Cafa Fofo

26.jan
2010

Pela história da leitora do post anterior, percebi que algumas mulheres ainda têm aquele ranço da imagem de um cafa como alguém desprovido de sensibilidade, bruto, ignorante e burro. Cafas são bem diferentes disso e a intenção desse post é desmistificar mais uma vez alguns destes preconceitos.

A qualidade de ser “fofo” geralmente é atribuída ao gordinho boa praça ou aquele carinha feinho que a amiga compromissada quer apresentar para formar par no sábado a noite. Só que é possível ser “fofo” sem se enquadrar em um destes quesitos, nem parecer uma boneca de porcelana, muito menos perder Sex Appeal, pois geralmente “fofos” são tidos como semi-irmãos ou sem sal.

E como se enquadra um Cafa fofo? Listarei alguns pontos.

1-) Não se denomina como tal – O cara que fala “ai, uma das minhas qualidades é ser fofo”, ou é um abobado ou uma boneca de porcelana;

2-) Gosta de crianças e animais – 85% das mulheres adora um bebezinho-bonitinho ou um cachorrinho. O cara que mostra afeição por esses dois seres, já ganha alguns pontos com elas. É batata, basta mudar um pouco a voz (sem parecer um retardado) pra falar com o cachorro que está do lado ou mexer com o bebê que está no colo da mãe no elevador para as mulheres ficarem mais suscetíveis. Rola aquele pensamento, se ele é “sensível” com um cachorro, vai ser comigo também e com o bebê a parada é mais de instinto materno.

3-) Trata a mulher como se fosse única – Esse caso é ilustrado no post anterior em que o cara andou de mãos dadas, fez carinho, se preocupou com os pezinhos dela, etc. A garota pode até desconfiar que aquele relacionamento não vai pra frente, mas tratando-a como se fosse única, como se o carinho com que ele despende é algo exclusivo, não há mulher que resista.

4-) Elogios estratégicos – O fofo sabe elogiar pontos estratégicos sem ser óbvio ou comum. As mulheres gostam de saber que o perfume que usam é gostoso, que são bonitas, que possuem um sorriso bacana, mas um comentário do tipo “Você emagreceu, né?” ou “Está bonito seu cabelo” conquista muitos corações.

5-) Lembrancinhas / surpresinhas – Que mulher não gosta de ganhar um presentinho? Aliás, quem não gosta de ganhar presente? O cara fofo sempre lembra dos seus principais contatos e os presenteia esporadicamente. Não é necessariamente algo de alto valor agregado, um alfajor, um hidratante mais bacanudo já resolvem. As vezes a lembrança pode não ser tangível, mas um parabéns mais personalizado, uma mensagem despretensiosa em um dia aleatório, uma ligação para apenas saber como a pessoa está ajudam bastante.

6-) Atenta-se a alguns cuidados de etiqueta – Tai algo que hoje se perdeu. Etiqueta virou sinônimo de coisa de fresco e retro. É óbvio que não há necessidade alguma de seguir a risca uma cartilha da Claudia Matarazzo, mas alguns pequenos cuidados fazem toda a diferença para as mulheres (pelo menos para as educadas). Uma coisa pequena é abrir a porta do carro sempre que possível. O cara não precisa dar uma de valet e sair abrindo todas as portas, mas em momentos chave, pega muito bem. A etiqueta aqui não é mostrar que é fino, e sim educado.

7-) Faz o sexo virar segundo plano – Para as mulheres que saem com o fofo, sexo parece nunca ser o seu objetivo final, vira uma consequência. A verdade é que poucas mulheres sairiam com um cara que as tratam como um buraco ou depositário de esperma. A mulher que se sentir atraente e desejada, mas respeitada e é assim que ele a conquista.

8- ) Lembra-se de detalhes – Essa uma característica inerente ao sexo feminino, mas o cara que consegue gravar detalhes-chave de uma garota, já está anos luz a frente da concorrência. É até uma forma de puxar assunto sem forçar a barra e demonstrar que possui consideração pela garota. Por exemplo, se em uma conversa aleatória você mencionou que comprou um presente x para o seu pai, no próximo encontro ele vai perguntar o que seu pai achou do presente.

Essas situações ajudam a entender que não é porque o cara te trata bem, que possui uma certa sensibilidade ao seu lado e te trata com exclusividade que ele vai te pedir em namoro dali uma semana. As vezes pode até ser o caso, as vezes você encontrou um cafa fofo.

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Cafa está indo viajar de férias na quinta-feira (28/01) e volta inteirinamente depois do carnaval. Deixarei posts programados nesse período e tentarei sempre que possível aprovar e replicar os comentários. Na volta trarei presentinhos para sortear por aqui. 8-)

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Confesso que ultimamente o nível das histórias da Sexta das Leitoras tem deixado a desejar. Porém, não vou postar histórias românticas e com final feliz aqui por dois motivos.

Primeiro, aqui não é novela. Se você quer ler coisas fofas e bonitinhas que não doem os olhos, assista a novela das 18:00.

Segundo, meu intuito aqui é por meio de erros (seja das mulheres e/ou dos homens) apontar caminhos para ter um relacionamento bacana e não quebrar a cara.

Outro problema é que grande parte das histórias são mal escritas, grandes e bobas. O mesmo roteiro, “gosto dele, ele não gosta de mim, o que faço?”

As melhores histórias chegam via Cafa Responde, mas grande parte das garotas que manda histórias para lá pede confidencialidade. Ontem, porém, a leitora Berenice permitiu que eu postasse sua história aqui. Eu achei bacana, pois foge da vulgaridade, foi bem escrita e é uma situação bastante recorrente.

Vamos à história de uma leitora envolvida com um cafa profissional:

(introdução)

Cafa > Olha só, vou ser bem realista com base nas informações que você está me apresentando e na vivência e conhecimento que tenho dos homens e cafas (categoria na qual essa cara parece ter mestrado).

“Querido, acredito 100% qdo vc diz que anda beeem difícil encontrar uma menina legal, mas tenha certeza de que a recíproca também é verdadeira. Me considero bonita com um corpo legal, dizem que sou inteligente e simpática também, gosto de boa musica, comida, programas culturais, tenho um trabalho legal… será que é muito difícil conseguir no mínimo a mesma coisa??? Não to pedindo um Brad Pitt milionário e cavalheiro perfeito, mas nem um nível equiparável parece que existe… Apenas um desabafo, mas nem por isso totalmente fora do propósito deste email.

Cafa > Será que não é fora do propósito? Você exige tanto de uma pessoa que acaba se encantando com um andarilho sem perspectiva profissional. Não tem coerência isso. Pelo menos essa introdução.

Passei este Natal em Cambury, São Sebastião, com a família (pais e irmã) como tem ocorrido nos últimos anos. Adoro lá, a praia, os restaurantes, tudo!

Logo nos primeiros dias percebi um cara bem bonitinho (não no sentido pejorativo da palavra de feio arrumadinho… ele realmente me atraiu) que estava trabalhando na recepção de lá. Tá, achei o cara bonito, mas digamos que um caiçara local que trabalhava em uma pousada não seria muito meu ideal, apesar de achar que ele não tinha aparência nenhuma de alguém local.

