É comum nos posts que faço criticando certas atitudes femininas aparecerem leitoras perguntando qual seria a forma correta de agir, que dicas eu daria de comportamento, o que fazer para atrair mais homens, etc. O ponto é que não há o certo e o errado, pois isso vai da perspectiva e vivência de cada um. O que para mim pode soar como mau gosto, para uma pessoa pode ser atraente.

Porém, se eu fosse escrever tal qual um jornal, procurando sempre ser imparcial e sem emitir minhas opiniões, isso aqui não seria um blog e eu teria 10 acessos perdidos. Tendo isso em mente, resolvi fazer esse post traçando um paralelo sobre relacionamento e trabalho na minha perspectiva.

Aparentemente não possuem muita relação, mas a mecânica entre eles tem tudo a ver e se você ainda se pergunta por que nunca teve um relacionamento bacana e duradouro, com essa analogia as coisas vão ficar mais claras.

Primeiro de tudo e o mais óbvio, encontrar um bom emprego / relacionamento não é fácil. A menos que você tenha herdado a empresa do pai isso não será um problema. E este é o caso das pessoas que encontraram um cara bacana quando novinhas e passam praticamente a vida inteira com ele. Acontece, mas não é comum.

Se o seu caso não é esse e você vai ter que ralar pra encontrar algo bacana, seguem minhas dicas:

Experiência / Base – Para você se destacar entre as demais, precisará ter uma base teórica boa e acrescentar diferenciais no seu currículo.

Ou seja, você precisa entender o básico de como funciona a cabeça de um homem para não cometer bobagens como chicletices e mumices. Além disso, precisa ter conteúdo dentro da cachola que não seja as fofocas da última novela e tendências da próxima estação, isso é saber conversar sobre(quase) qualquer assunto.

A aparência de um CV – O seu cv é o cartão de apresentação para quem for te contratar. Ele precisa ser impecável, bem formatado e coerente. Se ele estiver todo mal ajambrado, provavelmente a pessoa será igual e você não será considerada no processo.

Ou seja, a aparência conta muito. Você não precisa ser o broto do pedaço (como diz a minha mãe), mas se não cuidar do cabelo, pele, unha, roupa, etc mostrará que você não se cuida como um todo e nenhum homem (que preste) te considerará como uma boa opção.

Saber onde anunciar – Depois de ter uma base teórica bacana e deixar o cv arrumadinho, é hora de procurar onde anunciá-lo. Se você colocar seu cv em sites de emprego vagabundo ou enviar para qualquer anúncio de emprego que aparece, muito provavelmente só aparecerão umas porcarias de vaga.

Ou seja, um relacionamento bacana dificilmente começará em lugares improváveis como micareta, baladas e botecos risca-faca. Geralmente os melhores empregos vêm por indicação, assim como relacionamentos.

Estágio – Depois de desenvolver a teoria e começar a anunciar é hora de estagiar, isso é, colocar na prática tudo o que você aprendeu. É fundamental procurar um estágio que agregue conhecimento, que não faça com que você execute apenas trabalhos braçais, é preciso uma troca, onde os dois lados ganham. Nesse momento errar não é um grande problema, pois você não tem grande vínculo com o lugar e está se desenvolvendo. Se perceber que o estágio é uma porcaria, saia logo de lá e vá atrás de outro, pois do contrário você perderá seu tempo precioso com algo que não te acrescenta e desqualifica o seu currículo.

Ou seja, é hora de começar a se relacionar com alguém. E para esse relacionamento ser bacana, ele não pode se limitar a atração física e sexo, pois se isso ocorrer, não é relacionamento, é putaria. O cara precisa contribuir para o seu crescimento como pessoa e você para o dele, é uma troca onde os dois lados ganham. Por ser o início de uma relação, não tem problema se não der certo, afinal você está apenas no início de um envolvimento, é possível terminar antes que evolua para algo mais sério. Se perceber que o cara é uma meleca, vaza. Homens assim vão te deixar pra baixo, fazer mal e você poderá perder ótimas oportunidades ficando com um cara tosco.

Pular de emprego em emprego – É interessante você acumular algumas experiências práticas, pois poucas empresas terão saco de treinar um funcionário nas coisas mais simples. Por outro lado, você ter uma grande quantidade de experiência no CV picadas e com pouco tempo de duração, mostra que você tem algum problema de adaptação pra ficar em um ambiente só por muito tempo e ai você acaba se queimando no mercado.

