Se há um tipo de homem que me incomoda profundamente é o filhinho da mamãe. Não que eu tenha uma preferência por homens, mas esse tipo em específico é um estorvo. É perito em estragar uma balada, um trabalho, um círculo de amizade e um relacionamento em tempo recorde.
Isso porque ele engana a todos com a sua pseudo inteligência, com a sua máscara dos primeiros contatos e falsa simpatia, ganhando a sua confiança (ou amor) em instantes. Mas é sob pressão, em situações difíceis, momentos delicados ou que exigem maturidade e pulso que ele desabrocha o seu lado filhinho da mamãe e acaba provocando uma série de problemas ou decepções para os envolvidos. Foi o caso da leitora Epifânia que comentou abaixo.
“Recentemente fui viajar p/ Floripa. Eu e uma amiga. No voo de ida conhecemos 4 goianos. Eles não eram amigos, se conheceram um dia antes, pq o voo deles era com conexão em RJ e eles não puderam decolar de congonhas em função do mau tempo e tiveram que esperar até o dia seguinte. Eles estavam sentandos do nosso lado, o que facilitou para eles puxarem assunto… Um deles me interessou mto, mas não pedi telefone nem contato nenhum… Acabei pegando o telefone do outro menino (que minha amiga gostou), pq ele tb tinha nextel… Aí foi uma “troca justificada”…rssss Blz, nos despedimos, cada um seguiu seu caminho e adiante com a viagem certo!?
Foi o que pensei, pelo menos. Eu e minha amiga pegamos o carro que tinhamos alugado e fomos para pousada. Duas mulheres no carro e numa cidade que nunca estiveram antes… claro que não achamos a pousada de cara!!!rss. Embora seja muito fácil andar em Floripa. rss… Numa dessas paradas pra ver o caminho, adivinha quem a gente encontra!? O próprio… já com os amigos que foram buscá-lo no aeroporto… Ele gritou meu nome na rua, tomei até um susto… Conversamos um pouco e seguimos até a pousada (que nesse momento estava há uns 100m de distância, na cara do gol! rss) com a promessa de voltar depois para fazermos alguma coisa…
Cafa > Foi bacana esse começo, ele realmente mostrou que tinha te curtido não só para tirar uma casquinha (do contrário ele só te ligaria a noite para fazerem algo que depois viraria uma trepada).
Achamos a pousada, demoramos horrores para voltar no bar. Qdo chegamos eles já tinham ido embora, claro. Blz… Mais uma vez, em frente com a viagem, certo?!
Errado!!!! Dois dias depois, a gente estava indo p/ o centrinho da lagoa… quem encontramos sozinho na rua?! Ele de novo!!! Aí fomos todos para um barzinho… e é claro que ficamos depois. Também… com essa maozinha do acaso ficou difícil não ficarmos, não é mesmo!? rsss
Cafa > Eu não acredito muito em destino e nesse caso, tem alguma coisa estranha. Floripa pode ser pequena, mas como o cara que estava em um lugar longe de vocês aparece assim do nada na rua? Ainda mais sozinho. Parece que ele forçou esse encontro. Enfim, não posso afirmar com certeza, mas é bem estranho isso.
Ficamos juntos o resto da viagem!!! Detalhe, se vc conhece Floripa vale a pena comentar que nós ficamos na lagoa, na subida da Mole… E ele estava numa pousada na praia do Campeche… looooooonge… Nos últimos dias, nós iamos buscá-lo, mas para voltar ele tinha que se virar… Ele não deixava eu levá-lo pq causa da hora e pq a minha amiga sempre ia dormir mais cedo e eu teria q voltar sozinha dirigindo… E mesmo sabendo disso, ele queria sair comigo no dia seguinte.. RSS
Cafa > Desconfio. Desconfio de homens muito fofos. Isso não quer dizer que o cara tem que ser um grosseirão ou só dar patada pra ser uma pessoa atraente, mas por conhecimento de causa homens muito bonzinhos sempre tem alguns problemas com as mulheres que se manifesta depois de um tempo (geralmente são ruins de cama, ciumentos, inseguros, possessivos, caretões, etc).
Bom, foi lindo! Voltei embasbacada! Homem educado, inteligente, romântico, cavalheiro e por aí vai… Defeitos: é ciumento, possessivo e inseguro… tem uma filha de 9 anos e um histórico ruim de relacionamentos. Foi traído várias vezes… Ah, eu tenho 26 e ele 27 anos. Bom dizer também que somos ambos “bons partidos”. Bonitos, inteligentes, etc, etc… Embora ele tenha vida mais mansa do que a minha… A família dele vive muito bem, obrigada.. enquanto a minha vive bem… rsss Ele mora com os pais… E a filha mora com ele!!! Detalhe importante!! A mãe da criança é uma perdida, segundo ele.
Cafa > Olha, um homem pra ser traído várias vezes, algum problema tem. Para uma mulher trair um homem, ou ela é uma ordinária ou ele um fraco. Dada a informação “traído várias vezes” , acho que o problema está com ele. Sobre ser “bom partido”, você enquadra um homem nesse quesito por ser “bonito, inteligente e ter uma boa $ família”? O cara tem um filha de 9 anos, 26 anos e ainda mora com os pai, será que só a mãe da garota é uma perdida? Eu não acho que ele é um bom partido pelo que você falou até aqui, ainda mais com todos os defeitos que tem.
Bom, voltei de Floripa e o bichinho começou a me ligar, mandar msg e a pedir (implorar) que fosse pra Goiania no Carnaval!! Nos falamos todos os dias…. Hora ele pedia p/ eu voltar pra Floripa (pois ele continuava lá), hora pra ir pra Goiania no carnaval e até mesmo dele vir passar o final das férias no Rio… o que acabou não dando certo… Depois de 15 dias acabei decidindo ir pra lá. Até aqui, paraíso total!!!
Bom, a coisa começou a desabar quando, 3 dias antes do carnaval, ele vem me dizer que honestamente não vê futuro, não quer se apegar, não quer compromisso, “relacionamento a distância então”… (histórico: ele ficou noivo de uma canadense, que o traiu). Bom, eu fiquei de boca aberta… Sabe bem como é mulher apaixonada… Apesar de eu não pedir nada e nem criar expectativas… Afinal, o cara mora no cerrado… rsss. Bom, mesmo assim decidi ir. Já estava tudo pago mesmo, e eu não tinha mais nada a perder…. Detalhe, isso pq 1 dia antes desse papo, ele estava me pedindo (cheio de mimo) para eu ir logo, mudar a passagem, saudade demais… etc, etc…
Cafa > O cara é um mimadinho. Sinceramente, não entendo como você o classifica como “bom partido”. No mínimo algum amigo dele arrumou um esquema bacana no carnaval e falou pra ele dispensá-la, mas era tarde demais, pois você já tinha comprado a passagem.
Bom, chegando a lá a coisa não melhorou. No primeiro dia, nós saímos e eu bebi um pouco além. Chegando em casa, acabei dormindo… Ele não gostou da minha falta de atenção.. (mimado) E aí ficou frio o carnaval todo (Outro detalhe: eu me hospedei na casa dele. Não tinha ninguém lá. Só nós dois). Ele demonstrou carinho em alguns momentos. Mais p/ o final do carnaval ele estava um pouco mais carinhoso, mas preguiçoso demais!!! Até chegou se referir a mim como NAMORADA p/ os amigos numa hora… Mas basicamente o cara só dormiu!! Bom, acabou o carnaval e acabou o amor, pensei comigo… Ele deve ter se arrependido e foi isso… Bola pra frente!… Errada de novo!!!
