Semana passada, recebi um par de ingressos para assistir Sherlock Holmes. O filme é muito bom e recomendo a todos que gostam de ação e de tentar adivinhar os finais de filmes. Antes de assistir o filme, eu já tinha lido algumas críticas sobre ele. Em uma delas havia uma insinuação que o Sherlock tinha uma relação além da profissional com o Dr. Watson. E de fato, no filme tem uma parada estranha no ar, apesar do Dr. Watson estar em vias de se casar.

Após a sessão, comentando a parada estranha com a Sra. Cafa, ela me disse que conhece 3 garotas que ficavam / namoravam com caras heteros e depois de um tempo descobriram que os respectivos viraram / eram  gays. Buscando na minha memória, lembrei também de alguns casos de conhecidas que tiveram a mesma decepção.

Com base em algumas características em comuns desses caras enrustidos, resolvi fazer um post com dicas que te ajudarão a identificar se aquele homenzarrão faz coco grosso. Vamos lá:

1-) Vaidade – Antigamente, o perfil “homens-das-cavernas”, aquele a la Toni Ramos, todo peludão e rústico era o ideal de beleza masculino. O tempo mudou e hoje a maioria das mulheres prefere um cara sem muito pêlo e menos ogro. Só que os garotos “parada estranha” exageram no culto a vaidade e aproveitam essa onda metrossexual para liberar a mulher que existe dentro deles. Além de depilar o tórax, raspam o sovaco, passam gilete no saco, máquina na perna, fazem a sobrancelha e costumam lixar a unha (em alguns casos críticos passam base). Costumam cultuar o deus cabelo, sempre o deixando com algum creme / gel / pomada / qualquer coisa que modele;

2-) Egocentrismo / egoísmo – Geralmente um gay enrustido é extremamente egocêntrico e egoísta. Tudo deve girar em torno dele. Os programas de lazer, o sexo, viagens, etc são decididos por ele. A vontade de sua parceira é irrelevante. Se a sua vontade não é atendida, ele fica de bico e mal humorado;

3-) Tara por sexo anal – O gay enrustido não se assume como tal devido ao temor de ser repreendido pela sociedade. Porém, ele precisa satisfazer suas vontades sexuais de alguma forma. E sobra pra quem? Pra namorada / lanchinho. O cara até come a frente (dificilmente chupa), mas o grande tesão dele é o rabo. As vezes ele prefere até chupar o rabo a chupar a frente. Uma amiga da Sra Cafa confessou a ela que o seu ex (hoje gay) certa vez estava mandando brasa atrás dela e ela começou a gemer. O cara pediu que ela calasse a boca, ela não o fez e na sequência ele enfiou uma meia na boca dela. Traduzindo, o cara estava sonhando que comia o Marcos Frota e a namorada o broxava com gritinhos femininos sendo necessária uma intervenção sonora para que ele gozasse;

4-) Fetiches estranhos – Todo mundo tem seu fetiche diferente e o enrustido dá sinais da sua opção sexual neles. Podem me chamar de careta e retro, mas homem que curte tomar uma dedada no rabo (o famoso Fio-Terra), é boiola. Tem tantas formas de potencializar o tesão, pra que enfiar algo na bunda? Não tem justificativa. Outra tara é comer a namorada / lanchinho vestida com sua camisa de trabalho. Não tem nada de sexy nisso e se depois de um mês o cara pedir para que você se vista de jogador de futebol, ai não restam dúvidas;

5-) Gosto por esportes de contato – O cara curte homem, mas não pode sair chegando em qualquer um por ai. Qual a solução? Buscar situações em que ele fique atracado com um ser do mesmo sexo ou que o veja pelado. Por isso, Jiu-Jítsu, Futebol, Musculação e Natação são os esportes prediletos de homens que escondem o jogo;

6-) Ausência de referência masculina – Aqui é um campo mais da psicologia. Lá na fase infantil, um garoto precisa de uma referência masculina para guiar suas atitudes. Caso a figura paterna seja ausente, omissa ou escrota e ele não tenha nenhum homem na família ou próximo para tomar como referência, ele guiará suas atitudes com base num figura feminina que admira, ai já viu;

7-) Preconceito sexual – Geralmente os enrustidos possuem uma grande mágoa interna por ter que repreender suas vontades e morrem de medo que alguém descubra sua orientação sexual. Como forma de mascará-la e para extravasar essa mágoa, eles são pessoas extremamente preconceituosas e vivem tirando sarro de gays assumidos. E o mais engraçado é que muitas pessoas compram isso e de fato acreditam no cara, “Fulano? Nossa, se um dia um gay chegar nele, acho que ele o enche de porrada” quando na verdade gostaria de enchê-lo de beijos;

8 -) Imitações femininas – Como forma de ridicularizar o gay e fazer com que as pessoas o encarem como um grande machão, ele adora imitar gay. Força a voz, imita trejeitos e faz piadinha imitando gay escandaloso. Ele adora o carnaval, oportunidade em que pode colocar peruca, passar batom e se vestir de mulher fingindo que é um grande folião.

9-) Dificuldade em relacionamento fixo – Não tem jeito. O cara não gosta da fruta. Ele sai com mulheres apenas para que a sociedade veja que ele é hetero. Porém, ele sempre buscará um defeito na garota para não seguir em frente no relacionamento. Ela pode ser bonita, inteligente, bem humorada, independente e blablabla, que o cara vai cismar com o formato do pé dela.

10-) Falta de apetite sexual – Se você não curte sexo anal, ele vai transar bem pouco com você. Se não curte fazer sexo oral nele, ele não vai transar com você. Não dá, o cara não curte o que você tem entre as pernas e se você não fizer as coisas que ele sente tesão, ele bodeia.

Veja bem, antes que apareça algum GLBT levantando bandeira e dizendo que estou sendo preconceituoso, este post não é uma crítica aos gays. Respeito a orientação sexual de cada um, é apenas uma forma de fazer com que as mulheres reconheçam enrustidos e não caiam numa arapuca.

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É incrível a pressão que a sociedade faz para que o homem tenha um desempenho sexual de uma máquina de sexo. Letras de música (principalmente funk), revistas “especializadas” e filmes enaltecem o Homem Máquina. Aquele que dá 5 seguidas, que possui um mastro entre as pernas e faz com que a mulher tenha múltiplos orgasmos e fique literalmente arreada na cama.

