Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu “estado civil” para aprofundar minha análise como espectador e não ator.
Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, “Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia”. Achei que fosse mais um daqueles tantos “alertas” que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.
Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.
Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.
Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda nos convidou para participar, mas ignoramos.
No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, “Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade”. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.
No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).
Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.
Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres “fáceis” lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das “piriguetes húngaras” tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.
E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.
Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.
Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial “I got a feeling”, dando a entender que a noite seria “a good good night” cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás…
(continua no próximo post, com promoção!)
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Bom, para as leitoras que acharam que eu acordei com a uruguaia ou um uruguaio (¬¬) do lado, desculpe desapontá-las, mas foi bem longe disso. Acordei de manhã me sentindo a Hebe Camargo, minha cara estava toda esturricada, parecia que eu tinha aplicado botox com suco de limão e ficado ao sol. Pelo menos eu não estava só nessa, os outros dois companheiros de viagem também estavam a la Hebe e um de olho roxo (ninguém sabe como aconteceu).
Devido a esse tratamento estético, não conseguimos ficar bronzeados nos demais dias, pois a pele morta não bronzeava. Para tentar ficar apresentável no resto da viagem, tivemos que lambuzar a cara de Caladryl e hidratante. Ou seja, a cara de Hebe deu lugar a de Xica da Silva. Desistimos de sair naquela noite e na seguinte.
Na sexta o exu estava represado dentro de nós e a melhor balada estaria por vir. Fizemos novamente nosso aquece de tequila e fomos pro lugar. O problema (ou não) é que em 90% das baladas da cidade rola o esquema de Open Bar, só que é meio fajuto, pois todos os mexicanos que servem no bar ficam pedindo gorjeta e se você não dá o drink vem uma tremenda porcaria. Até ai ok. Só que além de tentarem levar uma graninha do turista bobo pelas gorjetas, há outra forma mais inteligente de roubar, as tequileiras.
As tequileiras são umas mexicanas bonitonas e gostosas que as casas contratam pra ficar perambulando pela balada atrás de homens pra fazer com que eles tomem (e claro, paguem) a bebidinha delas. Eu não sabia como funcionava esse esquema até me aparecer uma morena muito da gostosa, me alisando e passando o peito nas minhas costas. Ela colocou a porra do drink no copinho e me serviu toda sensual. Eu tomei uns 5 copinhos e só quando me engasguei no último que eu fui ver a plaquinha no pescoço dela dizendo que cada um custava 4 doláres, ou seja, tive que pagar 20 dólares pela malandragem. Ai ficamos vacinados.
Passou algumas horas, eu e meus amigos ficamos com algumas canadenses, mas não durou muito por que elas iam voltar pro país delas logo de manhã e tinham que sair cedo da balada. Voltamos à pista. Conheci outra canadense e o negócio começou a pegar fogo, não cheguei a beijá-la, mas segui os ensinamentos que aprendi com as americanas e ficamos naqueles amassos e encoxa-encoxa. Estava quase a convencendo a ir ao meu hotel, quando apareceu um dos meus amigos desesperado dizendo que o outro tinha sido posto pra fora da balada. Resumidamente, uma das tequileiras foi querer dar o golpe nele, ele passou a mão na bunda dela, tomou um tapa na cara e revidou. Porém, a noite não acabou por ali.
Chegamos ao hotel completamente bêbados, sem vontade alguma de dormir e com fome. Decidimos ir comprar alguma coisa na vendinha em frente ao hotel, só que de cueca. Por sorte não deu nada, mas na volta meu amigo sugeriu praticarmos nudismo e ai o bicho pegou. Fomos expulsos do hotel por 3 horas, tiraram nossa pulseira preta que dava direito a open bar no hotel e deram uma branca de criança que proíbe a ingestão de bebida alcoólica.
Nos dias que se seguiram não teve mais nada de anormal, saímos, bebemos, ficamos com algumas gringas, etc. Com exceção do último dia.