Cafa > Rá, falta de interesse no sexo. Sobre ele ficar frio, talvez ele estivesse com saudade da mamãe e queria que você fizesse o papel dela, trazendo suco e pãozinho na cama dele, fazendo suas vontades e paparicando sempre que ele ficasse de bico.
Ele continuou me ligando… Diferente claro, mas me ligando… todos os dias… Até que no domingo, pós carnaval, ele liga fazendo drama.. Dizendo que vai deletar orkut, (detalhe, ele me add dois dias antes “só pra fiscalizar”, segundo ele), facebook, msn, desligar celular… “Estou ligando para me despedir”.. Ah, sim, no sábado ele me ligou… a meia noite… para dizer que estava conversando com a Agatha (amiga dele, que eu conheci) sobre mim e ficou com saudade… Na verdade, acho que ele queria saber se eu estava em casa ou na farra.. Pra no dia seguinte me ligar, na hora do almoço, com esse papinho…
Cafa > Cacete, que cara bobo.
Eu respondi ok, então tá.. “have a nice life”… Fazer o quê, né Cafa?! Tchau é tchau né… Tudo isso pra meia hora depois eu entrar no msn e ele estar online… chamei (claro)… ele pediu p/ eu ligar na casa dele.. Liguei… e aí veio toda a verdade…
Ele disse: “Estou puto com vc… vc me ignorou tal hora…”. E começou a falar tudo que o tinha incomodado… e eu tb falei o que senti. Conversamos, nos resolvemos, pedimos desculpas… ok… Depois disso começamos a combinar de irmos p/ Buzios na semana santa… Acontece que ele não vai poder viajar e quer que eu volte pra Goiania… Passagem paga por ele, detalhe importante, já que ele está convidando e ainda oferecendo a passagem!
Cafa > “Estou puto com vc… vc me ignorou tal hora…”, preciso falar mais alguma coisa? Tadinho, ele ficou muito tempo sem a mãe dele. “Passagem paga por ele, detalhe importante, já que ele está convidando e ainda oferecendo a passagem”, você acha que ele pagar a passagem deixa-o mais interessante? Se o cara tem grana, pagar passagem não é cavalheirismo, é comodidade.
Mas eu acho que o “sonho acabou”. Ele já me disse que não quer isso e nem aquilo. Ele até pediu desculpa por ter falado essas coisas, e pela maneira como ele se comportou durante o tempo que fiquei lá com ele. Mas não deixa de ser verdade… Não se volta atrás de coisas assim, certo!? E eu estou confusa. Não sei qual é a dele e nem o que ele quer. Pq pra alguém que não quer se apegar, ele já se apegou… Poxa, o rapaz pintou uma camiseta pra mim… Muito bonita por sinal… Menino talentoso. (Quando ele me disse que estava fazendo uma camiseta pra mim, pensei.. affff, que cafona!!!! Mas ele me surpreendeu. Ficou mto bonita mesmo!) E pra quem não quer se “amarrar” ele está indo na direção contrária… me chamando pra voltar pra lá… Qual sua opinião???
Estou sendo enrolada e tratada como lanchinho ocasional!? Ou o moço é confuso e não sabe o quer, mas também está gostando de mim?!
Enfim… qual seu veredicto, cafa?! ”
Cafa > Olha, eu não duvido que o cara sinta algo por você. Agora namorar já é outros 500. A distância é um fator determinante e eu não acredito que um namoro possa durar mais de meses sem que haja traição por uma das partes (geralmente a masculina).
Homem tem um raciocínio bem diferente das mulheres em relação ao “apego”, ele pode te curtir, te fazer camisetas, Origami e Ikebana e não necessariamente te pedirá em namoro.
Porém, geralmente são os cafas que gostam de cultivar suas lanchinhos com pequenos agrados e por ele ser bonzinho, pode ser que de fato a trate como única. Só que diante de tantas qualidades que você citou dele, não sei se vale a pena para você se aprofundar nesse relacionamento.
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ps1 Como a grande maioria de vocês já sabem, o cafa sopra velinhas dia 04/04. Algumas leitoras pediram meu endereço para o envio de presentinhos. Para facilitar o trabalho fiz uma listinha no Submarino (veja aqui). Mas, se ainda assim quiser dar algo diferenciado, pode mandar um e-mail para cafa@manualdocafajeste.com que eu passo o endereço. Valeu!
ps2 Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
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Algo que tenho reparado com bastante recorrência é a quantidade de relacionamentos sérios acabando. Casamentos de longa data são desfeitos, namoros duram semanas, noivados são interrompidos sem grandes explicações e cada vez mais a troca de parceiro se dá como uma troca de roupa. Isso me faz traçar uma analogia entre os relacionamentos de hoje, os términos e cachorros. Meio estranho, mas explico.
Quando você vai comprar um cachorro, geralmente analisa as características da raça, se o bicho tem as qualidades que você procura e valoriza, se é bonitinho, companheiro etc (alguns até exigem pedigree). Algumas vezes você não está atrás, mas um conhecido te apresenta e tece os maiores elogios sobre o animal que te comove e você acaba levando ele pra casa. Tal qual a escolha de um parceiro.
Quando ele chega em casa é uma maravilha. Você quer estar sempre ao lado dele, fazer seus mimos, brincar, cuidar, passear e conforme ele vai fazendo besteirinhas pela casa, você vai educando-o até ele se adaptar com suas vontades. E de acordo com as necessidades dele, você também faz suas concessões (como ter que levá-lo para passear de madrugada). Muitas vezes o cãozinho não vai se adaptar com alguém da sua família e vice-versa. Vão falar que ele não serve pra nada, que só dá trabalho e ele não fará questão alguma de ficar ao lado dessa pessoa. Pouco importa o que falam, o que importa é que você gostou dele. Tal qual o início de um relacionamento.
Bom, passam-se os anos e aquele gás inicial não é mais o mesmo. Porém, ele ainda faz festinha quando você chega, mas já não tem o gás para brincar e te dar atenção toda hora. Você o entende perfeitamente e sabe quando ele está bravo, quando está feliz e o que fazer para animá-lo. Os defeitinhos que ele tinha quando bebê se tornam inconvenientes (latir para tudo, fazer coco fora do lugar, roer suas coisas, etc) e ai você perde a paciência, dá uns berros e briga. Porém, depois de um tempo você se arrepende e volta atrás com algum mimo para ficar de bem. O processo começa a se tornar mecânico, mas o sentimento que você tem por ele é legítimo. Tal qual o amadurecimento de uma relação.
Passa-se o tempo e ele começa a ficar velhinho. Já não faz festa quando você chega. Parece que fica mais feliz com um prato de comida que os carinhos que você faz nele. Você olha os cachorros mais novos de outras pessoas e dá aquele aperto no coração, pois o seu não é como eles. Ele começa a fazer um monte de besteira, xixi fora do lugar, ronca alto, começa a ter cada hora um tipo de problema e os seus gastos (físicos e financeiros) com ele vão aumentando. Se ele não falece, você pensa em qual atitude tomar. Ele já está todo comprometido, você está se desgastando e não tem mais tempo de sobra para cuidar dele, pensa em sacrificá-lo, mas uma parte de você diz que não, pois ainda tem um sentimento muito forte por ele. Não é fácil, deixar os dois sofrendo até que o destino resolva ou tomar uma atitude dura para que o sofrimento dure apenas uma vez? A decisão é difícil. Tal qual o fim de um relacionamento.
Quando comecei a namorar eu tinha esse receio, de ser mais um desses relacionamentos contemporâneos que com o tempo fosse se desgastar e morrer. Mas, que merda seria essa vida se tomássemos atitudes somente visando o fracasso. Eu resolvi arriscar, mas semana passada tomei a decisão difícil.
