Cafa e sentimentos

6.dez
2009

Uma pergunta muito recorrente que me fazem a respeito do Manual é por que um blog com um layout fraquinho, pouco atualizado e sem recursos visuais nos posts é tão acessado e comentado considerando que há milhares de blogs do gênero por ai.

Acredito que são 3 os principais motivos. O primeiro é a participação das leitoras que por meio dos comentários ajudam a enriquecer os textos e geram uma relação escritor / leitor raramente vista em blogs. A segunda é a eterna busca feminina em saber o que os homens pensam. E a terceira (que está diretamente relacionada com a segunda) é a transparência e objetividade com que exponho os temas. Não me preocupo em agradar determinado grupo de mulheres ou em ser politicamente correto em temas mais delicados. Procuro sempre passar uma visão fria e racional dos assuntos, a visão de boa parte dos homens.

Só que relacionamento, amizade, amor, etc não são uma ciência exata. Por mais que eu queira procurar a objetividade e racionalidade nos temas, tudo pode mudar. Além do que, e por mais clichê que isso possa parecer, sou humano. As vezes pela forma como exponho os assuntos, parece que sou uma pessoa que não erra, uma máquina, que tenho a resposta na ponta da língua e firmeza em todos os assuntos abordados. Mas não sou assim.

Faço toda essa introdução porque esse período em que estive afastado da minha namorada me ajudou a repensar algumas atitudes e rever a forma de encarar os relacionamentos.

Como eu havia falado, dei um tempo, sai com os amigos solteiros, segui as 6 dicas para me manter afastado da minha ex e estava decidido no meu propósito.

Só que em uma bela sexta-feira, a saudade bateu. Ainda assim me mantive firme, pois poderia ser um sentimento de posse que estava me tomando ou apenas algo físico. Fui ao supermercado comprei um vinho, pistache e decidi passar a noite inteira bebendo, comendo porcaria e trabalhando para tirar a ex da cabeça. Só que ao chegar em casa me deparei com uma carta dela.

Não quis abri-la. Pensei em queimá-la sem ler. Mas tomei banho, jantei e decidi abrir de uma vez. Não entrarei no detalhe do conteúdo da carta, mas digamos que me tocou profundamente. Não tinha pieguices, lugar-comum, perfume ou demais patetices que mulher apaixonada enfia em carta romântica. Tinha rasuras, letra torta e alguns erros, mas o conteúdo era sincero e de alguém que havia reconhecido seus erros, apontado os meus e mostrado que a vida / um relacionamento não é uma fórmula matemática. Pensei, repensei e decidi que deveria dar “uma chance” pra nós.

Sim, eu sei que pode parecer incoerente, pois há dois posts eu disse que não acreditava em chances. Mas, como eu mencionei nesse post, é muito fácil tomar uma decisão apenas pensando racionalmente, seguir uma fórmula e esquecer a emoção.

Talvez amanhã eu possa ver que errei, que deveria ter queimado a carta e partido para outra. Só que eu também poderia olhar pra trás e falar “eu deveria ter dado uma chance”. E o que fazer? Não sei vocês, mas eu prefiro relevar alguns dos meus princípios e pecar por ter tentado a ter desistido na primeira dificuldade.

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(continuação)

(…)

“Sexo – Como deu pra notar, não espero que você se case virgem. Isso foi uma das coisas mais idiotas e retrógradas que a Igreja enfiou na sociedade e que muita gente quadrada prega. Isso não quer dizer que você deve sair dando pra qualquer um por ai. Saiba usar a liberdade sexual que sua avó e mãe tanto brigaram e se desgastaram da melhor forma possível. Quando você vê filme de romance na TV, parece que para um casal ser feliz basta fazer coisinhas meigas um para o outro, acordar o parceiro com um café da manhã na cama, enviar um buquê de flores e demais melações. Isso até faz parte de um relacionamento bacana, mas não corresponde a metade do que ele é de verdade. O peso do sexo é enorme na relação e se for meia boca, imagine ter que ficar anos com alguém meia boca do seu lado? Vira amiguinho. Por outro lado, provavelmente você encontrará alguém que te faça ver estrelas e que role uma química incrível, porém nem sempre essa pessoa terá outros atributos (como carinho por você, respeito, amizade, etc) e só vai querer te comer. Você será apenas mais uma. E não caia nos modismos de seriados como o Sex and The City (que pra você  já será velho) em que fazer sexo é como abrir porta, onde transar com o porteiro é o maior sarro, dar para o cara no cinema é ser descolada e fazer um oral no estacionamento da balada é ser moderninha. Pelas costas você será conhecida como uma vagabunda.

Homem – Esse tema daria pra escrever um livro pra você tamanha a complexidade e conselhos que eu deixaria, mas tentarei ser sucinto e direto ao ponto. As mulheres geralmente evoluem intelectualmente muito mais rápido que os homens conforme vão crescendo, por isso você deve achar a maioria dos garotos da sua idade um bando de bobo. Porém, a malandragem e inteligência emocional é muito mais forte e desenvolvida neles. Isso será um problema. Enquanto a garota falará orgulhosa para amigas que conquistou o garoto mais popular da classe, ele vai se gabar por ter beijado a garota mais gostosa e ter passado a mão na bunda dela. E isso se repetirá conforme os anos passarem (guardadas as devidas proporções). Muitas garotas de 20 e poucos anos vão achar que está indo pra cama, porque o cara gosta dela, mas no dia seguinte metade da turma estará sabendo até a cor do ovário da coitada e ele nem lembrará seu nome. Sendo bem direto, para a grande maioria dos homens você será apenas um buraco onde eles tentarão enfiar os seus pipis. Eles serão amigos, gentis, solidários e muitas vezes farão juras de amor que te deixará desconcertada, mas é só te levar pra cama para que apareça a verdadeira pessoa por trás da máscara e que você vire apenas mais uma. Não caia no papinho que se você não der de primeira vai perder o cara, se ele gostou de você irá te procurar mais vezes. Lembre-se, mulher é quem coloca o freio na relação e conhecendo o cara ao longo do tempo conseguirá identificar se ele ainda te enxerga como um buraco ou como uma mulher.

