Eu não queria sair semana passada. A minha ideia, na sexta feira, era chegar do trabalho, matar umas 4 horas de Direito Penal e Processo Penal para o concurso que quero passar, dormir cedo e no sábado começar a estudar igualmente cedo. Meu planejamento estava indo muito bem até às 22 e alguma coisa. Mas para quem tem amigos malucos é muito difícil ficar parado em plena sexta feira. A campainha do meu apartamento toca, eu abro a porta já puto com o porteiro que não avisou no interfone e me aparecem 2 FDP já me apressando para tomar banho e me arrumar, pois íamos sair para comemorar o término do namoro de um deles. Se tem uma coisa que aprendi com meus amigos é não discutir quando os caras estão pilhados, pois se eu fizer isso não terei paz por um bom tempo.
Depois de tomar banho e me arrumar em tempo recorde, partimos para a Casa da Mãe Joana, uma Cervejaria em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal. Sexta feira, em Brasília, o pau que quebra é Sertanejo. Se o cara não souber dançar tá enrolado. Ao chegar, já fui recebido ao som de ” Bebendo, Cantando e Chorando num bar “. Para minha surpresa, o lugar estava lotado de mulher bonita e gostosa e isso me deixou mais animado.
Meu brother, ao avistar uma menina que tive um rola uma época, veio encher meu saco para eu chegar nela, pois estava com duas amigas e isso facilitaria bastante para eles. Ela era boa de cama, marrentinha, metida a intelectual e feminista. É daquele tipo insuportável de mulher que se acha a bem resolvida porque é independente, bonita e tem meia dúzia de manés apaixonadinhos por ela. A maior lembrança que tinha dela: o trabalho que foi conseguir me livrar daquela mulher “bem resolvida”. Pensei bem e cheguei à conclusão de que agüentar a festa ao lado dela, depois finalizá-la e ainda ajudar dois amigos não seria de todo ruim. Fiz o favor de ir enturmar com as 3, inclusive apresentando meus amigos, e ainda agüentei um tempo o papo chato dela falando que era isso e aquilo e que botava banca em cima de homem.
Devidamente apresentados, resolvi deixar eles para lá e fui dar uma volta no lugar. Vi uma loira, mais alta do que eu e maravilhosa, rechaçando um carinha que estava tentando mandar um papo. Voltei para onde estava o pessoal para aguardar a loira dar logo um passa fora no cara. Após um tempinho, a loirinha passa ao meu lado, me encara e dá um sorrisinho maroto. Ahhh.. não podia sair de lá sem ao menos um contato dela. Com a minha cara de pau habitual, dei um perdido na galera e fui convidar a loira para dançar. Como eu até que não passo vergonha no Sertanejo, dançamos algumas músicas e depois a convidei para irmos à área de fumantes conversar melhor. Tentei passar o mais longe possível de onde estavam os meus amigos e as meninas, mas foi impossível eles não me verem e eu não notar a cara de bunda da “Bem resolvida”.
Fui conversar com a loira. Papo vai e papo vem, lancei uma conversa mole de que nunca tinha beijado uma mulher mais alta do que eu. Ela, que parecia ter atitude, disse que aquela era minha chance de saber como é beijar alguém mais alto. Aí já era. Fiquei beijando e dançando com a loira um bom tempo, até ela ter que ir embora com as amigas. Ainda intimei para ver se rolava algo, mas ela fez aquele doce protocolar. Acabei pegando os contatos para ver um esquema outro dia.
Com a cara mais deslavada do mundo, volto para onde estavam meus amigos e as meninas. Obviamente não fui bem recebido pela ” Bem resolvida “, que já começou enchendo minha paciência dizendo que eu não tinha o mínimo respeito por ela. Falei para parar de frescura e que se quisesse conversar como adultos eu estava à disposição. Depois de acalmar a fera, inventei uma historinha safada de aquela menina era uma ex-namorada, que não tínhamos terminado bem e que estava tentando esquecê-la. Como ela já estava um pouco bêbada e meus amigos agarrados no pescoço das amigas, o convencimento foi mais fácil do que eu esperava. Após 10 minutinhos de conversinha mole e mentira, eu já estava beijando e passando a mão na perna dela.
Como eu só queria sexo e depois me livrar dela, não rolaria de pegar um motel, pois teria que aquentá-la no mínimo até de manhã. Chamei o povo para comprarmos lanche e mais bebida no hipermercado e irmos lá para o meu apê. Chegando os 6 lá ainda ficamos conversando e bebendo um pouco na sala. Inventei que tinha umas fotos dela no notebook, que estava no quarto e a chamei para ver. Sem muito papo, já comecei a agarrar e tirar a roupa dela. Ainda se fez de boa moça, dizendo que não ia me dar naquela noite, pois eu era um safado. Como eu conhecia seus pontos fracos, foi muito fácil tirar essa ideia maluca de não transar da cabeça dela. Como de praxe o sexo foi muito bom e vi que ela não tinha perdido a mania de gritar feito uma maluca. Quando gozou, tive que tapar a boca dela para não acordar os vizinhos. Após dar uma, fui lanchar, perguntei para os amigos se tinham conseguido finalizar, e, após ouvir resposta positiva de um e negativa de outro, dizendo que não ia rolar de jeito nenhum, já fui mandando indiretas para despachar as oferendas da minha casa. Felizmente elas se tocaram rápido e foram embora. Não sem antes a “Bem resolvida” me dar um beijo, falar que me adorava e que me ligaria na semana
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No outro dia, de ressaca, fiquei pensando em como era fácil acabar com a marra desse tipo de mulher que se acha A Gostosona porque é independente e faz o que quer com alguns bobos apaixonados por ela.