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Pela história da leitora do post anterior, percebi que algumas mulheres ainda têm aquele ranço da imagem de um cafa como alguém desprovido de sensibilidade, bruto, ignorante e burro. Cafas são bem diferentes disso e a intenção desse post é desmistificar mais uma vez alguns destes preconceitos.
A qualidade de ser “fofo” geralmente é atribuída ao gordinho boa praça ou aquele carinha feinho que a amiga compromissada quer apresentar para formar par no sábado a noite. Só que é possível ser “fofo” sem se enquadrar em um destes quesitos, nem parecer uma boneca de porcelana, muito menos perder Sex Appeal, pois geralmente “fofos” são tidos como semi-irmãos ou sem sal.
E como se enquadra um Cafa fofo? Listarei alguns pontos.
1-) Não se denomina como tal – O cara que fala “ai, uma das minhas qualidades é ser fofo”, ou é um abobado ou uma boneca de porcelana;
2-) Gosta de crianças e animais – 85% das mulheres adora um bebezinho-bonitinho ou um cachorrinho. O cara que mostra afeição por esses dois seres, já ganha alguns pontos com elas. É batata, basta mudar um pouco a voz (sem parecer um retardado) pra falar com o cachorro que está do lado ou mexer com o bebê que está no colo da mãe no elevador para as mulheres ficarem mais suscetíveis. Rola aquele pensamento, se ele é “sensível” com um cachorro, vai ser comigo também e com o bebê a parada é mais de instinto materno.
3-) Trata a mulher como se fosse única – Esse caso é ilustrado no post anterior em que o cara andou de mãos dadas, fez carinho, se preocupou com os pezinhos dela, etc. A garota pode até desconfiar que aquele relacionamento não vai pra frente, mas tratando-a como se fosse única, como se o carinho com que ele despende é algo exclusivo, não há mulher que resista.
4-) Elogios estratégicos – O fofo sabe elogiar pontos estratégicos sem ser óbvio ou comum. As mulheres gostam de saber que o perfume que usam é gostoso, que são bonitas, que possuem um sorriso bacana, mas um comentário do tipo “Você emagreceu, né?” ou “Está bonito seu cabelo” conquista muitos corações.
5-) Lembrancinhas / surpresinhas – Que mulher não gosta de ganhar um presentinho? Aliás, quem não gosta de ganhar presente? O cara fofo sempre lembra dos seus principais contatos e os presenteia esporadicamente. Não é necessariamente algo de alto valor agregado, um alfajor, um hidratante mais bacanudo já resolvem. As vezes a lembrança pode não ser tangível, mas um parabéns mais personalizado, uma mensagem despretensiosa em um dia aleatório, uma ligação para apenas saber como a pessoa está ajudam bastante.
6-) Atenta-se a alguns cuidados de etiqueta – Tai algo que hoje se perdeu. Etiqueta virou sinônimo de coisa de fresco e retro. É óbvio que não há necessidade alguma de seguir a risca uma cartilha da Claudia Matarazzo, mas alguns pequenos cuidados fazem toda a diferença para as mulheres (pelo menos para as educadas). Uma coisa pequena é abrir a porta do carro sempre que possível. O cara não precisa dar uma de valet e sair abrindo todas as portas, mas em momentos chave, pega muito bem. A etiqueta aqui não é mostrar que é fino, e sim educado.
7-) Faz o sexo virar segundo plano – Para as mulheres que saem com o fofo, sexo parece nunca ser o seu objetivo final, vira uma consequência. A verdade é que poucas mulheres sairiam com um cara que as tratam como um buraco ou depositário de esperma. A mulher que se sentir atraente e desejada, mas respeitada e é assim que ele a conquista.
8- ) Lembra-se de detalhes – Essa uma característica inerente ao sexo feminino, mas o cara que consegue gravar detalhes-chave de uma garota, já está anos luz a frente da concorrência. É até uma forma de puxar assunto sem forçar a barra e demonstrar que possui consideração pela garota. Por exemplo, se em uma conversa aleatória você mencionou que comprou um presente x para o seu pai, no próximo encontro ele vai perguntar o que seu pai achou do presente.
Essas situações ajudam a entender que não é porque o cara te trata bem, que possui uma certa sensibilidade ao seu lado e te trata com exclusividade que ele vai te pedir em namoro dali uma semana. As vezes pode até ser o caso, as vezes você encontrou um cafa fofo.
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Cafa está indo viajar de férias na quinta-feira (28/01) e volta inteirinamente depois do carnaval. Deixarei posts programados nesse período e tentarei sempre que possível aprovar e replicar os comentários. Na volta trarei presentinhos para sortear por aqui.
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Confesso que ultimamente o nível das histórias da Sexta das Leitoras tem deixado a desejar. Porém, não vou postar histórias românticas e com final feliz aqui por dois motivos.
Primeiro, aqui não é novela. Se você quer ler coisas fofas e bonitinhas que não doem os olhos, assista a novela das 18:00.
Segundo, meu intuito aqui é por meio de erros (seja das mulheres e/ou dos homens) apontar caminhos para ter um relacionamento bacana e não quebrar a cara.
Outro problema é que grande parte das histórias são mal escritas, grandes e bobas. O mesmo roteiro, “gosto dele, ele não gosta de mim, o que faço?”
As melhores histórias chegam via Cafa Responde, mas grande parte das garotas que manda histórias para lá pede confidencialidade. Ontem, porém, a leitora Berenice permitiu que eu postasse sua história aqui. Eu achei bacana, pois foge da vulgaridade, foi bem escrita e é uma situação bastante recorrente.
Vamos à história de uma leitora envolvida com um cafa profissional:
(introdução)
Cafa > Olha só, vou ser bem realista com base nas informações que você está me apresentando e na vivência e conhecimento que tenho dos homens e cafas (categoria na qual essa cara parece ter mestrado).
“Querido, acredito 100% qdo vc diz que anda beeem difícil encontrar uma menina legal, mas tenha certeza de que a recíproca também é verdadeira. Me considero bonita com um corpo legal, dizem que sou inteligente e simpática também, gosto de boa musica, comida, programas culturais, tenho um trabalho legal… será que é muito difícil conseguir no mínimo a mesma coisa??? Não to pedindo um Brad Pitt milionário e cavalheiro perfeito, mas nem um nível equiparável parece que existe… Apenas um desabafo, mas nem por isso totalmente fora do propósito deste email.
Cafa > Será que não é fora do propósito? Você exige tanto de uma pessoa que acaba se encantando com um andarilho sem perspectiva profissional. Não tem coerência isso. Pelo menos essa introdução.
Passei este Natal em Cambury, São Sebastião, com a família (pais e irmã) como tem ocorrido nos últimos anos. Adoro lá, a praia, os restaurantes, tudo!
Logo nos primeiros dias percebi um cara bem bonitinho (não no sentido pejorativo da palavra de feio arrumadinho… ele realmente me atraiu) que estava trabalhando na recepção de lá. Tá, achei o cara bonito, mas digamos que um caiçara local que trabalhava em uma pousada não seria muito meu ideal, apesar de achar que ele não tinha aparência nenhuma de alguém local.
Cafa > Que diferença faz ele ser local ou não? O cara pode ser local, formado em adm hoteleira na federal do PR e ser filho do dono da pousada ou ser um ilustre viajante paulista sem rumo tomando aulas de surf na praia.
Uns 2 dias depois (ele sempre muito sério e eu, sinceramente, nem aí) fui pegar a chave do meu quarto e na hora de ele me entregar rolou aquele olho-no-olho acidental por uns 2 ou 3 segundos. Fiquei sem graça e saí… no dia seguinte ele nem olhava para mim, evitava qualquer tipo de interação, mas confesso que depois daquela olhada eu fiquei meio balançada de uma forma estranha. Falei para minha irmã até que tinha achado ele atraente, mas ela reforçou a possibilidade de ele ser um cara local trabalhando numa pousada no litoral… verdade… deixei para lá de novo, mas confesso que ele não me saia da cabeça.
