Nos comentários do post passado, o tema “pagar a conta” voltou a aparecer. E vasculhando os e-mails dos leitores, encontrei uma história que ajuda as mulheres a entenderem um pouco a mentalidade masculina quando o assunto é “pagar a conta”. Vamos à história do Sidney:
“Em um dos encontros que tive frutos da internet (acho que foram uns cinco, na época do mIRC), ocorreu algo que serve para ilustrar, hoje, um tema polêmico: dividir ou não a conta.
Ela me pareceu interessante e marcamos de ir ao cinema. No dia, atrasada, ela ligou pedindo para que eu já comprasse os ingressos. Comprei e ela, muito atrasada, não chegou a tempo de assistirmos ao filme. OK, ela era bem gatinha, então podíamos gastar aquele tempo de forma, digamos, mais produtiva. O problema começou quando percebi que hora alguma a mocinha lamentou o fato de eu ter comprado as entradas à toa. Totalmente, indiferente. Enfim, ela tinha que me pagar de alguma maneira. Peguei.
Cafa > Quando eu era mais novo e liso, usava estratégia parecida com a da garota. Enquanto eu ia comprando o ingresso do cinema para os dois eu falava “Vai comprando a pipoca para não nos atrasarmos” (só uma vez uma chinela pediu dinheiro tal qual uma mendiga, mas foi exceção).
Estou de acordo com o seu pensamento. Quando não temos consideração pela garota (é apenas um one night stand ou uma diversão), o custo-benefício é levado em conta. Tem mulheres que são mais caras e exigem um restaurante mais invocado, outras se contentam com um dog da morte, mas o importante é ter o retorno sobre o investimento.
O primeiro beijo rolou em um restaurantezinho, onde tomamos algo e ela pediu algo para comer que não me lembro. Até que chegou a conta. Aí já podem estar pensando: “Jura que o Cafa deu espaço a ele só porque a menina não pagou por um ingresso de cinema e uma continha no restaurante?”. Não foi por causa disso, mas pela postura da garota. Tenho uma percepção aguçadíssima. Quando a conta foi posta na mesa, ela virou o rosto e resolveu ficar admirando a paisagem ao lado. Na sequência, nenhuma menção sobre o que foi pago até ali. Saímos dali e ficamos “namorandinho” frente a um dos belos cartões- postais do Rio. Ficamos assim à tarde quase toda.
Cafa > Você pagou a conta e ela não te pagou em favores sexuais, certo? Leitoras, esse é um cálculo que os homens fazem por instinto. Funciona assim > Levo a garota para um lugar bacana $ + Sou fofo + Finjo que posso ser um namorado = Você tem que dar pra mim. A maioria sempre cai.
No fim da tarde, ela disse estar com fome e perguntou se podíamos ir a algum lugar comer algo. Nesse momento, ela não havia se mostrado muito mais que uma garota bonita. Então confesso que concluí, lembrando uma alcunha usada pelo meu avô: “Não vou pagar mais nada para esta ‘morta de fome’!!”. Sabem o que fiz? Nessa época, meus avós tinham uma casa de suco em Copacabana. E lá, foi 0800 (de graça). E, por opção minha, essa é a história do meu único encontro com ela.
Cafa > Ou seja, você foi o famoso paga-lanches. Se você abrisse um pouco mais a carteira e a levasse para uma suíte fodástica de um motel de renome ou um restaurante mais refinado, o desfecho seria diferente. Essas mulheres que se atentam ao dinheiro são facilmente manipuláveis quando em contato com pequenos luxos. Você gasta um pouco mais, mas consegue levá-la pra cama. É a famosa puta de escambo ou a feminista modernosa.
Particularmente, taí uma hora que gosto de ser enganado pela mulher: quando ela ao menos finge que quer dividir a conta. Não precisa nem querer de verdade, mas ficar indiferente quando ela (a conta) chega é terrível. Pra mim, passa um certo ar de abuso. E não venham falar em gentileza, porque vocês sabem que os tempos são outros. Lutam, com justiça, pelos mesmos cargos, salários, reconhecimento, mas na hora do “racha” voltam a ser super retrô. É o que sempre chamei de “feminismo de conveniência”. Afinal, é muito conveniente cobrar esse cavalheirismo – percebam também como esta palavra soa antiga – com o dinheiro dos outros. Na boa, mas para mim ser gentil é muito mais que isso. Só que já vi muita mulher aguentar desaforos, porque o homem paga as suas contas.
