Cansei de falar de mulher chata, mas fico impressionado com a capacidade que as mulheres apaixonadas têm de encher tanto o saco do cara a ponto daquela paixonite inicial se transformar num aborrecimento em poucos dias.

No post passado eu falei da garota que eu conheci na balada e que por estar bêbado, mal lembrava do seu nome. Só lembro que a química tinha rolado. Segunda-feira, porém, após duas ligações erradas, eu finalmente descobri o nome da garota no meu telefone celular.

Conversamos amenidades e trocamos email. O aporrinhamento começara. Mal desliguei o telefone e já veio um SMS “Adorei te conhecer gatinho, não some. Beijinho”. Ok, foi meiguinha. A noite ela entrou no MSN e a primeira coisa que fez foi pedir as fotos que tínhamos tirados juntos (e que eu nem lembrava da existência) pela câmera do meu amigo. Ao ver as fotos, quase cai duro. Eu com uma cara completamente torta e ela xonadinha me abraçando por trás. Jamais passaria essa foto pra ela.

Dei um perdido nela sobre as fotos e na sequência ela pediu que eu a adicionasse no Orkut. Mais aborrecimento. O álbum dela é terrível. A garota com 25 anos de idade e no álbum há fotos de aniversário temático com ela vestida de Cinderela e em algumas fotos com a cara suja por uma espuminha de carnaval que algum parente mongol jogou nela (e que ela adorou pelo visto). Pra fechar com chave-de-ouro no Orkut e marcar território, numa típica atitude de mulher mala, ela deixou um comentário em uma das poucas fotos que meu amigo tirou na balada e que eu sai com cara normal dizendo “Hum, te conheci nessa balada” pra todo mundo ver. A paixão instantânea que tive por ela caiu pela metade.

Não satisfeita, a noite ela mandou aquelas mensagens default de mulher apaixonada “Bjao Cafa, não esquece de sonhar comigo”. Que coisa mais rdícula, “Não esquece”. A paixão reduziu pra 3/4 do início.

No dia seguinte, foi mais uma série de pentelhices. Um toque para vocês leitoras, se você não tem o que falar com o cara no MSN, não fale! É um saco gente que chama só pra falar “Oi, tudo bem com vc?”, “Ah comigo ta tudo bem tb” ou então “Só passei para lhe desejar um bom dia”. E morre ai. Ela costuma fazer isso e observações idiotas do tipo, “Nossa você parece bem feliz nas fotos do seu Orkut”. ¬¬’. Eu deveria estar chorando?

Já de saco cheio da garota, ela veio perguntar se eu estava recebendo as mensagens SMS que ela tinha enviado feito spam (a mala número 6). Da-lhe paciência. Para detonar de vez a paixonite ela me lançou “Nossa, você está tão quietinho, cadê o cafa que eu conheci no sábado a noite?”. A partir de hoje, pra ela virou lembrança. Se ela é mala assim virtualmente, imaginem fisicamente e comigo sóbrio.

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A Fila Anda

20.Jul
2008

Calma, dessa vez o Cafa não está revoltado com nenhuma garota, nem abandonou a loirinha do parque. A surpresa do fim de semana foi no domingo e ficou por conta da MTV e do seu programa esdrúxulo “A Fila Anda”.

Acordei domingo um pouco triste por que tive uma paixão instantânea na balada do sábado. E como eu bebi algumas vodkas além do necessário, me deu amnésia alcoólica e agora não me lembro do nome da garota que rolou a paixonite. Já mandei uma mensagem pra um nome nos contatos do meu celular que eu suspeitava, mas como não era o da garota achei melhor parar antes que eu me queimasse com lanchinhos esquecidos. Talvez eu passe uns trotes para os números desconhecidos dizendo ser o gerente da casa noturna e prospectando qual das garotas foi pra lá, mas seria muito ridículo. Torço mesmo pra ela ter pegado meu telefone e que mande uma mensagem semana que vem.

Somado a isso, a ressaca e a programação televisiva de domingo, estava quase pulando da janela quando decidi sintonizar a MTV. Estava passando A Fila Anda. Meu domingo foi salvo. Pra quem não conhece esse programasso, farei um breve resumo.

