Estou de férias, mas fiz um esforço para publicar uma Sexta das leitoras. Por aqui está tudo ótimo e espero voltar com gás renovado semana que vem. Bom, vamos lá.

A leitora Jurema me mandou uma história bem interessante e que (até onde eu me lembre) nunca postei aqui. É um problema que já vivi na prática e tem um potencial enorme para estragar relacionamentos, a ausência de AMIGAS (não colegas) por parte da namorada. Segue a história:

“Tenho 21 anos e estou passando por uma situação muito difícil. No ano passado, após um seqüestro, meu pai foi assassinado. Portanto ainda estamos nos reestruturando.

Cafa > Poxa, meus pêsames. Espero que estejam se recuperando bem.

Na época eu estava namorando com um rapaz de 27 anos. Ele sempre foi muito gente fina, sempre me tratou muito bem. A única coisa que me dá muita raiva é o fato dele nunca me dar satisfação. Ele é meu namorado, não quero que ele fique 24hrs por dia comigo, mas pelo menos liga pra falar toh aqui com fulano e etc. Ai acaba eu ligando pra ele e ele fica bravo comigo, porque eu pego muito no pé, que quero saber de tudo etc.

Cafa > Olha, sem dúvida alguma namorados devem dar satisfação para onde estão saindo, porém há um limite para cobranças. Pela sua história vejo que ambos estão “errados”.

Ele foi meu terceiro namorado, o segundo tive uma filha e sofri muito, porque ele bebia. Com o atual comecei a namorar em há um ano e meio, antes já estávamos ficando havia algum tempo, e foi com ele que eu acabei desgostando do pai da minha filha (acho que pelo seu jeito diferente de me tratar, de ser mais cabeça e tals). A gente se conheceu no meu restaurantes, pois ele de vez em quando vem para jantar com os amigos.

Ele sempre foi de sair muito pra balada, ou com os amigos e ele conhece muita gente aqui do bairro, e eu nunca fui pra uma balada, barzinho, nem nada, porque nunca nenhum dos meus namorados me chamaram e eu não tenho amigos.

Cafa > Aqui há um problema. O fato de você não ter amigas atrapalha MUITO um relacionamento. Aliás, você já parou pra pensar por que não tem amigas? Isso é algo tão comum (ter amigos). Quando eu tinha uns 18 anos (hoje tenho 27) não tinha amigo algum e não sabia por que. Hoje, eu sei o motivo, era um tremendo chato. Não sabia ouvir o outro. Claro, hoje ainda sou um pouco chato, mas trabalhei o meu defeito, pois ficar sem amigos é uma m*. Amigos são a família que você pode escolher, são pessoas que você pode se abrir sobre qualquer assunto, te aconselham quando for necessário e te divertem quando você não está com seu namorado. Ou seja, se ele quer sair com os seus amigos, ok! Você sairia com as suas amigas. Porém, no seu caso você não tem essa opção e ai fica com cobranças. Enfim, pare e pense sobre o que te impede ter amigas. Não precisa bancar a fantasminha camarada e sair procurando amiguinhas por ai, é apenas entender qual o seu defeito e trabalhá-lo, amigos surgirão de onde menos esperar. ;)

Quando foi no meio do ano passado ele terminou comigo do nada, falando que precisa de um tempo pra ele, porque a vida dele só era ir da casa dele pra minha e pro trampo e vice versa. Terminamos.

Cafa > Foi o que eu te falei. Namorados não nasceram grudados, cada um tem a sua rotina fora do namoro e pelo visto o cara se sentiu sufocado. Se tivesse amigas, você poderia propor de sair de casal, por exemplo.

Quando foi no dia dos namorados ele voltou comigo, pedindo para que eu saísse mais e tals, mas eu disse pra ele beleza, mas quem tem que me chamar é você porque nada impede de sairmos, tem quem cuide da minha filha. Tirando que, logo depois que ele voltou comigo eu fiquei sabendo que um amigo dele, tinha terminado com  namorada um dia antes dele terminar comigo e também, voltou comigo um dia depois do amigo voltar para namorada dele. Muita coincidência. Passou.

Cafa > Você não entendeu. Quando ele falou “pedindo para que eu saísse mais”, ele quis dizer que VOCÊ precisa sair mais e não necessariamente vocês dois. Ai na sequência você emenda “porque você não me leva”, porra!