No último dia a cidade parecia um velório. Fomos até a zona de barzinhos e tava tudo vazio. Paramos em um mais animadinho, bebemos bastante e fomos embora. Só que um dos meus amigos estava puto com o hotel, pois ele não tinha praticado nudismo e mesmo assim tinha sido punido e recebido a pulseira de criança. Foi então que ele sugeriu nadarmos nus no mar. O outro não topou, pois estava caindo de bêbado.
Estavam lá os dois babacas nadando, quando de repente avistamos 3 mulheres andando pela areia (de madrugada!). Ficamos berrando para elas entrarem, mas ao invés disso elas pegaram nossas sungas e saíram correndo (Eu sei que parece mentira e/ou cena de filme, mas juro que foi verdade) . Por sorte, elas pararam logo mais a frente. Eram três americanas, uma horrível e duas muito gostosas. Meu amigo atacou a feia e a pegou logo de cara. Eu fui querer bater papo e me ferrei. A terceira saiu andando e a que eu estava conversando ficou preocupada e pediu para que eu a acompanhasse para buscar a outra (¬¬’) . Quando voltei meu amigo estava quase transando com a garota, os dois praticamente pelados no maior amasso. As duas bonitinhas deram aquele escândalo americano de dar risada alto, por a mão na boca e ficar berrando “Ow my god, ow my god, what the hell are you doing?!”. Isso chamou a atenção dos seguranças e tivemos que sair correndo pra não ser definitivamente posto pra fora do hotel, ou pior, conhecer a polícia mexicana.
Resumidamente essas foram minhas férias em solo mexicano. Não fiquei decepcionado pelos tombos, peripécias, e demais infortúnios que passei. Obviamente que eu esperava tirar a zica internacional e chegar aos finalmentes, mas eu voltei com tanta história e bagagem cultural que dificilmente vivenciaria no Brasil, já sexo aqui não é tão difícil conseguir. Quem sabe na próxima vez uma oferenda ao buda aquático não resolva?
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O post ficou muito grande pra inserir uma promoção. Por isso peço para vocês sugerirem uma mecânica de promoção pro próximo post. O presentinho que eu darei para a primeira colocada é um Bronzing Powder da MAC (aquele pozinho que dá um aspecto bronzeado ao rosto) + uma barra de chocolate Lindt e pra segunda colocada uma loção da Victoria’s Secret.
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Como avisei no post passado, sai de férias e viajei para o México na semana passada. E pra variar um pouco, me meti em várias “aventuras” e tive alguns dissabores com mulheres estrangeiras, o que mais uma vez comprova minha predileção pelas brasileiras (sem puxa-saquismo).
Antes de viajar, eu e meus amigos tínhamos lido em alguns depoimentos na internet que as aeromoças da Copa Airlines eram gatas e davam mole para os passageiros. E o que fizemos? Viramos algumas garrafas de vinho antes de embarcar para começar a azaração antes mesmo de chegar em solo mexicano. Só que tivemos a infeliz surpresa de nos depararmos com umas panamenhas com cara de índia Maia velha. Tudo bem, a viagem estava só começando.
Ao chegar na recepção do hotel, demos de cara com um grupo de russos que mais parecia os cariocas faço-jiu-jitsu-e-tenho-um-pitbull do carnaval passado. Tudo bem, a viagem estava só começando.
Mesmo cansados da viagem e de ressaca, resolvemos ir à balada e tentar a sorte por lá. A discoteca era uma criptonita pro cafa, ou seja, ao ar livre (sempre me dou mal nestes tipos de balada). De repente parece que um cano de americana gostosa tinha estourado e surgiu um grupo de 10 dançando bem animadas e vulgarmente na pista. Pra quem não conhece o esquema, americana não beija na boca assim tão facil como brasileira, mas qualquer um que cola atrás elas ficam rebolando no amigão (até mesmo no garçom). Confesso que eu e meus amigos ficamos um pouco ariscos com aquela inovação e pelo fato de termos bebido várias garrafas na noite anterior, não conseguimos ficar desinibidos o suficiente para ir chinchar uma americana no meio da pista. Porém, uma inglesa ficou olhando pra mim e resolvi bater um papo com ela, mas ficou uma coisa tão mecânica e sem cadência que a atração broxou e zeramos naquela noite. Tudo bem, a viagem estava começando.
