Ficar falada

19.May
2008

Quinta-feira passada fui chamado para trabalhar durante três dias na Colômbia. Fiquei feliz não só pelo desafio profissional que a viagem proporcionou, mas também pela chance de conhecer o comportamento e as mulheres do lugar e poder compartilhar com vocês.

Como a maioria dos brasileiros, fui ao país crente que encontraria mulheres com cara amassada e fisionomia de índio. Que nada! As colombianas são tão bonitas quanto as brasileiras e em alguns casos mais bem cuidadas (sabem usar maquiagem e são esbeltas). Na sexta à noite fui a uma balada pequena, mais para conhecer a mulherada e ver como seria a aproximação para beijá-las (e etc). Fiquei assustado. Não havia pessoas ficando na pista com exceção de raros casais. Eu não conseguia flertar com nenhuma garota, pois elas mal olhavam para o lado. Minha guia de baladas (uma colombiana muito simpática para a qual eu trabalho) disse que isso era normal, que as pessoas lá saem para dançar e se divertir com os amigos. Fiquei frustrado.

Sábado à noite minha guia me levou para a melhor balada que tem na cidade (se algum dia vocês forem para Bogotá, passem lá, se chama Andrés Carne de Res). O lugar é bem engraçado, parece cenário daqueles filmes clichês americanos sobre a América Latina onde nos lugares há luzes coloridas no teto, merengue rolando solto e coisas bregas espalhadas na parede como decoração. Só que de brega o público não tinha nada, só gente bonita. Quando entrei no local, fui surpreendido por uma versão espanhola da música “Mila” do Netinho. Em outra situação eu acharia aquilo um horror e iria embora, mas as pessoas cantavam com tanta felicidade (algumas em cima da mesa) que entrei no clima e até ensaiei uns passinhos.

Contagiado pelo clima, pelas amizades colombianas que fiz na pista, e principalmente, depois de uma garrafa de aguardente (bebida típica local) eu segui uma das regras da cafajestagem e virei um merengueiro de primeira. Acabei conhecendo uma garota interessante dançando e…consegui beija-la! (para a tristeza das leitoras que gostam de me ver na pior). Ficamos o resto da noite juntos e perguntei se ela não gostaria de dormir comigo no meu hotel, para a minha surpresa ela aceitou e só foi eu dar uma saidinha para ir ao banheiro que ela desapareceu (para a felicidade das leitoras que gostam de me ver na pior).

No dia seguinte fiquei conversando com a minha guia sobre a garota que eu tinha beijado e como os colombianos encaram essa situação. Ela ficou surpresa por eu ter conseguido e disse que o principal motivo foi por eu ser brasileiro (e eu crente que a tinha seduzido pela dança). Disse a ela como funcionava no Brasil e contei sobre os casos das piriguetes que dão sem mal saber o nome do cara. Ela ficou chocada.

Conversando um pouco mais com ela e analisando alguns relatos de leitoras do blog, percebi que um dos principais motivos para esse choque não é tanto cultural, mas sim regional. Explico.

Bogotá assim como cidades com população relativamente pequena ou que possuem círculos sociais restritos, há o famoso “ficar falada”. Se a garota dá pra um cara que não namora e no mês seguinte dá pra outro, acaba acontecendo a fofoca e pronto, ela é apontada como piriguete. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro isso não acontece ou é raríssimo, pois além de milhares de habitantes os círculos sociais são muito amplos, e o efeito “ficar falada” acaba não ocorrendo (a não ser que a garota seja tão safada a ponto de dar para todos da mesma roda de amigos).

Ufa, ainda bem que moro em São Paulo.

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Ultimamente está complicado atualizar o blog e dar atenção às leitoras no MSN, pois meu trabalho está puxando quase todo meu tempo livre (e o que sobra eu procuro arrumar conteúdo para novas postagens, ou seja, vou à caça). Nessa semana não foi diferente. Fui para Buenos Aires trabalhar num evento da Nokia (que por sinal foi bem legal). Nos primeiros dias eu mal tive tempo de pensar em outra a coisa a não ser trabalho, porém no último consegui arrumar história pra esse post.

Quando o evento acabou foi dada uma festa num dos hotéis mais bacanas de BsAs, o Faena. Eu não tinha idéia do nível do lugar, e acabei indo mais “descolado”. Quando cheguei na festa me senti meio Jeca, pois todo mundo estava de social. Ainda bem que o pessoal da Nokia foi bem receptivo (inclusive uma das mulheres é minha leitora), porém as argentinas não foram.

Estava rolando no lugar duas festas, esta da empresa e outra da alta sociedade argentina. Da empresa eu fiquei comportado por motivos óbvios, porém quando ela começou a miar eu fui dar um pulinho naquela. Chegando lá era incrível o nível das pessoas, só mulher gata, bem arrumada e de nariz em pé. Não sei por que, mas brasileiro é muito mal visto por elas (ainda mais com meu traje). Todas que eu chegava puxando o portuñol me rechaçavam. Ai pensei na tática do francês que, apesar de raramente dar certo aqui no Brasil, na Argentina funcionou.

Faço francês há 5 anos, e consequentemente, já tenho uma boa fluência no idioma. Como algumas mulheres se derretem por estrangeiros, volta e meia quando eu estou zerado numa balada desconhecida eu viro francês para tentar arrumar alguma interesseira tira-colo. Aliás, eu não sou o único que utiliza essa tática, conheço muitos “ingleses” do Pacaembu, alguns “australianos” do Morumbi e uns “espanhóis” da Barra da Tijuca.

Bom, depois de me cansar da indiferença das garotas, comecei a puxar conversa num bom e belo “Que belle! Quel est votre nom?” Foi incrível, de uma hora pra outra eu virei o cara. Curioso que a maioria das gurias que eu conversei falavam um pouco do idioma. Tiveram 3 passagens interessantes, a primeira foi de uma songa-monga que me apresentou toda feliz a um jogador de tênis que tinha ido à França competir (?!), a outra de uma garota que estava acompanhada (eu não tinha visto) e que o namorado dela ao me ver (e saber que eu “era francês”) ficou todo contente e não me largava, e por fim da garota que eu fiquei. Não sei se todas as argentinas são assim, mas essa garota mal deixava eu por a mão na sua cintura, me senti de volta aos meus 14 anos. Depois da 5 tentativa e nada, acabei dispensando-a. Eu tava muito chapado, meu vôo de volta era de manhã e a garota apesar de bonita não tinha sal.

Sempre me disseram que as argentinas eram as mulheres mais interessantes da América Latina, balela. Depois de umas voltas pela cidade e da festa, eu confirmei o que eu sempre tive em mente, as brasileiras são as mulheres mais quentes do mundo (no final do ano eu poderei dar 100% de certeza). Digo isso não só pelos amassos, mas por que são muito mais sensuais.

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