Feminilidade – Esse é um dos principais conselhos que eu deixo pra você, nunca perca a sua essência feminina. Apesar de relativamente novo, eu cansei de ver centenas de mulheres levantando a bandeira de que são iguais aos homens, que podem fazer tudo o que eles fazem. E podem, mas conseguem ser no mínimo patéticas. Você não é igual a um homem nem nunca será. Ainda bem. Se fosse igual, você não teria nascido e eu estaria casado com um homem, pois me entenderia e não teria DR´s. O que atrai os homens nas mulheres é a fragilidade, o apego aos detalhes, a dedicação com o parceiro, a perspectiva de ver as coisas de uma forma emotiva, enfim, a sensibilidade. Espero que na sua idade o feminismo seja uma causa vazia e que ele dê espaço à feminilidade.

Não estenderei mais essa carta, pois não quero que isso vire um tratado e que você guie todas as suas ações como se dependesse de um manual. A sua maior escola será a experiência prática. Muita das coisas que eu falei você não irá cumprir e provavelmente aprenderá sofrendo. Mas, como um bom pai, gostaria que isso fosse minimizado.

Um grande beijo de alguém que ainda nem te viu nascer, mas que já se preocupa com o seu futuro”.

Essa é a carta que eu deixaria à minha filha. Talvez no futuro e com mais maturidade eu revisite alguns pontos e adicione outros, mas creio que  já será um bom ponto de partida.

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Calma. O namoro do Cafa vai bem, mas ele ainda não será papai, nem está prestes a bater as botas. Explico o motivo do post.

Desde pequeno eu nunca pensei em ter filha. Tinha em mente aquele pensamento machista, “não quero ter filha e saber que algum homem vai comê-la”. Porém, com o passar do tempo, amadurecimento e analisando os comentários femininos aqui do blog, percebi que filha mulher tem muitas vantagens e qualidades que raramente há nos homens e que eu nunca tinha parado pra pensar. Por isso, além de um cafinha eu pretendo ter uma mocinha.

Só que tenho observado que com toda a liberdade feminina (seja comportamental, financeira ou sexual) muitas mulheres se perderam no caminho. Ao invés de usar essa liberdade a seu favor, trocaram os pés pelas mãos, procuram se igualar em tudo aos homens e depois ficam chorando pelos cantos tentando entender onde que erraram e no fim jogam a culpa nos próprios homens e nessa sociedade machista.

Nesses dois anos e meio de blog recebi centenas de e-mail de leitoras e comentários aqui no blog me agradecendo por ter aberto os olhos delas e feito compreender que o mundo não é assim tão rosinha e simples como um conto da Cinderela e um Sex and The City que no final tudo é resolvido com umas comprinhas em loja de grife e uma putaria com um desconhecido. Portanto, assim que minha filha completar 15 anos, vou fazer questão que ela leia os textos que escrevi neste blog (que provavelmente não existirá mais), mas antes mostrarei uma carta pra ela. Segue-a abaixo.

“Querida filha,

Escrevo essa carta muito antes de você nascer e espero que com seus 15 anos de idade você já tenha maturidade e inteligência suficientes para encarar todos os problemas e desafios que virão daqui pra frente.

Essa carta poderia conter várias dicas escolares e/ou profissionais, vários lugares comuns e declarações kitsch de amor, mas isso são coisas que em simples conversas de pai pra filha se resolvem e em alguns gestos de carinho. Porém, há certos assuntos que nem sempre são fáceis de resolver em uma conversa devido a timidez e vergonha em relação a temática, mas que são importantes para o seu desenvolvimento emocional. Além disso, quero evitar que você sofra em vão e chore por coisas (e gente) que não valem a pena. Dividirei por tópicos (coisa de um chato metódico).

Popularidade – Espero que você não seja a garota popular do colégio ou faculdade. Geralmente essas garotas são fúteis e ocas por dentro. Acreditam que conseguirão tudo na vida dando apenas um sorriso e mostrando a bunda, mas quando ficam velhas não conquistaram nada (no máximo um marido rico). Quando jovens, pessoas inteligentes e com senso crítico não são muito valorizadas pela maioria e consequentemente não são populares. Não se preocupe com isso.

Amigas – Você deve conhecer muitas garotas e as julga amigas. Mas cuidado, mais da metade delas não pensará duas vezes se tiver que pisar em você pra conseguir algo. Muitas delas ficarão com garotos que você paquera, outras falarão mal e tirarão sarro de você pelas costas. Não se nivele a elas, não brigue, trate-as como colegas. A vida se encarregará do resto. Suas melhores amigas você contará dos dedos da mão (e talvez as encontrará apenas quando for mais velha) e as valorize muito, elas são a família que você pode escolher e você aprenderá muito com elas.

Balada – Espero que você aproveite as baladas tanto quanto seu pai curtiu quando era mais novo. Dance bastante, beba (só depois dos 18) e se divirta com as suas amigas. Se aparecer algum cara bonitão e principalmente com bom papo e algo na cabeça (que não seja gel e boné), dê uns beijos. Sua avó não teve essa liberdade, sua mãe teve um pouco e você terá bastante. Porém, não entre em ondinhas que os homens colocam como “super descoladas” e depois te chamam de vagabunda pelas costas. Alguns exemplos: beijar mulher na balada, transar na primeira noite que conheceu o cara, encher a cara até vomitar, etc. Na hora tudo parece muito bom e divertido, mas nos dias seguintes, em grande parte das vezes, é só decepção.

