Dia desses estava conversando com um conhecido sobre relacionamento. O garoto é mais novo, tem lá seu 20 e poucos anos, mas a sua maneira de pensar sobre relacionamento e seus valores são muito próximos a de muitos homens mais velhos.

O cara é um aprendiz de cafa, tempos atrás sempre vinha com uma história de pegação ou uma estripulia com mulheres lanchinho. Porém, há cerca de 2 meses o garotão ficou com uma menina bacana que o fez tirar o pé do acelerador e cogitar a hipótese de namoro.

Nesse dia que estávamos conversando ele me contou sobre como andava o seu relacionamento e o de um amigo próximo. Primeiro ele pediu minha avaliação sobre o amigo dele. Vou resumir a história.

O cara tinha conhecido a garota em uma festa universitária, porém ela se negou a ficar com ele. Trocaram MSN. Depois de ele encher bastante o saco, ela acabou cedendo e eles saíram. Se beijaram. Saíram mais umas 5x e na sexta a garota acabou fazendo um oral para o cara dentro do carro. Ai nessa hora o aprendiz interrompeu a história e falou que o amigo dele estava apaixonado pela garota e que ela é a mulher da vida dele (brega, mas ok), o aprendiz rebateu e disse para o cara pular fora, pois se tratava de uma vigarista. Ai eu o interrompi e fiz alguns questionamentos.

Perguntei se o motivo dela ser vigarista era pelo fato de ter feito boquete para o cara dentro do carro. Ele afirmou que sim. Eu argumentei que já era a sexta vez que eles saíram, que não seria algo tãaao anormal. Ele replicou e disse “Mas cara, no carro? E ele nem tinha tocado nela direito”. Ai eu perguntei sobre a garota que ele estava saindo, se já tinham avançado.

Ele me disse que quando gosta de uma garota e acredita que há possibilidade dela vir a ser sua namorada, ele não avança o sinal, pois se ela ceder logo de cara, ele desiste de ter algo sério e ela vira mais uma lanchinho. Ai já posso imaginar o nó na cabeça das leitoras, “se dou me tacham de piriguete, se não dou dizem que faço c* doce, Ó!!”

Hoje, com um pouco mais de maturidade eu entendo a lógica do raciocínio dele. Boa parte dos homens não quer namorar com uma garota que dê logo de primeira, uns dizem que essas são vagabundas e que não seriam uma companheira fiel ou que ao passear publicamente encontrariam vários “sócios” pela rua, mas eu arrisco outra opção. Quando a garota dá logo de primeira a impressão que passa é que ela faria isso com qualquer um que chegasse com um bom papinho e uma lataria apresentável, que pouco importa a “essência” do cara e o sentimento que tem por ele.

Ai as feministas vão fazer mimimi e falar “Ah, mas e aos homens que saem comendo qualquer uma por ai, também não se aplica a mesma regra?” E respondo, não necessariamente. Há uma diferença muito grande entre como o homem e a mulher enxergam o sexo. É meio clichê, mas não deixa de ser verdade. Para o homem fazer sexo, ele precisa estar com tesão, a mulher de tesão e estar envolvida. As que não precisam estar envolvidas são essas rejeitadas ou tachadas de piriguete. E se alguma feminista ainda insistir em dizer que mulher não precisa estar envolvida para transar, qual a justificativa pra não existir puteiro lotado de mulheres e grande parte da clientela de michês serem de homens gays?

Se você foi uma das leitoras que esperou pelo post do dia dos namorados torcendo pra encontrar uma lista de presentes, dicas de restaurante, como arrumar um namorado ou alguma coisa fofa do cafa recém namorado, caiu do burro. Esse tipo de coisa você pode encontrar em qualquer revista feminina dessa semana, mas se ainda você não ficar satisfeita, dê uma olhada na lista de presente que fiz ano passado. Talvez ajude.

A relação conveniência e namoro já começa pela própria data. Lá fora é comemorado no dia 14 de Fevereiro (dia de São Valentim) e aqui no dia 12 de Junho em uma suposta homenagem ao Santo Antônio que na verdade comemora-se no dia 13 de Junho. E qual o motivo dessa troca de datas? Talvez o comércio não ficaria muito satisfeito em dividir a data dos apaixonados com o período de carnaval. De qualquer forma, eu não vou bancar o chato socialista e deixar de dar presente pra minha namorada só porque foi uma data instituída pelo comércio. Mas, pensa bem. O que tem mais valor, receber um presente no dia dos namorados ou em um belo dia a toa em casa ou no trabalho receber um presente despretensioso de alguém que gosta de você? Eu fico com o segundo.

