Quase todo dia recebo indicações de blogs, matérias ou sites com conteúdo relacionado ao Manual. Grande parte das vezes é algo completamente tosco, sem qualidade editorial (muitas vezes com a falsa autoria do Arnaldo Jabor) ou coisas óbvias. Porém, algumas vezes a leitura vale a pena e é possível extrair algo bom (ou ruim) para a análise de comportamento das pessoas e da nossa sociedade no geral.

Semana passada, recebi indicação por uma leitora de um blog que vale a pena essa análise. Chama-se “100 homens”. Em linha gerais, a escritora pretende trepar com 100 caras em um ano. O motivo? Ela explica com muita propriedade: “resolvi colocar a tal resolução como forma de me lembrar que ter uma vida sexual plena é essencial para o equilíbrio”.

Ou seja, a garota com cérebro recheado de titica tomou para si que o “equilíbrio” da vida está diretamente relacionado a quantidade de vezes que se deita com um homem diferente em um ano. É uma Buda acefálica com seguidores no cio desesperados por uma foda gratuita travestida de um idealismo oco. Pior ainda é “como forma de me lembrar”, imagina se vira moda? Vai ter gente dando no poste para se lembrar daquilo que é importante para si. Demais.

Se a garota fosse uma Bruna Surfistinha, esse post não existiria. Não porque acho bonito o trabalho de uma puta, mas a partir do momento que a mulher é honesta com os seus propósitos, dane-se o que faz com a sua vida. O que me irrita profundamente é essa forma rasa de mascarar liberdade sexual com prostituição gratuita e vender isso para milhares de mulheres que estão começando agora sua vida sexual a acreditar que dar para um time de futebol no vestiário não passa de um fantasia sexual sem grandes consequências.

Algumas leitoras feministas podem voltar com aquele discurso chato de “é machismo só o homem poder transar com quem quiser”, mas aqui volto na tecla que sempre bati, mulher não é igual ao homem. Homem não busca equilíbrio em foda, busca tesão, alívio.

Cara, se você tiver o mínimo de atratividade (as vezes nem isso é preciso), é só ir para uma balada, sair pegando no pau dos caras e pronto, vai conseguir bater umas pelos cantos, chupar outros no banheiro e dar para vários desconhecidos. O ponto é, você realmente precisa disso? Isso faz você encontrar o equilíbrio da vida?

Veja bem, não estou falando aqui que você tem que casar virgem ou só transar com o cara que for namorar, mas a buda acefálica confunde causa com consequência. Uma coisa é você querer transar com 100 a outra é acabar transando com 100.

Se quer se igualar aos homens, então seja racional como eles. Vai dar pra geral? Cobra então. Se for uma gostosinha e rostinho bonito, pode ter certeza que pelo menos uns cenzinho vai lucrar por programa encontro. Imagina se os homens ao comer uma gostosa no final ela desse 100 reais. Ao contar isso para a roda de amigos ainda ia se passar por fodão.

Vamos ser razoáveis. Aliás, isso é o que mais falta nas pessoas. Parar, pensar e analisar criticamente seus comportamentos e atitudes. E analisar criticamente não é apenas olhar pra si mesmo e se sentir feliz com o que vê, mas se distanciar um pouco, observar outras pessoas, buscar referências, LER, enfim, abrir um pouco a cabeça. E o argumento “foda-se o mundo, o importante é o que EU valorizo”, não passa de uma falácia de uma adolescente inocente. Vivemos em sociedade e não em um aquário do peixe Beta. Há alguns códigos que ou você segue, ou vai ser tachada e humilhada.

É legal tentar quebrá-los e evoluirmos? Opa, é sim. Porém, nessas tentativas você pode ser uma referência ou pode cair no ridículo. Clarice Lispector e Gretchen estão ai pra provar (até me dói a comparação).

Enfim, se tudo o que eu disse não faz nenhum sentido e/ou trata-se de uma mente machista, respeito a opinião contrária. Só peço que todas que concordam com a proposta da garota coloquem seus emails nos comentários para que os leitores homens (e meus amigos) possam te ajudar.

Muitas leitoras reclamam das Sexta das Leitoras dizendo que eu escolho as piores histórias, que elas não fazem parte do seu universo, que as mulheres os casos são de mulheres desmioladas, etc, etc.

Não concordo com essas reclamações. Claro, há casos (como o da garota que encarnava o Mussum) que não são normais, mas outros sim. O ponto é que é muito fácil criticar uma pessoa / situação se você nunca passou por ela.

Essa história abaixo é um desses casos, em que você fala “Ah, mas que idiota”, mas eu tenho certeza que grande parte das que criticam, se tivessem apaixonadas, cometeriam erro parecido.

“Cafa, a historia é a seguinte: Tenho 29 anos, sou independente, tenho um bom status profissional, moro sozinha, bonitinha (pelo menos é o que dizem), inteligente (não esnobe), gente boa (estilo “atraio amigos, super parceira”), vaidosa, feminina, engraçada, elegante (tento ser, e pelos feedbacks que recebo, estou conseguindo)…

Sou natural de Goiânia, mas já me mudei para 2 estados em função do trabalho (Paraná e SP- capital, respectivamente). Atualmente moro em SP.