Virgindade – Se você já perdeu a virgindade, espero que ao contrário de grande parte das garotas, ela tenha sido prazerosa e com alguém especial. Se ainda não perdeu, mantenho a expectativa de que ela seja boa. Se não for, saiba que melhores (e muito melhores) virão. Porém, quero que você entenda que provavelmente o garoto que transar pela primeira vez com você, não será o homem de sua vida, mas você jamais se esquecerá dele. E cá entre nós, não seria bacana ter a recordação de um abobado para o resto da vida, por isso saiba escolher essa pessoa especial.

Namoro – Seu pai não teve muitas experiências em relação ao namoro (quando escrevo essa carta estou com 26 anos e namorei apenas 3x), mas aprendeu bastante com a terceira namorada. Nunca namorei, pois sempre que ficava com alguma garota, sentia que algo faltava nela. Se rolava química, a garota era uma mula. Se era inteligente, não rolava química. A união dos dois sempre foi um problema e acredito que será para você também. Por isso, não comece a namorar até você ter certeza de que encontrou alguém bacana e “completo”. Conheço vários casais que começaram a namorar por mera convenção e um vivia traindo o outro (algo que eu espero que você nunca faça) e insatisfeito. Se você não encontrou alguém bacana, gerencie a sua geladeira com pessoas especiais e vai curtindo sua solteirice até achar alguém que desperte algo diferente em você e que isso seja recíproco. E muito importante, não se desespere mesmo se com seus 20 e poucos anos não encontrar alguém interessante. Não há nada mais deprê que uma mulher solitária atirando pra tudo quanto é lado pra ver se fisga algum homem. Uma parte significativa dos homens só está a fim de curtição e completamente desencanado de algo sério, mas se você for especial para algum deles (que não seja um acéfalo), pode ter certeza que ele continuará na curtição, mas com você do lado. (…)

(continuará no próximo post)

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Dia desses estava conversando com um conhecido sobre relacionamento. O garoto é mais novo, tem lá seu 20 e poucos anos, mas a sua maneira de pensar sobre relacionamento e seus valores são muito próximos a de muitos homens mais velhos.

O cara é um aprendiz de cafa, tempos atrás sempre vinha com uma história de pegação ou uma estripulia com mulheres lanchinho. Porém, há cerca de 2 meses o garotão ficou com uma menina bacana que o fez tirar o pé do acelerador e cogitar a hipótese de namoro.

Nesse dia que estávamos conversando ele me contou sobre como andava o seu relacionamento e o de um amigo próximo. Primeiro ele pediu minha avaliação sobre o amigo dele. Vou resumir a história.

O cara tinha conhecido a garota em uma festa universitária, porém ela se negou a ficar com ele. Trocaram MSN. Depois de ele encher bastante o saco, ela acabou cedendo e eles saíram. Se beijaram. Saíram mais umas 5x e na sexta a garota acabou fazendo um oral para o cara dentro do carro. Ai nessa hora o aprendiz interrompeu a história e falou que o amigo dele estava apaixonado pela garota e que ela é a mulher da vida dele (brega, mas ok), o aprendiz rebateu e disse para o cara pular fora, pois se tratava de uma vigarista. Ai eu o interrompi e fiz alguns questionamentos.

Perguntei se o motivo dela ser vigarista era pelo fato de ter feito boquete para o cara dentro do carro. Ele afirmou que sim. Eu argumentei que já era a sexta vez que eles saíram, que não seria algo tãaao anormal. Ele replicou e disse “Mas cara, no carro? E ele nem tinha tocado nela direito”. Ai eu perguntei sobre a garota que ele estava saindo, se já tinham avançado.

Ele me disse que quando gosta de uma garota e acredita que há possibilidade dela vir a ser sua namorada, ele não avança o sinal, pois se ela ceder logo de cara, ele desiste de ter algo sério e ela vira mais uma lanchinho. Ai já posso imaginar o nó na cabeça das leitoras, “se dou me tacham de piriguete, se não dou dizem que faço c* doce, Ó!!”

Hoje, com um pouco mais de maturidade eu entendo a lógica do raciocínio dele. Boa parte dos homens não quer namorar com uma garota que dê logo de primeira, uns dizem que essas são vagabundas e que não seriam uma companheira fiel ou que ao passear publicamente encontrariam vários “sócios” pela rua, mas eu arrisco outra opção. Quando a garota dá logo de primeira a impressão que passa é que ela faria isso com qualquer um que chegasse com um bom papinho e uma lataria apresentável, que pouco importa a “essência” do cara e o sentimento que tem por ele.

Ai as feministas vão fazer mimimi e falar “Ah, mas e aos homens que saem comendo qualquer uma por ai, também não se aplica a mesma regra?” E respondo, não necessariamente. Há uma diferença muito grande entre como o homem e a mulher enxergam o sexo. É meio clichê, mas não deixa de ser verdade. Para o homem fazer sexo, ele precisa estar com tesão, a mulher de tesão e estar envolvida. As que não precisam estar envolvidas são essas rejeitadas ou tachadas de piriguete. E se alguma feminista ainda insistir em dizer que mulher não precisa estar envolvida para transar, qual a justificativa pra não existir puteiro lotado de mulheres e grande parte da clientela de michês serem de homens gays?

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No começo dessa semana fui até a casa de um amigo que está com alguns problemas pessoais para jogar conversa fora e dar um apoio emocional. Como não podia deixar de ser, um dos assuntos em pauta foi “mulheres”. Durante a conversa um assunto peculiar veio à tona, a escassez de mulheres engraçadas.

Até proponho esse desafio para vocês, pensem rápido no nome de uma mulher famosa na TV que seja engraçada (se falar a Regina Cazé pode parar de ler aqui). Difícil né?