Cafa > Que diferença faz ele ser local ou não? O cara pode ser local, formado em adm hoteleira na federal do PR e ser filho do dono da pousada ou ser um ilustre viajante paulista sem rumo tomando aulas de surf na praia.

Uns 2 dias depois (ele sempre muito sério e eu, sinceramente, nem aí) fui pegar a chave do meu quarto e na hora de ele me entregar rolou aquele olho-no-olho acidental por uns 2 ou 3 segundos. Fiquei sem graça e saí… no dia seguinte ele nem olhava para mim, evitava qualquer tipo de interação, mas confesso que depois daquela olhada eu fiquei meio balançada de uma forma estranha. Falei para minha irmã até que tinha achado ele atraente, mas ela reforçou a possibilidade de ele ser um cara local trabalhando numa pousada no litoral… verdade… deixei para lá de novo, mas confesso que ele não me saia da cabeça.

*Obs.: To me sentindo uma adolescente retardada contando essas coisas desse jeito… RS

Cafa > Se você seguisse o pensamento masculino, eu acharia normal toda essa história. Homem é muito prático nesse quesito. Ele fica na pousada, tem uma puta gostosa na recepção. O que ele faz? Dá em cima da gostosa, tenta comê-la e no dia seguinte volta pra sua cidade e no máximo coloca a gostosa na sua geladeira pra quando voltar ter alguém pra comer. Ele não se envolve com ela, pois sabe que aquela relação não tem futuro.

Eis que o dia seguinte ao da olhada é véspera do meu aniversário, e minha irmã e eu decidimos comemorar na única balada de lá (que estava bem vazia, diga-se de passagem). Deixo minha chave com o colega dele (o tal sujeito mal se manifestou) com todo o ar de Julia Roberts saindo do elevador em “Uma linda mulher” (nunca pensei nessa cena até agora escrevendo isso), e fomos.

O lugar estava vazio, ficamos no bar batendo papo com o barman e bargirl e bebi um pouco além… umas 2 horas depois, quando a fase aérea já estava acabando, eis que chegam 2 caras, 1 deles falando oi, bem do meu lado. Qdo me viro, é o próprio! Ele começa a puxar papo (já devia ter bebido bastante pq estava bem alegrinho e me confirmou isso até quando perguntei), pede para o amigo ir ao banheiro uma hora que o outro que estava ao meu lado (como se não desse p/ perceber o toque…), encostava no meu braço ou costas qdo falava algum coisa, enfim, parecia que tinha interesse.

Inclusive o cara sabia que era meu aniversário…. disse que olhou no cadastro e qdo viu nós 2 saindo àquela hora, imaginou que estávamos indo p/ lá. Quando saiu do trabalho foi para lá imaginando que poderia nos encontrar.

Cafa > Esse é dos bons.

O fato é que o cara realmente não era local. É de São Paulo, fazia facu de relações internacional e trancou para conhecer o mundo. Morou 1 ano na India, 1 ano em Londres (essa parte eu pude comprovar pq minha irmã mora lá desde setembro e eles ficaram falando sobre a cidade, além dos pontos turísticos típicos), e que agora estava morando em Cambury aprendendo a surfar. Sabe que gostei disso tudo? To bem de saco cheio da mentalidade industrial da minha cidade, e não agüento mais papo de engenheiro… gostei de encontrar alguém diferente.

Cafa > Tá. Então você está sendo incoerente. Qual o perfil de homem que você procura? Alguém com os mesmo gostos e cultura que você ou alguém que leva a vida na flauta e a curte sem compromisso? Para conhecer o mundo você precisa parar a faculdade e viver em subempregos? Se o cara tem 18 anos, ok, agora com mais de 24 já fica estranho. Maaas, repito, se o seu objetivo e ter um passatempo de veraneio ok.

Já era umas 4:30 qdo minha irma falou que estava com sono e que queria voltar para dormir. Fiquei, ele falou de irmos para a pista dançar e, obviamente, nos beijamos… até acenderem as luzes! rs Ele bem que tentou passar a mão, mas eu realmente queria ir com calma… e segurei mesmo o tempo td. Pode parecer cafonice mas eu realmente não gosto de liberar logo e com ele não era diferente. Me conheço, esquento bem rápido então prefiro não deixar muita coisa pq sei que não conseguiria segurar por muito tempo.

Saindo de lá ele era todo carinhoso segurando minha mão (parece idiota mas qdo o cara não está muito a fim ele não se dá ao trabalho de fazer essas coisas). Fomos para a praia mas antes ele comprou um energético (blz, entendi qual era a intenção, mas continuei segurando). Mas nesse meio tempo rolou simples abraços longos, carinhos inocentes, olhares para o sol nascendo. Ele tentou algumas vezes, eu segurei…. depois que ele ficou nitidamente de saco cheio de só receber não, disse que eu era uma menina legal, diferente. Nos beijamos até o sol nascer, mais precisamente foi pouco depois que o sol nasceu quando os borrachudos começaram a atacar rs.

Cafa > “parece idiota mas qdo o cara não está muito a fim ele não se dá ao trabalho de fazer essas coisas”, tá. E essa conclusão você tirou da onde? Do último livro de fadas que leu ou da Capricho? Esse cara é um Cafa profissional. Ele não precisa estar apaixonado pra te tratar bem, basta estar com tesão e querer te levar pra cama (o que ele tentou a noite inteira).

Na volta ele pediu meu cel, se preocupou que eu estava machucando o pé nas pedras, me mostrou onde morava (era caminho), me deixou na porta na pousada, perguntou se podia entrar só para dormir comigo (é óbvio que não!) e nos beijamos mais um pouco. Ali ele não me deixou ir embora muito rápido, ficou enrolando um pouquinho, depois ficou parado na porta… entrei! Entre ele pedir meu cel e eu entrar, me perguntou umas 3 ou 4 vezes se podia mesmo me ligar, eu disse que sim. Inclusive ele ligou no meu telefone na hora para registrar o número dele.

Cafa > Opa, aumentando o estoque da geladeira.

Chegando no meu quarto, recebo uma msg no cel: “Muito bom beijar vc adorei!!! Boa noite com carinho”. Quis dar uma de durona difícil e não respondi…. claro que não consegui nem dormir! De manhã acabei respondendo dizendo que tb tinha gostado e que estava indo p/ a praia, caso ele estivesse a fim. Não recebi resposta…

Cafa > Paixonite instantânea de bêbado. Releva.

Fizemos check-out mais cedo pq íamos almoçar p/ comemorar meu niver e de lá fomos embora… isso foi antes do horário de entrada dele no trabalho, então não consegui falar tchau. Chegando em casa envio uma msg perguntando se ele havia recebido minha resposta, mas não chega nada de volta (calma, meu cel começou a dar erro e imaginei que talvez não tivesse recebido já que não tinha respondido).