Quando ainda morava no Paraná, conheci um cara do trabalho – 32 anos (trabalhamos na mesma empresa, mesma área, porém ele trabalhava em SP e eu em Paraná). Desde o inicio senti uma atração por ele (nada de amor a primeira vista ou babaquices semelhantes, achei-o bonito apenas).

Encontrávamos-nos com freqüência, devido à nossas agendas profissionais (ou eu ia à SP por demandas do trabalho, ou ele ia ao Paraná pelo mesmo motivo). Até então, nada de “sentimento”, apesar de um clima, nos tratávamos como “colegas e trabalho” (para inglês ver).

Em um dia, estava on line no g-talk, e começou o bate-papo. A principio, o “cha-la-la inicial” de qualquer inicio de relacionamento (na verdade ambos sabiam “vamos nos pegar no próximo encontro”).

O grande problema (que me faz rever meu conceito do “sou inteligente”), é que ele é casado (não oficialmente, mas mora com sua namorada). Sabia desde o inicio, mas numa boa, estava afim de um fast fuck mesmo! Estava a toa e o cara é bonitão…

Cafa > Pela sua escrita, forma de colocar os assuntos e até auto-análise, realmente você me parece ser uma pessoa bastante inteligente racionalmente falando, o que pega aqui e o problema da maioria das mulheres, inteligência emocional. Não é que você não tem, mas ela é baixa.

Muitas mulheres bem sucedidas profissionalmente e/ou independentes financeiramente tem essa coisa de achar que por terem controle da parte material, tem da emocional. Já recebi dezenas de casos de mulheres iguais a você que supostamente conseguem separar fuck buddy de envolvimento emocional e depois da quarta ou quinta saída já estão apaixonadas.

Sou do tipo de mulher que gosta de fazer os homens saírem da relação falando bem de mim, tenho que fazer os homens pedirem “bis” sempre. E foi o que aconteceu..

Cafa > Que mulher não quer né? hehehe

Ele procurou, ia para o Paraná sempre, e nos divertíamos muito juntos. A vontade que ele mostrava em estar comigo era plausível, parecia não ter fingimento. Eu correspondia, porque alem de bonitão, ele é um cara interessante, e inteligente. Eu não estava apaixonada, mas gostei da sensação de “abalar” um “casamento”. Isto me fez bem. E de fato aconteceu. A ponto de ele sair de casa dormir na casa da mãe, amigos por um bom tempo (vi pela web cam).

Cafa > Não seja tão egocêntrica. O casamento do cara pode ter sido abalado por N fatores, e claro, o bonitão falou pra você que era um dos motivos para que seu ego crescesse e ele pudesse te comer mais vezes.

Recebi uma proposta da empresa para trabalhar em SP. Ele ficou sabendo e me “colocou na parede”, tipo já estou olhando um apto para gente, vai querer ou vai correr?

Cafa > Ele foi bem infeliz nessa sugestão dele, ou pelo menos acreditou que você não cairia nela. Arrumou um problema.

Gostei da iniciativa dele, mas não levava a serio no inicio (penso que não), mas dava corda. No inicio pensava “esse cara é louco” ate eu me mudar, eu dou um jeito.

Quando chegou a este ponto, minha admiração por ele começou a aumentar… E ai começa a parte do “fudeu”.

Houve um momento que tive que parar e pensar “to sacaneando o cara que eu gosto, tenho que fazer uma escolha”. Avaliei e decidi que valeria a pena (apesar de toda a sorte que tenho no jogo, estava faltando tudo o que ele me dava). Enfim, resolvi levar a ideia dele em frente.

Cafa > Engraçado isso. Ele sacaneou a esposa, você sacaneou a esposa dele, ele te sacaneou, mas você ficou com pena de sacaneá-lo.

Entretanto, nunca me esqueci que ele é “casado” e homem casado é homem casado! Tive uma conversa com ele e fiz a seguinte proposta:

“Levaremos tudo em frente sim, vamos continuar este relacionamento da forma que tu queres. Mas para isto, você vai ter que sair da tua casa antes de eu ir para SP. Tenho uma grana guardada, pode ir em frente na busca do ap, e coloque mobília com a grana, mude-se para lá. Quando sair minha transferência eu chego com minha malas e pronto.

Cafa > Cara, que absurdo. Você junta dinheiro para simplesmente jogá-lo em uma aventura? Dar para um cara que trai a esposa? Ou você realmente confia muito nele ou é muito ingênua.

Ai danou-se! O homem corajoso e decidido virou um frouxo! Veio: “não é bem assim, eu tenho que ver porque o ap (em que ele mora com a “esposa”), esta financiado em meu nome”, etc.

Cafa > hahahahahaha. Grandes merdas. Como se as pessoas ao terminarem uma relação perdem tudo o que investiram. Aqui ele deixou claro pra você que o dinheiro que ele investe no apto é mais importante que você e a esposa dele. Bem digno.

