Algo que tenho reparado com bastante recorrência é a quantidade de relacionamentos sérios acabando. Casamentos de longa data são desfeitos, namoros duram semanas, noivados são interrompidos sem grandes explicações e cada vez mais a troca de parceiro se dá como uma troca de roupa. Isso me faz traçar uma analogia entre os relacionamentos de hoje, os términos e cachorros. Meio estranho, mas explico.
Quando você vai comprar um cachorro, geralmente analisa as características da raça, se o bicho tem as qualidades que você procura e valoriza, se é bonitinho, companheiro etc (alguns até exigem pedigree). Algumas vezes você não está atrás, mas um conhecido te apresenta e tece os maiores elogios sobre o animal que te comove e você acaba levando ele pra casa. Tal qual a escolha de um parceiro.
Quando ele chega em casa é uma maravilha. Você quer estar sempre ao lado dele, fazer seus mimos, brincar, cuidar, passear e conforme ele vai fazendo besteirinhas pela casa, você vai educando-o até ele se adaptar com suas vontades. E de acordo com as necessidades dele, você também faz suas concessões (como ter que levá-lo para passear de madrugada). Muitas vezes o cãozinho não vai se adaptar com alguém da sua família e vice-versa. Vão falar que ele não serve pra nada, que só dá trabalho e ele não fará questão alguma de ficar ao lado dessa pessoa. Pouco importa o que falam, o que importa é que você gostou dele. Tal qual o início de um relacionamento.
Bom, passam-se os anos e aquele gás inicial não é mais o mesmo. Porém, ele ainda faz festinha quando você chega, mas já não tem o gás para brincar e te dar atenção toda hora. Você o entende perfeitamente e sabe quando ele está bravo, quando está feliz e o que fazer para animá-lo. Os defeitinhos que ele tinha quando bebê se tornam inconvenientes (latir para tudo, fazer coco fora do lugar, roer suas coisas, etc) e ai você perde a paciência, dá uns berros e briga. Porém, depois de um tempo você se arrepende e volta atrás com algum mimo para ficar de bem. O processo começa a se tornar mecânico, mas o sentimento que você tem por ele é legítimo. Tal qual o amadurecimento de uma relação.
Passa-se o tempo e ele começa a ficar velhinho. Já não faz festa quando você chega. Parece que fica mais feliz com um prato de comida que os carinhos que você faz nele. Você olha os cachorros mais novos de outras pessoas e dá aquele aperto no coração, pois o seu não é como eles. Ele começa a fazer um monte de besteira, xixi fora do lugar, ronca alto, começa a ter cada hora um tipo de problema e os seus gastos (físicos e financeiros) com ele vão aumentando. Se ele não falece, você pensa em qual atitude tomar. Ele já está todo comprometido, você está se desgastando e não tem mais tempo de sobra para cuidar dele, pensa em sacrificá-lo, mas uma parte de você diz que não, pois ainda tem um sentimento muito forte por ele. Não é fácil, deixar os dois sofrendo até que o destino resolva ou tomar uma atitude dura para que o sofrimento dure apenas uma vez? A decisão é difícil. Tal qual o fim de um relacionamento.
Quando comecei a namorar eu tinha esse receio, de ser mais um desses relacionamentos contemporâneos que com o tempo fosse se desgastar e morrer. Mas, que merda seria essa vida se tomássemos atitudes somente visando o fracasso. Eu resolvi arriscar, mas semana passada tomei a decisão difícil.
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Pela história da leitora do post anterior, percebi que algumas mulheres ainda têm aquele ranço da imagem de um cafa como alguém desprovido de sensibilidade, bruto, ignorante e burro. Cafas são bem diferentes disso e a intenção desse post é desmistificar mais uma vez alguns destes preconceitos.
A qualidade de ser “fofo” geralmente é atribuída ao gordinho boa praça ou aquele carinha feinho que a amiga compromissada quer apresentar para formar par no sábado a noite. Só que é possível ser “fofo” sem se enquadrar em um destes quesitos, nem parecer uma boneca de porcelana, muito menos perder Sex Appeal, pois geralmente “fofos” são tidos como semi-irmãos ou sem sal.
E como se enquadra um Cafa fofo? Listarei alguns pontos.
1-) Não se denomina como tal – O cara que fala “ai, uma das minhas qualidades é ser fofo”, ou é um abobado ou uma boneca de porcelana;
2-) Gosta de crianças e animais – 85% das mulheres adora um bebezinho-bonitinho ou um cachorrinho. O cara que mostra afeição por esses dois seres, já ganha alguns pontos com elas. É batata, basta mudar um pouco a voz (sem parecer um retardado) pra falar com o cachorro que está do lado ou mexer com o bebê que está no colo da mãe no elevador para as mulheres ficarem mais suscetíveis. Rola aquele pensamento, se ele é “sensível” com um cachorro, vai ser comigo também e com o bebê a parada é mais de instinto materno.