*Obs.: To me sentindo uma adolescente retardada contando essas coisas desse jeito… RS
Cafa > Se você seguisse o pensamento masculino, eu acharia normal toda essa história. Homem é muito prático nesse quesito. Ele fica na pousada, tem uma puta gostosa na recepção. O que ele faz? Dá em cima da gostosa, tenta comê-la e no dia seguinte volta pra sua cidade e no máximo coloca a gostosa na sua geladeira pra quando voltar ter alguém pra comer. Ele não se envolve com ela, pois sabe que aquela relação não tem futuro.
Eis que o dia seguinte ao da olhada é véspera do meu aniversário, e minha irmã e eu decidimos comemorar na única balada de lá (que estava bem vazia, diga-se de passagem). Deixo minha chave com o colega dele (o tal sujeito mal se manifestou) com todo o ar de Julia Roberts saindo do elevador em “Uma linda mulher” (nunca pensei nessa cena até agora escrevendo isso), e fomos.
O lugar estava vazio, ficamos no bar batendo papo com o barman e bargirl e bebi um pouco além… umas 2 horas depois, quando a fase aérea já estava acabando, eis que chegam 2 caras, 1 deles falando oi, bem do meu lado. Qdo me viro, é o próprio! Ele começa a puxar papo (já devia ter bebido bastante pq estava bem alegrinho e me confirmou isso até quando perguntei), pede para o amigo ir ao banheiro uma hora que o outro que estava ao meu lado (como se não desse p/ perceber o toque…), encostava no meu braço ou costas qdo falava algum coisa, enfim, parecia que tinha interesse.
Inclusive o cara sabia que era meu aniversário…. disse que olhou no cadastro e qdo viu nós 2 saindo àquela hora, imaginou que estávamos indo p/ lá. Quando saiu do trabalho foi para lá imaginando que poderia nos encontrar.
Cafa > Esse é dos bons.
O fato é que o cara realmente não era local. É de São Paulo, fazia facu de relações internacional e trancou para conhecer o mundo. Morou 1 ano na India, 1 ano em Londres (essa parte eu pude comprovar pq minha irmã mora lá desde setembro e eles ficaram falando sobre a cidade, além dos pontos turísticos típicos), e que agora estava morando em Cambury aprendendo a surfar. Sabe que gostei disso tudo? To bem de saco cheio da mentalidade industrial da minha cidade, e não agüento mais papo de engenheiro… gostei de encontrar alguém diferente.
Cafa > Tá. Então você está sendo incoerente. Qual o perfil de homem que você procura? Alguém com os mesmo gostos e cultura que você ou alguém que leva a vida na flauta e a curte sem compromisso? Para conhecer o mundo você precisa parar a faculdade e viver em subempregos? Se o cara tem 18 anos, ok, agora com mais de 24 já fica estranho. Maaas, repito, se o seu objetivo e ter um passatempo de veraneio ok.
Já era umas 4:30 qdo minha irma falou que estava com sono e que queria voltar para dormir. Fiquei, ele falou de irmos para a pista dançar e, obviamente, nos beijamos… até acenderem as luzes! rs Ele bem que tentou passar a mão, mas eu realmente queria ir com calma… e segurei mesmo o tempo td. Pode parecer cafonice mas eu realmente não gosto de liberar logo e com ele não era diferente. Me conheço, esquento bem rápido então prefiro não deixar muita coisa pq sei que não conseguiria segurar por muito tempo.
Saindo de lá ele era todo carinhoso segurando minha mão (parece idiota mas qdo o cara não está muito a fim ele não se dá ao trabalho de fazer essas coisas). Fomos para a praia mas antes ele comprou um energético (blz, entendi qual era a intenção, mas continuei segurando). Mas nesse meio tempo rolou simples abraços longos, carinhos inocentes, olhares para o sol nascendo. Ele tentou algumas vezes, eu segurei…. depois que ele ficou nitidamente de saco cheio de só receber não, disse que eu era uma menina legal, diferente. Nos beijamos até o sol nascer, mais precisamente foi pouco depois que o sol nasceu quando os borrachudos começaram a atacar rs.
Cafa > “parece idiota mas qdo o cara não está muito a fim ele não se dá ao trabalho de fazer essas coisas”, tá. E essa conclusão você tirou da onde? Do último livro de fadas que leu ou da Capricho? Esse cara é um Cafa profissional. Ele não precisa estar apaixonado pra te tratar bem, basta estar com tesão e querer te levar pra cama (o que ele tentou a noite inteira).
Na volta ele pediu meu cel, se preocupou que eu estava machucando o pé nas pedras, me mostrou onde morava (era caminho), me deixou na porta na pousada, perguntou se podia entrar só para dormir comigo (é óbvio que não!) e nos beijamos mais um pouco. Ali ele não me deixou ir embora muito rápido, ficou enrolando um pouquinho, depois ficou parado na porta… entrei! Entre ele pedir meu cel e eu entrar, me perguntou umas 3 ou 4 vezes se podia mesmo me ligar, eu disse que sim. Inclusive ele ligou no meu telefone na hora para registrar o número dele.
Cafa > Opa, aumentando o estoque da geladeira.
Chegando no meu quarto, recebo uma msg no cel: “Muito bom beijar vc adorei!!! Boa noite com carinho”. Quis dar uma de durona difícil e não respondi…. claro que não consegui nem dormir! De manhã acabei respondendo dizendo que tb tinha gostado e que estava indo p/ a praia, caso ele estivesse a fim. Não recebi resposta…
Cafa > Paixonite instantânea de bêbado. Releva.
Fizemos check-out mais cedo pq íamos almoçar p/ comemorar meu niver e de lá fomos embora… isso foi antes do horário de entrada dele no trabalho, então não consegui falar tchau. Chegando em casa envio uma msg perguntando se ele havia recebido minha resposta, mas não chega nada de volta (calma, meu cel começou a dar erro e imaginei que talvez não tivesse recebido já que não tinha respondido).
Cafa > ahhahahahahahahahha. Adoro essas mensagens de confirmação de recebimento. Mulher adora isso, claro, sempre é o celular que está com problema, como se não existisse a opção de relatório de entrega no cel.
Fiquei triste… e comecei a ficar agoniada… não posso ficar assim, eu sei… afinal de contas ficamos apenas 1 noite.
Dois dias depois um amigo meu vem reclamar que eu não tinha respondido a msg q ele tinha me mandado no meu niver… Aquela esperança se acendeu instantaneamente… fiquei feliz por meu amigo não ter recebido minha resposta… se eu estava tendo problemas com mensagens de texto, enviar outra seria arriscado. Resolvi ligar, afinal de contas ele tinha me ligado só para o número ficar registrado… ninguém atende… deixo recado… nenhum retorno.
Cafa > Da próxima vez aprende. Não troque telefone, peça o MSN.
Puxa vida, achei aquela noite tão legal e achei que ele tinha achado também…. fiquei apaixonadinha sim… odeio dizer isso mas é verdade. Mas o que fazer se ele não me retornou? Será que ficou bravo por eu não ter respondido a msg dele naquela noite???
Cafa > Que ficar bravo o que…não tem essa.
Cansei de ser passiva. Não vou correr atrás do cara, mas pq não dar uma “mãozinha”? Ele planejava ficar lá até o carnaval… quero ir p/ Cambury antes do carnaval “encontrar” ele mas não sei o que faço… não consegui amiga ainda para ir, então é possível que eu vá sozinha… vou aproveitar para relaxar. Não vou ficar na pousada onde ele trabalha, até posso pagar, mas lá vai ficar pesado no bolso, ainda mais sozinha… Um amigo meu sugeriu ir até o trabalho dele e observar a reação… se positiva, ótimo; se negativa, desencana.