E sabe o mais engraçado? O cara trai a esposa, ou seja, já está acostumado com coisas baixas e falta de caráter. O que você vai esperar dele com alguém que é apenas a comidinha casual? Sinceridade? Companheirismo? Se nem com a esposa ele é assim, com você muito menos.

Ficou diferente e “em cima do muro”.Não perdi tempo, quando vi que ele voltou atrás, acabei com tudo, deixei de responder os contatos, “sumi do mapa” por 3 meses (sofrendo pra caralho, mas segurando a onda).

Me mudei para SP em fevereiro. Desde que “terminei”, meu sossego acabou (já há 7 meses), agora vejo-o todos os dias e sou louca por ele, mas incapaz de trata-lo com o mínimo de dignidade. Dei um baita de um gelo, mau olho para cara… Ele me procura um pouco, “puxa-papo” me trata bem, brinca comigo, mas não comenta nada sobre o relacionamento que tivemos. Na minha opinião ele tenta recuperar a admiração que eu tinha por ele, e se “colar”, voltar com a aventura da “comidinha fora de casa”.

Cafa > Muito bem analisado. É esse mesmo o propósito do cara.

Sei que a probabilidade de ele se separar é inexistente. Estou sofrendo com essa situação, não aceito ser a “amante”, mas também não consigo ficar um segundo sem pensar nele, e incapaz de dar o braço a torcer.

Cafa > Olha só. Cadê aquela mulher destruidora de lares buscando um fast fuck? Ficou apaixonada, careta e sofrendo? Hum….

Honestamente, eu prefiro sofrer pela ausência dele, do que sofrer por ter que ficar em casa no sábado a noite enquanto ele come a esposa dele (desculpa a brutalidade do português). Ao mesmo tempo, penso que se ele quisesse mesmo, me procuraria de outra forma, com mais insistência, tipo coisa de macho e não de coleguinha frouxo, igual ele faz. (se bem que o trato como um cachorro quando ele se aproxima).

Cafa > Totalmente de acordo.

Cansada de ficar na duvida, resolvi procura-lo, enviei um talk no ultimo sábado, dizendo que a situação estava “foda”.. Ele respondeu “Nem sei o que dizer”. E depois de uns 10 minutos saiu do Talk”, me deixou no vácuo! Parece que ele esta disposto a dar o troco, tipo “agora eu vou te esnobar”.

Cafa > ahahahahahaha que dar o troco o que. O cara saiu por dois motivos. Um, ele não queria iniciar uma DR com alguém que ele não tem o R; Dois, a esposa dele estava chamando pra ser comida.

Gostaria de receber a sua opinião se você estivesse no lugar dele, o que estaria pensando disso tudo? Se ele ficava puxando papo, porque me deixou no vácuo quando eu procurei?”

Cafa > Primeiro que se eu fosse casado jamais trairia minha esposa, mas para responder o seu questionamento falarei como um homem normalmente se comportaria nessa situação.

Eu ficaria um pouco preocupado em saber que aquela gostosinha da empresa que eu consigo comer sem minha mulher perceber está vindo pra SP. Por um lado é bom, pois vou conseguir comê-la mais vezes, por outro é ruim, pois ela pode ser apaixonar e eu perder essa boquinha e a minha esposa. Na dúvida, eu fico com a minha esposa, é óbvio.

Ele ficava puxando assunto, pois queria te comer mais algumas vezes, normal. Se você viesse o procurar com a conversa de que estava louca pra dar pra ele, pode ter certeza que ele manteria o papo. O problema foi que você começaria com um papo chato de mulher apaixonada, ai ele achou melhor abrir um vinho, pegar uma pizza e ir comer a esposa. Menos desgastante. ;)

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A história da Potira serve como referência para muita leitora que por falta de experiência e/ou por ter sido criada no mundinho rosa da Barbie ou da Cinderela, acredita que um homem para estar apaixonado basta dizer. Não importa se as atitudes mostram o contrário. O cara dá um perdido na garota no sábado a noite, mas se no domingo fala “eu te amo”, pronto já fica babando nos pés do cidadão. Vamos a história.

“Conheço o Ramon desde os 15 anos. Superficialmente! Ele é vizinho da minha tia. Como cheguei a morar lá com os meus 18 anos, Percebi melhor a “paquera do vizinho”. Às vezes ele passava de carro bem devagar em frente pra ver se eu tava em casa (ou não), Só quando entrei pra faculdade (que por sinal era a mesma dele) é que houve uma proximidade maior.

Começamos a conversar por MSN e Orkut, nada muito profundo. Então eu ficava na minha. Ate que certo dia na faculdade ele me procurou e me bombardeou de perguntas: “Porque vc sumiu?” porque não fala mais comigo? Porque eu não te vejo mais?

Cafa > Foi o primeiro contato para tentar te comer. Essas perguntinhas para mostrar uma pseudo preocupação e saudade são manjadas. Só cai mulheres inexperientes.

Depois de alguns meses é que finalmente ficamos. Ele apareceu na internet propondo um encontro e eu fui. Porém em uma dessas nossas conversas por MSN ele veio com uns assuntos sobre sexo (?) meio que sugerindo um encontro.Quando eu comecei a ler, fiquei sem ação,nunca tinha visto isso.

