Sempre que vejo nas bancas revistas femininas com títulos como: “100 formas de trepar na árvore”, “20 dicas para dar de ponta cabeça”, “10 frutas para se masturbar” entre outros temas apelativos, dois sentimentos passam por mim. O primeiro é uma natural repulsa pelo editorial da revista que vende uma fórmula barata para enganar mulheres desesperadas em agradar seu homem a qualquer custo. O segundo é uma mescla de pena com raiva por uma mulher dessas ter um senso crítico de uma lagosta e acreditar que fazendo malabares na cama vai recuperar um relacionamento deteriorado por n fatores que um boquete gelado não recupera.
Posto isso, semana passada recebi dezenas de solicitações para emitir minha opinião sobre uma matéria recente da Nova, “30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos!)“. Na hora me veio a mente a música do Claudinho e Bochecha sobre controlar o calendário sem utilizar as mãos (uma façanha, não?). Passado o susto inicial, me deparei com uma matéria com algum conteúdo útil e muita porcaria. Vamos às principais dicas ruins:
> Enrole o cabelo no pênis dele e puxe os fios para cima e para baixo. Ele nunca mais vai se esquecer dessa sensação – Nem ele, nem você, né? Imagina enrolar o cabelo na piroca e depois ficar puxando? Vai sair com a cabeça completamente dolorida. Além disso, imagina como não ficará o estado do cabelo depois de tanta hidratação peniana.
> Tire a roupa, deite-se em cima dele e coloque um vibrador entre vocês. Usando apenas seu corpo, faça o brinquedinho chegar até a zona sul – Não é possível que uma matéria como essa seja escrita por um heterossexual. Desde quando dá tesão sentir um pinto (ainda que artificial) entre sua mulher e você? Coisa escrota.
> Durante o sexo oral, coloque o pênis inteiro na boca e, depois, faça barulho de motor para criar vibrações – Cara, como assim a garota imitar o motor de popa de um barco com o pirulito na boca? É patético. Deve fazer cosquinha, mas é patético. Nesses casos é melhor deixar o cara de sobreaviso “olhe, vou fazer uma coisa ridícula, mas você vai gostar”. Ai sim.
> Quando estiver por cima, use um colar bem longo para fazer cócegas no peitoral dele – Pra que fazer cócegas no peito do cara? Se isso é um grande barato, melhor jogar pó de mico nele ou então pegar uma pena de pomba e ficar passando pelo corpo dele.
> Faça sexo como o cabelo encharcado e balance-o, deixando o rapaz molhado com os pingos de água – Não vi onde que está o tesão nisso, mas se for algo bacana, certifique-se que só há água no seu cabelo. Mulheres adoram passar um monte de meleca na cabeça e coloremes da vida não são nada bons melando a cara.
> Enquanto ele se masturba nos seus seios, use a ponta da língua para acariciar a glande – Isso aqui não tem nada de novo, é a famosa “espanhola”. Faltou uma ressalva, as mulheres não conseguem fazer isso com homens que tem pitoco. Nesses casos eu recomendo que você utilize uma língua de sogra.
> Puxe o pênis do seu amor e faça sexo oral nele por trás – Não pode ser verdade. Primeiro, puxar o pau pra trás só travesti e homem que esconde a cobra fazem. Outra, ficar com a bunda virada para a cara da namorada enquanto ela faz um oral no meninão é uma indiretinha pra tomar uma lambida na bunda.
> Na transa, quando estiver por cima, fique de costas para o gato e chupe os dedos do pé dele. A visão do seu derrière vai fazê-lo gemer – Sim, a visão derrière é bem bacana, MAS não saia por ai chupando dedos alheios. Você não sabe se o cara tá com fungo na unha, se tem frieira, se tá com pelão no dedo, enfim melhor chupar o pirulito a buscar Kinder ovo nos dedos.
