A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante durante algum tempo mostrar certo afastamento. Isso evita dois tipos de problema.

Primeiro, frustração. A garota curtiu aquele cafa do primeiro encontro e não o bobo apaixonado do segundo. Claro, pessoas se gostam no começo e se apaixonam no durante, porém é preciso ter calma e não queimar etapas.

Segundo, paixonite. Há mulheres extremamente carentes e se o cara faz tudo para agradá-la nos primeiros encontros, pronto, arrumou um bicho-de-pé.

Bom, vamos a história…

“Conheci uma vez um cara X numa viagem. A princípio pensei que um professor de educação física não ia ter muito a acrescentar além de um corpinho bonito. Claro que me enganei e isso me mostrou o quanto rotulamos algumas pessoas sem nem perceber.

Cafa > Por que rotular alguém é algo errado? Não entendo da onde tiraram isso. Só um coala vai abraçar todo mundo e esperar sempre o melhor do outro. Não quer dizer que sempre temos que entrar armados quando conhecemos alguém, mas rótulos servem para nos precaver de ciladas. Se todos os caras que você saiu que usavam regata, corrente de prata e tinham um pernil no bíceps te trataram feito lixo, por que acreditar que outro que conhecer do mesmo perfil será diferente? Ele que precisará provar que é melhor.

Naquele dia ficamos e não rolou mais nada, afinal eu tinha acabado de conhecê-lo numa praça. Ou seja, impossible! Mas aquele jeitinho cafajeste dele, a carisma e tudo deixaram com vontade de quero mais.

Cafa > Tai uma das explicações porque cafas sempre se dão melhor com mulheres. O cara pode parecer que não vale nada, mas o carisma, bom papo e pegada mudam completamente o jogo .

Passamos um bom tempo conversando pela internet. Descobri que tínhamos muitos interesses em comum por música, arte, carreira profissional  Enfim assunto nunca faltou e, melhor do que isso, eram assuntos que realmente acrescentavam um ao outro, não apenas coisas banais e xavecos baratos.
Demorou um tanto até marcarmos alguma coisa, pois morávamos em cidades não muito próximas. Finalmente chegou o dia em que íamos sair pra dançar forró. Fui com uma amiga e ele ficou de levar um amigo, o que obviamente não deu certo, já que o amigo dele não sabia dançar praticamente nada. Tudo bem que marcamos 23h e o tempo foi passando e nada de ele aparecer, nem mandar mensagem nem ligar. Passada a primeira hora eu já estava me sentindo um lixo largado na calçada. Quando ele chegou explicou que teve um problema com o carro, o que me pareceu logo de cara uma desculpa esfarrapada muito mal inventada. E claro que me enganei de novo, o velho problema de pensar sempre o pior. O fato é que ele mandou mensagem pra mim só que com o DDD errado, então não recebi nada.

Cafa > Ham, estranho isso, mas uma excelente desculpa. Cafas de plantão, tai uma boa tática para justificar um atraso.

Dançamos a noite toda e ele foi um lindo, mostrando o lado fofo que eu ainda não conhecia e, sinceramente até estranhei. Ficamos de nos ver no dia seguinte, num jantar medieval que eu tinha com uns amigos. Logo você vai pensar: “Jantar medieval? Que coisa mais estranha pra se fazer…”

Cafa > Eu pensar isso? Imagina, ia achar uma puta coisa brega mesmo, não estranho. Isso somado ao fato que você curte dançar, logo me imaginaria no meio da noite em um baile a moda medieval com aquelas dancinhas típicas. Credo.

Eu pensei que ele nem ia querer ir, até porque não conhecia ninguém e tal, mas o engraçado é que ele foi e ainda ficou reclamando que eu não quis falar quanto paguei pelo convite do jantar. Ele chegou bem tarde, desta vez porque pegou o carro do pai dele, já que o carro dele tinha realmente quebrado no dia anterior.
Parecia que estava tudo certo, tirando que uns vinte minutos antes do cara X chegar, o meu Ex namorado apareceu. Ninguém se lembrou de me dizer que ele ia na droga do jantar, que ótimo! A príncípio fiquei pensando no que fazer, mas, assim que o carinha chegou, eu me desliguei. Afinal ele estava todo atencioso e ainda aquele clima romântico a luz de velas me ajudou a esquecer do resto. Conversamos um bom tempo até que ele resolveu mudar o rumo de tudo:
- Você vai deixar eu te sequestrar hoje?

