As leitoras que me acompanham há um certo tempo sabem que meu blog se originou pra ser um contraponto ao blog Homem É Tudo Palhaço. Por isso ele é um dos únicos blogs que eu linko aqui juntamente com o do Inagaki (o cara que me incentivou a postar) e o Jacaré Banguela (que com 3 links catapultou a audiência do Manual e o tornou popular).
Confesso que não sou muito leitor de blogs, mas volta e meia dou uma fuçada no HTP para ver tendências, me inspirar, e principalmente dar risada. Dou risada com a quantidade de mulheres cegas (ou burras mesmo) que mandam suas histórias indignadas com o homens.
Achei engraçada a última história e resolvi postar comentando-a com o homem deve ter raciocinado. Segue:
“Eu, leitora: o clássico número do desaparecimento precoce
Cafa > Ela, leitora: O clássico número da baranga cega
A simpática leitora reconhece o caráter lúdico e educativo do HTP: “Também sempre fui adepta do “se não vai ligar, não pede telefone”, mas lendo o blog percebi que já passei por muito espetáculo circense sem me dar conta”. É, querida, é a vida.
Cafa > Homens pegam telefone pra dar uma avançada no que ficou pela metade ou para um repeteco. Se eles não ligam deve ser por dois motivos, ou eles perderam o número (o mais improvável) ou foram lembrados pelos seus amigos bondosos que a mulher é um exu.
Além da constatação, a moça nos brinda com o relato de mais uma apresentação de um clássico circense. Depois de ler alguns palhaços vão cometnar “ah, mas eles não tinham compromisso”, “ah, mas boba é ela que ficou esperando”. Então pouco conhecer uma pessoa é motivo para ser mal educado? O único compromisso que ele tinha com ela era o que eles combinaram. Se não quer/pode ir tem que avisar, nem se que seja um torpedo “não vai rolar”. Como eu sempre digo, quase todas as palhaçadas se resumem a “não precisava”.
Cafa > Eu penso de outra forma. Quase todas as vítimas das ‘palhaçadas’ não tem bom senso ou são inocentes. Pela história a seguir, ela estava preparada pra qualquer coisa, então não podia esperar que um gentleman batesse a sua porta.
Vamos ao espetáculo. Que rufem os tambores!
Nunca fui de aceitar estranhos no orkut, msn e afins. Como sou paranóica com organização, até a minha lista de IM é dividida em vários grupos e subgrupos. Eis que vejo um ser - até então desconhecia sua origem circense - sem grupo, lá… abandonado. Como não tinha noção de como ele havia ido parar ali, deletei o moço.
Cafa > O cara deve ter o msn lotado de mulheres “x” que certa vez ele adicionou depois de conhecer na balada, mas que acabaram caindo no limbos de nicks / nomes estranhos no MSN. Como ele já deveria ter suas lanchinhos suprindo suas necessidades, deixou aquela estranha em stand by.
Para minha surpresa, um belo dia ele veio falar comigo, questionando justamente de onde nos conhecíamos, pois não se lembrava. Como tenho total convicção do meu bom estado mental, sei que não sou louca de adicionar estranhos; talvez um breve momento de alzheimer tenha me feito esquecer do mocinho.
Cafa > Um belo dia o cara encontrou sua geladeira vazia. Não tinha a quem recorrer e foi fazer uma prospecção no limbo de nomes e nicks estranhos do MSN. Foi então que ele encontrou nossa amiga. Como 90% das mulheres, ela tinha uma foto estratégica no perfil, super produzida, tirada da cintura pra cima e no seu melhor ângulo. Além disso, tinha um papo interessante e parecia uma pessoa agradável.
Conversa vai, conversa vem, patati-patatá, mais de um mês se passou… E como o papo era ótimo, decidimos nos encontrar (não sou desesperada, mas não está sobrando homem solteiro com bom papo por aí).
Cafa > Depois de um tempo temperando finalmente ele conseguiu marcar um encontro.
Ele pegou meu telefone, combinamos a hora e até o lugar (ele sugeriu que eu escolhesse entre dois restaurantes carésimos, numa tentativa de impressionar, mas, ok, “vamos dar uma chance ao rapaz”, pensei). Tchan, tchan, tchan… quem adivinha o final da estória? Ele não me ligou, tampouco mandou sinal fumacinha no céu, cancelando o encontro. Sumiu… e sumido permanece.
Cafa > Mulheres. Se o cara reserva um restaurante boca de lixo elas falam que ele é sovina, se reserva um restaurante caro ele quer se achar. Mas ok, vamos analisar o final da história. O cara percebeu que a garota não era qualquer ameba, parecia interessante e como valorizou o produto não saindo logo de cara, pensou: “Com essa dai eu tenho que levar em um lugar a sua altura. Vai valer o investimento de um restaurante caro”. Tchan, tchan, tchan… Como todo homem precavido, ele chegou mais cedo no lugar pra ver a garota chegar. Foi ai que viu que aquela produção toda da foto escondia uma tremenda bruaca. Pensou, “vou ou não vou”. Colocou os prós e contras na balança, como eles não tinham amigos em comum, nenhum vínculo que o comprometesse e não queria ganhar uma amiguinha e ter o desgaste de bater papo por um longo tempo com alguém que não iria comer transar, correu dali. Era só ele deletá-la do MSN e ser feliz. Assim o fez e assim permanecerá sumido.
E depois não querem aceitar que homem é tudo palhaço. Façam-me o favor!”
Cafa > Homem é palhaço? Ou a nossa amiga que foi inocente? Vamos parar de pensar no mundo cor de rosa e de filmes românticos onde os homens agem como um lorde até mesmo com desconhecidas. Não estou defendendo a conduta do cara, mas ele não tinha nada com a garota, apenas uma conversa de MSN.
Já fugi umas 3x de encontros furados de net e já tive que encarar alguns porque eu tinha certo vínculo com a pessoa. Nas 3x que eu fugi, as garotas ficaram na dúvida sobre o motivo e devem ter me achado um “palhaço” também. Nos encontros que não pude fugir já estava praticamente certo que iríamos ficar, mas não rolou e a garota deve ter ficado pensando o motivo, será que sou chata? Feia? Tenho bafo? Ai eu quero saber a opinião de vocês, melhor acreditar que a culpa é do cara ou que você não agradou?
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Em um determinado momento da minha fase cafajestense, eu era completamente desencanado com a qualidade das mulheres que eu me relacionava. Obviamente que eu não saia com garotas sem dente na boca, beijava sujas ou me deitava com alguma com nojeiras pelo corpo (quando ocorria, eu corria).
A qualidade que eu me refiro é do beijo, das atitudes, da inteligência, do sexo, enfim, de coisas ‘intangíveis’. Eu não me importava, pois encarava estas mulheres como meros buracos. Eram úteis apenas para me aliviar fisiologicamente.
Só que depois de certa idade e/ou com o amadurecimento nos relacionamentos, comecei a perceber que estes tipos de mulheres não me acrescentavam em nada, não me ajudavam a evoluir como pessoa, pelo contrário, eu tinha que me rebaixar para poder ficar no mesmo nível delas. E a partir do momento que você se rebaixa, você rebaixa seu posicionamento e ai #vaidamares, é vista como uma piriguete ou como um pau-loco o que fatalmente afastará pessoas ‘que prestam’.
A leitora Genivalda trouxe uma história que ilustra esse ponto e nos faz refletir se vale a pena se nivelar por baixo ou ficar na seca. Vamos à história comentada.
“Em janeiro fui convidada a ir numa festa com uma amiga. Já que estava (e ainda estou) na fossa por causa de um cara que me trata com indiferença, topei. O ambiente estava ótimo, e me senti a vontade para beber umas e outras, me divertir e dar umas risadas com o pessoal.