Cafa >  ahhahahahahahahahha. Adoro essas mensagens de confirmação de recebimento. Mulher adora isso, claro, sempre é o celular que está com problema, como se não existisse a opção de relatório de entrega no cel.

Fiquei triste…  e comecei a ficar agoniada… não posso ficar assim, eu sei… afinal de contas ficamos apenas 1 noite.

Dois dias depois um amigo meu vem reclamar que eu não tinha respondido a msg q ele tinha me mandado no meu niver… Aquela esperança se acendeu instantaneamente… fiquei feliz por meu amigo não ter recebido minha resposta… se eu estava tendo problemas com mensagens de texto, enviar outra seria arriscado. Resolvi ligar, afinal de contas ele tinha me ligado só para o número ficar registrado… ninguém atende… deixo recado… nenhum retorno.

Cafa > Da próxima vez aprende. Não troque telefone, peça o MSN.

Puxa vida, achei aquela noite tão legal e achei que ele tinha achado também…. fiquei apaixonadinha sim… odeio dizer isso mas é verdade. Mas o que fazer se ele não me retornou? Será que ficou bravo por eu não ter respondido a msg dele naquela noite???

Cafa > Que ficar bravo o que…não tem essa.

Cansei de ser passiva. Não vou correr atrás do cara, mas pq não dar uma “mãozinha”? Ele planejava ficar lá até o carnaval… quero ir p/ Cambury antes do carnaval “encontrar” ele mas não sei o que faço… não consegui amiga ainda para ir, então é possível que eu vá sozinha… vou aproveitar para relaxar. Não vou ficar na pousada onde ele trabalha, até posso pagar, mas lá vai ficar pesado no bolso, ainda mais sozinha… Um amigo meu sugeriu ir até o trabalho dele e observar a reação… se positiva, ótimo; se negativa, desencana.

Cafa > Cara, o garoto sumiu e só você não se ligou que tem cobra nesse mato. Você já não deixou recado na secretaria? Se ele estivesse tão a fim de você, mesmo tendo perdido o cel, ele ligaria para a caixa postal pra pegar o seu recado ou bolaria um esquema com o telefone do seu pai ou mãe para chegar até você (afinal ele tem esses dados). Mas não, você vai se dar o trabalho de ir até lá para, ou ser sumariamente ignorada por ele ou pra ele tentar te comer de novo.

O fato é que, sendo eu imbecil ou não por isso tudo, acho que rolou interesse da parte dele sim, mas o que eu poderia fazer para estimular isso? E pq não me procurou como disse tanto que ia? Queria conversar mais com ele, conhecê-lo melhor, enfim. Quero ser a “conquistada”, mas o que eu posso fazer para me aproximar dele sem parecer grudenta ou desesperada?”

Cafa > Vamos aos fatos. O cara não faz faculdade, há pouco estava viajando pelo mundo sem rumo e agora resolveu ser recepcionista em uma praia e aprender surf. Se um cara desse leva sua vida pessoal com a barriga o que você acha de um relacionamento? Quantas garotas bonitinhas do interior de São Paulo / Minas / Paraná não passam por lá e ficam babando por um cafa bom de lábia e que sabe tratar bem uma mulher? Várias!

Por que você tem a pretensão de ser A escolhida? Como eu disse, se ele quisesse, ele te achava. Ia ver o sobrenome do teu pai e te procurar no Orkut, forjar que é seu amigo e que tinha perdido seu tel e ligar pra sua mãe pra pegar. Há n formas dele te achar, mas ELE não quer e quanto a isso não há nada o que você possa fazer. Quer dizer, há sim. Fazer uma surpresinha pra ele e virar mais uma bonitinha do interior papada pelo wannabe surfista andarilho.

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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

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Dias dos leitores

6.out
2009

Atendendo a pedidos, resolvi abrir uma nova seção no blog, o dia dos leitores.

Como é crescente o número de homens que lê o blog e comenta, abro este espaço para que eles possam enviar sua história (sigilo garantido)  mais engraçada, curiosa ou interessante para que eu possa comentar e as leitoras possam fuxicar e aprender.

Você preferem que eu estipule um dia para postá-la ou que seja randômico?

As histórias deverão ser encaminhadas para cafa@manualdocafajeste.com

obs: Farei um projeto piloto, se der certo, se torna uma coluna fixa no blog. Sugestões serão bem vindas.

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Dia desses estava conversando com um conhecido sobre relacionamento. O garoto é mais novo, tem lá seu 20 e poucos anos, mas a sua maneira de pensar sobre relacionamento e seus valores são muito próximos a de muitos homens mais velhos.

O cara é um aprendiz de cafa, tempos atrás sempre vinha com uma história de pegação ou uma estripulia com mulheres lanchinho. Porém, há cerca de 2 meses o garotão ficou com uma menina bacana que o fez tirar o pé do acelerador e cogitar a hipótese de namoro.

Nesse dia que estávamos conversando ele me contou sobre como andava o seu relacionamento e o de um amigo próximo. Primeiro ele pediu minha avaliação sobre o amigo dele. Vou resumir a história.

O cara tinha conhecido a garota em uma festa universitária, porém ela se negou a ficar com ele. Trocaram MSN. Depois de ele encher bastante o saco, ela acabou cedendo e eles saíram. Se beijaram. Saíram mais umas 5x e na sexta a garota acabou fazendo um oral para o cara dentro do carro. Ai nessa hora o aprendiz interrompeu a história e falou que o amigo dele estava apaixonado pela garota e que ela é a mulher da vida dele (brega, mas ok), o aprendiz rebateu e disse para o cara pular fora, pois se tratava de uma vigarista. Ai eu o interrompi e fiz alguns questionamentos.

Perguntei se o motivo dela ser vigarista era pelo fato de ter feito boquete para o cara dentro do carro. Ele afirmou que sim. Eu argumentei que já era a sexta vez que eles saíram, que não seria algo tãaao anormal. Ele replicou e disse “Mas cara, no carro? E ele nem tinha tocado nela direito”. Ai eu perguntei sobre a garota que ele estava saindo, se já tinham avançado.

Ele me disse que quando gosta de uma garota e acredita que há possibilidade dela vir a ser sua namorada, ele não avança o sinal, pois se ela ceder logo de cara, ele desiste de ter algo sério e ela vira mais uma lanchinho. Ai já posso imaginar o nó na cabeça das leitoras, “se dou me tacham de piriguete, se não dou dizem que faço c* doce, Ó!!”

Hoje, com um pouco mais de maturidade eu entendo a lógica do raciocínio dele. Boa parte dos homens não quer namorar com uma garota que dê logo de primeira, uns dizem que essas são vagabundas e que não seriam uma companheira fiel ou que ao passear publicamente encontrariam vários “sócios” pela rua, mas eu arrisco outra opção. Quando a garota dá logo de primeira a impressão que passa é que ela faria isso com qualquer um que chegasse com um bom papinho e uma lataria apresentável, que pouco importa a “essência” do cara e o sentimento que tem por ele.

