Uma pergunta muito recorrente que me fazem a respeito do Manual é por que um blog com um layout fraquinho, pouco atualizado e sem recursos visuais nos posts é tão acessado e comentado considerando que há milhares de blogs do gênero por ai.
Acredito que são 3 os principais motivos. O primeiro é a participação das leitoras que por meio dos comentários ajudam a enriquecer os textos e geram uma relação escritor / leitor raramente vista em blogs. A segunda é a eterna busca feminina em saber o que os homens pensam. E a terceira (que está diretamente relacionada com a segunda) é a transparência e objetividade com que exponho os temas. Não me preocupo em agradar determinado grupo de mulheres ou em ser politicamente correto em temas mais delicados. Procuro sempre passar uma visão fria e racional dos assuntos, a visão de boa parte dos homens.
Só que relacionamento, amizade, amor, etc não são uma ciência exata. Por mais que eu queira procurar a objetividade e racionalidade nos temas, tudo pode mudar. Além do que, e por mais clichê que isso possa parecer, sou humano. As vezes pela forma como exponho os assuntos, parece que sou uma pessoa que não erra, uma máquina, que tenho a resposta na ponta da língua e firmeza em todos os assuntos abordados. Mas não sou assim.
Faço toda essa introdução porque esse período em que estive afastado da minha namorada me ajudou a repensar algumas atitudes e rever a forma de encarar os relacionamentos.
Como eu havia falado, dei um tempo, sai com os amigos solteiros, segui as 6 dicas para me manter afastado da minha ex e estava decidido no meu propósito.
Só que em uma bela sexta-feira, a saudade bateu. Ainda assim me mantive firme, pois poderia ser um sentimento de posse que estava me tomando ou apenas algo físico. Fui ao supermercado comprei um vinho, pistache e decidi passar a noite inteira bebendo, comendo porcaria e trabalhando para tirar a ex da cabeça. Só que ao chegar em casa me deparei com uma carta dela.
Não quis abri-la. Pensei em queimá-la sem ler. Mas tomei banho, jantei e decidi abrir de uma vez. Não entrarei no detalhe do conteúdo da carta, mas digamos que me tocou profundamente. Não tinha pieguices, lugar-comum, perfume ou demais patetices que mulher apaixonada enfia em carta romântica. Tinha rasuras, letra torta e alguns erros, mas o conteúdo era sincero e de alguém que havia reconhecido seus erros, apontado os meus e mostrado que a vida / um relacionamento não é uma fórmula matemática. Pensei, repensei e decidi que deveria dar “uma chance” pra nós.
Sim, eu sei que pode parecer incoerente, pois há dois posts eu disse que não acreditava em chances. Mas, como eu mencionei nesse post, é muito fácil tomar uma decisão apenas pensando racionalmente, seguir uma fórmula e esquecer a emoção.
Talvez amanhã eu possa ver que errei, que deveria ter queimado a carta e partido para outra. Só que eu também poderia olhar pra trás e falar “eu deveria ter dado uma chance”. E o que fazer? Não sei vocês, mas eu prefiro relevar alguns dos meus princípios e pecar por ter tentado a ter desistido na primeira dificuldade.
Uma das frases mais repetidas pelas mulheres e que já caiu no lugar comum é a famosa “Não há homem que preste”. Se você perguntar para 10 mulheres o motivo pelo qual elas continuam solteiras, 80% vão soltar essa frase, 10% vão falar que estão bem sozinhas (sendo que 8% delas são um verdadeiro tribufu) e 10% vão mentir (mas na verdade estão no grupo dos 80%).
Estatísticas cafísticas a parte, é uma resposta que merece uma atenção especial. O que seria um “homem que preste?”. Aquele que…
…tenha pegada, mas que não seja pegador?;
…que seja bonitão, mas que não seja tanto a ponto da vó se interessar pelo rapaz?;
…que seja inteligente, mas que não seja nerd?;
…que seja trabalhador, mas que tenha tempo pra você?;
…que tenha dinheiro, mas que não seja esnobe?;
…que seja bonzinho, mas que não seja um bobo?;
…que seja maduro, mas que não seja um chato?;
…que seja engraçado, mas que não seja um palhaço?;
…que seja família, mas que não viva na saia da mãe?;
…que seja sociável, mas que não queira socializar com amigas?;
Enfim, algumas mulheres buscam tanto a perfeição nos homens que das duas uma, ou acabam ficando encalhadas e amargas ou ficam pulando de galho em galho (ou de cama em cama) a procura do homem perfeito. O mais triste é que esse cálculo é diretamente proporcional a idade (estou todo matemático hoje), ou seja, conforme a idade avança, a quantidade de homens tranqueira aumenta.