Cafa > Mulher só muda de endereço, né? É só tratar com um pouco de indiferença que ficam todas bobas. Isso ilustra o gráfico de uns posts atrás.
No local tinha vááááááários garotos bonitos, mas nem me atentei muito a este detalhe - até por que estava triste por causa do idiota que gosto. Até que a bebida faltou e um cara me convidou para ir com ele comprar umas caixas de cerveja.
Fomos com minha amiga junto, ele me tratou de modo cordial e voltamos à festa. Enquanto isso, todas as minhas amigas já tinham ficado com algum rapaz e estavam acompanhadas por eles. Até aquela que foi comigo no bar comprar as bebidas “se arrumou” num clique.
Este rapaz começou a me cercar… Papo vai e papo vem, ficamos.
Eis a surpresa: O CARA BEIJAVA HIPER MAL! Não havia jeito de rolar um encaixe, e olha que sou paciente. Quando fui embora da festa, pensei comigo: “nunca mais, Deus me livre”! Química para mim é importante.
Cafa > Foi o que eu disse no post da Hora do Beijo. O beijo é um dos primeiros passos para saber se há química, se ele já foi uma merda, 50% do negócio foi pro saco.
Na segunda-feira já recebi uma mensagem dele (detalhe: nem trocamos o número de celular) e assim foi durante a semana inteira. Na sexta seguinte fui numa festa e ele estava lá. Bebeu todas e tentou me agarrar a força, mas recusei de todas as formas. Teve um momento que não suportei e disse palavras chulas para ele, a pressão estava demais (meus amigos o conhecem, aí aumentou o stress).
Cafa > Pi! Radar de mala a vista apitando. Meu, o cara que te manda uma mensagem quase no dia seguinte que se conheceram sendo que nem trocaram telefone. Tem cobra nesse mato. Das duas uma, ou é um tremendo desesperado-come-ninguém ou está apaixonado. Eu fico com a primeira hipótese. Se eu curti a garota, mas não peguei telefone, eu vou tentar me encontrar ‘casualmente’ com ela de novo, não forçar a amizade.
Passou uns dias, pensei… e reconsiderei. Talvez o seu beijo ruim fosse pura timidez… Começamos a sair, em todos os lugares e festas possíveis. Ele é uma ótima companhia: educadíssimo, divertido, cavalheiro (como namorei dois anos com uma pessoa hiper pão-dura, que ralhava até por 10 reais numa conta, me surpreendi com sua educação ao pagar e fazer mimos), trata bem as minhas amigas, mas… A Química ZERO persistia.
Cafa > Na minha opinião, química é que nem caráter, ou tem ou não tem. Não se adquire com o tempo. ‘Talvez o seu beijo ruim fosse pura timidez’ ahhahahahahaha piada né? Ah, agora que estou mais a vontade vou beijar melhor. Balela.
Sei que o entrosamento físico não é tudo, mas imaginem uma pessoa que não sabe usar a línguas e os dentes (pasmem! Dentes!¬¬)… Muito complicado. Sem contar que ele cisma que gosto do meu ex namorado (o que não é verdade, a pessoa que habita meu coração é outra). E mesmo se amo alguém, não devo satisfações à ele, sempre fui clara em dizer que no momento só posso curtir, sem me apaixonar e me envolver. Mas ele sempre joga na minha cara que gosta demais de mim. Me sinto péssima. =/
Cafa > Sendo bem clichê, você é a Madre Teresa? Oh! Ele gosta de você, então por isso você tem que receber mordidas na língua. Para. ‘Sei que o entrosamento físico não é tudo’. Não, é 70%. Novamente, o cara se mostrou sem pegada e um tremendo pentelho.
A última foi na semana passada. Ele ficou bêbado e começou a dizer que eu andava estranha por causa do meu ex namorado. Os amigos dele enfiaram na cabeça dele que o nosso problema é esse. Aí como já tinha bebido todas também, fui tremendamente grossa com ele e passei a evitá-lo desde então.
Cafa > ‘Os amigos dele enfiaram na cabeça dele que o nosso problema é esse’ mas que cacete de relacionamento é esse?
Esta semana meu celular foi invadido por spams: mil mensagens de texto e ligações dele, todas sem o meu retorno. Apenas disse para ele que me cansei das cenas e das mentiras em que ele acredita.
Cafa > Fez bem. Se fosse uma desmiolada já teria voltado.
Cafa, tirando as coisas ruins, ele é uma boa pessoa e ótimo parceiro para saídas e afins.
Cafa > Ou seja, é sua melhor amiga.
Gostaria de uma opinião sincera: fico sexualmente nula, tendo um companheiro bacana em outros quesitos; ou passo adiante?”
Eu acho assim, se o cara já faz caca na hora de beijar, imagina quando for transar? Deve deixar chupões no seu pescoço, morder a sua periquita ou algo mais tosco.
Como eu falei lá no início do post, você prefere se nivelar por baixo ou ficar um tempo na seca? Tudo depende da sua necessidade e carência.
Tenho conhecida que já reclamou do desempenho sexual de um colega meu e ainda assim corre atrás dele. Só pode ser masoquismo ou carência.
Veja bem, não digo que temos que nos relacionar com professores, intelectuais ou geniozinhos. Ninguém é perfeito ou nasceu sabudo. As pessoas têm defeitos, mas esses defeitos não podem fazer com que você se diminua ao nível delas.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
p.s. A Paula foi a ganhadora da promoção Hora do Beijo com a frase:
” Porque se a hora do beijo for especial já é candidata a oficial, se o cafa tiver pegada, vai ficar apaixonada, se disparou o coração já não tem mais jeito não, se fizer bem direitinho, nunca mais será lanchinho e se no outro dia ele te ligar, pra titia não vai mais ficar…”
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Os posts passados foram bem apimentados e para fechar a semana com mais pimenta ainda, selecionei uma história para a Sexta das Leitoras que provavelmente gerará discussões acaloradas entre feministas, liberais, cinderelas e o cafa, claro.
A leitora Damares me enviou um causo que ao terminar de ler imediatamente fiz um paralelo com um conceito que existe na publicidade, o posicionamento.
Em linhas gerais, qualquer produto que você vai colocar no mercado para vender, tem que ter um posicionamento. Ou seja, a embalagem, onde ele será anunciado, a forma como será disposto na gôndola do supermercado, tudo deve estar de acordo com a imagem que você quer passar do produto ao consumidor. Por exemplo, o sabão em pó Tirolesa é destinado a classes baixas, logo a sua embalagem será mais simples, a propaganda terá tom popular e ele estará disposto no canto mais barato da gôndola.
Minha intenção nesse post é exemplificar esse conceito na relação entre homem e mulher.
Já espero os mimimis de leitoras achando um absurdo comparar produtos às pessoas, mas veja bem, trato aqui de conceitos.
Enfim, chega de aulinha e vamos à história comentada:
“Há um tempo leio seu blog. Já até discutimos algumas vezes. É que você, muitas vezes, generaliza demais e eu não gosto muito de generalizações. Muitas mulheres, incluindo eu, podem sim fazer sexo com um cara e não esperar que ele ligue no dia seguinte ou achar normal “dar” no primeiro encontro, sem romancesinho e ter uma vida feliz. Infelizmente, a maioria das mulheres que acessam seu blog são cinderelas em busca do príncipe no cavalo branco, o que eu acho que leva vocês homens a pensar que todas são assim. Não são. Contudo, aconteceu um caso comigo que me levou a escrever para a coluna Sexta das Leitoras…mesmo sendo descolada e “cabeça-feita”, acabei me apaixonando por um Cafa. Acontece, né?
Você reclama que eu generalizo, e o que você fez no final da sua história ao tachar que todo cafa não respeita as mulheres? Generalizar é o mesmo que estereotipar e não há nada errado nisso, pois é uma defesa das pessoas para evitarem errar mais de uma vez.