Cafa > Tava demorando pra dar a cartada final.

E ficou desse jeito novamente, tentando-me a ir embora com ele depois. Não que eu já não tivesse pensado nisso, porém não tinha feito planos e não tinha realmente certeza se eu devia ir. Nunca tinha ido mais além com um cara que eu estava apenas saindo e sabia que não ia dar em namoro. E, sim, eu sabia. Mas devo ter entrado em transe ou ficado louca, porque… bom… eu fui.

Cafa > Tiozão mode [on]. Entrando em transe ou pensando na transa? Tiozão mode [off]

Entramos no carro e a questão é que não sabíamos pra onde ir. Quer dizer, aí que começou o problema, pois somente quando eu já estava lá no carro e a caminho sei lá de onde é que ele resolveu falar que os pais deles iam sair cedo pra trabalhar no dia seguinte, o que significa que ele tinha que devolver o carro em casa até umas 5h da manhã.

Cafa > Arrá. Ta vendo como lá no fundo você estava pensando em putaria. Qual o problema de ter que devolver o carro as 5 da manhã se você não está com “má” intenção? Aliás, se esse é seu objetivo, não se engane achando que foi um rompante e que de repente..puff! Não sabe como estava dando pro cara. Mulher com esse pseudo moralismo não tá com nada. “Ai, fui uma louca”, duh.

Veio com uma sugestão fora da realidade de irmos pro motel, ele ficar comigo até determinada hora e depois ir embora por causa do carro. Então eu ficaria lá dormindo, sozinha, claro, e iria embora no dia seguinte. Que? Enlouqueceu? Eu, sozinha no motel numa cidade que não conheço? Nem pensar!

Cafa > Claro, mais seguro é ir pra casa de um cara que você conheceu na praça. Opa, mas esqueci que ele é um fofo.

Se fosse o caso, eu ligava pra alguma amiga minha e ia embora e deixava essa história de ir além da linha vermelha com o cara X pra lá. Ele logo percebeu que não ia conseguir deste jeito e sugeriu outra coisa:
- Então… podemos ir pra minha casa…
- Mas e os seus pais? – O velho problema de morar com os pais.
- Eles estarão dormindo e amanhã vão sair bem cedo.
Juro que me deu o maior cagaço aquela história, imagina dar de cara com a mãe do cara X. Porém, eu já estava ali, a quilômetros de distância da casa de alguma amiga minha e, por alguma razão inexplicável pela ciência, eu queria ir. Deve ser o espírito de aventura ou algum gene meio suicida que eu tenho.

Cafa > É, você fica louca quando convém, né? Já falei, pára de moralismo, você queria transar com o cara, por isso saiu da festa, por isso topou ir pra casa dele. Espírito da aventura seria se você fosse dar no bosque.

Então… lá fomos nós pra casa dele. Detalhe que ainda estava vestida a caráter com um vestido longo estilo medieval e uma mochila de viagem. A casa estava toda apagada, entrei eu, com meu vestido e minha mochila nas costas direto para o quarto.
Lembra aquela parada de imaginar dar de cara com a mãe do cara X? Pois bem, imagina de novo.
Ela surgiu basicamente do nada pra falar com o filho, parece que farejou a encrenca entrando pela porta da casa, e me viu:
- Ah, você já voltou…. Quem é?

Cafa > Cara, se minha mãe visse isso ia cair dura no chão. Já toma susto por tudo, imagina com uma completa estranha vestida de roupa medieval do meu lado? É um encosto! Você até que teve sorte.

Eu, neste momento, queria muito que um buraco abrisse embaixo dos meus pés e me engolisse pra eu fazer parte da terra mais subterrânea possível. Sorte que eu ainda estava com a mochila nas costas, porque isto fez o cara X contar uma lorota de que eu era de outra cidade e não tinha onde ficar. Não era totalmente mentira, contudo não deveria fazer parte do enredo ter que falar isto pra mãe dele.

Cafa > Você que pensa. Isso já deve ter acontecido outras vezes e a velha deve ter comentado depois com o pai dele, “Ai vida, o Pedrinho não tá fácil, trouxe outra mulher estranha pra casa e dessa vez uma garota vestida de condessa. Você precisa conversar com ele, isso aqui não é motel” o pai concorda e na sequência pensa “Meu filho é foda”.