Cafa Campeiro
Sempre que vejo nas bancas revistas femininas com títulos como: “100 formas de trepar na árvore”, “20 dicas para dar de ponta cabeça”, “10 frutas para se masturbar” entre outros temas apelativos, dois sentimentos passam por mim. O primeiro é uma natural repulsa pelo editorial da revista que vende uma fórmula barata para enganar mulheres desesperadas em agradar seu homem a qualquer custo. O segundo é uma mescla de pena com raiva por uma mulher dessas ter um senso crítico de uma lagosta e acreditar que fazendo malabares na cama vai recuperar um relacionamento deteriorado por n fatores que um boquete gelado não recupera.
Posto isso, semana passada recebi dezenas de solicitações para emitir minha opinião sobre uma matéria recente da Nova, “30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos!)“. Na hora me veio a mente a música do Claudinho e Bochecha sobre controlar o calendário sem utilizar as mãos (uma façanha, não?). Passado o susto inicial, me deparei com uma matéria com algum conteúdo útil e muita porcaria. Vamos às principais dicas ruins:
> Enrole o cabelo no pênis dele e puxe os fios para cima e para baixo. Ele nunca mais vai se esquecer dessa sensação – Nem ele, nem você, né? Imagina enrolar o cabelo na piroca e depois ficar puxando? Vai sair com a cabeça completamente dolorida. Além disso, imagina como não ficará o estado do cabelo depois de tanta hidratação peniana.
> Tire a roupa, deite-se em cima dele e coloque um vibrador entre vocês. Usando apenas seu corpo, faça o brinquedinho chegar até a zona sul – Não é possível que uma matéria como essa seja escrita por um heterossexual. Desde quando dá tesão sentir um pinto (ainda que artificial) entre sua mulher e você? Coisa escrota.
> Durante o sexo oral, coloque o pênis inteiro na boca e, depois, faça barulho de motor para criar vibrações – Cara, como assim a garota imitar o motor de popa de um barco com o pirulito na boca? É patético. Deve fazer cosquinha, mas é patético. Nesses casos é melhor deixar o cara de sobreaviso “olhe, vou fazer uma coisa ridícula, mas você vai gostar”. Ai sim.
> Quando estiver por cima, use um colar bem longo para fazer cócegas no peitoral dele – Pra que fazer cócegas no peito do cara? Se isso é um grande barato, melhor jogar pó de mico nele ou então pegar uma pena de pomba e ficar passando pelo corpo dele.
> Faça sexo como o cabelo encharcado e balance-o, deixando o rapaz molhado com os pingos de água – Não vi onde que está o tesão nisso, mas se for algo bacana, certifique-se que só há água no seu cabelo. Mulheres adoram passar um monte de meleca na cabeça e coloremes da vida não são nada bons melando a cara.
> Enquanto ele se masturba nos seus seios, use a ponta da língua para acariciar a glande – Isso aqui não tem nada de novo, é a famosa “espanhola”. Faltou uma ressalva, as mulheres não conseguem fazer isso com homens que tem pitoco. Nesses casos eu recomendo que você utilize uma língua de sogra.
> Puxe o pênis do seu amor e faça sexo oral nele por trás – Não pode ser verdade. Primeiro, puxar o pau pra trás só travesti e homem que esconde a cobra fazem. Outra, ficar com a bunda virada para a cara da namorada enquanto ela faz um oral no meninão é uma indiretinha pra tomar uma lambida na bunda.
> Na transa, quando estiver por cima, fique de costas para o gato e chupe os dedos do pé dele. A visão do seu derrière vai fazê-lo gemer – Sim, a visão derrière é bem bacana, MAS não saia por ai chupando dedos alheios. Você não sabe se o cara tá com fungo na unha, se tem frieira, se tá com pelão no dedo, enfim melhor chupar o pirulito a buscar Kinder ovo nos dedos.
> Masturbe-o colocando o pênis embaixo da sua axila. Ele vai adorar a alta temperatura – Aqui fica meu apelo. NÃO FAÇA ISSO. Que ideia imbecil é essa de enfiar o pau no suvaco? Chegamos ao absurdo de que mãos, boca, vagina, fio-o-fó não são suficientes para o prazer sexual. É preciso colocar o pau no suvaco, gozar na orelha, tomar uma chupada no rabo cabeludo para diversificarmos as posições. Menos inovação e mais bom senso, gente.