3-) Trata a mulher como se fosse única – Esse caso é ilustrado no post anterior em que o cara andou de mãos dadas, fez carinho, se preocupou com os pezinhos dela, etc. A garota pode até desconfiar que aquele relacionamento não vai pra frente, mas tratando-a como se fosse única, como se o carinho com que ele despende é algo exclusivo, não há mulher que resista.
4-) Elogios estratégicos – O fofo sabe elogiar pontos estratégicos sem ser óbvio ou comum. As mulheres gostam de saber que o perfume que usam é gostoso, que são bonitas, que possuem um sorriso bacana, mas um comentário do tipo “Você emagreceu, né?” ou “Está bonito seu cabelo” conquista muitos corações.
5-) Lembrancinhas / surpresinhas – Que mulher não gosta de ganhar um presentinho? Aliás, quem não gosta de ganhar presente? O cara fofo sempre lembra dos seus principais contatos e os presenteia esporadicamente. Não é necessariamente algo de alto valor agregado, um alfajor, um hidratante mais bacanudo já resolvem. As vezes a lembrança pode não ser tangível, mas um parabéns mais personalizado, uma mensagem despretensiosa em um dia aleatório, uma ligação para apenas saber como a pessoa está ajudam bastante.
6-) Atenta-se a alguns cuidados de etiqueta – Tai algo que hoje se perdeu. Etiqueta virou sinônimo de coisa de fresco e retro. É óbvio que não há necessidade alguma de seguir a risca uma cartilha da Claudia Matarazzo, mas alguns pequenos cuidados fazem toda a diferença para as mulheres (pelo menos para as educadas). Uma coisa pequena é abrir a porta do carro sempre que possível. O cara não precisa dar uma de valet e sair abrindo todas as portas, mas em momentos chave, pega muito bem. A etiqueta aqui não é mostrar que é fino, e sim educado.
7-) Faz o sexo virar segundo plano – Para as mulheres que saem com o fofo, sexo parece nunca ser o seu objetivo final, vira uma consequência. A verdade é que poucas mulheres sairiam com um cara que as tratam como um buraco ou depositário de esperma. A mulher que se sentir atraente e desejada, mas respeitada e é assim que ele a conquista.
8- ) Lembra-se de detalhes – Essa uma característica inerente ao sexo feminino, mas o cara que consegue gravar detalhes-chave de uma garota, já está anos luz a frente da concorrência. É até uma forma de puxar assunto sem forçar a barra e demonstrar que possui consideração pela garota. Por exemplo, se em uma conversa aleatória você mencionou que comprou um presente x para o seu pai, no próximo encontro ele vai perguntar o que seu pai achou do presente.
Essas situações ajudam a entender que não é porque o cara te trata bem, que possui uma certa sensibilidade ao seu lado e te trata com exclusividade que ele vai te pedir em namoro dali uma semana. As vezes pode até ser o caso, as vezes você encontrou um cafa fofo.
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Cafa está indo viajar de férias na quinta-feira (28/01) e volta inteirinamente depois do carnaval. Deixarei posts programados nesse período e tentarei sempre que possível aprovar e replicar os comentários. Na volta trarei presentinhos para sortear por aqui.
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Semana passada, recebi um par de ingressos para assistir Sherlock Holmes. O filme é muito bom e recomendo a todos que gostam de ação e de tentar adivinhar os finais de filmes. Antes de assistir o filme, eu já tinha lido algumas críticas sobre ele. Em uma delas havia uma insinuação que o Sherlock tinha uma relação além da profissional com o Dr. Watson. E de fato, no filme tem uma parada estranha no ar, apesar do Dr. Watson estar em vias de se casar.
Após a sessão, comentando a parada estranha com a Sra. Cafa, ela me disse que conhece 3 garotas que ficavam / namoravam com caras heteros e depois de um tempo descobriram que os respectivos viraram / eram gays. Buscando na minha memória, lembrei também de alguns casos de conhecidas que tiveram a mesma decepção.