> Masturbe-o colocando o pênis embaixo da sua axila. Ele vai adorar a alta temperatura – Aqui fica meu apelo. NÃO FAÇA ISSO. Que ideia imbecil é essa de enfiar o pau no suvaco? Chegamos ao absurdo de que mãos, boca, vagina, fio-o-fó não são suficientes para o prazer sexual. É preciso colocar o pau no suvaco, gozar na orelha, tomar uma chupada no rabo cabeludo para diversificarmos as posições. Menos inovação e mais bom senso, gente.
Ai para fechar a matéria eles dão alguns testemunhos super válidos de “homens” que resolveram inovar e se deram muito mal, coitados. Veja esse:
“Uma ficante se ofereceu para me masturbar usando apenas os pés. Adorei a ideia. Até sentir o calcanhar áspero da moça e ver seu esmalte todo descascado…”
O menine ficou enojada porque a garota tinha o calcanhar duro e o esmalte do dedão da unha do pé descascado. Ah pa porra, nego tá precisando de uma boa enxada pra ver se vira macho.
Para mim não era novidade que existisse algumas mulheres que nunca gozaram na vida. Porém eu acreditava que elas seriam cerca de 10%, mas com a enquete que fiz no blog, vi que o número chega a 30% (e considerando que a amostra abrange 8.000 leitoras, já é estatístico). Coisa pra cacete.
Não sou médico, sexólogo ou coisa do tipo. Falo sobre o assunto com base em experiência prática e observação e na minha cabeça nunca compreendi por que uma garota não consegue chegar lá. Falo isso, pois de todas as mulheres que conheci e gozavam, das duas uma, ou a parada era automática ou rolava um artifício.
A parada automática é o feijão com arroz. Você está ali no bem bom transando por um tempo e de repente começa a baixar o exu na mulher e pum! Gozou; Já a parada com artifício é necessário algum truque para que a garota chegue lá. E ai isso pode variar de mulher pra mulher, algumas só gozam de 4, outras só com oral, outras tomando tapa, algumas chupando o cara e sendo masturbada ao mesmo tempo e por ai vai.
Posto isso, retomo o raciocínio anterior, não compreendo como algumas mulheres não chegam lá. Mete a mão na amiguinha, fuça, veja onde que dá um arrepio, a intensidade que agrada, qual pressão, muita ou pouca fricção, enfim explora o negócio e tenha domínio dela. Como eu disse, talvez eu possa estar falando uma grande besteira e alguma coisa química ou psicológica (como repressão da família) evite que a garota relaxe e goze, mas na minha opinião é algo relativamente simples.
De qualquer forma, não gozar não é o fim e em alguns casos até garotas que gozam podem ter seus problemas sexuais. Foi o que aconteceu comigo dia desses.
Estava no final do expediente, morto de cansaço (pra variar) e desanimado por passar mais uma noite fria e sem companhia (minha geladeira estava indisponível). Já na saída do trabalho recebi um sms. Eu jurava que era mais um spam do Torpedão Campeão (que em um ataque estúpido eu aderi), mas não. Era um convite para uma noite de filme e vinho. Topei, pois era uma garota que rola um encaixe bom. Só que sempre rolava um lance estranho e que eu fui descobrir o segredo nessa noite.
O lance é que sempre quando ela estava por cima, no meio do bem bom, ela mudava de posição repentinamente e ia para alguma bizarra e pouco confortável. Dessa vez ia acontecer o mesmo e como estava pegando fogo o negócio e em um ritmo bom, eu travei a perna dela, comecei a estocar com mais força e rápido, de repente….shhhhh.
Não, ela não pediu silêncio e dessa vez eu não fiquei na paumolência (como disse uma fina e culta leitora). Simplesmente veio um riacho no meu colo. Fiquei meio sem reação. A primeira coisa que me veio à cabeça foi uma incontinência urinária, mas depois lembrei que algo parecido tinha ocorrido com a loirinha do parque, mas em bem menor intensidade.
Segundo a garota aquilo era um orgasmo múltiplo, mas até onde eu sei uma coisa não tem muita relação com a outra. De qualquer forma tive um mix de sentimento, um pouco de aversão por não possuir tanta intimidade com ela e estar naquela situação “todo babado” e um pouco de pompa por ter sido responsável por tamanha excitação.