Cafa > Cara, o garoto sumiu e só você não se ligou que tem cobra nesse mato. Você já não deixou recado na secretaria? Se ele estivesse tão a fim de você, mesmo tendo perdido o cel, ele ligaria para a caixa postal pra pegar o seu recado ou bolaria um esquema com o telefone do seu pai ou mãe para chegar até você (afinal ele tem esses dados). Mas não, você vai se dar o trabalho de ir até lá para, ou ser sumariamente ignorada por ele ou pra ele tentar te comer de novo.
O fato é que, sendo eu imbecil ou não por isso tudo, acho que rolou interesse da parte dele sim, mas o que eu poderia fazer para estimular isso? E pq não me procurou como disse tanto que ia? Queria conversar mais com ele, conhecê-lo melhor, enfim. Quero ser a “conquistada”, mas o que eu posso fazer para me aproximar dele sem parecer grudenta ou desesperada?”
Cafa > Vamos aos fatos. O cara não faz faculdade, há pouco estava viajando pelo mundo sem rumo e agora resolveu ser recepcionista em uma praia e aprender surf. Se um cara desse leva sua vida pessoal com a barriga o que você acha de um relacionamento? Quantas garotas bonitinhas do interior de São Paulo / Minas / Paraná não passam por lá e ficam babando por um cafa bom de lábia e que sabe tratar bem uma mulher? Várias!
Por que você tem a pretensão de ser A escolhida? Como eu disse, se ele quisesse, ele te achava. Ia ver o sobrenome do teu pai e te procurar no Orkut, forjar que é seu amigo e que tinha perdido seu tel e ligar pra sua mãe pra pegar. Há n formas dele te achar, mas ELE não quer e quanto a isso não há nada o que você possa fazer. Quer dizer, há sim. Fazer uma surpresinha pra ele e virar mais uma bonitinha do interior papada pelo wannabe surfista andarilho.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
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Semana passada, recebi um par de ingressos para assistir Sherlock Holmes. O filme é muito bom e recomendo a todos que gostam de ação e de tentar adivinhar os finais de filmes. Antes de assistir o filme, eu já tinha lido algumas críticas sobre ele. Em uma delas havia uma insinuação que o Sherlock tinha uma relação além da profissional com o Dr. Watson. E de fato, no filme tem uma parada estranha no ar, apesar do Dr. Watson estar em vias de se casar.
Após a sessão, comentando a parada estranha com a Sra. Cafa, ela me disse que conhece 3 garotas que ficavam / namoravam com caras heteros e depois de um tempo descobriram que os respectivos viraram / eram gays. Buscando na minha memória, lembrei também de alguns casos de conhecidas que tiveram a mesma decepção.
Com base em algumas características em comuns desses caras enrustidos, resolvi fazer um post com dicas que te ajudarão a identificar se aquele homenzarrão faz coco grosso. Vamos lá:
1-) Vaidade – Antigamente, o perfil “homens-das-cavernas”, aquele a la Toni Ramos, todo peludão e rústico era o ideal de beleza masculino. O tempo mudou e hoje a maioria das mulheres prefere um cara sem muito pêlo e menos ogro. Só que os garotos “parada estranha” exageram no culto a vaidade e aproveitam essa onda metrossexual para liberar a mulher que existe dentro deles. Além de depilar o tórax, raspam o sovaco, passam gilete no saco, máquina na perna, fazem a sobrancelha e costumam lixar a unha (em alguns casos críticos passam base). Costumam cultuar o deus cabelo, sempre o deixando com algum creme / gel / pomada / qualquer coisa que modele;
2-) Egocentrismo / egoísmo – Geralmente um gay enrustido é extremamente egocêntrico e egoísta. Tudo deve girar em torno dele. Os programas de lazer, o sexo, viagens, etc são decididos por ele. A vontade de sua parceira é irrelevante. Se a sua vontade não é atendida, ele fica de bico e mal humorado;
3-) Tara por sexo anal – O gay enrustido não se assume como tal devido ao temor de ser repreendido pela sociedade. Porém, ele precisa satisfazer suas vontades sexuais de alguma forma. E sobra pra quem? Pra namorada / lanchinho. O cara até come a frente (dificilmente chupa), mas o grande tesão dele é o rabo. As vezes ele prefere até chupar o rabo a chupar a frente. Uma amiga da Sra Cafa confessou a ela que o seu ex (hoje gay) certa vez estava mandando brasa atrás dela e ela começou a gemer. O cara pediu que ela calasse a boca, ela não o fez e na sequência ele enfiou uma meia na boca dela. Traduzindo, o cara estava sonhando que comia o Marcos Frota e a namorada o broxava com gritinhos femininos sendo necessária uma intervenção sonora para que ele gozasse;
4-) Fetiches estranhos – Todo mundo tem seu fetiche diferente e o enrustido dá sinais da sua opção sexual neles. Podem me chamar de careta e retro, mas homem que curte tomar uma dedada no rabo (o famoso Fio-Terra), é boiola. Tem tantas formas de potencializar o tesão, pra que enfiar algo na bunda? Não tem justificativa. Outra tara é comer a namorada / lanchinho vestida com sua camisa de trabalho. Não tem nada de sexy nisso e se depois de um mês o cara pedir para que você se vista de jogador de futebol, ai não restam dúvidas;
5-) Gosto por esportes de contato – O cara curte homem, mas não pode sair chegando em qualquer um por ai. Qual a solução? Buscar situações em que ele fique atracado com um ser do mesmo sexo ou que o veja pelado. Por isso, Jiu-Jítsu, Futebol, Musculação e Natação são os esportes prediletos de homens que escondem o jogo;
6-) Ausência de referência masculina – Aqui é um campo mais da psicologia. Lá na fase infantil, um garoto precisa de uma referência masculina para guiar suas atitudes. Caso a figura paterna seja ausente, omissa ou escrota e ele não tenha nenhum homem na família ou próximo para tomar como referência, ele guiará suas atitudes com base num figura feminina que admira, ai já viu;
7-) Preconceito sexual – Geralmente os enrustidos possuem uma grande mágoa interna por ter que repreender suas vontades e morrem de medo que alguém descubra sua orientação sexual. Como forma de mascará-la e para extravasar essa mágoa, eles são pessoas extremamente preconceituosas e vivem tirando sarro de gays assumidos. E o mais engraçado é que muitas pessoas compram isso e de fato acreditam no cara, “Fulano? Nossa, se um dia um gay chegar nele, acho que ele o enche de porrada” quando na verdade gostaria de enchê-lo de beijos;
8 -) Imitações femininas – Como forma de ridicularizar o gay e fazer com que as pessoas o encarem como um grande machão, ele adora imitar gay. Força a voz, imita trejeitos e faz piadinha imitando gay escandaloso. Ele adora o carnaval, oportunidade em que pode colocar peruca, passar batom e se vestir de mulher fingindo que é um grande folião.
9-) Dificuldade em relacionamento fixo – Não tem jeito. O cara não gosta da fruta. Ele sai com mulheres apenas para que a sociedade veja que ele é hetero. Porém, ele sempre buscará um defeito na garota para não seguir em frente no relacionamento. Ela pode ser bonita, inteligente, bem humorada, independente e blablabla, que o cara vai cismar com o formato do pé dela.
10-) Falta de apetite sexual – Se você não curte sexo anal, ele vai transar bem pouco com você. Se não curte fazer sexo oral nele, ele não vai transar com você. Não dá, o cara não curte o que você tem entre as pernas e se você não fizer as coisas que ele sente tesão, ele bodeia.
