Quase todo dia recebo indicações de blogs, matérias ou sites com conteúdo relacionado ao Manual. Grande parte das vezes é algo completamente tosco, sem qualidade editorial (muitas vezes com a falsa autoria do Arnaldo Jabor) ou coisas óbvias. Porém, algumas vezes a leitura vale a pena e é possível extrair algo bom (ou ruim) para a análise de comportamento das pessoas e da nossa sociedade no geral.
Semana passada, recebi indicação por uma leitora de um blog que vale a pena essa análise. Chama-se “100 homens”. Em linha gerais, a escritora pretende trepar com 100 caras em um ano. O motivo? Ela explica com muita propriedade: “resolvi colocar a tal resolução como forma de me lembrar que ter uma vida sexual plena é essencial para o equilíbrio”.
Ou seja, a garota com cérebro recheado de titica tomou para si que o “equilíbrio” da vida está diretamente relacionado a quantidade de vezes que se deita com um homem diferente em um ano. É uma Buda acefálica com seguidores no cio desesperados por uma foda gratuita travestida de um idealismo oco. Pior ainda é “como forma de me lembrar”, imagina se vira moda? Vai ter gente dando no poste para se lembrar daquilo que é importante para si. Demais.
Se a garota fosse uma Bruna Surfistinha, esse post não existiria. Não porque acho bonito o trabalho de uma puta, mas a partir do momento que a mulher é honesta com os seus propósitos, dane-se o que faz com a sua vida. O que me irrita profundamente é essa forma rasa de mascarar liberdade sexual com prostituição gratuita e vender isso para milhares de mulheres que estão começando agora sua vida sexual a acreditar que dar para um time de futebol no vestiário não passa de um fantasia sexual sem grandes consequências.
Algumas leitoras feministas podem voltar com aquele discurso chato de “é machismo só o homem poder transar com quem quiser”, mas aqui volto na tecla que sempre bati, mulher não é igual ao homem. Homem não busca equilíbrio em foda, busca tesão, alívio.
Cara, se você tiver o mínimo de atratividade (as vezes nem isso é preciso), é só ir para uma balada, sair pegando no pau dos caras e pronto, vai conseguir bater umas pelos cantos, chupar outros no banheiro e dar para vários desconhecidos. O ponto é, você realmente precisa disso? Isso faz você encontrar o equilíbrio da vida?
Veja bem, não estou falando aqui que você tem que casar virgem ou só transar com o cara que for namorar, mas a buda acefálica confunde causa com consequência. Uma coisa é você querer transar com 100 a outra é acabar transando com 100.
Se quer se igualar aos homens, então seja racional como eles. Vai dar pra geral? Cobra então. Se for uma gostosinha e rostinho bonito, pode ter certeza que pelo menos uns cenzinho vai lucrar por programa encontro. Imagina se os homens ao comer uma gostosa no final ela desse 100 reais. Ao contar isso para a roda de amigos ainda ia se passar por fodão.
Vamos ser razoáveis. Aliás, isso é o que mais falta nas pessoas. Parar, pensar e analisar criticamente seus comportamentos e atitudes. E analisar criticamente não é apenas olhar pra si mesmo e se sentir feliz com o que vê, mas se distanciar um pouco, observar outras pessoas, buscar referências, LER, enfim, abrir um pouco a cabeça. E o argumento “foda-se o mundo, o importante é o que EU valorizo”, não passa de uma falácia de uma adolescente inocente. Vivemos em sociedade e não em um aquário do peixe Beta. Há alguns códigos que ou você segue, ou vai ser tachada e humilhada.
É legal tentar quebrá-los e evoluirmos? Opa, é sim. Porém, nessas tentativas você pode ser uma referência ou pode cair no ridículo. Clarice Lispector e Gretchen estão ai pra provar (até me dói a comparação).
Enfim, se tudo o que eu disse não faz nenhum sentido e/ou trata-se de uma mente machista, respeito a opinião contrária. Só peço que todas que concordam com a proposta da garota coloquem seus emails nos comentários para que os leitores homens (e meus amigos) possam te ajudar.