Com base em algumas características em comuns desses caras enrustidos, resolvi fazer um post com dicas que te ajudarão a identificar se aquele homenzarrão faz coco grosso. Vamos lá:
1-) Vaidade – Antigamente, o perfil “homens-das-cavernas”, aquele a la Toni Ramos, todo peludão e rústico era o ideal de beleza masculino. O tempo mudou e hoje a maioria das mulheres prefere um cara sem muito pêlo e menos ogro. Só que os garotos “parada estranha” exageram no culto a vaidade e aproveitam essa onda metrossexual para liberar a mulher que existe dentro deles. Além de depilar o tórax, raspam o sovaco, passam gilete no saco, máquina na perna, fazem a sobrancelha e costumam lixar a unha (em alguns casos críticos passam base). Costumam cultuar o deus cabelo, sempre o deixando com algum creme / gel / pomada / qualquer coisa que modele;
2-) Egocentrismo / egoísmo – Geralmente um gay enrustido é extremamente egocêntrico e egoísta. Tudo deve girar em torno dele. Os programas de lazer, o sexo, viagens, etc são decididos por ele. A vontade de sua parceira é irrelevante. Se a sua vontade não é atendida, ele fica de bico e mal humorado;
3-) Tara por sexo anal – O gay enrustido não se assume como tal devido ao temor de ser repreendido pela sociedade. Porém, ele precisa satisfazer suas vontades sexuais de alguma forma. E sobra pra quem? Pra namorada / lanchinho. O cara até come a frente (dificilmente chupa), mas o grande tesão dele é o rabo. As vezes ele prefere até chupar o rabo a chupar a frente. Uma amiga da Sra Cafa confessou a ela que o seu ex (hoje gay) certa vez estava mandando brasa atrás dela e ela começou a gemer. O cara pediu que ela calasse a boca, ela não o fez e na sequência ele enfiou uma meia na boca dela. Traduzindo, o cara estava sonhando que comia o Marcos Frota e a namorada o broxava com gritinhos femininos sendo necessária uma intervenção sonora para que ele gozasse;
4-) Fetiches estranhos – Todo mundo tem seu fetiche diferente e o enrustido dá sinais da sua opção sexual neles. Podem me chamar de careta e retro, mas homem que curte tomar uma dedada no rabo (o famoso Fio-Terra), é boiola. Tem tantas formas de potencializar o tesão, pra que enfiar algo na bunda? Não tem justificativa. Outra tara é comer a namorada / lanchinho vestida com sua camisa de trabalho. Não tem nada de sexy nisso e se depois de um mês o cara pedir para que você se vista de jogador de futebol, ai não restam dúvidas;
5-) Gosto por esportes de contato – O cara curte homem, mas não pode sair chegando em qualquer um por ai. Qual a solução? Buscar situações em que ele fique atracado com um ser do mesmo sexo ou que o veja pelado. Por isso, Jiu-Jítsu, Futebol, Musculação e Natação são os esportes prediletos de homens que escondem o jogo;
6-) Ausência de referência masculina – Aqui é um campo mais da psicologia. Lá na fase infantil, um garoto precisa de uma referência masculina para guiar suas atitudes. Caso a figura paterna seja ausente, omissa ou escrota e ele não tenha nenhum homem na família ou próximo para tomar como referência, ele guiará suas atitudes com base num figura feminina que admira, ai já viu;
7-) Preconceito sexual – Geralmente os enrustidos possuem uma grande mágoa interna por ter que repreender suas vontades e morrem de medo que alguém descubra sua orientação sexual. Como forma de mascará-la e para extravasar essa mágoa, eles são pessoas extremamente preconceituosas e vivem tirando sarro de gays assumidos. E o mais engraçado é que muitas pessoas compram isso e de fato acreditam no cara, “Fulano? Nossa, se um dia um gay chegar nele, acho que ele o enche de porrada” quando na verdade gostaria de enchê-lo de beijos;
8 -) Imitações femininas – Como forma de ridicularizar o gay e fazer com que as pessoas o encarem como um grande machão, ele adora imitar gay. Força a voz, imita trejeitos e faz piadinha imitando gay escandaloso. Ele adora o carnaval, oportunidade em que pode colocar peruca, passar batom e se vestir de mulher fingindo que é um grande folião.
9-) Dificuldade em relacionamento fixo – Não tem jeito. O cara não gosta da fruta. Ele sai com mulheres apenas para que a sociedade veja que ele é hetero. Porém, ele sempre buscará um defeito na garota para não seguir em frente no relacionamento. Ela pode ser bonita, inteligente, bem humorada, independente e blablabla, que o cara vai cismar com o formato do pé dela.
10-) Falta de apetite sexual – Se você não curte sexo anal, ele vai transar bem pouco com você. Se não curte fazer sexo oral nele, ele não vai transar com você. Não dá, o cara não curte o que você tem entre as pernas e se você não fizer as coisas que ele sente tesão, ele bodeia.
Veja bem, antes que apareça algum GLBT levantando bandeira e dizendo que estou sendo preconceituoso, este post não é uma crítica aos gays. Respeito a orientação sexual de cada um, é apenas uma forma de fazer com que as mulheres reconheçam enrustidos e não caiam numa arapuca.
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Uma pergunta muito recorrente que me fazem a respeito do Manual é por que um blog com um layout fraquinho, pouco atualizado e sem recursos visuais nos posts é tão acessado e comentado considerando que há milhares de blogs do gênero por ai.
Acredito que são 3 os principais motivos. O primeiro é a participação das leitoras que por meio dos comentários ajudam a enriquecer os textos e geram uma relação escritor / leitor raramente vista em blogs. A segunda é a eterna busca feminina em saber o que os homens pensam. E a terceira (que está diretamente relacionada com a segunda) é a transparência e objetividade com que exponho os temas. Não me preocupo em agradar determinado grupo de mulheres ou em ser politicamente correto em temas mais delicados. Procuro sempre passar uma visão fria e racional dos assuntos, a visão de boa parte dos homens.