Ai as feministas vão fazer mimimi e falar “Ah, mas e aos homens que saem comendo qualquer uma por ai, também não se aplica a mesma regra?” E respondo, não necessariamente. Há uma diferença muito grande entre como o homem e a mulher enxergam o sexo. É meio clichê, mas não deixa de ser verdade. Para o homem fazer sexo, ele precisa estar com tesão, a mulher de tesão e estar envolvida. As que não precisam estar envolvidas são essas rejeitadas ou tachadas de piriguete. E se alguma feminista ainda insistir em dizer que mulher não precisa estar envolvida para transar, qual a justificativa pra não existir puteiro lotado de mulheres e grande parte da clientela de michês serem de homens gays?

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Os posts passados foram bem apimentados e para fechar a semana com mais pimenta ainda, selecionei uma história para a Sexta das Leitoras que provavelmente gerará discussões acaloradas entre feministas, liberais, cinderelas e o cafa, claro.

A leitora Damares me enviou um causo que ao terminar de ler imediatamente fiz um paralelo com um conceito que existe na publicidade, o posicionamento.

Em linhas gerais, qualquer produto que você vai colocar no mercado para vender, tem que ter um posicionamento. Ou seja, a embalagem, onde ele será anunciado, a forma como será disposto na gôndola do supermercado, tudo deve estar de acordo com a imagem que você quer passar do produto ao consumidor. Por exemplo, o sabão em pó Tirolesa é destinado a classes baixas, logo a sua embalagem será mais simples, a propaganda terá tom popular e ele estará disposto no canto mais barato da gôndola.

Minha intenção nesse post é exemplificar esse conceito na relação entre homem e mulher.

Já espero os mimimis de leitoras achando um absurdo comparar produtos às pessoas, mas veja bem, trato aqui de conceitos.

Enfim, chega de aulinha e vamos à história comentada:

“Há um tempo leio seu blog. Já até discutimos algumas vezes. É que você, muitas vezes, generaliza demais e eu não gosto muito de generalizações. Muitas mulheres, incluindo eu, podem sim fazer sexo com um cara e não esperar que ele ligue no dia seguinte ou achar normal “dar” no primeiro encontro, sem romancesinho e ter uma vida feliz. Infelizmente, a maioria das mulheres que acessam seu blog são cinderelas em busca do príncipe no cavalo branco, o que eu acho que leva vocês homens a pensar que todas são assim. Não são. Contudo, aconteceu um caso comigo que me levou a escrever para a coluna Sexta das Leitoras…mesmo sendo descolada e “cabeça-feita”, acabei me apaixonando por um Cafa. Acontece, né?

Você reclama que eu generalizo, e o que você fez no final da sua história ao tachar que todo cafa não respeita as mulheres? Generalizar é o mesmo que estereotipar e não há nada errado nisso, pois é uma defesa das pessoas para evitarem errar mais de uma vez.

Discordo de você que a maioria das leitoras são cinderelas. Há um bom número sim, mas há uma parcela significativa de leitoras que se intitulam independentes e acham que provar esse status é dar para um cara que mal sabem o nome no meio da rua e depois exigir romantismo por parte dele.

Faz um ano que eu conheci o cara. Nos conhecemos numa festa à fantasia. A gente ficou e, em seguida, ele pediu meu telefone. Dois segundos depois eu já tinha saído de perto dele porque, na verdade, eu tava a fim era de um outro carinha. Dois dias depois ele me liga, marcando encontro e tal. Eu não fazia idéia de como ele era (muito álcool), mas decidi ir me encontrar com ele porque acredito que quando a gente não tem o que perder, alguma coisa a gente pode ganhar.

Ele era um “não-bonito” alto e forte. Ele me pegou e fomos dar “uma volta”. Foi então que ele parou o carro numa rua meio deserta, perto da minha casa. Não resisti. Vi que o beijo era bom e que outras coisas poderiam também ser melhores. A gente transou ali mesmo. Uma delícia. Cena de Titanic. A partir dai, passamos a nos encontrar quase toda semana, com esse único objetivo. Eu tinha algumas fantasias e ele adorava, principalmente de transar em lugares diferentes. Fomos à uma casa de swing (mas ele queria ficar com duas e eu fiz a vontade dele), um drive-in, na minha casa (cheia de gente na sala), enfim.Há tempos eu precisava de um cara que fosse bom no serviço e gostoso na pegada. Éramos a tampa e a panela.

Eu não tenho nada contra o sexo casual, mas acho que se você tem em mente um futuro com a pessoa, as coisas têm que ir acontecendo ao poucos e ao seu tempo. Você mergulhou nas fantasias sexuais e putarias sem ter nenhum relacionamento mais íntimo com o cara, era só sexo. Se o seu objetivo era só esse, beleza, mas como 80% das mulheres, o coração falou mais alto, o cupidinho flechou e você ficou apaixonada por quem não deveria.

Acontece que o tempo passou e mais ou menos três meses depois, acho que ele foi enjoando. A gente já não saia com tanta frequência, quase não se via mais, apesar de se falar quase todo dia por email. Foi nesse período que eu vi que estava apaixonada. A fase sexo selvagem tinha passado eu estava começando a curtir o cara. Ele era doce comigo de um jeito que ninguém mais era. Se interessava pelas coisas que eu dizia, era paciente. E como a carne é fraca…
Um ano se passou, nos vimos mais algumas vezes, sempre o melhor sexo do mundo porque, além de tudo, a gente tinha um feeling fenomenal. Nunca me doei tanto na cama para alguém como me doei para ele. Era muito tesão.

Tá vendo que merda. Na relação quem coloca o freio é a mulher, se deixar o homem assumir o comando, ele vai querer comer o seu fio-o-fó na primeira vez que se encontrarem. Homem adora caçar, conquistar e correr atrás da presa (desculpem a analogia tosca). Se ela não oferece resistência, muitas vezes ele come e vai embora. Agora se ela corre, se esconde, aparece, brinca, etc o negócio fica divertido e ao invés de começar pelo ápice e acabar,  vai começando morno e esquentando com um prazo maior pra acabar, e se acabar, pois  as vezes quando o cara se dá conta, ele também estará envolvido.

Até que, pouco antes do carnaval, mandei mensagem para ele dizendo que estava com saudade (fazia dois meses que não nos víamos) e ele me respondeu dizendo que estava numa festa e quando saísse, ligaria para mim. Desencanei e fui dormir. Lá pelas quatro da manhã ele me liga. A proposta era uma transa a três: eu, ele e um amigo dele. Claro que em outra situação eu até poderia pensar no assunto. Mas eu estava dormindo, era bem tarde e eu nem conhecia o outro cara. Todas as outras coisas que fizemos foram combinadas com antecedência. Daí ele veio com a velha chantagem: se você quisesse me ver de verdade, você faria o que estou pedindo e transaria com nós dois. Isso acabou comigo.

Óóó, acabou com você? Ué, você não era a tal que topava todas as fantasias e disposta a tudo? Para ele você era um pau pra toda obra e não se incomodaria em quebrar mais esse galho.

Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? Não discuti mais. Mandei e-mail para ele no dia seguinte sugerindo que ele ligasse pra uma de suas irmãs quando desse vontade de fazer putaria àquela hora e também que não queria vê-lo nunca mais na vida. Deixei bem claro que não estava dando uma de santa (nem poderia), mas acho que existem limites para o cara ser cafajeste…tem que respeitar a garota e entender que sexo só é bom quando é com o consentimento dos dois. Falei para ele que quando eu tivesse vontade de transar com dois caras, eu não teria nenhum problema em fazê-lo, mas faria por vontade, não por causa da chantagem de um mané. Claro que ainda me sinto apaixonada, mas vai passar. Acho que tem que ter tato. Ele nunca mentiu para mim e sempre fui consciente em relação às intenções dele, mas apelo emocional é demais”.

“Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? ” Alow, vamos ter coerência no posicionamento? O cara te comeu do avesso sem ter um compromisso sério contigo, levou pra casa de swing, o que o faz  pensar que você não topará um grupal com o amigo dele a qualquer hora? E quer saber? Pelo que eu conheço de homem, ele encaminhou o seu email para os amigos dele e você virou uma piada de 5 minutos. 

Vamos voltar aqui a nossa aula de marketing. Você se posicionou para o cara com uma pessoa que dá tudo, capaz de realizar uma fantasia com mais uma mulher, transar na primeira vez dentro do carro e dar na casa do cara com a família toda presente sem precisar de um compromisso sério para tudo isso.

Sabe como esse consumidor raciocinou?

Tenho um produto sem muito valor na mão, mas que atende às minhas necessidades (sexuais) quando preciso. Ele não exige fidelidade, se eu não tiver satisfeito com o que oferece, posso simplesmente largá-lo. Vou usar até onde der e quando me encher o saco, abraço.

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Como era de se esperar, após o post dos 5 estereótipos femininos, um monte de balzaca, frustrada, virgens e princesas-que-esperam-seu príncipe-encantado desceram a lenha nos comentários do post me chamando de machista, de escroto, bobo, entre outras qualidades.

Eu entendo a defesa delas, afinal é mais fácil acreditar no mundo cor-de-rosa que é vendido para elas desde pequena, onde os homens são um bonequinho todo fofo, romântico e bonitinho a acreditar que boa parte deles só as vê como um buraco, que só quer levá-las pra cama e tchau.

Outras leitoras mais conscientes e esclarecidas curtiram o post, mas gostariam que eu fizesse o mesmo, porém focando no universo masculino. Como o cafa adora mimar suas leitoras, vou atender aos pedidos e falar sobre 5 estereótipos masculinos.

Claro, há bem mais perfis além destes 5, e além disso, muitas características observadas em um podem ser replicadas para os outros. Só que se eu for escrever sobre as exceções, isso aqui vira um tratado sobre os homens. Bom, chega de papo e vamos aos tipos:

Fofo bonzinho – Esse aqui é o queridinho das mulheres como amigo, mas como homem… Desde pequeno sempre tive certa aversão ao tipo, pois eles viviam cercados de mulheres, faziam trancinhas nos cabelos delas (¬¬’), eram um ombro amigo quando elas brigavam com a família ou tinham um desilusão amorosa, enfim eram muitas vezes mais íntimos que as próprias amigas, enquanto o pequeno cafa era o nerd bobo da classe sem amigas. Só que depois de mais velho descobri que esses “fofos bonzinhos” só tinham moral como amigo mesmo, pois eles eram tão bonzinhos que na cama só faltavam pedir licença para penetrar na garota. São ótimos confidentes e zero de pegada. Por isso, desconfie muito daquele homem todo bonzinho, na hora H ele só saberá ser bonzinho.

Fofo malzinho – Muitas vezes os canalhas estão inseridos neste grupo. A ambivalência do fofo malzinho é revelada em dois momentos, no pré e no pós sexo. Antes de levar a garota pra cama, o cara é um doce. Está sempre ligando, mandando mensagem, mostra uma pseudo preocupação sobre assuntos pessoais da garota, paga as contas, leva pra assistir comédia romântica (gênero odiado por 90% dos homens), enfim faz de tudo para a mulher pensar “nossa, esse cara é um fofo, vale ir pra cama”. Ai o fofo vira um malzinho. Na cama ele não faz a mínima questão de ser fofo, é do tipo que empurra a cabeça da mulher para o amigão,  a trata como uma atriz de filme pornô e só pensa no seu prazer. Ai nos dias seguintes o cara some, aparece de vez em quando, não paga mais as contas, não quer saber dos problemas pessoais da garota, só pensa em levá-la para motéis (quando não a leva pra drive in) e se a garota ficou apaixonada, abraço, arrumou problema pra cabeça (literalmente).

Carente da mamãe – O carente sempre foi paparicado pela mamãe, mesmo que ele complete 30 anos vai continuar morando na casa dos pais e esperando que seu café esteja pronto na mesa quando acordar. Por ser tão dependente, acha que a garota deve ser mãe mirim dele e muitas vezes procura justamente uma mulher com as mesmas características de sua mãe (ao menos psicológicas). É uma pessoa sem atitude, não sabe pra onde quer ir, o que quer fazer e se aborrece ao ser contrariado. Se alguma garota é apaixonada por esse tipo, a melhor forma de conquistá-lo é conquistar a sua mãe primeiro.

Machão machista – É um dos tipos mais comuns. Geralmente estão sempre solteiros pulando de micareta em micareta, frequentando as principais festas e baladas, e claro, pegando a maior quantidade possível de mulher. A maioria desses caras vê as mulheres como objeto. Se namoram, são infiéis e desprezam os sentimentos da companheira. Eles podem comer várias, mas se a mulher já deu pra algum cara que não foi seu namorado, são os primeiros a tachar a garota de vagabunda. Adoram tirar sarro das garotas que se apaixonam por eles. A grande diversão é mostrar prints de conversa no msn, mostrar os sms apaixonados e colocar a coitada no viva-voz no meio da roda de amigos para mostrar o quão ele é gostoso e as mulheres correm atrás dele. Como identificar um Machão machista? É só observar o relacionamento dos pais do garoto, geralmente a mãe é uma submissa e o pai um asqueroso.

Cafa – É um estereótipo complicado. Odiado por algumas e amado por outras, os cafas sempre estão no limbo da classe masculina, ora tidos como anjos, ora como capetas. As principais características dos cafas são a facilidade com que levam um relacionamento casual, sua capacidade de não se envolver tão fácil, e principalmente, a lábia. Cafas sabem tratar bem a mulher quando preciso e batem quando necessário (não digo violência física). Não são medíocres, conseguem conversar sobre qualquer assunto e valorizar a mulher como se ela fosse a melhor mulher do mundo. E por tratar cada uma com exclusividade e carinho, é comum a garota ficar envolvida achando que o cara quer algo sério. Só que ao perceber que a garota já está toda babando no seu pé, ele dá aquela sumidinha básica até que ela se recomponha. Sou suspeito para falar desse estereótipo, pois faço parte dele, mas se serve como consolo, cafas quando descobrem A mulher, podem perder a habilidade de sumir.