Veja bem, antes que apareça algum GLBT levantando bandeira e dizendo que estou sendo preconceituoso, este post não é uma crítica aos gays. Respeito a orientação sexual de cada um, é apenas uma forma de fazer com que as mulheres reconheçam enrustidos e não caiam numa arapuca.
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“Namorei durante 5 anos com um carinha que jurava que ia ser o meu marido e pai dos meus filhos, mas nos últimos meses de namoro percebi que realmente ele poderia até se casar comigo e ser o pai dos meus filhos, mas eu estaria longe de ser feliz de verdade. A única coisa que havia nos restado era o amor, havia acabado o respeito.
Assim, decidi acabar e hoje me encontro há um pouco mais de um ano solteira e a cada dia tenho mais certeza que não irei encontrar “o cara”, e olhe que nem sou exigente essas coisas todas, só precisa me deixar apaixonada, ser companheiro e me respeitar; mesmo assim (pasme) não conheci ninguém que junte os 3 requisitos simultaneamente.
Cafa > Então a situação está preta pra você mesmo. Eu sou muito mais exigente que isso e encontrei alguém bacana. Demorou, mas encontrei. Tem que ver também que as vezes o problema não está no outro e sim em você, mas vamos à história.
Por vezes achei que o problema era comigo, depois achei que não, mas logo depois começo a achar novamente que o problema é comigo. Não sei se eu tenho cara de metida, de piriguete, se é porque eu era morena, se é porque sou loira, ou seja lá o que for, só sei que “o cara” não se aproxima.
Cafa > Opa opa…seu radar está aguçado.
Sei que tenho uma personalidade forte, adoro dançar d+ (funk então, nem se fala) sou moleca pra caramba e tenho 5 grandes amigas mulheres e 4 grandes amigos homens (estes me acompanham onde vou; pelo menos 1 deles sempre está por perto), tenho uma bunda enorme e definitivamente acho que o conjunto disso tudo afasta “o cara”.
Cafa > As mulheres sempre sabem onde está o problema, o ponto é que sempre fecham os olhos ou fingem que não o vê. Nada contra seu gosto musical e creio que se você for do Rio, funk é algo super “hype e cool”. Eu particularmente acho uma bosta e boa parte (se não todas) as pessoas que eu conheço em São Paulo que curte o gênero, não servem nem pra andar de mão dada no shopping (o mesmo acontece para micareteiras).
Sobre ter amigos e amigas, normal. A merda é que tem mulher que só falta sentar no colo dos amigos e levar as amigas para acompanhá-la no motel, perdem completamente a noção de amizade e privacidade. E ai querem que o rolo ache normal convidar a turma inteira para ir ao barzinho no primeiro encontro dos dois e o cara ser obrigado a uma socialização cansativa e chata.
Sobre a bunda, incluo no tópico peito e barriga de fora. Você acha bonito um cara de shortinho no meio da coxa e regata colada no corpo? Se gosta, relaxa, pois em breve você arrumará um namorado. Se acha o corpo dele bonito, mas um horror o traje, reflita sobre você. Será que não está super valorizando a sua “bunda enorme” e dando muito destaque a ela nas roupas que usa? Volto a esse ponto mais pra frente.
Tenho a impressão que todo carinha sempre só querem me fazer de lanchinho (isso porque minha bunda é enorme). Caramba, será que não dá pra vocês (homens “-” cafa, rsrsrsrsrsrsrs) tirarem isso da cabeça ou pelo menos fingir que não é só que isso que vocês querem? Sinto-me de verdade uma dessas mulheres frutas, comidas, bunda ou qualquer coisa prestes á ser devorada, basta dar bobeira.
Cafa > Se você se posiciona como uma mulher-fruta, vai querer ser vista como? Simone de Beauvoir? Esperto é o cara que vê que você se comporta como uma mulher-melancia, faz você acreditar que é muito inteligente, tira uma casquinha e cai fora na sequência.
Até já conheci uns carinhas legais, não chegavam a ser “o cara”, mas logo deixava de rolar, até porque quando não vale à pena prefiro não insistir (não tenho paciência de ficar tentando dar certo, até porque passei 5 anos fazendo só isso).
Tenho a impressão que só quem se interessaria por mim seria um cara que nunca tivesse me visto na vida e de preferência de outro Estado! Ninguém mais me quer, soou meio melodramátoica né?! Mas é isso que penso
”
Cafa > Ou seja, um cara que não conhece nada do seu gosto e passado, né?
Como devo agir para achar “o cara”? Tenho que parar de dançar, sorrir mais feito uma doida ou dar uma de emburrada e não sorrir nunca? Não liberar nunca, não liberar jamais,liberar de vez em quando? Ser menos moleca… Aish! Dúvidas cruéis.
Cafa > Bom, vamos lá. O que é “o cara” pra você? Seguindo 75% do desejo das mulheres, acredito que deva ser Inteligente, bonito, com pegada, trabalhador, independente e educado, certo? O que você acha que esse perfil de homem procura / gosta? Alguém que coloca a bunda em destaque, que trata seus amigos como se fosse um rolinho e convide o cara para ir ao baile funk? Se você faz parte dos outros 25%, como eu disse, relaxa. É questão de tempo pra encontrar “o cara”.
Seria hipocrisia eu falar que homem não gosta de bunda. Ainda mais o brasileiro. Eu particularmente adoro e prefiro mais uma bundona a um peitão. Mas há dois pontos aqui.
Primeiro, homem que “escolhe” uma namorada pela bunda, tem o cérebro de um galináceo. Quando a garota só tem bunda é uma cabeça de empada, ela serve pra dar umazinha de vez em quando, sem envolvimento (de preferência de costas). Esse tipo de garota é aquela que todos os homens gostariam que virasse uma pizza depois da transa.
O segundo ponto, é que muitas mulheres dão um destaque exagerado a essa parte do corpo. Se a genética te presenteou com uma bela bunda, parabéns! Mas saiba usar esse diferencial no momento oportuno e não banalizá-lo como se a todo tempo fosse necessário mostrar ao porteiro do prédio, aos funcionários da empresa e a amiga da vó que você tem um belo traseiro.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
p.s. – Iniciativas solidárias e úteis devem ser divulgadas. Tenho uma amiga que está com um projeto bem bacana de adoção de animais, dêem uma olhada http://adoteanimais.wordpress.com. Outra ação legal é a de adoção de cartas pro Papai Noel que o Correios organiza. Já garanti a minha. Conheçam o projeto clicando aqui.
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Me chamou a atenção um comentário no post passado de uma leitora questionando se eu não acreditava no “amor pra sempre” por ter sido tão frio no desfecho do post.
Pieguices a parte, claro que procuro acreditar no “amor pra sempre”, ninguém inicia um relacionamento achando que em um ano ele vai acabar. Óbvio que no começo de um namoro você não vai fazer planos para casar, mas crê que a pessoa ao seu lado ficará com você uma boa parte da sua vida. Só que apenas com o tempo você saberá que o pra sempre, quase sempre acaba.
No início de um namoro bacana tudo é paixão (frase brega, mas ok), sexo, sorrisos, felicidades, blablabla. Esse mix de sentimentos positivos ofuscam quaisquer defeitos das pessoas. Ela é imatura? Ah, com o tempo isso resolve. Ele é teimoso? Ah, com o tempo isso muda. A família dela é maluca? Ah, o que importa é o sentimento entre os dois. E por ai vai, a paixão sempre fazendo o papel de apaziguadora.
Só que ai as coisas começam a mudar. Os cientistas dizem que após 2 anos de relacionamento, a paixão acaba e o que fica é o amor. Não posso confirmar isso de forma empírica, mas garanto que após 6 meses de namoro, bastante coisa muda em relação ao início.