Um cidadão/cidadã que pretende encontrar alguém “bacana” se inscreve no programa ou a produção convida para ficar sentadinho(a) numa cadeira dentro de uma espécie de aquário enquanto 12 pretendentes do sexo oposto realizam uma série de provas para mostrar quem ele é e quão é merecedor do carinha ou da mocinha. Isso sem nenhum contato visual das partes. Até ai tudo bem se não fosse pelo nível dos participantes e algumas surpresas, como o desfecho do programa.

Primeiro levei um baque com a apatia da apresentadora (Carol Ribeiro). Era visível na sua cara o desânimo por apresentar um programa daqueles e ter que conversar com um garotão Q.I de crustáceo, que não gosta de estudar e sonha em ser jogador de futebol. Pior que ele só as “guerreiras” (sic) que disputavam para ficar com ele. Num primeiro momento achei que eram pessoas humildes, que nada! Tinha garotas ali que cursam administração e jornalismo.

Para facilitar a escolha do bonitão, a guerreira fala 3 características que melhor a define. Ao invés de falar “Sou carinhosa”, “Dinâmica”, etc havia pérolas como “Não gosto de ler”, “Tenho uma tatuagem do meu ex” (na hora lembrei do Rômulo) e “Durmo com 3 travesseiros” (nessa qualificação não sei por que ele ficou balançado). Nessa prévia ele já pode eliminar aquelas que não possuíam o perfil dele (claro que a que não gosta de ler ficou). Não sei se por sugestão do programa ou o que, as garotas que são eliminadas são obrigadas a passar em frente ao aquário e fazer um gracejo pro cobiçado. Só que soa tão fake que parece teatrinho de primário.

Depois desse rigoroso critério de seleção vem a próxima etapa que é o bate-papo (via telefone ou MSN). Mais pérolas. O coitado não conseguia articular as frases, parecia uma conversa de doido, sem coerência alguma. Entre os questionamentos dele, a posição que a garota ocupa no Handebol é fator determinante. Nesse momento tive que trocar de canal por que estava ficando com vergonha alheia daquilo tudo.

Quando retornei, outro susto. Eles estavam na prova sensorial. Entre elas, a garota tinha que ficar soltando bafo numa máscara de plástico e o bonitão do outro lado da parede cheirando aquilo. Em outra a garota enfiava a cara num troço de metal que mostrava o formato do rosto dela. A coitada em questão tinha um nariz parecido com o Cirano de Bergerac. Pelo menos o garoto teve bom senso e não falou para a menina sobre sua napa.

Relutando pra não abandonar o canal de vez, chegou o gran finale. Três felizardas que tiveram o crivo do bonitão vão pra final. É formada uma filinha de mulheres e uma por vez entra no aquário com as luzes apagadas e fica beijando o cara na boca. A garota sai e em seguida entra outra pra pegar baba da guerreira anterior. A produção coloca uma câmera especial e o telespectador pode ver tudo inclusive o garoto passando a mão na bunda delas.

Antes de fazer o post dei uma visitada no site e me deparei com a seguinte frase: “Será que ainda existe amor no mundo pós-moderno? Ou apenas um eterno zapping de pretendentes?!”. Olha, eu não tenho dúvida que o amor existe, mas se o nível das pessoas continuar do jeito que está, viverei de lanchinhos e será cada vez mais comum um zapping de pretendentes num programa tosco de tv.

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É comum eu ver muita mulher se queixando, seja no Cafa Responde ou pessoalmente, de rolo que ela tem há meses, que é super “fofo”, atencioso, rola química, blablabla, porém o negócio não evolui para algo mais sério. Não posso dizer por todos os homens, mas algo que ocorre com bastante freqüência nesses casos é a Paixão Instantânea.

Fazia tempo que eu não era acometido por esse sentimento e pude identificá-lo no sábado quando novamente eu sai com a loirinha do parque (aliás, que péssima alcunha que eu dei não?). É engraçado como as mulheres são, pois no segundo ou terceiro post que escrevi comentando sobre ela já havia leitora dizendo “ahh, cafa está apaixonado”, “Hum, vai rolar namoro”, “O cafa vai sair dessa vida” (como se eu fosse uma meretriz), e por ai vai. Só que o quê eu sinto por ela, hoje classifico como uma Paixão Instantânea. Pelas minhas experiências eu acredito que há duas formas de manifestação, a “única” e a “oscilante”.