Discordo de você que a maioria das leitoras são cinderelas. Há um bom número sim, mas há uma parcela significativa de leitoras que se intitulam independentes e acham que provar esse status é dar para um cara que mal sabem o nome no meio da rua e depois exigir romantismo por parte dele.
Faz um ano que eu conheci o cara. Nos conhecemos numa festa à fantasia. A gente ficou e, em seguida, ele pediu meu telefone. Dois segundos depois eu já tinha saído de perto dele porque, na verdade, eu tava a fim era de um outro carinha. Dois dias depois ele me liga, marcando encontro e tal. Eu não fazia idéia de como ele era (muito álcool), mas decidi ir me encontrar com ele porque acredito que quando a gente não tem o que perder, alguma coisa a gente pode ganhar.
Ele era um “não-bonito” alto e forte. Ele me pegou e fomos dar “uma volta”. Foi então que ele parou o carro numa rua meio deserta, perto da minha casa. Não resisti. Vi que o beijo era bom e que outras coisas poderiam também ser melhores. A gente transou ali mesmo. Uma delícia. Cena de Titanic. A partir dai, passamos a nos encontrar quase toda semana, com esse único objetivo. Eu tinha algumas fantasias e ele adorava, principalmente de transar em lugares diferentes. Fomos à uma casa de swing (mas ele queria ficar com duas e eu fiz a vontade dele), um drive-in, na minha casa (cheia de gente na sala), enfim.Há tempos eu precisava de um cara que fosse bom no serviço e gostoso na pegada. Éramos a tampa e a panela.
Eu não tenho nada contra o sexo casual, mas acho que se você tem em mente um futuro com a pessoa, as coisas têm que ir acontecendo ao poucos e ao seu tempo. Você mergulhou nas fantasias sexuais e putarias sem ter nenhum relacionamento mais íntimo com o cara, era só sexo. Se o seu objetivo era só esse, beleza, mas como 80% das mulheres, o coração falou mais alto, o cupidinho flechou e você ficou apaixonada por quem não deveria.
Acontece que o tempo passou e mais ou menos três meses depois, acho que ele foi enjoando. A gente já não saia com tanta frequência, quase não se via mais, apesar de se falar quase todo dia por email. Foi nesse período que eu vi que estava apaixonada. A fase sexo selvagem tinha passado eu estava começando a curtir o cara. Ele era doce comigo de um jeito que ninguém mais era. Se interessava pelas coisas que eu dizia, era paciente. E como a carne é fraca…
Um ano se passou, nos vimos mais algumas vezes, sempre o melhor sexo do mundo porque, além de tudo, a gente tinha um feeling fenomenal. Nunca me doei tanto na cama para alguém como me doei para ele. Era muito tesão.
Tá vendo que merda. Na relação quem coloca o freio é a mulher, se deixar o homem assumir o comando, ele vai querer comer o seu fio-o-fó na primeira vez que se encontrarem. Homem adora caçar, conquistar e correr atrás da presa (desculpem a analogia tosca). Se ela não oferece resistência, muitas vezes ele come e vai embora. Agora se ela corre, se esconde, aparece, brinca, etc o negócio fica divertido e ao invés de começar pelo ápice e acabar, vai começando morno e esquentando com um prazo maior pra acabar, e se acabar, pois as vezes quando o cara se dá conta, ele também estará envolvido.
Até que, pouco antes do carnaval, mandei mensagem para ele dizendo que estava com saudade (fazia dois meses que não nos víamos) e ele me respondeu dizendo que estava numa festa e quando saísse, ligaria para mim. Desencanei e fui dormir. Lá pelas quatro da manhã ele me liga. A proposta era uma transa a três: eu, ele e um amigo dele. Claro que em outra situação eu até poderia pensar no assunto. Mas eu estava dormindo, era bem tarde e eu nem conhecia o outro cara. Todas as outras coisas que fizemos foram combinadas com antecedência. Daí ele veio com a velha chantagem: se você quisesse me ver de verdade, você faria o que estou pedindo e transaria com nós dois. Isso acabou comigo.
Óóó, acabou com você? Ué, você não era a tal que topava todas as fantasias e disposta a tudo? Para ele você era um pau pra toda obra e não se incomodaria em quebrar mais esse galho.
Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? Não discuti mais. Mandei e-mail para ele no dia seguinte sugerindo que ele ligasse pra uma de suas irmãs quando desse vontade de fazer putaria àquela hora e também que não queria vê-lo nunca mais na vida. Deixei bem claro que não estava dando uma de santa (nem poderia), mas acho que existem limites para o cara ser cafajeste…tem que respeitar a garota e entender que sexo só é bom quando é com o consentimento dos dois. Falei para ele que quando eu tivesse vontade de transar com dois caras, eu não teria nenhum problema em fazê-lo, mas faria por vontade, não por causa da chantagem de um mané. Claro que ainda me sinto apaixonada, mas vai passar. Acho que tem que ter tato. Ele nunca mentiu para mim e sempre fui consciente em relação às intenções dele, mas apelo emocional é demais”.
“Por que um homem acha que se uma mulher é capaz de fazer um monte de coisas “não-convencionais” com ele, ela é obrigada a fazer o que ele quiser, na hora que ele quiser? ” Alow, vamos ter coerência no posicionamento? O cara te comeu do avesso sem ter um compromisso sério contigo, levou pra casa de swing, o que o faz pensar que você não topará um grupal com o amigo dele a qualquer hora? E quer saber? Pelo que eu conheço de homem, ele encaminhou o seu email para os amigos dele e você virou uma piada de 5 minutos.
Vamos voltar aqui a nossa aula de marketing. Você se posicionou para o cara com uma pessoa que dá tudo, capaz de realizar uma fantasia com mais uma mulher, transar na primeira vez dentro do carro e dar na casa do cara com a família toda presente sem precisar de um compromisso sério para tudo isso.
Sabe como esse consumidor raciocinou?
Tenho um produto sem muito valor na mão, mas que atende às minhas necessidades (sexuais) quando preciso. Ele não exige fidelidade, se eu não tiver satisfeito com o que oferece, posso simplesmente largá-lo. Vou usar até onde der e quando me encher o saco, abraço.
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É comum aparecer nos comentários de alguns posts, leitoras mais exaltadas dizendo que eu estereotipo muito as mulheres, que não se pode tomar um modelo e querer aplicá-lo a todas as mulheres desprezando assim a particularidade e característica individual de cada uma.
Por um lado elas estão certas. Eu também não curto quando aparece uma paraquedista-cabeça-de-pudim que só de ler o nome do blog faz um estereótipo de cafajeste achando que eu sou um cara escroto, sem valores e machista.
Porém, seria um pouco complicado vivermos sem estereótipos e quebraríamos a cara diversas vezes tentando procurar a essência das pessoas. Por exemplo, quantas vezes você desencanou de tentar algo com aquele cara boa-pinta da roda, porque ele sempre está ficando com uma garota diferente e você não gostaria de ser apenas mais uma? Por que você não acreditou que com você seria diferente? Está certo que certas mulheres até acreditariam nisso, mas para boa parte o sinal de “essa é uma fria” vai aparecer na cabeça. Isso porque elas já vivenciaram uma situação dessa ou viram amigas quebrando a cara com garotos desse perfil. E ai o estereótipo está formado, homem bonito + popular + mulheres em cima = não quer nada sério.
Fiz essa introdução, pois no fim de semana eu estava numa festa de aniversário e identifiquei uma série de estereótipos das mulheres as quais meus amigos estavam planejando sair. Resolvi trazer 5 para vocês.