Grande parte das mulheres solteiras é impaciente e tem certa tristeza por não encontrar a tampa da sua panela. Olham casais na rua, as amigas namorando e troca de presentes no 12 de Junho com uma inveja danada. Só que poucas sabem que uma parcela considerável desses namoros é uma grande fachada. Creio que metade dos casais que eu conheço entra nessa classificação. Citarei os 3 mais comuns:

Fachada mútua – Ambos se enganam. O cara sai com várias mulheres, a garota dá pra vários caras e a noite estão dormindo juntos. Esses casais costumam brigar direto, enchem o saco dos seus amigos falando mal da sua companheira(o) e dali a pouco já estão juntos de novo. “Mas cafa, por que eles não terminam logo?” Conveniência. Eles querem ter a pseudo segurança de uma companhia. No fundo eles querem ter a liberdade de dar /transar para o(a) próximo(a) gostosão (gostosa) do pedaço, mas precisam saber que alguém é seu com “exclusividade”.

Fachada única – Um dos lados é enganado. Aqui eu posso garantir que 80% é o homem quem engana. O porcentual masculino é maior pelo simples fato que mulher para assumir um relacionamento mais íntimo com um homem na maioria das vezes precisa gostar, ele precisa ter tesão. Talvez esse grupo seja o mais comum. Sem brincadeira, mais da metade dos homens que eu conheci que namoravam traiam sua companheira (e a tonta não tinha a menor desconfiança). “Mas cafa, por que ele não termina logo?” Conveniência. Geralmente nesse relacionamento a mulher está de quatro pelo cara, cega de amor. Ele tem ciência disso e ai abusa o quanto pode da bondade dela. Na verdade esse é o mundo perfeito para um homem sem caráter. Afinal, ele tem uma coitadinha dedicada, por ser namorado geralmente come no pêlo (sem camisinha), ela não liga por ele não ter aparecido certa noite (afinal, ela não quer ser grude, mas esquece que é namorada) e o bonitão sai passando a vara geral.

Fachada por interesse – Aqui estão as pessoas mais vis e pobres de espírito. Creio que o grupo é dividido meio a meio por mulheres e homens e eles podem pertencer também aos grupos citados acima. Ambos têm em comum um único objetivo, interesse material. Geralmente são pessoas que não tiveram muito estudo (seja por falta de condição ou por burrice mesmo), fracassadas em suas profissões (no caso das pessoas mais velhas) e/ou acomodadas (no caso das mais novas). Possuem um único bem para oferecer ao seu parceiro(a), seu corpo. Elas fazem de tudo para namorar com o(a) bacana do pedaço e assim ter acesso a um mundo que jamais conseguiria pertencer se fosse por mérito próprio. Elas são tão ordinárias e profissionais no ramo que as pessoas que vêem de fora juram que ela é apaixonada pelo seu namorado(a) e que o casal foi feito um para o outro.

Bom, não encarem esse post como um consolo para as leitoras encalhadas (brincadeira). Só quero deixar claro que muitos dos casaizinhos bonitinhos que a gente vê na tv no dia dos namorados ou andando pela rua de mãos dada em um dia qualquer, nada tem de bonitinho. A essência muitas vezes é bem podre.

Ter um relacionamento sério vai muito além de simples conveniências. Convencionalmente meu namoro começou numa manhã de sábado preguiçosa deitado na cama com a minha namorada. Porém, o respeito, a consideração, carinho, admiração, etc começaram muito antes. Namorar foi só dar um nome, foi só uma convenção.

___________________________________

Os adesivos do blog já estão quase prontos. Quem quiser fazer a encomenda, entre aqui. Amanhã começarei a despachar as camisetas  já pagas.

Ao longo desses dois anos de blog tenho observado um comportamento bastante comum em grande parte das leitoras, a crença de que todo cafa tem o único objetivo de comer a maior quantidade de mulheres que puder e não se apegar a ninguém, pois assim que ele começa a gostar, ele “foge”. Uma grande asneira vendida pelas revistas femininas e por conselhos furados de amigas que tentam consolar a garota largada.