Ai para fechar a matéria eles dão alguns testemunhos super válidos de “homens” que resolveram inovar e se deram muito mal, coitados. Veja esse:
“Uma ficante se ofereceu para me masturbar usando apenas os pés. Adorei a ideia. Até sentir o calcanhar áspero da moça e ver seu esmalte todo descascado…”
O menine ficou enojada porque a garota tinha o calcanhar duro e o esmalte do dedão da unha do pé descascado. Ah pa porra, nego tá precisando de uma boa enxada pra ver se vira macho.
Nesse feriado que passou resolvi dar um pulo com a minha namorada em Buenos Aires. Considerei novamente esse destino por 3 motivos: um que tudo é absurdamente barato (tão em conta que você gasta menos indo pra lá a viajar para o nordeste), a carne e vinho lá são excelentes, e por fim, porque o lugar tem o charme de uma Europa decadente. Sim, a ideia parecia boa, mas quando foi para a execução…
Bom, dias antes de embarcar eu peguei uma gripe do peru que eu quase punha meu pulmão pra fora de tanto tossir. Era tanto muco acumulado que além de espirrar taturanas, meu paladar ficou completamente comprometido impedindo com que eu sentisse o sabor das carnes, doce de leite e vinhos até o último dia da viagem. O destino já me alertava.
Quando fui escolher o hotel online, vi um tal de “Concorde” que parecia ter boas acomodações por um preço razoável. Reservei. Chegando lá parecia que eu estava na Pensão da Dona Armênia. Um staff amador, um cheiro de perfume barato nas áreas comuns e um quarto todo rebocado com uma porta interna no quarto que dava acesso (físico e acústico) ao dormitório do meu vizinho. A sorte é que era um casal de velhinho e digamos que a noite deles não é mais animada como antigamente, mas gostavam de um programa televisivo na madrugada. Dia seguinte pedi para me colocarem em um quarto melhor e me deram algo parecido com uma suíte presidencial, mas do Congo. Havia até sacada (imunda) com vista para um prédio cinza e feio. Ainda restava o show de Tango.
Ai sim esse foi um dos pontos altos da viagem (além da excelente companhia, claro). Não sou apreciador de show de dança, musicais e demais coisas do gênero, mas o show que assisti me deixou realmente surpreso. Incrível a qualidade da música, dos dançarinos e quando uma senhora de mais de 70 anos sobe pra cantar e dançar tango, difícil não se emocionar. O nome do lugar de chama Viejo Almacén. Recomendo. Voltando…
Nos dias que se passaram tirei para dar uma volta pela cidade, tomar cafés, visitar feirinhas (coisa de namorada), e claro, comer. Uma coisa me chamou bastante a atenção nesses passeios (além do mar de brasileiros-quero-mostrar-que-sou-estrangeiro-e-uso-camiseta-do-meu-time), em vários lugares que visitávamos os garçons, lojistas e demais funcionários alertavam minha namorada para tomar cuidado com a bolsa. E assalto era algo que anos atrás era impensável na Argentina, mas que aprendi da pior maneira que virou algo corriqueiro.
Tudo começou no sábado a noite. Saímos de um restaurante e pegamos um táxi na frente. De repente reparei que o taxímetro estava completamente doidão e pulando de 2 em 2 pesos a cada 10 segundos. Pedi para o cara parar antes do local de chegada e ao dar uma nota de 50 percebi que ele a tinha trocado por outra (falsa, claro) e me disse que ela estava rasgada, que era pra dar outra. Arranquei minha namorada do carro e deixei-o falando sozinho.
Fui para o barzinho, mas a noite já estava caída por causa do golpe, tomamos uns drinques e resolvemos voltar para o Congo. Dia seguinte, no domingo, me dei conta que meu passaporte havia sumido, não sei se no hotel, no restaurante ou no bar. Detalhe, faltavam 3 horas para o meu avião do Brasil retornar.
Liguei no consulado (aliás, tiro o chapéu pela simpatia e prestatividade da Aline e da Cônsul Cássia) e lá me disseram que eu precisaria fazer um boletim de ocorrência o quanto antes, retornar no consulado para que eles emitissem um salvo conduto e voar para o aeroporto.
Fui à delegacia argentina e ao contrário do que pensei, me trataram bem também, mas lá tive conhecimento que o país está pior que muito bairro periférico do Rio e Sampa. Assalto em todos os cantos. Enfim, consegui o documento.
Já no consulado a Aline e Cássia emitiram o salvo conduto em tempo recorde e sai correndo com a minha namorada para ir ao aeroporto. No táxi ela me disse que seria melhor ficar com ela o salvo conduto, assim eu não teria o risco de amassá-lo ou perdê-lo já que estava um pouco nervoso.
Saímos do táxi e no saguão do aeroporto ela se deu conta que havia esquecido o documento no banco do táxi. Era tarde demais. Uma sensação de desespero e impotência passou por nós. Ela foi atrás do táxi, não consegui segurá-la, ainda tentei colocar as malas no pescoço, segurar nas mãos e ir atrás de um policial, mas era tanta mala (mulheres!), tanto peso atachado ao meu corpo que eu quase cai e o ridículo de estar como uma árvore de Natal argentina me fez parar, respirar e pensar racionalmente no que fazer. Fomos até a Tam.