Cafa > Concordo. Já abordei esse tema por aqui. É muito bacana ser A moderninha e falar “eu também posso me deitar com quem eu quiser e peidar na cara das minhas amigas”, mas ai quando você fala em dividir a conta, voltam para a época de nossas avós. O argumento que eu mais vejo é “gasto horas de depilação, acessórios, maquiagem, cabelo, etc, etc em função dele e ainda tenho que pagar a conta? Um absurdo!”. Como se homem não tivesse que cortar o cabelo, malhar, comprar roupa e presentinhos para agradar os lanchinhos.
Não concluam que sou um pão-duro inveterado, acontece que para gastar o meu dinheiro com alguém eu tenho que querer, achar que vale a pena; e não porque é uma convenção social. Na história supracitada, mal conhecia a garota e a total indiferença dela com as contas não me estimularam a outros gastos. Inclusive, romancei com uma garota por quem nutria uma grande admiração, entre outros motivos, por ela ter o discurso “faço questão de pagar a minha parte. Trabalho para isso”. E sabia o que eu fazia? Insistia para pagar algumas contas, pois era uma satisfação para mim. Ela merecia, por sua postura”.
Cafa > Essa questão de atitude faz toda a diferença. Quando eu era mais novo, um cinema com pipoca, um barzinho com porções e um restaurante bacanudo pesavam bastante no final do mês. Se todas as garotas com quem eu saia não ajudassem com alguma parte, eu teria que passar metade do mês dentro de casa.
Depois, quando comecei a fazer um pé de meia a coisa que mais me incomodava era o descaso da garota com o meu dinheiro. Eu me revoltava quando a ordinária esquecia sua carteira de estudante em casa e não fazia a menor expressão de desculpa. Pior ainda quando ela vinha com sugestões de programas caríssimos, que obviamente ela não dava nem a gorjeta do flanelinha.
Se um jantar compra o seu carisma pelo rapaz, não entrarei nesse mérito. Ao menos tenha a delicadeza de se oferecer para pagar.
________________________________
p.s Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.
p.s 2 Feliz dia internacional das mulheres! :*
Posts Relacionados
É incrível a pressão que a sociedade faz para que o homem tenha um desempenho sexual de uma máquina de sexo. Letras de música (principalmente funk), revistas “especializadas” e filmes enaltecem o Homem Máquina. Aquele que dá 5 seguidas, que possui um mastro entre as pernas e faz com que a mulher tenha múltiplos orgasmos e fique literalmente arreada na cama.
Isso é muito bonito no papo e no filme pornô, mas na realidade a coisa é bem diferente. Em boa parte das vezes, na terceira seguida o meninão já dá sinais de esfolamento, a sensibilidade cai drasticamente tornando as próximas relações nada prazerosas, o mastro na verdade é um pitoco e o orgasmo da garota não está necessariamente associado ao desempenho do cara e sim da mulher que não consegue se soltar.
E é justamente sobre esse último tópico que trago a história do leitor Jocenir, sobre mulher múmia.
“Sexta-Feira uma conhecida ligou fazendo um convite para irmos a algum barzinho ou uma balada qualquer. Aceitei e no horário combinado nos encontramos.
Passamos a noite conversando e colocando os assuntos em dia. Em certo momento, a conversa acabou se dirigindo para sexo e relacionamento dos nossos últimos lanches.
Ela acabou confessando que estava sem fazer sexo há um bom tempo e que pra minha surpresa ela nunca havia tido um orgasmo (nem com o ultimo namorado a qual eles ficaram juntos quase 1 ano e acabou porque ela descobriu que ele a estava traindo).
Cafa > Como você disse no final da história, quando a oferta é muito atraente, desconfie da qualidade do produto. Mulher se oferecendo assim, ou está com algum problema ou você é muito foda.
Discretamente ela me convidou para ir dormir na casa dela, disse que a amiga que dividia o apartamento estava viajando por causa do feriado e ela estaria sozinha. Passamos em um supermercado 24 horas pra comprar umas coisas e outras e fomos pro ap.
Cafa > Opa, que discreta essa garota não? Fala que a amiga foi viajar, que está sozinha e te chama pra ir lá.
Depois de fazer um joguinho ou outro, dar uma de difícil e criar certo charme (abrir uma taça de vinho, colocar um som ambiente, etc.) já estávamos no quarto tirando as roupas e caindo na cama.
Pra minha surpresa [2], descobri que a guria é uma estatua, depois que se deitou na cama ficou imóvel ali esperando eu “terminar” (ou começar) o serviço. Sinceramente foi a pior transa da minha vida. Eu precisava fazer ela abrir as pernas, se movimentar, pra querer beijar ou qualquer coisa assim. Mudar de posição papai e mamãe nem pensar então.