A “única” acontece quando eu fico com alguma garota de balada e há um encaixe perfeito, quando entra uma garota nova no trabalho que é meu número, uma mulher interessante apresentada por um amigo, etc Quando ela acontece dá uma vontade de ver a pessoa todo dia, de conversar com ela, de sair, enfim, de estar junto. Porém, conforme eu vou conhecendo a pessoa, começam a aparecer os defeitos. Aquela garota da balada que beijava bem tem a inteligência de uma ostra, a garota do trabalho é interesseira, e aquela linda mulher apresentada pelo amigo possui cheiro marinho na vagina. E ai aquela Paixão Instantânea vai embora tão rápido quanto ela veio.

Já a “oscilante” é a que mais intriga as mulheres. Acho que aqui está uma grande diferença entre os sexos, pois mulher não consegue entender que o cara pode gostar dela, mas não a ponto de evoluir para um relacionamento sério. Para ilustrar este tipo, cito o que aconteceu comigo neste fim de semana.

Sábado acordei e fiquei deitado na cama pensando na loirinha e morrendo de vontade de vê-la. Liguei pra ela e combinei de sairmos à noite. Fomos até minha casa, ficamos bastante tempo juntos conversando, vendo televisão, transamos, conversamos depois da transa (não deu vontade que ela virasse uma pizza) e depois a deixei em sua casa. Só que de volta à minha casa, toda aquela vontade tinha passado. Acordei domingo feliz por estar sozinho e poder fazer minhas coisas à vontade. E isso tem se repetido todas as vezes que saímos. Durante a semana raramente lembro da sua existência. Gosto dela, mas é um sentimento instantâneo e oscilante. Para as leitoras que já estão acostumadas com a expressão, digamos que esse tipo de garota tem uma gaveta especial na geladeira, mas sempre será um lanchinho.

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Agradeço a todas as leitoras que responderam minhas perguntas no post passado. Tiveram muitas respostas bacanas, algumas estranhas e outras totalmente fantasiosas. Deu pra aprender algumas coisas e me divertir. Obrigado! :*

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Amigos e família

24.Jun
2008

De umas semanas pra cá tenho recebido bastante queixa de leitoras falando de suas “amigas” e/ou família que criticam o fato de estar solteira por muito tempo. Se servir de consolo, isso não é algo exclusivo da mulher, os homens também têm essa cobrança. Claro que amigos jamais vão criticar por estar solteiro, vão agradecer. A pressão vem da família mesmo.

Minha família, como a maioria das brasileiras, é tradicionalista. Adora um casamento, netinhos, gente que namora sério, papo sobre sexo é tabu e blábláblá. Além disso, grande parte dos meus primos e primas namora há anos, alguns possuem planos para casar, outros já são casados, têm filhos, são tranquilões, etc. As únicas ovelhinhas negras da família eram eu e minha irmã. Só que domingo passado ela fez um almoço para anunciar seu noivado com o carinha que ela namorava. Conclusão? O Cafa é o único na família sem perspectiva alguma de casar e ter filhos.

Se antes as cobranças da família eram veladas, agora tendem a ser descaradas. Ontem mesmo minha mãe veio perguntar quando eu vou começar a namorar sério e parar de “encher a cara na balada”(¬¬’). Imagino a preocupação dela e comentários da família, “Sei não viu, o cafa até hoje nunca namorou por muito tempo, divide apartamento com um homem em São Paulo. Tem alguma coisa estranha.”

É engraçado esse conceito que a Igreja nos impôs de que para sermos felizes temos que estar casados ou com compromisso sério. Claro, é bacana ter alguém junto de você para compartilhar momentos bacanas, tristezas, etc Porém, se você possui bons amigos nos quais possa confiar, jamais estará sozinho(a).

Para essas leitoras que reclamam de “amigas” e família, é preciso ponderar duas coisas. A primeira sobre a família. Se você não atingiu sua independência financeira em relação aos seus pais e ainda mora com eles, fica difícil querer impor suas vontades e apertar o botão do fod*. No caso de amigas, é aquele velho ditado, “amigo é a família que você pode escolher”, se não te aceitam como você é, troque de “família”.