Lá disseram que precisaríamos correr até a alfândega, pois o check in se encerraria em 20 minutos. Mais correria. Chegando lá o argentino que nos atendeu não fez o menor sinal de querer ajudar e como eu estava só com a carta de motorista, ele disse que não tínhamos documento legal pra voltar ao Brasil, que não tínhamos alternativa a não ser ficar lá e voltar ao consulado. Ai foi um desespero. Não queria pisar mais naquele hotel nem ter o risco de pegar um taxista ordinário. No final das contas o cara foi bonzinho e deu autorização de saída.
Corremos para a Tam, eram 19:30 e o vôo sairia em um hora. Para vôo internacional é como se fosse um minuto, devido a parte alfandegária e filas. Chegamos ao saguão de embarque e…o avião estava com problema técnico e só partiria 01:45 da manhã. Minha vontade nessa hora era de ficar pelado, sentar no meio do saguão internacional, balançar o corpo pra frente e pra trás e mexer o dedo indicador no lábio fazendo “blurrr, blurrr”.
Para ajudar, na mesma sala que estava tinha uma típica representante da classe mérdia brasileira, que viaja muito e tem muito “bom gosto” e em todas as situações tenta inserir alguma vantagem monetária para os ouvintes. Em 10 minutos de papo dela com uma coitada eu soube que ela já tinha assistido balé na Rússia, se hospedado em Cartagena e que já ficou em um hotel que serve café da manhã no quarto e tem duas pias no banheiro (!!). Eu não sabia se chorava, se ligava para minha mãe me despedindo ou se simplesmente dava uma de Cafa Responde mal criado e a mandado sentar na torneira das duas pias. Segurei.
As 1:45 embarquei. Minha poltrona era a última do avião, ou seja, o banco não reclinava, mas ai já era um peido pra quem tava cagado e deixei pra lá.
Como sempre, gosto de ficar na janelinha para diminuir um pouco do meu receio dos pousos e decolagens. Olhando muito atento para a pista, reconheci a mala pink da namorada chegando no carrinho de bagagem junto com as outras. E para minha surpresa o carrinho não foi autorizado a descarregar no avião (parece que tinha excedido o tempo das comissárias trabalhando a bordo e mais alguns minutos da pista o vôo seria cancelad0).
Eu queria bater na janela, correr para a cabine do avião e pedir para o piloto abrir o porta-malas, que seria rapidinho, mas diante te tantos dissabores achei melhor ficar quieto e não correr o risco de ser preso por motim no avião.
Cheguei em São Paulo as 5 da manhã, peguei um trânsito de 2 horas para chegar em casa, tomei banho, troquei de roupa e o zumbi foi trabalhar prometendo que nunca mais pisará na Argentina.
A história da Potira serve como referência para muita leitora que por falta de experiência e/ou por ter sido criada no mundinho rosa da Barbie ou da Cinderela, acredita que um homem para estar apaixonado basta dizer. Não importa se as atitudes mostram o contrário. O cara dá um perdido na garota no sábado a noite, mas se no domingo fala “eu te amo”, pronto já fica babando nos pés do cidadão. Vamos a história.
“Conheço o Ramon desde os 15 anos. Superficialmente! Ele é vizinho da minha tia. Como cheguei a morar lá com os meus 18 anos, Percebi melhor a “paquera do vizinho”. Às vezes ele passava de carro bem devagar em frente pra ver se eu tava em casa (ou não), Só quando entrei pra faculdade (que por sinal era a mesma dele) é que houve uma proximidade maior.
Começamos a conversar por MSN e Orkut, nada muito profundo. Então eu ficava na minha. Ate que certo dia na faculdade ele me procurou e me bombardeou de perguntas: “Porque vc sumiu?” porque não fala mais comigo? Porque eu não te vejo mais?
Cafa > Foi o primeiro contato para tentar te comer. Essas perguntinhas para mostrar uma pseudo preocupação e saudade são manjadas. Só cai mulheres inexperientes.
Depois de alguns meses é que finalmente ficamos. Ele apareceu na internet propondo um encontro e eu fui. Porém em uma dessas nossas conversas por MSN ele veio com uns assuntos sobre sexo (?) meio que sugerindo um encontro.Quando eu comecei a ler, fiquei sem ação,nunca tinha visto isso.
Cafa > Isso é a típica atitude de moleque, que ao invés de chegar ao vivo na mulher, usa a internet e ainda fica com papinhos de putaria no MSN (no mínimo batendo uma punheta enquanto conversa com você). A sua reação deveria ter sido mandá-lo pentear macaco, mas pelo visto você não se importou com essa atitude tão tosca.