Cafa > Sei bem como é isso. As vezes é bom você dar um tapinha na cara pra ver se ela não está dormindo ou se não desmaiou. As vezes é falta de intimidade, mas tomar algumas atitudes é o mínimo que se espera da garota. Ai depois as mulheres reclamam quando o cara pede pra “dar uma chupada”, é porque há mulheres que precisam ser avisadas, pois se não esquecem.
Enquanto EU fazia alguma coisa com a boneca de plástico, fiquei imaginando se transar com uma arvore não seria melhor do que “aquilo”, pelo menos quando desse algum vento a arvore iria se mexer pra algum canto.
Cafa > Olha, deve ser melhor mesmo. Além dela balançar com um ventinho, não vai te ligar no dia seguinte.
Por mero orgulho decidir ir até o fim e fazer à infeliz ter um orgasmo descente (começou a fazer sentido por que ela nunca tinha tido um antes e por ter sido traída). Após a bandeira da vitoria ser erguida e o meu ego aumentar de ver a guria cansada, esperei ela dormir para então virar pro outro lado e fazer o mesmo.
Cafa > Essa é a melhor parte, o ego. A transa pode ter sido uma grande bosta, mas saber que você foi O cara para a garota, já dá uma satisfação imensa. O problema é o preço que você paga por isso.
De manhã acordei com ela falando alguma coisa e querendo se aproximar de mim como uma garota inocente. Rolou um segundo round (exatamente igual à primeira vez, sem nenhuma melhora ¬¬ ) e depois do café disse que precisava ir embora. Ai veio à pior parte: Ela quis iniciar uma D.R (Discutir Relação) onde o “R” nunca existiu..
Cafa >Ah sim, é muito comum após uma transa casual surgirem esses ataques súbitos de puritanismo, “oh, eu nunca fiz isso antes”, “ai, como eu sou loca”, “O que você vai pensar de mim”, o único intuito é convencer a consciência dela que é uma santa. Sobre a DR, é típica de mulher xonadinha. Se ela não gostasse da noite, ia fazer com que você sumisse dali. DR está associada a mulher que não quer perder o cara e precisa puxar uma discussão pra saber se ele só quer farra ou algo sério. A múmia dessa história se precipitou. Carente demais a coitada.
Passei o dia recebendo sms, uns dois e-mails e mais alguns telefonemas marcando outro encontro e agradecendo pela noite com alguns mimimis a mais..
Como diria Gabriel O Pensador: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia, essa mina deve estar com algum problema!!!”
Cafa > Essa dai definitivamente não lê o blog. Não entendo o que passa na cabeça dessas mulheres de fazerem spam quando curtem o cara. Será que acreditam que se não mandarem 4535 mensagens ele vai se esquecer dela? É muita falta de auto-estima e carência. Jocenir, se prepara. Essa dai foi acometida pelo amor de pica. Vai te dar um trabalhão. Pelo menos você sabe que se um dia estiver necessitado e não quiser ficar no 5×1, vai ter a múmia a sua inteira disposição para dar umazinha.
Para as leitoras que me lêem, vocês não recebem tanta pressão como nós homens recebemos em relação ao desempenho sexual, mas saibam que o desempenho de vocês também é avaliado e comentado. Mas veja bem, ninguém precisa ser uma máquina sexual para que uma relação seja prazerosa.
Não é necessário dar de ponta cabeça, fazer sumir o membro do parceiro dentro da boca ou grã-mestre em pompoarismo para que você seja boa de cama. Basta agir com naturalidade, fazer o que tiver vontade e deixar o negócio fluir. É um conselho bobo, mas que poucas mulheres seguem justamente por ter a cabeça povoada por leituras podres, músicas ordinárias e referências questionáveis.
Posts Relacionados
Conforme definido nos comentários do post anterior, a coluna Dia do Leitor será randômica, ou seja, não haverá dia fixo para publicá-la. Isso porque não quero ter mimimis de leitoras falando que a coluna foi extinta, fazendo cobranças do motivo pelo qual não postei, etc, etc. Ao contrário do que alguns sugerem, não posto por falta de tempo, não é jogada de marketing, nem desleixe.
A idéia foi bem recebida. Vieram muitas histórias bacanas. As duas principais diferenças para a Sexta das leitoras é que as histórias são mais objetivas (leia-se curtas e diretas ao ponto) e com mais erros de português.
Bom, a história que o leitor Bertoldo mandou ilustra bem alguns temas e situações que eu posto aqui, e abre o velho dilema: A sociedade é machista ou as mulheres que estão se masculinizando? Vamos ao causo:
“No começo desse ano fui para um aniversário de um amigo em uma balada aqui em Brasília. A festa era open bar até 1h. Como sempre, entramos uma galera em torno de 11h30 e virar vodka já era de praxe: de 5 em 5 minutos os copos esvaziavam. A galera ainda estava toda parada, apenas conversando e brincando.