Como eu disse no fim do post passado, para mim um relacionamento é construído sobre dois pilares, sintonia sexual e afinidade.
A sintonia sexual não tem segredo. Geralmente ela já dá indícios no primeiro beijo, no encaixar das bocas e termina com uma boa primeira vez que vai se aprimorando mais pra frente. Algumas vezes ela não começa bem, o beijo sai torto, o sexo é mais ou menos, mas com algumas instruções e insistências o negócio pega no tranco e ai fica uma maravilha. Ela não exige estudo, família, repertório, faculdade ou maturidade, a atração é meramente física.
Após algum tempo há dois caminhos para a sintonia sexual, ou ela cai na rotina e o sexo vira um saco ou se aprimora a cada vez a ponto de cada noite ser especial, não é aquela coisa da primeira vez, mas a qualidade só aumenta.
Só que afinidade sexual, você encontra com o porteiro do prédio, com a copeira do escritório, com uma aeromoça, com o barman da balada. Não tem segredo. É um sentimento da época das cavernas, que não vê classe social e estudo. E aqui reside o grande erro de parte das mulheres, de se apaixonarem pela pegada do cara e se esquecerem do outro ponto tão importante quanto, a afinidade.
A afinidade, diferentemente da sintonia sexual, ocorre na primeira conversa. Pelo primeiro papo dá pra perceber se a garota é uma mula, se o cara é um babaca, se os papos só se resumem a previsões meterológicas, o tamanho do biceps dele ou a bolsa recem comprada por ela.
Após algum tempo há dois caminhos para a afinidade, ou você passa a admirar a pessoa cada vez mais pela sua inteligência, determinação, maturidade, garra ou ao passar do tempo você percebe o quanto a pessoa é egoísta, imatura, fraca e todos os defeitos de uma forma geral que a paixão inicial mascarava.
Nesse mesmo post passado levantei um tema que nunca tinha abordado aqui no blog e as leitoras mais ligeiras logo sacaram que o post não era apenas filosofia e análise distanciada. Porém, quem não sacou que o cafa se referia ao momento que estava passando, relaxe. Meu intuito aqui nunca foi expor diretamente pessoas com que eu me relaciono e gosto. Porém, como agora o momento é outro, anuncio às minhas leitoras que estou solteiro novamente.
Já até posso imaginar as reações. As leitoras reclamonas vão ficar felizes pela possibilidade de eu voltar com os posts mais apimentados e as mais românticas ficarão tristes por não ter dado certo meu namoro e com receio de que o blog vire um diário vazio e superficial das aventuras de um homem solteiro. Mas relaxem, a temática do blog mudará um pouco, mas não cairá apenas no vazio de relações superficiais.
O que me incomoda um pouco são as reações das pessoas quando eu anuncio o término: “Ahhh, que pena”, “Você está bem?”. Porra, morreu alguém? É ridícula essa percepção de que para alguém ser realmente feliz é preciso estar com um parceiro fixo. Namorar é bom? Po, pra caralho. A pessoa amadurece bastante, mas instituir isso como o encontro da felicidade plena, é exagero. Quem depende do outro para alcançar a felicidade na vida é um(a) coitado(a).
Outro ponto que enche o saco é o “Por que você não dá uma chance?”. Quando você é garotão (garotona), quer só saber de curtição e o namoro é aquela coisa descolada, pra preencher o tempo. E ai no primeiro término, sempre rola esse “dar uma chance”.
Só que em uma determinada idade, você não pensa somente no hoje. Você já começa a pensar em planos maiores como casar e ter filhos. E ai você analisa todos os fatores e se pergunta, “eu vejo essa pessoa como minha mulher (marido)?”, “Imagino filhos com ela (ele)?”, se a resposta for negativa, não há ”chance” que resolva. É melhor você cortar a relação antes que ela crie raízes e os dois saiam ”machucados” no término.
Há também aqueles caras mais sacanas que me sugerem, “Para que terminar, Cafa? Continua namorando, tenha uma foda segura e fixa e sai pesticando por ai”. Sim, de fato seria uma solução interessante pensando racionalmente, mas não dá pra ter uma atitude assim com alguém que foi importante na sua vida e te respeitou.
Enfim, é isso. Acabou a fase romântica. Acabaram as histórias floridas. Cafa está de volta a ativa.
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Uma das frases mais repetidas pelas mulheres e que já caiu no lugar comum é a famosa “Não há homem que preste”. Se você perguntar para 10 mulheres o motivo pelo qual elas continuam solteiras, 80% vão soltar essa frase, 10% vão falar que estão bem sozinhas (sendo que 8% delas são um verdadeiro tribufu) e 10% vão mentir (mas na verdade estão no grupo dos 80%).
Estatísticas cafísticas a parte, é uma resposta que merece uma atenção especial. O que seria um “homem que preste?”. Aquele que…
…tenha pegada, mas que não seja pegador?;
…que seja bonitão, mas que não seja tanto a ponto da vó se interessar pelo rapaz?;
…que seja inteligente, mas que não seja nerd?;
…que seja trabalhador, mas que tenha tempo pra você?;
…que tenha dinheiro, mas que não seja esnobe?;
…que seja bonzinho, mas que não seja um bobo?;
…que seja maduro, mas que não seja um chato?;
…que seja engraçado, mas que não seja um palhaço?;
…que seja família, mas que não viva na saia da mãe?;
…que seja sociável, mas que não queira socializar com amigas?;
Enfim, algumas mulheres buscam tanto a perfeição nos homens que das duas uma, ou acabam ficando encalhadas e amargas ou ficam pulando de galho em galho (ou de cama em cama) a procura do homem perfeito. O mais triste é que esse cálculo é diretamente proporcional a idade (estou todo matemático hoje), ou seja, conforme a idade avança, a quantidade de homens tranqueira aumenta.
Porém, não recrimino essas mulheres que buscam alguém “completo” para ter um relacionamento sério. Homens que trabalham, se cuidam, com caráter, que estudam e correm atrás dos seus objetivos, também buscam uma mulher com algumas (várias) qualidades citadas acima e não vão amarrar seu burro no primeiro par de peito ou bunda empinada que aparecer (no máximo vão dar uma comidinha e descartar). E ao contrário do que algumas mulheres pensam, esses homens têm faro para mulher ordinária e as vezes não é necessário uma investigação muito profunda para identificar uma cilada. 5 pontos para identificar uma mulher ordinária em minutos de conversa:
Aparência – A mulher ordinária anda vulgarizada, com pouca roupa e muita coisa de fora. Em alguns casos precisa andar que nem uma palhaça pra mostrar que é descolada, imita a moda da novela das 9 e se veste como uma índia da 25 de março, faz uma maloca no cabelo pra mostrar que é da paz, coloca strass e acessórios brilhantes ou dourados pelo corpo para forjar um brilho que não possui.
Comportamento – A ordinária não tem meio termo ou gosta de chegar berrando para que seja o centro das atenções ou fica quieta feito uma múmia. No primeiro caso geralmente são aquelas garotas que cortam a conversa dos outros, não querem saber o que o cara tem pra dizer (a menos que seja algo que ela possa tirar proveito, como dinheiro), gesticulam feito um molusco epilético, cometem erros sutis de português (“seje”, “menas pessoas”, “mazoquista”) e não se incomodam em tirar aquele resto de remela com maquiagem na frente do rapaz e depois olhar o dedinho pra ver o que saiu. No caso da múmia, não há muito que dizer, ela só abre a boca pra colocar comida e…deixa pra lá.