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p.s. Os sabonetinhos foram enviados para algumas leitoras que responderam uma pesquisa meses atrás. Parte não receberá, pois não esteve entre as primeiras a responder ou achou que eu iria seqüestrá-las. Espero que tenham gostado e obrigado por colaborarem. No próximo post haverá mais uma promoção e uma surpresa. Aguardem.

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Depois da grande repercussão gerada pelo post anterior, me solidarizei com as leitoras desesperadas que não suportam a idéia de ficar sozinha nessa data porre chamada “Dia dos Namorados”. Por isso, com a ajuda do Itodas*, um site do Uol voltado às mulheres (que deve fazer escola com a Revista Nova), escolhi entre 30 opções sugeridas por eles para você “dar a volta por cima” nessa data, as 10 mais úteis que é pra você arrasar:

1 - O problema é namorado? Então apele para o Santo Antônio. Só ele pode te ajudar nesta noite – afinal, o dia dele é comemorado no dia seguinte. Reuna as amigas para dormir na sua casa e mãos à obra. Escreva os nomes dos candidatos em vários papéis e deixe um em branco. Dobre-os e coloque em cima de um prato com água à meia-noite do dia 12. Cada amiga deve fazer o seu! No dia seguinte, o que estiver aberto será o futuro pretendente. Cafa > Essa herança popular da Igreja Católica só deixa as pessoas acomodadas e esperando milagres. Enquanto você brinca de barquinhos de papel na água, seu futuro pretendente pode estar num barzinho conhecendo uma garota.

2 - Diversão garantida. ( …) Convide amigos para ir a sua casa (…). Para esquentar o clima, que tal fazer uma competição? Pode ser de banco imobiliário, mímica ou qualquer outro jogo que a imaginação permitir. Cafa > Que tal todo mundo colocar língua-de-sogra na boca, chapeuzinho de papelão na cabeça e cantar “Com quem será, com quem será?” Será pura sedução.

3 - Chame um ex-namorado para relembrar os velhos momentos. Não precisa ser sexo (a não ser que o bom do relacionamento era só isso). Veja velhas fotos e pergunte como anda a vida. Quem sabe não tem um revival? Cafa > Hahhaha…imagino a garota ligando pro seu ex logo no dia dos namorados. O cara nem vai achar que ela está desesperada não. Pior é a cena de novela mexicana dos dois juntos folheando o álbum de fotografia ao som de Kenny G ao fundo e as lágrimas rolando, só na SBT mesmo.

4 - Xaveco pela internet. Passe a noite inteira paquerando na rede. Fale com dois, três ou até quatro ao mesmo tempo. Minta bastante, fale a verdade se quiser, ria das piadas sem-graça e desconecte se o cara for mala sem alça. Cafa > Nessa suruba on-line você vai encontrar 50% de nerds, 49% de homens querendo sexo virtual e 1% que presta (e se você algum dia o encontrou, me avisa).

5 - Leve um boneco inflável para sair com você. Não é brincadeira. Bom, só um pouco. Tome coragem e vá jantar em um lugar bacana com o boneco. No mínimo, as pessoas irão te perguntar e você fará amigos e se divertirá. Cafa > Tenho uma idéia melhor. Coloca uma luva na cabeça, um espanador no fiofó, bata os bracinhos e saia pela rua gritando co-có. Você atrairá vários homens.

6 - Pague um garoto de programa. Por que não? Escolha um bem bonito e vá à uma festa em que seu ex-namorado estiver. Apresente como um amigo especial e não dê detalhes sobre a vida do bonitão para ninguém. Faça de conta que está vivendo um conto de fadas. Cafa > É um conto de fadas, o bonitão dá o golpe do boa-noite cinderela e você acorda num quarto de motel vagabundo, sem sua bolsa, carro e sem as pregas do…bom deixa pra lá.

7 - Invente um personagem e caia na farra. Mude seu nome, sua profissão, dê endereço e telefone errado. Faça de conta que você é uma atriz e precisa convencer as pessoas que é outra totalmente diferente. Para isso, use uma peruca ou mude o estilo de suas roupas – se quiser. Cafa > Legal. Vejo várias mulheres utilizando essa tática! Geralmente elas ficam nas esquinas da Rua Augusta ou no calçadão de Copacabana.