Isso é muito bonito no papo e no filme pornô, mas na realidade a coisa é bem diferente. Em boa parte das vezes, na terceira seguida o meninão já dá sinais de esfolamento, a sensibilidade cai drasticamente tornando as próximas relações nada prazerosas, o mastro na verdade é um pitoco e o orgasmo da garota não está necessariamente associado ao desempenho do cara e sim da mulher que não consegue se soltar.

E é justamente sobre esse último tópico que trago a história do leitor Jocenir, sobre mulher múmia.

“Sexta-Feira uma conhecida ligou fazendo um convite para irmos a algum barzinho ou uma balada qualquer. Aceitei e no horário combinado nos encontramos.

Passamos a noite conversando e colocando os assuntos em dia. Em certo momento, a conversa acabou se dirigindo para sexo e relacionamento dos nossos últimos lanches.

Ela acabou confessando que estava sem fazer sexo há um bom tempo e que pra minha surpresa ela nunca havia tido um orgasmo (nem com o ultimo namorado a qual eles ficaram juntos quase 1 ano e acabou porque ela descobriu que ele a estava traindo).

Cafa > Como você disse no final da história, quando a oferta é muito atraente, desconfie da qualidade do produto. Mulher se oferecendo assim, ou está com algum problema ou você é muito foda.

Discretamente ela me convidou para ir dormir na casa dela, disse que a amiga que dividia o apartamento estava viajando por causa do feriado e ela estaria sozinha. Passamos em um supermercado 24 horas pra comprar umas coisas e outras e fomos pro ap.

Cafa > Opa, que discreta essa garota não? Fala que a amiga foi viajar, que está sozinha e te chama pra ir lá.

Depois de fazer um joguinho ou outro, dar uma de difícil e criar certo charme (abrir uma taça de vinho, colocar um som ambiente, etc.) já estávamos no quarto tirando as roupas e caindo na cama.

Pra minha surpresa [2], descobri que a guria é uma estatua, depois que se deitou na cama ficou imóvel ali esperando eu “terminar” (ou começar) o serviço. Sinceramente foi a pior transa da minha vida. Eu precisava fazer ela abrir as pernas, se movimentar,  pra querer beijar ou qualquer coisa assim. Mudar de posição papai e mamãe nem pensar então.

Cafa > Sei bem como é isso. As vezes é bom você dar um tapinha na cara pra ver se ela não está dormindo ou se não desmaiou. As vezes é falta de intimidade, mas tomar algumas atitudes é o mínimo que se espera da garota. Ai depois as mulheres reclamam quando o cara pede pra “dar uma chupada”, é porque há mulheres que precisam ser avisadas, pois se não esquecem.

Enquanto EU fazia alguma coisa com a boneca de plástico, fiquei imaginando se transar com uma arvore não seria melhor do que “aquilo”, pelo menos quando desse algum vento  a arvore iria se mexer pra algum canto.

Cafa > Olha, deve ser melhor mesmo. Além dela balançar com um ventinho, não vai te ligar no dia seguinte.

Por mero orgulho decidir ir até o fim e fazer à infeliz ter um orgasmo descente (começou a fazer sentido por que ela nunca tinha tido um antes e por ter sido traída). Após a bandeira da vitoria ser erguida e o meu ego aumentar de ver a guria cansada, esperei ela dormir para então virar pro outro lado e fazer o mesmo.

Cafa > Essa é a melhor parte, o ego. A transa pode ter sido uma grande bosta, mas saber que você foi O cara para a garota, já dá uma satisfação imensa. O problema é o preço que você paga por isso.

De manhã acordei com ela falando alguma coisa e querendo se aproximar de mim como uma garota inocente. Rolou um segundo round (exatamente igual à primeira vez, sem nenhuma melhora  ¬¬ ) e depois do café disse que precisava ir embora. Ai veio à pior parte: Ela quis iniciar uma D.R (Discutir Relação) onde o “R” nunca existiu..

Cafa >Ah sim, é muito comum após uma transa casual surgirem esses ataques súbitos de puritanismo, “oh, eu nunca fiz isso antes”, “ai, como eu sou loca”, “O que você vai pensar de mim”, o único intuito é convencer a consciência dela que é uma santa. Sobre a DR, é típica de mulher xonadinha. Se ela não gostasse da noite, ia fazer com que você sumisse dali. DR está associada a mulher que não quer perder o cara e precisa puxar uma discussão pra saber se ele só quer farra ou algo sério. A múmia dessa história se precipitou. Carente demais a coitada.

Passei o dia recebendo sms, uns dois e-mails e mais alguns telefonemas marcando outro encontro e agradecendo pela noite com alguns mimimis a mais..

Como diria Gabriel O Pensador: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia, essa mina deve estar com algum problema!!!”

Cafa > Essa dai definitivamente não lê o blog. Não entendo o que passa na cabeça dessas mulheres de fazerem spam quando curtem o cara. Será que acreditam que se não mandarem 4535 mensagens ele vai se esquecer dela? É muita falta de auto-estima e carência. Jocenir, se prepara. Essa dai foi acometida pelo amor de pica. Vai te dar um trabalhão. Pelo menos você sabe que se um dia estiver necessitado e não quiser ficar no 5×1, vai ter a múmia a sua inteira disposição para dar umazinha.

Para as leitoras que me lêem, vocês não recebem tanta pressão como nós homens recebemos em relação ao desempenho sexual, mas saibam que o desempenho de vocês também é avaliado e comentado. Mas veja bem, ninguém precisa ser uma máquina sexual para que uma relação seja prazerosa.

Não é necessário dar de ponta cabeça, fazer sumir o membro do parceiro dentro da boca ou grã-mestre em pompoarismo para que você seja boa de cama. Basta agir com naturalidade, fazer o que tiver vontade e deixar o negócio fluir. É um conselho bobo, mas que poucas mulheres seguem justamente por ter a cabeça povoada por leituras podres, músicas ordinárias e referências questionáveis.

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Eu sei, o título ficou meio vagabundo. Parece uma matéria apelativa de capa de revista feminina. Porém, o assunto nada tem de sensacionalista e apelativo.

Como bom cinéfilo que sou, meses atrás assisti um filme bem interessante chamado “Kinsey, vamos falar de sexo”. Resumidamente, esse cara foi um dos responsáveis por ajudar a derrubar o moralismo idiota e tabus preconceituosos que as pessoas tinham em relação ao sexo na epóca das nossas avós.