Porém, não recrimino essas mulheres que buscam alguém “completo” para ter um relacionamento sério. Homens que trabalham, se cuidam, com caráter, que estudam e correm atrás dos seus objetivos, também buscam uma mulher com algumas (várias) qualidades citadas acima e não vão amarrar seu burro no primeiro par de peito ou bunda empinada que aparecer (no máximo vão dar uma comidinha e descartar). E ao contrário do que algumas mulheres pensam, esses homens têm faro para mulher ordinária e as vezes não é necessário uma investigação muito profunda para identificar uma cilada. 5 pontos para identificar uma mulher ordinária em minutos de conversa:
Aparência – A mulher ordinária anda vulgarizada, com pouca roupa e muita coisa de fora. Em alguns casos precisa andar que nem uma palhaça pra mostrar que é descolada, imita a moda da novela das 9 e se veste como uma índia da 25 de março, faz uma maloca no cabelo pra mostrar que é da paz, coloca strass e acessórios brilhantes ou dourados pelo corpo para forjar um brilho que não possui.
Comportamento – A ordinária não tem meio termo ou gosta de chegar berrando para que seja o centro das atenções ou fica quieta feito uma múmia. No primeiro caso geralmente são aquelas garotas que cortam a conversa dos outros, não querem saber o que o cara tem pra dizer (a menos que seja algo que ela possa tirar proveito, como dinheiro), gesticulam feito um molusco epilético, cometem erros sutis de português (“seje”, “menas pessoas”, “mazoquista”) e não se incomodam em tirar aquele resto de remela com maquiagem na frente do rapaz e depois olhar o dedinho pra ver o que saiu. No caso da múmia, não há muito que dizer, ela só abre a boca pra colocar comida e…deixa pra lá.
Trabalho – Não é afeita ao trabalho. Ou não precisa, pois sua família banca seus caprichos e viverá a eterna geração canguru dentro da bolsinha da mamãe; ou tem preguiça. No primeiro caso, sonham em encontrar um cara rico que a banque, geralmente tem mais sorte que a segunda, pois parte desses caras também será gerente de herança. No caso da que tem preguiça, é só tristeza. Pois pobre e preguiçosa, nem o coveiro vai querer. E essa característica pra mim é muito emblemática. Digo com muita convicção que das mulheres que eu conheci, 90% das que não trabalhavam (mais matemática) eram ordinárias.
Artes – Essa é batata. A tríplice pergunta livro, cinema e teatro é capaz de identificar uma ordinária em minutos. Se a garota responder “não gosto” para duas das 3 opções, ordinarice detected. Agora, se ela falar que é fã dos livros da Gasparetto / Paulo Coelho, que amou o último filme da Xuxa na Serra Pelada e que a última peça que assistiu foi Saltimbancos, é mais do que ordinária.
Feminista de conveniência – Esse tipo é o que mais se prolifera. São aquelas garotas que querem ser iguais aos homens quando lhe convêm. Querem se deitar com quantos homens quiserem na semana pra satisfazer a sua libido, beijar amigos da mesma roda e dar no banheiro da balada e ser chamada de casta. Poreeeem, quando chega a conta do restaurante, voltam para o tempo da vovó e acham um absurdo o cara querer dividir a conta. (continuarei esse assunto no próximo Dia dos Leitores).
Veja bem, para ser uma ordinária, não é necessário preencher todos os requisitos. Uma patricinha acéfala, por exemplo, pode se comportar como uma princesa, mas o quesito trabalho já queima. Por outro lado, uma garota trabalhadora, pode se queimar no quesito “comportamento”. E assim segue a busca pelo senhor e senhora “quase” perfeitos.