Cafa > Isso é a típica atitude de moleque, que ao invés de chegar ao vivo na mulher, usa a internet e ainda fica com papinhos de putaria no MSN (no mínimo batendo uma punheta enquanto conversa com você). A sua reação deveria ter sido mandá-lo pentear macaco, mas pelo visto você não se importou com essa atitude tão tosca.

Depois de alguns dias, resolvi procurá-lo e esclarecer as coisas, por não ter respondido como deveria. Disse que na hora não soube como agir, e que ele tinha confundido as coisas, e fui clara ao falar que se a intenção dele era só essa que não me procurasse. Ele não me respondeu. Fiquei uns dias sem entrar, assim que eu entrei ele veio me procurar. Perguntando se eu estava brava (?) falei que não. Que tinha ficado decepcionada, e que achava que ele fosse de outro jeito. Ele veio:

- Eu não quero mais confundir minha vida com alguns conceitos distorcidos de religião, e pensei sinceramente que vc fosse mulher, que fosse adulta. Apenas isso’  (ele Tb já tinha sido evangélico) “

- Religião? Não. Não tem nada a haver com religião, são meus princípios mesmos.

Cafa > Hahahhahaahaha. Cara, esse moleque só usa carta suja pra tentar te comer. Além do lance de “saudade”, agora esse “pensei que você fosse adulta” e o argumento com o conteúdo de um tira de gibi “ideias distorcidas de religião”, meu tu tinha que mandar o cara plantar o pipi dele na bunda de algum amiguinho desmiolado, puta babaca.

Demorou mais um tempo ate o nosso segundo encontro. Que foi bem melhor que o primeiro.Houve uma maior desenvoltura, Bem bacana! Ate que quase acontece o algo a mais. Foi quando eu revelei que era virgem. Ele me olhou espantado e perguntou se eu queria tentar, falei que era um pouco cedo. Ele virou e falou: “humm vamo namorar, então!”.

Cafa > Olha, entendo que você é nova e inexperiente, mas esse cabeça-de-bagre não deveria conseguir conquistar um plâncton. Que ideia é essa agora de “vamos namorar então” ?! Nesse momento ele jogou na sua cara que te via como um buraco (tampado, mas ainda um buraco).

A partir daí fiquei boba. Não tinha ido alem com nenhum outro homem. Comecei a pensar sobre isso. Sempre gostei dele desde a minha adolescência e sei do peso que o sexo tem em uma relação, eu queria arriscar. Se nada ocorresse bem ou se eu ficasse vitima do “amor de pica” ou algo desse tipo eu sumiria. Ele chegou a dizer que esperaria.

Cafa > Tá tudo errado. Você entende a importância da primeira vez, mas pelo visto não sabe distinguir (ou aplicar) as coisas. E você ficou boba com o que? Achou ele um fofo por ter te pedido em namoro? Se for isso, ave Jesus-Maria-José, como diz minha mãe.

Você gostou (ou gosta) dele, mas ele em nenhum momento mostrou que gosta de você, apenas quer te levar pra cama pregando discurso oco.

Sobre “se eu ficasse vitima do “amor de pica” ou algo desse tipo eu sumiria”, cara, nem mulher com mais de 30 anos consegue se livrar de um amor de pica direito. Olha você, se nem a pica bateu direito e já está ai toda com borboletas na barriga, o que te faz pensar que na hora que ela bater com vontade você sairia dessa numa boa?

No dia certo, já acordei com um friozinho na barriga e pensativa. Não gostava da idéia de planejar, queria que fosse algo mais natural. E foi o que aconteceu.

Cafa > Não aconteceu nada natural, foi planejado e mecânico do início ao fim, como você mesma pontuou.

Cheguei lá e ele quis ir direto ao ponto. Poxa, nem um filminho, nem um vinhozinho, nada que me distraísse. Ficou mecânico sabe? Na hora não consegui relaxar e não deu em nada. Tentei expliquei pra ele toda a situação (o que foi mais desconcertante) e percebi que ele ficou frustrado tb. Sumi com vergonha de mim por não ter conseguido esclarecer o ocorrido.

Cafa > Meu, se desde o começo o cara tem dado indícios que é tosco, o que te faz pensar que na hora “H” ele virá com delicadeza e sensibilidade? Homens toscos dão início da sua cabeça de vento no começo do contato, só não percebe as mulheres desmioladas ou apaixonadas (que na verdade quase sempre há uma grande zona de intersecção).

Depois fiquei sabendo através de amigas da faculdade que ele tinha me procurado, assim resolvi conversar com ele (MSN), Contei que apesar de tudo minha decisão continuava e ele extremamente frio deixou claro que a dele não. Fiquei muito surpresa com o comportamento dele e me senti muito mal. Ainda mais por eu ter tido a idéia e ter sido descartada como fui.

Cafa > Ué, e você foi tratada como desde o começo? Donzela? Minha filha, quem é tratada como lixo no começo, não vira luxo no final.