No dia seguinte a gente foi num parque aquático cheio de atrações entre elas coisas místicas para purificar o corpo e demais baboseiras. Desconfiados que o olho gordo no Brasil pudesse comprometer mais um dia de azaração, resolvemos pedir a benção para um buda aquático que ornamentava um riozinho do parque. A cena foi ridícula, mas deu mais ou menos certo. A noite prometia se não fosse por alguns detalhes.
Nesse dia havia uma festa da espuma no hotel que estávamos, mas como não botávamos muita fé no seu sucesso, resolvemos fazer um aquece no barzinho e depois só dar uma passada no lugar. O problema (ou não) é que fizemos aquece de tequila e já chegamos na festa chamando urubu de meu louro. A balada estava bem lotada e só foi começar a cair espuma do teto pra gente literalmente mergulhar na pista. Era tanta felicidade e desenvoltura que cheguei numa uruguaia e finalmente tirei a zica e na sequência meus amigos fizeram o mesmo.
Porém, surgiram dois problemas, um que a espuma era meio tóxica e digamos que as partes baixas ficaram expostas a ela e estavam ardendo pra caramba, segundo e o mais patético, foi que o babaca bêbado quis fazer graça e dançar junto com a uruguaia em cima da mesa. Só que ao descer, imaginei que havia um banquinho logo atrás da mesa e ao pular nele pisei em falso e tomei um belo tombo no chão. Com os braços ralados, cotovelo luxado e partes baixas ardendo, resolvi que o melhor seria evaporar pro meu quarto e aproveitar a praia no dia seguinte, só que eu acordaria com uma surpresa e outras maiores estariam por vir…
(continua no próximo post [e com promoção])
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Semana passada fui incumbido de ir à Venezuela ficar 2 dias para trabalhar num projeto
Muitas leitoras me criticam pelo fato de só me relacionar/procurar mulheres
Porém, eu só conseguia ver velhos, funcionários e chineses por todos os lugares que eu andava. Decidi tomar um café e encontrei uma garota de costas pra mim sentada na mesa. Depois de terminar o café ela foi pra uma livraria (bom sinal!). Fiquei pensando em como chegar nela, “Olá, sabe me dizer se esse livro é bom?” (não, muito batido), “Olá, pra onde você está indo?” (dã), “Quer uma ajuda?” (eu ia parecer um vendedor). Enfim, meu cérebro e galanteio não estavam muito bem as 3:00 da manhã. Segui-a por um tempo, mas devido ao ridículo da situação e por ela estar meio arredia, entrei logo no portão de embarque. Hora de conhecer as misses venezuelanas no avião. Um horror, só tinha gente com cara de índio e brasileiras (feias).
Já na Venezuela fiquei sabendo que em Agosto é mês de férias lá, e consequentemente, boa parte das mulheres estavam fora da cidade. Para ajudar, só ficaria até quarta de madrugada em Caracas, ou seja, sem baladas. Sobrou o hotel e barzinhos.
No hotel fui recepcionado por uma multidão de velhinhos no saguão. Nada de mulheres. Mal tive tempo de conhecer o lugar, pois tinha uma reunião que me tomaria o dia inteiro e minha energia. Fui pra cama direto. Segunda-feira perdida em relação a conhecer venezuelana.