8 - Passe de shortinho curto em frente à uma obra. Essa é boa para o ego. Tenho certeza que vai escutar inúmeros assobios e frases de que é uma pessoa boa. Cafa > “frases de que é uma pessoa boa” hahahahahha..vai sim. O que você ouvirá será “Que chuleta!”, “Sssszzzzhhh (aquele ruído de saliva que só homem sabe fazer)”, “Chupo até o c*”, “Essa gosta de dar”, “Ooo safada” e dai pra baixo.

9 - Sente com um pote de sorvete em frente à televisão. Nem que seja para assistir novela. Cafa > Isso, coma bastante. Fique um bucho e espante de vez os homens.

10 - Paquerando no trânsito. Nada mais gostoso do que chamar as amigas e sair pelas ruas xavecando os caras em outro carro. Aproveite e leve filmadora, máquina fotográfica máscara e tudo o que quiser para a brincadeira. Cafa > Essa eu adoraria ver. Imagino em pleno trânsito infernal de sampa, meia hora parado e do meu lado umas abobadas mascaradas de Osama Bin Laden tirando fotos e fazendo traquinagens.

Brincadeiras a parte e apesar de achar uma tremenda bobeira essa data, desejo a todas as mulheres que namoram muita felicidade e sorte. É bem difícil encontrar hoje em dia alguém interessante e que você possa confiar. Para todas as outras, relaxem. Amanhã já é sexta, dia de sair com as amigas, conhecer gente nova e olhar as opções do cardápio enquanto sua amiga que ganhou presente quinta comerá o mesmo prato.

(* Obrigado pela indicação Feu!!) 

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Domingo pela manhã fui dar uma volta na praia e meu ânimo passou a melhorar com a troca de olhares com algumas mulheres. Na parte tarde, como bem observado pelo leitor Marco, acontecia o bloco da Pracinha, só que como esqueci minha peruca e vestido em casa acabei indo de homem mesmo.

Brincadeiras à parte, o bloco era uma pegação geral. Logo de início eu catei uma garota (que até hoje não sei o nome) e convidei-a pra ir pra um lugar mais tranqüilo (a tática “filminho em casa” não estava disponível). Como no hotel não podia entrar pessoas estranhas, achei que valeria estrear o cafamóvel que ainda estava com cheiro de carro novo. A transa foi normal, mas teve uma cena engraçada, a garota era daquelas que gosta de ser chamada de puta, que puxe o cabelo e dê tapa na bunda. Apesar de me sentir um pouco constrangido com esse tipo de pedido e não ser muito adepto, eu sentei a mão na nela. O problema é que tenho a mão um pouco pesada e a garota ganhou um belo vergão na bunda, além de soltar um baita berro. Se bem que mereceu por ser piriguete.

Dispensei a garota e voltei ao bloco. Porém, meus amigos tinham evaporado do lugar. Fiquei vagando a noite inteira a procura deles e posteriormente da piriguete quebra-galho, só que todos tinham sumido. Beijei algumas garotas na avenida pra cumprir tabela, mas depois da maior conquista dos homens no carnaval, fui dar uma dormida.

Dia seguinte na praia houve mais troca de olhares. O problema é que infelizmente meu nível de cafajestagem não chegou a ponto de abordar mulheres na praia e a pegação só rolava a noite mesmo. Ainda chego lá.

A maior alegria do carnaval, porém, foi na terça-feira. Antes de falar dela cabe uma explicação. Pra quem nunca foi à Laguna, o carnaval de lá tem dois momentos / lugares, o primeiro é a avenida principal onde passam os blocos e o pessoal coloca os carros com som alto pra mulherada dançar; o segundo é um palco armado na areia. O primeiro dá uma mulherada alto nível, enquanto o segundo é uma baixaria só (apelidado pelos meus amigos de “cidade baixa”).

A tática que utilizávamos para manter nosso ego alto era ficar na avenida chegando nas melhores e quando o nível de foras ficava alto, íamos até a cidade baixa pegar umas barangas e ficar com mais moral.