Trabalho – Não é afeita ao trabalho. Ou não precisa, pois sua família banca seus caprichos e viverá a eterna geração canguru dentro da bolsinha da mamãe; ou tem preguiça. No primeiro caso, sonham em encontrar um cara rico que a banque, geralmente tem mais sorte que a segunda, pois parte desses caras também será gerente de herança. No caso da que tem preguiça, é só tristeza. Pois pobre e preguiçosa, nem o coveiro vai querer. E essa característica pra mim é muito emblemática. Digo com muita convicção que das mulheres que eu conheci, 90% das que não trabalhavam (mais matemática) eram ordinárias.
Artes – Essa é batata. A tríplice pergunta livro, cinema e teatro é capaz de identificar uma ordinária em minutos. Se a garota responder “não gosto” para duas das 3 opções, ordinarice detected. Agora, se ela falar que é fã dos livros da Gasparetto / Paulo Coelho, que amou o último filme da Xuxa na Serra Pelada e que a última peça que assistiu foi Saltimbancos, é mais do que ordinária.
Feminista de conveniência – Esse tipo é o que mais se prolifera. São aquelas garotas que querem ser iguais aos homens quando lhe convêm. Querem se deitar com quantos homens quiserem na semana pra satisfazer a sua libido, beijar amigos da mesma roda e dar no banheiro da balada e ser chamada de casta. Poreeeem, quando chega a conta do restaurante, voltam para o tempo da vovó e acham um absurdo o cara querer dividir a conta. (continuarei esse assunto no próximo Dia dos Leitores).
Veja bem, para ser uma ordinária, não é necessário preencher todos os requisitos. Uma patricinha acéfala, por exemplo, pode se comportar como uma princesa, mas o quesito trabalho já queima. Por outro lado, uma garota trabalhadora, pode se queimar no quesito “comportamento”. E assim segue a busca pelo senhor e senhora “quase” perfeitos.
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A animação abaixo reflete muito bem a mecânica de “estar solteiro vs namorar” que povoa a cabeça dos homens. É um vídeo já meio velhinho, quem já viu vale a pena rever, quem não viu, se divirta.
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O Manual saiu no maior jornal do Paraná! Vejam aqui a matéria.
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Conforme definido nos comentários do post anterior, a coluna Dia do Leitor será randômica, ou seja, não haverá dia fixo para publicá-la. Isso porque não quero ter mimimis de leitoras falando que a coluna foi extinta, fazendo cobranças do motivo pelo qual não postei, etc, etc. Ao contrário do que alguns sugerem, não posto por falta de tempo, não é jogada de marketing, nem desleixe.
A idéia foi bem recebida. Vieram muitas histórias bacanas. As duas principais diferenças para a Sexta das leitoras é que as histórias são mais objetivas (leia-se curtas e diretas ao ponto) e com mais erros de português.
Bom, a história que o leitor Bertoldo mandou ilustra bem alguns temas e situações que eu posto aqui, e abre o velho dilema: A sociedade é machista ou as mulheres que estão se masculinizando? Vamos ao causo:
“No começo desse ano fui para um aniversário de um amigo em uma balada aqui em Brasília. A festa era open bar até 1h. Como sempre, entramos uma galera em torno de 11h30 e virar vodka já era de praxe: de 5 em 5 minutos os copos esvaziavam. A galera ainda estava toda parada, apenas conversando e brincando.
Ai, já bem torto, eu e o primo do aniversariante resolvemos ir “à caça”. Nem andamos muito e já encontramos uma loira e uma morena. Voamos em cima com aquele papinho besta, puxando risadas, etc… Acabei de me concentrando na loira e peguei. Meu amigo, apesar de várias tentativas, na morena, não conseguiu nada e, meio contrariado, saiu de perto. Quando deu um tempinho, a loira, que eu estava ficando, foi ao banheiro e eu comecei a conversar com a morena.
Papo vai, papo vem, acabo pegando a morena também… Quando a primeira volta e me vê a com a amiga, fica indignada, chama a amiga pra conversar e eu fico ao lado só ouvindo… “Mas amiga, você não viu que ele tava ficando comigo agora mesmo ? Esse moleque não vale nada, larga esse menino, etc…” Não discordo dela, mas convenhamos que a amiga também não vale um centavo. Bom fiquei com a morena o resto da noite e ainda encontrei a loira algumas vezes e ela realmente estava muito puta, me chamando de babaca e tudo mais.
Cafa > Aqui vale uma observação sobre “amigas”. Já fiz um post sobre isso certa vez, mas volto a repetir, é incrível como boa parte das amigas de mulher é falsa. Em uma proporção que não se vê entre os homens. Como diz o Bertoldo mais pra frente, há um código de ética entre nós e não ficar com a ficante ou não chegar no prospect do amigo é algo extremamente respeitado. Homens que não seguem esse acordo são excluídos da roda. No caso em questão, ao invés da loira chamar a amiga de vagabunda, simplesmente deu uma de Poliana e a alertou dizendo que o cara não prestava.
Numa outra noite, quase um mês depois, fui pra outra balada com amigos e andando pela festa topamos em duas loiras e meu amigo foi azarar uma. Como código de amigos, imediatamente fui conversar a com a amiga dela. Ao começar a conversar achei o rosto familiar mas não lembrava da onde. Perguntei da onde a conhecia e ela respondeu com um sorriso sarcástico: “Do Café Cancun (balada aqui de brasília)…” Na hora percebi quem era a guria e já vi que tinha entrado num buraco. Só respondi: “Ihhh… foi mal, beijomeliga” e já fui indo embora, mas para minha surpresa, ela pega no meu braço e pede pra eu ficar.
Cafa > Opa. Sei como é isso. Nessa hora o cafometro apita, as sirenes acendem e a palavra “Piriguete! Foda em vista!” soa.
Conversa vai, conversa vem e pego ela de novo. E dessa vez, saímos juntos da balada e direto transar… Ao final, deixando ela em casa, por costume, pedi o telefone e talz, ela me passou e foi anotar o meu e ai veio a minha maior surpresa: “Qual o seu nome mesmo?” Fiquei abismado. Uma mulher tendo uma atitude assim de homem ? Transando com um cara que nem sabe o nome…
Cafa > Você ficou abismado? Eu já não me assusto com isso. Você fez bem ao entrar no jogo e oferecer o que ela quer. As mulheres dão as pistas, é só aprender a decodificá-las. Se ela quer ser tratada como uma vagabunda, assim será tratada. Pode ter certeza que se naquela outra balada você tivesse ficado de casal com ela, provavelmente não teria comido tão fácil (poderia sofrer da Síndrome do Bom partido).
Realmente os tempos mudaram e como diz um amigo meu que ficou solteiro agora depois de 5 anos namorando: “Não sei mais como funciona esse mundo… tá tudo invertido”. Depois me lembrei dela falando que eu não valia nada, etc. Eu concordo que não valho, mas agora a guria não tem nenhuma moral para falar algo de mim.
Cafa > Eu sempre falo que quem coloca o freio na relação é a mulher. E é isso que dá a graça na “caça”. Gosto de saber que a garota liberou pra mim, porque eu tive a capacidade de conquistá-la, não porque ela dá para o primeiro que diz boa noite e depois nem o nome dele lembra. Sobre o seu amigo, ele deveria ficar feliz, afinal para um cara solteiro que não tem pretensão de namorar, o mercado está farto e as mulheres facinhas.
Meu relato pode parecer machista, mas é apenas a surpresa de ver mulheres agindo como homens. Apenas uma coisa: se querem agir como homens, tenham cabeça pra segurar depois e não ficar se sentindo mal porque o cara não ligou”.
Cafa > Essa pecha de “machista” brotará nos comentários desse post. Há mulheres que não entendem que a grande maioria dos homens pensa assim. Antes eu era uma voz solitária nos posts, pelo menos agora perceberão que não se trata de uma opinião isolada.
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Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.