Só que relacionamento, amizade, amor, etc não são uma ciência exata. Por mais que eu queira procurar a objetividade e racionalidade nos temas, tudo pode mudar. Além do que, e por mais clichê que isso possa parecer, sou humano. As vezes pela forma como exponho os assuntos, parece que sou uma pessoa que não erra, uma máquina, que tenho a resposta na ponta da língua e firmeza em todos os assuntos abordados. Mas não sou assim.
Faço toda essa introdução porque esse período em que estive afastado da minha namorada me ajudou a repensar algumas atitudes e rever a forma de encarar os relacionamentos.
Como eu havia falado, dei um tempo, sai com os amigos solteiros, segui as 6 dicas para me manter afastado da minha ex e estava decidido no meu propósito.
Só que em uma bela sexta-feira, a saudade bateu. Ainda assim me mantive firme, pois poderia ser um sentimento de posse que estava me tomando ou apenas algo físico. Fui ao supermercado comprei um vinho, pistache e decidi passar a noite inteira bebendo, comendo porcaria e trabalhando para tirar a ex da cabeça. Só que ao chegar em casa me deparei com uma carta dela.
Não quis abri-la. Pensei em queimá-la sem ler. Mas tomei banho, jantei e decidi abrir de uma vez. Não entrarei no detalhe do conteúdo da carta, mas digamos que me tocou profundamente. Não tinha pieguices, lugar-comum, perfume ou demais patetices que mulher apaixonada enfia em carta romântica. Tinha rasuras, letra torta e alguns erros, mas o conteúdo era sincero e de alguém que havia reconhecido seus erros, apontado os meus e mostrado que a vida / um relacionamento não é uma fórmula matemática. Pensei, repensei e decidi que deveria dar “uma chance” pra nós.
Sim, eu sei que pode parecer incoerente, pois há dois posts eu disse que não acreditava em chances. Mas, como eu mencionei nesse post, é muito fácil tomar uma decisão apenas pensando racionalmente, seguir uma fórmula e esquecer a emoção.
Talvez amanhã eu possa ver que errei, que deveria ter queimado a carta e partido para outra. Só que eu também poderia olhar pra trás e falar “eu deveria ter dado uma chance”. E o que fazer? Não sei vocês, mas eu prefiro relevar alguns dos meus princípios e pecar por ter tentado a ter desistido na primeira dificuldade.
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Após o término de um namoro, em grande parte dos casos é natural que recaídas aconteçam. Você ficou um tempo razoável com a pessoa e as vezes as coisas mais banais fazem com que você se lembre dela e aquela vontade de voltar fica latente. E como você está carente, acaba se esquecendo ou relevando os problemas. “Ah, ele me chifrou? Talvez tenha sido apenas um deslize”, “Poxa, eu terminei só porque ele é acomodado? Talvez ele melhore” e ai volta, a carência passa e o problema retorna.
Se terminou é porque algo não estava dando certo, e se isso não for discutido e resolvido, não vai funcionar.
Pensando nisso, darei 6 dicas para que essas recaídas sejam evitadas. Algumas podem parecer banais, mas é preciso se manter firme e segui-las (o que dificilmente ocorre com mulheres):
Músicas – Música é foda. Você acabou de terminar e ai começa a tocar um Air Supply no elevador, um Djvan na música de espera do tel, um Jota Quest no barzinho, uma Ivete mela cueca e pronto, já está pensando na pessoa e materializando a música e vocês dois. Acabou de terminar? Fuja de músicas românticas! Eu costumava ouvir um AC/DC e rocks pesados. Para as leitoras com gostos duvidosos, é hora de tirar o pó daquele CD do ASA, do Chiclete com banana e gritar bem alto “Casamento não, casamento não”, eca.
Contatos – Corte todos. Mulher é um bicho curioso a ponto de criar fakes para monitorar o que o ex anda fazendo, pra onde sai, com quem sai, o que fala. Por mais que isso sacie uma característica inata das mulheres, só vai estender o sofrimento. Exclua do Orkut, tire do MSN, não monitore amigos, tire o número da sua agenda do celular, apague as mensagens.
Presentes fofos – Eu sei que aquele ursinho é muito fofo, que a almofada é bonitinha, mas acredite, eles serão muito mais úteis para uma criança carente ou para o filho do porteiro.
Celular -Esse é um vilão. Já disse no tópico anterior, apague as mensagens e o número. E se for sair com as amigas e for beber, esqueça-o em casa. As vezes, por mais que você tenha apagado o número, ele ainda está na sua cabeça e depois do terceiro copo de vodka você vai achar que não há mal nenhum em dar uma ligadinha pra ele ou mandar mensagem e falar que foi muito bom tudo o que viveram, e que está ligando “apenas para agradecê-lo e pra conversar”, blablabla whycas sache.
Ex não é amigo – Muitas leitoras vão falar, “ai, hoje mantenho uma relação de forte amizade com meu ex”. É, parece muito bonito e fofo, mas vai por mim, praticamente nenhum homem acredita nessa baboseira de ex/amigo. E por mais que não tenha realmente mais nada, o cara sabe que aquele seu “amigo” já te comeu do avesso e conhece cada particularidade e detalhe do seu corpo. Isso não é muito bacana, a menos que você seja um lanchinho a tiracolo.
