres, picas e desilusões que faz com que as mulheres sejam mais precavidas, marrentas, espertas e, infelizmente, descrentes com os membros do sexo masculino. Como você ainda não tem esse know how, está caindo muito fácil no papo deles. É preciso se adaptar à essa selva que te rodeia.
Dos fatos descritos na sua carta, percebo um padrão: você tem dificuldades em dizer “não”. Tudo que lhe pediram você concedeu: beijos, amassos, caronas (não, não era por cavalheirismo). A não ser na hora que pegaram sua mão “para levar não sei pra onde” e, mesmo assim, você só soltou por medo, e não para impor limites. À propósito, vou revelar o segredo: ele estava levando a sua mão diretamente para cima do pau dele. Isso mesmo. Safado!
Quem tem que se respeitar, antes de mais nada, é você mesma. Não se deixe conduzir tão fácil. Se o comportamento de algum homem faz você se sentir mal, exija um tratamento melhor ou então despacha!
Os comentários “nem sabia o que tava fazendo, coitada!” e “só hoje percebo isso” levam-me a crer que você já sabe diferenciar um tratamento bom de um ruim (ao menos em tese). Desta feita, já que você enxerga que fez merda, não repita os mesmos erros.
Tendo em vista que seu objetivo é encontrar um namorado, o que você tem que ter em mente é: Não perder tempo com qualquer pessoa.
Quem é “qualquer pessoa”?
“Qualquer pessoa”, nesse caso, é alguém que não lhe trata como preferência e que raramente vai atrás de você (a não ser para lhe levar para casa e comer agarrar).
Você tem que se aproximar de quem te dá ouvidos quando você precisa desabafar, quem tenta te conhecer de verdade…enfim, alguém que realmente se esforce para estar do teu lado.
Antes de você arrumar um namorado, primeiro aprimore sua capacidade de leitura para identificar os homens de caráter. Caso contrário, corre o risco de engatar com um idiota e cometer um erro crasso, que pode lhe traumatizar para o resto da vida.
Nos relacionamentos que, por ventura, surgirem, imponha-se mais. Seja menos passiva. Saiba jogar. Converse sobre o que você gosta e descubra, também, os interesses do pretendido. Dessa forma, você cria laços maiores ou, então, quebra-os de vez, na hipótese do “santo não bater”.
Não posso falar por todos os homens, mas EU não gosto de mulher que não fala nada e só me atraio, de verdade, por mulheres de atitude.
Pare de idealizar o próximo homem como sendo o príncipe encantado que irá lhe fazer feliz para sempre. Tire esse mal da sua cabeça, vá com calma nas expectativas.
Por incrível que pareça, a melhor forma de se conseguir um namorado decente é, justamente, não esperar demais por um.
Viva sua vida, deixe as coisas acontecerem, cerque-se de pessoas que lhe façam bem, esteja feliz consigo mesma que um mancebo decente há de vir naturalmente. Quando ele vier, avance conforme ele avança. Não seja afobada!
Foda, né?!
Welcome to the jungle, baby!
Cafa Praiero
Não acredito em amor a primeira vista. Aliás, acho isso uma grande imbecialidade propagada por livro vagabundo romântico, por novela rasa e filme tosco. Uma pessoa dotada de alguns neurônios pensantes jamais se apaixonará por uma imagem, excetuando-se aquelas desprovidas de cérebro.
Claro, não vamos ser hipócritas e dizer que rosto e corpo bonitos não nos chamam a atenção e caso estejam dentro dos requisitos que valorizamos, role aquela atração. Só que essa atração é meramente física. E ai acontece aquele desencanto de você ter um puta tesão na gostosa e assim que ela abre a boca o cara se dá conta do filhote de asno que se “apaixonou”. Nesse caso a relação tem duas vias, ou o cara chuta a garota ou tira pra comer de vez em quando sem envolvê-la em situações que o diálogo é necessário, mas que a chance de ir pra cama é alta.
Como a incidência de mulher boa fisicamente e oca internamente é bastante alta, os homens acabam utilizando essas garotas para se satisfazer sexualmente até encontrar alguém com recheio. Só que ainda assim essa intersecção mulher boa e inteligente não é suficiente para a coisa evoluir.
Desde que terminei o meu último namoro, conheci bastante mulher interessante. Claro que algumas abobrinhas apareceram pelo caminho, mas eu tomei pra mim que ia elevar o nível e parar de passar tanto apuro como os que eu vivi quando era mais novo.