- A descartável > Toda piriguete é descartável, mas nem toda descartável é piriguete. As descartáveis geralmente habitam as baladas ou festas regadas a muita bebida. Ai chega lá pelas tantas da noite, está todo mundo doido de goró e chamando urubu de meu louro. Os homens doidos pra arrumar um buraco pra se enfiar e as mulheres não querendo ficar na seca. Como a bebida deixa as mulheres mais suscetíveis e emotivas, os homens se aproveitam do momento, tornam-se “românticos e fofos” e ai fazem do carro no estacionamento um motel ou os mais audaciosos levam pra casa. Só que ai chega o dia seguinte, geralmente o cara vai acordar com exu do lado ou morrendo de dor de cabeça, louco pra que a garota crie asas e voe pela janela afora ou que vire a desejada pizza amanhecida. Até aqui estaria tudo normal no contrato “one night stand” se grande parte dessas mulheres não insistisse em ficar ligando depois ou querendo romance. Um exemplo prático aconteceu com um amigo no semana passada, ele saiu com uma garota no final da festa, finalizou-a no carro e na sequência ela foi pra um lado e ele para o outro. Tudo perfeito se não fosse pelo fato dela ligar no celular dele no dia seguinte (ele não se lembra de ter dado o número) e uma lanchinho dele atendê-la.
- A burra que não vale ir pra cama > Essa coitada nem na categoria descartável consegue entrar direito. Geralmente ela é a amiga de uma amiga que foi apresentada a um amigo solteiro (sim, é confuso). Ela até dá mole para o cara, mas a acefalia somada aos erros de português proferidos ou seus gostos duvidosos são tamanhos que faz com que o coitado broxe antes mesmo que ela esfregue a lâmpada. Recentemente vi esse caso acontecer duas vezes. Em uma delas, meu amigo ficou todo empolgado pelas fotos da garota no Orkut (apesar dela ser mais ou menos). Porém, só foi ele marcar um restaurante e em 30 minutos já tinha vontade de comprar uma gramática pra coitada. Eu chamei-o de bundão já que poderia ao menos tentar dar umazinha na anta, porém ele me disse com toda propriedade “Cafa, o desgaste que eu teria pra comer essa mulher e ela ficar falando asneira no meu ouvido o resto da noite, vale mais pagar uma puta que ao menos vai entrar quieta e se não ficar, eu mando ela calar a boca”. Tenso, eu sei.
- Balzaca puritana > É meio que consenso entre os homens, a mulher que dobra a casa dos 30 e não libera de primeira, corre o grande risco de ser descartada de um futuro encontro. Isso ocorre, pois na mente masculina mulheres que possuem elevada experiência sexual não devem regular a mixaria. E ai geralmente a balzaca fica na incógnita, será que libero de primeira e prendo o cara pelo sexo ou tento dar uma de santa e mostrar que eu tenho meu valor? A decisão não é fácil e pode variar de homem pra homem, porém dos que eu conheço, nenhum gosta de enrolação com mulheres mais velhas. Recentemente eu falei o caso da Iemanjá, ela é a típica balzaca que achou que prenderia meu amigo pagando de santa. O pior é que ele me confessou que mesmo se ela desse pra ele, ele pularia fora depois. Complicado, né?
- A grude > Esse tipo é um dos mais comuns entre as mulheres. Todo homem adora ter uma grude no seu pé. Ele gosta de reclamar para os amigos que não curte “pô cara, essa mulher não sai do meu pé, não sei o que faço, olha só quantas mensagens”, mas lá no fundo ele adora isso, pois ajuda a inflar seu ego. A grude sempre dá indiretinhas pra sair (dificilmente ela espera ser convidada), está sempre disponível mesmo que seja uma segunda-feira as 3 da manhã e adora infernizar o coitado por todos os canais disponíveis (Msn, Orkut, celular, e-mail, etc). Para ilustrar esse quadro, há um mês presenciei um caso. Estava com uns amigos em um churrasco e tarde da noite já estávamos todos breacos, quando cada um começou a fuçar sua agenda pra arrumar a lanchinho que fosse dar a sobremesa da noite. Um deles foi bem sacana. Pediu silêncio e colocou a ligação no viva-voz pra falar com uma grude. Falou meia dúzia de barbaridades pra garota e a tonta toda solícita concordou em ir até sua casa dali a meia hora. Realmente, tem mulher que achou a periquita no lixo.
- A amiga nebulosa > As amigas nebulosas são um dos mais recentes estereótipos que conheci. Eu nunca acreditei muito na amizade homem e mulher. Na minha opinião ela só ocorre quando a mulher é feia, pois se é bonita ou o cara já pegou ou já tomou fora e ai dificilmente rola uma amizade. Porém, há as coitadinhas que até são bonitinhas e inteligentes, mas não têm nenhum sex appeal e ai acabam virando uma amiga nebulosa. Mas por que nebulosa? Geralmente o cara já ficou com essa garota e o papo foi ótimo, mas a pegada uma grande porcaria. Só que num belo dia ele se encontra sozinho e ai resolve procurar essa amiga nebulosa para dar uns pegas, porém após se encontrarem a ausência de sex appeal da garota faz com que o cara perca o tesão de partir para o ataque e ai ficam como grandes amigos conversando no restaurante. No final da noite ele vai pra casa e soca uma sozinho e a garota vai pra sua com uma grande dúvida na cabeça “O que esse porra quer?”.
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p.s. As camisetas do blog estão quase prontas! Já abri a pré-venda para quem quiser encomendar a sua. Para maiores informações criei uma coluna nova na esquerda.
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É comum na maioria dos posts que vocês lêem aqui no blog o cafa mencionar algumas peripécias sexuais com sucessos, derrotas e passagens curiosas. Porém, é incomum aparecer nelas menção às formas de prevenção a doenças sexuais. Não o faço não por ser promíscuo, mas simplesmente porque esqueço ou acho que ficaria parecendo aquelas inserções forçadas de responsabilidade social que a Globo costuma fazer na novela das 8.
Só que lendo a história que a leitora Darcília enviou para a coluna, vi que vale a pena tocar nesse assunto. Por isso, hoje a Sexta das Leitoras será um pouco diferente. Vamos a história:
“Um “belo” dia Fulana foi ao médico, porque sentia dores intensas na região da garganta e do estômago, coitada estava pálida e suando frio .Nós as amigas estávamos crente que era uma gripizinha ou uma virose qualquer ( já que a Fulana sempre foi muito dramática ) e combinamos um cineminha pra mais tarde .
Ela não apareceu, não ligou e nem uma mensagem no celular deixou. Ficamos preocupadas e resolvemos passar na casa dela. Chegando lá sua mãe abriu a porta não tão amistosa como sempre e disse que ela estava no quarto. Coitada da Fulana, estava em prantos amuada na sua cama.
Eis que vem o resultado.
Éramos em 4, ela era a que namorava há algum tempo, sendo todas ainda virgens (detalhe, tínhamos 17/18 anos, prestes a entrar na faculdade). Saíamos todos os finais de semana, baladeiras de plantão, porém selecionadas, é claro.
A nossa amiga que namorava começou a ter a necessidade de agradar mais o seu namorado que por sinal a conheceu em uma dessas baladas.
Era um cara de 22 anos que já estava reclamando de ficar só nos amassos. Claro, ele já não era mais virgem. Com isso ela passou a procurar jeitos de agradá-lo sem se entregar por completa.
Entre um amasso e outro ela resolveu surpreendê-lo e caiu de boca no meninão, bem avantajado por sinal. ha ha ha ! Ele ficou louco e então passaram a fazer com muita frequência.Normal até aí, pra casais de hoje .
Só que depois da ida ao médico, não era mais normal…
Ao examiná-la ele constatou que ela estava com Gonorréia em estágio avançado na garganta. E é claro teve que comunicar à sua mãe (a tia Berenice tinha a ilusão de a filha ser virgem), pois ela era menor de idade. Aos nossos olhos, ela era virgem só que a mãe dela não pensava assim.