Você precisa ter uma vida social fora o seu namorado. Um dos motivos pelos quais terminei um namoro foi que a garota não tinha amigas. Eu não podia sair com meus amigos, pois ela enchia o saco, não tinha amigas pra fazer o mesmo. E ai minha vida social ficou restrita ao universo dela.

Nessa mesma época do término ocorreu toda essa tragédia aqui em casa e ele, como sempre, ficou do meu lado, me ajudou, me apoiou, etc A partir de então ele começou a dormir todo fim de semana aqui em casa, para dar uma mãozinha já que a gente não tinha mais meu pai, e eu acabei me apegando de mais a ele no sentido de segurança, porque quem era meu porto seguro aqui em casa sempre foi meu pai e acabei passando essa segurança pra ele.

Cafa > Legal. Ele parece ser um cara bacana, te apoiou e ficou contigo em um momento delicado.

Enfim, passamos o natal ótimo, muito bom, acho que foi o melhor da minha vida, ele me deu muita força. Mas já no ano novo, eu estava muito mal por causa do meu pai e ele não ficou nem ai pra mim, saiu de moto depois da meia noite sem me avisar. Depois voltou, a família dele foi embora e ele pegou foi deitar e dormiu e mal falou comigo. Foi horrível.

Cafa > Pô, você perde o seu pai nesse ano e tem o “melhor Natal da sua vida”, o seu namorado sai no réveillon e você tem uma das piores viradas de ano. Ruim isso, hein.  Não viva em função de um homem, dê mais valor a sua família, e como eu te falei, tenha amigos.

Depois desse dia as coisas só pioraram. Ele pegou férias coletiva no serviço dele, então ele foi fazer inscrição em um clube perto de casa. Até ai beleza. Mas tem um amigo dele que é cheio de dinheiro e sai direto, mas chamando o meu ex para ir junto. Ele no principio não aceitou, mas depois foi se distanciando de mim, chegou um dia aqui e veio me falar que ia viajar para a praia com os amigos, uma cidade onde mora a mãe desse amigo dele riquinho.

Cafa > Tá vendo, você não tem amigas e passa a viver a vida do seu namorado. Para com isso. Dane-se que o cara fez amizade com um riquinho, se você tem espaço na cabeça dele, o cara pode ser amigo da Xuxa, mas não vai te esquecer.

Eu não gostei, porque eu conheço esse amigo dele e sei que ele não é bom e sei também que meu exé maria vai com as outras, no caso dos amigos. Nesse dia a gente discutiu feio e ele acabou nem indo viajar, eu passei mal e ele nem ai. Um pouco antes deles saírem daqui do restaurante, passou um carro com duas meninas, parou do outro lado da calcada do bar, ai esse amigo dele foi lá falar com elas. Elas desceram do carro de shortinho curto e salto alto ele veio pro bar, falou com ele, ele concordou com algo e elas foram embora. Quando o amigo dele voltou pro bar falou: Vamos tomar mais uma e vazar.

Cafa > Sabe por que ele faz isso? Por que sabe que tem você nas mãos, não tem outra vida social a não ser ele. Ai o cara monta mesmo, pois ele sabe que pode fazer qualquer coisa que você vai sempre estar lá esperando o bonitão sozinha.

Ele me disse que ia pra casa dele. Mas eu sabia que não e quando foi no outro dia de manhã, peguei o carro e sai para ir a casa dele conversar, falar que não tinha gostado. Quando virei à esquina vi o carro dele em frente a um hotel. Parei lá e fui chamar ele, ele veio, a gente conversou, eu conversei várias coisas, perguntei se ele queria terminar, se ele não gostava mais de mim. Ele me jurou pelos sobrinhos dele que ele tanto ama que não viu aquelas meninas, que não estavam com elas e que ficaram em um posto bebendo cerveja e acabaram dormindo no hotel.

Fingi que acreditei e continuamos namorando. Todos os dias ele ia pro clube e ficava o dia inteiro, fazendo o que eu não sei, das 2hrs as 22. Todos os dias.

Cafa > “Fingi que acreditei”, é o início do fim de namoro. Em um relacionamento sério ninguém finge, ou acredita ou termina.

