Como vocês devem ter reparado, ultimamente não tenho muito saco para conhecer mulheres em baladas (ou “nights”) e me arriscar em um after night perigoso. Além desse risco de acordar com uma tremenda jabiraca do lado, já não tenho mais paciência para ficar pensando em um approach engraçadinho, ter que me preocupar em ser descolado, perguntar nome, idade, ocupação, ahhh cansa só de pensar. Talvez seja a  idade, talvez seja porque conheci uma pessoa bem bacana, independentemente do que for, o soldado não vai mais à guerra. Quer dizer, até vai ao campo de batalha, porém não com o intuito de atacar o inimigo.

Ainda saio com os meus amigos, e apesar de estar tranquilão, sempre acabo presenciando e vivenciando situações peculiares.

Nessa última, estava na minha cidade natal batendo um papo com meus pais em uma bela tarde ensolarada de sábado (ai como sou poeta), quando um dos meus amigos disse que naquela noite haveria um festa incrível em uma balada x e que iria um monte de mulher gata com ele. Abro parênteses aqui.

Sempre quando alguém da minha cidade natal fala que está levando “amigas gatas” junto eu volto ao meu passado, quando eu tinha um Gol roxo pé de boi e todas essas “amigas gatas” mal cumprimentavam o pé-rapado que acabara de ser apresentado na roda. Fecho parênteses.

Como a festa tinha uma temática anos 80/90, o tiozão aqui se animou e resolveu topar e ver também qual é que era dessas “amigas gatas”. Falaram que era pra chegarmos cedo no local, pois queriam jantar na balada. Achei bizarro ficar com restos de comida entre os dentes e depois ir pra pista, mas ok.

Já no postinho para o aquece,  uma das garotas só faltou pular no meu colo. Me chamou pela primeira sílaba do meu nome (o que eu detesto) e veio toda soltinha comentar que ficou sabendo (?!) que eu gostava do som e que ia me amarrar no lugar e blablabla whykas sache. Até que era uma garota bonita e com um corpo ajeitado, mas tinha um cérebro de minhoca e síndrome de fantasminha camarada (quer ser meu amiguinho?).

Na entrada da balada rolou um pequeno fuzuê. Não tinham colocado nossos nomes na lista e a fantasminha camarada começou a destratar a coitada da hostess. Fiquei preocupado, pois pensei que sem os nomes na lista não poderíamos entrar. Porém, só depois descobri que na verdade sem o nome na lista os R$20,00 de entrada pra mulher não seriam consumíveis (o que em São Paulo é nada). A camarada não satisfeita com o barraco, quis dar uma carteirada vagabunda falando que conhecia o fulano Y que é promoter do lugar (¬¬). Constrangido, meu amigo disse que pagaria a entrada.

Na fila de entrada observei um pouco da estrutura interna e comentei com o pessoal que achava aquela balada um avanço, pois não tinha a bobagem de área vip. Nisso a barraqueira surgiu com ares de imponência falando que sim, que o camarote era logo ali. Dei uma olhada e realmente em um sala minúscula ficava amontoada as pessoas VIP´s, disse que aquilo parecia um chiqueirinho e a garota me olhou com desprezo.

Quando sentamos na mesa ai entendi porque elas queriam jantar no lugar. O nosso amigo em comum marcou todos os pratos na comanda dele e parece que sempre o faz para impressionar as mulheres. Durante a janta o papo não andava, a garota só falava groselha e era extremamente fútil. Fiquei de saco cheio daquilo e resolvi interagir com um conhecido que estava em pé do lado da nossa mesa. 20 minutos depois ela veio atrás.

(continua no próximo post)

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Concedi uma entrevista para a Revista Vip desse mês (tem a Leticia Spiler na capa) e a matéria ficou bem bacana. Vou tentar escaneá-la para colocar o link aqui (o nome que saiu é fictício).

Um ponto que sempre bato em alguns textos é a respeito do papel do homem e da mulher nos relacionamentos. Isso porque volta e meia aparecem comentários aqui no blog de garotas querendo se declarar para o cara, procurando dicas de como sinalizar para ele que está a fim de ir além dos amassos, entre outros casos.