Numa dessas investidas peguei uma loirinha local bem safada. Depois de masturbar a garota no meio da areia, fomos ao banheiro químico dar uma rapidinha. Foi rapidinha mesmo por que a garota já estava esfregando a lâmpada há meia hora, ai não demorou muito pro gênio aparecer. Mas ai veio a recompensa, quando eu sai do banheiro quem aparece rebolando no palco num concurso de rebolado masculino? Um dos amigos carioca faço-jiu-jitsu-e-tenho-um-pitbull. Meu desgosto por eles até passou. 1 paulista x 0 carioca.

Tiveram outras histórias que aconteceram, mas nem todas tão interessantes. O que me deixa cada vez mais impressionado é como as mulheres se comportam como os homens no Brasil. Além da experiência que tive fora, dia desses estava conversando com uma angolana leitora do blog. Ela me disse que ficou chocada com os meus relatos e as novelas que assiste da Rede Globo. Não quero dar uma de falso moralista e retrógrado, mas insisto em bater na mesma tecla: grande parte das mulheres aqui não se valorizam. E valorizar não é não fazer sexo, mas não virar um objeto.

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A arte da conquista

19.Oct
2007

Algumas leitoras imaginam que por eu ser um cafajeste sou insensível, bruto, que não estou nem ai para relacionamento sério. Claro, não sou do tipo de cara que envia flores em datas comerciais, que liga todo dia, que manda poemas, enfim, que fica no senso-comum. Porém, isso não quer dizer que eu nunca me envolva com alguém. O que acontece é que devido a uma série de relacionamentos frustrados, de muitas vivências e aprendizados, eu acabei criando um bloqueio (como bem citado anteriormente pelo Harry Porker) e ficando muito mais criterioso pra me envolver com alguém. Só que como vocês bem sabem, nem sempre a gente escolhe racionalmente uma pessoa, quando a química rola não tem jeito.

Digo isso por que eu sempre idealizei ter uma namorada inteligente, bonita, gostosa e determinada, mas eu sempre me envolvia com alguém que não tinha pelo menos duas dessas características. Hoje, não é diferente. Depois de anos só aproveitando os relacionamentos passageiros, mulheres remédios, etc comecei a sentir uma forte atração por uma conhecida. Não vou dizer que estou apaixonado, por que minha atração por enquanto é física. Mas, como é bom ter esse sentimento! Não no sentido piegas de ficar todo amolecido pelos cantos suspirando, mas no sentido da conquista. Você olhar pra pessoa e ver que ela lhe retribui o olhar, perceber que ela tem interesse nas coisas que você fala e prolonga a conversa, mas ao mesmo tempo ver que ela permanece distante, que deixa na dúvida se ela está afim ou não.

Costumo dizer que assim como na natureza, nenhum animal gosta de bicho que está capengando. Se um leão vê uma zebra toda caindo no seu pé e vê uma mais saudável correndo, vai atrás dessa. Caso ele não consiga alcançar esta, ele come aquela. Homens não são diferentes. Enche o saco mulher que fica pegando no pé, correndo atrás, fazendo cobranças, não tem graça por que na hora que o cara quiser ela vai estar ali prontinha pra ele.

É a arte de saber conquistar. Tem mulheres que acham que ficar secando o cara toda vez que o vê, que mandar recadinhos pros amigos em comuns dizendo que está apaixonada, ou até mesmo se atirar é ser direta. Cuidado, é bem tênue a linha entre ser direta e oferecida. Eu não recuso esse tipo de mulher, faço a minha parte. Porém, o prêmio da conquista é muito melhor que o da entrega.

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Uma leitora me pediu para dar umas dicas de como atrair homens bacanas na balada.

Bom, antes de mais nada, eu sou um pouco incrédulo sobre encontrar um(a) parceiro(a) interessante na balada. Geralmente, as pessoas estão lá pra encher a cara, se divertir com os(as) amigos(as) e fazer contatos que possam render uns beijos ou uma transa casual.

É claro que há algumas pessoas que valem a pena conhecer nestes lugares. Mas, são bem poucas e por isso você precisa ficar atenta para encontrá-las. Segue 5 breves dicas que facilitarão essa busca:

1-) Não beije de cara. Um dos maiores prazeres de ficar com uma garota (que vale a pena) na balada é a conquista. Se a garota for meia boca e não me beijar de cara eu abro fora. Agora se for interessante, vale a pena a conversa. Então, fala pro cara que você achou ele interessante, mas que ainda é cedo pra beijar (se ele sair fora, você não vale a pena pra ele) prolongue o assunto e ai sim o beije.