Se o cara é realmente um representante da classe cafa, ele não vai fugir da garota porque começou a “ficar envolvido”. O que essas amigas e revistas femininas não sabem, é que muitas vezes ele foge, porque com a convivência descobriu coisas que desconhecia nos primeiro encontros, por exemplo que aquela mulher super inteligente e gostosa, é extremamente mimada e prepotente ao ser contrariada, ou que com aquela garota que rolou uma puta química, descobriu depois que ela já deu até pro faxineiro da faculdade. Um cafa jamais se envolverá com alguém sem antes ter a mínima certeza de que vale o investimento. E ai reside a vantagem dos homens em relação as mulheres, pois por agir racionalmente ele consegue manter a frieza e cair fora do relacionamento antes que o negócio fique sério. Na minha opinião, homens que assumem um compromisso logo de cara, ou estão desesperados ou carentes ou inseguros (ou tudo ao mesmo tempo).

Quando eu abordo o conceito da geladeira e de lanchinhos, isso pode soar machista e fútil para algumas mulheres mais conservadoras, mas estes são os recursos que um cafa utiliza para identificar se a garota vai ser one night stand, se terá um espaço na geladeira entre tantas outras ou se será a única opção lá dentro.

Fiz toda essa introdução para dizer algo que pode até parecer uma daquelas cenas impossíveis veiculadas a certo tempo nos gibis da turma da Mônica, mas não é. Cafa está namorando.

Já imagino as centenas de comentários do tipo , “Ixi..o blog vai acabar?!”, “Mimimi, o cafa é um fraco”, “E se ela descobre o blog?”, “ai, me conta a fórmula que ela utilizou pra te fisgar”, entre outras. Pra evitar ter que repetir a mesma resposta em cada comentário xereta, já vou dar uma resposta pra cada um deles.

“Ixi…o blog vai acabar?!” – Não pretendo encerrá-lo. O blog nasceu com o intuito de ajudar as mulheres a se darem bem  em seus relacionamentos, e meu “estado civil” não invalida essa proposta. O Manual sempre teve 3 linhas de posts, minhas aventuras no mundo dos solteiros, dicas e análises (aqui inclui sexta das leitoras, as dicas furadas de revistas femininas e posts de blogs femininos). O que muda é que agora não vou mais relatar as minhas histórias (apenas as mais brandas), mas por outro lado colocarei a de amigos solteiros (assim como fiz com a história da Tia Iemanjá). Agora se eu perceber que o blog não está mais agradando e os posts perderem a qualidade, ai sim encerro de vez.

“Mimimi…o cafa é um fraco” – Geralmente quem profere esse tipo de mimetização o faz por dois motivos, ou morre de inveja/ciúme porque não consegue arrumar alguém ou faz parte do grupo sou-uma-eterna-adolescente. Confesso que já fiz parte do primeiro, sempre que via algum amigo namorando (como o ex-aprendiz de cafa e o que está com a Rachel) comentava que eles eram fracos por ficar se prendendo quando várias opções estavam por ai na praça. Já o segundo das “sou-uma-eterna-adolescente”, eu prefiro nem me prolongar, pois as imagino com 40 anos de idade com faixa na cabeça gritando no baile da terceira idade “quero chiclete, chiclete” ou “O Asa arreia, arreia”.

“E se ela descobre o blog?” – Ela me conheceu pelo blog (é uma leitora). O que me deixou indignado foi a má fé de alguma leitora cabeça-de-pudim que pelo visto nem me conhece direito e achou que passando meu blog como uma revelação bombástica para a minha namorada no Orkut, faria com que terminássemos. Ao menos rendeu boas risadas entre nós.

“Ai, me conta a fórmula que ela utilizou pra te fisgar” – Mulheres adoram uma fórmula pronta pra relacionamento. É por isso que revistas femininas que escancaram na capa “Descobrimos como deixar o seu homem babando por você” vendem pra cacete. Porém, como eu conheço bem esse ser que lê meu blog, sei que ninguém se contentaria com uma resposta seca do tipo “Não há fórmula”. Digamos que minha namorada largou na frente em relação a qualquer garota que eu já conheci, porque ela possui quase que um manual de como eu funciono / penso nas mãos. Ai fica fácil saber do que eu gosto , que tipo de comportamento eu abomino, meus valores, etc. Porém, se ela vivesse em função de seguir o blog, ficaria algo mecânico e depois de alguns meses a máscara dela cairia e eu cairia fora. Portanto, se você quer uma dica, leia os posts do blog, procure entender como a média dos homens pensa e absorva aquilo que achar pertinente.