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As camisetas chegaram da fábrica, porém com numerações erradas (¬¬’) . Solicitei as alterações e assim que eles refizeram o pedido, enviarei o quanto antes para as leitoras que já pagaram.

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As leitoras de primeira viagem (vulgo paraquedistas) ou que escutam falar do blog devem pensar que eu me acho “o” pegador, que nunca levei fora e que desde pequeno sempre fiz sucesso com as mulheres. Porém, quem é leitora de longa data ou que já leu todos os posts sabe muito bem dos apuros que passei e dos foras que tomei ao longo destes anos. A bem da verdade, eu deixei de ser aprendiz e virei cafa pra valer após o meu segundo namoro. Foi a partir dele que comecei a ver as mulheres com outros olhos, repensar minhas atitudes e evoluir como homem. O ponto de virada foi a primeira vez com a minha ex e serve de lição para os leitores que vivem a mesma fase que eu vivi e para as leitoras que tiveram uma primeira vez desastrosa.

Até começar a namorar minha ex eu era um desastre na cama. Todo nervoso. Ou o troço não subia ou gozava rápido demais. Chegava a ponto de nos amassos com uma garota no carro fingir que meu celular tinha tocado disfarçando que alguém tinha me chamado para dispensá-la, pois o amigão não correspondia. Só que chegou o belo dia em que eu transaria com a minha ex na casa dela e eu não tinha como arrumar subterfúgios caso o camarada não engrenasse.

Bom, no dia em que ela me convidou pra assistir um filme em sua casa (trocando em miúdos, dar umazinha), eu tinha o casamento de uma prima. Não preciso dizer o quão nervoso eu estava e não era pra ver minha prima de véu e grinalda. Não parava de pensar no meu desempenho sexual e na possibilidade de falhar sem ter uma rota de fuga convincente. A alternativa foi encher a cara no casamento pra tentar chegar desinibido e deixar as encanações de lado. Péssima escolha.

Chapado e achando que não estava bem suficiente pra “comparecer” com a garota, sai do casamento e antes de ir pra casa da minha ex, resolvi ir até a farmácia comprar um remédio pra impotência. Péssima escolha [2].

Chegando no apto dela, a garota tomou um susto. Eu estava crente que dormiria lá, cheguei com o terno todo troncho, com a cara torta de bebida e uma sacolinha de supermercado na mão com roupa de dormir. A garota já me deu uma excelente boas vindas dizendo que eu não dormiria lá e pra eu tomar banho e tirar o cheiro de budum que estava. Depois do banho, eu tomei o comprimido. Porém, não podia jogar a cartela no lixinho do banheiro com risco de alguém vê-lo lá dentro, acabei embrulhando-o e joguei na descarga. Péssima escolha [3]. A descarga da garota era daquelas porcarias com caixa d’água que ao menor cocô mais denso ou papel mais volumoso entope. O embrulho não entupiu, porém não descia de jeito nenhum, tive que pescá-lo com a buchinha de limpar privada, jogá-lo no cesto de lixo e colocar um bolo de papel por cima para que ninguém visse a cartela.

Um pouco mais sóbrio, começamos a assistir o filme. Lá pelas tantas rolou uma pegação intensa e o negócio subiu meia-bomba. Fiz um esforço absurdo para manter a concentração e acabou ficando 100% rijo. O babaca não contente em fazer o arroz com feijão, foi querer inventar de fazer sexo em pé colocando a garota de frente pressionada contra a parede. Estava dando certo até aparecer a cachorra dela e ficar pulando na minha perna. Eu tentava empurrar a cadela pra longe, mas ela voltava destinada a tentar entender o que passava com sua dona que não estava acessível no chão. Foi então que eu recebi uma bela lambida no saco. Parece mentira, mas juro que rolou. Eu não sabia se dava risada ou se saia correndo lavar meu saco. Acabei brochando. Preferi omitir o motivo real, falei que estava cansado e fui pra minha casa completamente derrotado.

Acordei com uma ressaca terrível. Não apenas física (essa da pra tirar de letra) , mas moral. Me sentia um incapaz e amador. Porém, a atitude da garota foi muito bacana. Ao invés de sumir do mapa ou de vir com palavras consoladoras que só pioram o fato consumado, no dia seguinte ela disse que curtiu as partes que deram certo e que poderíamos tentar outro dia com mais calma, com apenas uma condição, que eu não bebesse. Com mais confiança e sabendo que não estava sendo avaliado (pelo menos conscientemente), as vezes seguintes foram só alegria e ai começamos a namorar.

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Ao longo desses dois anos de blog tenho observado um comportamento bastante comum em grande parte das leitoras, a crença de que todo cafa tem o único objetivo de comer a maior quantidade de mulheres que puder e não se apegar a ninguém, pois assim que ele começa a gostar, ele “foge”. Uma grande asneira vendida pelas revistas femininas e por conselhos furados de amigas que tentam consolar a garota largada.

Se o cara é realmente um representante da classe cafa, ele não vai fugir da garota porque começou a “ficar envolvido”. O que essas amigas e revistas femininas não sabem, é que muitas vezes ele foge, porque com a convivência descobriu coisas que desconhecia nos primeiro encontros, por exemplo que aquela mulher super inteligente e gostosa, é extremamente mimada e prepotente ao ser contrariada, ou que com aquela garota que rolou uma puta química, descobriu depois que ela já deu até pro faxineiro da faculdade. Um cafa jamais se envolverá com alguém sem antes ter a mínima certeza de que vale o investimento. E ai reside a vantagem dos homens em relação as mulheres, pois por agir racionalmente ele consegue manter a frieza e cair fora do relacionamento antes que o negócio fique sério. Na minha opinião, homens que assumem um compromisso logo de cara, ou estão desesperados ou carentes ou inseguros (ou tudo ao mesmo tempo).

Quando eu abordo o conceito da geladeira e de lanchinhos, isso pode soar machista e fútil para algumas mulheres mais conservadoras, mas estes são os recursos que um cafa utiliza para identificar se a garota vai ser one night stand, se terá um espaço na geladeira entre tantas outras ou se será a única opção lá dentro.

Fiz toda essa introdução para dizer algo que pode até parecer uma daquelas cenas impossíveis veiculadas a certo tempo nos gibis da turma da Mônica, mas não é. Cafa está namorando.

Já imagino as centenas de comentários do tipo , “Ixi..o blog vai acabar?!”, “Mimimi, o cafa é um fraco”, “E se ela descobre o blog?”, “ai, me conta a fórmula que ela utilizou pra te fisgar”, entre outras. Pra evitar ter que repetir a mesma resposta em cada comentário xereta, já vou dar uma resposta pra cada um deles.