Agora com essa história eu queria apenas refletir sobre dois pontos:
-Porra, fazer oral com camisinha é uma porcaria não acha?
-Só que não dá pra ficar acreditando em qualquer um que se encontra na balada, pois foi o garanhão da madrugada quem transmitiu a doença e saiu ileso.
Detalhe, depois de ficar sabendo que ela estava doente ele nunca mais apareceu. Legal né? Idiota!
Quem será mais idiota na história, o garanhão bichado ou a gargantorréia?
Concordo quando a Darcília fala que oral com camisinha é uma porcaria. Aliás, nunca ouvi de nenhuma garota que eu fiquei o pedido pra que eu colocasse a camisinha antes dela chupar.
As pessoas acham que só porque é difícil ou praticamente impossível pegar Aids no oral, é motivo para caírem de boca por ai em qualquer bodega. A hepatite C, gonorréia, sífilis, herpes, etc são mais fáceis de pegar que a Aids e podem acabar com a pessoa, seja fisicamente ou moralmente (como foi o caso da gargantorréia).
Não queira dar uma de médica e achar que só porque o pirulito do cara está com um aspecto bom, ele não está podre por dentro. A Gonorréia, por exemplo, não é visível por fora, mas lá dentro do piu-piu está tudo cheio de pus e podre. E ai você acha que é o maior barato chupar o carinha, enquanto está engolindo uma cacetada de vírus bactéria garganta adentro.
E ai vão me perguntar “ai cafa, então só posso fazer oral depois de casar?!”, claro que não! Oral é ótimo de fazer e receber, mas ele é requer muito mais intimidade que a penetração em si. Se você não tem intimidade com o carinha, tem 3 opções, ou chupa a bala com o papel, ou pula a preliminar e vai logo para o prato principal ou corre o risco de ganhar uma bela zica na boca.
No começo do blog eu postei um vídeo sobre uma campanha em prol da camisinha muito bacana. Infelizmente, depois de um tempo o vídeo saiu do ar. Porém, hoje consegui encontrar outra versão. A trilha sonora é ótima e o roteiro muito bem produzido. Vale dar uma olhada:
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
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Não sei se é vício gerado pelo blog ou mera abelhudice mesmo, mas eu adoro fazer pesquisa de campo e ficar de butuca escutando as conversas de mulheres sobre homens e relacionamento em geral. Meus lugares preferidos são salões de cabeleireiro, barzinho e praia. Semana passada eu ouvi nestes dois últimos ambientes um assunto meio que misterioso para algumas mulheres, por que alguns homens às vezes são lerdos? Tenho uma resposta parcial.
Eu digo parcial, porque há homens que são lerdos desde criança e ai não tem mulher foguenta que consiga acelerá-lo, porém há outros casos que vou chamar aqui de relação custo-benefício que não compensa. Há duas vertentes, a financeira e a psicológica / física.
A financeira é quando o dinheiro despendido para levar uma garota pra cama não vale o produto adquirido (já espero o ataque das feministas com a volta da acidez). Exemplifico.
Hoje estava conversando com um amigo que foi pro interior de Santa Catarina em busca das loiras-gatas-simpáticas-com-sotaque-bonitinho pra curtir o feriado no melhor estilo solteiro (sim, ele fez piadinha comigo por não poder acompanhá-lo). Como bom homem que sou, logo fiz a pergunta mais comum “e ai, comeu alguém?”. Ele disse que não, mas porque o custo benefício financeiro não valia. Ele conheceu uma garota numa balada, disse que era muito gostosa, que rolou a maior pegação no meio da pista e nos cantinhos, mas que era um tremendo jaburu. Como ele estava na casa de um familiar e sem carro, disse que teria que gastar com o táxi e com o motel, fez os cálculos e viu que o investimento seria por volta de R$ 300,00. Solução? Ele saiu da balada e foi pra um puteiro.
A psicológica / física geralmente ocorre com mais frequência quando o cara já conhece um pouco mais a garota. Como eu costumo dizer aqui no blog, há mulheres que possuem uma função muito clara para um homem, ou são amigas (feia e inteligente), ou poderão ser lanchinho com possibilidade de virar namorada (bonita e inteligente), meras piriguetes tiracolo (bonita e burra) ou uma piada (burra e feia). Geralmente o custo benefício de ordem psicofísiológico ocorre com mulheres burras. Exemplifico.
Em um fim de semana do ano passado, eu estava de bobeira em casa quando um amigo me chamou pra passar o fim de semana no sítio dele no interior de São Paulo. O cara estava sozinho com o seu casinho e a prima dela (que eu já havia ficado) e me convidou pra passar o fim de semana lá, ou seja, sexo o fim de semana inteiro. Só que eu conhecia a garota e ela é uma topeira daquelas mongas que escreve “a gente” tudo junto, fala gírias infantis, gosto musical duvidoso (Nx0, pagode e cia) e uma limitação de papo que não tem assunto meteorológico que resolva. Coloquei na balança e vi que o desgaste físico / psicológico de ter que me deslocar até o lugar, aturar uma mala e ficar de namorandinho com alguém insuportável durante tanto tempo, não compensaria. Desisti, aluguei um filme e comi uma pizza sozinho.
Portanto, antes de ficar chorando as pitangas e de lamúrias com a sua amiga dizendo que fulano é lerdo ou que anda negando fogo, veja se realmente ele nasceu com a lerdice ou se você não foi vítima da relação custo-benefício.
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Votação encerrada. A camiseta 4 da Michelle foi a vencedora e virará a camiseta oficial do blog. Conversarei com a leitora da 5 pra tentar fazer adesivo com ela. Obrigado a todas que participaram e votaram!
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É difícil uma garota aceitar que é uma piriguete e se denominar como tal. Geralmente a piriguete se mascara de feminista, de descolada e justifica suas piriguetices (nunca para os homens e sim para as amigas) defendendo que pode fazer as mesmas coisas que os homens fazem (se esse argumento procedesse, elas soltariam pum, arrotariam na frente das amigas e mijariam no meio da calçada).
Eu não curto essa classe de mulheres não porque dão mais que chuchu na serra (que aliás é uma virtude, pois ajudam os homens a dar uma aliviada sem compromisso), mas justamente porque a maioria esconde a sua condição (quando não pagam de casta). Só que todo homem ligeiro consegue reconhecer uma piriguete por meio de alguns detalhes, características e atitudes.
E você? Será que se enquadra na categoria? Abaixo listei 10 formas de identificar uma piriguete de primeira linha. Marque as opções que você se enquadra:
1-) Roupas e acessórios - A piriguete precisa mostrar 24 horas por dia e em qualquer lugar que vá que é atraente, que possui um corpo sensual e que os homens babam por ela. Ela precisa chamar a atenção. Para isso, usa toda sorte de artifícios para mostrar o seu corpo. Roupas coladas, decotadas e mini-saia constituem 90% do seu guarda-roupa. As calcinhas são minúsculas (possuem vários exemplares vermelho bordel e de renda). Brincos com argolas gigantes e pulseiras imensas são acessórios que complementam a sua indumentária. Roupas com detalhes de zebrinha e oncinha também despertam o seu interesse. Saltos de 10 cm são muito bem-vindos ainda mais quando aliados com um micro shorts ou mini saia.
2-) Toque - Piriguete adora tocar em homens que não possuem muita afinidade. Ela sabe que caras cabeças-de-vento, pega-ninguém e marombeiros crêem que se a garota toca neles, acham que ela o deseja e que está a fim. Como a piriguete gosta de provocar, ela usa e abusa desse recurso. Portanto, sempre quando vão cumprimentar um homem elas colocam a mão no pescoço /rosto, no bíceps e as mais graduadas no peitoral. Já na conversa, remetem ao Jô Soares, sempre procuram pegar na mão do interlocutor.