Veja bem, meu intuito neste post não é pregar que o objetivo de nossa vida é encontrar alguém bacana, casar, ter filhos e viver feliz pra sempre. Isso é o que a Igreja sempre enfiou na nossa cabeça e que a sociedade comprou. Se a pessoa é feliz tendo vários parceiros ao longo de sua vida e sem filhos para pentelhar, é uma escolha dela e se é feliz assim, dane-se a sociedade, família e Igreja.

Eu só acho bacana cada fase da vida ser aproveitada de forma intensa, mas com consciência. É bom fazer sexo sem compromisso e não ter que dar satisfação sobre sua vida? Sim, é ótimo. Chegar sábado, encher a cara com os amigos, fazer um monte de merda e domingo rir das presepadas e enrascadas da noite anterior? Bom pra cacete. Só que numa hora aparece alguém que você não consegue mais encarar como mais uma. Que você se incomoda em ter que dividi-la com outro. Ai não tem jeito, é hora de agir com consciência.

Assumir um compromisso é abdicar de uma série de regalias, é readaptar sua rotina, ter que pensar por dois e correr o risco de quebrar a cara mais pra frente. Mas tem seu lado positivo, se divertir viajando com amigos que também namoram, viajar sozinhos e fazer sexo quando / onde / como quiser, dormir com alguém que você não quer que vire uma pizza após a transa, entre outras inúmeras coisas bacanas. Para alguns isso pode parecer assustador, para outros é um jeito diferente de curtir a vida. Não parecia possível, mas eu estou curtindo.

___________________________________

O resultado da camiseta escolhida será entre domingo e terça da semana que vem.

Ao folhear algumas revistas femininas e pelos comentários de algumas leitoras no blog, vejo que muitas mulheres possuem problema de “timing” em um relacionamento. Esse problema aparece em várias circunstâncias, desde as mais banais como se trocar pra sair (eu não podia perder a piada) até as mais “sérias” como mostrar que está a fim de engatar algo sério com o carinha (tema do último post).

Entre essas dúvidas temporais, há uma bastante recorrente: “quando devo transar com o carinha?”. Bom, eu acho que isso é uma decisão bastante pessoal e que cada uma deveria saber o seu tempo e quando se sente confortável para se permitir (ficou meio mãe, mas não encontrei algo melhor).

Só que muitas mulheres levadas pela emoção e pelo momento, transam com o cara e depois ficam chorando pelos cantos arrependidas (seja porque foi uma merda ou porque foi ótimo, mas o cara sumiu). Por outro lado, há aquelas que desconfiam de todos os homens e ai acabam virgens com 30 anos porque nunca transaram ou porque voltou a fechar devido a falta de uso (por favor, é uma piada).

Esse tema veio em mente depois do relato de um amigo meu neste fim de semana.

O cara é muito desencanado de namoro e sempre diz que não vê mal algum em ficar velho e sozinho (ele pensa um pouco igual a mim, mas com uma veia mais radical). Todas as garotas que ele fica, acha um defeito e desencana de assumir algo sério (ele não é adepto do conceito da geladeira). Porém, há um mês meu amigo conheceu uma garota numa boate em BH e bateu a paixonite nele.

Já em São Paulo, ele veio me contar todo feliz que tinha conhecido uma garota bem bacana, inteligente e que rolou química, porém, ela não transou de primeira. Eu fiquei com o pé atrás desse affair, porque eu conheço bem o meu amigo e sei que aquilo não duraria uma semana. Mas, para minha surpresa duas semanas após o encontro ele foi até Minas ver a garota novamente. Gastou uma boa grana, fez um passeio cultural durante o dia, levou a garota num bar chique e caro na cidade e a noite…não rolou nada. Ele voltou indignado, não tanto pelo fato de ter gastado dinheiro, mas porque foi bem educado, a tratou bem e em troca ganhou um beijo na boca. Após o ocorrido, disse que não pisaria mais os pés em BH. Nem precisou.