Só pra se ter uma idéia, nessa época fazer sexo oral no parceiro fixo era coisa de vagabunda e homossexualismo uma doença. E para provar que a sociedade vivia afundada na hipocrisia, ele fez uma série de entrevistas individuais perguntando tudo sobre sexo às pessoas. O resultado foi um livro que chocou a sociedade, revelou que as mulheres se masturbavam, que tinham vontade de fazer sexo oral, que senhoras também gozavam, entre outras conclusões que abriram os olhos das pessoas e ajudaram as mulheres a darem um salto qualitativo gigantesco no sexo.

Porém, o cara ficou meio pancada. Querendo ver até onde ia o prazer sexual, provou de tudo. Transou com homens, “deu” a sua mulher pra transar com outro e chegou a ponto de cortar o próprio pênis porque alguém tinha falado que aquilo era gostoso (e provou na pele que não era).

O que eu observo hoje em dia é que algo parecido se repete, só que em uma proporção muito maior.

O relacionamento e sexo convencionais ficou careta, perdeu a graça. O legal e descolado agora é mulher beijar mulher na balada; chamar aquela vagabunda da rua e mais um amigo e fazer um grupal; tem uma parceira fixa? Uma casa de swing, claro. Afinal, é muito excitante vê-la dando para os outros e vice-versa. Isso sem falar nas bizarrices de Boa Noite Cinderela pra traçar a bêbada da festa no banheiro, as putarias de clube das mulheres erótico, pedofilia, fist fucking, etc.

O(a) parceiro(a) não é mais suficiente. É preciso lotar a cama de gente ou parafernálias sexuais para cada vez mais atingir o orgasmo de uma maneira “diferente”, pra ir além, chegar no limite (e passá-lo). Nossas queridas revistas com dicas de sexo vendem isso. Se um dia disserem que fazer um ménage a trois com um cachorro é bacana,  os canis da cidade ficarão vazios.

Veja bem, não quero ser moralista aqui. Pelo contrário. Acho que todo mundo tem que procurar aquilo que lhe agrada e dá prazer.

Usando uma analogia sem-vergonha e a la presidente Lula, quando você vai comer uma sobremesa no restaurante, há várias opções na mesa, torta de limão, manjar, doce de leite, quindim, rocambole, carolinas, etc Provavelmente escolherá uma. Por exemplo, a torta de limão. Se ela não te agradar, é possível que vá para o manjar, por exemplo. E se você quiser comer tudo da mesa? Pode? Claro, mas aquilo não vai te cair bem e no longo prazo você vai ficar um balão.

O mesmo vale no sexo. Não há nada demais, por exemplo, transar com homem, mas ter atração por mulheres.  A merda é sentir prazer nisso, mas querer sentir mais prazer e cair no erro do Kinsey e da gordinha gulosa do parágrafo acima.  O problema não é realizar fantasias e buscar o prazer, é querer extrapolá-los.

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Meses atrás eu fiz um post a respeito de como se tornar uma mulher ridícula na cama. Eu não iria voltar tão cedo nessa temática, mas é incrível como todo mês eu leio, ouço ou recebo nos comentários do blog alguma indicação de texto esdrúxulo sobre como “enlouquecer o homem”.

O que me deixa surpreso é que geralmente alguns desses textos são extraídos de best-seller. A mulherada compra adoidado e provavelmente deve bancar a ridícula entre 4 paredes. Penso em criar outro pseudônimo e lançar o livro “Saiba como amarrar seu homem na cama”. Ficarei rico e darei risada das trouxas que o comprarem.

Bom, dessa vez a leitora Dane me indicou um blog que publicou algumas dicas infalíveis extraídas de um desses livros pega-troxa. Antes de qualquer coisa, o blog é uma piada em todos os aspectos.

Está certo que o Manual não tem um exemplo de layout, mas olha isso aqui  o que é essa mulher fazendo um dengo vestida com a camisa de trabalho do marido? E a coluna “Dasabafando” que raios seria? Espero que seja só um “pequeno” descuido da blogueira.

Porém, o que vou comentar nesse post são as dicas infalíveis. Pegarei as melhores:

A deusa do chuveiro – Surpreenda-o entrando no chuveiro quando ele estiver tomando banho, usando uma roupa íntima de fino algodão ou uma camisola de seda. O tecido molhado e colante fará você se sentir sexy. Cafa > Se eu quero dividir o chuveiro, eu chamo minha namorada para me acompanhar e vice-versa. Esse lance de fazer surpresinhas no box não está com nada. Imagino se eu estou de costas pra entrada lavando a minha bunda e aparece minha namorada pagando de sensual, a Deusa do chuveiro virará a Aparição da Madrugada. E por favor, desde quando tecido molhado e colante vai fazer você se sentir sexy? Parece que isso foi tirado do quadro “Gata molhada” do Gugu.

Máscara – Pegue aquela máscara de carnaval e vá para a cama usando ela. Tal acessório dará um toque de mistério, de perigoso encanto e de devassa liberdade. Cafa > Hahahhahahahahaahha “perigoso encanto e devassa liberdade”. Eu choro de rir cada vez que leio essa expressão. Parece uma poesia vagabunda vendida em livro de banca. E que século essa senhora está? Quem aqui vai brincar o carnaval com uma máscara? Que viagem.

Beleza radiante – O poder atrai as mulheres, a beleza atrai os homens. Descubra então o que te faz sentir bonita e acende o seu brilho interior. Desta forma, quando conhecer e amar quem realmente é, você será mais do que bonita: emitirá esplendor – o magnetismo sexual feminino na sua forma mais potente. Cafa > Lendo nas entrelinhas a autora quis dizer “O cara pode ser feio, mas se tiver poder, as mulheres estão encarando” e no caso dos homens “A mulher pode ser uma ordinária, mas se for bonitona e gostosa, os homens estão encarando”. Pensamento tosco e simplista. “Quando conhecer e amar quem realmente é”….é o que?! Rico? Poderoso? Meu, olha esse final: “emitirá esplendor – o magnetismo sexual feminino na sua forma mais potente”  Não parece aqueles poemas bregas do Pedro Bial na eliminação de algum Brother?

Dirty dancing – É quase impossível que algum homem resista à combinação de roupas sexy e um bom rebolado. Usando um longo colar de pérolas ou um leque de penas como seu gatilho da paixão, deixe a sua dançarina exótica vir à tona de vez em quando para uma performance. Se você fica nervosa nessas situações, treine pela primeira vez em frente a um ursinho de pelúcia. Cafa > Cara, o que é isso “usando um longo colar de pérolas ou um leque de penas como seu gatilho da paixão”, eu morro de rir aqui, mas também morro de dó imaginando alguma coitada pelada com um colar de pérolas e um leque de penas ao melhor estilo puta dos anos 20 achando que está abalando.