Amigos – São a melhor válvula de escape para pessoas solteiras, mas eu me refiro a AMIGOS, não companheiros de putaria. Esses vão sempre te considerar amigo quando você estiver solteiro e farão de tudo para que você mantenha esse status e seja um eterno parceiro de baladas. Amigos de verdade vão mostrar pontos que você insistia em não ver no seu antigo relacionamento, vão te ajudar a superar a perda e mostrar que a felicidade não está atrelada a uma pessoa e vão te apoiar quando você encontrar alguém bacana.
Boa sorte!
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Me chamou a atenção um comentário no post passado de uma leitora questionando se eu não acreditava no “amor pra sempre” por ter sido tão frio no desfecho do post.
Pieguices a parte, claro que procuro acreditar no “amor pra sempre”, ninguém inicia um relacionamento achando que em um ano ele vai acabar. Óbvio que no começo de um namoro você não vai fazer planos para casar, mas crê que a pessoa ao seu lado ficará com você uma boa parte da sua vida. Só que apenas com o tempo você saberá que o pra sempre, quase sempre acaba.
No início de um namoro bacana tudo é paixão (frase brega, mas ok), sexo, sorrisos, felicidades, blablabla. Esse mix de sentimentos positivos ofuscam quaisquer defeitos das pessoas. Ela é imatura? Ah, com o tempo isso resolve. Ele é teimoso? Ah, com o tempo isso muda. A família dela é maluca? Ah, o que importa é o sentimento entre os dois. E por ai vai, a paixão sempre fazendo o papel de apaziguadora.
Só que ai as coisas começam a mudar. Os cientistas dizem que após 2 anos de relacionamento, a paixão acaba e o que fica é o amor. Não posso confirmar isso de forma empírica, mas garanto que após 6 meses de namoro, bastante coisa muda em relação ao início.
Como eu disse no fim do post passado, para mim um relacionamento é construído sobre dois pilares, sintonia sexual e afinidade.
A sintonia sexual não tem segredo. Geralmente ela já dá indícios no primeiro beijo, no encaixar das bocas e termina com uma boa primeira vez que vai se aprimorando mais pra frente. Algumas vezes ela não começa bem, o beijo sai torto, o sexo é mais ou menos, mas com algumas instruções e insistências o negócio pega no tranco e ai fica uma maravilha. Ela não exige estudo, família, repertório, faculdade ou maturidade, a atração é meramente física.
Após algum tempo há dois caminhos para a sintonia sexual, ou ela cai na rotina e o sexo vira um saco ou se aprimora a cada vez a ponto de cada noite ser especial, não é aquela coisa da primeira vez, mas a qualidade só aumenta.
Só que afinidade sexual, você encontra com o porteiro do prédio, com a copeira do escritório, com uma aeromoça, com o barman da balada. Não tem segredo. É um sentimento da época das cavernas, que não vê classe social e estudo. E aqui reside o grande erro de parte das mulheres, de se apaixonarem pela pegada do cara e se esquecerem do outro ponto tão importante quanto, a afinidade.
A afinidade, diferentemente da sintonia sexual, ocorre na primeira conversa. Pelo primeiro papo dá pra perceber se a garota é uma mula, se o cara é um babaca, se os papos só se resumem a previsões meterológicas, o tamanho do biceps dele ou a bolsa recem comprada por ela.
Após algum tempo há dois caminhos para a afinidade, ou você passa a admirar a pessoa cada vez mais pela sua inteligência, determinação, maturidade, garra ou ao passar do tempo você percebe o quanto a pessoa é egoísta, imatura, fraca e todos os defeitos de uma forma geral que a paixão inicial mascarava.
Nesse mesmo post passado levantei um tema que nunca tinha abordado aqui no blog e as leitoras mais ligeiras logo sacaram que o post não era apenas filosofia e análise distanciada. Porém, quem não sacou que o cafa se referia ao momento que estava passando, relaxe. Meu intuito aqui nunca foi expor diretamente pessoas com que eu me relaciono e gosto. Porém, como agora o momento é outro, anuncio às minhas leitoras que estou solteiro novamente.
Já até posso imaginar as reações. As leitoras reclamonas vão ficar felizes pela possibilidade de eu voltar com os posts mais apimentados e as mais românticas ficarão tristes por não ter dado certo meu namoro e com receio de que o blog vire um diário vazio e superficial das aventuras de um homem solteiro. Mas relaxem, a temática do blog mudará um pouco, mas não cairá apenas no vazio de relações superficiais.
O que me incomoda um pouco são as reações das pessoas quando eu anuncio o término: “Ahhh, que pena”, “Você está bem?”. Porra, morreu alguém? É ridícula essa percepção de que para alguém ser realmente feliz é preciso estar com um parceiro fixo. Namorar é bom? Po, pra caralho. A pessoa amadurece bastante, mas instituir isso como o encontro da felicidade plena, é exagero. Quem depende do outro para alcançar a felicidade na vida é um(a) coitado(a).