Volto a dizer, homem com ”c” de cafa gosta é da caça, de observar que a garota não dá muita bola pra ele inicialmente, mas que com algumas investidas, conversas, olhares, toques supostamente sem malícia, jantares descompromissados, a mulher vai cedendo. É uma das melhores fases de um relacionamento (independentemente se ele dará certo ou não).

E esse jogo do gato e rato segue até depois da conquista, pois a partir do momento que o cara vê que tem um capacho a seus pés, vai partir pra outra. E se o cara não vale nada, vai continuar com o capacho principal e ir conquistar outros.

É claro que nenhum homem vai chutar aquela garota que mal ele beijou e  já sai batendo uma nos cantos da balada, mas ela vai ser uma diversãozinha momentânea, jamais a preferida.

E para ilustrar esse assunto, o leitor Jader trouxe o seu causo para que eu comentasse no Dia do Leitor. Vamos lá:

“No inicio do ano de 2007 comecei um namoro, deverás apressado, com uma boa amiga na época. Vale dizer que eu terminei com a minha ex na virada de ano (ela grávida de 8 meses), já saindo com essa amiga (dita melhor amiga da minha ex) e começamos o namoro no dia 6 de janeiro.

Cafa > Pois é, as circunstâncias (ex grávida e amiga dela) já mostram que esse relacionamento não daria muito certo)

Deixando de contar todos os problemas oriundos da falação de “Ele é um safado” ou “Ela é uma vagabunda que pegou o namorado da amiga”, entre outras coisas, é de se acreditar que o primeiro ano de namoro foi meio delicado quanto a isso. Mas tudo ia muito bem até os problemas com a familia começar a afetar o relacionamento.

Gosto muito da familia dela, mesmo. E ela da minha. Ela afirma que doou-se para a minha familia mais do que eu, e eu concordo. Só que o grande problema é que, na maioria das vezes, deixamos as opiniões e os pensamentos da familia interferir no relacionamento.
Eu sempre disse que nos dariamos melhor se vivessemos sozinhos, sem a influencia de ninguem. Ela sempre ficou brava com isso, e ai começaram os problemas.

Cafa > Eu também tinha essa ilusão, mas o negócio não é assim tão fácil. A menos que vocês sejam independentes financeiramente e morem sozinhos, a família vai ter um peso enorme no relacionamento. E mesmo sendo independente, a família vai dar as caras sempre que possível se o relacionamento evoluir para algo mais sério e crianças surgirem. Vai por mim, fugir não é a melhor solução.

No começo de 2008 ela teve que morar em outra cidade por causa de trabalho. Nenhum grande problema afinal de contas eu ia de onibus até essa cidade todo dia, por causa da faculdade. Então continuamos nos vendo e fins de semana ela vinha para a minha casa.
Talvez pela distancia ou pelos pequenos problemas familiares acumulados, em março de 2008 eu fiquei com uma amiga minha.

Cafa > Essa foi a justificativa que você deu, mas não me convence. A distância pode ser uma inimiga ou uma aliada em um relacionamento (e como no seu caso você a via de finais de semana, era uma aliada). Sobre problemas familiares, eu tive uma ex que os problemas com a família dela eram tão freqüentes e insuportáveis que parei de freqüentar a casa dela. Não vou dizer que isso não contribuiu com o fim, mas de forma alguma justificaria uma traição.

Ficada de sexta série, do tipo “beijinho, beijinho, tchau tchau”. Ela descobriu e deixou o relacionamento abalado por uns bons 6 meses.

Cafa > Para com isso. A traição não está apenas no ato em si. Começa pelo desejo em outra pessoa, pela troca de mensagens, conversinhas mole, etc. O contato físico é apenas a consumação de algo que já não está bem. Beijinhos, chupadinhas ou fodinhas dão no mesmo, bonitão.

Encaramos como superada a situação e voltamos a nos entender melhor, até que um belo dia, ela acha o histórico no meu computador de umas conversas com 2 amigas minhas que ela sempre teve ciume e ficou louca. Eram conversas engraçadinhas, com cantadas idiotas e tal mas deixou o namoro em maus lençóis.

Cafa > Pois é, ela deixou de te conquistar, você a traiu e mesmo depois disso, supostamente tudo “foi superado” , o que não é verdade. Se ela tivesse amor próprio, teria terminado contigo assim que soube da traição. E você continuou o jogo da conquista com duas amigas. E como eu disse, fodinha, cantadinha, piadinha não fazem diferença quando as suas intenções não valem nada.