A única coisa que eu conseguia pensar era: “Calma, você nunca mais vai ver essa mulher na sua vida!” Ficou combinado então que eu ia dormir no quarto dele e ele no sofá da sala. Ou pelo menos espero que a mãe dele tenha acreditado nisso. De qualquer forma, eu dormi mesmo no quarto dele e ele na sala, mas ela não precisa saber que demorou até irmos dormir.

Cafa > Não é que não precisa, ela sabe. E muito esperta, passou a noite inteira com sede dentro do quarto para evitar ir na cozinha e ver o filho pelado e você montada nele.

To só tentando ser otimista e acreditar que ela realmente é muito inocente.

Cafa > A loca.

No dia seguinte, provavelmente eu iria logo embora e esquecer esse acontecimento absurdo.
Outra vez, engano meu. Acordei, o cara X fez café pra mim, todo bonitinho, depois ficou mais de uma hora tocando violão pra mim, pareceu ser muito tempo porque foram muitas músicas e ele parecia advinhar o tipo de cosia que eu gosto de ouvir.

Cafa > Putz, ai ele passou do ponto. De cafa ele despencou para bocó, manezão, paixonoso de primeiro encontro.

Qualquer garota ia derreter de amor com isso. Da minha parte, claro que eu gostei muito, quem é que não gosta deste tipo de atenção?

Cafa > Mulher adora, mas tudo tem que ser feito no seu timing. Coisas muito intensas perdem a graça fácil, porra você se apaixonou por um cafa, não pelo Mané violeiro. Foi uma mudança de posicionamento muito brusca. A couraça dele não deveria ter caído tão cedo.

Só queria entender como foi que não me apaixonei por ele, devo ter pulado algum capítulo, sei lá, só que desde o começo eu sabia que não ia dar em nada mesmo, vai ver eu já estava conformada. Ou então fiquei traumatizada de ter dado de cara com a mãe dele, o que é mais provável”.

Cafa > Pode ser, mas eu tenho outras 2 hipóteses. A primeira eu pontuei no comentário anterior, você se apaixonou por uma coisa e acabou levando outra. Porém, pode ter tido uma mais forte ai, sexo. Você criou uma grande expectativa no cara a ponto de ir à casa dele com os pais lá, em uma cidade estranha e ainda por cima vestida feito uma palhaça.

O cara tinha mais é que comparecer e fazer você subir pelas paredes, mas pelo visto ou não fez ou fez algo bem meia boca ou mediano. Inconscientemente você pesou tudo na balança e “a loca” dentro de você pensou, “Violão de manhã?! Queria ser acordada com outro instrumento, cai fora, garota. É fofo, mas é froxo.”.

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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.

Como o post anterior foi um sucesso, tornarei a coluna Papos de Homem “fixa” no blog. Se você não está preparada para ouvir algumas verdades sobre o mundo masculino e prefere acreditar que só existe fofinhos e inocentes no mundo, sugiro que saia do blog e vá assistir novela.

O papo a seguir revela uma conversa entre um homem solteiro e outro compromissado:


Genaro – To me sentindo uma biscate

Raimundo – Ihh, lá vem. Que rolou?

Genaro – Conheci uma vagabunda ontem na balada, levei pra casa, sentei a vara e ela dormiu aqui. Só que esqueci que tinha combinado com a Pamela (aquela mina do curso) de correr com ela no parque e adivinha?

Raimundo – Putz, pegou a vagaba na sua cama?

Genaro – Não, pelo menos. Tive que fazer mó esquema com o porteiro para que uma saísse pela porta de serviço, enquanto a outra entrava pela social. Só que a Pamela estava cheia de fogo e veio querendo dar uma antes de ir correr. Meu pau ainda tava meio melado dá foda matinal com a vagaba, tive que fazer uma lavada express na pia e mandei brasa na Pã. Depois fomos correr e quem me mandou sms no meio da corrida? A Paulinha corrimão.

Raimundo –  Aquela que um tira e o outro põe a mão?

Genaro – Ela mesma. Assim que a Pamela foi embora já entrei em contato com a corrimão. Disse que tinha uma surpresa pra ela, um presentinho. Você sabe como mulher é curiosa e adora ganhar um presente, né? Pois bem, topou na hora. A surpresa foi um vinho sul africano (que paguei 30 reais e que ela deve ter pensado que vale 100) e em troca ela me deu você sabe bem o que. :)

Raimundo – É, realmente você está uma putinha.

Genaro – Quero ser usado.

Raimundo – Tá sendo e não apenas usado, mas um vetor de HPV para todas essas 3 santas

Genaro – Pega nada, uso camisinha.