Devo ter conhecido umas 3 garotas namoráveis. Algumas independentes, outras com uma família bem estruturada, algumas com uma boa experiência de vida, outras mais recatadas, enfim, com perfis bem variados, mas com os 3 elementos principais para a coisa andar em um primeiro momento, aparência, conteúdo e afinidade. Aliás, antes eu acreditava que o elemento “afinidade” fechava o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha e tudo ok, bora namorar. Porém, com as últimas experiências vi que não era bem assim.
Tentei forçar um pouco a barra e dizer pra mim que estava sendo muito criterioso e chato para engatar algo sério e até fiquei com certo receio que de alguma forma inconsciente o blog estava me impedindo de ir adiante nos relacionamentos. Mas não era isso.
Ai conversei com meus amigos e percebi que grande parte passava ou já passou por situação parecida. Tinham encontrado alguém bacana, mas algo os impedia de ir adiante. Insistiam pra ver se a coisa com o tempo evoluía, mas pelo contrário, se desgastava e terminava. Foi então que percebemos algo em comum, o “click”.
Ele acontece mais ou menos até o quinto encontro do casal. O mais comum é na segunda ou terceira saída, quando o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha já está armado (opa). Não tem explicação lógica, simplesmente acontece. Pode ser em uma troca de olhar, após um beijo mais prolongado, um abraço forte, minutos depois da pessoa ter ido embora, enfim, você dá aquela respirada e pensa, “é ela”. Ai só falta “ser ele” pra coisa andar.
E se o “click” não rola no começo, desista. O que vem depois não é legítimo, é aquele famoso “acabei me acostumando com ele”. Isso não é admiração, é conformismo.
É comum nos posts que faço criticando certas atitudes femininas aparecerem leitoras perguntando qual seria a forma correta de agir, que dicas eu daria de comportamento, o que fazer para atrair mais homens, etc. O ponto é que não há o certo e o errado, pois isso vai da perspectiva e vivência de cada um. O que para mim pode soar como mau gosto, para uma pessoa pode ser atraente.
Porém, se eu fosse escrever tal qual um jornal, procurando sempre ser imparcial e sem emitir minhas opiniões, isso aqui não seria um blog e eu teria 10 acessos perdidos. Tendo isso em mente, resolvi fazer esse post traçando um paralelo sobre relacionamento e trabalho na minha perspectiva.
Aparentemente não possuem muita relação, mas a mecânica entre eles tem tudo a ver e se você ainda se pergunta por que nunca teve um relacionamento bacana e duradouro, com essa analogia as coisas vão ficar mais claras.
Primeiro de tudo e o mais óbvio, encontrar um bom emprego / relacionamento não é fácil. A menos que você tenha herdado a empresa do pai isso não será um problema. E este é o caso das pessoas que encontraram um cara bacana quando novinhas e passam praticamente a vida inteira com ele. Acontece, mas não é comum.
Se o seu caso não é esse e você vai ter que ralar pra encontrar algo bacana, seguem minhas dicas:
Experiência / Base – Para você se destacar entre as demais, precisará ter uma base teórica boa e acrescentar diferenciais no seu currículo.
Ou seja, você precisa entender o básico de como funciona a cabeça de um homem para não cometer bobagens como chicletices e mumices. Além disso, precisa ter conteúdo dentro da cachola que não seja as fofocas da última novela e tendências da próxima estação, isso é saber conversar sobre(quase) qualquer assunto.
A aparência de um CV – O seu cv é o cartão de apresentação para quem for te contratar. Ele precisa ser impecável, bem formatado e coerente. Se ele estiver todo mal ajambrado, provavelmente a pessoa será igual e você não será considerada no processo.
Ou seja, a aparência conta muito. Você não precisa ser o broto do pedaço (como diz a minha mãe), mas se não cuidar do cabelo, pele, unha, roupa, etc mostrará que você não se cuida como um todo e nenhum homem (que preste) te considerará como uma boa opção.
Saber onde anunciar – Depois de ter uma base teórica bacana e deixar o cv arrumadinho, é hora de procurar onde anunciá-lo. Se você colocar seu cv em sites de emprego vagabundo ou enviar para qualquer anúncio de emprego que aparece, muito provavelmente só aparecerão umas porcarias de vaga.
Ou seja, um relacionamento bacana dificilmente começará em lugares improváveis como micareta, baladas e botecos risca-faca. Geralmente os melhores empregos vêm por indicação, assim como relacionamentos.
Estágio – Depois de desenvolver a teoria e começar a anunciar é hora de estagiar, isso é, colocar na prática tudo o que você aprendeu. É fundamental procurar um estágio que agregue conhecimento, que não faça com que você execute apenas trabalhos braçais, é preciso uma troca, onde os dois lados ganham. Nesse momento errar não é um grande problema, pois você não tem grande vínculo com o lugar e está se desenvolvendo. Se perceber que o estágio é uma porcaria, saia logo de lá e vá atrás de outro, pois do contrário você perderá seu tempo precioso com algo que não te acrescenta e desqualifica o seu currículo.