Um pouco mais perto do fim de ano deixei de viajar com ela porque um compromisso meu tinha furado e, meses depois, descobri que ela acabou ficando com um ex dela nessa viagem. Segundo ela, também só beijinho.

Cafa > Ai meu cacete, você encanou com isso. Diz uma coisa, você acha que se beijasse um homem seria menos gay que aquele que já caiu de boca em um?

Já em 2009 o namoro começou o ano abalado, com DR lembrando tudo que um fez pro outro. Ela começou a deixar de fazer tudo que fazia pra mim, me dar gelo e etc até que em julho, terminamos. Acontece que na conversa do “término” eu entendi que seria um tempo para avaliarmos nossas prioridades e nos entendermos depois. Exatamente como no seu post. Acontece que na cabeça dela era término mesmo.

Cafa > Ai ela começou a ter amor próprio, te tratar com desdém e você percebeu que aquela presa fácil se tornou esperta e absorveu parte do seu temperamento.

3 meses depois, quando tive a oportunidade de voltar a casa dela devido a minha mudança de cidadea, vi mensagens pra lá de vulgares entre ela e um bom amigo meu. Dei uma prensa nela e descobri que eles tinham saido e transado, algumas vezes. Fiquei tomado de raiva. Por ela e por ele. Ela dizia que me amava mas queria me esquecer e ele negava que tinha acontecido.
De lá pra cá eu me dei conta que realmente gostava dela, bem na filosofia “só da valor depois que perde” e ela, mesmo dizendo que me ama e tudo o mais, não ve um jeito de voltarmos.

Cafa > Olha só. Você foi vítima do próprio veneno. Esse papo dela de “ai eu te amo e trepei com o seu amigo para te esquecer” é historinha de desmiolada-leitora-de-Capricho. No seu lugar eu abriria fora, mulher que dá pra amigo não vale nada.

Agora outra visão da história…

Desde que a conheci e durante muito tempo de nosso namoro, ela sempre foi extremamente menininha. Se cuidava pra se vestir, não bebia, não saia, não falava palavrão e etc. De um tempo pra cá, mesmo ainda namorando, ela começou a ir pra baladas direto, beber e beber, palavrões direto e a se vestir vulgarmente. Eu digo que ela se veste pra sair igual as mulheres que ela falava mal antigamente.  E isso é algo que me incomoda. Eu digo que a amo e sou apaixonado mas pela garota menininha do inicio de tudo.

Cafa > Ah, welcome to the real life. Com o tempo as pessoas mudam, algumas pra melhor outras para pior. E pode ter certeza que você contribuiu muito para a “piora” dela. Digo isso, pois muitas mulheres (principalmente as mais novas) absorvem parte da personalidade dos caras que elas se relacionam, por isso é tão comum ver garotas “meninhas” se transformarem em piriguetes, garotas desmioladas ficarem ligeiras e assim por diante. Digamos que se hoje ela é uma desajustada, você exerceu grande influência nisso.

Mesmo com todos os problemas, pequenos e gigantes, e com tudo que falam dela e de mim, eu estou correndo atras e fazendo de tudo, dia após dia, pra reconquista-la. Ela diz que ve oq eu faço, que é válido, que me ama e sente minha falta mas que, agora, não vai abrir mão de nada por mim, exatamente como eu era antes de terminarmos.
No inicio ela era extremamente louca apaixonada que fazia de tudo e eu não demonstrava nada, hoje somos o inverso. Ela diz que tudo virá antes, faculdade, amigos, trabalho, familia e por ultimo, se valer a pena, eu.

Cafa > Fico feliz por ela ter colocado como última prioridade na vida daquela alguém que raramente a considerou como prioridade.

As vezes ela retribui meus gestos mas na maioria das vezes, é gelo. Eu sei que ela gosta de mim ainda, acredito nela mas sempre que conversamos (e acabamos discutindo) ela diz que não ve uma saida pra nos entendermos denovo.

Cafa > Você acha que ela realmente ainda gosta de você? Digo isso, pois quando a mulher chega ao ponto de trair o cara, boa parte do sentimento (bom) que ela tinha por ele se foi. Talvez o que fique são as lembranças e ainda uma boa trepada.