Raimundo – Camisinha não evita HPV, se ela tá com verruga lá embaixo, vai pra tua bola e depois para a periquita da corrimão.

Genaro – Ah, azar o dela. E outra, por que agora você está com esses moralismos? Só porque  está namorandinho? Mulher não é confiável. Aliás, fiquei sabendo que a sua foi viajar. E se ela aprontar? Vai entrar como sócio no clube do HPV. :)

Raimundo – Por isso você nunca namorou. Só conhece mulheres depositário de esperma e quando conhece uma que presta já acha que é tudo igual. Eu confio na minha, o dia que passar a duvidar, termino.

Genaro – Ai que tá, quem disse que eu quero namorar? A vida de solteiro é muito boa. Cada dia eu tenho uma buceta diferente pra comer, não devo satisfação de onde eu fui, pra onde eu vou e posso curtir 4 dias de carnaval, enquanto você curte 1 dia dos namorados.

Raimundo – Mas você não se cansa de não ter ninguém com quem possa conversar sobre seus problemas, ambições, vontades, tristezas, etc? De poder viajar junto, sair de casal e conversar sobre a vida? De olhar na pessoa e imaginar como seria o filho com ela?

Genaro – Bleh, que coisa de filme romântico, mas vamos lá. Para conversar sobre meus problemas, tenho meu psicólogo. Para falar sobre minhas ambições e vontades, tenho minha família e amigos. Em relação a viajar, tenho o Pedrão, Vlad e Nelson que são os melhores companheiros de viagem, engraçados e não fazem cobranças. Sobre filho, tenho vontade de ter um, mas não preciso namorar pra isso. Basta engravidar uma garota bacana e decente.

Raimundo – Por que não namorá-la?

Genaro – Por que nunca conheci uma que preencha esses requisitos. hehe

Raimundo – Tá procurando em lugar errado.

Genaro – E onde eu devo procurá-la? Na biblioteca? No Par Perfeito?

Raimundo – Pode ser por indicação. Porém, as amigas da Ju (minha namorada) que são bem bacanas não iam te levar a sério.

Genaro – Tenho cara de palhaço?

Raimundo – Não, mas quem vê o seu Facebook e a quantidade de biscate que fica interagindo contigo, curtindo os seus updates mais idiotas e buscando uma forma desesperada de puxar conversa e você dando trela, logo percebe a cilada que você é.

Genaro – Sou tão queimado assim?

Raimundo – Depende. Para aquela meia dúzia de piriguete que fica babando o teu ovo, não. Porém, para uma garota mais bacana, não tenha dúvida.

Genaro –  Hum, foda-se. Não quero ter filho agora, não quero namorar. Me deixe com as minhas biscates e pare de bancar o moralista. Chato pra cacete.

Raimundo – Calma, só gostaria que você entrasse para o meu time.

Genaro – Vocês compromissados e essa mania de achar que a vida só tem sentido para quem namora. Tu nasceu sozinho e vai morrer sozinho, e ai?

Raimundo – O dia que você namorar e gostar da pessoa vai poder entender. Ok, nasci sozinho (na verdade com a ajuda da minha mãe e do médico) e vou morrer sozinho (se não morrer em um acidente coletivo), porém ninguém VIVE sozinho, você sempre dependerá dos outros. Enfim, é difícil falar para um pessoa que sagu é bom se ela nunca provou.

Genaro – Ok, ok. Entendi seu ponto, porém no momento vou continuar sem querer provar o sagu. Mas me conte, tem alguma amiga da Ju de bunda grande que fica cutucando homens no Facebook? =))

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Agradeço a Fernanda, Elaine, Roberta e Joyci pelos presentinhos! Não sou mulher, mas também adoro ganhá-los :)

(continuação do post passado – última parte)

Mas depois comecei a sentir mágoa e raiva pq comecei a pensar “ele teve o trabalho de me excluir do Orkut e etc, mas não se deu ao trabalho de me mandar um SMS dizendo q estava c/ outra” e isso me deixou revoltada e c/ vontade de alguma maneira escrever no perfil dele algum recado ou ir atrás dele e fazer barraco. Eu já suspeitava q ele não gostava de mim como uma “garota bacana”, mas não imaginava q era p/tanto, a ponto de não der um pingo de decência ou consideração pela minha pessoa e dizer q tava td acabado (o q aconteceria se aquela frase não estivesse visível?? Eu ainda manteria uma esperança pelo próximo encontro ou uma demonstração de carinho), pq é isso q me fez chorar e não o pé na bunda em si.