Independentemente do que seja, a garota ficou bastante constrangida e ficou se desculpando toda hora. Fiquei com pena. Coitada das mulheres, quando não gozam reclamam e quando gozam em excesso, se constrange.
Enfim, gozar é bom pra cacete, mas não deveria ser o único objetivo para as mulheres. Mesmo para nós homens, as preliminares, beijos, pegação e o sexo em si são muito bons, o gozo é apenas o gran finale que dura lá seus 5/10 segundos.
Se ele fosse tão importante assim, todo homem ficaria satisfeito em gozar em 30 segundos de sexo. Sexo é como um bom jantar. A graça não está apenas na sobremesa. A entrada, a bebida, o prato principal e o clima são mais importantes que a sobremesa. Ela finaliza com chave de ouro um bom jantar, mas sem ela não se pode dizer que você comeu mal.
Hoje bati um papo bacana com uma leitora sobre sexo e acabei tendo a ideia para esse post de hoje. Calma! Eu não estava fazendo sexo virtual, nem com perversões online. É que as vezes há pequenos detalhes (e não estou usando duplo sentido) que fazem com que uma transa seja arruinada ou uma maravilha em instantes.
Por isso, resolvi compilar 5 detalhes importantes para que você não peque por besteira e consiga ganhar uns pontos com o bonitão. Segue por “fases”:
Masturbação não é tão simples assim – Masturbar um cara não é só fazer joinha pra cima e pra baixo. Altere intensidade. Se o cara estiver te masturbando também, acompanhe o ritmo dele, se começar a te tocar mais rápido, acelere. Isso mostra que vocês estão na mesma sintonia e que está curtindo o estímulo dele. Após um tempo batendo uma, um líquido começa a sair do amigão, passe o polegar (de leve) por cima da cabeça (não da sua) e o espalhe no mastro. Repita esse procedimento no máximo 3 vezes, mais que isso incomoda. Outra coisa, quando o beijo estiver mais intenso, pare de bater, apenas segure com uma pressão um pouco maior e quando passar a intensidade do beijo, volte a bater com vontade.
Oral não é só por o meninão na boca - Já fiz dois posts bem completos sobre isso. Porém, sempre é bom retomar algumas dicas. Um oral bem feito não se resume a esconder o membro do cara dentro da boca. O olhar, as bufadinhas, a respiração mais pesada no ato e o saco são coadjuvantes que fazem toda a diferença quando bem trabalhados. Porém, minha dica principal para não fazer besteira é tomar cuidado com os dentes. Eles são um dos principais responsáveis pelo oral ser uma merda. Podem ocasionar dois problemas, um no curto prazo e outro no médio. No curto, o cara não vai suportar de dor e irá te puxar lá debaixo para ir logo para a penetração. No médio você não tem ideia do que rolou, mas os homens sim. Basicamente, você não esconde o dente suficientemente e volta e meia um dentinho passa no meninão. Isso não dói, pois o conjunto todo está bacana. Só que essa porra vai esfolando. E ai só dia seguinte sabemos o resultado do desastre. Sexo mal feito dá para tolerar, agora oral e masturbação, não.
Demonstre que está curtindo o oral – Homens precisam de reconhecimento. Não no sentido de você ter que falar “Ai, como você foda”, “Incrível seu desempenho na cama”, quem precisa disso tem baixa auto-estima! O melhor reconhecimento vem por meio de gestos, de expressões. Por exemplo, em um sexo oral, demonstre que está bacana. Quando ele acertar na chupada ou fazer algo prazeroso, corresponda com gemidinhos ou bufadinhas, deslize a mão pela cabeça dele e aperte o cabelo de leve. Você pode ter seu momento de múmia que fica mudinha para curtir do seu modo, mas não se esqueça que tem alguém ali embaixo preocupado em te agradar.