Outro ponto que enche o saco é o “Por que você não dá uma chance?”. Quando você é garotão (garotona), quer só saber de curtição e o namoro é aquela coisa descolada, pra preencher o tempo. E ai no primeiro término, sempre rola esse “dar uma chance”.
Só que em uma determinada idade, você não pensa somente no hoje. Você já começa a pensar em planos maiores como casar e ter filhos. E ai você analisa todos os fatores e se pergunta, “eu vejo essa pessoa como minha mulher (marido)?”, “Imagino filhos com ela (ele)?”, se a resposta for negativa, não há ”chance” que resolva. É melhor você cortar a relação antes que ela crie raízes e os dois saiam ”machucados” no término.
Há também aqueles caras mais sacanas que me sugerem, “Para que terminar, Cafa? Continua namorando, tenha uma foda segura e fixa e sai pesticando por ai”. Sim, de fato seria uma solução interessante pensando racionalmente, mas não dá pra ter uma atitude assim com alguém que foi importante na sua vida e te respeitou.
Enfim, é isso. Acabou a fase romântica. Acabaram as histórias floridas. Cafa está de volta a ativa.
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A animação abaixo reflete muito bem a mecânica de “estar solteiro vs namorar” que povoa a cabeça dos homens. É um vídeo já meio velhinho, quem já viu vale a pena rever, quem não viu, se divirta.
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O Manual saiu no maior jornal do Paraná! Vejam aqui a matéria.
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Algumas leitoras criticam, outras elogiam o fato de eu ter começado a namorar e a temática dos meus textos ter mudado. As que criticam dizem que eu fiquei sério demais e chato, as que elogiam dizem que estou mais maduro.
Ambas estão certas. Na verdade chato eu sempre fui, mas com o namoro fiquei mais sério e mais maduro. Sinceramente, não vejo problema algum nisso. O que se espera é que as pessoas evoluam com o passar dos anos e com algumas situações (faculdade, trabalho, relacionamento sério, paternidade, etc). Só uma mula ou alguém alienado do mundo conservaria a mesma forma de vê-lo e de se relacionar com as pessoas após cursar uma faculdade, o primeiro estágio e namorar.
No meu namoro, uma das coisas que mais tenho aprendido e observado em um relacionamento sério é a questão do “ceder”. Algo que em um relacionamento casual não ocorre e motivo pelo qual futuros namoros não vão adiante.
Recentemente protagonizei e presenciei essa questão em duas situações.
A primeira delas foi de um conhecido que estava de rolo com uma garota há 3 meses e em vias de namorar. No segundo mês desse relacionamento surgiu uma festa de aniversário do chefe da garota. Era aquelas festas bem chatas, onde todo mundo finge que se gosta, faz piadinhas de escritório e bajula o chefe. Como em algumas empresas ter um relacionamento sério pressupõe comprometimento e maturidade, ela pediu para que o cara fosse com ela como namorado. Apesar da festa ser em uma quinta e de todo esse cenário carregado, o cara, por gostar dela, topou e foram juntos. A festa conforme esperado foi uma bomba, mas ele ganhou muitos pontos com a garota.
Porém, semana passada foi aniversário de um amigo em comum nosso. Esse cara é o típico putanheiro, que nunca namorou, extremamente machista e sempre buscando levar seus amigos que namoram para balada. Traduzindo, a pessoa mais querida pelas namoradas dos amigos. Com a ficante desse conhecido do parágrafo passado não foi diferente. Eles já tiveram muitas discussões anteriormente e não se bicam, porém é o melhor amigo do cara, nasceram juntos. Ele pediu para que ela o acompanhasse, mas a garota negou até o fim, deu um chilique porque ele disse que iria sem ela e como resultado o cara deu um chute (no sentido figurado) na garota.
A segunda situação foi comigo. Como vocês sabem, adoro filmes e o gênero que eu gosto não apetece muito o gosto feminino (adoro terror e guerra e abomino comédia romântica e animações). Porém, toda vez que eu alugava um filme ou ia ao cinema com a minha namorada, no final de tudo era eu quem decidia. E como típico representante da classe homem, não dava conta que eu desprezava as indicações da minha namorada.
Na semana em que fiquei de quarentena pela gripe do porco na casa da minha mãe, nos últimos dias de isolamento ela quis ir ao cinema comigo ver um filme de comédia romântica. Eu aceitei sem pestanejar (mas com máscara no rosto). No dia seguinte contei para minha namorada do filme e ela deu um pequeno escândalo por “sempre assistir filme cabeça e chato com ela”.