Estrela pornô – Vejam um filme pornô juntos e depois assumam os papéis dos personagens na cena mais quente com o objetivo de reproduzi-la. Cafa > Olha, podem me chamar de quadrado e mocinha, mas eu acho extremamente tosco assistir filme pornô acompanhado. Mais ainda de querer imitar os personagens. Deprê. Aquilo ali é próximo de uma ficção, as mulheres são perfeitas, metem de ponta cabeça, não tem flacidez e estria, o cara é bem dotado e segura o gozo por horas. Esses filmes (quando muito) são pra assistir sozinho e ai buscar uma inspiração pra aplicar com o companheiro (sempre pautado pelo bom senso).

Inspire-o -  Em vez de querer que ele seja alguém que não é, inspire-o a ser mais ele. Acredite no seu homem. Pressinta grandeza em seus atos. Seja tão feminina, tão linda, tão macia, tão sensível e inteligente que assim você acenderá o desejo dele para se tornar homem o bastante para te ganhar. Provoque a imaginação do seu companheiro, que conseqüentemente descobrirá maneiras originais de te agradar. Cafa > Seria uma dica interessante se a autora não se contradissesse com a penúltima dica. Antes ela fala para assumirem papéis, agora para que o cara seja mais ele?!

Com essas duas últimas dicas logo dá para perceber que as pessoas que escrevem esse tipo de asneira pouco se importam com o seu leitor e com o que escrevem. Cospem um monte de palavra bonita para florear um texto pobre, contraditório e repleto de lugar-comum.

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“A colher safada, a banana quente, lichias vaginais e pepino na fronha”. A primeira vista, e para as pessoas que beiram os 25 anos e normais, isso mais parece a maravilhosa cozinha da Ofélia na putaria. Mas não é. Essas anomalias estão presentes na matéria de capa dessa semana de uma revista destinada ao público feminino com o apelo de ser ‘o truque das mulheres mais ousadas do planeta’ (que ao meu ver deveriam ser ‘as mais ridículas do pedaço’ ou ‘tiazonas desesperadas fazem qualquer coisa pra sair da rotina’).

Talvez com o passar dos anos eu seja mais compreensivo, mas com 26 esse tipo de matéria soa como uma piada pra mim. Entendo e já vivenciei que a rotina é uma merda, que constantemente é preciso se reinventar e/ou procurar novas aventuras pra não se entediar do parceiro e da vida extraconjugal. Só que muitas vezes o bom senso e o amor próprio são jogados ao vento na tentativa de fugir da rotina. E essa matéria mostra muito bem como muitas mulheres viram uma piada ao procurar inovar no seu relacionamento e fazer as coisas mais bizarras e inimagináveis.

Eu não gostaria de repetir esse tipo de post com pena das coitadas que se esforçaram pra fazer aquele traste barrigudo querer dar umazinha, mas eu não tinha como. A cada dica que lia lágrimas caiam do meu olho e como meu blog não visa passar a mão na cabeça das mulheres, vou colocar as mais grotescas.

1-) “Algemei meu amor na cama durante a noite. Quando acordou, passou o dia fazendo todas as minhas vontades em troca da liberdade”. Cafa > Essa tática eu renomearia como a Tática do Desocupado. Imagino domingo a senhora cafa me algemando na cama e em plena segunda-feira, cheio de reuniões eu acordando com ela de galhofagem fazendo doce pra me soltar, ou pior, em pleno sabadão louco pra tirar o mofo da semana e preso dentro do quarto.

2-) “Ficamos nus e brincando de gato mia. Meu amor me achou ronronando ao lado da churrasqueira”. Cafa > Meu deus. Eu não consigo imaginar essa cena patética. O cara com o pau meia bomba e a bunda de fora procurando uma gata travessa. Quando ele a acha, ela começa a emitir ‘rom rom rom rom´s’.

3-) “Preparei um autêntico Ceviche, um prato peruano, e me vesti de deusa inca, com cocar e mantos coloridos. Por baixo da fantasia nadinha” . Cafa > Ai. Eu imagino essa entidade entrando no quarto. Isso nada tem de sensual, é assustador. Se ela resolvesse bater um tambor, mais pareceria um ritual de umbanda.

4-) “Reproduzi o clipe Boys da Sabrina, nas piscina do meu prédio. Com a câmera, camiseta branca molhada e tudo”.  Cafa > Tudo menos o bom senso, né? Ai depois algum condômino filma esse circo, joga na internet como a maluca-topa-tudo-do-prédio e a mulher vai reclamar que invadiram sua privacidade.

5-) “Ele era louco pela Angélica. Fiz um pinta na coxa e o chamei de Luciano Huck”. Cafa > Nossa. A auto-estima da nossa amiga está no mesmo patamar que a carreira do Cesar Filho. Se um dia eu tivesse que imitar o Gladiador para deixar minha namorada com tesão, seria o momento de eu rever minhas atitudes como homem e o meu relacionamento no geral.

6-) “Adicionei um tempero brasileiro na transa: Joguei caldinho de feijão morno no peito dele”. Cafa > É. Se eu fosse o cara eu entraria nesse clima romântico. Enfiaria um torresmo no fio-o-fó dela e uma couve na periquita.

7-) “Copiei uma cena do filme Cidade de Deus: banana quente nela. ui!” Cafa > Para essas mulheres que gostam de seguir tudo o que veem por ai eu sugiro uma tática infalível, põe uma luva de borracha na cabeça, enfia um espanador no fio-o-fó, fica rebolando e sai gritando cocó pelo quarto. Essa é a dica do cafa, pode seguir que é batata.

8- ) “Furei uma laranja e encaixei no pênis do meu amor. Ai, era só espremê-la devagar e beber o suco”. Cafa > Meu, imagino a cena ridícula do pau do cara parecendo que está com um vestidinho verde com pano de forro laranja.

9-) “Na academia peguei uma corda e sugeri ao meu noivo usarmos de jeitos ousados. Testamos nossa criatividade a noite”. Cafa > Juro que eu não consigo imaginar a criatividade e o barato de usar uma corda na hora do sexo. Será que eles conseguiram transar pulando corda? Será que cada um enfiou em um buraco e ficaram brincando de rodar? Será que ela ficou passando a corda entre as pernas achando que esse método higiênico é excitante? Quantas dúvidas.