Ou seja, é interessante você ter relacionamentos prévios com outros caras, pois poucos terão saco para ensinar as coisas mais simples de sexo ou de um relacionamento para uma pessoa que nunca teve experiência com outros homens. Por outro lado, você ter uma quantidade imensa de experiências com dezenas de caras e com baixa duração, mostrará que você não consegue se manter  fiel a uma pessoa e não inspira confiança e ai você acaba se queimando com outros homens.

Foco na área que pretende atuar – Você precisa ter foco no seu objetivo profissional e moldar seu currículo com base nisso. Se você, por exemplo, quer trabalhar como engenheira automobilística, estágios em engenharia de alimento vão praticamente minar a oportunidade de você trabalhar com carros, pois toda sua experiência mostrará que você não é apta para esse tipo de trabalho.

Ou seja, se você gosta de homens mais bonzinhos, quietinhos, românticos e certinhos, dificilmente você atrairá esse tipo de homem vestindo roupas sensuais, indo pra balada ou com uma vasta experiência sexual.

As vezes o maior não é o melhor – Não se admire com estágios em grandes multinacionais que pagam um excelente salário, possuem renome, muitos benefícios e aparentemente excelentes oportunidades de crescimento. Muitas vezes nessas grandes empresas você será apenas uma pequena peça da imensa engrenagem, você não será relevante para ela e assim que você cair um milímetro no rendimento, ela te põe na rua. As vezes uma pequena / média empresa que tem planos ambiciosos, que se preocupa com o desenvolvimento dos seus funcionários e os valoriza, bem como permite seu crescimento, te dará melhor oportunidade que uma multinacional.

Ou seja, não se admire tanto com aquele cara boa pinta, rico, com um ótimo emprego, que te enche de presentes caros e a leva para bons restaurantes, o que aparentemente mostra que ele se preocupa com você. Muitas vezes você será apenas mais uma “coisa” na vida dele, não terá tanta relevância e assim que você não atender mais as necessidades dele, o cara termina sem mais nem menos. As vezes um cara mais simples, que não tem tanto dinheiro, mas é inteligente, ambicioso e que se preocupa com o seu bem estar (que não está relacionado a presentes e restaurantes, mas carinho e atenção), vai te fazer muito mais feliz.

E os consultores? – Muitas pessoas não suportam a ideia de ficar presas em um escritório ou mesma companhia a vida inteira. Não querem a mesmice de fazer praticamente o mesmo tipo de trabalho sempre, de saber que dia seguinte verá as mesmas pessoas, rotina e stress. Querem algo dinâmico, fazer o seu próprio horário, comer a hora que quiser, dormir a hora que quiser e se não estiver satisfeita com determinado trabalho, recusá-lo e mandar passear. Essas pessoas são os consultores. Apesar dos benefícios que esse trabalho possui conforme citado, o consultor não tem segurança sobre o dia de amanhã. Hoje, ele pode ter centenas de trabalhos divertidos, amanhã ele não tem nenhum. Se ele adoece, não tem nenhuma empresa para ampará-lo e se ele para, não ganha, se complica. Além disso, por estar cada hora em um trabalho diferente, ele não cria laços fortes com as pessoas ao seu redor e nesse momento de fraqueza ele acabará esquecido e contará no máximo com alguns amigos pessoais, mas que nem sempre conseguirão ajudá-lo.

Ou seja, muitas mulheres não suportam a ideia de ficar presas em um relacionamento. Não querem ter que transar com o mesmo cara a vida inteira. A mesmice de ter praticamente o mesmo sexo, cair na rotina e ter o mesmo tipo de discussão sobre a sogra que vive enchendo o saco, por exemplo. Querem experimentar diversos tipos de homens, não dar satisfação sobre a sua vida, explicar por que ficou na casa da fulana até tarde. E se o cara encher muito o saco, manda passear e abraço. Apesar dos benefícios que uma vida assim traz, a pessoa não tem segurança sobre o dia de amanhã. Se ela estiver pra baixo, depressiva, brigado com alguma amiga ou familiar, não vai ter alguém ali 100% com ela. No máximo uma amiga para consolá-la, mas que nem sempre conseguirá ajudá-la.

Um ponto que sempre bato em alguns textos é a respeito do papel do homem e da mulher nos relacionamentos. Isso porque volta e meia aparecem comentários aqui no blog de garotas querendo se declarar para o cara, procurando dicas de como sinalizar para ele que está a fim de ir além dos amassos, entre outros casos.