A unica saida que eu vejo é nos isolarmos de tudo e todos, como eu sugeri anos atras. Ela até concorda mas não está disposta a isso agora. Eu não sei mais o que fazer e não vejo nenhuma solução. Eu digo a ela que corro atrás e faço várias delcarações todos os dias mas que, sem nenhum retorno dela, nenhum incentivo mostrando que meus atos estão nos ajudando, nos encaminhando para um retorno, eu vou acabar cansando e desistindo”.

Cafa > Pera lá, cadê aquele fodão do início do post? O grande xavecador e dono de si? Agora desceu ao nível de se tornar um babão, um nerd bobo freqüentador  de site de relacionamento enviando declarações diárias para o seu amor cibernético. Pára com isso.

E que papo bobo é esse de “nos isolarmos de tudo e todos”, acha que está em alguma novela mexicana ou filme de segunda classe romântico? Vai para uma ilha com ela morar em uma choupana, tocar violão a noite e despertá-la com um café da manhã com frutas e mel? Desce, cara. Sobre a sua última sugestão, é o melhor que tem a fazer, cansar e desistir. Esse relacionamento começou errado, se desenvolveu pior ainda e acabou sem nenhum respeito dos dois. A estrutura já foi abalada, eu não vejo outra saída.
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p.s Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.

Lendo os comentários do post passado, vi que algumas mulheres têm certo desconforto em sair com um cara que descobrem ser cafa, pois tem medo de acabar virando mais uma na lista dele e sofrer depois. Porém, assim como um cara mais mulherengo, mulheres também podem quebrar a cara com um carinha mais comportado, por ele ser comportado até demais em outras situações.

Enfim, fiz essa introdução, pois muitas vezes a classe cafa é injustiçada, sendo colocada junto da categoria dos canalhas, come-lixo e pintolocos. É óbvio que alguns cafas mais novos acabam cometendo excessos e traçam o que não presta de vez em quando. Porém, com a idade e maturidade, ele aprende a priorizar qualidade a quantidade e passa a selecionar melhor seus lanchinhos. Situação que vivo hoje.

Só que ai temos um problema. Não são todas as mulheres de qualidade que aceitam não terem exclusividade sobre o cara. Não entendem que para ter prioridade, precisam conquistar espaço na mente e no coração dele (piegas, mas verdade). E prioridade não aparece da noite para o dia e sim com algumas saídas, ideias, atitudes e afinidade. Nesse tempo o cara consegue identificar se o relacionamento vai pra frente ou se a garota vai ficar na geladeira ad aeternum.

Recentemente vivi uma situação que ilustra bem esse quadro. Conheci uma garota (aparentemente) bacana. Rostinho bonito, corpo legal, bom emprego, inteligente, família estruturada e com senso de humor (qualidade rara em mulheres). Saímos algumas vezes, o papo fluía bem e o sexo era bom. Tudo caminhando bem. Até vir a surpresa.

Foi um fim de semana que fiquei trabalhando adoidado e não tive tempo de fazer nada. Acabamos não saindo e ela foi a uma festa com as amigas. Até ai ok, eu não tinha nada sério com ela e pouco me importava se ia ficar com outro ou não (claro que eu preferiria exclusividade, mas não poderia exigir nada).

Bom, passaram-se os dias e como eu sou curioso pra cacete, fui dar uma fuçada no álbum dela para ver as fotos da festa. Várias fotos ok, só que em uma delas tinha uma galera em uma mesa e ela estava discretamente com a mão na coxa de um cara e ele segurando a cintura dela, ou seja, um peguete. Confesso que deu aquela pontadinha de ciúme, mas novamente, eu não poderia exigir nada. Achei o cara meio tosco, com estilo de surfista-de-metrópole todo adornado com os apetrechos de mau gosto que a categoria usa.

Abelhudo que sou, fui fuçar o álbum do figura e quase cai duro. Sabe aqueles bombados, frequentadores de rave-barro-na-calça, pirulito na boca e danço-rebolation-pras-gatá-pirá? Era o cidadão. As legendas das fotos e comunidades completamente mongóis denotavam que de dentro daquele cérebro habita uma bela ostra em coma.