Ou seja, é hora de começar a se relacionar com alguém. E para esse relacionamento ser bacana, ele não pode se limitar a atração física e sexo, pois se isso ocorrer, não é relacionamento, é putaria. O cara precisa contribuir para o seu crescimento como pessoa e você para o dele, é uma troca onde os dois lados ganham. Por ser o início de uma relação, não tem problema se não der certo, afinal você está apenas no início de um envolvimento, é possível terminar antes que evolua para algo mais sério. Se perceber que o cara é uma meleca, vaza. Homens assim vão te deixar pra baixo, fazer mal e você poderá perder ótimas oportunidades ficando com um cara tosco.
Pular de emprego em emprego – É interessante você acumular algumas experiências práticas, pois poucas empresas terão saco de treinar um funcionário nas coisas mais simples. Por outro lado, você ter uma grande quantidade de experiência no CV picadas e com pouco tempo de duração, mostra que você tem algum problema de adaptação pra ficar em um ambiente só por muito tempo e ai você acaba se queimando no mercado.
Ou seja, é interessante você ter relacionamentos prévios com outros caras, pois poucos terão saco para ensinar as coisas mais simples de sexo ou de um relacionamento para uma pessoa que nunca teve experiência com outros homens. Por outro lado, você ter uma quantidade imensa de experiências com dezenas de caras e com baixa duração, mostrará que você não consegue se manter fiel a uma pessoa e não inspira confiança e ai você acaba se queimando com outros homens.
Foco na área que pretende atuar – Você precisa ter foco no seu objetivo profissional e moldar seu currículo com base nisso. Se você, por exemplo, quer trabalhar como engenheira automobilística, estágios em engenharia de alimento vão praticamente minar a oportunidade de você trabalhar com carros, pois toda sua experiência mostrará que você não é apta para esse tipo de trabalho.
Ou seja, se você gosta de homens mais bonzinhos, quietinhos, românticos e certinhos, dificilmente você atrairá esse tipo de homem vestindo roupas sensuais, indo pra balada ou com uma vasta experiência sexual.
As vezes o maior não é o melhor – Não se admire com estágios em grandes multinacionais que pagam um excelente salário, possuem renome, muitos benefícios e aparentemente excelentes oportunidades de crescimento. Muitas vezes nessas grandes empresas você será apenas uma pequena peça da imensa engrenagem, você não será relevante para ela e assim que você cair um milímetro no rendimento, ela te põe na rua. As vezes uma pequena / média empresa que tem planos ambiciosos, que se preocupa com o desenvolvimento dos seus funcionários e os valoriza, bem como permite seu crescimento, te dará melhor oportunidade que uma multinacional.
Ou seja, não se admire tanto com aquele cara boa pinta, rico, com um ótimo emprego, que te enche de presentes caros e a leva para bons restaurantes, o que aparentemente mostra que ele se preocupa com você. Muitas vezes você será apenas mais uma “coisa” na vida dele, não terá tanta relevância e assim que você não atender mais as necessidades dele, o cara termina sem mais nem menos. As vezes um cara mais simples, que não tem tanto dinheiro, mas é inteligente, ambicioso e que se preocupa com o seu bem estar (que não está relacionado a presentes e restaurantes, mas carinho e atenção), vai te fazer muito mais feliz.
E os consultores? – Muitas pessoas não suportam a ideia de ficar presas em um escritório ou mesma companhia a vida inteira. Não querem a mesmice de fazer praticamente o mesmo tipo de trabalho sempre, de saber que dia seguinte verá as mesmas pessoas, rotina e stress. Querem algo dinâmico, fazer o seu próprio horário, comer a hora que quiser, dormir a hora que quiser e se não estiver satisfeita com determinado trabalho, recusá-lo e mandar passear. Essas pessoas são os consultores. Apesar dos benefícios que esse trabalho possui conforme citado, o consultor não tem segurança sobre o dia de amanhã. Hoje, ele pode ter centenas de trabalhos divertidos, amanhã ele não tem nenhum. Se ele adoece, não tem nenhuma empresa para ampará-lo e se ele para, não ganha, se complica. Além disso, por estar cada hora em um trabalho diferente, ele não cria laços fortes com as pessoas ao seu redor e nesse momento de fraqueza ele acabará esquecido e contará no máximo com alguns amigos pessoais, mas que nem sempre conseguirão ajudá-lo.