Volto a dizer, homem com ”c” de cafa gosta é da caça, de observar que a garota não dá muita bola pra ele inicialmente, mas que com algumas investidas, conversas, olhares, toques supostamente sem malícia, jantares descompromissados, a mulher vai cedendo. É uma das melhores fases de um relacionamento (independentemente se ele dará certo ou não).

E esse jogo do gato e rato segue até depois da conquista, pois a partir do momento que o cara vê que tem um capacho a seus pés, vai partir pra outra. E se o cara não vale nada, vai continuar com o capacho principal e ir conquistar outros.

É claro que nenhum homem vai chutar aquela garota que mal ele beijou e  já sai batendo uma nos cantos da balada, mas ela vai ser uma diversãozinha momentânea, jamais a preferida.

E para ilustrar esse assunto, o leitor Jader trouxe o seu causo para que eu comentasse no Dia do Leitor. Vamos lá:

“No inicio do ano de 2007 comecei um namoro, deverás apressado, com uma boa amiga na época. Vale dizer que eu terminei com a minha ex na virada de ano (ela grávida de 8 meses), já saindo com essa amiga (dita melhor amiga da minha ex) e começamos o namoro no dia 6 de janeiro.

Cafa > Pois é, as circunstâncias (ex grávida e amiga dela) já mostram que esse relacionamento não daria muito certo)

Deixando de contar todos os problemas oriundos da falação de “Ele é um safado” ou “Ela é uma vagabunda que pegou o namorado da amiga”, entre outras coisas, é de se acreditar que o primeiro ano de namoro foi meio delicado quanto a isso. Mas tudo ia muito bem até os problemas com a familia começar a afetar o relacionamento.

Gosto muito da familia dela, mesmo. E ela da minha. Ela afirma que doou-se para a minha familia mais do que eu, e eu concordo. Só que o grande problema é que, na maioria das vezes, deixamos as opiniões e os pensamentos da familia interferir no relacionamento.
Eu sempre disse que nos dariamos melhor se vivessemos sozinhos, sem a influencia de ninguem. Ela sempre ficou brava com isso, e ai começaram os problemas.

Cafa > Eu também tinha essa ilusão, mas o negócio não é assim tão fácil. A menos que vocês sejam independentes financeiramente e morem sozinhos, a família vai ter um peso enorme no relacionamento. E mesmo sendo independente, a família vai dar as caras sempre que possível se o relacionamento evoluir para algo mais sério e crianças surgirem. Vai por mim, fugir não é a melhor solução.

No começo de 2008 ela teve que morar em outra cidade por causa de trabalho. Nenhum grande problema afinal de contas eu ia de onibus até essa cidade todo dia, por causa da faculdade. Então continuamos nos vendo e fins de semana ela vinha para a minha casa.
Talvez pela distancia ou pelos pequenos problemas familiares acumulados, em março de 2008 eu fiquei com uma amiga minha.

Cafa > Essa foi a justificativa que você deu, mas não me convence. A distância pode ser uma inimiga ou uma aliada em um relacionamento (e como no seu caso você a via de finais de semana, era uma aliada). Sobre problemas familiares, eu tive uma ex que os problemas com a família dela eram tão freqüentes e insuportáveis que parei de freqüentar a casa dela. Não vou dizer que isso não contribuiu com o fim, mas de forma alguma justificaria uma traição.

Ficada de sexta série, do tipo “beijinho, beijinho, tchau tchau”. Ela descobriu e deixou o relacionamento abalado por uns bons 6 meses.

Cafa > Para com isso. A traição não está apenas no ato em si. Começa pelo desejo em outra pessoa, pela troca de mensagens, conversinhas mole, etc. O contato físico é apenas a consumação de algo que já não está bem. Beijinhos, chupadinhas ou fodinhas dão no mesmo, bonitão.

Encaramos como superada a situação e voltamos a nos entender melhor, até que um belo dia, ela acha o histórico no meu computador de umas conversas com 2 amigas minhas que ela sempre teve ciume e ficou louca. Eram conversas engraçadinhas, com cantadas idiotas e tal mas deixou o namoro em maus lençóis.

Cafa > Pois é, ela deixou de te conquistar, você a traiu e mesmo depois disso, supostamente tudo “foi superado” , o que não é verdade. Se ela tivesse amor próprio, teria terminado contigo assim que soube da traição. E você continuou o jogo da conquista com duas amigas. E como eu disse, fodinha, cantadinha, piadinha não fazem diferença quando as suas intenções não valem nada.