No fim de semana seguinte a garota veio vê-lo em sampa. Como bom amigo e xereta que sou, combinei com ele de fazermos algum programa de casal (antes que esse assunto domine os comentários, ainda não estou namorando). Bom, minha opinião como amigo e homem é de que a garota mais parecia a tia Iemanjá (com uma cara cansadinha e um vestido turquesa longo horroroso), porém se ela o faz feliz, tem o meu apoio.

Isso foi uma sexta-feira. Dia seguinte liguei para saber do ocorrido e como ela dormiu na casa dele, achei que a putaria tivesse rolado solta, maaas….não rolou nada. Ele disse que a garota falou que ainda era cedo, pra esperar um pouco (detalhe, não rolou nem um oral). Ele apostou a ficha no sábado.

Sábado ele resolveu fazer um programa a dois em um restaurante bem requintado aqui em São Paulo, os famosos “abre-pernas”, pois a garota fica babando pela suntuosidade e pompa do lugar e acaba cedendo. Porém, meu amigo tentou mais uma vez e…nada. Me ligou domingo puto da vida mal dizendo a garota e que tão cedo não se envolveria com alguém.

No caso dele, minha aposta é que foi acometido pela Sïndrome do Bom Partido. A garota foi querer pagar de santa achando que assim ele poderia ter uma boa impressão dela e ai a pediria em namoro.

Como eu disse, cada mulher deveria saber quando seria a melhor hora pra transar com um carinha, porém como eu sei que essa resposta não vai resolver o problema, darei meu ponto de vista analisando 3 grupos distintos de mulheres:

Virgens – Esse é o grupo mais delicado, pois geralmente a garota não possui experiência de vida suficiente pra entender o sexo masculino e acaba caindo no papinho furado dos garotos da sua idade (com aquele velho jargão: “Você não gosta de mim, é?”). Ai a boboca fica cheia de pena e culpa, resolve liberar pro cara, a transa é uma porcaria, ele não tem paciência, ela se machuca e fica encanada pensando que fez algo errado e pronto! Anos para se recuperar e aprender que sexo é ótimo (quando bem feito). Na minha opinião, nem sempre é necessário estar namorando para perder a virgindade. As pessoas apregoam isso, porque se subentende que um namorado vai ter paciência e tratar a garota com carinho. Porém, nem sempre isso ocorre. O importante é sacar que o cara não está só com você pra te comer, mas que demonstra preocupação contigo em diversos momentos (sejam eles ruins ou bons).

Mulheres que procuram curtição – Tem mulheres que estão desencanadas de namorar e que são adeptas do lema quanto mais melhor. Nada contra, a periquita é sua e você faz o que bem entender com ela. Porém, se você pretende sossegar o facho algum dia e engatar um namoro, é bom tomar cuidado com os caras que costuma sair. Para mulheres que buscam somente one night stand, o ideal é sair com homens que não fazem parte do círculo de amizade. Pois não tem jeito, homem gosta de contar pro amigo que comeu aquela fulana que eles conhecem, só que esse amigo vai contar pro seu outro amigo, que vai contar pro melhor amigo dele (que também já transou com você) e ai todo mundo está sabendo seus casos (inclusive aquele primo do seu amigo que você achou uma graça). Por isso que os homens de balada são os ideais para as mulheres que buscam curtição, pois dificilmente são do círculo de amizade e ninguém vai fofocar o ocorrido.

Mulheres que procuram namorar – Todo homem que se preza ao ficar com uma garota tem um objetivo bem claro em sua cabeça, levá-la pra cama. O freio quem coloca é a mulher. E se o cara curtiu ficar com a garota, não vai ser porque ela não liberou de primeira que ele vai desistir e partir pra outra. A gente está louco pra transar, mas valorizamos muito mais aquela que atiça e não libera de cara as que já queimam a largada e vão pra cama direto. Se o cara não te procurou depois só porque você não quis dar de primeira, das duas uma, ou ele não te curtiu ou não dá a mínima pra você. No caso do meu amigo citado acima, a garota perdeu completamente o timing pra liberar (somado ao fato que ela é quase uma balzaca), não tem homem apaixonado que aguente tamanha enrolação.

Uma queixa muito comum entre meus amigos do trabalho e de alguns colegas é a Síndrome do Bom Partido. Essa patologia acomete aqueles homens que possuem estabilidade financeira, independentes, boa-pinta, saudáveis, etc. Nela, as mulheres (em sua grande parte as piriguetes) vêem que o cara é um “partidão”, que pode ser um bom namorado (e por que não um marido?) e ai querem pagar de santa para que o cara não perceba que ela não vale nada e assim assuma um compromisso sério. Algumas vezes eu já fui vitimado por essa moléstia, porém dessa última vez quase fui pra UTI. Explicarei.