Muitas leitoras reclamam das Sexta das Leitoras dizendo que eu escolho as piores histórias, que elas não fazem parte do seu universo, que as mulheres os casos são de mulheres desmioladas, etc, etc.
Não concordo com essas reclamações. Claro, há casos (como o da garota que encarnava o Mussum) que não são normais, mas outros sim. O ponto é que é muito fácil criticar uma pessoa / situação se você nunca passou por ela.
Essa história abaixo é um desses casos, em que você fala “Ah, mas que idiota”, mas eu tenho certeza que grande parte das que criticam, se tivessem apaixonadas, cometeriam erro parecido.
“Cafa, a historia é a seguinte: Tenho 29 anos, sou independente, tenho um bom status profissional, moro sozinha, bonitinha (pelo menos é o que dizem), inteligente (não esnobe), gente boa (estilo “atraio amigos, super parceira”), vaidosa, feminina, engraçada, elegante (tento ser, e pelos feedbacks que recebo, estou conseguindo)…
Sou natural de Goiânia, mas já me mudei para 2 estados em função do trabalho (Paraná e SP- capital, respectivamente). Atualmente moro em SP.
Quando ainda morava no Paraná, conheci um cara do trabalho – 32 anos (trabalhamos na mesma empresa, mesma área, porém ele trabalhava em SP e eu em Paraná). Desde o inicio senti uma atração por ele (nada de amor a primeira vista ou babaquices semelhantes, achei-o bonito apenas).
Encontrávamos-nos com freqüência, devido à nossas agendas profissionais (ou eu ia à SP por demandas do trabalho, ou ele ia ao Paraná pelo mesmo motivo). Até então, nada de “sentimento”, apesar de um clima, nos tratávamos como “colegas e trabalho” (para inglês ver).
Em um dia, estava on line no g-talk, e começou o bate-papo. A principio, o “cha-la-la inicial” de qualquer inicio de relacionamento (na verdade ambos sabiam “vamos nos pegar no próximo encontro”).
O grande problema (que me faz rever meu conceito do “sou inteligente”), é que ele é casado (não oficialmente, mas mora com sua namorada). Sabia desde o inicio, mas numa boa, estava afim de um fast fuck mesmo! Estava a toa e o cara é bonitão…
Cafa > Pela sua escrita, forma de colocar os assuntos e até auto-análise, realmente você me parece ser uma pessoa bastante inteligente racionalmente falando, o que pega aqui e o problema da maioria das mulheres, inteligência emocional. Não é que você não tem, mas ela é baixa.
Muitas mulheres bem sucedidas profissionalmente e/ou independentes financeiramente tem essa coisa de achar que por terem controle da parte material, tem da emocional. Já recebi dezenas de casos de mulheres iguais a você que supostamente conseguem separar fuck buddy de envolvimento emocional e depois da quarta ou quinta saída já estão apaixonadas.
Sou do tipo de mulher que gosta de fazer os homens saírem da relação falando bem de mim, tenho que fazer os homens pedirem “bis” sempre. E foi o que aconteceu..
Cafa > Que mulher não quer né? hehehe
Ele procurou, ia para o Paraná sempre, e nos divertíamos muito juntos. A vontade que ele mostrava em estar comigo era plausível, parecia não ter fingimento. Eu correspondia, porque alem de bonitão, ele é um cara interessante, e inteligente. Eu não estava apaixonada, mas gostei da sensação de “abalar” um “casamento”. Isto me fez bem. E de fato aconteceu. A ponto de ele sair de casa dormir na casa da mãe, amigos por um bom tempo (vi pela web cam).
Cafa > Não seja tão egocêntrica. O casamento do cara pode ter sido abalado por N fatores, e claro, o bonitão falou pra você que era um dos motivos para que seu ego crescesse e ele pudesse te comer mais vezes.
Recebi uma proposta da empresa para trabalhar em SP. Ele ficou sabendo e me “colocou na parede”, tipo já estou olhando um apto para gente, vai querer ou vai correr?