Desapareci por umas duas semanas.Logo que eu apareci, ele veio falar comigo como se nada tivesse acontecido e perguntando o porque do sumiço. Fui inflexível e disse algumas verdades. Até que ele abaixou a guarda e retomamos a conversar (quase que diariamente). Sempre me chamando pra sair e eu só o enrolava (apesar de querer ir). Essa “insistência” em um prazo de um mês, então aos poucos ele foi desistindo. Assim Percebi que ele já não vinha mais falar comigo, somente eu. E as poucas vezes que conversávamos ele fazia charme e dava um jeito de colocar o assunto “sexo” de novo, às vezes ele era direto demais “queria fazer amor com você” isso me incomodava.

Cafa > Cacete, eu não te entendo. Desde quando esse cara foi romântico com você? Tá se iludindo de boba que é.

O que ele queria que eu respondesse? Ah claro, pode vir me buscar garanhao. Será que ele não podia me levar pra algum lugar que não fosse somente a casa dele? E ainda, Será que ele tinha esse mesmo comportamento com outras mulheres?

Cafa > Ai meu pai, você ainda espera romantismo do cara? Sério isso? Você se propôs a ser uma foda casual e concordou com o absurdo de ser namorada para ele te tirar o teu cabaço. Quer receber flores agora? Pff.

Sobre o comportamento com outras mulheres, acredito que não. Cada mulher recebe um tratamento direcionado ao seu comportamento. Se você sempre “se vendeu” como uma foda casual, não vai ser prospect de namorada.

A questão é que eu não iria cometer o mesmo erro que antes. Todo nosso contato era exclusivamente pela internet e sempre nesse joguinho constante, Ele me tirava do sério “você é louca pra fazer amor comigo” e eu não deixava por menos.

Cafa > Não deixava por menos, fazia um doce e depois saia com ele de novo.

Porem quando nos encontrávamos (seja na faculdade ou em outro lugar) ele ficava bobo me olhando.

Cafa > Não ficava, ele é bobo.

Era nítido o interesse, mas não passava disso. Nossas conversas aos poucos foram diminuindo ate que ficamos um mês inteiro sem nos falar. (e ver) Quando eu o reencontro em um desses barzinho da vida. Me surpreendi. Ele veio todo simpático me cumprimentar, Veio até justificar a companhia, me puxou e ficou ali, me olhando sem dizer nada!

Cafa > Tem dúvida que é bobo? É o machão (bobo) da internet.

Mais uma vez então, ele vem no MSN falando que estava com saudades.

Cafa > Traduzindo, ficou com vontade de terminar o serviço.

Como ficamos um mês inteiro sem nos falar. Não dei tanta bola. Aí fiquei com peso na consciência e fui atrás. Pra dar o troco ele fez doce e disse que eu era complicada e que já tinha tentado demais. Me irritei e desisti.

Cafa > HAHAHAHAHa…”peso na consciência” do que?! Pobrezinho, você ficou sem falar com ele e depois deu remorso. Para, né?

Eis que ele surge de novo e com a cartada final:

- Eu tô quase namorando

Cafa > Pronto, aqui ele foi condecorado com a coroa do otário.

Curiosa perguntei o porquê dele me falar isso, disse que era não ter nenhum mal entendido (?).Tive que procurá-lo pra realmente entender, se resumiu a dizer que eu era inteligente e que era pra eu esquecer. Esse cara tem algum problema pensei.  Nosso ultimo contato foi ele me chamando pra sair, dei corda e disse que iria sim. Antes se sair, lá vem ele com os papos dele: “Quero fazer amor com vc! Vc deixa? Não acreditei no que li, não respondi e disse q estava pronta. Resultado: ele não veio.

Cafa > Sério, eu to me segurando aqui pra não te dar um esporro, Po, você achou tua periquita no lixo? Esse cara é um idiota e você está agindo errado o tempo todo, cai fora.

Considerando o fato de não ter acontecido nada,de eu ser virgem, e de ter ficado somente 3vezes! Porque ele não me larga de uma vez?

Cafa > Sendo bem franco, por que você tem um buraco entre as pernas e ele o vê com fácil alcance.

Assumo minha parcela de culpa por ter dificultado o começo (aquele 1 mês). O resto foi aqueles papos furados de sexo.

Cafa > Culpa por ter dificultado? Olha, se você fez algo de errado aqui, foi ter insistido com esse vegetal.

A questão e que eu quero entender e dar um basta nisso! Já pensei em cortar relações definitivamente e esquecer, como em ter uma conversa muito clara sobre (mas acho q soa mto desesperador) e de preferência pessoalmente.

Cafa > Gente, porque vocês mulheres tem esse problema de “papo pessoal” com alguém que não tem uma relação? Você não é nada dele, quer conversar o que? Pedir consideração? Faz favor. Já falei e repito, esquece esse mané e conheça alguém que te trate como mulher e não como um buraco.

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Já disse em alguns posts atrás (e põe atrás nisso) que não suporto motéis. O principal motivo é a essência dele em si, um lugar que você vai meramente pra trepar. A coisa boa do sexo é quando ele ocorre espontaneamente, a pegação rolando solta e de repente “puff” tá rolando. Além disso, eu sempre desconfiei da limpeza do lugar, não se deixe enganar que um lençol limpo e um banheiro seco são sinais de limpeza.