Um pouco mais perto do fim de ano deixei de viajar com ela porque um compromisso meu tinha furado e, meses depois, descobri que ela acabou ficando com um ex dela nessa viagem. Segundo ela, também só beijinho.

Cafa > Ai meu cacete, você encanou com isso. Diz uma coisa, você acha que se beijasse um homem seria menos gay que aquele que já caiu de boca em um?

Já em 2009 o namoro começou o ano abalado, com DR lembrando tudo que um fez pro outro. Ela começou a deixar de fazer tudo que fazia pra mim, me dar gelo e etc até que em julho, terminamos. Acontece que na conversa do “término” eu entendi que seria um tempo para avaliarmos nossas prioridades e nos entendermos depois. Exatamente como no seu post. Acontece que na cabeça dela era término mesmo.

Cafa > Ai ela começou a ter amor próprio, te tratar com desdém e você percebeu que aquela presa fácil se tornou esperta e absorveu parte do seu temperamento.

3 meses depois, quando tive a oportunidade de voltar a casa dela devido a minha mudança de cidadea, vi mensagens pra lá de vulgares entre ela e um bom amigo meu. Dei uma prensa nela e descobri que eles tinham saido e transado, algumas vezes. Fiquei tomado de raiva. Por ela e por ele. Ela dizia que me amava mas queria me esquecer e ele negava que tinha acontecido.
De lá pra cá eu me dei conta que realmente gostava dela, bem na filosofia “só da valor depois que perde” e ela, mesmo dizendo que me ama e tudo o mais, não ve um jeito de voltarmos.

Cafa > Olha só. Você foi vítima do próprio veneno. Esse papo dela de “ai eu te amo e trepei com o seu amigo para te esquecer” é historinha de desmiolada-leitora-de-Capricho. No seu lugar eu abriria fora, mulher que dá pra amigo não vale nada.

Agora outra visão da história…

Desde que a conheci e durante muito tempo de nosso namoro, ela sempre foi extremamente menininha. Se cuidava pra se vestir, não bebia, não saia, não falava palavrão e etc. De um tempo pra cá, mesmo ainda namorando, ela começou a ir pra baladas direto, beber e beber, palavrões direto e a se vestir vulgarmente. Eu digo que ela se veste pra sair igual as mulheres que ela falava mal antigamente.  E isso é algo que me incomoda. Eu digo que a amo e sou apaixonado mas pela garota menininha do inicio de tudo.

Cafa > Ah, welcome to the real life. Com o tempo as pessoas mudam, algumas pra melhor outras para pior. E pode ter certeza que você contribuiu muito para a “piora” dela. Digo isso, pois muitas mulheres (principalmente as mais novas) absorvem parte da personalidade dos caras que elas se relacionam, por isso é tão comum ver garotas “meninhas” se transformarem em piriguetes, garotas desmioladas ficarem ligeiras e assim por diante. Digamos que se hoje ela é uma desajustada, você exerceu grande influência nisso.

Mesmo com todos os problemas, pequenos e gigantes, e com tudo que falam dela e de mim, eu estou correndo atras e fazendo de tudo, dia após dia, pra reconquista-la. Ela diz que ve oq eu faço, que é válido, que me ama e sente minha falta mas que, agora, não vai abrir mão de nada por mim, exatamente como eu era antes de terminarmos.
No inicio ela era extremamente louca apaixonada que fazia de tudo e eu não demonstrava nada, hoje somos o inverso. Ela diz que tudo virá antes, faculdade, amigos, trabalho, familia e por ultimo, se valer a pena, eu.

Cafa > Fico feliz por ela ter colocado como última prioridade na vida daquela alguém que raramente a considerou como prioridade.

As vezes ela retribui meus gestos mas na maioria das vezes, é gelo. Eu sei que ela gosta de mim ainda, acredito nela mas sempre que conversamos (e acabamos discutindo) ela diz que não ve uma saida pra nos entendermos denovo.

Cafa > Você acha que ela realmente ainda gosta de você? Digo isso, pois quando a mulher chega ao ponto de trair o cara, boa parte do sentimento (bom) que ela tinha por ele se foi. Talvez o que fique são as lembranças e ainda uma boa trepada.

A unica saida que eu vejo é nos isolarmos de tudo e todos, como eu sugeri anos atras. Ela até concorda mas não está disposta a isso agora. Eu não sei mais o que fazer e não vejo nenhuma solução. Eu digo a ela que corro atrás e faço várias delcarações todos os dias mas que, sem nenhum retorno dela, nenhum incentivo mostrando que meus atos estão nos ajudando, nos encaminhando para um retorno, eu vou acabar cansando e desistindo”.