Fiz um esforço imenso para me lembrar de um nome. Confesso que a primeira imagem que veio na minha cabeça foi a Regina Cazé, mas como de engraçada ela não tem nada, pensei em outras. Veio Sabrina Sato (que na verdade está em um programa humorístico fazendo mais sucesso muda, com pouca roupa e de costas), Maria Paula (que assim como o Casseta e Planeta, afunda no mar do senso comum, exibicionismo e piadas rasas), algumas abobadas do Zorra Total (que a graça está ou no corpo ou em uma jargão idiota a la “to podendo”) e por fim a pequena Maísa que é engraçada sem querer. Depois de muito esforço me lembrei de uma japinha de um grupo humorístico “10 necessários” que se salva e junto com outro cara salva o resto da trupe.

Para não restringir a esse universo de celebridades, nós procuramos em nosso meio social identificar quais mulheres classificaríamos como “engraçada” e o resultado não foi muito alentador. Primeiro apareceram as que são engraçadas sem querer (seja pelo comportamento estranho, vestimentas ou hábitos peculiares), mas isso não se enquadra como algo positivo. Depois fizemos um esforço maior e conseguimos identificar que a cada 10 mulheres que conhecemos 1 é divertida.

Não consigo falar com exatidão o motivo pelo qual há mais homens engraçados que mulheres, mas citarei algumas características que observamos em comum nas nossas amigas engraçadas:

Inteligência – Essa característica está presente em todas as nossas amigas engraçadas. Para ser engraçada, a garota tem que ter repertório, ler, esta sempre antenada, pois a piada boa e a sacada inteligente vem do senso de oportunidade, do raciocínio rápido que quase todas as pessoas inteligentes possuem.

Não ser palhaça – A garota divertida não se preocupa em sempre fazer uma piada boa toda hora, em provocar um riso no interlocutor a cada minuto. Ou seja, não é uma palhaça. Ela fala muita coisa que não tem graça e outras completamente no-sense, mas o saldo final sempre é positivo. Na maioria dos casos, a pessoa que se esforça em ser engraçada a todo instante (ou que se denomina “engraçada”), é uma grande tremenda chata.

Saber ser séria – O problema de algumas pessoas brincalhonas é que na hora de ser séria acabam perdendo a credibilidade. A garota engraçada sabe ser divertida no momento certo e quando precisa ser séria, ela consegue passar a mensagem.

Teatralizam – Cada uma de nossas amigas tem uma maneira peculiar de se expressar na hora de falar algo engraçado. É a entonação da voz que muda, é uma gesticulação diferenciada, enfim, é uma teatralização que por mais que o conteúdo seja bobo, a forma como é expressado faz com que tenha sua graça.

Alheia a modismos – Como eu disse no tópico anterior, a pessoa pra ser engraçada precisa de uma marca própria. Não tem coisa mais deprimente que mulher tentando ser engraçada utilizando jargões alheios. Esporadicamente é até engraçadinho, mas usar a exaustão fica uma tremenda boboca. Ano passado eu costumava almoçar com uma colega de trabalho que a cada 5 minutos teimava em falar aquela frase idiota do Zorra Total “isso não te pertence”.

Timing pra piada  – Esse é um dos principais defeitos das mulheres malas. Falta de timing pra piada. Ela conta algo engraçado, ai todo mundo ri. Não satisfeita pelo efeito provocado, ela insiste em prorrogar a piada e fica querendo florear, estende o assunto até não poder mais, ai o que é engraçado fica pedante e as pessoas não vêem a hora da abobada calar a boca.

Sutileza – Para ser engraçada não precisa necessariamente contar uma piada ou um causo. Grande parte das colocações engraçadas vem de uma boa sacada, com sutileza. É uma frase bem inserida, uma expressão contextualizada, enfim, na maioria das vezes não é necessário fazer um stand up comedy para agradar.

Sem preconceitos e tabus – Talvez esse seja uma das maiores barreiras que dividem uma garota engraçada de uma chata. Geralmente as piadas e colocações mais engraçadas são aquelas politicamente incorretas, ácidas e sarcásticas. Quase todas as mulheres cheia de pudores e quadradas não tem graça. Minha amigas mais divertidas são aquelas que adoram ouvir uma fofoca sobre putaria, algumas baixarias relacionadas a sexo ou uma piada de humor negro. Isso não quer dizer que são imorais ou piriguetes, mas que não se apegam a convenções moralistas e machistas.

Novamente, é importante destacar que nenhum homem curte estar com o palhacinho Arrelia ao seu lado, que toda hora tem uma piadinha pra fazer, uma macaquice pra aprontar e um riso a arrancar. Basta ser original e preencher os requisitos acima. Só que isso é artigo raro no mercado.

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Em um determinado momento da minha fase cafajestense, eu era completamente desencanado com a qualidade das mulheres que eu me relacionava. Obviamente que eu não saia com garotas sem dente na boca, beijava sujas ou me deitava com alguma com nojeiras pelo corpo (quando ocorria, eu corria).

A qualidade que eu me refiro é do beijo, das atitudes, da inteligência, do sexo, enfim, de coisas ‘intangíveis’. Eu não me importava, pois encarava estas mulheres como meros buracos. Eram úteis apenas para me aliviar fisiologicamente.

Só que depois de certa idade e/ou com o amadurecimento nos relacionamentos, comecei a perceber que estes tipos de mulheres não me acrescentavam em nada, não me ajudavam a evoluir como pessoa, pelo contrário, eu tinha que me rebaixar para poder ficar no mesmo nível delas. E a partir do momento que você se rebaixa, você rebaixa seu posicionamento e ai #vaidamares, é vista como uma piriguete ou como um pau-loco o que fatalmente afastará pessoas ‘que prestam’.

A leitora Genivalda trouxe uma história que ilustra esse ponto e nos faz refletir se vale a pena se nivelar por baixo ou ficar na seca. Vamos à história comentada.

“Em janeiro fui convidada a ir numa festa com uma amiga. Já que estava (e ainda estou) na fossa por causa de um cara que me trata com indiferença, topei. O ambiente estava ótimo, e me senti a vontade para beber umas e outras, me divertir e dar umas risadas com o pessoal.