Quando foi quarta feira da semana passada, ele estava muito mais diferente, estranho, distante, quieto. E eu não aguentei, alguma coisa estava acontecendo. Peguei e comecei a conversar com ele e ele não dizia nada, e eu não desisti e queria saber o que estava acontecendo. Até que eu perguntei Você não está feliz. Ele disse que não. Você não gosta mais de mim. Ele disse não sei. Ai eu perguntei então porque ainda está comigo. Ai ele falou porque eu tenho medo de te deixar sozinha. Ai meu chão caiu neh, eu estava com um cara que esta com pena de mim. Aff, terminamos, eu levei todas as coisas dele pra casa dele (que foi uma mudança) e fiquei muito mal, mas não fiquei atrás dele. Depois desse dia fiquei sabendo que ele foi pra balada na sexta.

Cafa > É, o cara tem um carinho enorme por você e pelo visto gostava, mas tu acabou o sufocando.

No sábado me ligou duas vezes e eu não atendi. Me mandou mensagem no domingo pelo msn perguntando se eu não queria mais falar com ele e na segunda pelo celular e eu não respondi nenhuma. Ele não tirou namorando do Facebook e nem nossas fotos e comentários que ele fez. Minha ex’cunhada disse que ele não tirou nossas fotos que estão penduradas no quarto dele. Colocou triste no msn.

Hoje ele ligou aqui em casa e pediu falou sobre o meu netbook que está no serviço dele arrumando, mas não tocou em outro assunto. E agora pelo msn também veio puxar assunto comigo, perguntando do meu serviço, o que eu estava fazendo e falando que queria sair do serviço dele, nada de mais e eu tbm nem toquei no assunto do namoro. Gosto muito dele, quero ter ele em minhas mãos. Não sei se minha atitude de não ligar é boa ou ruim, não sei como agir para mudar a situação. Porque ele está agindo assim, acaba que me dando esperanças. O que eu faço pelo amor de Deus me ajuda!”

Cafa > Olha só, o cara tem um sentimento muito forte por você, do contrário teria sumido ou não perguntaria como você está. Porém, você precisa trabalhar alguns pontos, e não é uma coisa simples como não atender o telefone ou não responder mensagens, a coisa é mais embaixo.

Como eu te disse, você não pode fazer com o que o cara seja o centro do universo, ele não pode te completar e sim te complementar. Não sei se você estuda ou freqüenta algum ambiente coletivo como academia, clube, etc Se negativo, comece. Conheça mais pessoas, amplie o seu universo social, saia dessa rotina trabalho-familia-namorado. Nesse meio tempo, não seja tão pegajosa, quando você tiver amigas e começar a sair com elas, você verá como ele diminuirá com essas escapadas e te dará satisfação.

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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde

Como o post anterior foi um sucesso, tornarei a coluna Papos de Homem “fixa” no blog. Se você não está preparada para ouvir algumas verdades sobre o mundo masculino e prefere acreditar que só existe fofinhos e inocentes no mundo, sugiro que saia do blog e vá assistir novela.

O papo a seguir revela uma conversa entre um homem solteiro e outro compromissado:


Genaro – To me sentindo uma biscate

Raimundo – Ihh, lá vem. Que rolou?

Genaro – Conheci uma vagabunda ontem na balada, levei pra casa, sentei a vara e ela dormiu aqui. Só que esqueci que tinha combinado com a Pamela (aquela mina do curso) de correr com ela no parque e adivinha?

Raimundo – Putz, pegou a vagaba na sua cama?

Genaro – Não, pelo menos. Tive que fazer mó esquema com o porteiro para que uma saísse pela porta de serviço, enquanto a outra entrava pela social. Só que a Pamela estava cheia de fogo e veio querendo dar uma antes de ir correr. Meu pau ainda tava meio melado dá foda matinal com a vagaba, tive que fazer uma lavada express na pia e mandei brasa na Pã. Depois fomos correr e quem me mandou sms no meio da corrida? A Paulinha corrimão.

Raimundo –  Aquela que um tira e o outro põe a mão?

Genaro – Ela mesma. Assim que a Pamela foi embora já entrei em contato com a corrimão. Disse que tinha uma surpresa pra ela, um presentinho. Você sabe como mulher é curiosa e adora ganhar um presente, né? Pois bem, topou na hora. A surpresa foi um vinho sul africano (que paguei 30 reais e que ela deve ter pensado que vale 100) e em troca ela me deu você sabe bem o que. :)

Raimundo – É, realmente você está uma putinha.