Depois da mudança bem sucedida com a Sexta das leitoras, vou tentar outro tipo de post, os pílulas.
Como vocês sabem, tenho pouco tempo para atualizar o blog, que em 90% das vezes ocorre de madrugada. Para tentar aumentar o número de posts publicados e saciar as leitoras mais eufóricas, farei um teste com os pílulas. Basicamente post pílula são aqueles curtinhos, engraçadinhos e que não exigem muito tempo para produção.
De maneira alguma isso substituirá os posts normais. É só uma maneira de deixar o blog mais dinâmico. Se não der certo, tento outra coisa.
Hoje recebi de uma amiga um gráfico americano bem engraçadinho sobre como conquistar uma mulher. Não achei a fonte, mas traduzi, fiz algumas alterações e acho que serve para resumir boa parte dos casos de conquista (ao menos dos cafas).

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P.s Tive problema com o fornecedor na entrega das grades das camisetas. Isso deverá ser normalizado essa semana. Na próxima já começo a enviar as camisetas de quem já pagou. Ah, os adesivos ficaram ótimos, assim que receber uma prova, eu escaneio e mostro pra vocês (obrigado pela força Paula Chiuratto!)
É engraçado como as pessoas e políticos adoram instituir dia para comemorar as coisas mais idiotas e que acabam caindo no esquecimento anos depois. As únicas datas que eu me apego são obviamente os feriados e aquelas para comprar presentes, como o dia dos pais e das mães (pelo menos sempre escapo do dia dos namorados). A última data estranha que tive notícia foi de quinta passada, o Dia do Orgasmo.
Como sou muito abelhudo, fui dar uma fuçada para saber como se originou essa comemoração e tive algumas surpresas interessantes. No Brasil a data oficial é 9 de maio, mas pelo visto só é comemorada na cidade natal do político que a criou (Esperantina – PI). Ela ficou internacionalmente famosa em 31 de julho, quando um grupo de Sex shop ingleses se uniu para sensibilizar as inglesas a gozarem mais (talvez dando um consolo). Foi uma manifestação bonita, pois na Inglaterra 80% das mulheres não gozam numa relação e 30% nem sabem o que é o orgasmo. Creio que no Brasil esse número deva ser um pouco menor devido a nossa falta de inibição e maior pegada nas preliminares.
Se há mulheres que mal sabem se atingiram o orgasmo, imagine para os homens identificar se a garota gozou. É praticamente impossível a menos que ele esteja com a boca ou o dedo na botija. Isso faz com que as mulheres possam fingir orgasmo e agradar seu parceiro que achou que é o cara por ter conseguido fazer com que sua mulher tenha chegado lá.
Coloco isso, pois vivi experiência relacionada ao tema há algumas semanas quando conheci uma garota num evento boca-livre. Eu tinha bebido muito e já estava chamando urubu de meu bem quando começamos a trocar olhares e decidimos ir para a cafa house continuar a festa por lá. Trocamos uns amassos na sala e depois fomos para o quarto chegar nos finalmentes.
As garotas mais experientes sabem como funciona quando o cara está muito bêbado, ou broxa ou demora horrores pra chegar lá. Esse último é meu caso. Depois de um tempo transando a garota falou que já tinha gozado e que quando quisesse eu poderia ir também. Só que eu não poderia. Já não aguentava mais bombar, pois além de cansado meus joelhos estavam completamente esfolados, já tive que transar no chão (minha cama tem emitido um barulho broxante quando eu transo, então ou é sofá ou chão ou escrivaninha). Ai ela pegou no meu ponto fraco, o oral, e consegui chegar lá. Só que fiquei na dúvida, será que ela realmente gozou?! Ou fez isso para tirar o peso de cima dela? Na manhã seguinte ela jurou que tinha chegado lá. Não acreditei, mas dei o assunto por encerrado.
Depois, lendo o blog da minha amiga Rachel, percebi que algo parecido tinha ocorrido com ela, só que na situação inversa. Ela disse que tinha chegado lá e que o cara não acreditou, pois ela não emitiu nenhum sinal.