Cafa > Mulher só muda de endereço, né? É só tratar com um pouco de indiferença que ficam todas bobas. Isso ilustra o gráfico de uns posts atrás.

No local tinha vááááááários garotos bonitos, mas nem me atentei muito a este detalhe – até por que estava triste por causa do idiota que gosto. Até que a bebida faltou e um cara me convidou para ir com ele comprar umas caixas de cerveja.

Fomos com minha amiga junto, ele me tratou de modo cordial e voltamos à festa. Enquanto isso, todas as minhas amigas já tinham ficado com algum rapaz e estavam acompanhadas por eles. Até aquela que foi comigo no bar comprar as bebidas “se arrumou” num clique.

Este rapaz começou a me cercar… Papo vai e papo vem, ficamos.
Eis a surpresa: O CARA BEIJAVA HIPER MAL! Não havia jeito de rolar um encaixe, e olha que sou paciente. Quando fui embora da festa, pensei comigo: “nunca mais, Deus me livre”! Química para mim é importante.

Cafa > Foi o que eu disse no post da Hora do Beijo. O beijo é um dos primeiros passos para saber se há química, se ele já foi uma merda, 50% do negócio foi pro saco.

Na segunda-feira já recebi uma mensagem dele (detalhe: nem trocamos o número de celular) e assim foi durante a semana inteira. Na sexta seguinte fui numa festa e ele estava lá. Bebeu todas e tentou me agarrar a força, mas recusei de todas as formas. Teve um momento que não suportei e disse palavras chulas para ele, a pressão estava demais (meus amigos o conhecem, aí aumentou o stress).

Cafa > Pi! Radar de mala a vista apitando. Meu, o cara que te manda uma mensagem quase no dia seguinte que se conheceram sendo que nem trocaram telefone. Tem cobra nesse mato. Das duas uma, ou é um tremendo desesperado-come-ninguém ou está apaixonado. Eu fico com a primeira hipótese. Se eu curti a garota, mas não peguei telefone, eu vou tentar me encontrar ‘casualmente’ com ela de novo, não forçar a amizade.

Passou uns dias, pensei… e reconsiderei. Talvez o seu beijo ruim fosse pura timidez… Começamos a sair, em todos os lugares e festas possíveis. Ele é uma ótima companhia: educadíssimo, divertido, cavalheiro (como namorei dois anos com uma pessoa hiper pão-dura, que ralhava até por 10 reais numa conta, me surpreendi com sua educação ao pagar e fazer mimos), trata bem as minhas amigas, mas… A Química ZERO persistia.

Cafa > Na minha opinião, química é que nem caráter, ou tem ou não tem. Não se adquire com o tempo. ‘Talvez o seu beijo ruim fosse pura timidez’ ahhahahahahaha piada né? Ah, agora que estou mais a vontade vou beijar melhor. Balela.

Sei que o entrosamento físico não é tudo, mas imaginem uma pessoa que não sabe usar a línguas e os dentes (pasmem! Dentes!¬¬)… Muito complicado. Sem contar que ele cisma que gosto do meu ex namorado (o que não é verdade, a pessoa que habita meu coração é outra). E mesmo se amo alguém, não devo satisfações à ele, sempre fui clara em dizer que no momento só posso curtir, sem me apaixonar e me envolver. Mas ele sempre joga na minha cara que gosta demais de mim. Me sinto péssima. =/

Cafa > Sendo bem clichê, você é a Madre Teresa? Oh! Ele gosta de você, então por isso você tem que receber mordidas na língua. Para. ‘Sei que o entrosamento físico não é tudo’. Não, é 70%. Novamente, o cara se mostrou sem pegada e um tremendo pentelho.

A última foi na semana passada. Ele ficou bêbado e começou a dizer que eu andava estranha por causa do meu ex namorado. Os amigos dele enfiaram na cabeça dele que o nosso problema é esse. Aí como já tinha bebido todas também, fui tremendamente grossa com ele e passei a evitá-lo desde então.

Cafa > ‘Os amigos dele enfiaram na cabeça dele que o nosso problema é esse’ mas que cacete de relacionamento é esse?

Esta semana meu celular foi invadido por spams: mil mensagens de texto e ligações dele, todas sem o meu retorno. Apenas disse para ele que me cansei das cenas e das mentiras em que ele acredita.

Cafa > Fez bem. Se fosse uma desmiolada já teria voltado.

Cafa, tirando as coisas ruins, ele é uma boa pessoa e ótimo parceiro para saídas e afins.

Cafa > Ou seja, é sua melhor amiga.

Gostaria de uma opinião sincera: fico sexualmente nula, tendo um companheiro bacana em outros quesitos; ou passo adiante?”

Eu acho assim, se o cara já faz caca na hora de beijar, imagina quando for transar? Deve deixar chupões no seu pescoço, morder a sua periquita ou algo mais tosco.

Como eu falei lá no início do post, você prefere se nivelar por baixo ou ficar um tempo na seca? Tudo depende da sua necessidade e carência.

Tenho conhecida que já reclamou do desempenho sexual de um colega meu e ainda assim corre atrás dele. Só pode ser masoquismo ou carência.

Veja bem, não digo que temos que nos relacionar com professores, intelectuais ou geniozinhos. Ninguém é perfeito ou nasceu sabudo. As pessoas têm defeitos, mas esses defeitos não podem fazer com que você se diminua ao nível delas.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

p.s. A Paula foi a ganhadora da promoção Hora do Beijo com a frase:

” Porque se a hora do beijo for especial já é candidata a oficial, se o cafa tiver pegada, vai ficar apaixonada, se disparou o coração já não tem mais jeito não, se fizer bem direitinho, nunca mais será lanchinho e se no outro dia ele te ligar, pra titia não vai mais ficar…”

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Se você foi uma das leitoras que esperou pelo post do dia dos namorados torcendo pra encontrar uma lista de presentes, dicas de restaurante, como arrumar um namorado ou alguma coisa fofa do cafa recém namorado, caiu do burro. Esse tipo de coisa você pode encontrar em qualquer revista feminina dessa semana, mas se ainda você não ficar satisfeita, dê uma olhada na lista de presente que fiz ano passado. Talvez ajude.