10-) “Depois da crise financeira, sexo só de luz apagada e com brinquedos que temos à mão: gravata, legumes, lenços…” Cafa > É…essa ai mostrou que possui o intelecto de uma ostra em coma. Seu engajamento na luta contra a crise financeira me deixou arrepiado. E que porra é essa de usar gravata, legume e lenço? Leitora, onde você enfiaria uma gravata? E um lenço?! Bom, ao menos o legume a garota do tópico 6 saberia dizer.

Eu poderia me estender aqui em mais umas 700 asneiras que li na matéria, mas não é essa minha intenção (talvez eu recupere algumas nos posts categorizados como “Rapidinhas do cafa”). Só gostaria de pontuar aqui que realmente é preciso inovar para que o relacionamento saia da rotina, mas a solução não está em uma matéria tão tosca como essa.

Talvez, o Juca da Feira ache o máximo ver sua mulher com uma banana enfiada na bunda na hora do sexo, mas isso não representa nem 0,01% do universo masculino. Ao invés de usar uma revista, use o bom senso e o cérebro. Já é um bom começo.

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É constante o número de reclamações / questionamentos que recebo no cafa responde de mulheres insatisfeitas com o desempenho sexual do parceiro e com a falta de sintonia na cama, quando na verdade a maior dificuldade que elas possuem é em entender como seu corpo funciona e descobrir o que lhe dá prazer.

Tá, isso parece papo de psicóloga sexual tiazona que escreve uma coluna na Revista Marie Claire, mas eu concordo com a essência do problema. As mulheres foram criadas em torno de tantos tabus e machismos que boa parte acha que se masturbar é coisa de vagabunda ou de mulher desesperada. Ficam com vergonha de explorar seu corpo sozinha e com o parceiro por ter uma vergonha idiota.

Digo isso, pois algo curioso ocorreu essa semana e me fez lembrar do assunto. Como vocês podem ter visto, desde semana passada está sendo veiculado no blog um anúncio do KY no canto lateral direito do blog anunciando uma promoção da marca. Desde domingo umas 3 leitoras vieram me perguntar no MSN se eu tinha autorizado essa propaganda ou se tinha sido algo imposto pelo Google no Adsense. Falei que eu tinha autorizado e ai surgiram alguns comentários meio absurdos do tipo “Você não acha isso uma coisa de mau gosto?”, ou “Esses cremes são meio nojentos” ou pior “Cafa, isso não é creme de bicha? O que está fazendo no seu blog?”. Fiquei meio abismado com o preconceito e falta de informação destas leitoras.

O principal mito é esse último argumento que gel lubrificante só deve ser utilizado por gays ou pra quem quer fazer sexo anal. Claro, confesso que meu primeiro contato com um KY foi pra fazer sexo anal (antes que surjam as piadinhas de alguns leitores do blog, foi com uma garota que usei) e posso dizer negócio vai que vai. Porém, ele já serviu algumas vezes em mulheres que possuem pouca lubrificação vaginal. Pra ser mais exato, conheci duas mulheres assim.

Uma delas foi bem interessante. A garota era um caso das antigas. Uma colega de faculdade que depois de formados acabou virando um lanchinho na minha adormecida geladeira. Percebi na primeira transa que a garota não ficava ‘molhada’ (como gostam de dizer os tiozões) e como todo homem preocupado em corresponder às expectativas, ficava grilado achando que eu não estava proporcionando tesão suficiente para satisfazer a garota. Um dia, depois de muita intimidade atingida e Cabernet Sauvignon na cabeça, ela me confessou que não sabia o que era um orgasmo. Nem preciso dizer que o cafa sentiu sua masculinidade ir ao chão que nem a moral da nossa colega Damares do post passado (#vaidamares).

Dias depois e pensando mais racionalmente, logo me liguei que naquela secura toda, um objeto cilíndrico emborrachado dificilmente faria a garota sentir algum prazer. Foi então que numa bela noite resolvi utilizar a tática da minha ex do creme exclusivo e aproveitar o tubinho de KY que eu tinha guardado na gaveta para usar com a garota. Foi bom por um lado e ruim pelo outro.

Foi bom porque a garota virou um bicho na cama e pelo visto gozou umas 3x (e cá entre nós homens, fazer uma mulher ter orgasmos múltiplos é como ganhar aquelas medalhinhas vagabundas de ‘ouro’ quando se é criança). Porém, o lado ruim sempre consegue detonar o bom. Já dizia o meu tio fanchona, “Cafa, amor de pica, quando bate fica”. Imagina uma coitadinha que nunca gozou de repente ter vários orgasmos numa noite só? Virou um grude sem tamanho e quando começou a torrar minha paciência e querer demarcar território no Orkut, tive que dar a sumidinha básica. Ela deu uma surtada, mas deve ter se recuperado.

O que quero passar aqui é que antes de ficar apontando culpado, dizendo que os homens estão frouxos, que não encontra ninguém com química e blablabla, olhe melhor para o seu corpo e veja se o problema não está em você. E não digo os de fator físico, mas sim e principalmente os psicológicos. Não estou chamando ninguém de maluca, mas dando um toque para tentar se desprender de alguns tabus e ter uma vida sexual mais saudável.

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p.s. Antes que perguntem, o próximo post será sobre namoro. Não esperem fofurice.

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É comum na maioria dos posts que vocês lêem aqui no blog o cafa mencionar algumas peripécias sexuais com sucessos, derrotas e passagens curiosas. Porém, é incomum aparecer nelas menção às formas de prevenção a doenças sexuais. Não o faço não por ser promíscuo, mas simplesmente porque esqueço ou acho que ficaria parecendo aquelas inserções forçadas de responsabilidade social que a Globo costuma fazer na novela das 8.

Só que lendo a história que a leitora Darcília enviou para a coluna, vi que vale a pena tocar nesse assunto. Por isso, hoje a Sexta das Leitoras será um pouco diferente. Vamos a história:

“Um “belo” dia Fulana foi ao médico, porque sentia dores intensas na região da garganta e do estômago, coitada estava pálida e suando frio .Nós as amigas estávamos crente que era uma gripizinha ou uma virose qualquer ( já que a Fulana sempre foi muito dramática ) e combinamos um cineminha pra mais tarde .

Ela não apareceu, não ligou e nem uma mensagem no celular deixou. Ficamos preocupadas e resolvemos passar na casa dela. Chegando lá sua mãe abriu a porta não tão amistosa como sempre e disse que ela estava no quarto. Coitada da Fulana, estava em prantos amuada na sua cama.