Entendido o recado, ontem fui assistir “Up, altas aventuras” com ela. Claro, fui muito a contragosto. Primeiro, pelas ilustrações do filme na porta do cinema, parecia uma coisa meio boboca ao estilo daquela antiga novela do SBT “Vovô e eu”. Segundo, era dublado (em 3D) e repleto de crianças escandalosas na sala. E terceiro, era animação. Porém, só foi o filme começar para a sala ficar inteira em silêncio, a animação se mostrar um puta filme e o cafa se encontrar com os olhos marejados em algumas cenas. O saldo foi positivo. Minha namorada ficou bastante feliz por eu ter cedido e quebrei um preconceito.
Com essas duas situações deu pra entender a importância de ceder em um relacionamento. Aquela garota da primeira história perdeu um cara bem bacana por ter sido egoísta, intransigente e consequentemente imatura.
Isso serve para algumas pessoas que comentam aqui. As mesmas leitoras que não possuem essa percepção para compreender que as pessoas precisam evoluir e mudar em um relacionamento para que ele dê certo, são as mesmas que criticam a mudança nos meus textos e as mesmas que precisam de fórmulas prontas para fisgar o cara que curtem.
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Semana passada estava em um barzinho com dois colegas de trabalho e no meio da conversa surgiu o assunto “como terminar com a namorada”. Calma, não fui eu quem iniciou o assunto. É que um deles está de saco cheio da namorada e cada dia vem com uma história diferente de putaria que fez com alguma garota x por ai. O outro companheiro de mesa já tinha passado pela mesma situação e contribuiu para que eu me desse conta de um tema que nunca fez parte da minha realidade.
Nunca fez parte porque meus namoros duraram no máximo 4 meses. Quando começava a encher o saco era simplesmente “não dá mais, abraço” e dia seguinte estava tranquilão na balada. Só que quando o tempo junto com uma pessoa entra no período de anos, ai complica. Você cria um hábito, um vínculo que vai muito além do sexo e atração carnal, é meio que uma forte amizade. Complicado falar “acabou” e tocar a vida numa boa.
Esse meu amigo namora há 3 anos e me contou que desde o começo desse ano nunca havia traído a namorada. Não por falta de oportunidade, mas de vontade mesmo. Porém, no reveillon ele acabou traindo e esse foi o primeiro passo para muitas outras traições. Perguntei a ele qual tinha sido o motivo, ele deu algumas voltas, enrolou, e no final filosofou colocando a culpa no tempo que deixa as relações desgastadas e sem graça (se isso procedesse ninguém falaria com seus pais e odiaria seus irmãos). Não insisti.
Após o quarto chifre, ele ficou com pena, decidiu terminar e ai vocês conhecem bem o script. A garota chora, diz que mudará, que o ama muito e mimimi´s. O cara se vê numa situação constrangedora e maçante e acaba voltando. Ai passam quinze dias, surge uma nova gostosa na faculdade dando mole e o looping de traições retorna. Nesse momento os homens apertam o botão do “foda-se” e caem de vez na traição e passam a ser frios e destratar a namorada. Eles gostariam que nessa hora terminar fosse tão simples como o jogo “Imagem e ação”, o cara dá as dicas, faz macacadas, a garota adivinha e ai termina. Mas a vida não é tão simples.
A coitadinha tenta realmente mudar como se de fato ela sempre fosse a responsável pelo desencanto. Passa a ser mais flexível, deixa o cara mais “solto” e se dedica a agradá-lo, enfim, vira uma tonta sem personalidade. Não há muito que fazer. O cara já está em outra e vai enrola-lá e sacanea-lá até ela abrir o olho, decidir recuperar o amor próprio e tomar uma atitude.
Só que boa parte das mulheres apaixonadas é boba. A garota quando finalmente consegue terminar ainda dá umas recaídas. Um belo dia o cara está na seca, não tem opções na geladeira e quem vai procurar? A boba apaixonada para petiscar. Ela fica toda feliz achando que voltaram, mas ele volta para o looping de traições e assim segue o ciclo.
No meu ponto de vista, brigas e desentendimentos sempre vão existir em um relacionamento. As vezes eles serão fraquinhos e as vezes pesados. O problema é eles se tornarem constantes. Como homem não suporta DR e dramas, quando eles começarem a ser recorrentes ou ele vai pular fora, ou vai fazer com que você termine, ou sua cabeça vai coçar.
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Calma. O namoro do Cafa vai bem, mas ele ainda não será papai, nem está prestes a bater as botas. Explico o motivo do post.
Desde pequeno eu nunca pensei em ter filha. Tinha em mente aquele pensamento machista, “não quero ter filha e saber que algum homem vai comê-la”. Porém, com o passar do tempo, amadurecimento e analisando os comentários femininos aqui do blog, percebi que filha mulher tem muitas vantagens e qualidades que raramente há nos homens e que eu nunca tinha parado pra pensar. Por isso, além de um cafinha eu pretendo ter uma mocinha.
Só que tenho observado que com toda a liberdade feminina (seja comportamental, financeira ou sexual) muitas mulheres se perderam no caminho. Ao invés de usar essa liberdade a seu favor, trocaram os pés pelas mãos, procuram se igualar em tudo aos homens e depois ficam chorando pelos cantos tentando entender onde que erraram e no fim jogam a culpa nos próprios homens e nessa sociedade machista.