3-) Orkut descolado - Elas são muito festeiras e descoladas. No álbum do Orkut sempre tem foto de balada e abraçadas com caras distintos. O scrapbook (se não apagam) é repleto de homens comentando e dando indiretinhas pra saírem. As comunidades também denunciam a sua linhagem “Pego e não me apego”, “Lugar de mulher é no tanque” (e ai tem a foto de um cara com o abdomên trincado), “A fila anda”, “Se não lembro é porque não fiz”, e dai pra baixo.
4-) Sensualidade em troca de benefícios - A piriguete sabe trabalhar muito bem a sua sensualidade e possui conhecimento suficiente do universo masculino para poder usar esse truque em troca de algo. Esse artifício é utilizado em larga escala no trabalho ou faculdade, pois para pedirem um favor a alguém do sexo masculino, estão lá colocando a mão no corpo do abobado, fazendo voz fininha e trejeitinhos, ai o cara acha que a bonitona vai dar pra ele e pronto, está fazendo o que ela quer.
5-) O peso do dinheiro / fama - A piriguete não valoriza muito a capacidade intelectual de uma pessoa. Elas vivem de imagem, dinheiro e status, se o cara é um horroroso, mas descola aquele camarote na balada, é filho de não sei quem ou possui uma boa condição financeira, elas são capazes de se apaixonar num instante.
6-) Não se apega - Depois de muito tempo na putaria, finalmente ela achou um cara com todos os requisitos que ela valoriza (com grana, bonito, sarado, pop, etc). Começa a namorar. Só que ai aparece um cara mais bonito que o namorado ou com mais grana, ela não resiste e sai com ele, ou melhor, dorme com ele. Segue nesse alpinismo até o namorado dar um pé e ela arrumar outro trouxa que a assuma.
7-) Sexo em qualquer lugar - Com a piriguete não tem tempo feio. Ela transa no estacionamento da balada (as mais graduadas dentro da balada), no cinema, no banheiro da faculdade, no escritório e em lugares públicos em geral.
8 -) Não possui amigas - A piriguete possui dezenas de colegas, mas amigas mesmo, praticamente nenhuma. O motivo é muito simples, que mulher com a cabeça no lugar vai querer sair com alguém que só pensa em homem e putaria? Imagina a amiga começa a namorar um bonitão, porque a piriguete o pouparia? As poucas “amigas” geralmente são piriguetes também e ai está tudo em casa, trocam ou dividem homens entre si, falam mal uma da outra pelas costas, compartilham os mesmo interesses financeiros, enfim rola aquela afinidade. Boa parte se vangloria de possuir amigos homens que na verdade querem mais traçá-la a serem confidentes.
9-) Sambada na roda - As piriguetes são facilmente reconhecidas em seu círculo social, não apenas devido as características supracitadas, mas principalmente porque já passaram na mão da metade dos homens da sua faculdade, bairro, escritório, clube, etc. Como homens não guardam segredos de intimidades com piriguetes, todo mundo acaba sabendo o que ela gosta de fazer na cama, a posição predileta, se curte levar tapa, ser xingada, etc
10-) Não possui amor próprio - Com todas as qualidades destacadas nesse post, é fácil perceber que piriguete não possui amor próprio. Abaixa a cabeça pra tudo que os homens mandam, não importa em ser a outra, não diz não, contraria seus valores (os poucos que possui) e não ouve sua família (quando não for filha de chocadeira). Na vida amorosa eu vejo dois destinos para ela, o primeiro e mais comum é se tornar aquela coroa brega que se veste como garotinha, deforma a cara com botóx e vai pra balada atrás de rapazes; o segundo é arrumar um cara que compartilha os mesmos “valores” que ela e ai vivem uma relação de traições e promiscuidade sendo ótima referência para sua filha e para a perpetuação da espécie.
Se você assinalou 5 ou mais, há fortes indícios que você faz parte do universo piriguetesco.
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As camisetas enviadas para o meu e-mail estão bem legais. Talvez eu aumente o ranking de votação, vou esperar até o meio dessa semana pra decidir.
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Ao folhear algumas revistas femininas e pelos comentários de algumas leitoras no blog, vejo que muitas mulheres possuem problema de “timing” em um relacionamento. Esse problema aparece em várias circunstâncias, desde as mais banais como se trocar pra sair (eu não podia perder a piada) até as mais “sérias” como mostrar que está a fim de engatar algo sério com o carinha (tema do último post).
Entre essas dúvidas temporais, há uma bastante recorrente: “quando devo transar com o carinha?”. Bom, eu acho que isso é uma decisão bastante pessoal e que cada uma deveria saber o seu tempo e quando se sente confortável para se permitir (ficou meio mãe, mas não encontrei algo melhor).
Só que muitas mulheres levadas pela emoção e pelo momento, transam com o cara e depois ficam chorando pelos cantos arrependidas (seja porque foi uma merda ou porque foi ótimo, mas o cara sumiu). Por outro lado, há aquelas que desconfiam de todos os homens e ai acabam virgens com 30 anos porque nunca transaram ou porque voltou a fechar devido a falta de uso (por favor, é uma piada).
Esse tema veio em mente depois do relato de um amigo meu neste fim de semana.
O cara é muito desencanado de namoro e sempre diz que não vê mal algum em ficar velho e sozinho (ele pensa um pouco igual a mim, mas com uma veia mais radical). Todas as garotas que ele fica, acha um defeito e desencana de assumir algo sério (ele não é adepto do conceito da geladeira). Porém, há um mês meu amigo conheceu uma garota numa boate em BH e bateu a paixonite nele.
Já em São Paulo, ele veio me contar todo feliz que tinha conhecido uma garota bem bacana, inteligente e que rolou química, porém, ela não transou de primeira. Eu fiquei com o pé atrás desse affair, porque eu conheço bem o meu amigo e sei que aquilo não duraria uma semana. Mas, para minha surpresa duas semanas após o encontro ele foi até Minas ver a garota novamente. Gastou uma boa grana, fez um passeio cultural durante o dia, levou a garota num bar chique e caro na cidade e a noite…não rolou nada. Ele voltou indignado, não tanto pelo fato de ter gastado dinheiro, mas porque foi bem educado, a tratou bem e em troca ganhou um beijo na boca. Após o ocorrido, disse que não pisaria mais os pés em BH. Nem precisou.
No fim de semana seguinte a garota veio vê-lo em sampa. Como bom amigo e xereta que sou, combinei com ele de fazermos algum programa de casal (antes que esse assunto domine os comentários, ainda não estou namorando). Bom, minha opinião como amigo e homem é de que a garota mais parecia a tia Iemanjá (com uma cara cansadinha e um vestido turquesa longo horroroso), porém se ela o faz feliz, tem o meu apoio.
Isso foi uma sexta-feira. Dia seguinte liguei para saber do ocorrido e como ela dormiu na casa dele, achei que a putaria tivesse rolado solta, maaas….não rolou nada. Ele disse que a garota falou que ainda era cedo, pra esperar um pouco (detalhe, não rolou nem um oral). Ele apostou a ficha no sábado.
Sábado ele resolveu fazer um programa a dois em um restaurante bem requintado aqui em São Paulo, os famosos “abre-pernas”, pois a garota fica babando pela suntuosidade e pompa do lugar e acaba cedendo. Porém, meu amigo tentou mais uma vez e…nada. Me ligou domingo puto da vida mal dizendo a garota e que tão cedo não se envolveria com alguém.
No caso dele, minha aposta é que foi acometido pela Sïndrome do Bom Partido. A garota foi querer pagar de santa achando que assim ele poderia ter uma boa impressão dela e ai a pediria em namoro.