Fiquei com asco da garota só de pensar que eu disputava a sua atenção e outras coisas com um ser tão profundo. Provavelmente a grande vantagem dele é o bíceps maior que o meu, um abdomen trincadão e pernas mais torneadas. Só que hoje eu passo mulheres que encontraram a periquita no lixo.

A leitora Jocileide traz uma história bem comum entre as mulheres, o famoso amor de pica, que faz com que os valores, o bom senso e o amor próprio sejam postos de lado em prol de uma boa pegada. Vamos ao causo:

“Conheci o Durval numa festa. O cara é gente boa, sabe conversar, é engraçado, bonito, independente e veio pra cá a trabalho. Nós ficamos no dia que nos conhecemos. Não dei meu telefone pq eu havia perdido meu celular, mas peguei o dele. Não liguei, claro. No entanto, cerca de um mês dps (um dia após a compra do aparelho novo), ele me liga. Confesso que levei um susto. Pensei que o cara tivesse me esquecido, que fosse uma daquelas pessoas que a gente conhece, fica e dps some. Aliás, para conseguir meu nº., ele teve que ligar p/ um amigo dele, pedir o telefone de uma amiga minha e dps pedir o meu, pq, como dito alhures, eu sequer tinha dado o meu telefone p/ ele.

Cafa > Normal. Ele te curtiu, viu que tinha chance de rolar algo a mais e foi atrás de você ;)

Ficamos uma semana trocando mensagens. Até q numa sexta ele me mandou mensagem dizendo q tava com saudade e queria me ver. Achei estranho… Como é possível sentir saudade de alguém a gente viu uma vez? Mas tudo bem, acho q o Durval estava com saudade de algo que ainda não tinha acontecido hahaha. Sugeri que fossemos comer algo, mas ele disse que tinha tirado dois cisos e que estava de repouso. Tendo em vista a impossibilidade do cara sair (eu já tirei o ciso. Fiquei de cama por isso), bem como o fato de morarmos próximo um do outro, fui lá fazer uma visita.

Cafa > Geralmente homens falam que estão com saudade para a mulher achar que é especial e se sensibilizar com o cara, ficando assim mais suscetível a investidas. Sobre o siso, espertinho. Já usei o mesmo truque (quando eu tirei os meus) para receber visitinha em casa.

Rolou o maior amasso, os pontos da cirurgia quase abriram, mas não transamos. No dia seguinte (sábado) ele me ligou e eu estava locando um filme. Resolvi ir lá ver com ele. Claro que a única coisa q não fizemos foi assistir o filme . Eu tava afim mesmo, então acabamos transando.

Aqui em Pirapora a gente tem um certo problema qnto a transar com um cara que mal se conhece, visto que a cidade é pequena e o risco de ficar taxada de piriguete é altíssimo. Pra ser honesta, ele foi o primeiro cara q fui pra cama sem ter uma certa relação. Não que todos fossem meus namorados, mas eu fiquei bastante tempo com o rapaz nas duas vezes que isso aconteceu.

Com o Durval foi diferente. Não o conhecia direito, queria experimentar algo novo, uma aventura, talvez =D. Aproveitei que ele não é daqui e não teria muito que falar, digo, para quem falar.

Cafa > Será? Como ele conseguiu o seu telefone mesmo? :p Pelo menos esse contato dele já sabe que você deu pra ele

Ocorre que o negócio foi mais sério que eu planejei. Chegarei lá…

O sexo foi incrível, rolou “muita química entre nós” (palavras do próprio Durval). Ele não quis que eu virasse uma pizza, pediu p/ eu n ir embora e dormiu abraçado cmg (q lindo! Hahah) Mas, a partir daí o príncipe virou um sapo e minha ‘super aventura’ não teve um final muito feliz.

Eis que no dia seguinte eu descubro que o cara tem namorada ¬¬. Adivinha p/ onde eu o quis mandar naquela hora… Tudo bem, só eu estava curtindo, mas pq ele ficou cmg se tá namorando? Dps eu descobri q ela não mora aqui. Deu vontade de ligar e falar um monte de coisas, mas, como vc mesmo diz, não havia uma relação para se discutir. O cara só estava curtindo tb. Então, resolvi sumir.

Cafa > “mas pq ele ficou cmg se tá namorando?” Porque ele não vale nada. E você não tem nada que ligar mesmo. Mal conhecia o cara. Pensa que poderia ser pior se você descobrisse que ele tem namoradO.