Depois de alguns dias, resolvi procurá-lo e esclarecer as coisas, por não ter respondido como deveria. Disse que na hora não soube como agir, e que ele tinha confundido as coisas, e fui clara ao falar que se a intenção dele era só essa que não me procurasse. Ele não me respondeu. Fiquei uns dias sem entrar, assim que eu entrei ele veio me procurar. Perguntando se eu estava brava (?) falei que não. Que tinha ficado decepcionada, e que achava que ele fosse de outro jeito. Ele veio:
- Eu não quero mais confundir minha vida com alguns conceitos distorcidos de religião, e pensei sinceramente que vc fosse mulher, que fosse adulta. Apenas isso’ (ele Tb já tinha sido evangélico) “
- Religião? Não. Não tem nada a haver com religião, são meus princípios mesmos.
Cafa > Hahahhahaahaha. Cara, esse moleque só usa carta suja pra tentar te comer. Além do lance de “saudade”, agora esse “pensei que você fosse adulta” e o argumento com o conteúdo de um tira de gibi “ideias distorcidas de religião”, meu tu tinha que mandar o cara plantar o pipi dele na bunda de algum amiguinho desmiolado, puta babaca.
Demorou mais um tempo ate o nosso segundo encontro. Que foi bem melhor que o primeiro.Houve uma maior desenvoltura, Bem bacana! Ate que quase acontece o algo a mais. Foi quando eu revelei que era virgem. Ele me olhou espantado e perguntou se eu queria tentar, falei que era um pouco cedo. Ele virou e falou: “humm vamo namorar, então!”.
Cafa > Olha, entendo que você é nova e inexperiente, mas esse cabeça-de-bagre não deveria conseguir conquistar um plâncton. Que ideia é essa agora de “vamos namorar então” ?! Nesse momento ele jogou na sua cara que te via como um buraco (tampado, mas ainda um buraco).
A partir daí fiquei boba. Não tinha ido alem com nenhum outro homem. Comecei a pensar sobre isso. Sempre gostei dele desde a minha adolescência e sei do peso que o sexo tem em uma relação, eu queria arriscar. Se nada ocorresse bem ou se eu ficasse vitima do “amor de pica” ou algo desse tipo eu sumiria. Ele chegou a dizer que esperaria.
Cafa > Tá tudo errado. Você entende a importância da primeira vez, mas pelo visto não sabe distinguir (ou aplicar) as coisas. E você ficou boba com o que? Achou ele um fofo por ter te pedido em namoro? Se for isso, ave Jesus-Maria-José, como diz minha mãe.
Você gostou (ou gosta) dele, mas ele em nenhum momento mostrou que gosta de você, apenas quer te levar pra cama pregando discurso oco.
Sobre “se eu ficasse vitima do “amor de pica” ou algo desse tipo eu sumiria”, cara, nem mulher com mais de 30 anos consegue se livrar de um amor de pica direito. Olha você, se nem a pica bateu direito e já está ai toda com borboletas na barriga, o que te faz pensar que na hora que ela bater com vontade você sairia dessa numa boa?
No dia certo, já acordei com um friozinho na barriga e pensativa. Não gostava da idéia de planejar, queria que fosse algo mais natural. E foi o que aconteceu.
Cafa > Não aconteceu nada natural, foi planejado e mecânico do início ao fim, como você mesma pontuou.
Cheguei lá e ele quis ir direto ao ponto. Poxa, nem um filminho, nem um vinhozinho, nada que me distraísse. Ficou mecânico sabe? Na hora não consegui relaxar e não deu em nada. Tentei expliquei pra ele toda a situação (o que foi mais desconcertante) e percebi que ele ficou frustrado tb. Sumi com vergonha de mim por não ter conseguido esclarecer o ocorrido.
Cafa > Meu, se desde o começo o cara tem dado indícios que é tosco, o que te faz pensar que na hora “H” ele virá com delicadeza e sensibilidade? Homens toscos dão início da sua cabeça de vento no começo do contato, só não percebe as mulheres desmioladas ou apaixonadas (que na verdade quase sempre há uma grande zona de intersecção).
Depois fiquei sabendo através de amigas da faculdade que ele tinha me procurado, assim resolvi conversar com ele (MSN), Contei que apesar de tudo minha decisão continuava e ele extremamente frio deixou claro que a dele não. Fiquei muito surpresa com o comportamento dele e me senti muito mal. Ainda mais por eu ter tido a idéia e ter sido descartada como fui.
Cafa > Ué, e você foi tratada como desde o começo? Donzela? Minha filha, quem é tratada como lixo no começo, não vira luxo no final.
Desapareci por umas duas semanas.Logo que eu apareci, ele veio falar comigo como se nada tivesse acontecido e perguntando o porque do sumiço. Fui inflexível e disse algumas verdades. Até que ele abaixou a guarda e retomamos a conversar (quase que diariamente). Sempre me chamando pra sair e eu só o enrolava (apesar de querer ir). Essa “insistência” em um prazo de um mês, então aos poucos ele foi desistindo. Assim Percebi que ele já não vinha mais falar comigo, somente eu. E as poucas vezes que conversávamos ele fazia charme e dava um jeito de colocar o assunto “sexo” de novo, às vezes ele era direto demais “queria fazer amor com você” isso me incomodava.
Cafa > Cacete, eu não te entendo. Desde quando esse cara foi romântico com você? Tá se iludindo de boba que é.