Genaro – Quero ser usado.

Raimundo – Tá sendo e não apenas usado, mas um vetor de HPV para todas essas 3 santas

Genaro – Pega nada, uso camisinha.

Raimundo – Camisinha não evita HPV, se ela tá com verruga lá embaixo, vai pra tua bola e depois para a periquita da corrimão.

Genaro – Ah, azar o dela. E outra, por que agora você está com esses moralismos? Só porque  está namorandinho? Mulher não é confiável. Aliás, fiquei sabendo que a sua foi viajar. E se ela aprontar? Vai entrar como sócio no clube do HPV. :)

Raimundo – Por isso você nunca namorou. Só conhece mulheres depositário de esperma e quando conhece uma que presta já acha que é tudo igual. Eu confio na minha, o dia que passar a duvidar, termino.

Genaro – Ai que tá, quem disse que eu quero namorar? A vida de solteiro é muito boa. Cada dia eu tenho uma buceta diferente pra comer, não devo satisfação de onde eu fui, pra onde eu vou e posso curtir 4 dias de carnaval, enquanto você curte 1 dia dos namorados.

Raimundo – Mas você não se cansa de não ter ninguém com quem possa conversar sobre seus problemas, ambições, vontades, tristezas, etc? De poder viajar junto, sair de casal e conversar sobre a vida? De olhar na pessoa e imaginar como seria o filho com ela?

Genaro – Bleh, que coisa de filme romântico, mas vamos lá. Para conversar sobre meus problemas, tenho meu psicólogo. Para falar sobre minhas ambições e vontades, tenho minha família e amigos. Em relação a viajar, tenho o Pedrão, Vlad e Nelson que são os melhores companheiros de viagem, engraçados e não fazem cobranças. Sobre filho, tenho vontade de ter um, mas não preciso namorar pra isso. Basta engravidar uma garota bacana e decente.

Raimundo – Por que não namorá-la?

Genaro – Por que nunca conheci uma que preencha esses requisitos. hehe

Raimundo – Tá procurando em lugar errado.

Genaro – E onde eu devo procurá-la? Na biblioteca? No Par Perfeito?

Raimundo – Pode ser por indicação. Porém, as amigas da Ju (minha namorada) que são bem bacanas não iam te levar a sério.

Genaro – Tenho cara de palhaço?

Raimundo – Não, mas quem vê o seu Facebook e a quantidade de biscate que fica interagindo contigo, curtindo os seus updates mais idiotas e buscando uma forma desesperada de puxar conversa e você dando trela, logo percebe a cilada que você é.

Genaro – Sou tão queimado assim?

Raimundo – Depende. Para aquela meia dúzia de piriguete que fica babando o teu ovo, não. Porém, para uma garota mais bacana, não tenha dúvida.

Genaro –  Hum, foda-se. Não quero ter filho agora, não quero namorar. Me deixe com as minhas biscates e pare de bancar o moralista. Chato pra cacete.

Raimundo – Calma, só gostaria que você entrasse para o meu time.

Genaro – Vocês compromissados e essa mania de achar que a vida só tem sentido para quem namora. Tu nasceu sozinho e vai morrer sozinho, e ai?

Raimundo – O dia que você namorar e gostar da pessoa vai poder entender. Ok, nasci sozinho (na verdade com a ajuda da minha mãe e do médico) e vou morrer sozinho (se não morrer em um acidente coletivo), porém ninguém VIVE sozinho, você sempre dependerá dos outros. Enfim, é difícil falar para um pessoa que sagu é bom se ela nunca provou.

Genaro – Ok, ok. Entendi seu ponto, porém no momento vou continuar sem querer provar o sagu. Mas me conte, tem alguma amiga da Ju de bunda grande que fica cutucando homens no Facebook? =))

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Agradeço a Fernanda, Elaine, Roberta e Joyci pelos presentinhos! Não sou mulher, mas também adoro ganhá-los :)

Cafa muda de time

8.Dec
2010

Dias antes de terminar meu último namoro eu refleti bem se aquela era a melhor opção a ser tomada. Isso porque não teve uma grande briga, não houve traição ou algo pesado que justificasse um término imediato. Simplesmente o sentimento foi morrendo. E nessas situações a dúvida sobre terminar ou não é enorme.