Após a viagem de Cancun, eu voltei literalmente quebrado e tive que passar o restante das férias na casa dos meus pais no litoral para me recompor financeira e fisicamente. Por consequência, evitei sair de balada e programas muito dispendiosos. O problema é que minha geladeira litorânea estava bem escassa e como os hormônios estavam a flor da pele, precisava encontrar uma solução pro impasse. Ai pensei na fórmula, sem grana + preciso conhecer gente nova = barzinho. Lá fui eu com o meu primo.

No local só tinha casal, velha e coroa encalhada. Tomei algumas cervejas para melhorar o ânimo e depois de ficar mais alegrinho e com o cafômetro ligado, me dei conta que uma garota estava olhando pra mim, porém com o namorado ao lado. Eu tentava disfarçar pra ficar flertando (palavra velha, não achei uma melhor), mas toda hora que nossos olhos se encontravam o namorado dela olhava pra minha cara. E sabem como é isso, é que nem quando tem uma pessoa deficiente ou com alguma roupa ridícula em determinado lugar, você tenta não olhar, mas toda hora o teu olho te leva pra pessoa. A situação já estava meio embaraçosa e então resolvi dar um fim naquele impasse.

Fui ao caixa pagar a conta, peguei um guardanapo e pedi ao garçom uma caneta. Anotei meu nome e telefone. Fiz uma bolinha de papel e ao sair do lugar sutilmente eu arremessei no colo da garota. Dei uma olhada pra trás (pois caso o namorado dela visse eu já me pirulitava num instante) e ela ficou me olhando com cara de paisagem. Fiquei desanimado, pois achei que ela tinha pensado que eu havia arremessado lixo nela.

Isso foi numa sexta. Já tinha desencanado da garota quando no domingo recebi uma mensagem no celular pedindo para que eu a adicionasse no MSN. Adorei.

Ficamos conversando um tempão, fui um pouco amador e falei algumas coisas da minha vida que deveria ter guardado pra mim. Ok. O papo era bem agradável, mas o fato dela ter namorado e dar em cima de mim deixava claro que dali eu só poderia extrair sexo. Foi o que eu providenciei. Combinamos de ela passar em casa no dia seguinte e ela disse que era só para conversamos pessoalmente (aham).

Já em casa ficamos conversando, o clima esquentou e começou a pegação. A garota tem a pegada e ainda sabia me elogiar, o que só aumentava meu tesão. Quando eu ia avançar pra cima da amiguinha dela, ela me segurou. Disse que estava naqueles dias e que não achava certo dar assim logo de cara para um estranho. Insinuei para ela cair de boca (veja bem, insinuei, não empurrei a cabeça dela), mas disse que ia sair com o namorado e não achava certo ele beijar uma pica por tabela. Apesar de frustrado, deixei quieto e ainda nutri uma ponta de esperança de achar que valeria a pena.

Conversamos nos dias seguintes e combinamos de sair novamente hoje. Só que ela disse que estávamos avançando muito o sinal e que deveríamos ir a um barzinho ao invés de cafa-beach-house. Achei aquilo meio incoerente, pois como uma garota que namora e sai com um cara estranho quer pagar de santa? Mas ok, achei que seria um pretexto para terminarmos em um motel. Ai tive algumas revelações que fizeram com que eu percebesse que tinha sido vítima da Síndrome do Bom Partido.

Caipirinhas, papo vai, papo vem no bar e ai comecei a perguntar sobre namoro, traição e casos. Foi então que ela acabou revelando que já tinha chifrado o namorado em outras ocasiões e que tinha transado logo de cara. Fiquei indignado com a revelação e principalmente pela sinceridade. Ao perguntar pra ela por que comigo estava sendo diferente, ela disse que não queria que nosso relacionamento se resumisse a sexo. Ah pra pqp, queria casar? Pulei fora. Com piriguete não se deve conversar muito, o lance é agir, do contrário corre-se o risco de ser acometido pela Síndrome.

Acho assim, tem hora que a mulher piriguete cansa da sua posição e decide sossegar a periquita com um homem só, mas convenhamos que traindo o namorado não é um bom começo.