Onde você pensa que o cara que acabou de gozar e tirou a camisinha do pau melado coloca a mão? Se ele for porco, vai dar um nó e jogá-la no chão e na sequência liga a TV (mão no controle remoto) ou no rádio (mão nos botões); se for limpo, vai abrir a porta do banheiro (mão na maçaneta) e jogar a camisinha no lixo. Nessa brincadeira o cidadão já semeou literalmente o quarto inteiro com sua prole.

Ai você acha que a faxineira vai limpar maçanetas e controle-remoto / botões?  E a água de bunda que fica acumulada no encanamento da jacuzzi? E o esperma nadando na piscina? Ficam por lá! Como se isso não fosse pouco, há outras coisas bizarras que acontecem em um quarto de motel. Tenho um amigo que possui uma rede e disse que não é incomum pessoas se suicidarem ou cometerem assassinatos nesse ambiente. Além disso, tem aqueles porcos que gostam de ser cagados e mijar nos outros, impossível a coitada da faxineira conseguir tirar os resquícios de cocô do tapete e mijo do colchão.

Fiz essa delicada introdução, pois fim de semana passado meu amigo contou uma história de arrepiar que ele passou com uma garota no motel e que ajuda a ilustrar essa minha ojeriza pelo ambiente. Vamos lá.

Naquele dia o cara tinha ficado a tarde inteira em um churrasco, mandado ver na linguiça, pão-de-alho, vinagrete e demais alimentos que ajudam a compor a bomba relógio flatulenta. Era uma dessas caloradas, repletas de bebida, mulheres e putaria. Numa dessas, ele conheceu uma garota, ficaram, trocaram contatos e combinaram de fazer algo a noite.

Como ele ainda mora com os pais e a garota não é do tipo que se leva para um drive-in, foram para um motel. O problema é que no caminho toda aquela mistura que ele comeu no churrasco foi para o intestino e ele ainda tinha que comer a sobremesa. A vontade dele era tamanha em fazer o número 2 que se pudesse escolher trocaria a garota por 10 minutos no vaso. Só que essa opção não estava disponível.

A solução era pegar uma suíte relativamente grande, dar uma rapidinha para justificar um banho no chuveiro e na verdade afundar o charuto no vaso. Porém, as suítes grandes não estavam disponíveis, apenas as menores. Enfim, ele deu a rapidinha e foi ao banheiro.

Só que o banheiro do lugar é daqueles com vidro translúcido, em que é possível ver se o cidadão está sentado no vaso ou em pé tomando banho. Por sofrer da patologia Cutímido, ele não iria conseguir afundar o navio sabendo que teria uma plateia no camarote. Qual a solução? Fazer o número 2 em pé dentro do box e amassando o cacau com os pés no ralo do chuveiro. Nojento.

Ao sair do banheiro, a garota decidiu tomar banho também. Obviamente que ele ficou quieto e esperou na cama por ela. Só que alguns minutos depois ele foi acometido pela síndrome da dor-de-barriga-residual e necessitava voltar para o trono. Contudo, a garota estava dentro do banheiro, o rei estava destituído do trono. Solução? Se você já está com nojo, pare por aqui.

Bom, nesse motel a pia fica do lado de fora do banheiro. Sim, ele fez isso. A pia virou um bidê-sanitário. Para ajudar, não havia sabonete no lugar e ele teve que se virar lavando a mão com o halls preto que tinha em seu bolso. Bom, deu mais uma antes de ir embora e a garota, safada que era, pediu para que ele gozasse no rosto dela. Ele o fez.

E em que lugar ela limpou a cara? Bom, o grosso foi no travesseiro do motel e o restante no bidê-sanitário.

Você gosta de motel?

A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante durante algum tempo mostrar certo afastamento. Isso evita dois tipos de problema.

Primeiro, frustração. A garota curtiu aquele cafa do primeiro encontro e não o bobo apaixonado do segundo. Claro, pessoas se gostam no começo e se apaixonam no durante, porém é preciso ter calma e não queimar etapas.

Segundo, paixonite. Há mulheres extremamente carentes e se o cara faz tudo para agradá-la nos primeiros encontros, pronto, arrumou um bicho-de-pé.

Bom, vamos a história…

“Conheci uma vez um cara X numa viagem. A princípio pensei que um professor de educação física não ia ter muito a acrescentar além de um corpinho bonito. Claro que me enganei e isso me mostrou o quanto rotulamos algumas pessoas sem nem perceber.

Cafa > Por que rotular alguém é algo errado? Não entendo da onde tiraram isso. Só um coala vai abraçar todo mundo e esperar sempre o melhor do outro. Não quer dizer que sempre temos que entrar armados quando conhecemos alguém, mas rótulos servem para nos precaver de ciladas. Se todos os caras que você saiu que usavam regata, corrente de prata e tinham um pernil no bíceps te trataram feito lixo, por que acreditar que outro que conhecer do mesmo perfil será diferente? Ele que precisará provar que é melhor.