E ai você fica naquela situação incômoda de estar com a pessoa, mas não sentir mais desejo nela. Você coloca na balança todos os prós e contras e parece que fica um eterno equilíbrio, mas um sentimento neutro por uma namorada é uma merda. Neutralidade serve para desconhecidos, para quem você não se importa.

Eu estava vivendo um mês nessa indecisão e a partir do momento que comecei a ter desejo por outras mulheres, resolvi que o melhor a ser feito era terminar de uma vez e não arrumar um motivo baixo para que ela o fizesse e ai passar o ônus do término pra garota (tática muito comum entre alguns homens). Não fui imaturo como da última vez que terminei via sms e resolvi conversar pessoalmente. Foi bem triste, mas era a melhor decisão a ser tomada.

Os dias e semanas seguintes ao término foram terríveis. Você criou uma rotina com aquela pessoa, ela fez parte da sua vida e fica parecendo que falta algo em você. Para piorar, você sai de balada com aqueles amigos eternos solteiros e tudo desanima. Dá vontade de afundar na privada 80% daquelas garotas cérebro de ervilha que lesadas pela quantidade de formol inalado do cabelo de 500 reais/mês não pensam outra coisa a não ser encontrar um cara rico e causar muito dentro do camarote gaiola.

Tudo parece ficar meio sem graça e as vezes pelo excesso de álcool ingerido em uma sexta-feira a noite, dá uma vontade de ligar pra pessoa e tentar novamente. Tem que resistir, pois isso faz parte do processo da descompressão de um namoro.

Após algum tempo a coisa muda. Você cria outra rotina, tapa os espaços vazios do domingo a tarde com coisas aleatórias e percebe que não falta nada em você. Aliás, nunca faltou. Consegue desenvolver certo distanciamento da situação e percebe que foi bom enquanto durou e bola pra frente. Só que após o término de um namoro bacana, você passa a enxergar os relacionamentos (inclusive os casuais) de outra forma.

Depois de um tempo que terminei o namoro, cometi um deslize ou outro com alguma improvável. Porém, percebi que não tinha mais saco de dormir com uma pessoa que eu não tinha a mínima intimidade e acordar do lado de uma tosca que secava a minha cebolinha. Não desejava nem que a pessoa virasse um suco de laranja, o melhor seria ela dar uma de feminista modernosa e sumir da minha casa sem me acordar.

Bom, o tempo passou e conheci algumas garotas interessantes, mas como eu disse em posts atrás, nenhuma que desse o “click”. Estava bem tranquilo, saia com os meus amigos, ia correr no parque, cinema no domingo e quando batia a necessidade, bootie call no casinho da vez. Não tinha a mínima perspectiva de namoro tendo em vista o tempo que demorei a engatar o anterior.

Só que um dia, na maratona de adicionar leitoras do MSN conheci uma garota do sul (não, também não veio dançar o tchan nem a dança do tchutchu). No começo, não rolou muito papo, pois como são milhares de pessoas no MSN, não consigo conversar com todas direito. Porém, certa vez rolou uma interação maior e a coisa deslanchou. Muita afinidade. Passamos a conversar quase que diariamente por Skype e a vontade de conhecer pessoalmente foi aumentando. Até que certo dia rolou e aquela expectativa sobre o primeiro encontro foi mais que superada.

Eu jamais acreditei em namoro a distância, sempre falei para as pessoas próximas que possuem namorado de outro estado que era uma tremenda furada. Só que hoje eu vivo essa situação e até o momento está ótima.

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Para as leitoras que pediram, já fiz a listinha do Submarino com os presentinhos que gostaria de ganhar nesse Natal. Espero ter a mesma quantidade de leitoras noéis e fofas que ano passado ^^ Caso você queria dar outra presente que não está na lista, também será muito bem vindo! Pode entrar em contato comigo pelo email cafa@manualdocafajeste.com A lista de presente do Submarino está aqui.

A leitora Geneise mandou duas histórias para o Cafa Responde que são típicas de serem criticadas por aquelas mulheres que creem nunca quebrar a cara em um relacionamento, estão sempre por cima em relação aos homens e na verdade são grandes pentelhas-caga-regra incapazes de segurar um homem por mais de uma semana.