Na terça também fiquei o dia inteiro trabalhando, só que tirei as últimas forças para ir a um barzinho e tentar um approach com as “misses”. Mais frustração. As misses devem viver numa ilha isolada na Venezuela ou todas decidiram tirar férias. O lugar estava vazio. Voltei para o hotel umas 23:00 decidido a ir num outro barzinho (que diziam ser mais movimentado) e depois ir de lá para o aeroporto. Porém, eu estava tão cansado que acabei dormindo dentro da banheira, perdi o barzinho e quase o meu vôo.
Algumas devem estar perguntando, mas por que o título “bonzinho”? Explico.
Sempre quando viajo pra fora eu compro alguns cremes da Victoria’s Secret para as lanchinhos com lugar especial na geladeira. Porém, como atualmente não há nenhuma que mereça ganhá-lo, adivinhem quem o cafa vai presentear? Você leitora assídua e fiel ao blog!
No próximo post (entre domingo a noite e segunda de manhã) vocês encontrarão um questionário com perguntas relacionadas ao blog e ao cafa. A primeira leitora que acertar todas as questões ganha o creme (pode escolher o “Pure Seduction” ou “Strawberries and Champagne”). Só participa leitoras residentes no Brasil.
Beijos e até lá!
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Quinta-feira passada fui chamado para trabalhar durante três dias na Colômbia. Fiquei feliz não só pelo desafio profissional que a viagem proporcionou, mas também pela chance de conhecer o comportamento e as mulheres do lugar e poder compartilhar com vocês.
Como a maioria dos brasileiros, fui ao país crente que encontraria mulheres com cara amassada e fisionomia de índio. Que nada! As colombianas são tão bonitas quanto as brasileiras e em alguns casos mais bem cuidadas (sabem usar maquiagem e são esbeltas). Na sexta à noite fui a uma balada pequena, mais para conhecer a mulherada e ver como seria a aproximação para beijá-las (e etc). Fiquei assustado. Não havia pessoas ficando na pista com exceção de raros casais. Eu não conseguia flertar com nenhuma garota, pois elas mal olhavam para o lado. Minha guia de baladas (uma colombiana muito simpática para a qual eu trabalho) disse que isso era normal, que as pessoas lá saem para dançar e se divertir com os amigos. Fiquei frustrado.
Sábado à noite minha guia me levou para a melhor balada que tem na cidade (se algum dia vocês forem para Bogotá, passem lá, se chama Andrés Carne de Res). O lugar é bem engraçado, parece cenário daqueles filmes clichês americanos sobre a América Latina onde nos lugares há luzes coloridas no teto, merengue rolando solto e coisas bregas espalhadas na parede como decoração. Só que de brega o público não tinha nada, só gente bonita. Quando entrei no local, fui surpreendido por uma versão espanhola da música “Mila” do Netinho. Em outra situação eu acharia aquilo um horror e iria embora, mas as pessoas cantavam com tanta felicidade (algumas em cima da mesa) que entrei no clima e até ensaiei uns passinhos.
Contagiado pelo clima, pelas amizades colombianas que fiz na pista, e principalmente, depois de uma garrafa de aguardente (bebida típica local) eu segui uma das regras da cafajestagem e virei um merengueiro de primeira. Acabei conhecendo uma garota interessante dançando e…consegui beija-la! (para a tristeza das leitoras que gostam de me ver na pior). Ficamos o resto da noite juntos e perguntei se ela não gostaria de dormir comigo no meu hotel, para a minha surpresa ela aceitou e só foi eu dar uma saidinha para ir ao banheiro que ela desapareceu (para a felicidade das leitoras que gostam de me ver na pior).
No dia seguinte fiquei conversando com a minha guia sobre a garota que eu tinha beijado e como os colombianos encaram essa situação. Ela ficou surpresa por eu ter conseguido e disse que o principal motivo foi por eu ser brasileiro (e eu crente que a tinha seduzido pela dança). Disse a ela como funcionava no Brasil e contei sobre os casos das piriguetes que dão sem mal saber o nome do cara. Ela ficou chocada.
Conversando um pouco mais com ela e analisando alguns relatos de leitoras do blog, percebi que um dos principais motivos para esse choque não é tanto cultural, mas sim regional. Explico.