Eis que vem o resultado.

Éramos em 4, ela era a que namorava há algum tempo, sendo todas ainda virgens (detalhe, tínhamos 17/18 anos, prestes a entrar na faculdade). Saíamos todos os finais de semana, baladeiras de plantão, porém selecionadas, é claro.

A nossa amiga que namorava começou a ter a necessidade de agradar mais o seu namorado que por sinal a conheceu em uma dessas baladas.

Era um cara de 22 anos que já estava reclamando de ficar só nos amassos. Claro, ele já não era mais virgem. Com isso ela passou a procurar jeitos de agradá-lo sem se entregar por completa.

Entre um amasso e outro ela resolveu surpreendê-lo e caiu de boca no meninão, bem avantajado por sinal. ha ha ha ! Ele ficou louco e então passaram a fazer com muita frequência.Normal até aí, pra casais de hoje .

Só que depois da ida ao médico, não era mais normal…
Ao examiná-la ele constatou que ela estava com Gonorréia em estágio avançado na garganta. E é claro teve que comunicar à sua mãe (a tia Berenice tinha a ilusão de a filha ser virgem), pois ela era menor de idade. Aos nossos olhos, ela era virgem só que a mãe dela não pensava assim.

Agora com essa história eu queria apenas refletir sobre dois pontos:

-Porra, fazer oral com camisinha é uma porcaria não acha?
-Só que não dá pra ficar acreditando em qualquer um que se encontra na balada, pois foi o garanhão da madrugada quem transmitiu a doença e saiu ileso.
Detalhe, depois de ficar sabendo que ela estava doente ele nunca mais apareceu. Legal né? Idiota!

 Quem será mais idiota na história, o garanhão bichado ou a gargantorréia?

Concordo quando a Darcília fala que oral com camisinha é uma porcaria. Aliás, nunca ouvi de nenhuma garota que eu fiquei o pedido pra que eu colocasse a camisinha antes dela chupar.

As pessoas acham que só porque é difícil ou praticamente impossível pegar Aids no oral, é motivo para caírem de boca por ai em qualquer bodega. A hepatite C, gonorréia, sífilis, herpes, etc são mais fáceis de pegar que a Aids e podem acabar com a pessoa, seja fisicamente ou moralmente (como foi o caso da gargantorréia). 

Não queira dar uma de médica e achar que só porque o pirulito do cara está com um aspecto bom, ele não está podre por dentro. A Gonorréia, por exemplo, não é visível por fora, mas lá dentro do piu-piu está tudo cheio de pus e podre. E ai você acha que é o maior barato chupar o carinha, enquanto está engolindo uma cacetada de vírus  bactéria garganta adentro.

E ai vão me perguntar “ai cafa, então só posso fazer oral depois de casar?!”, claro que não! Oral é ótimo de fazer e receber, mas ele é requer muito mais intimidade que a penetração em si. Se você não tem intimidade com o carinha, tem 3 opções, ou chupa a bala com o papel, ou pula a preliminar e vai logo para o prato principal ou corre o risco de ganhar uma bela zica na boca.

No começo do blog eu postei um vídeo sobre uma campanha em prol da camisinha muito bacana. Infelizmente, depois de um tempo o vídeo saiu do ar. Porém, hoje consegui encontrar outra versão. A trilha sonora é ótima e o roteiro muito bem produzido. Vale dar uma olhada:


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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

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As leitoras de primeira viagem (vulgo paraquedistas) ou que escutam falar do blog devem pensar que eu me acho “o” pegador, que nunca levei fora e que desde pequeno sempre fiz sucesso com as mulheres. Porém, quem é leitora de longa data ou que já leu todos os posts sabe muito bem dos apuros que passei e dos foras que tomei ao longo destes anos. A bem da verdade, eu deixei de ser aprendiz e virei cafa pra valer após o meu segundo namoro. Foi a partir dele que comecei a ver as mulheres com outros olhos, repensar minhas atitudes e evoluir como homem. O ponto de virada foi a primeira vez com a minha ex e serve de lição para os leitores que vivem a mesma fase que eu vivi e para as leitoras que tiveram uma primeira vez desastrosa.

Até começar a namorar minha ex eu era um desastre na cama. Todo nervoso. Ou o troço não subia ou gozava rápido demais. Chegava a ponto de nos amassos com uma garota no carro fingir que meu celular tinha tocado disfarçando que alguém tinha me chamado para dispensá-la, pois o amigão não correspondia. Só que chegou o belo dia em que eu transaria com a minha ex na casa dela e eu não tinha como arrumar subterfúgios caso o camarada não engrenasse.

Bom, no dia em que ela me convidou pra assistir um filme em sua casa (trocando em miúdos, dar umazinha), eu tinha o casamento de uma prima. Não preciso dizer o quão nervoso eu estava e não era pra ver minha prima de véu e grinalda. Não parava de pensar no meu desempenho sexual e na possibilidade de falhar sem ter uma rota de fuga convincente. A alternativa foi encher a cara no casamento pra tentar chegar desinibido e deixar as encanações de lado. Péssima escolha.

Chapado e achando que não estava bem suficiente pra “comparecer” com a garota, sai do casamento e antes de ir pra casa da minha ex, resolvi ir até a farmácia comprar um remédio pra impotência. Péssima escolha [2].

Chegando no apto dela, a garota tomou um susto. Eu estava crente que dormiria lá, cheguei com o terno todo troncho, com a cara torta de bebida e uma sacolinha de supermercado na mão com roupa de dormir. A garota já me deu uma excelente boas vindas dizendo que eu não dormiria lá e pra eu tomar banho e tirar o cheiro de budum que estava. Depois do banho, eu tomei o comprimido. Porém, não podia jogar a cartela no lixinho do banheiro com risco de alguém vê-lo lá dentro, acabei embrulhando-o e joguei na descarga. Péssima escolha [3]. A descarga da garota era daquelas porcarias com caixa d’água que ao menor cocô mais denso ou papel mais volumoso entope. O embrulho não entupiu, porém não descia de jeito nenhum, tive que pescá-lo com a buchinha de limpar privada, jogá-lo no cesto de lixo e colocar um bolo de papel por cima para que ninguém visse a cartela.