O que ele queria que eu respondesse? Ah claro, pode vir me buscar garanhao. Será que ele não podia me levar pra algum lugar que não fosse somente a casa dele? E ainda, Será que ele tinha esse mesmo comportamento com outras mulheres?
Cafa > Ai meu pai, você ainda espera romantismo do cara? Sério isso? Você se propôs a ser uma foda casual e concordou com o absurdo de ser namorada para ele te tirar o teu cabaço. Quer receber flores agora? Pff.
Sobre o comportamento com outras mulheres, acredito que não. Cada mulher recebe um tratamento direcionado ao seu comportamento. Se você sempre “se vendeu” como uma foda casual, não vai ser prospect de namorada.
A questão é que eu não iria cometer o mesmo erro que antes. Todo nosso contato era exclusivamente pela internet e sempre nesse joguinho constante, Ele me tirava do sério “você é louca pra fazer amor comigo” e eu não deixava por menos.
Cafa > Não deixava por menos, fazia um doce e depois saia com ele de novo.
Porem quando nos encontrávamos (seja na faculdade ou em outro lugar) ele ficava bobo me olhando.
Cafa > Não ficava, ele é bobo.
Era nítido o interesse, mas não passava disso. Nossas conversas aos poucos foram diminuindo ate que ficamos um mês inteiro sem nos falar. (e ver) Quando eu o reencontro em um desses barzinho da vida. Me surpreendi. Ele veio todo simpático me cumprimentar, Veio até justificar a companhia, me puxou e ficou ali, me olhando sem dizer nada!
Cafa > Tem dúvida que é bobo? É o machão (bobo) da internet.
Mais uma vez então, ele vem no MSN falando que estava com saudades.
Cafa > Traduzindo, ficou com vontade de terminar o serviço.
Como ficamos um mês inteiro sem nos falar. Não dei tanta bola. Aí fiquei com peso na consciência e fui atrás. Pra dar o troco ele fez doce e disse que eu era complicada e que já tinha tentado demais. Me irritei e desisti.
Cafa > HAHAHAHAHa…”peso na consciência” do que?! Pobrezinho, você ficou sem falar com ele e depois deu remorso. Para, né?
Eis que ele surge de novo e com a cartada final:
- Eu tô quase namorando
Cafa > Pronto, aqui ele foi condecorado com a coroa do otário.
Curiosa perguntei o porquê dele me falar isso, disse que era não ter nenhum mal entendido (?).Tive que procurá-lo pra realmente entender, se resumiu a dizer que eu era inteligente e que era pra eu esquecer. Esse cara tem algum problema pensei. Nosso ultimo contato foi ele me chamando pra sair, dei corda e disse que iria sim. Antes se sair, lá vem ele com os papos dele: “Quero fazer amor com vc! Vc deixa? Não acreditei no que li, não respondi e disse q estava pronta. Resultado: ele não veio.
Cafa > Sério, eu to me segurando aqui pra não te dar um esporro, Po, você achou tua periquita no lixo? Esse cara é um idiota e você está agindo errado o tempo todo, cai fora.
Considerando o fato de não ter acontecido nada,de eu ser virgem, e de ter ficado somente 3vezes! Porque ele não me larga de uma vez?
Cafa > Sendo bem franco, por que você tem um buraco entre as pernas e ele o vê com fácil alcance.
Assumo minha parcela de culpa por ter dificultado o começo (aquele 1 mês). O resto foi aqueles papos furados de sexo.
Cafa > Culpa por ter dificultado? Olha, se você fez algo de errado aqui, foi ter insistido com esse vegetal.
A questão e que eu quero entender e dar um basta nisso! Já pensei em cortar relações definitivamente e esquecer, como em ter uma conversa muito clara sobre (mas acho q soa mto desesperador) e de preferência pessoalmente.
Cafa > Gente, porque vocês mulheres tem esse problema de “papo pessoal” com alguém que não tem uma relação? Você não é nada dele, quer conversar o que? Pedir consideração? Faz favor. Já falei e repito, esquece esse mané e conheça alguém que te trate como mulher e não como um buraco.
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Estou de férias, mas fiz um esforço para publicar uma Sexta das leitoras. Por aqui está tudo ótimo e espero voltar com gás renovado semana que vem. Bom, vamos lá.
A leitora Jurema me mandou uma história bem interessante e que (até onde eu me lembre) nunca postei aqui. É um problema que já vivi na prática e tem um potencial enorme para estragar relacionamentos, a ausência de AMIGAS (não colegas) por parte da namorada. Segue a história:
“Tenho 21 anos e estou passando por uma situação muito difícil. No ano passado, após um seqüestro, meu pai foi assassinado. Portanto ainda estamos nos reestruturando.
Cafa > Poxa, meus pêsames. Espero que estejam se recuperando bem.
Na época eu estava namorando com um rapaz de 27 anos. Ele sempre foi muito gente fina, sempre me tratou muito bem. A única coisa que me dá muita raiva é o fato dele nunca me dar satisfação. Ele é meu namorado, não quero que ele fique 24hrs por dia comigo, mas pelo menos liga pra falar toh aqui com fulano e etc. Ai acaba eu ligando pra ele e ele fica bravo comigo, porque eu pego muito no pé, que quero saber de tudo etc.