Eu estava super chateada, mas, p/ ser sincera, acho q era pq não poderia mais ficar com ele (Cafa, rolou mta química mesmo). Td ia bem até o dia q eu resolvi atender uma ligação do Durval e o cara veio com uma papo de q estava chateado cmg pq eu tinha sumido e n atendia mais as ligações. Na boa, n agüentei e falei um monte coisas, entre elas q sabia da namorada. A conversa ficou por aí mesmo.

Ocorre que encontrei o Durval num barzinho dias dps e o cara veio se justificar, disse q a namorada mora longe, enfim, meio q pediu desculpas com outras palavras. Daí eu amoleci. Ele pediu carona, eu dei. Ele pediu p/ eu entrar p/ pegar um brinco meu q tinha ficado lá, eu entrei. Daí não precisa falar mais nada. Ficamos d novo. Só q não foi tão bom qnto da primeira vez. Não sei, mas acho q foi pq eu ainda estava meio chateada. Ainda n conheci uma mulher q consiga deixar de lado os sentimentos.

Cafa > Aqui a imagem que você passou pra ele é de uma pessoa sem firmeza, que não acredita nos próprios valores e facilmente influenciável. Se o cara é inteligente, dificilmente isso evolui para algo sério. Você faz um showzinho depois que descobre que ele namora, mas no dia seguinte já ta se deitando com ele de novo. ”Ainda n conheci uma mulher q consiga deixar de lado os sentimentos”, eu também não, mas nessa história eu conheci uma que deixa de lado os seus valores.

Dps disso td ele resolveu dar em cima de uma amiga minha, na minha cara. Fiquei sabendo hrs dps, qndo vi uma mensagem no celular dela. Daí sumi de novo e prometi p/ mim mesma q n ia ficar mais com ele. Maaas, quebrei a promessa ¬¬.

Cafa > Pelo menos o cara é coerente com a sua canalhice. Trai a namorada e agora dá em cima da sua amiga. Nenhuma surpresa, né? Eu ficaria mais admirado se ele tivesse te pedido em namoro. E você mais uma vez acumulando pontos com ele. :p

O Durval me ligou um dia, eu só atendi pq n sabia quem era (tinha apagado o nº dele ) e me pediu perdão. Sério, ele falou “me perdoa pela safadeza (…) q fiz cntg”. Não se contentando em pedir desculpas pelo tel, ele veio aqui em casa.

Cafa > Esse é profissa.

Idiota que sou, desculpei. Mas dessa vez não fizemos sexo. Ráá o/\o. hahah

Cafa > Ahhh agora você mostrou que não é qualquer uma. ¬¬* Sabe, essa tua frase me lembra uma tirinha chula que vi certo dia na internet. Nela aparecia um leão comendo outro e ai tinha um balãozinho na cabeça do que tava comendo “ah, vou contar pra toda floresta que ele é viado”. Qual a moral? As vezes você acha que está se saindo por cima, que é foda e muito esperto e na verdade está sendo ingênuo e bobo.

Semana passada liguei p/ ele pq precisava do e-mail do chefe dele p/ eu mandar o curriculum de um primo. O Durval disse q precisava ver o curriculum antes, pra saber o e-mail d ql chefe me daria. Salvei o mesmo num pen drive e fui lá levar.

Cafa > Ah ta e quem você quer enganar que o motivo para vê-lo era o cv? Afinal, não dá pra mandar um email pra ele com o cv anexo. Deve ser muito pesado né? ¬¬´ E esse é o tipo de coisa que faz o cara te ver como um mero buraco que não pensa. Você ganharia muito mais ponto se fosse honesta com você mesma (e com o cara, claro) do que arrumar essa desculpa de cv no pen drive.

Indo logo ao ponto que interessa, transamos de novo. Dessa vez foi mais ou menos. Sei lá, foi meio estranho. Eu n tava a vontade, n consegui me soltar. Realmente não tava afim. Por mais não pareça, queria só resolver essa história do Curriculum.

Cafa > Como eu disse, era só mandar um e-mail

Sei q ele achou q só fui lá pq queria sexo. Aliás.. o próprio Durval disse isso. Mas n foi. Essa é a história. O q vc achou de tudo q aconteceu?