Cafa > Pera lá, cadê aquele fodão do início do post? O grande xavecador e dono de si? Agora desceu ao nível de se tornar um babão, um nerd bobo freqüentador  de site de relacionamento enviando declarações diárias para o seu amor cibernético. Pára com isso.

E que papo bobo é esse de “nos isolarmos de tudo e todos”, acha que está em alguma novela mexicana ou filme de segunda classe romântico? Vai para uma ilha com ela morar em uma choupana, tocar violão a noite e despertá-la com um café da manhã com frutas e mel? Desce, cara. Sobre a sua última sugestão, é o melhor que tem a fazer, cansar e desistir. Esse relacionamento começou errado, se desenvolveu pior ainda e acabou sem nenhum respeito dos dois. A estrutura já foi abalada, eu não vejo outra saída.
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p.s Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.

Algumas mulheres parecem que foram criadas por chocadeiras. No cafa responde volta e meia recebo umas histórias de mulheres sem auto-estima, submissas e se anulando em função de um cara. E fora do blog, frequentemente vejo homens humilhando (seja fisicamente ou moralmente) a namorada ou esposa.

Posto isso, recentemente vi no blog Lista 10 um vídeo que mostra os 10 piores namorados do mundo em situações “engraçadas” sacaneando as suas companheiras. Em algumas não há nada de absurdo, são só sustos (aliás, adoro dar sustos), mas outras passam do bom senso.

Olha só:

Brincadeiras fazem parte de um relacionamento bacana, humilhação não.

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Na quinta-feira entrará a promoção no blog que eu havia mencionado. Fiquem ligadas!

Vi que o post passado sobre o Dia dos Namorados causou certa comoção nas solteiras. Algumas acharam as dicas boas, outras nem tanto. De qualquer forma, para ambas há um Plano B.

Ajudarei algumas leitoras a arrumar o que fazer nesse final de semana e deixarei a dica para que outras façam o mesmo. Mas qual dica é essa? Um dos programas mais detestados pelas mulheres…assistir comédia romântica com a amiga (¬¬´).

Confesso que não sou grande fã do gênero, mas o filme em questão que sugiro até que é bacanudo e tem pertinência com o tema que tratei indiretamente no post passado: encontrar uma pessoa interessante para dividir com você os bons e maus momentos da vida.

No filme, chamado Plano B, a parada é um pouco mais “séria” (apesar do humor predominar). A protagonista em questão (Jeniffer Lopez) cansou de procurar alguém bacana para ter um filho e decide fazer inseminação artificial, só que logo após ela descobrir que está grávida, conhece um boa pinta (Alex O’Loughlin) por quem se apaixona. E ai já viu, altas confusões.

Para quem se interessou e quer ver o trailer, segue abaixo:

(para mais informações da sinopse, fotos, jogos, etc aqui e aqui)

Esse filme é bom para você ver que quando você acha que está na merda, sempre tem alguém fedendo mais.

E para me vingar das leitoras que tiraram o sarro por estarem namorando e eu e demais leitoras não, essa promoção será exclusiva para mulheres solteiras com acompanhantAs.

Serão sorteados 5 pares de ingressos (Válidos para todo o Brasil de 2ª a 5ª feira, exceto feriado, nos cinemas que estiverem exibindo o filme, exceto Grupo Araújo, Grupo Estação, Cinemark Iguatemi São Paulo e salas VIP do Cinemark Jardim)

Para concorrer, basta responder a pergunta: “Qual é o seu Plano B para o Dia dos Namorados?”.

No final do dia escolherei as 5 melhores que deverão passar o nome da acompanhante por e-mail.

Segue abaixo as ganhadoras:

Ana Paula Santos

Lauritchka

Luiza Gontijo

Ela

Marta M.

Parabéns! Mandem um email para cafa@manualdocafajeste.com com o endereço e nome da acompanhante!

Todo ano é a mesma coisa. Dia dos Namorados se aproxima e as leitoras já começam a ficar em polvorosa pedindo posts com dicas de presente, dicas de balada, dicas de como arrumar um namorado, dicas, dicas, dicas…Sem dicas esse ano. (quem quiser dar uma olhada nas dos anos anteriores clique aqui e aqui).