Cafa > Olha, sem dúvida alguma namorados devem dar satisfação para onde estão saindo, porém há um limite para cobranças. Pela sua história vejo que ambos estão “errados”.
Ele foi meu terceiro namorado, o segundo tive uma filha e sofri muito, porque ele bebia. Com o atual comecei a namorar em há um ano e meio, antes já estávamos ficando havia algum tempo, e foi com ele que eu acabei desgostando do pai da minha filha (acho que pelo seu jeito diferente de me tratar, de ser mais cabeça e tals). A gente se conheceu no meu restaurantes, pois ele de vez em quando vem para jantar com os amigos.
Ele sempre foi de sair muito pra balada, ou com os amigos e ele conhece muita gente aqui do bairro, e eu nunca fui pra uma balada, barzinho, nem nada, porque nunca nenhum dos meus namorados me chamaram e eu não tenho amigos.
Cafa > Aqui há um problema. O fato de você não ter amigas atrapalha MUITO um relacionamento. Aliás, você já parou pra pensar por que não tem amigas? Isso é algo tão comum (ter amigos). Quando eu tinha uns 18 anos (hoje tenho 27) não tinha amigo algum e não sabia por que. Hoje, eu sei o motivo, era um tremendo chato. Não sabia ouvir o outro. Claro, hoje ainda sou um pouco chato, mas trabalhei o meu defeito, pois ficar sem amigos é uma m*. Amigos são a família que você pode escolher, são pessoas que você pode se abrir sobre qualquer assunto, te aconselham quando for necessário e te divertem quando você não está com seu namorado. Ou seja, se ele quer sair com os seus amigos, ok! Você sairia com as suas amigas. Porém, no seu caso você não tem essa opção e ai fica com cobranças. Enfim, pare e pense sobre o que te impede ter amigas. Não precisa bancar a fantasminha camarada e sair procurando amiguinhas por ai, é apenas entender qual o seu defeito e trabalhá-lo, amigos surgirão de onde menos esperar.
Quando foi no meio do ano passado ele terminou comigo do nada, falando que precisa de um tempo pra ele, porque a vida dele só era ir da casa dele pra minha e pro trampo e vice versa. Terminamos.
Cafa > Foi o que eu te falei. Namorados não nasceram grudados, cada um tem a sua rotina fora do namoro e pelo visto o cara se sentiu sufocado. Se tivesse amigas, você poderia propor de sair de casal, por exemplo.
Quando foi no dia dos namorados ele voltou comigo, pedindo para que eu saísse mais e tals, mas eu disse pra ele beleza, mas quem tem que me chamar é você porque nada impede de sairmos, tem quem cuide da minha filha. Tirando que, logo depois que ele voltou comigo eu fiquei sabendo que um amigo dele, tinha terminado com namorada um dia antes dele terminar comigo e também, voltou comigo um dia depois do amigo voltar para namorada dele. Muita coincidência. Passou.
Cafa > Você não entendeu. Quando ele falou “pedindo para que eu saísse mais”, ele quis dizer que VOCÊ precisa sair mais e não necessariamente vocês dois. Ai na sequência você emenda “porque você não me leva”, porra!
Você precisa ter uma vida social fora o seu namorado. Um dos motivos pelos quais terminei um namoro foi que a garota não tinha amigas. Eu não podia sair com meus amigos, pois ela enchia o saco, não tinha amigas pra fazer o mesmo. E ai minha vida social ficou restrita ao universo dela.
Nessa mesma época do término ocorreu toda essa tragédia aqui em casa e ele, como sempre, ficou do meu lado, me ajudou, me apoiou, etc A partir de então ele começou a dormir todo fim de semana aqui em casa, para dar uma mãozinha já que a gente não tinha mais meu pai, e eu acabei me apegando de mais a ele no sentido de segurança, porque quem era meu porto seguro aqui em casa sempre foi meu pai e acabei passando essa segurança pra ele.
Cafa > Legal. Ele parece ser um cara bacana, te apoiou e ficou contigo em um momento delicado.
Enfim, passamos o natal ótimo, muito bom, acho que foi o melhor da minha vida, ele me deu muita força. Mas já no ano novo, eu estava muito mal por causa do meu pai e ele não ficou nem ai pra mim, saiu de moto depois da meia noite sem me avisar. Depois voltou, a família dele foi embora e ele pegou foi deitar e dormiu e mal falou comigo. Foi horrível.
Cafa > Pô, você perde o seu pai nesse ano e tem o “melhor Natal da sua vida”, o seu namorado sai no réveillon e você tem uma das piores viradas de ano. Ruim isso, hein. Não viva em função de um homem, dê mais valor a sua família, e como eu te falei, tenha amigos.