Um pouco mais sóbrio, começamos a assistir o filme. Lá pelas tantas rolou uma pegação intensa e o negócio subiu meia-bomba. Fiz um esforço absurdo para manter a concentração e acabou ficando 100% rijo. O babaca não contente em fazer o arroz com feijão, foi querer inventar de fazer sexo em pé colocando a garota de frente pressionada contra a parede. Estava dando certo até aparecer a cachorra dela e ficar pulando na minha perna. Eu tentava empurrar a cadela pra longe, mas ela voltava destinada a tentar entender o que passava com sua dona que não estava acessível no chão. Foi então que eu recebi uma bela lambida no saco. Parece mentira, mas juro que rolou. Eu não sabia se dava risada ou se saia correndo lavar meu saco. Acabei brochando. Preferi omitir o motivo real, falei que estava cansado e fui pra minha casa completamente derrotado.

Acordei com uma ressaca terrível. Não apenas física (essa da pra tirar de letra) , mas moral. Me sentia um incapaz e amador. Porém, a atitude da garota foi muito bacana. Ao invés de sumir do mapa ou de vir com palavras consoladoras que só pioram o fato consumado, no dia seguinte ela disse que curtiu as partes que deram certo e que poderíamos tentar outro dia com mais calma, com apenas uma condição, que eu não bebesse. Com mais confiança e sabendo que não estava sendo avaliado (pelo menos conscientemente), as vezes seguintes foram só alegria e ai começamos a namorar.

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Ao folhear algumas revistas femininas e pelos comentários de algumas leitoras no blog, vejo que muitas mulheres possuem problema de “timing” em um relacionamento. Esse problema aparece em várias circunstâncias, desde as mais banais como se trocar pra sair (eu não podia perder a piada) até as mais “sérias” como mostrar que está a fim de engatar algo sério com o carinha (tema do último post).

Entre essas dúvidas temporais, há uma bastante recorrente: “quando devo transar com o carinha?”. Bom, eu acho que isso é uma decisão bastante pessoal e que cada uma deveria saber o seu tempo e quando se sente confortável para se permitir (ficou meio mãe, mas não encontrei algo melhor).

Só que muitas mulheres levadas pela emoção e pelo momento, transam com o cara e depois ficam chorando pelos cantos arrependidas (seja porque foi uma merda ou porque foi ótimo, mas o cara sumiu). Por outro lado, há aquelas que desconfiam de todos os homens e ai acabam virgens com 30 anos porque nunca transaram ou porque voltou a fechar devido a falta de uso (por favor, é uma piada).

Esse tema veio em mente depois do relato de um amigo meu neste fim de semana.

O cara é muito desencanado de namoro e sempre diz que não vê mal algum em ficar velho e sozinho (ele pensa um pouco igual a mim, mas com uma veia mais radical). Todas as garotas que ele fica, acha um defeito e desencana de assumir algo sério (ele não é adepto do conceito da geladeira). Porém, há um mês meu amigo conheceu uma garota numa boate em BH e bateu a paixonite nele.

Já em São Paulo, ele veio me contar todo feliz que tinha conhecido uma garota bem bacana, inteligente e que rolou química, porém, ela não transou de primeira. Eu fiquei com o pé atrás desse affair, porque eu conheço bem o meu amigo e sei que aquilo não duraria uma semana. Mas, para minha surpresa duas semanas após o encontro ele foi até Minas ver a garota novamente. Gastou uma boa grana, fez um passeio cultural durante o dia, levou a garota num bar chique e caro na cidade e a noite…não rolou nada. Ele voltou indignado, não tanto pelo fato de ter gastado dinheiro, mas porque foi bem educado, a tratou bem e em troca ganhou um beijo na boca. Após o ocorrido, disse que não pisaria mais os pés em BH. Nem precisou.

No fim de semana seguinte a garota veio vê-lo em sampa. Como bom amigo e xereta que sou, combinei com ele de fazermos algum programa de casal (antes que esse assunto domine os comentários, ainda não estou namorando). Bom, minha opinião como amigo e homem é de que a garota mais parecia a tia Iemanjá (com uma cara cansadinha e um vestido turquesa longo horroroso), porém se ela o faz feliz, tem o meu apoio.

Isso foi uma sexta-feira. Dia seguinte liguei para saber do ocorrido e como ela dormiu na casa dele, achei que a putaria tivesse rolado solta, maaas….não rolou nada. Ele disse que a garota falou que ainda era cedo, pra esperar um pouco (detalhe, não rolou nem um oral). Ele apostou a ficha no sábado.

Sábado ele resolveu fazer um programa a dois em um restaurante bem requintado aqui em São Paulo, os famosos “abre-pernas”, pois a garota fica babando pela suntuosidade e pompa do lugar e acaba cedendo. Porém, meu amigo tentou mais uma vez e…nada. Me ligou domingo puto da vida mal dizendo a garota e que tão cedo não se envolveria com alguém.

No caso dele, minha aposta é que foi acometido pela Sïndrome do Bom Partido. A garota foi querer pagar de santa achando que assim ele poderia ter uma boa impressão dela e ai a pediria em namoro.

Como eu disse, cada mulher deveria saber quando seria a melhor hora pra transar com um carinha, porém como eu sei que essa resposta não vai resolver o problema, darei meu ponto de vista analisando 3 grupos distintos de mulheres:

Virgens – Esse é o grupo mais delicado, pois geralmente a garota não possui experiência de vida suficiente pra entender o sexo masculino e acaba caindo no papinho furado dos garotos da sua idade (com aquele velho jargão: “Você não gosta de mim, é?”). Ai a boboca fica cheia de pena e culpa, resolve liberar pro cara, a transa é uma porcaria, ele não tem paciência, ela se machuca e fica encanada pensando que fez algo errado e pronto! Anos para se recuperar e aprender que sexo é ótimo (quando bem feito). Na minha opinião, nem sempre é necessário estar namorando para perder a virgindade. As pessoas apregoam isso, porque se subentende que um namorado vai ter paciência e tratar a garota com carinho. Porém, nem sempre isso ocorre. O importante é sacar que o cara não está só com você pra te comer, mas que demonstra preocupação contigo em diversos momentos (sejam eles ruins ou bons).