Ou seja, muitas mulheres não suportam a ideia de ficar presas em um relacionamento. Não querem ter que transar com o mesmo cara a vida inteira. A mesmice de ter praticamente o mesmo sexo, cair na rotina e ter o mesmo tipo de discussão sobre a sogra que vive enchendo o saco, por exemplo. Querem experimentar diversos tipos de homens, não dar satisfação sobre a sua vida, explicar por que ficou na casa da fulana até tarde. E se o cara encher muito o saco, manda passear e abraço. Apesar dos benefícios que uma vida assim traz, a pessoa não tem segurança sobre o dia de amanhã. Se ela estiver pra baixo, depressiva, brigado com alguma amiga ou familiar, não vai ter alguém ali 100% com ela. No máximo uma amiga para consolá-la, mas que nem sempre conseguirá ajudá-la.
Uma pergunta muito recorrente que me fazem a respeito do Manual é por que um blog com um layout fraquinho, pouco atualizado e sem recursos visuais nos posts é tão acessado e comentado considerando que há milhares de blogs do gênero por ai.
Acredito que são 3 os principais motivos. O primeiro é a participação das leitoras que por meio dos comentários ajudam a enriquecer os textos e geram uma relação escritor / leitor raramente vista em blogs. A segunda é a eterna busca feminina em saber o que os homens pensam. E a terceira (que está diretamente relacionada com a segunda) é a transparência e objetividade com que exponho os temas. Não me preocupo em agradar determinado grupo de mulheres ou em ser politicamente correto em temas mais delicados. Procuro sempre passar uma visão fria e racional dos assuntos, a visão de boa parte dos homens.
Só que relacionamento, amizade, amor, etc não são uma ciência exata. Por mais que eu queira procurar a objetividade e racionalidade nos temas, tudo pode mudar. Além do que, e por mais clichê que isso possa parecer, sou humano. As vezes pela forma como exponho os assuntos, parece que sou uma pessoa que não erra, uma máquina, que tenho a resposta na ponta da língua e firmeza em todos os assuntos abordados. Mas não sou assim.
Faço toda essa introdução porque esse período em que estive afastado da minha namorada me ajudou a repensar algumas atitudes e rever a forma de encarar os relacionamentos.
Como eu havia falado, dei um tempo, sai com os amigos solteiros, segui as 6 dicas para me manter afastado da minha ex e estava decidido no meu propósito.
Só que em uma bela sexta-feira, a saudade bateu. Ainda assim me mantive firme, pois poderia ser um sentimento de posse que estava me tomando ou apenas algo físico. Fui ao supermercado comprei um vinho, pistache e decidi passar a noite inteira bebendo, comendo porcaria e trabalhando para tirar a ex da cabeça. Só que ao chegar em casa me deparei com uma carta dela.
Não quis abri-la. Pensei em queimá-la sem ler. Mas tomei banho, jantei e decidi abrir de uma vez. Não entrarei no detalhe do conteúdo da carta, mas digamos que me tocou profundamente. Não tinha pieguices, lugar-comum, perfume ou demais patetices que mulher apaixonada enfia em carta romântica. Tinha rasuras, letra torta e alguns erros, mas o conteúdo era sincero e de alguém que havia reconhecido seus erros, apontado os meus e mostrado que a vida / um relacionamento não é uma fórmula matemática. Pensei, repensei e decidi que deveria dar “uma chance” pra nós.
Sim, eu sei que pode parecer incoerente, pois há dois posts eu disse que não acreditava em chances. Mas, como eu mencionei nesse post, é muito fácil tomar uma decisão apenas pensando racionalmente, seguir uma fórmula e esquecer a emoção.
Talvez amanhã eu possa ver que errei, que deveria ter queimado a carta e partido para outra. Só que eu também poderia olhar pra trás e falar “eu deveria ter dado uma chance”. E o que fazer? Não sei vocês, mas eu prefiro relevar alguns dos meus princípios e pecar por ter tentado a ter desistido na primeira dificuldade.
Uma das frases mais repetidas pelas mulheres e que já caiu no lugar comum é a famosa “Não há homem que preste”. Se você perguntar para 10 mulheres o motivo pelo qual elas continuam solteiras, 80% vão soltar essa frase, 10% vão falar que estão bem sozinhas (sendo que 8% delas são um verdadeiro tribufu) e 10% vão mentir (mas na verdade estão no grupo dos 80%).