Cafa > Bem vinda ao mundo masculino e das relações casuais. Por que você acha que ele deve alguma consideração pra você sendo que desde o início desse “relacionamento” você era um buraco pra ele e os encontros se resumiam a motéis, drive-in e demais lugares de foda certa? Vocês eram namorados? Por que ele teria que te avisar cada vez que ficasse com outra? Pelo visto você receberia um spam de sms.

Sobre “isso me deixou revoltada e c/ vontade de alguma maneira escrever no perfil dele algum recado ou ir atrás dele e fazer barraco”, o cara já te conhece e provavelmente foi por isso que te deletou do Orkut.

Eu não sabia se ele tinha voltado p/ a ex ou era outra pessoa, mas de qualquer maneira acho q casamento não se decide de um dia p/ outro, portanto da última vez q conversamos ele provavelmente já tava planejando voltar p/ a ex (q é o q espero q tenha sido, ainda mais q eles têm um filho juntos). Pq ele não tentou comentar nas últimas conversas q ele ainda gostava da ex? Eu achava q ao menos ele era uma pessoa legal, me lembro de uma vez fui p/ aula c/ o rosto inchado de chorar de raiva por causa de problemas no trabalho e ele foi atencioso comigo, mas pelo visto era só encenação.

Cafa > Porque isso não cabimento. Não há homem nesse mundo que vai falar pra uma mulher que ele come que prefere outra. Ele vai beliscando até achar algo melhor e ai some. Sobre a encenação, um homem pode se preocupar com uma mulher e não necessariamente querer namorar com ela.

Eu admirava ele como profissional e ainda admiro como tal (e gostaria de poder manter contato com ele no futuro caso eu decida mesmo trabalhar na área de gastronomia). Como homem eu já suspeitava q ele não era muito confiável (o q me deixou triste pq eu gostaria muito de estar errada), mas pelo jeito ele é pior do q eu pensava. E, tbm fiquei triste pq achei q ele era uma boa pessoa e maduro, mas pela falta de consideração e imaturidade ao fugir percebi q eu estava errada.

Cafa > Sobre o contato profissional, a menos que ele seja o chefe Troisgros ou o Olivier Anquier, não vejo sentido em manter a aproximação.

Não tínhamos nada sério, mas poxa, sou humana, tenho sentimentos e gostaria q ele tivesse sido honesto pelo menos uma vez e assim encerrar a situação numa boa. Agora, só espero q da próxima vez eu consiga ser menos insegura e cometa menos erros e, q o cara seja homem o suficiente p/ verbalizar o pé na bunda ao invés de fugir ou então conseguir matar a romântica q existe dentro de mim.

Cafa > Ai que tá, não existe término de algo que não começou. Mas fica tranqüila que você não é um caso a parte, milhares de mulheres que estão em relacionamentos casuais passam por isso. O cara some, elas surtam e tentam entender o que aconteceu, quando não há o que entender. Simplesmente ele enjoou.

Passou tantas coisas pela minha cabeça como: ver se poderia contratar os serviços do Cafa Responde p/ q vc inicialmente se aproximasse dele como alguém interessado nos serviços dele e depois dissesse q na verdade ficou sensibilizado c/ minha história e repassasse a mensagem q mandei por SMS mas não sei se ele recebeu (sobre ele ser feliz,etc); tbm pensei em pedir p/ alguma amiga barraqueira ligasse p/ ele, e por aí vai. Só q percebi q precisava conversar c/ ele, q eu quero q ele verbalize o pé na bunda pq dar um ponto final nisso e começar uma nova fase e tbm quero saber dele pq ele dizia q me amava, q gostava de mim qdo não era verdade e. principalmente quero saber pq ele não me contou nada e simplesmente “fugiu”.

Cafa > Que medo. Olha só, não vai mudar absolutamente NADA ele receber a mensagem por mim, pela barraqueira ou pelo papa.

Em relação a “e tbm quero saber dele pq ele dizia q me amava, q gostava de mim qdo não era verdade e. principalmente quero saber pq ele não me contou nada e simplesmente “fugiu.”” Se você encontrar essa resposta, teremos 80% de mulheres felizes a mais no mundo.