A relação conveniência e namoro já começa pela própria data. Lá fora é comemorado no dia 14 de Fevereiro (dia de São Valentim) e aqui no dia 12 de Junho em uma suposta homenagem ao Santo Antônio que na verdade comemora-se no dia 13 de Junho. E qual o motivo dessa troca de datas? Talvez o comércio não ficaria muito satisfeito em dividir a data dos apaixonados com o período de carnaval. De qualquer forma, eu não vou bancar o chato socialista e deixar de dar presente pra minha namorada só porque foi uma data instituída pelo comércio. Mas, pensa bem. O que tem mais valor, receber um presente no dia dos namorados ou em um belo dia a toa em casa ou no trabalho receber um presente despretensioso de alguém que gosta de você? Eu fico com o segundo.

Grande parte das mulheres solteiras é impaciente e tem certa tristeza por não encontrar a tampa da sua panela. Olham casais na rua, as amigas namorando e troca de presentes no 12 de Junho com uma inveja danada. Só que poucas sabem que uma parcela considerável desses namoros é uma grande fachada. Creio que metade dos casais que eu conheço entra nessa classificação. Citarei os 3 mais comuns:

Fachada mútua – Ambos se enganam. O cara sai com várias mulheres, a garota dá pra vários caras e a noite estão dormindo juntos. Esses casais costumam brigar direto, enchem o saco dos seus amigos falando mal da sua companheira(o) e dali a pouco já estão juntos de novo. “Mas cafa, por que eles não terminam logo?” Conveniência. Eles querem ter a pseudo segurança de uma companhia. No fundo eles querem ter a liberdade de dar /transar para o(a) próximo(a) gostosão (gostosa) do pedaço, mas precisam saber que alguém é seu com “exclusividade”.

Fachada única – Um dos lados é enganado. Aqui eu posso garantir que 80% é o homem quem engana. O porcentual masculino é maior pelo simples fato que mulher para assumir um relacionamento mais íntimo com um homem na maioria das vezes precisa gostar, ele precisa ter tesão. Talvez esse grupo seja o mais comum. Sem brincadeira, mais da metade dos homens que eu conheci que namoravam traiam sua companheira (e a tonta não tinha a menor desconfiança). “Mas cafa, por que ele não termina logo?” Conveniência. Geralmente nesse relacionamento a mulher está de quatro pelo cara, cega de amor. Ele tem ciência disso e ai abusa o quanto pode da bondade dela. Na verdade esse é o mundo perfeito para um homem sem caráter. Afinal, ele tem uma coitadinha dedicada, por ser namorado geralmente come no pêlo (sem camisinha), ela não liga por ele não ter aparecido certa noite (afinal, ela não quer ser grude, mas esquece que é namorada) e o bonitão sai passando a vara geral.

Fachada por interesse – Aqui estão as pessoas mais vis e pobres de espírito. Creio que o grupo é dividido meio a meio por mulheres e homens e eles podem pertencer também aos grupos citados acima. Ambos têm em comum um único objetivo, interesse material. Geralmente são pessoas que não tiveram muito estudo (seja por falta de condição ou por burrice mesmo), fracassadas em suas profissões (no caso das pessoas mais velhas) e/ou acomodadas (no caso das mais novas). Possuem um único bem para oferecer ao seu parceiro(a), seu corpo. Elas fazem de tudo para namorar com o(a) bacana do pedaço e assim ter acesso a um mundo que jamais conseguiria pertencer se fosse por mérito próprio. Elas são tão ordinárias e profissionais no ramo que as pessoas que vêem de fora juram que ela é apaixonada pelo seu namorado(a) e que o casal foi feito um para o outro.

Bom, não encarem esse post como um consolo para as leitoras encalhadas (brincadeira). Só quero deixar claro que muitos dos casaizinhos bonitinhos que a gente vê na tv no dia dos namorados ou andando pela rua de mãos dada em um dia qualquer, nada tem de bonitinho. A essência muitas vezes é bem podre.

Ter um relacionamento sério vai muito além de simples conveniências. Convencionalmente meu namoro começou numa manhã de sábado preguiçosa deitado na cama com a minha namorada. Porém, o respeito, a consideração, carinho, admiração, etc começaram muito antes. Namorar foi só dar um nome, foi só uma convenção.

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Os adesivos do blog já estão quase prontos. Quem quiser fazer a encomenda, entre aqui. Amanhã começarei a despachar as camisetas  já pagas.

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É constante o número de reclamações / questionamentos que recebo no cafa responde de mulheres insatisfeitas com o desempenho sexual do parceiro e com a falta de sintonia na cama, quando na verdade a maior dificuldade que elas possuem é em entender como seu corpo funciona e descobrir o que lhe dá prazer.

Tá, isso parece papo de psicóloga sexual tiazona que escreve uma coluna na Revista Marie Claire, mas eu concordo com a essência do problema. As mulheres foram criadas em torno de tantos tabus e machismos que boa parte acha que se masturbar é coisa de vagabunda ou de mulher desesperada. Ficam com vergonha de explorar seu corpo sozinha e com o parceiro por ter uma vergonha idiota.