Cafa > Você só foi atrás de sexo (ou atrás dele) e quer se convencer que não foi isso.

Na minha opinião, fui burra, esqueci de algo chamado ‘Amor Próprio, ele só queria transar cmg e conseguiu. Acho até q fui fácil tb. Já vi onde errei, não devia ter ficado d novo. O problema é que desconfio q possa ter surgido um pequeno sentimento da minha parte. Q outra forma justificaria o fato de ter ido pra cama desta última vez?

Cafa > Sem dúvida, amor de pica, quando bate, fica.

Qro pular fora dessa antes q a situação piore e/ou eu me apaixone. Por outro lado, não queria me afastar completamente pq eu e minhas amigas no aproximamos dos amigos dele. Os meninos são mto gente boa. Será q é possível virarmos apenas amigos (colegas)?? Hahah.

Cafa > Der. Sabe o que vai acontecer se você continuar amiga dele para não perder a amizade dos outros amigos? Vai ser sempre a comidinha de final de balada. O cara não pegou ninguém, ta chapadão, você também e ai vai te levar pra casa, dar umazinha meio boca e no dia seguinte torcer pra você acordar mais cedo e ir embora de fininho da casa dele pra  não ter que fazer social contigo pela manhã.

Dá pra desfazer essa imagem q eu deixei? Querendo ou não, perdi meu valor, né? Ele deve está achando q sou fácil, q pode ficar cmg a hora que quiser (??). Como a gente faz, Cafa, p/ mudar uma imagem deixada pra um cara? Sei q ele vai me ligar de novo, até pq disse q falaria com o chefe a respeito do curriculum e me daria uma resposta. O q faço qndo ele ligar? Se ele me chamar p/ ir à casa dele, eu digo q não vou pq? Falo q não qro mais ficar com ele?”

Cafa > Vamos lá. Qual é o seu objetivo nessa relação? Para mim não ficou claro, desconfiei no começo que você queria ter algo sério com ele, mas no final você disse que não. Decida-se.

Se for um relacionamento fixo, você já começou mal. E não pelo fato de transar relativamente cedo (o que para alguns caras perde ponto), mas por ter descoberto que ele namorava, deu em cima de sua amiga e ainda assim continuar dando pra ele. Homens (com cérebro) não suportam mulheres sem amor próprio. Essas serão eternamente buracos.

Agora se o seu objetivo é ter um pau amigo que sempre que bater a vontade você terá a opção de chamá-lo, não precisa mudar nada, segue como está e continua amiguinha dele.

No seu lugar eu resolveria essa questão do cv por email ou tel, o riscaria da agenda e se ele fizesse um booty call, falaria que não ia rolar mais e abraço. É simples, basta sumir.

O problema é que poucas mulheres conseguem se manter firmes com amor de pica.

Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

(continuação do post anterior)

Chegamos na cafa-house e apesar de saber que eu precisaria de muita paciência para adentrar com o meninão na garota, confesso que estava ansioso pra saber como seria quando rolasse, pois como eu disse nos comentários do post passado, só tentei uma vez desvirginar uma garota e não entrou nada.

Bom, começamos a ver um filme na sala e a beber vinho. O negócio esquentou, pegação, mão aqui, mão ali e de repente zupt! Nos pirulitamos para a cama. Novamente pegação, aquece e tal. No meio do aperto a garota lançou no meu ouvido “Como sou virgem, coloca sem a camisinha”. Nessa hora o Bino berrou no meu ouvido “É cilada cafa, é ciladaaa”. Inventei uma desculpa qualquer, falei que passaria KY na camisinha para não machucar tanto e boa. Peguei a arma e fui para o ataque e no momento que achei que haveria resistência no campo inimigo, zupt! O negócio entrou na maior moleza. Veja bem, não sou insensível nem tenho pitoco, sei quando está fechadinha e sei quando já está mais “alargada”, o que era o caso da garota.

Apesar disso, ao penetrá-la ela começou a gritar. Fiquei assustado e um tanto broxado. Falei para ela vir por cima e assim controlar a intensidade. Novamente, zupt! O negócio entrou na maciota. A dramatização continuou e a transa também. Eu já estava de saco cheio daquilo, me concentrei pra gozar rápido e fui. Deitei pra dar aquela relaxada e ouvi que ela estava choramingandozinha. Eu sabia que aquilo fazia parte do teatro e puxei um assunto qualquer para descontrair. Não satisfeita, ela colou a cara no meu ombro e apertou os olhos nele para mostrar que estava chorando. ¬¬´.