Apesar de algumas maluquices da leitora, as situações por que passou não são absurdas e acredito que se uma de vocês não passou por algo parecido, possui alguma amiga que já. Como são longas, dividi o post em três. Vamos lá:

História I

“Até os 20 anos, eu nunca tinha namorado muito menos ficado com ninguém e sempre pensei q só namoraria sério.

Cafa > Essa informação justifica bem o desenrolar de toda a sua história. Normalmente mulheres mais velhas que não tiveram histórico de namoro ou de rolos são as que mais dão dor de cabeça quando começam a gostar de alguém. Isso porque não estão habituadas com a frustração, com o término e ai ficam atazanando a vida do coitado em busca de algo que não existe.

“Conheci” um cara de outra cidade através do trabalho, nós só falávamos por telefone, daí tbm começamos a falar por MSN. Do nada ele sempre falava q éramos “só amigos” e isso me vez pensar “será q ele tá falando isso p/ eu não me sentir atraída ou era p/q ELE pudesse acreditar nisso?”.

Cafa > Ou talvez porque ele seja bobo. Nenhum homem normal fica anunciando esse tipo de coisa, a não ser que você ficasse falando pra ele que era a sua namoradinha virtual.

Nas minhas férias decidi viajar p/conhecer ele e os outros colegas c/quem falava, mas ele estava de folga nesses dias e foi no hotel onde eu estava. Caminhamos por ali e ele mostrou q não queria ser só amigo, fiquei sem saber o q fazer e na hora não gostei muito dele (achava q ele seria mais bonitinho e tinha a idade q ele mentiu ter), mas depois q já estava longe dele fiquei pensando pq não? Apesar dele ser 16 anos mais velho e divorciado c/ 3 filhos, eu me senti atraída pela personalidade dele e eu conseguia falar c/ele sobre qualquer coisa (e tbm eu estava numa fase super deprê por causa da faculdade e parecia q ele era a única coisa q me fazia sentir bem).

Cafa > Olha, se um homem de 36 anos não consegue conversar sobre qualquer coisa, no mínimo uma empada ele é. Enfim, como você bem pontuou, pelo visto viu nele um porto seguro, alguém que te deu segurança no momento difícil que passava.

Alguns meses depois voltei p/ visitar ele e ele disse q não queria nada sério, acabei concordando qdo no fundo queria algo sério, mas depois eu tbm não quis mesmo algo sério.

Cafa > Nossa, corre cotia na casa da tia, corre cipó na casa da vó. Que rolo! Trocando em miúdos, relação casual por parte dele e uma vontade de algo sério da sua parte, mas travestida de desencano.

Ele era ocupado, trabalhava em 3 lugares diferentes, mas sempre q ia p/ lá ele arranjava alguns minutos p/ me ver. Ele tentava avançar o sinal, mas eu não deixava e ele respeitava. O sexo só aconteceu qdo eu achei q estava pronta alguns meses depois, contudo, em todas as vezes (acho q em parte por causa do meu medo/ insegurança e outra por causa do tamanho do meninão dele) era literalmente doloroso p/ mim, mas as carícias eram boas. Quase todas as vezes q saímos eu paguei a conta, pq fiquei pensando no quanto ele trabalhava, na pensão e tbm pq não me sentia mesmo confortável c/ alguém pagando algo p/ mim.

Cafa > É, mais um indício que você via nele alguém para te proteger. Se o sexo não é bom, mas a carícia é boa, melhor ter um amigo gay que te faça cafuné, não?

Teve uma época em q eu tava tão p/ baixo q quase todo dia ligava p/ ele e na maioria das vezes tava desligado ou não tinha sinal e mesmo assim parece q eu ficava mais caída por ele. Quando ele ligava, eu não cobrava nada (sobre pq não ligou antes, onde tava, etc). Qdo ele ia p/ algum evento em outra cidade ele falava p/eu ir p/a lá encontrar ele e, eu várias vezes fiz o sacrifício de fazer uns arranjos c/ os colegas de trabalho p/ poder viajar e ver ele só por algumas horas (pq eu não participava desses eventos).