Ai, já bem torto, eu e o primo do aniversariante resolvemos ir “à caça”. Nem andamos muito e já encontramos uma loira e uma morena. Voamos em cima com aquele papinho besta, puxando risadas, etc… Acabei de me concentrando na loira e peguei. Meu amigo, apesar de várias tentativas, na morena, não conseguiu nada e, meio contrariado, saiu de perto. Quando deu um tempinho, a loira, que eu estava ficando, foi ao banheiro e eu comecei a conversar com a morena.
Papo vai, papo vem, acabo pegando a morena também… Quando a primeira volta e me vê a com a amiga, fica indignada, chama a amiga pra conversar e eu fico ao lado só ouvindo… “Mas amiga, você não viu que ele tava ficando comigo agora mesmo ? Esse moleque não vale nada, larga esse menino, etc…” Não discordo dela, mas convenhamos que a amiga também não vale um centavo. Bom fiquei com a morena o resto da noite e ainda encontrei a loira algumas vezes e ela realmente estava muito puta, me chamando de babaca e tudo mais.
Cafa > Aqui vale uma observação sobre “amigas”. Já fiz um post sobre isso certa vez, mas volto a repetir, é incrível como boa parte das amigas de mulher é falsa. Em uma proporção que não se vê entre os homens. Como diz o Bertoldo mais pra frente, há um código de ética entre nós e não ficar com a ficante ou não chegar no prospect do amigo é algo extremamente respeitado. Homens que não seguem esse acordo são excluídos da roda. No caso em questão, ao invés da loira chamar a amiga de vagabunda, simplesmente deu uma de Poliana e a alertou dizendo que o cara não prestava.
Numa outra noite, quase um mês depois, fui pra outra balada com amigos e andando pela festa topamos em duas loiras e meu amigo foi azarar uma. Como código de amigos, imediatamente fui conversar a com a amiga dela. Ao começar a conversar achei o rosto familiar mas não lembrava da onde. Perguntei da onde a conhecia e ela respondeu com um sorriso sarcástico: “Do Café Cancun (balada aqui de brasília)…” Na hora percebi quem era a guria e já vi que tinha entrado num buraco. Só respondi: “Ihhh… foi mal, beijomeliga” e já fui indo embora, mas para minha surpresa, ela pega no meu braço e pede pra eu ficar.
Cafa > Opa. Sei como é isso. Nessa hora o cafometro apita, as sirenes acendem e a palavra “Piriguete! Foda em vista!” soa.
Conversa vai, conversa vem e pego ela de novo. E dessa vez, saímos juntos da balada e direto transar… Ao final, deixando ela em casa, por costume, pedi o telefone e talz, ela me passou e foi anotar o meu e ai veio a minha maior surpresa: “Qual o seu nome mesmo?” Fiquei abismado. Uma mulher tendo uma atitude assim de homem ? Transando com um cara que nem sabe o nome…
Cafa > Você ficou abismado? Eu já não me assusto com isso. Você fez bem ao entrar no jogo e oferecer o que ela quer. As mulheres dão as pistas, é só aprender a decodificá-las. Se ela quer ser tratada como uma vagabunda, assim será tratada. Pode ter certeza que se naquela outra balada você tivesse ficado de casal com ela, provavelmente não teria comido tão fácil (poderia sofrer da Síndrome do Bom partido).
Realmente os tempos mudaram e como diz um amigo meu que ficou solteiro agora depois de 5 anos namorando: “Não sei mais como funciona esse mundo… tá tudo invertido”. Depois me lembrei dela falando que eu não valia nada, etc. Eu concordo que não valho, mas agora a guria não tem nenhuma moral para falar algo de mim.
Cafa > Eu sempre falo que quem coloca o freio na relação é a mulher. E é isso que dá a graça na “caça”. Gosto de saber que a garota liberou pra mim, porque eu tive a capacidade de conquistá-la, não porque ela dá para o primeiro que diz boa noite e depois nem o nome dele lembra. Sobre o seu amigo, ele deveria ficar feliz, afinal para um cara solteiro que não tem pretensão de namorar, o mercado está farto e as mulheres facinhas.
Meu relato pode parecer machista, mas é apenas a surpresa de ver mulheres agindo como homens. Apenas uma coisa: se querem agir como homens, tenham cabeça pra segurar depois e não ficar se sentindo mal porque o cara não ligou”.
Cafa > Essa pecha de “machista” brotará nos comentários desse post. Há mulheres que não entendem que a grande maioria dos homens pensa assim. Antes eu era uma voz solitária nos posts, pelo menos agora perceberão que não se trata de uma opinião isolada.
____________________________________
Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.