Bogotá assim como cidades com população relativamente pequena ou que possuem círculos sociais restritos, há o famoso “ficar falada”. Se a garota dá pra um cara que não namora e no mês seguinte dá pra outro, acaba acontecendo a fofoca e pronto, ela é apontada como piriguete. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro isso não acontece ou é raríssimo, pois além de milhares de habitantes os círculos sociais são muito amplos, e o efeito “ficar falada” acaba não ocorrendo (a não ser que a garota seja tão safada a ponto de dar para todos da mesma roda de amigos).
Ufa, ainda bem que moro em São Paulo.
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Ultimamente está complicado atualizar o blog e dar atenção às leitoras no MSN, pois meu trabalho está puxando quase todo meu tempo livre (e o que sobra eu procuro arrumar conteúdo para novas postagens, ou seja, vou à caça). Nessa semana não foi diferente. Fui para Buenos Aires trabalhar num evento da Nokia (que por sinal foi bem legal). Nos primeiros dias eu mal tive tempo de pensar em outra a coisa a não ser trabalho, porém no último consegui arrumar história pra esse post.
Quando o evento acabou foi dada uma festa num dos hotéis mais bacanas de BsAs, o Faena. Eu não tinha idéia do nível do lugar, e acabei indo mais “descolado”. Quando cheguei na festa me senti meio Jeca, pois todo mundo estava de social. Ainda bem que o pessoal da Nokia foi bem receptivo (inclusive uma das mulheres é minha leitora), porém as argentinas não foram.
Estava rolando no lugar duas festas, esta da empresa e outra da alta sociedade argentina. Da empresa eu fiquei comportado por motivos óbvios, porém quando ela começou a miar eu fui dar um pulinho naquela. Chegando lá era incrível o nível das pessoas, só mulher gata, bem arrumada e de nariz em pé. Não sei por que, mas brasileiro é muito mal visto por elas (ainda mais com meu traje). Todas que eu chegava puxando o portuñol me rechaçavam. Ai pensei na tática do francês que, apesar de raramente dar certo aqui no Brasil, na Argentina funcionou.
Faço francês há 5 anos, e consequentemente, já tenho uma boa fluência no idioma. Como algumas mulheres se derretem por estrangeiros, volta e meia quando eu estou zerado numa balada desconhecida eu viro francês para tentar arrumar alguma interesseira tira-colo. Aliás, eu não sou o único que utiliza essa tática, conheço muitos “ingleses” do Pacaembu, alguns “australianos” do Morumbi e uns “espanhóis” da Barra da Tijuca.
Bom, depois de me cansar da indiferença das garotas, comecei a puxar conversa num bom e belo “Que belle! Quel est votre nom?” Foi incrível, de uma hora pra outra eu virei o cara. Curioso que a maioria das gurias que eu conversei falavam um pouco do idioma. Tiveram 3 passagens interessantes, a primeira foi de uma songa-monga que me apresentou toda feliz a um jogador de tênis que tinha ido à França competir (?!), a outra de uma garota que estava acompanhada (eu não tinha visto) e que o namorado dela ao me ver (e saber que eu “era francês”) ficou todo contente e não me largava, e por fim da garota que eu fiquei. Não sei se todas as argentinas são assim, mas essa garota mal deixava eu por a mão na sua cintura, me senti de volta aos meus 14 anos. Depois da 5 tentativa e nada, acabei dispensando-a. Eu tava muito chapado, meu vôo de volta era de manhã e a garota apesar de bonita não tinha sal.
Sempre me disseram que as argentinas eram as mulheres mais interessantes da América Latina, balela. Depois de umas voltas pela cidade e da festa, eu confirmei o que eu sempre tive em mente, as brasileiras são as mulheres mais quentes do mundo (no final do ano eu poderei dar 100% de certeza). Digo isso não só pelos amassos, mas por que são muito mais sensuais.