Ai fiquei pensando, po, está certo que o orgasmo cada um sente e curte de uma forma, ma se a pessoa ficar parada feito uma múmia paralítica, como o parceiro vai saber que ela chegou lá? Imaginem o rolo/namorado/caso de vocês quando for gozar fica ali paradinho e só sai gosminha do meninão. Não tem graça nenhuma. Você quer sentir que está propiciando prazer pra pessoa, e ficar mudinha não vai ajudar. Portanto, fingindo ou não, DEMONSTRE que o cara conseguiu te dar tesão. Não precisa ficar uivando feito uma atriz pornô de quinta categoria, mas uns gemidinhos, mordidinhas e apertadas ajudam um bocado.
Resolvi fazer este post depois de receber várias dúvidas de leitoras sobre como mostrar pra um carinha que está a fim dele e depois de vivenciar na prática neste fim de semana uma situação que ajuda a ilustrar o tema.
Bom, falei aqui certa vez sobre o bloqueio que tenho de chegar em mulheres em lugares públicos como praia, parques, rua, etc. Esse bloqueio é mais relacionado ao constrangimento de levar um fora a timidez em si. Por isso, geralmente espero a garota tomar a iniciativa através de um sorrisinho frouxo ou de um olhar mais prolongado.
Neste final de semana fiquei em São Paulo. Sábado fui até o Parque do Ibirapuera correr com o aprendiz de cafa. Depois de quase uma hora de atividade física, paramos em um canteiro para alongar. Numa árvore em frente a nós estavam 3 garotas tirando fotos em cima dela. Ok, meio brega e infantil, mas tinha uma garota que era o meu número, loirinha, baixinha, magra-gostosa e de aparelho nos dentes (nham!). Ao me ver ela soltou um “nossa”, deu uma risadinha e ficamos trocando olhares. Fiz todos os tipos de alongamentos existentes para ficar ali naquele flerte. Porém, estava travado para chegar nela.
Depois de um tempo elas saíram do lugar, dei um tchauzinho pra garota, ela retribuiu e foi embora olhando pra trás. O aprendiz de cafa me incentivou a ir atrás delas. Confesso que me senti um pouco ridículo com a situação, mas como ela era o meu número, fui atrás. No caminho fui pensando em diversas abordagens:
- “Olá, você vem sempre aqui?” (Não, muito batida);
- “A gatinha aceitaria dar uma volta?” (não, brega pra cacete);
- “Oi, é que vi você me olhando ali e sei lá, gostaria de te conhecer melhor” (Eca, muito colegial)
- O aprendiz de cafa me deu uma sugestão “Olá, querem uma carona pra ir pra casa?” (Também não, muito direto)
Ao alcançá-las foi mais simples do que eu pensei, perguntei o nome delas e como elas estavam com sacolas de faculdade na mão, perguntei se estavam prestando vestibular e ai o papo foi fluindo. O aprendiz de cafa quase queima a largada, ao teimar na carona pra casa (que foi recusada) e sugerir assistirmos um filme na cafa house (que gerou um silêncio perturbador), mas não foi nada que comprometesse.
Apesar de nova (17 anos) a garota tinha um papo aceitável e um corpo ótimo. Pensei em beijá-la ao me despedir, porém estava muito suado e com a boca salgada, como não queria comprometer o primeiro beijo (que sempre é fundamental para que ocorram os seguintes) trocamos contato e em breve combinarei de sairmos juntos.
A dica que deixo aqui é que a mulher deve ser a facilitadora do contato, jamais quem tomará a atitude. Acho péssimo aquelas mulheres em balada que mandam a amiga dar recado pro cara, que chamam o homem pra dar uma volta, etc Se o cara é tímido, de alguma forma vai fazer você perceber que ele está afim. E isso não é ser machista (como muitas adoram apontar) é respeitar a função de cada sexo na relação. Um homem que não tem atitude pra chegar numa mulher, imagina como deve ser na cama.

Dica da semana
Assisti no fim de semana o excelente filme “Piaf” que premiou com um Oscar a gloriosa atriz Marion Cotillard pela sua interpretação da célebre cantora francesa, que sou fã, Edith Piaf. O final é de arrepiar ao cantar Non, je ne regrette Rien (vejam a música e letra aqui). Ideal para aquelas mulheres que se queixam de ter se apaixonado por “homens errados” e demais frustrações amorosas.