2-) Ele esqueceu seu nome? Acontece. O álcool tem o incrível poder de fazer com que o nome das pessoas seja a primeira coisa a ser esquecida. Não encane com isso, a não ser que você veja que o cara mal consegue parar em pé, ai sai fora por que ele nem vai lembrar do seu rosto no dia seguinte.

3-) Chave-de-braço não. O cara pode ser o mais gato da balada, se ele chegou em você guindando, caia fora. Lembre-se, essas dicas são pra achar pessoas interessantes na balada. Se o cara não tem a capacidade de lhe convencer a dar um beijo pela conversa, só deve ter abobrinha ali dentro.

4-) Não seja pedante. Como eu falei anteriormente, na balada as pessoas vão para se divertir com os amigos, se surgir alguém interessante pode rolar de os dois ficarem juntos. Agora, se o cara ficou com você e resolveu voltar à roda de amigos dele, não fique circulando o coitado ou soltando frasezinhas inconvenientes do tipo “já me esqueceu?”, “e ai, curtindo muito?”. Curta a sua noite, se você mexeu com ele, ou ele não te abandona ou ele volta.

5-) Não ande em bando. No máximo vá com 3 amigas para o lugar. Se não for possível, dividam-se em grupos. Muitas mulheres juntas intimidam o cara a chegar junto por dois motivos. O primeiro diz respeito àquelas amigas barangas que não beijam ninguém e na hora que o cara chega pra falar com sua amiga, querem ir ao banheiro com todo mundo junto ou pede pra irem pra outro lugar. O segundo é a vergonha mesmo, apesar do álcool quebrar um pouco isso é meio constrangedor chegar numa garota e 8 ficarem analisando até o fio de cabelo que está fora do lugar.

Boa sorte!

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Sábado estava conversando com a minha mãe sobre as garotas que eu tinha apresentado a ela desde que comecei a assumir alguns relacionamentos mais sérios. E todas que ela simpatizou são aquelas meninas “de família”, simpáticas, educadas, com bons modos, delicadas, e demais adjetivos bonitinhos. E foram justamente as que despertaram menos interesse em mim.

As que eu mais gostei foram às consideradas “despirocadas”, que tinham poucas qualidades mencionadas acima, mas que na intimidade deixavam as “de família” no chão. Isso não quer dizer que eu seja um cafajeste imprestável, não. Mas, pra mim o entendimento na cama é 75% de uma relação. Ao falar isso minha mãe resumiu com a célebre frase, “é não tem jeito, homem gosta mesmo de uma puta na cama e uma dama na sociedade”.

Ok, “puta” é muito pejorativo e a frase um pouco simplista, mas o sentido dela é excelente.

O que eu vejo acontecer hoje em dia é o prevalecimento dos dois opostos, quando na verdade eles deveriam ocorrer em conjunto. Explico. Mulheres que pra não serem taxadas de vulgares ou por terem sido criadas numa família muito conservadora assumem papéis de santa e esquecem de abandoná-lo em 4 paredes, ai fica aquela coisa insuportável de ficar n meses com a garota e ela nada de transar, de tentar um sexo oral e ela vir com “tenho nojo”, ou então ter vergonha de determinadas posições sexuais (sendo que jamais as experimentou, pois acham vulgar ficar de 4, por exemplo.); e na contramão aquelas mulheres que em nome da igualdade de sexo, do feminismo burro e pra mostrar uma pseudo-independência tendem só pro lado da despirocação, dão pro primeiro que aparece, acham que lavar uma louça é descer no patamar das “conquistas feministas”, enfiam um shortinho cavado no útero e um decote “vejam meus peitos”, afinal são livres para isso.

Eu acho muito mais fácil uma garota “de família” se converter em quatro paredes a uma despirocada virar dama. Aliás, se alguém conhecer uma mulher que apresente as duas características, me apresente, por favor ;)

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Esse é um lema que todo bom cafajeste leva consigo. Não que mentir seja algo terrível, mas homens têm uma dificuldade imensa em manter uma mentira, sempre caem em contradição ou pecam pelo excesso. Logo, é melhor se esquivar de determinadas questões a ficar inventando fatos.