Digo isso, pois algo curioso ocorreu essa semana e me fez lembrar do assunto. Como vocês podem ter visto, desde semana passada está sendo veiculado no blog um anúncio do KY no canto lateral direito do blog anunciando uma promoção da marca. Desde domingo umas 3 leitoras vieram me perguntar no MSN se eu tinha autorizado essa propaganda ou se tinha sido algo imposto pelo Google no Adsense. Falei que eu tinha autorizado e ai surgiram alguns comentários meio absurdos do tipo “Você não acha isso uma coisa de mau gosto?”, ou “Esses cremes são meio nojentos” ou pior “Cafa, isso não é creme de bicha? O que está fazendo no seu blog?”. Fiquei meio abismado com o preconceito e falta de informação destas leitoras.

O principal mito é esse último argumento que gel lubrificante só deve ser utilizado por gays ou pra quem quer fazer sexo anal. Claro, confesso que meu primeiro contato com um KY foi pra fazer sexo anal (antes que surjam as piadinhas de alguns leitores do blog, foi com uma garota que usei) e posso dizer negócio vai que vai. Porém, ele já serviu algumas vezes em mulheres que possuem pouca lubrificação vaginal. Pra ser mais exato, conheci duas mulheres assim.

Uma delas foi bem interessante. A garota era um caso das antigas. Uma colega de faculdade que depois de formados acabou virando um lanchinho na minha adormecida geladeira. Percebi na primeira transa que a garota não ficava ‘molhada’ (como gostam de dizer os tiozões) e como todo homem preocupado em corresponder às expectativas, ficava grilado achando que eu não estava proporcionando tesão suficiente para satisfazer a garota. Um dia, depois de muita intimidade atingida e Cabernet Sauvignon na cabeça, ela me confessou que não sabia o que era um orgasmo. Nem preciso dizer que o cafa sentiu sua masculinidade ir ao chão que nem a moral da nossa colega Damares do post passado (#vaidamares).

Dias depois e pensando mais racionalmente, logo me liguei que naquela secura toda, um objeto cilíndrico emborrachado dificilmente faria a garota sentir algum prazer. Foi então que numa bela noite resolvi utilizar a tática da minha ex do creme exclusivo e aproveitar o tubinho de KY que eu tinha guardado na gaveta para usar com a garota. Foi bom por um lado e ruim pelo outro.

Foi bom porque a garota virou um bicho na cama e pelo visto gozou umas 3x (e cá entre nós homens, fazer uma mulher ter orgasmos múltiplos é como ganhar aquelas medalhinhas vagabundas de ‘ouro’ quando se é criança). Porém, o lado ruim sempre consegue detonar o bom. Já dizia o meu tio fanchona, “Cafa, amor de pica, quando bate fica”. Imagina uma coitadinha que nunca gozou de repente ter vários orgasmos numa noite só? Virou um grude sem tamanho e quando começou a torrar minha paciência e querer demarcar território no Orkut, tive que dar a sumidinha básica. Ela deu uma surtada, mas deve ter se recuperado.

O que quero passar aqui é que antes de ficar apontando culpado, dizendo que os homens estão frouxos, que não encontra ninguém com química e blablabla, olhe melhor para o seu corpo e veja se o problema não está em você. E não digo os de fator físico, mas sim e principalmente os psicológicos. Não estou chamando ninguém de maluca, mas dando um toque para tentar se desprender de alguns tabus e ter uma vida sexual mais saudável.

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p.s. Antes que perguntem, o próximo post será sobre namoro. Não esperem fofurice.

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As leitoras de primeira viagem (vulgo paraquedistas) ou que escutam falar do blog devem pensar que eu me acho “o” pegador, que nunca levei fora e que desde pequeno sempre fiz sucesso com as mulheres. Porém, quem é leitora de longa data ou que já leu todos os posts sabe muito bem dos apuros que passei e dos foras que tomei ao longo destes anos. A bem da verdade, eu deixei de ser aprendiz e virei cafa pra valer após o meu segundo namoro. Foi a partir dele que comecei a ver as mulheres com outros olhos, repensar minhas atitudes e evoluir como homem. O ponto de virada foi a primeira vez com a minha ex e serve de lição para os leitores que vivem a mesma fase que eu vivi e para as leitoras que tiveram uma primeira vez desastrosa.

Até começar a namorar minha ex eu era um desastre na cama. Todo nervoso. Ou o troço não subia ou gozava rápido demais. Chegava a ponto de nos amassos com uma garota no carro fingir que meu celular tinha tocado disfarçando que alguém tinha me chamado para dispensá-la, pois o amigão não correspondia. Só que chegou o belo dia em que eu transaria com a minha ex na casa dela e eu não tinha como arrumar subterfúgios caso o camarada não engrenasse.

Bom, no dia em que ela me convidou pra assistir um filme em sua casa (trocando em miúdos, dar umazinha), eu tinha o casamento de uma prima. Não preciso dizer o quão nervoso eu estava e não era pra ver minha prima de véu e grinalda. Não parava de pensar no meu desempenho sexual e na possibilidade de falhar sem ter uma rota de fuga convincente. A alternativa foi encher a cara no casamento pra tentar chegar desinibido e deixar as encanações de lado. Péssima escolha.

Chapado e achando que não estava bem suficiente pra “comparecer” com a garota, sai do casamento e antes de ir pra casa da minha ex, resolvi ir até a farmácia comprar um remédio pra impotência. Péssima escolha [2].

Chegando no apto dela, a garota tomou um susto. Eu estava crente que dormiria lá, cheguei com o terno todo troncho, com a cara torta de bebida e uma sacolinha de supermercado na mão com roupa de dormir. A garota já me deu uma excelente boas vindas dizendo que eu não dormiria lá e pra eu tomar banho e tirar o cheiro de budum que estava. Depois do banho, eu tomei o comprimido. Porém, não podia jogar a cartela no lixinho do banheiro com risco de alguém vê-lo lá dentro, acabei embrulhando-o e joguei na descarga. Péssima escolha [3]. A descarga da garota era daquelas porcarias com caixa d’água que ao menor cocô mais denso ou papel mais volumoso entope. O embrulho não entupiu, porém não descia de jeito nenhum, tive que pescá-lo com a buchinha de limpar privada, jogá-lo no cesto de lixo e colocar um bolo de papel por cima para que ninguém visse a cartela.