“Ixi…o blog vai acabar?!” – Não pretendo encerrá-lo. O blog nasceu com o intuito de ajudar as mulheres a se darem bem  em seus relacionamentos, e meu “estado civil” não invalida essa proposta. O Manual sempre teve 3 linhas de posts, minhas aventuras no mundo dos solteiros, dicas e análises (aqui inclui sexta das leitoras, as dicas furadas de revistas femininas e posts de blogs femininos). O que muda é que agora não vou mais relatar as minhas histórias (apenas as mais brandas), mas por outro lado colocarei a de amigos solteiros (assim como fiz com a história da Tia Iemanjá). Agora se eu perceber que o blog não está mais agradando e os posts perderem a qualidade, ai sim encerro de vez.

“Mimimi…o cafa é um fraco” – Geralmente quem profere esse tipo de mimetização o faz por dois motivos, ou morre de inveja/ciúme porque não consegue arrumar alguém ou faz parte do grupo sou-uma-eterna-adolescente. Confesso que já fiz parte do primeiro, sempre que via algum amigo namorando (como o ex-aprendiz de cafa e o que está com a Rachel) comentava que eles eram fracos por ficar se prendendo quando várias opções estavam por ai na praça. Já o segundo das “sou-uma-eterna-adolescente”, eu prefiro nem me prolongar, pois as imagino com 40 anos de idade com faixa na cabeça gritando no baile da terceira idade “quero chiclete, chiclete” ou “O Asa arreia, arreia”.

“E se ela descobre o blog?” – Ela me conheceu pelo blog (é uma leitora). O que me deixou indignado foi a má fé de alguma leitora cabeça-de-pudim que pelo visto nem me conhece direito e achou que passando meu blog como uma revelação bombástica para a minha namorada no Orkut, faria com que terminássemos. Ao menos rendeu boas risadas entre nós.

“Ai, me conta a fórmula que ela utilizou pra te fisgar” – Mulheres adoram uma fórmula pronta pra relacionamento. É por isso que revistas femininas que escancaram na capa “Descobrimos como deixar o seu homem babando por você” vendem pra cacete. Porém, como eu conheço bem esse ser que lê meu blog, sei que ninguém se contentaria com uma resposta seca do tipo “Não há fórmula”. Digamos que minha namorada largou na frente em relação a qualquer garota que eu já conheci, porque ela possui quase que um manual de como eu funciono / penso nas mãos. Ai fica fácil saber do que eu gosto , que tipo de comportamento eu abomino, meus valores, etc. Porém, se ela vivesse em função de seguir o blog, ficaria algo mecânico e depois de alguns meses a máscara dela cairia e eu cairia fora. Portanto, se você quer uma dica, leia os posts do blog, procure entender como a média dos homens pensa e absorva aquilo que achar pertinente.

Veja bem, meu intuito neste post não é pregar que o objetivo de nossa vida é encontrar alguém bacana, casar, ter filhos e viver feliz pra sempre. Isso é o que a Igreja sempre enfiou na nossa cabeça e que a sociedade comprou. Se a pessoa é feliz tendo vários parceiros ao longo de sua vida e sem filhos para pentelhar, é uma escolha dela e se é feliz assim, dane-se a sociedade, família e Igreja.

Eu só acho bacana cada fase da vida ser aproveitada de forma intensa, mas com consciência. É bom fazer sexo sem compromisso e não ter que dar satisfação sobre sua vida? Sim, é ótimo. Chegar sábado, encher a cara com os amigos, fazer um monte de merda e domingo rir das presepadas e enrascadas da noite anterior? Bom pra cacete. Só que numa hora aparece alguém que você não consegue mais encarar como mais uma. Que você se incomoda em ter que dividi-la com outro. Ai não tem jeito, é hora de agir com consciência.

Assumir um compromisso é abdicar de uma série de regalias, é readaptar sua rotina, ter que pensar por dois e correr o risco de quebrar a cara mais pra frente. Mas tem seu lado positivo, se divertir viajando com amigos que também namoram, viajar sozinhos e fazer sexo quando / onde / como quiser, dormir com alguém que você não quer que vire uma pizza após a transa, entre outras inúmeras coisas bacanas. Para alguns isso pode parecer assustador, para outros é um jeito diferente de curtir a vida. Não parecia possível, mas eu estou curtindo.

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O resultado da camiseta escolhida será entre domingo e terça da semana que vem.

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A todas leitoras que têm reclamado da minha ausência ou posts sobre minhas histórias cafajestídicas, peço um pouco de paciência. Primeiro, o que não é novidade, estou com mais trabalho do que nunca e mal consigo responder as perguntas simples do Cafa Responde. Segundo, o que é novidade, cafa está numa fase rara da sua vida amorosa e resolveu tirar um pouco o pé do acelerador das baladas e putarias. Digamos que o anjinho que fica no ombro direito está falando mais alto que o diabinho no esquerdo.

O problema é que o diabinho não gosta de perder o jogo e está sempre querendo chamar a atenção. E justo no momento em que eu começo a sossegar um pouco, as tentações aparecem.

A primeira tentação obviamente são as mulheres. Parece que mulher solteira tem faro para homem que está mais sossegado ou compromissado e é só o cara desaparecer de cena que começam a surgir os telefonemas, mensagens e demais contatos para um booty call.

Na última semana (e não estou querendo me achar) foram 5 pedidos recusados ou ignorados. Fico imaginando que as garotas devem estar pensando que estou frouxo ou que me enjoei delas. Bom, a segunda opção até tem um pouco o seu fundo de verdade. Porém, não me enjoei do sexo feminino e sim dos one night stand.

Já imagino as paraquedistas e pentelhas de plantão falando “ahhhh você não é cafa, tá negando fogo!” ou “Iiii o cafa está namorando”. Porém, quem é leitora de longa data e conhece um pouco sobre o universo cafa, sabe a diferença entre um cafa e um canalha e que eu não começo a namorar sem antes ter certeza de que há afinidade suficiente para isso.

A outra tentação são os amigos solteiros (já espero as piadinhas de duplo sentido).  Na semana passada declinei dois convites para uma festa vip e uma formatura de faculdade (ai) no fim de semana, porque tinha combinado com a garota que estou saindo de viajar. Só que eu não sou daqueles babacas que logo que começam a ter algo sério ou namorar esquecem os seus amigos e vivem em função da garota. Sexta-feira marquei de ir a um barzinho com eles tomar umas cervejas e jogar conversa fora, na sequência sai com a garota. Pronto, todo mundo feliz.

Porém, como se não bastasse todas essas tentações, na segunda fui impactado por outra no meu trabalho. Uma loira dentro de um presente. Explico.

Estava eu todo polvo fazendo mil coisas ao mesmo tempo na segunda-feira de manhã, quando recebi uma ligação da secretária dizendo que tinha uma encomenda grande que só eu poderia retirar no térreo. Como eu adoro surpresas e receber cartas (nem que seja newsletter de tv a cabo) fui correndo ao térreo buscar o troço. Era grande.