Nesses dois anos e meio de blog recebi centenas de e-mail de leitoras e comentários aqui no blog me agradecendo por ter aberto os olhos delas e feito compreender que o mundo não é assim tão rosinha e simples como um conto da Cinderela e um Sex and The City que no final tudo é resolvido com umas comprinhas em loja de grife e uma putaria com um desconhecido. Portanto, assim que minha filha completar 15 anos, vou fazer questão que ela leia os textos que escrevi neste blog (que provavelmente não existirá mais), mas antes mostrarei uma carta pra ela. Segue-a abaixo.
“Querida filha,
Escrevo essa carta muito antes de você nascer e espero que com seus 15 anos de idade você já tenha maturidade e inteligência suficientes para encarar todos os problemas e desafios que virão daqui pra frente.
Essa carta poderia conter várias dicas escolares e/ou profissionais, vários lugares comuns e declarações kitsch de amor, mas isso são coisas que em simples conversas de pai pra filha se resolvem e em alguns gestos de carinho. Porém, há certos assuntos que nem sempre são fáceis de resolver em uma conversa devido a timidez e vergonha em relação a temática, mas que são importantes para o seu desenvolvimento emocional. Além disso, quero evitar que você sofra em vão e chore por coisas (e gente) que não valem a pena. Dividirei por tópicos (coisa de um chato metódico).
Popularidade – Espero que você não seja a garota popular do colégio ou faculdade. Geralmente essas garotas são fúteis e ocas por dentro. Acreditam que conseguirão tudo na vida dando apenas um sorriso e mostrando a bunda, mas quando ficam velhas não conquistaram nada (no máximo um marido rico). Quando jovens, pessoas inteligentes e com senso crítico não são muito valorizadas pela maioria e consequentemente não são populares. Não se preocupe com isso.
Amigas – Você deve conhecer muitas garotas e as julga amigas. Mas cuidado, mais da metade delas não pensará duas vezes se tiver que pisar em você pra conseguir algo. Muitas delas ficarão com garotos que você paquera, outras falarão mal e tirarão sarro de você pelas costas. Não se nivele a elas, não brigue, trate-as como colegas. A vida se encarregará do resto. Suas melhores amigas você contará dos dedos da mão (e talvez as encontrará apenas quando for mais velha) e as valorize muito, elas são a família que você pode escolher e você aprenderá muito com elas.
Balada – Espero que você aproveite as baladas tanto quanto seu pai curtiu quando era mais novo. Dance bastante, beba (só depois dos 18) e se divirta com as suas amigas. Se aparecer algum cara bonitão e principalmente com bom papo e algo na cabeça (que não seja gel e boné), dê uns beijos. Sua avó não teve essa liberdade, sua mãe teve um pouco e você terá bastante. Porém, não entre em ondinhas que os homens colocam como “super descoladas” e depois te chamam de vagabunda pelas costas. Alguns exemplos: beijar mulher na balada, transar na primeira noite que conheceu o cara, encher a cara até vomitar, etc. Na hora tudo parece muito bom e divertido, mas nos dias seguintes, em grande parte das vezes, é só decepção.
Virgindade – Se você já perdeu a virgindade, espero que ao contrário de grande parte das garotas, ela tenha sido prazerosa e com alguém especial. Se ainda não perdeu, mantenho a expectativa de que ela seja boa. Se não for, saiba que melhores (e muito melhores) virão. Porém, quero que você entenda que provavelmente o garoto que transar pela primeira vez com você, não será o homem de sua vida, mas você jamais se esquecerá dele. E cá entre nós, não seria bacana ter a recordação de um abobado para o resto da vida, por isso saiba escolher essa pessoa especial.
Namoro – Seu pai não teve muitas experiências em relação ao namoro (quando escrevo essa carta estou com 26 anos e namorei apenas 3x), mas aprendeu bastante com a terceira namorada. Nunca namorei, pois sempre que ficava com alguma garota, sentia que algo faltava nela. Se rolava química, a garota era uma mula. Se era inteligente, não rolava química. A união dos dois sempre foi um problema e acredito que será para você também. Por isso, não comece a namorar até você ter certeza de que encontrou alguém bacana e “completo”. Conheço vários casais que começaram a namorar por mera convenção e um vivia traindo o outro (algo que eu espero que você nunca faça) e insatisfeito. Se você não encontrou alguém bacana, gerencie a sua geladeira com pessoas especiais e vai curtindo sua solteirice até achar alguém que desperte algo diferente em você e que isso seja recíproco. E muito importante, não se desespere mesmo se com seus 20 e poucos anos não encontrar alguém interessante. Não há nada mais deprê que uma mulher solitária atirando pra tudo quanto é lado pra ver se fisga algum homem. Uma parte significativa dos homens só está a fim de curtição e completamente desencanado de algo sério, mas se você for especial para algum deles (que não seja um acéfalo), pode ter certeza que ele continuará na curtição, mas com você do lado. (…)
(continuará no próximo post)