Mulheres que procuram curtição – Tem mulheres que estão desencanadas de namorar e que são adeptas do lema quanto mais melhor. Nada contra, a periquita é sua e você faz o que bem entender com ela. Porém, se você pretende sossegar o facho algum dia e engatar um namoro, é bom tomar cuidado com os caras que costuma sair. Para mulheres que buscam somente one night stand, o ideal é sair com homens que não fazem parte do círculo de amizade. Pois não tem jeito, homem gosta de contar pro amigo que comeu aquela fulana que eles conhecem, só que esse amigo vai contar pro seu outro amigo, que vai contar pro melhor amigo dele (que também já transou com você) e ai todo mundo está sabendo seus casos (inclusive aquele primo do seu amigo que você achou uma graça). Por isso que os homens de balada são os ideais para as mulheres que buscam curtição, pois dificilmente são do círculo de amizade e ninguém vai fofocar o ocorrido.

Mulheres que procuram namorar – Todo homem que se preza ao ficar com uma garota tem um objetivo bem claro em sua cabeça, levá-la pra cama. O freio quem coloca é a mulher. E se o cara curtiu ficar com a garota, não vai ser porque ela não liberou de primeira que ele vai desistir e partir pra outra. A gente está louco pra transar, mas valorizamos muito mais aquela que atiça e não libera de cara as que já queimam a largada e vão pra cama direto. Se o cara não te procurou depois só porque você não quis dar de primeira, das duas uma, ou ele não te curtiu ou não dá a mínima pra você. No caso do meu amigo citado acima, a garota perdeu completamente o timing pra liberar (somado ao fato que ela é quase uma balzaca), não tem homem apaixonado que aguente tamanha enrolação.

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No domingo a tarde decidimos ir novamente para a praia das baixarias, mesmo por que na praia que estávamos hospedados não tinha viv’alma na areia durante o dia. Claro, a bem da verdade não tínhamos engolido a nossa timidez do dia anterior e voltamos pra ver se as garotas da casa ainda estavam lá. Nada.

Em compensação (ou não), estávamos andando pelo calçadão da praia e na nossa direção vinham duas mulheres, uma era fantástica e estava tomando Sprite. Tomei fôlego em superar o trauma timidez-ébrio-localaberto e lancei um rápido e quase inaudível “que sede hein” (sim, é brega e caminhoneiresco, mas não surgiu nada melhor). Pra minha surpresa e certa apreensão, ela respondeu “Quer um gole?”. Ai o espírito cafa desceu e eu disse que sim, ela me ofereceu a latinha e dei um gole. Ela virou pra ir embora, mas eu pedi um beijo dessa vez (e a timidez latente). Ela deu no rosto e se virou. Fui além e com muita audácia pedi um selinho. Ela deu na minha boca e se virou novamente. Ai a timidez estava disputando uma batalha terrível com o espírito cafa e creio que o meu “agora de língua” saiu inaudível e sem poder de persuasão. Tentei me enganar dizendo aos meus amigos que eu tinha me recuperado da ressaca moral do dia anterior por ter chegado na garota mesmo com a timidez-ébrio-localaberto. Eles como sempre me apoiando disseram que eu poderia tê-la beijado. Bacana.

Chegou a noite. Nesse dia em específico a festa seria apenas na rua. Eu estava um exu solto, não vou entrar nos detalhes de tudo o que eu e meus amigos aprontamos, mas cometi uma gafe com uma garota que meu amigo estava que fez com que eu decidisse ligar para o meu contato da noite anterior. Ela atendeu e muito feliz foi ao meu encontro.

Hora de partir pro ataque. Depois de um tempinho ficando eu falei pra ela que precisava trazer meu carro para mais perto do lugar que estávamos e pedi que me acompanhasse. Ela hesitou, manifestou certa preocupação, mas foi indo. Quando estávamos perto do carro ela veio com a estratégia da falsa santa “Ai, o que eu vou fazer no carro com você?”, eu disse que era apenas para me acompanhar, que não gostaria de me perder dela. Ela entrou. No carro já começou uma pegação forte. De repente ela parou e novamente veio com ataque de falsa santa e com perguntas retóricas “Você acha que eu sou como essas dai? Acha que dou pra qualquer um?”. Respondi o que ela queria ouvir e retomamos os amassos. Quando a coisa estava ficando séria, ela insistiu que não daria dentro de um carro. Foi então que eu disse pra gente voltar, mas fui em direção ao hotel que estava. Ai começaram as trapalhadas.

É sabido que em quase todos os hotéis é proibido entrar com “acompanhante” no quarto. Como era um hotel mais casual e com a recepção longe do quarto, achei que passaria despercebido. Porém, ao chegar ao portão de entrada quem eu encontro? A dona. Foi um constrangimento a parte. Pelo menos a garota que eu estava não tinha cara de vagaba e creio que por isso a mulher não fez caso. O problema é que meu amigo tinha perdido a chave do nosso quarto no dia anterior e eu tive que pedir pra dona abrir a porta. Me senti num drive-in esperando que o funcionário abrisse a cortininha para eu entrar com meu carro. A única diferença é que estávamos todos visíveis.

Retomamos os amassos no quarto (eu torcia pro meu amigo não chegar, pois não tinha como trancar a porta). Quando eu já estava em ponto de bala, cadê a camisinha? Bateu o desespero, não a encontrava. Revirei em tudo quanto era lugar e finalmente encontrei uma perdida num bolso externo da mala. O problema é que nesse interim, andando com a bunda a amostra e no frio do ar condicionado, o amigão ficou meia bomba e colocar a camisinha em picolé de frapê não rola. Pedi pra garota ajudar com a boca, ela disse que não curtia oral (¬¬’). Tentei retomar os amassos, mas o bicho ainda tava com 80% da capacidade depois de tantas adversidades. Ai nesses casos a melhor posição pra retomar a potência é a mulher por cima sentando até o útero. Só que a bonitona não deixava eu ficar com a perna aberta, insistia pra fechá-las. Uma coisa ridícula e desprazerosa. Foi então que ela pediu que eu a pegasse de lado, pra quê? Não sei o motivo, mas essa posição é a vilã das brochadas, fiz um esforço descomunal pra ela chegar lá, quando percebi que tinha rolado (ou não), ai não dava mais jeito ou tirava meu amigão daquele buraco ou ia perder a camisinha lá. Pra não sair de mãos abanando, pedi para ela retomar na mão. Só que ai não tinha camisinha, tive que ficar na mão literalmente, mas cheguei lá. Nos vestimos, fomos embora e sumi do mapa para aquela garota.

O restante do carnaval foi normal, sem grandes aventuras ou histórias. Meu único arrependimento foi que após uma bebedeira senti saudades de uma garota que estou ficando aqui em sampa, mandei mensagem e pelo jeito não pegou bem. Acontece. E viva a ressaca pós-carnaval.

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