Naquele dia ficamos e não rolou mais nada, afinal eu tinha acabado de conhecê-lo numa praça. Ou seja, impossible! Mas aquele jeitinho cafajeste dele, a carisma e tudo deixaram com vontade de quero mais.

Cafa > Tai uma das explicações porque cafas sempre se dão melhor com mulheres. O cara pode parecer que não vale nada, mas o carisma, bom papo e pegada mudam completamente o jogo .

Passamos um bom tempo conversando pela internet. Descobri que tínhamos muitos interesses em comum por música, arte, carreira profissional  Enfim assunto nunca faltou e, melhor do que isso, eram assuntos que realmente acrescentavam um ao outro, não apenas coisas banais e xavecos baratos.
Demorou um tanto até marcarmos alguma coisa, pois morávamos em cidades não muito próximas. Finalmente chegou o dia em que íamos sair pra dançar forró. Fui com uma amiga e ele ficou de levar um amigo, o que obviamente não deu certo, já que o amigo dele não sabia dançar praticamente nada. Tudo bem que marcamos 23h e o tempo foi passando e nada de ele aparecer, nem mandar mensagem nem ligar. Passada a primeira hora eu já estava me sentindo um lixo largado na calçada. Quando ele chegou explicou que teve um problema com o carro, o que me pareceu logo de cara uma desculpa esfarrapada muito mal inventada. E claro que me enganei de novo, o velho problema de pensar sempre o pior. O fato é que ele mandou mensagem pra mim só que com o DDD errado, então não recebi nada.

Cafa > Ham, estranho isso, mas uma excelente desculpa. Cafas de plantão, tai uma boa tática para justificar um atraso.

Dançamos a noite toda e ele foi um lindo, mostrando o lado fofo que eu ainda não conhecia e, sinceramente até estranhei. Ficamos de nos ver no dia seguinte, num jantar medieval que eu tinha com uns amigos. Logo você vai pensar: “Jantar medieval? Que coisa mais estranha pra se fazer…”

Cafa > Eu pensar isso? Imagina, ia achar uma puta coisa brega mesmo, não estranho. Isso somado ao fato que você curte dançar, logo me imaginaria no meio da noite em um baile a moda medieval com aquelas dancinhas típicas. Credo.

Eu pensei que ele nem ia querer ir, até porque não conhecia ninguém e tal, mas o engraçado é que ele foi e ainda ficou reclamando que eu não quis falar quanto paguei pelo convite do jantar. Ele chegou bem tarde, desta vez porque pegou o carro do pai dele, já que o carro dele tinha realmente quebrado no dia anterior.
Parecia que estava tudo certo, tirando que uns vinte minutos antes do cara X chegar, o meu Ex namorado apareceu. Ninguém se lembrou de me dizer que ele ia na droga do jantar, que ótimo! A príncípio fiquei pensando no que fazer, mas, assim que o carinha chegou, eu me desliguei. Afinal ele estava todo atencioso e ainda aquele clima romântico a luz de velas me ajudou a esquecer do resto. Conversamos um bom tempo até que ele resolveu mudar o rumo de tudo:
- Você vai deixar eu te sequestrar hoje?

Cafa > Tava demorando pra dar a cartada final.

E ficou desse jeito novamente, tentando-me a ir embora com ele depois. Não que eu já não tivesse pensado nisso, porém não tinha feito planos e não tinha realmente certeza se eu devia ir. Nunca tinha ido mais além com um cara que eu estava apenas saindo e sabia que não ia dar em namoro. E, sim, eu sabia. Mas devo ter entrado em transe ou ficado louca, porque… bom… eu fui.

Cafa > Tiozão mode [on]. Entrando em transe ou pensando na transa? Tiozão mode [off]

Entramos no carro e a questão é que não sabíamos pra onde ir. Quer dizer, aí que começou o problema, pois somente quando eu já estava lá no carro e a caminho sei lá de onde é que ele resolveu falar que os pais deles iam sair cedo pra trabalhar no dia seguinte, o que significa que ele tinha que devolver o carro em casa até umas 5h da manhã.

Cafa > Arrá. Ta vendo como lá no fundo você estava pensando em putaria. Qual o problema de ter que devolver o carro as 5 da manhã se você não está com “má” intenção? Aliás, se esse é seu objetivo, não se engane achando que foi um rompante e que de repente..puff! Não sabe como estava dando pro cara. Mulher com esse pseudo moralismo não tá com nada. “Ai, fui uma louca”, duh.

Veio com uma sugestão fora da realidade de irmos pro motel, ele ficar comigo até determinada hora e depois ir embora por causa do carro. Então eu ficaria lá dormindo, sozinha, claro, e iria embora no dia seguinte. Que? Enlouqueceu? Eu, sozinha no motel numa cidade que não conheço? Nem pensar!

Cafa > Claro, mais seguro é ir pra casa de um cara que você conheceu na praça. Opa, mas esqueci que ele é um fofo.