Terça-feira liguei p/ ele (achei q ele não ia atender e tbm acho q ele atendeu pq não viu q era eu), ele disse q estava dirigindo mas q eu podia falar e eu perguntei pq ele não me contou e ele disse q ia me contar com calma e me ligaria naquele mesmo dia ou no dia seguinte e eu falei q queria saber e q era bom mesmo ele me ligar senão eu ligaria e ele disse gentilmente q eu poderia ligar sempre e prometeu q me ligaria, daí ele comentou q foi td rápido e eu balbuciei as primeiras palavras q vieram na minha cabeça entre elas a palavra cafajeste e ele ficou indignado e disse q não era cafajeste só por ter voltado c/ a ex e tbm q não tínhamos nada sério.

Cafa > Ele disse a verdade, não tem mais nada pra ser conversado. A cada vez que você liga pra ele, menos um ponto você acumula. E se você tem interesse profissional, está se mostrando uma pessoa descontrolada e sem bom senso, o que te compromete profissionalmente.

Ele não ligou e eu queria logo por um final nisso, mas conversar c/ ele me deixou c/ um pouco mais de raiva pq ele fez parecer como se estivesse esperando o melhor momento p/ me contar (se é q algum dia ele ia me contar ao invés de continuar fugindo), mas p/ mim o melhor momento p/se contar foi no dia em q ele tomou a decisão de voltar p/ ex e; tbm me vez pensar “será q essa atitude de não contar nada e cortar comunicação é a maneira q todo mundo usa p/ dar o fora em alguém c/ quem não estão tendo nada sério p/ ficar c/ outra pessoa???”.

Cafa > Sim, é isso ai. E quando você fala que ficou com mais raiva depois que falou com ele no tel, imagina se fosse pessoalmente? Ele fez certo de ter sumido do mapa. Do jeito que você está desesperada, poderia comprometer o atual relacionamento do cara.

E, fiquei triste pq comecei a pensar q ele quer na verdade me apagar da vida dele, como se nada tivesse acontecido entre nós e q não significou nada p/ ele; só q por mais q não tenha sido nada sério e por mais casual q fosse, p/ mim foi significativo e querendo ou não ele fez parte da minha vida por 1 ano e meio, ele não foi só mais um na minha lista (como eu devo ter sido p/ ele) e quero lembrar c/ carinho dele e por isso eu não quero fugir igual ele fugiu, eu quero enfrentar e conversar p/ quero q no futuro possamos ser amigos.

Cafa > Por mais clichê que possa parecer, você não nasceu grudada nele. Da mesma forma que ele surgiu do nada na sua vida, vai embora. E ele não é o único homem no mundo por quem você se apaixonará. Outros homens surgirão e você olhará pra trás e pensará “como eu fui idiota”. Aproveite todo esse aprendizado para não errar nos próximos.

Agora estou esperando alguns dias passarem antes de ligar p/ ele p/ q a mágoa diminua pq quero ter uma conversa amigável e honesta, quero tentar ser madura e não agir como uma louca mal amada qdo estiver conversando c/ ele. E, espero q ele não fique evitando conversar comigo, pq não quero ter q ir atrás dele onde acho q ele tá trabalhando p/ter essa conversa. Talvez tbm seja pela minha inexperiência e minha vontade de aprender sobre homens e relacionamentos q eu quero ter e não vou sossegar até ter essa conversa. Será q estou errada em querer tanto essa conversa?

Cafa > Você está MUITO errada em querer ter essa conversa. Está parecendo aquelas mulheres caricatas de comédia romântica que ficam birutas quando são rejeitadas e aparecem no trabalho do cara completamente transtornadas aprontando mil e uma confusões.

Seja razoável e racional, o cara não quer ter essa conversa, e principalmente, não te quer. Vai por mim, siga sua vida sem ele e caso o cara sinta sua falta, ele aparece e ai sim você poderá ter um diálogo produtivo e não um monólogo maluco.

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ps.1 Próximo post em promoção, descontos e dicas de perfume by Cafa, fiquem de olho. Sai semana que vem. :)

ps.2 Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.


Sempre que faço um post ácido, criticando atitudes femininas ou apontando alguns estereótipos, é batata, surgem comentários do tipo “ai cafa, mas como eu faço para agir bem?” ou “e qual o estereótipo de uma mulher bacana?”. É difícil fazer esse tipo de post por dois motivos. Primeiro, o que pode ser uma atitude bacana pra mim, não é para o pedrinho da padaria. Segundo, tenho mais facilidade para criticar.

Porém, como estou em uma fase mais light, creio que esse post ajudará um pouco a essas leitoras curiosas que buscam qualidades das mulheres interessantes.