Olha só, um China Disco Ball (ou vulgarmente “uma bola de boate”):

Para visualizar melhor o tamanho (não sou um anão, eu estava agachado)

Achando que o presente acabava por ai, qual a minha surpresa ao abrir a bola:

Não, não era uma loira com um laço na cabeça, mas um keg da Heineken com 5 litros de cerveja! Ai dentro tinha um papelzinho divulgando a Rádio Heineken (o som é muito bom). Na minha opinião uma ação do c*.

A ideia é que eu divida o barril com meus amigos para fazer um aquece pré-balada. Porém, na minha situação atual fica difícil utilizá-lo. E se eu tomar isso tudo de cerveja sozinho vou ganhar uma bela pancinha e chamar urubu de meu loro.

O que fazer? Sortear o globo para as leitoras? Não, muito grande, só se viessem retirar comigo (um pouco arriscado). Dar o keg para algum amigo? Jamais, adoro cerveja premium. A solução foi marcar com um amigo que namora uma partida de sinuca na casa dele  e levar junto as minhas duas loiras e dar pra ela o Disco Ball de lembrança.

Enfim, tentações sempre vão existir,  e ao contrário do que diz o célebre Oscar Wilde, acredito que é possível resisti-las sim. É só driblar o diabinho com criatividade. Estou conseguindo.

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Para as leitoras que adoram ganhar presentinhos e ficaram tristes, não chorem nem fiquem de mimimi. Em breve vou sortear (juro que pela última vez) um creme da Victoria’s Secret.

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 Hoje resolvi fazer algo diferente. Apesar do blog ser lido por 85% de mulheres, há cerca de 15% de leitores homens que leem o blog para extrair algumas dicas cafajestosas ou simplesmente por se ver  em algumas histórias. O bacana é que boa parte deles são bem esclarecidos e inteligentes (o que contribui para enriquecer os comentários). Dessa vez recebi um e-mail do leitor Genésio com uma dúvida que todo bom cafa tem em algum momento de sua vida. Namorar ou não? (meus comentários em negrito).

“É o seguinte, tenho 19 anos e sempre fui um aprendiz de cafa. Ainda não cheguei a me formar como cafajeste, mas não sou daqueles que se apaixona fácil nem nada do tipo. Tenho vida sexual ativa desde os 15 e nunca faltou mulher pra mim (graças a Deus, só alguns períodos de seca que são normais). Entrei pra faculdade no ano passado e logo de cara conheci uma garota diferente das outras… Linda, gostosa, independente financeiramente e muito gente boa, com 25 anos.

 Não quero fazer pré-julgamentos, nem dar uma de tiozão, mas uma garota de 25 anos se interessar por um cara de 19, é um pouco estranho. Tudo bem que você parece uma pessoa inteligente, mas a sua realidade é outra e mulher amadurece muito mais rápido que homem. Eu e meus amigos na faixa dos 25 anos nunca nos comprometemos com mulheres com menos de 20. E não é só pela questão da idade, mas por experiência de vida mesmo. Somos independentes, formados e com uma grande bagagem profissional, uma garota de 19 anos está entrando na faculdade agora, o que vai acrescentar? Enfim, concluo meu raciocínio mais pra frente.

Vou chamá-la de Maria. Na época estava com um rolo sério, então não tentei avançar o sinal porque via potencial na Maria. Viramos grandes amigos, de contar tudo um pro outro e sair juntos direto, mas eu sempre com aqueeeele interesse. Fiquei com alguns lanchinhos da faculdade, mas nunca tentei nada com a Maria… Talvez em sinal de respeito, sentia que com ela seria diferente. E dito e feito. No reveillon ela viajou de surpresa pra praia onde eu estava e se declarou, falou que era apaixonada por mim e blábláblá. Tracei e gostei muito do que aconteceu… Transa sensacional, sem frescura nenhuma. Aí voltamos pra minha cidade, continuamos ficando. Motel pelo menos 3 vezes na semana, e fim de semana direto íamos no sítio de um amigo. Chegamos a transar 9 vezes em um dia…

Esse lance dela ir até a praia de supetão, sem ter ficado com você e se declarar mostra um pouco de desespero e insegurança, mas ok.

Dai eu, imaturo no alto dos meus 19 anos, comecei a procurar outros lanchinhos pra evitar de me apaixonar. Mas a cada mina que eu fico, eu me vejo mais preso à Maria. Não acho nenhum sexo bom o suficiente pra me fazer esquecer dela.

Tai uma coisa comum entre os homens mais novos, “evitar se apaixonar”. Confesso que eu sofro um pouco com isso também. Mas por quê? Se apaixonar é algo ruim que deva ser evitado? Não é. Porém, geralmente a gente tenta se defender saindo com outras garotas, porque nosso radar cafajestoso detecta que podemos estar caindo numa furada e antes evitá-la em seu início a acabar “se entregando” e se ferrar depois. O problema é que dificilmente vai aparecer tão fácil uma garota que fará com que nos esqueçamos da preferida, mas por ser mais racionais que as mulheres, na maioria das vezes temos sucesso.

Problema que impossibilita qualquer coisa é o ciúme que ela sente… Meus amigos cansam de falar que é porque ela sabe das minhas aventuras na faculdade, outros falam que é insegurança… Mas sei lá. Estou muito confuso, não sei se é vício pelo sexo (que com ela é sensacional, então acho mais provável) ou se eu estou realmente gostando dela (o que vai ser inédito na minha vida). Não sei se encaro um namoro e assumo o risco de brigar por qualquer coisa 3 vezes por semana (como a gente já faz, como ficantes)… Pra você ter noção do ciúme da garota, ontem estávamos vendo novela após uma transa incrível e comentei sobre a Carolina Dieckman na novela, falei que ela estava muito gostosa… Ela levantou e foi embora de táxi. Me evitou hoje na aula, não me atende nem nada… Brincadeira?!

Como eu te disse, a garota é insegura e geralmente pessoas mais velhas e inseguras assim, buscam homens ou mulheres mais novos (que supostamente são mais inseguros que eles). 

Como aprendiz de cafa, eu me sinto obrigado a continuar transando com ela sem me envolver. Mas já está no estágio dela me cobrar um envolvimento mais sério e eu não quero perdê-la. Minha dúvida, basicamente é: será que vale a pena eu arriscar uma coisa mais séria com ela, mesmo ela sendo ciumenta ao extremo, por causa de sexo? Me viciei nela.

Homem é racional, mas depois que começa a se envolver, a armadura cai e ai já era. Não sei se você consegue levar muito tempo com ela sem engrenar.

De qualquer forma, eu acho que você é um cara muito novo que ainda pode viver bastante coisa pela frente. Você já está na pegação desde os 15, não acha que está na hora de ver como é namorar? Eu tive a mesma dúvida que você quando era mais novo. Só que eu desconfiava que minha ex fosse uma biscate, arrisquei, e não me arrependi, por que o que vivemos enquanto durou foi muito bom. O seu “problema”, apesar dela ser ciumenta patológica, é menor do que muitos outros por ai. E é o seguinte, se você namorar e não der certo, termina numa boa, pois é quase 100% certo que ela vai virar uma ex-namorada lanchinho.

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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

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