Ai eu não aguentei e tive que falar o que pensava, que ela não era virgem. A garota ficou puta, disse que era um absurdo eu achar aquilo e blabla. Bom, acendi a luz, fui recolher camisinha e embalagem no quarto e trocar o lençol. E…nada de sangue. Fomos dormir.

Dia seguinte o primeiro assunto da garota foi, “nossa, minha calcinha estava cheia de sangue”. Tive que retrucar, “Como você viu se estava com uma calcinha preta?”. Silêncio.

Eu não tinha como dispensá-la afinal a menina veio do sul (deixo com vocês a repetição da piada) e ia embora somente no domingo. Não restava outra opção a não ser passeiozinho por sampa. Bom, em um dos papos a garota falou algo curioso. Disse que era vítima de um stalker que ligava pra ela todas as noites e ficava mudo do outro lado. Eu pensei comigo, “esse cara deve ser um coitado”, mas ok, deixei pra lá e seguimos no papinho bobo de amenidades.

Transamos aquela noite e novamente mais um teatrinho. Dia seguinte eu já estava puto e fiquei a tarde inteira no computador trabalhando para recuperar o tempo perdido. Deixe-a na rodoviária e por mim aquilo estava encerrado.

Como toda mulher pentelha, na segunda=feira veio puxar assunto no MSN. Eu não estava nem um pouco a fim de conversar, além de estar completamente atolado de trabalho. E na segunda pergunta que ela fez e eu não respondi, recebi uma saraivada de DR. Tive que bloqueá-la. Fim (ou pelo menos parecia).

Bom, passaram alguns os dias e uma leitora x me adicionou no MSN. Era uma tremenda gostosa, mas com uma cabeça de empada. Veio com uns papos estranhos que iria morar em sampa, que gostaria que eu apresentasse a cidade pra ela e blabla whyskas sache. Como eu já sei que se tiver uma chuva de Xuxa no meu colo cai Pelé, aquilo ali não podia ser verdade. E não era.

Foi só questão de tempo para descobrir que a tremenda gostosa era a “a virgem” do sul. Bloqueei novamente e isso se repetiu mais uma vez até eu me ligar e passar a pedir orkut de quem fala comigo. Achei que meus problemas tinham acabado, mas não.

Comecei a receber todo dia ligações anônimas no meio da madrugada. Era uma coisa absurda. De 10 a 15 ligações e quando eu atendia a pessoa ficava em silêncio e depois parava de ligar. Isso começou a gerar um incômodo,  pois ou me acordava ou tocava no meio da transa. Sem alternativa, passei a desligar meu celular a noite. E? As ligações começaram a ocorrer na parte da tarde.

Liguei na porcaria da Claro e nenhum dos amebas que me atendeu sabia me auxiliar sobre como identificar o número anônimo. Resolvi procurar na internet e achei a solução que compartilho com vocês caso alguém seja vítima dessa peraltice.

Quando alguém te liga privado geralmente é um macete que a pessoa faz no celular para ele não enviar id de chamada. Se ela te ligar normal, atende e deixa o(a) babaca perder dinheiro. Porém, geralmente o ordinário que faz essa palhaçada não quer gastar e ai liga a cobrar. E qual o truque? Quando alguém te liga a cobrar, o número do sovina aparece na sua conta de celular independentemente se colocou a chamada como privada, afinal você tem que saber o número que debita na sua conta.

Munido dessa informação, aguardei ansioso a ligação. E em um belo esquenta de sábado me ligaram, a cobrar. Atendi e deixei a pessoa ouvindo um pouco da música. Desliguei o som, falei algumas palavras bonitas e desliguei o cel. Dia seguinte descobri o número da pessoa. Foi ai que descobri que era a “virgem” do sul me atormentando novamente.

Hoje, estou com medo de um dia chegar em casa e aparecer um carro de som na porta com uma palhaço de bexigas na mão berrando meu nome e lendo um telegrama, ou pior, cruzar a esquina da minha casa e ver meu nome colocado na cabeça de um bode com velas para exu.