Não darei dicas porque esse Dia dos Namorados está acabando comigo. O único alento é que a Copa se avizinha (adoro essa expressão) e os jornais e revistas estão dando um foco maior a isso. Porém, sempre aparece um anunciozinho de um casal juntinho aqui, uma diquinha gastronômica ali e casais de namorados fazendo seus planozinhos. Por mais que você encare essa data como uma simples convenção comercial, é inevitável que ocorra aquela reflexão, “porra, to sozinho(a) de novo”.

Particularmente tive um combo de reflexões nesse feriado passado que fizeram com que eu ficasse mais deprê.

Acabei viajando com os meus amigos para a cidade serrana de Campos de Jordão (para quem não conhece é a cidade que faz mais frio no estado de São Paulo e é famosa por suas atrações gastronômicas). Foram 3 casais e 3 homens solteiros (eu era um deles). Obviamente que só fui pra lá por causa dos outros dois (sem piadinhas de duplo sentido), pois haviam me cantado a bola que lá as mulheres são muito bem vestidas, lindas e de bom trato.

Só que chegando lá as mulheres na verdade eram praticamente idênticas, pré-moldadas (botinha + meia calça + casaquinho + pozinho + fresquinha), sem personalidade, na faixa dos 16/18 anos e completamente fúteis. Decidi curtir a cidade com os meus amigos, fazer os tours gastronômicos e desligar a minha cabeça do trabalho. Atingi esse objetivo, mas não consegui me desligar da parte afetiva.

Somando-se o fato de estar em uma cidade com média de 4 graus celsius, sem companhia feminina e cercado de 3 casais bacanas, comecei a refletir sobre essa porcaria de dia dos Namorados e mais especificamente sobre a minha situação (o que creio que boa parte das leitoras e leitores solteiros e que já tiveram histórico de namoro bacana também o faz). E nessa reflexão temos 3 perigos que nos cercam:

1-) Voltar com a ex – Essa é clássica. O momento em que um homem decide entrar em contato / voltar com a ex está diretamente ligado a quantidade de bebida alcoólica ingerida, às baixas temperaturas e referências de casais bacanas ao seu redor. Como vocês observaram, o cenário estava perfeito para eu pegar o telefone ou o computador e buscar contato com a minha ex. E na cabeça do bêbado é algo super nobre e gentil essa atitude, o capeta fica ali no ouvido “ah, não pega nada ligar. Você só quer saber como ela está, dizer que tem saudades dos bons momentos e falar algumas coisas que não teve a oportunidade “. ESQUEÇA!  No mínimo você irá bancar a(o) ridícula(o) e se arrepender profundamente no dia seguinte.

2-) Companhias duvidosas – Você está lá carentona, teu ex já está namorando ou no mínimo dormindo com alguém (dificilmente você pensará que ele também está sozinho e talvez pensando o mesmo de você) e tudo o que você quer é ter um cobertor de orelha, alguém para conversar e esquecer o que o ex está fazendo. Ai você começa a maquinar (ainda que inconscientemente) em quem dos seus atuais contatos seria a pessoa mais indicada para assumir tal posição. E ai se você for uma pessoa agradável, provavelmente aparecerá umas duas na cabeça. Você abaixa a guarda, retira alguns filtros, fica mais permissiva e pronto….arrumou alguém. Bacana? NÃO! Se a relação com essa pessoa não evoluiu antes, não é porque você ficou mais permissiva que dará certo. Quando a carência baixar, vai perceber que se meteu em uma furada e ai é mais um desgaste pra se livrar do traste que se apegou a você.

3-) Descambar pra putaria – Outra solução muito comum. Já posso imaginar os comentários de algumas mulheres “bem resolvidas”:  “Ai, amiga. Dia dos Namorados tá chegando e você já sabe, né? São as melhores baladas meeeu. Fala sério! Bora pra pista!”. Descontada a riqueza do vocabular, essa alternativa é uma das mais procuradas por quem quer esquecer a data. Fácil, né? Vai pra balada, arruma uma ordinária / pinto solto, leva pra casa, dá uma (ou várias se quiser mostrar que aguenta) e problema resolvido, certo? ERRADO! Vai acordar dia seguinte com uma tremenda mala do lado e o vazio de não ter alguém bacana por perto vai bater em dobro.

E as mais afobadas vão falar, “Ai, então devo ficar sozinha e chorar”. NÃO! O lance é simplesmente abstrair o Dia dos Namorados, aproveitar os bons e verdadeiros amigos para conversar, falar sobre assuntos aleatórios e não tomar atitudes precipitadas por uma mera circunstância.

É, eu sei. Falei que não ia dar dicas e acabei dando algumas. Não resisto.