Um pouco mais sóbrio, começamos a assistir o filme. Lá pelas tantas rolou uma pegação intensa e o negócio subiu meia-bomba. Fiz um esforço absurdo para manter a concentração e acabou ficando 100% rijo. O babaca não contente em fazer o arroz com feijão, foi querer inventar de fazer sexo em pé colocando a garota de frente pressionada contra a parede. Estava dando certo até aparecer a cachorra dela e ficar pulando na minha perna. Eu tentava empurrar a cadela pra longe, mas ela voltava destinada a tentar entender o que passava com sua dona que não estava acessível no chão. Foi então que eu recebi uma bela lambida no saco. Parece mentira, mas juro que rolou. Eu não sabia se dava risada ou se saia correndo lavar meu saco. Acabei brochando. Preferi omitir o motivo real, falei que estava cansado e fui pra minha casa completamente derrotado.

Acordei com uma ressaca terrível. Não apenas física (essa da pra tirar de letra) , mas moral. Me sentia um incapaz e amador. Porém, a atitude da garota foi muito bacana. Ao invés de sumir do mapa ou de vir com palavras consoladoras que só pioram o fato consumado, no dia seguinte ela disse que curtiu as partes que deram certo e que poderíamos tentar outro dia com mais calma, com apenas uma condição, que eu não bebesse. Com mais confiança e sabendo que não estava sendo avaliado (pelo menos conscientemente), as vezes seguintes foram só alegria e ai começamos a namorar.

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Até terminar com a minha segunda namorada, eu era um cara muito encanado com o passado das mulheres que eu começava a ficar envolvido. Queria saber com quantos ela tinha transado, o que tinha feito, se costumava pegar geral na balada, etc. Era tão neurótico que tinha ciúme do passado da minha ex e por isso acabei a perdendo.

Depois disso, aprendi uma máxima com meu tio, “Cafa, aprenda uma coisa, passado de mulher é que nem cozinha de boteco, a comida é boa, não queira conhecê-la”. Ok, é uma frase bem machista, pois os homens também têm seus podres no passado, mas vale para a história de hoje.

Fiz essa introdução justamente pra postar um desses podres, que a leitora Zirneide (com uma excelente escrita ao estilo José de Alencar) escutou de um rapaz e me enviou por e-mail . Segue:

“Há algum tempo comecei a sair com um professor que me dava aula na pós-graduação. Bonito, inteligente, bom papo, jovem, e munido de todo o charme de ser meu professor (uma fantasia que toda mulher já teve ou vai ter…).

Primeiro, almoçávamos juntos no restaurante do campus, na maior inocência. Assim, acabamos nos conhecendo um pouquinho mais, rolou uma atração bacana e começamos a sair, ficar, transar. Tudo muito legal, leve, gostoso, divertido e descompromissado, mas low profile: não podíamos ser vistos juntos, então cuidávamos de ir onde não iríamos encontrar ninguém conhecido.

Lá pelas tantas resolvi convidar o moço pra passar um final de semana em Gramado, RS, numa pousadinha super aconchegante, pra podermos ficar juntos sem precisarmos nos preocupar em sermos vistos ou coisa assim. Ele adorou a idéia. Reservei pra nós uma suíte incrível, temática taliandesa, cama gigante, lareira, hidro enorme e um deck suspenso voltado pra um bosque, sob o qual passava um riachinho (cafa > quero indicação desse lugar). Ou seja: um lugar muito bem planejado pra passar um final de semana delicioso.

Na segunda noite em que estávamos lá, levei duas mantas, almofadas, iPod, champagne, frutas e queijos pro deck e convidei-o pra ficarmos bebericando, beliscando a comida e conversando, a céu aberto. Eu estava adorando tudo, muito. Conversamos, conversamos, conversamos e, depois de um tempo em silêncio, ele me vem com essa:

- Nossa,é tão gostoso ficar com você!
- Também é muito gostoso ficar com você! – Respondo eu.
- A gente tem uma sintonia bacana, né?
- Tem mesmo. – Concordo.
- Parece que a gente já se conhece há um tempão…
- É, parece mesmo. – Concordo de novo.
- Eu sinto como se pudesse te contar qualquer coisa da minha vida, qualquer coisa mesmo… – A essa altura, uma luz de alerta acende na minha cabeça.
- Hum… – Murmuro qualquer coisa já esperando alguma informação desnecessária.
- Acho que posso te contar até da vez em que fiquei, sem querer, com um travesti.

Pronto! E agora, como é que eu respondo a isso? O que é que eu faço numa hora dessas? Nem preciso dizer que o tesão e o bem-estar foram pro espaço. Olha se é hora de falar algo do gênero? Eu querendo sedução e ele me vem com “a vez em que, sem querer, ficou com um traveco”?

Sorri amarelo, inventei uma dor de cabeça e vim embora logo que amanheceu o dia. E fim da minha fantasia de ficar com o professor”.

A história é bem engraçada. Fiquei rindo um tempão com “Eu querendo sedução e ele me vem com “a vez em que, sem querer, ficou com um traveco”?”, mas ao mesmo tempo que é bacana, ela traz algo que vale a pena pensar, o passado.

Como eu disse lá em cima, todo mundo tem passado e seus podres. Porém, é sempre bom levar em consideração o que a pessoa é pra você no presente e o que será no futuro. Claro, isso não quer dizer que tudo o que a pessoa fez de errado seja um livro aberto para quem quiser ver dar uma fuçada.

Acredito que a Zirneide compartilha a mesma opinião, o erro do rapaz foi se abrir numa hora tão inoportuna e revelar algo totalmente desnecessário que não faria diferença alguma na relação do casal (a menos que ele tenha gostado da experiência com o travesti).

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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

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