Por outro lado, mulheres sabem mentir melhor que homens, mas algumas confiando demais nesse “dom” acabam chutando o pau. O melhor (ou pior) exemplo que eu tenho disso foi quando conheci uma garota no carnaval de Ouro Preto em 2006.

Ela era um tesão, loirinha, gostosa, carioca e simpática (apesar de ser uma porta). Mas, pensei, “bom eu não vou querer conhecer minha futura esposa num carnaval babilônia como esse, logo vou investir pra garantir minha noite”. Foi o que fiz.

Depois de um tempo de show passamos a conversar. Fiquei sabendo que a garota morava em Laranjeiras (fui saber depois que é um bairro bacana do Rio), que era filha de um almirante e que tinha uma mansão (sic) no Guarujá.

Ao ouvir tudo isso fiquei até constrangido em levar a guria pra casa que eu tinha alugado, pois ela estava imunda, com cheiro de budum e no meu quarto estavam hospedados mais quatro cuecas . Porém, como o tesão era tamanho, engoli a vergonha e levei-a para o pulgueiro.

Minha surpresa foi que a garota transou comigo ali no meio de 4 caras (tudo bem que estavam todos capotados) e sem qualquer inibição ou receio ela fez barba cabelo e bigode. De manhã fiquei mais constrangido ainda, pois eu tinha que levá-la na república que estava hospeda e o meu carro digamos que não é dos mais apresentáveis (apelidado carinhosamente por meus amigos de “trem-fantasma”). Mas ok, passei por todas as inibições e marcamos de nos encontrar no próximo feriado.

Ela pediu que eu fosse visitá-la no Rio de Janeiro que ela providenciaria transporte e hospedagem na cidade maravilhosa. Não curto ser chupim, mas como ela fez questão que eu fosse, acabei topando. Para impressionar, sai do trabalho em sampa e fui direto ao aeroporto, logo estava todo social e bem apresentável. Para não ter erro, um dia antes eu pedi a ela que me confirmasse onde morava, ela disse tudo certinho, mas o bairro curiosamente mudou para Vila da Penha, pensei “ah, deve ser um bairro adjacente ao das Laranjeiras, blz”. Pobre cafa, ai começou o perrengue.

Chegando no aeroporto ela realmente me recepcionou, só que com mais duas pessoas, seu pai e sua mãe! Bom, o pai dela era bem gente boa, mas não tinha aparência alguma de militar .

Quando o pai dela entrou na linha amarela pra chegar ao bairro, me deu um frio na espinha, pois o carro não parava de avançar pra dentro do Rio. Como era noite, não me atentei aos detalhes da redondeza, a surpresa me aguardava de manhã quando acordei com o alto-falante do carro que vende cândida (?!).

Olha, eu não tenho nada contra bairros periféricos, pois quando eu era pequeno eu morei num em sampa. Agora eu não fui preparado psicologicamente, muito menos nos meus trajes para aquela situação. Fui cair na real quando perguntei de irmos à praia e ela falou que era preciso pegar o metro (que confesso, desconhecia sua existência no Rio). Nome da estação? Irajá (ai me lembrei da música de funk do Claudinho e buchecha, “Nosso Sonho” que cita várias favelas do Rio e essa é uma delas). Bom, ai as mentiras começaram a cair uma por uma. Entre elas que seu pai é professor, e que não tinha mansão no Guarujá (óbvio).

A merda é que por mais que eu seja cafa eu tenho meus princípios e ali tava nítido que a garota tinha mentido pros pais dizendo que eu era seu namorado e cheio da grana, pois eu fui muito bem tratado além da conta (a ponto do pai dela me comprar uns presentinhos e emprestar o carro para darmos um “rolé”).

Não quero dizer que não se deve mentir, mas evite ao máximo procurando sempre omitir. Se for inevitável, fale mentirinhas, coisas que não lhe comprometerão mais pra frente. Essa garota que eu conheci achou que nossa relação ia morrer ali no carnaval, por isso ficou contando mil vantagens, só que não teve a sensibilidade de desmenti-las depois ou de simplesmente sumir do mapa.

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