Como eu disse, cada mulher deveria saber quando seria a melhor hora pra transar com um carinha, porém como eu sei que essa resposta não vai resolver o problema, darei meu ponto de vista analisando 3 grupos distintos de mulheres:
Virgens - Esse é o grupo mais delicado, pois geralmente a garota não possui experiência de vida suficiente pra entender o sexo masculino e acaba caindo no papinho furado dos garotos da sua idade (com aquele velho jargão: “Você não gosta de mim, é?”). Ai a boboca fica cheia de pena e culpa, resolve liberar pro cara, a transa é uma porcaria, ele não tem paciência, ela se machuca e fica encanada pensando que fez algo errado e pronto! Anos para se recuperar e aprender que sexo é ótimo (quando bem feito). Na minha opinião, nem sempre é necessário estar namorando para perder a virgindade. As pessoas apregoam isso, porque se subentende que um namorado vai ter paciência e tratar a garota com carinho. Porém, nem sempre isso ocorre. O importante é sacar que o cara não está só com você pra te comer, mas que demonstra preocupação contigo em diversos momentos (sejam eles ruins ou bons).
Mulheres que procuram curtição - Tem mulheres que estão desencanadas de namorar e que são adeptas do lema quanto mais melhor. Nada contra, a periquita é sua e você faz o que bem entender com ela. Porém, se você pretende sossegar o facho algum dia e engatar um namoro, é bom tomar cuidado com os caras que costuma sair. Para mulheres que buscam somente one night stand, o ideal é sair com homens que não fazem parte do círculo de amizade. Pois não tem jeito, homem gosta de contar pro amigo que comeu aquela fulana que eles conhecem, só que esse amigo vai contar pro seu outro amigo, que vai contar pro melhor amigo dele (que também já transou com você) e ai todo mundo está sabendo seus casos (inclusive aquele primo do seu amigo que você achou uma graça). Por isso que os homens de balada são os ideais para as mulheres que buscam curtição, pois dificilmente são do círculo de amizade e ninguém vai fofocar o ocorrido.
Mulheres que procuram namorar - Todo homem que se preza ao ficar com uma garota tem um objetivo bem claro em sua cabeça, levá-la pra cama. O freio quem coloca é a mulher. E se o cara curtiu ficar com a garota, não vai ser porque ela não liberou de primeira que ele vai desistir e partir pra outra. A gente está louco pra transar, mas valorizamos muito mais aquela que atiça e não libera de cara as que já queimam a largada e vão pra cama direto. Se o cara não te procurou depois só porque você não quis dar de primeira, das duas uma, ou ele não te curtiu ou não dá a mínima pra você. No caso do meu amigo citado acima, a garota perdeu completamente o timing pra liberar (somado ao fato que ela é quase uma balzaca), não tem homem apaixonado que aguente tamanha enrolação.
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A leitora Jucilania trouxe uma história que vejo ocorrer cada vez com mais frequência entre as mulheres modernas, a tentativa de se blindar nos relacionamentos deixando o feminismo de lado e brincando de ser homem.
“Tenho um grande amigo e começamos a ficar. Sempre tivemos tesão um pelo outro, mas que nunca passou de olhares. Meu namoro acabou por outros motivos e então enfim ficamos naquele clima de ‘finalmente, não é?’.
Pois bem. Nos tornamos ficantes casuais. Éramos amigos, confidentes, cúmplices. Mas ficávamos. Aconteceu que entre minhas outras ficadas conheci alguém especial. Nesse meio tempo, meu ‘grande amigo’ acabou mais intenso, era estranho. E eu fiquei numa dúvida terrível.
Cafa > É a coisa mais normal. O famoso sentimento de posse. Por mais que o cara não goste tanto da mulher, nenhum homem se sente feliz de saber que “sua mulher” está sendo dividida com outro. Se ela começa a ficar mais seriamente com esse outro, pronto, o cara vai querer provar pra você (e pra si mesmo) que ele é melhor. Porém, nem sempre isso quer dizer que o cara queira assumir um relacionamento.
Por um lado tinha um cara novo, legal, que gostava de mim, mas com quem eu não tinha tanta afinidade. Era apenas legal, até porque, não nos conhecíamos a tanto tempo assim.
Com o meu ‘grande amigo’ era diferente. Eu sempre me mantive numa linha segura de limites, porque, sabia que se passasse dessa segurança, poderia me machucar muito e acabar com a amizade. Mas ele, com o novo comportamento, acabou ultrapassando a linha. Pediu para que eu tentasse namorar com ele, mostrou e provou por a + b que éramos perfeitos um para o outro. Mas eu tive muito medo, ele é muito inconstante.
Cafa > Aaaa pimenta no fiofó dos outros é refresco né? Quer dizer então que a senhorita é um poço de constância? Assim como ele deve ficar com outras nessa relação casual, você também estava nas suas pegadas. O cara na iminência de perder você e “pressionado” viu que poderia estar perdendo alguém bacana. Ele poderia forçar um pouco mais a barra, mas não assumir nada com você(o que costuma ser bem normal), porém ele apostou a última ficha que tinha e queria algo sério.
E comecei a namorar com o outro. As ficadas terminaram. Foi um namoro agradável enquanto durou. Somos diferentes, em estágios de vida diferentes e resolvemos acabar numa conversa tranqüila. E eu resolvi contar para o meu ‘grade amigo’ o que se passou nos dois meses em que namorei: Fulano, sempre ficava pensando se não tinha feito a escolha errada. Sei que a gente é perfeito junto… E não sei o que fazer.
Acabamos ficando naquele clima de casualidade, mas eu tinha outras expectativas. A transa foi perfeita, intensa, ele estava e eu também de corpo e alma. Mas era uma despedida. Ele disse que não estava afim de se envolver e que isso era muito mais difícil em se tratando de mim. Então, por isso, resolveu parar com tudo. E estava ficando com outra menina. Semana passada disse que talvez tentasse um namoro com ela e que meu desconforto em relação a isso ia passar, que foi igual com ele, e que é isso mesmo…
Cafa > Agora o cara te vê como uma grande companheira que quebra o galho dele de vez
Está sendo frio comigo, distante. Embora requisite minha presença nos lugares, peça para que eu não vá embora. Aconteceu de uma festa eu dizer: Vou embora, consegui carona. Ele dizer: Mas você não precisa ir, precisa? É meu aniversário. Você pode dormir aqui em casa, tem lugar. Mas não me olhou mais nos olhos a noite inteira.
Cafa > “Mas você não precisa ir, precisa? É meu aniversário. Você pode dormir aqui em casa, tem lugar” > tradutor cafa > “Não vai me deixar na mão, literalmente, bem no meu aniversário né porra?! Você pode ficar na minha cama e depois transar comigo”.
Ficou com uma amiga nossa, e eu fiquei com um amigo dele. Ele comentou com ela, (no meio da ficada) o quanto tinha ficado feliz com a minha ficada com o menino, pois achava que eu estava me apaixonando por ele! Ótimo. Até porque, ficar com o amigo dele foi inútil, apesar de o garoto ser um doce, lindo, beijar bem, ter encaixe. Eu só pensava, ainda bebada, que queria estar com ele. E escutava ele ficando com a menina pelas paredes. Péssimo.
Cafa > Mimimimi que coisa de casal adolescente, não? Veio um flash na minha cabeça de uma cena igualzinha quando eu tinha 17 anos e fiquei com uma amiga da minha lanchinho e ela acabou ficando com um amigo meu. Resultado? Eu fiquei puto com a situação e ela chorou a noite toda. Não confiava mais nela nem ela
E apagou do orkut uma poesia (parece bobo, mas era importante…) que mandei como depoimento que ficava apenas para ele. Não liga mais, não me olha nos olhos.