Se fosse o caso, eu ligava pra alguma amiga minha e ia embora e deixava essa história de ir além da linha vermelha com o cara X pra lá. Ele logo percebeu que não ia conseguir deste jeito e sugeriu outra coisa:
- Então… podemos ir pra minha casa…
- Mas e os seus pais? – O velho problema de morar com os pais.
- Eles estarão dormindo e amanhã vão sair bem cedo.
Juro que me deu o maior cagaço aquela história, imagina dar de cara com a mãe do cara X. Porém, eu já estava ali, a quilômetros de distância da casa de alguma amiga minha e, por alguma razão inexplicável pela ciência, eu queria ir. Deve ser o espírito de aventura ou algum gene meio suicida que eu tenho.

Cafa > É, você fica louca quando convém, né? Já falei, pára de moralismo, você queria transar com o cara, por isso saiu da festa, por isso topou ir pra casa dele. Espírito da aventura seria se você fosse dar no bosque.

Então… lá fomos nós pra casa dele. Detalhe que ainda estava vestida a caráter com um vestido longo estilo medieval e uma mochila de viagem. A casa estava toda apagada, entrei eu, com meu vestido e minha mochila nas costas direto para o quarto.
Lembra aquela parada de imaginar dar de cara com a mãe do cara X? Pois bem, imagina de novo.
Ela surgiu basicamente do nada pra falar com o filho, parece que farejou a encrenca entrando pela porta da casa, e me viu:
- Ah, você já voltou…. Quem é?

Cafa > Cara, se minha mãe visse isso ia cair dura no chão. Já toma susto por tudo, imagina com uma completa estranha vestida de roupa medieval do meu lado? É um encosto! Você até que teve sorte.

Eu, neste momento, queria muito que um buraco abrisse embaixo dos meus pés e me engolisse pra eu fazer parte da terra mais subterrânea possível. Sorte que eu ainda estava com a mochila nas costas, porque isto fez o cara X contar uma lorota de que eu era de outra cidade e não tinha onde ficar. Não era totalmente mentira, contudo não deveria fazer parte do enredo ter que falar isto pra mãe dele.

Cafa > Você que pensa. Isso já deve ter acontecido outras vezes e a velha deve ter comentado depois com o pai dele, “Ai vida, o Pedrinho não tá fácil, trouxe outra mulher estranha pra casa e dessa vez uma garota vestida de condessa. Você precisa conversar com ele, isso aqui não é motel” o pai concorda e na sequência pensa “Meu filho é foda”.

A única coisa que eu conseguia pensar era: “Calma, você nunca mais vai ver essa mulher na sua vida!” Ficou combinado então que eu ia dormir no quarto dele e ele no sofá da sala. Ou pelo menos espero que a mãe dele tenha acreditado nisso. De qualquer forma, eu dormi mesmo no quarto dele e ele na sala, mas ela não precisa saber que demorou até irmos dormir.

Cafa > Não é que não precisa, ela sabe. E muito esperta, passou a noite inteira com sede dentro do quarto para evitar ir na cozinha e ver o filho pelado e você montada nele.

To só tentando ser otimista e acreditar que ela realmente é muito inocente.

Cafa > A loca.

No dia seguinte, provavelmente eu iria logo embora e esquecer esse acontecimento absurdo.
Outra vez, engano meu. Acordei, o cara X fez café pra mim, todo bonitinho, depois ficou mais de uma hora tocando violão pra mim, pareceu ser muito tempo porque foram muitas músicas e ele parecia advinhar o tipo de cosia que eu gosto de ouvir.

Cafa > Putz, ai ele passou do ponto. De cafa ele despencou para bocó, manezão, paixonoso de primeiro encontro.

Qualquer garota ia derreter de amor com isso. Da minha parte, claro que eu gostei muito, quem é que não gosta deste tipo de atenção?

Cafa > Mulher adora, mas tudo tem que ser feito no seu timing. Coisas muito intensas perdem a graça fácil, porra você se apaixonou por um cafa, não pelo Mané violeiro. Foi uma mudança de posicionamento muito brusca. A couraça dele não deveria ter caído tão cedo.

Só queria entender como foi que não me apaixonei por ele, devo ter pulado algum capítulo, sei lá, só que desde o começo eu sabia que não ia dar em nada mesmo, vai ver eu já estava conformada. Ou então fiquei traumatizada de ter dado de cara com a mãe dele, o que é mais provável”.

Cafa > Pode ser, mas eu tenho outras 2 hipóteses. A primeira eu pontuei no comentário anterior, você se apaixonou por uma coisa e acabou levando outra. Porém, pode ter tido uma mais forte ai, sexo. Você criou uma grande expectativa no cara a ponto de ir à casa dele com os pais lá, em uma cidade estranha e ainda por cima vestida feito uma palhaça.

O cara tinha mais é que comparecer e fazer você subir pelas paredes, mas pelo visto ou não fez ou fez algo bem meia boca ou mediano. Inconscientemente você pesou tudo na balança e “a loca” dentro de você pensou, “Violão de manhã?! Queria ser acordada com outro instrumento, cai fora, garota. É fofo, mas é froxo.”.

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