Estatísticas cafísticas a parte, é uma resposta que merece uma atenção especial. O que seria um “homem que preste?”. Aquele que…
…tenha pegada, mas que não seja pegador?;
…que seja bonitão, mas que não seja tanto a ponto da vó se interessar pelo rapaz?;
…que seja inteligente, mas que não seja nerd?;
…que seja trabalhador, mas que tenha tempo pra você?;
…que tenha dinheiro, mas que não seja esnobe?;
…que seja bonzinho, mas que não seja um bobo?;
…que seja maduro, mas que não seja um chato?;
…que seja engraçado, mas que não seja um palhaço?;
…que seja família, mas que não viva na saia da mãe?;
…que seja sociável, mas que não queira socializar com amigas?;
Enfim, algumas mulheres buscam tanto a perfeição nos homens que das duas uma, ou acabam ficando encalhadas e amargas ou ficam pulando de galho em galho (ou de cama em cama) a procura do homem perfeito. O mais triste é que esse cálculo é diretamente proporcional a idade (estou todo matemático hoje), ou seja, conforme a idade avança, a quantidade de homens tranqueira aumenta.
Porém, não recrimino essas mulheres que buscam alguém “completo” para ter um relacionamento sério. Homens que trabalham, se cuidam, com caráter, que estudam e correm atrás dos seus objetivos, também buscam uma mulher com algumas (várias) qualidades citadas acima e não vão amarrar seu burro no primeiro par de peito ou bunda empinada que aparecer (no máximo vão dar uma comidinha e descartar). E ao contrário do que algumas mulheres pensam, esses homens têm faro para mulher ordinária e as vezes não é necessário uma investigação muito profunda para identificar uma cilada. 5 pontos para identificar uma mulher ordinária em minutos de conversa:
Aparência – A mulher ordinária anda vulgarizada, com pouca roupa e muita coisa de fora. Em alguns casos precisa andar que nem uma palhaça pra mostrar que é descolada, imita a moda da novela das 9 e se veste como uma índia da 25 de março, faz uma maloca no cabelo pra mostrar que é da paz, coloca strass e acessórios brilhantes ou dourados pelo corpo para forjar um brilho que não possui.
Comportamento – A ordinária não tem meio termo ou gosta de chegar berrando para que seja o centro das atenções ou fica quieta feito uma múmia. No primeiro caso geralmente são aquelas garotas que cortam a conversa dos outros, não querem saber o que o cara tem pra dizer (a menos que seja algo que ela possa tirar proveito, como dinheiro), gesticulam feito um molusco epilético, cometem erros sutis de português (“seje”, “menas pessoas”, “mazoquista”) e não se incomodam em tirar aquele resto de remela com maquiagem na frente do rapaz e depois olhar o dedinho pra ver o que saiu. No caso da múmia, não há muito que dizer, ela só abre a boca pra colocar comida e…deixa pra lá.
Trabalho – Não é afeita ao trabalho. Ou não precisa, pois sua família banca seus caprichos e viverá a eterna geração canguru dentro da bolsinha da mamãe; ou tem preguiça. No primeiro caso, sonham em encontrar um cara rico que a banque, geralmente tem mais sorte que a segunda, pois parte desses caras também será gerente de herança. No caso da que tem preguiça, é só tristeza. Pois pobre e preguiçosa, nem o coveiro vai querer. E essa característica pra mim é muito emblemática. Digo com muita convicção que das mulheres que eu conheci, 90% das que não trabalhavam (mais matemática) eram ordinárias.
Artes – Essa é batata. A tríplice pergunta livro, cinema e teatro é capaz de identificar uma ordinária em minutos. Se a garota responder “não gosto” para duas das 3 opções, ordinarice detected. Agora, se ela falar que é fã dos livros da Gasparetto / Paulo Coelho, que amou o último filme da Xuxa na Serra Pelada e que a última peça que assistiu foi Saltimbancos, é mais do que ordinária.
Feminista de conveniência – Esse tipo é o que mais se prolifera. São aquelas garotas que querem ser iguais aos homens quando lhe convêm. Querem se deitar com quantos homens quiserem na semana pra satisfazer a sua libido, beijar amigos da mesma roda e dar no banheiro da balada e ser chamada de casta. Poreeeem, quando chega a conta do restaurante, voltam para o tempo da vovó e acham um absurdo o cara querer dividir a conta. (continuarei esse assunto no próximo Dia dos Leitores).
Veja bem, para ser uma ordinária, não é necessário preencher todos os requisitos. Uma patricinha acéfala, por exemplo, pode se comportar como uma princesa, mas o quesito trabalho já queima. Por outro lado, uma garota trabalhadora, pode se queimar no quesito “comportamento”. E assim segue a busca pelo senhor e senhora “quase” perfeitos.