Estou triste, sem saber o que fazer. Não consigo entender…
Cafa > Ahhh que coisa Kitsch.
Até porque, sempre fujo de paixões. Elas acabam comigo, então, quando percebo a mínima coisa errada, eu fujo. Mas resolvi deixar as coisas acontecerem em relação a ele. Estou apaixonada e não sei o que fazer…”
Cafa > Ahaam não soube brincar de ser homenzinho, né? Cadê aquela garota que “se mantinha numa linha segura de limites” ? Caiu? Pois bem, não fique chateada. Você faz parte da grande maioria das garotas que ainda acredita poder brincar e racionalizar os sentimentos. E isso está errado? Não sei. Na sociedade atual (é meio clichê essa expressão, mas não encontrei outra) as mulheres procuram imitar os homens criando suas armaduras para poderem se blindar, não se envolver com alguém e não se machucar. Só que a vida geralmente tem dois destinos para as mulheres que não sabem lidar com isso, um deles é que acabam se machucando mais, porque a armadura cai no momento em que o cavalheiro desistiu de atacar, e ai acabam desprotegidas chorando pelos cantos; o segundo caminho (e na minha opinião o pior) a armadura nunca cai e ai se tornam aquelas eternas encalhadas que ao menor deslize do cara já começam a cuspir teorias de relacionamento, filosofias sentimentais, sofismas amorosos e demais chatices que as qualificam como mulheres 3 p’s (pentelha, pedante e prepotente). Pelo menos o seu caso parece ser o primeiro, minha dica é você pegar o timing pra derrubar sua armadura, não ficar desarmada antes do tempo, nem tardiamente (como foi o caso).
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A leitora Filomena* caprichou na escrita e trouxe a tona um tema interessante. Hoje, ao invés de colocar uma história de frustração, de lanchinho, de PP, etc, escolhi uma que mostra a preocupação de toda mulher moderna: O medo de ficar pra titia.
“Vamos contextualizar. Tenho 20 anos, sou filha de pais separados (minha mãe sempre foi reprimida pelo meu pai que a traiu, e só se libertou dessa repressão anos depois da separação – com muita ajuda minha), faço faculdade de letras e trabalho como revisora.
Cafa > Acredito que de cada 10 conhecidos meus, 8 possuem uma história muito parecida com a sua em relação aos pais. A história é mais ou menos a mesma, a mulher teve que abandonar seu emprego ou estudo para cuidar dos filhos e ai acabou dependendo financeiramente do homem que por sua vez montou em cima da coitada. Por isso fica a dica, não quer depender do marido e correr esse risco da leitora Filomena? Cuide dos filhos até a licença maternidade, mas nunca abandone o trabalho.
O que vem me agoniando é a “estacionada” que minha vida sexual/amorosa deu depois que comecei a trabalhar e estudar. Eu passei a sair menos do que o habitual, mas mesmo assim, abro espaço para isso pelo menos uma vez por semana.
Cafa > Isso é a coisa mais normal de acontecer. Quando a gente é adolescente ou está no início da faculdade, quase tudo é festa e curtição. Logo, sobra mais tempo pras festas, lanchinhos, putaria etc. Só que se você não é uma dondoca ou playboyzinho, chega a hora de trabalhar, pagar contas, assumir responsabilidades, enfim, levar a vida mais a sério. Consequentemente o tempo pra curtição, lanchinho, putaria e etc cai. Ai o segredo é deixar a quantidade de lado e melhorar a qualidade. Ao invés de sair pra várias festas, sair para A festa, ao invés de beijar vários moleques, investir NAQUELE homem do trabalho / faculdade, etc.
Sempre tive um pouco de medo de relacionamentos por diversos motivos:
* me tornar uma dessas namoradas melosas-chicletinho / ter um namorado meloso;
Cafa > Para isso existe o ficar e assim conhecer a pessoa. E se você for do tipo chicletinho tem homens que até curtem.
* ter de me privar da minha vida para realizar vontades alheias (num esquema desequilibrado);
Cafa > Você vai ter que se privar e ele também. Cada lado cede um pouco, é a mecânica de uma relação saudável. Se o esquema for desequilibrado, DR (eca), se não rolar, fim.
* acabar me satisfazendo com alguém que não se dedicasse a mim;
Cafa > Ai você tem problemas de amor próprio e deve procurar ajuda. Não vou me satisfazer com uma traste que me trata mal a menos que eu seja mongo e masoquista.
* terminar num relacionamento de submissão como o dos meus pais, e por aí vai.
Cafa > Você deveria ter aprendido a lição com seus pais.
A grande verdade é que eu sei que, no dia em que eu me apaixonar, minha razão não vai ter chance de se sustentar, como já aconteceu há 4 anos. Tive um “namoro” de 1 ano. Mas a relação era unilateral. Praticamente, só eu me dediquei – e muito – e acabei sendo corna. A cornitude durou pouco, mas foi bem aproveitada, fiquei mais seletiva e estou sozinha até hoje. Obviamente, não passei todo esse tempo sem ninguém, tive meus rolos, que duraram, em média, duas saídas.
Cafa > Pelo visto a lição que teve com seus pais não serviu pra muita coisa. Tudo bem que mulher é mais emocional, mas antes de tudo vem o amor próprio.
Agora vem a minha dúvida: será totalmente minha a culpa, ou os homens realmente são/estão difíceis? Eu, com nenhum dos rolos que tive, me senti com um homem, mas com moleques. A sensação de ser lanchinho foi me atormentando – que fique claro: nunca cobrei nada de ninguém, também porque não tinha a intenção de ser cobrada por nenhum deles. –, até que, no final do ano passado, cansada de ser destratada (nem mal-tratada, nem bem-tratada) “desisti”. Parei de dar bola para qualquer zé-roela que não quer saber de nada. Desde então, mudei minha atitude com relação aos homens. Mantenho certa distância de segurança quando conheço alguém, até ver do que se trata. Se interessar, dou chance, mas o engraçado é que com a minha mudança de atitude (antes, se interessasse eu dava diretas, hoje só me mostro receptiva), os homens parecem fugir, às vezes o papo está bom, mas é só entrar no assunto relacionamento e eu dizer que estou sozinha há 3 anos e que estou bem assim, estudo, trabalho e tenho meus projetos paralelos que o afastamento é imediato.
Observando minha mãe e suas amigas, percebo que também com elas acontece assim. Elas são maduras, bonitas, trabalham, se sustentam, têm os filhos criados… A autossustentabilidade (que é bem diferente de autossuficiência, no que não acredito) feminina parece um espantalho para os homens. Inteligência e amor próprio, o que é um afrodisíaco para as mulheres, parece brochar os homens.
Agora não sei se volto a usá-los um pouco, ou se fico sozinha esperando o homem que se interesse por mim e não pelo meu decote. A segunda opção, apesar de mais lenta, tem me parecido mais atraente.
Cafa > Sua preocupação é a mesma que a de alguns homens (que trabalham, estudam, são independentes, etc). O problema (ou não) é que conforme você amadurece como pessoa e profissionalmente, mais o seu senso crítico e filtro aumentam. Então aquele babaca de correntão de prata, gel no cabelo arrepiado, 40 cm de bíceps e um cérebro de ostra em coma acaba incomodando.
Acontece que esses caras são a maioria (cada um com um adereço a parte) e os poucos que sobram ou estão compromissados ou com o pé atrás pra conhecer alguém, assim como você.
Não está fácil pra ninguém, mas um dia a tampa da panela aparece e se não aparecer, fazer o quê? Ficar com um cara que te deixa pra baixo só por que alguém instituiu que você precisa casar? Sinceramente, eu prefiro ser um eterno solteiro a ficar com uma tosca porque a sociedade me pressiona.
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