Depois q eu já tinha terminado a faculdade eu percebi q ligar p/ ele e não ter resposta estava me fazendo mais mal do q bem, e q se ele gostasse de mim ele ligaria, foi difícil não ficar ligando p/ ele mas consegui. Depois de um tempo vi q já estava cansada de ficar viajando e criar desculpas p/ meus pais e colegas de trabalho e q além de não querer algo sério, eu não queria mais ficar de rolo c/ ele e sim só amizade mesmo. Já fazia 2 anos desde a 1ª vez q nos encontramos pessoalmente. E, pela 1ª vez tava me sentindo bem em não ter ninguém (pq antes de conhecer ele, eu tentava me enganar, dizendo p/ mim mesma q é melhor ficar só do q mal acompanhada).

Eu fiquei semanas pensando em como dizer isso pq nunca tinha levado ou dado pé na bunda de ninguém e não queria magoar ele, até cogitei a hipótese de q como morávamos em cidades distantes, q logo ele arranjaria outra e daí eu não precisaria dar o pé na bunda; só q vi q se não desse o pé na bunda, ele não iria arranjar outra e tbm foi nessa época q conheci o rapaz da outra história e não queria correr o risco de começar algo c/ esse outro cara sem ter terminado c/ ele. Tentei continuar amiga dele, mas vi q é difícil, das poucas vezes q ele ligou depois, ele dava algumas indiretas e agora por telefone evito atender ele, por e-mail, tento responder de maneira gentil mas sem dar esperanças”.

Cafa > Faz bem. Tem algumas mulheres com essa mania chata de querer virar a amiguinha de ficante a todo custo. Normalmente após o “término” é difícil manter a amizade. Ou um dos lados some ou viram meros conhecidos. Você agiu certo aqui, mas na outra história errou.


História II


“No começo do ano passado decidi fazer um curso de culinária, pq gostava de fazer doces e um ano antes havia me formado e saí da faculdade pior do q entrei (mais burra e sem noção do q que fazer da vida). A princípio o professor não havia chamado minha atenção, mas nas últimas aulas comecei a me sentir atraída por ele mas nunca dei em cima dele pq sou muito tímida, insegura, achava q ele era muita areia p/ o meu caminhão e tbm achava q ele estava comprometido pq tinha um filho, mas um dia ele contou p/ todos os alunos q havia se separado a alguns meses.

Cafa > Mais uma vez você procurando proteção, reparou? Agora são dois em um, o homem mais velho e ainda por cima professor. Pronto, você está completamente amparada e segura.

Daí no último dia de aula ele disse 2 vezes p/ eu o adicionar no MSN e eu senti uma certa insistência mas achei q isso era coisa da minha cabeça já q eu gostaria q ele estivesse atraído por mim. Eu me senti atraída pq ele era uma pouco mais velho (hj tenho 23 e ele 30 anos) e por ter filho, ele deveria ser maduro/responsável; ele era o oposto de mim, ele era extrovertido e dava p/ perceber q ele amava o trabalho de chef de cozinha (enquanto eu ainda estou tentando descobrir o q eu amo).

Logo começamos a conversar pelo MSN, ele me chamou p/ tomar café, q primeiramente não aconteceu por causa dos nossos horários de trabalho, um dia ele sugeriu p/ jantarmos (e foi nessa mesma conversa q ele demonstrou q não queria amizade) e daí eu falei q td bem desde q eu pagasse a conta (pq não me sentia confortável c/ alguém pagando p/ mim), daí ele se negou e a gente começou a discutir sobre isso até q ele sossegou quando eu sugeri q então dividíssemos a conta (obs.:esse jantar tbm nunca aconteceu).

Na 1ª vez q falamos por telefone ele perguntou se eu queria trabalhar com ele e eu respondi não, daí ele perguntou se eu queria casar c/ ele e tbm respondi não e ele se fingiu de ofendido; respondi não pq sentia q apesar de se sentir ofendido ele só podia estar brincando pq mal nos conhecíamos e achava q palavras q casamento/comprometimento/eu te amo fossem frases q os homens tivessem pavor de pronunciar.

Cafa > Olha, o cara não me parece um retardado, portanto é ÓBVIO que ele fez uma brincadeira contigo. O problema é que os homens perdem a mão nessas brincadeirinhas, algumas mulheres não sacam a molecagem e ai ficam encucadas tentando adivinhar ou filosofar sobre o assunto.