Não é uma santa > Esse é um dos grandes tabus. A maioria dos homens hoje em dia não está atrás de uma santa. O cara de 20 e poucos anos ou mais, não tem paciência pra ensinar a garota a rebolar, de pedir para que ela esconda o dente quando for chupar, que não passe o dedo polegar com força pela cabeça , enfim algumas sutilezas que uma mulher mais experiente já aprendeu. O cara quer se preocupar em sentir e proporcionar prazer, e aula particular de como trepar invariavelmente vai quebrar um ou outro.

Não é uma vagabunda > É, parece incoerente, mas não é. Apesar do cara procurar uma mulher experiente, ele não quer uma vagabunda. Ilustro com um exemplo prático. Uma mulher de 25 anos que já transou com 10 caras, mas que 4 eram namorados, 4 eram rolos e 2 amigos, tem mais moral que aquela de 20 anos que transou com apenas 3, sendo que um foi com um cara que ela conheceu no risca-faca, o outro ela deu no ônibus do churras da facu e o terceiro, bem, ela não se lembra. O que caracteriza uma vagabunda não é a quantidade de horas-cama e sim a qualidade delas.

Tem paixão pelo que faz > É muito atraente ver uma mulher que tem paixão pelo que faz. Seja na faculdade ou no mercado de trabalho, não há homem que não resista uma mulher apaixonada e confiante na sua área de atuação. Veja bem, não é ser aquela caxias chata que fica cagando lei e falando bonito para mostrar que é foda. Mulher sem essa paixão geralmente a canalizará em outro lugar e ai é comum ver uma coitada na carreira, ser uma desesperada no amor. E só um cabeça de vento ficaria bravo com uma mulher que divide a paixão por ele com o trabalho, são coisas completamente distintas, e na minha opinião, complementares na mulher moderna.

É independente > Óbvio que para um garoto de 18 anos essa qualidade não será diferencial, mas me refiro a homens de 25+. Nessa faixa etária, o cara já é meio que dono do seu nariz, não mora com os pais, costuma fazer planos para viajar no feriado ou fim de semana e ai não tem coisa mais sacal que a garota não poder acompanhá-lo, pois mora com os pais e eles jamais permitiriam que ela viajasse com “um estranho”. Ou então em um dia que a solidão batesse e o cara quisesse dormir acompanhado e novamente, não.  Ai a garota tem que bolar mil planos, dizer que vai dormir na casa da amiga e blablabla-sou-teen. E além da independência financeira, há a independência sentimental. Mulher que faz o homem o centro do universo é um porre. Parece que nasceu faltando uma peça fálica pra funcionar.

É feminina > Sempre enalteci aqui no blog essa qualidade. Acho muito legal a mulher buscar igualdade na profissão, salário, etc, mas mulher NÃO é igual ao homem, nem nunca vai ser. Ainda bem. Mulher delicada, que se preocupa com aquele detalhe bobo na cor da unha, que enrola pra ficar pronta, que se lembra de datas x, sabe fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, enfim, coisas meio bobas, mas que são praticamente únicas do sexo feminino são realmente atraentes. Esses pequenos detalhes constroem esse ser tão especial. E como sempre repito, o dia que mulher negligenciar isso e homem passar a cuidar dos detalhes da unha, melhor virar gay, ao menos homem não sofre com TPM.

Se impõe > Ser feminina não é ser boba. É preciso saber ser delicada e se impor quando preciso. Por exemplo, o cara combina de ir com a garota no cinema e do nada muda pra ver jogo de futebol em casa. A garota mongol aceitaria numa boa, a barraqueira faria um escândalo e a que se impõe saberia argumentar para dissuadir o cara. Mulher que se impõe, não é truculenta, é persuasiva. A mulher que aceita tudo geralmente acaba sendo feita de boba e algumas vezes até traída.

Cuida do cara > Essa é uma característica que está bastante ligada a feminilidade, mas que merece uma menção especial. Apesar de as vezes ser um saco ouvir que a roupa não está combinando, que é pra fazer a barba que está feia, a unha mal cortada, que o cabelo está grande, enfim coisas que os homens costumam negligenciar, mas que algumas mulheres adoram cobrar, no final é até bacana, pois mostra uma preocupação da garota com o cara. E geralmente essas mulheres são aquelas que vão ser um ótimo ombro amigo quando cara estiver pra baixo.