Passar a mão no saco por cima – Tai uma coisa muuito boa e que poucas mulheres que conheci fazem. Quando você estiver por cima do cara, leve a mão lá pra baixo e passe a massagear o saco dele. A sensação é ótima. Apenas dois cuidados aqui. Um, tome cuidado ao colocar a mão para não calcular errado e tocar um lugar errado. Dois, isso é algo que mulheres mais experientes fazem. Há o risco de você passar a impressão para o cara que tem mais horas de cama que urubu de vôo (o ideal é passar esse post para o cara para tirar possíveis desconfianças )
Vai gozar? Então demonstre! – Não é tão fácil assim saber se a mulher chegou lá. Se você não sinalizar de alguma forma, o cara não vai ser obrigado a saber que você já chegou lá e ai ou vai ficar esperando você conseguir ou vai ficar encanado por não ter conseguido fazer com que você goze. (aliás, fiquei surpreso com o resultado da enquete ao lado. Estou pensando em um post a respeito)
Semana retrasada eu gravei um podcast sobre sexo intermediado pelo pessoal do Jovem Nerd que contou com uma caralhada de blogueiro para falar sobre relacionamento, sexo e etc. Minha participação foi mega ultra blaster especial. Quem quiser ouvir minha linda voz vai ter que procurar pelo easter egg.
Definitivamente eu prefiro escrever a falar sobre sexo.
Se há algo que pesa muito em um momento pós-namoro é o entrosamento sexual. Difícil saber do que a pessoa que você meio que acabou de conhecer gosta. Você faz algumas suposições com base no perfil dela, mas às vezes pode errar e ai rola aquele desconforto e frustração. Como saber se é pra bombar rápido, se é pra ficar mais lento, se ela gosta de tomar tapa, se gosta de algo mais romântico? Não dá pra fazer uma entrevista durante a foda. Essas coisas você só consegue acertar com convívio e intimidade. Raras vezes a primeira vez é perfeita.
Maaas, se por um lado há o cuidado em não tornar a foda um talkshow, há mulheres que perdem a mão e viram verdadeiras narradoras de foda a ponto de dar vontade de enfiar uma meia (ou outra coisa) dentro da boca da pentelha.
Eu não sei da onde vem a referência para essas mulheres acharem que é prazeroso ficar como uma matraca na cama. Suspeito que seja de filmes pornôs, que fazem um belo desserviço para as pessoas que estão iniciando a vida sexual. Ainda faço um post específico sobre isso, mas quem achar que aquele teatro possui o script da transa perfeita, precisa abrir um pouco mais a cabeça.
Esse assunto veio a tona após duas situações. Uma, obviamente conheci uma matraca; duas, ao compartilhar a história com o meu amigo não sobraram causos (e risadas) para exemplificar esse mal.
A garota em questão tinha o disco arranhado. Era uma narradora de duas frases, só sabia repetir “faz gostoso” e uma que me incomodava demais, pois me remetia ao Chaves (e o rosto dele vinha na minha mente), a frase profunda “isso, isso”. O primeiro “faz gostoso” já pintou quando empacotei o meninão e suspendi a perna da garota e o “isso isso” quando penetrei. Eu tentei fingir que não escutei para não broxar. Até que deu certo, mas logo depois tomei um combo de faz-gostosos e isso-issos e tive que me concentrar pra gozar logo e me livrar daquilo. Essa pelo menos não cantou quando terminei.
Meu amigo contou umas boas também. Disse que a que mais incomoda é o “goza gostoso” . Concordo. Porra. Qual a finalidade de falar isso? Dá vontade de responder, “Não, não quero que seja gostoso” ou então “Ufa, ainda bem que você falou, já ia me esquecer de gozar gostoso”. Há também aquelas que gostam de pedir feedback, “E ai, tá gostando?”, “É bom me comer, é bom?”. Aff. Isso sem falar daquelas que incorporam uma criança safada, fazem voz de bobo e usam expressões no diminutivo “humm..qui gostusinhu”, “Come minha b*tinha”, “Ai queridinho, ai queridinho”. Aff[2], deixa eu parar por aqui porque dá vergonha até de escrever isso.
Veja bem, antes que eu seja atacado por alguma narradora ou narrador, não prego aqui a uniformidade de opiniões, gostos e atitudes. Emito opinião com base no que eu considero o bom senso e nas experiências que tive. Deve ter homem que curta mulheres matracas, só garanto que não é a maioria.