Numa outra vez, ele comentou q gostaria de um dia se casar de novo, etc. Pelo fato desse discurso todo parecer perfeito, acabei ficando desconfiada, mas a romântica dentro de mim caía um pouco nesse papo. Uma noite, após meia-noite ele me ligou, queria me ver e q a gente poderia ficar no carro dele e EU poderia encher ELE de beijos, eu não aceitei e ele se fez de coitado, depois q desliguei o telefone eu percebi q estava um pouco e não completamente caidinha por ele, pq se estivesse eu me sentiria culpada e tentaria pensar em algo p/ me redimir, só q eu só pensei “ele quer q EU encha ele de beijos, como se eu não conseguisse resistir ao charme dele?”.

Cafa > Hehehehe. Outro problema, mulheres as vezes analisam um homem por meio de tags e não conseguem visualizar o contexto em que as palavras foram proferidas e a relação como um todo. Você puxou a tag “#quercasarcomigo” da piadinha mongol que ele disse na outra ocasião e agora nessa você puxou a tag “#umdiamecasodenovo” e ai o que você concluiu? “Ele está louco pra casar comigo!!”

Sobre a sua última interpretação, você viajou. Pelo visto o cara é afeito a uma piadinha pronta e você não estava conseguindo captá-las. Porém, fez muito bem em não ter cedido. Homem que propõe encontro no carro das duas uma, ou está querendo ganhar um boquete ou economizar no motel (ou os dois).


(continua no próximo post – 25/11)

Não acredito em amor a primeira vista. Aliás, acho isso uma grande imbecialidade propagada por livro vagabundo romântico, por novela rasa e filme tosco. Uma pessoa dotada de alguns neurônios pensantes jamais se apaixonará por uma imagem, excetuando-se aquelas desprovidas de cérebro.

Claro, não vamos ser hipócritas e dizer que rosto e corpo bonitos não nos chamam a atenção e caso estejam dentro dos requisitos que valorizamos, role aquela atração. Só que essa atração é meramente física. E ai acontece aquele desencanto de você ter um puta tesão na gostosa e assim que ela abre a boca o cara se dá conta do filhote de asno que se “apaixonou”. Nesse caso a relação tem duas vias, ou o cara chuta a garota ou tira pra comer de vez em quando sem envolvê-la em situações que o diálogo é necessário, mas que a chance de ir pra cama é alta.

Como a incidência de mulher boa fisicamente e oca internamente é bastante alta, os homens acabam utilizando essas garotas para se satisfazer sexualmente até encontrar alguém com recheio. Só que ainda assim essa intersecção mulher boa e inteligente não é suficiente para a coisa evoluir.

Desde que terminei o meu último namoro, conheci bastante mulher interessante. Claro que algumas abobrinhas apareceram pelo caminho, mas eu tomei pra mim que ia elevar o nível e parar de passar tanto apuro como os que eu vivi quando era mais novo.

Devo ter conhecido umas 3 garotas namoráveis. Algumas independentes, outras com uma família bem estruturada, algumas com uma boa experiência de vida, outras mais recatadas, enfim, com perfis bem variados, mas com os 3 elementos principais para a coisa andar em um primeiro momento, aparência, conteúdo e afinidade. Aliás, antes eu acreditava que o elemento “afinidade” fechava o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha e tudo ok, bora namorar. Porém, com as últimas experiências vi que não era bem assim.

Tentei forçar um pouco a barra e dizer pra mim que estava sendo muito criterioso e chato para engatar algo sério e até fiquei com certo receio que de alguma forma inconsciente o blog estava me impedindo de ir adiante nos relacionamentos. Mas não era isso.

Ai conversei com meus amigos e percebi que grande parte passava ou já passou por situação parecida. Tinham encontrado alguém bacana, mas algo os impedia de ir adiante. Insistiam pra ver se a coisa com o tempo evoluía, mas pelo contrário, se desgastava e terminava. Foi então que percebemos algo em comum, o “click”.

Ele acontece mais ou menos até o quinto encontro do casal. O mais comum é na segunda ou terceira saída, quando o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha já está armado (opa). Não tem explicação lógica, simplesmente acontece. Pode ser em uma troca de olhar, após um beijo mais prolongado, um abraço forte, minutos depois da pessoa ter ido embora, enfim, você dá aquela respirada e pensa, “é ela”. Ai só falta “ser ele” pra coisa andar.

E se o “click”  não rola no começo, desista. O que vem depois não é legítimo, é aquele famoso “acabei me acostumando com ele”. Isso não é admiração, é conformismo.