Depois desse dia as coisas só pioraram. Ele pegou férias coletiva no serviço dele, então ele foi fazer inscrição em um clube perto de casa. Até ai beleza. Mas tem um amigo dele que é cheio de dinheiro e sai direto, mas chamando o meu ex para ir junto. Ele no principio não aceitou, mas depois foi se distanciando de mim, chegou um dia aqui e veio me falar que ia viajar para a praia com os amigos, uma cidade onde mora a mãe desse amigo dele riquinho.
Cafa > Tá vendo, você não tem amigas e passa a viver a vida do seu namorado. Para com isso. Dane-se que o cara fez amizade com um riquinho, se você tem espaço na cabeça dele, o cara pode ser amigo da Xuxa, mas não vai te esquecer.
Eu não gostei, porque eu conheço esse amigo dele e sei que ele não é bom e sei também que meu exé maria vai com as outras, no caso dos amigos. Nesse dia a gente discutiu feio e ele acabou nem indo viajar, eu passei mal e ele nem ai. Um pouco antes deles saírem daqui do restaurante, passou um carro com duas meninas, parou do outro lado da calcada do bar, ai esse amigo dele foi lá falar com elas. Elas desceram do carro de shortinho curto e salto alto ele veio pro bar, falou com ele, ele concordou com algo e elas foram embora. Quando o amigo dele voltou pro bar falou: Vamos tomar mais uma e vazar.
Cafa > Sabe por que ele faz isso? Por que sabe que tem você nas mãos, não tem outra vida social a não ser ele. Ai o cara monta mesmo, pois ele sabe que pode fazer qualquer coisa que você vai sempre estar lá esperando o bonitão sozinha.
Ele me disse que ia pra casa dele. Mas eu sabia que não e quando foi no outro dia de manhã, peguei o carro e sai para ir a casa dele conversar, falar que não tinha gostado. Quando virei à esquina vi o carro dele em frente a um hotel. Parei lá e fui chamar ele, ele veio, a gente conversou, eu conversei várias coisas, perguntei se ele queria terminar, se ele não gostava mais de mim. Ele me jurou pelos sobrinhos dele que ele tanto ama que não viu aquelas meninas, que não estavam com elas e que ficaram em um posto bebendo cerveja e acabaram dormindo no hotel.
Fingi que acreditei e continuamos namorando. Todos os dias ele ia pro clube e ficava o dia inteiro, fazendo o que eu não sei, das 2hrs as 22. Todos os dias.
Cafa > “Fingi que acreditei”, é o início do fim de namoro. Em um relacionamento sério ninguém finge, ou acredita ou termina.
Quando foi quarta feira da semana passada, ele estava muito mais diferente, estranho, distante, quieto. E eu não aguentei, alguma coisa estava acontecendo. Peguei e comecei a conversar com ele e ele não dizia nada, e eu não desisti e queria saber o que estava acontecendo. Até que eu perguntei Você não está feliz. Ele disse que não. Você não gosta mais de mim. Ele disse não sei. Ai eu perguntei então porque ainda está comigo. Ai ele falou porque eu tenho medo de te deixar sozinha. Ai meu chão caiu neh, eu estava com um cara que esta com pena de mim. Aff, terminamos, eu levei todas as coisas dele pra casa dele (que foi uma mudança) e fiquei muito mal, mas não fiquei atrás dele. Depois desse dia fiquei sabendo que ele foi pra balada na sexta.
Cafa > É, o cara tem um carinho enorme por você e pelo visto gostava, mas tu acabou o sufocando.
No sábado me ligou duas vezes e eu não atendi. Me mandou mensagem no domingo pelo msn perguntando se eu não queria mais falar com ele e na segunda pelo celular e eu não respondi nenhuma. Ele não tirou namorando do Facebook e nem nossas fotos e comentários que ele fez. Minha ex’cunhada disse que ele não tirou nossas fotos que estão penduradas no quarto dele. Colocou triste no msn.
Hoje ele ligou aqui em casa e pediu falou sobre o meu netbook que está no serviço dele arrumando, mas não tocou em outro assunto. E agora pelo msn também veio puxar assunto comigo, perguntando do meu serviço, o que eu estava fazendo e falando que queria sair do serviço dele, nada de mais e eu tbm nem toquei no assunto do namoro. Gosto muito dele, quero ter ele em minhas mãos. Não sei se minha atitude de não ligar é boa ou ruim, não sei como agir para mudar a situação. Porque ele está agindo assim, acaba que me dando esperanças. O que eu faço pelo amor de Deus me ajuda!”
Cafa > Olha só, o cara tem um sentimento muito forte por você, do contrário teria sumido ou não perguntaria como você está. Porém, você precisa trabalhar alguns pontos, e não é uma coisa simples como não atender o telefone ou não responder mensagens, a coisa é mais embaixo.
Como eu te disse, você não pode fazer com o que o cara seja o centro do universo, ele não pode te completar e sim te complementar. Não sei se você estuda ou freqüenta algum ambiente coletivo como academia, clube, etc Se negativo, comece. Conheça mais pessoas, amplie o seu universo social, saia dessa rotina trabalho-familia-namorado. Nesse meio tempo, não seja tão pegajosa, quando você tiver amigas e começar a sair com elas, você verá como ele diminuirá com essas escapadas e te dará satisfação.
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