Conversa sobre qualquer assunto > A garota pode ser gata e gostosa, mas se não sabe conversar nada além de A Fazenda, moda e a condição climática, vai ficar pra lanchinho. A mulher que conhece músicas além das que tocam na Jovem Pan, que sabe ser engraçada e que tem um bom conhecimento sobre cultural geral (sem precisar bancar a professora), sai na frente de um monte de modelo.

Sabe socializar > Essa característica geralmente está ligada à anterior, pois para socializar, a garota precisa falar e para falar algo que não seja só asneira, precisa ter repertório. Quando eu digo “socializar”, não estou me referindo a “se jogar” ou bancar a fantasminha camarada (“quer ser meu amiguinho?”). É saber cavar assunto e conseguir conversar com os amigos do cara, por exemplo. É muito ruim chegar a uma roda de amigos, apresentar a garota e ela na sequência ficar muda. A garota quando consegue socializar bem com os amigos, já ganhou aliados valiosos para conquistar o cara. Por outro lado, sempre tem a fantasminha camarada que quer chegar bancando a descolada e amigona da galera e fica forçando uma amizade que não tem, forjando uma liberdade que não foi concedida e ai ao contrário da outra garota, vai ganhar bons inimigos e alguns apelidinhos.

Já posso imaginar um monte de leitora falando “ahhh, eu tenho todas as características e continuo sozinha. Qual o meu problema?”. Eu arrisco dizer, falta de homem interessante.

Não acredito em amor a primeira vista. Aliás, acho isso uma grande imbecialidade propagada por livro vagabundo romântico, por novela rasa e filme tosco. Uma pessoa dotada de alguns neurônios pensantes jamais se apaixonará por uma imagem, excetuando-se aquelas desprovidas de cérebro.

Claro, não vamos ser hipócritas e dizer que rosto e corpo bonitos não nos chamam a atenção e caso estejam dentro dos requisitos que valorizamos, role aquela atração. Só que essa atração é meramente física. E ai acontece aquele desencanto de você ter um puta tesão na gostosa e assim que ela abre a boca o cara se dá conta do filhote de asno que se “apaixonou”. Nesse caso a relação tem duas vias, ou o cara chuta a garota ou tira pra comer de vez em quando sem envolvê-la em situações que o diálogo é necessário, mas que a chance de ir pra cama é alta.

Como a incidência de mulher boa fisicamente e oca internamente é bastante alta, os homens acabam utilizando essas garotas para se satisfazer sexualmente até encontrar alguém com recheio. Só que ainda assim essa intersecção mulher boa e inteligente não é suficiente para a coisa evoluir.

Desde que terminei o meu último namoro, conheci bastante mulher interessante. Claro que algumas abobrinhas apareceram pelo caminho, mas eu tomei pra mim que ia elevar o nível e parar de passar tanto apuro como os que eu vivi quando era mais novo.

Devo ter conhecido umas 3 garotas namoráveis. Algumas independentes, outras com uma família bem estruturada, algumas com uma boa experiência de vida, outras mais recatadas, enfim, com perfis bem variados, mas com os 3 elementos principais para a coisa andar em um primeiro momento, aparência, conteúdo e afinidade. Aliás, antes eu acreditava que o elemento “afinidade” fechava o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha e tudo ok, bora namorar. Porém, com as últimas experiências vi que não era bem assim.

Tentei forçar um pouco a barra e dizer pra mim que estava sendo muito criterioso e chato para engatar algo sério e até fiquei com certo receio que de alguma forma inconsciente o blog estava me impedindo de ir adiante nos relacionamentos. Mas não era isso.

Ai conversei com meus amigos e percebi que grande parte passava ou já passou por situação parecida. Tinham encontrado alguém bacana, mas algo os impedia de ir adiante. Insistiam pra ver se a coisa com o tempo evoluía, mas pelo contrário, se desgastava e terminava. Foi então que percebemos algo em comum, o “click”.

Ele acontece mais ou menos até o quinto encontro do casal. O mais comum é na segunda ou terceira saída, quando o tripé encontrei-o-cobertor-de-orelha já está armado (opa). Não tem explicação lógica, simplesmente acontece. Pode ser em uma troca de olhar, após um beijo mais prolongado, um abraço forte, minutos depois da pessoa ter ido embora, enfim, você dá aquela respirada e pensa, “é ela”. Ai só falta “ser ele” pra coisa andar.

E se o “click”  não rola no começo, desista. O que vem depois não é legítimo, é aquele famoso “acabei me acostumando com ele”. Isso não é admiração, é conformismo.