Cafa > Ele foi bem infeliz nessa sugestão dele, ou pelo menos acreditou que você não cairia nela. Arrumou um problema.
Gostei da iniciativa dele, mas não levava a serio no inicio (penso que não), mas dava corda. No inicio pensava “esse cara é louco” ate eu me mudar, eu dou um jeito.
Quando chegou a este ponto, minha admiração por ele começou a aumentar… E ai começa a parte do “fudeu”.
Houve um momento que tive que parar e pensar “to sacaneando o cara que eu gosto, tenho que fazer uma escolha”. Avaliei e decidi que valeria a pena (apesar de toda a sorte que tenho no jogo, estava faltando tudo o que ele me dava). Enfim, resolvi levar a ideia dele em frente.
Cafa > Engraçado isso. Ele sacaneou a esposa, você sacaneou a esposa dele, ele te sacaneou, mas você ficou com pena de sacaneá-lo.
Entretanto, nunca me esqueci que ele é “casado” e homem casado é homem casado! Tive uma conversa com ele e fiz a seguinte proposta:
“Levaremos tudo em frente sim, vamos continuar este relacionamento da forma que tu queres. Mas para isto, você vai ter que sair da tua casa antes de eu ir para SP. Tenho uma grana guardada, pode ir em frente na busca do ap, e coloque mobília com a grana, mude-se para lá. Quando sair minha transferência eu chego com minha malas e pronto.
Cafa > Cara, que absurdo. Você junta dinheiro para simplesmente jogá-lo em uma aventura? Dar para um cara que trai a esposa? Ou você realmente confia muito nele ou é muito ingênua.
Ai danou-se! O homem corajoso e decidido virou um frouxo! Veio: “não é bem assim, eu tenho que ver porque o ap (em que ele mora com a “esposa”), esta financiado em meu nome”, etc.
Cafa > hahahahahaha. Grandes merdas. Como se as pessoas ao terminarem uma relação perdem tudo o que investiram. Aqui ele deixou claro pra você que o dinheiro que ele investe no apto é mais importante que você e a esposa dele. Bem digno.
E sabe o mais engraçado? O cara trai a esposa, ou seja, já está acostumado com coisas baixas e falta de caráter. O que você vai esperar dele com alguém que é apenas a comidinha casual? Sinceridade? Companheirismo? Se nem com a esposa ele é assim, com você muito menos.
Ficou diferente e “em cima do muro”.Não perdi tempo, quando vi que ele voltou atrás, acabei com tudo, deixei de responder os contatos, “sumi do mapa” por 3 meses (sofrendo pra caralho, mas segurando a onda).
Me mudei para SP em fevereiro. Desde que “terminei”, meu sossego acabou (já há 7 meses), agora vejo-o todos os dias e sou louca por ele, mas incapaz de trata-lo com o mínimo de dignidade. Dei um baita de um gelo, mau olho para cara… Ele me procura um pouco, “puxa-papo” me trata bem, brinca comigo, mas não comenta nada sobre o relacionamento que tivemos. Na minha opinião ele tenta recuperar a admiração que eu tinha por ele, e se “colar”, voltar com a aventura da “comidinha fora de casa”.
Cafa > Muito bem analisado. É esse mesmo o propósito do cara.
Sei que a probabilidade de ele se separar é inexistente. Estou sofrendo com essa situação, não aceito ser a “amante”, mas também não consigo ficar um segundo sem pensar nele, e incapaz de dar o braço a torcer.
Cafa > Olha só. Cadê aquela mulher destruidora de lares buscando um fast fuck? Ficou apaixonada, careta e sofrendo? Hum….
Honestamente, eu prefiro sofrer pela ausência dele, do que sofrer por ter que ficar em casa no sábado a noite enquanto ele come a esposa dele (desculpa a brutalidade do português). Ao mesmo tempo, penso que se ele quisesse mesmo, me procuraria de outra forma, com mais insistência, tipo coisa de macho e não de coleguinha frouxo, igual ele faz. (se bem que o trato como um cachorro quando ele se aproxima).
Cafa > Totalmente de acordo.
Cansada de ficar na duvida, resolvi procura-lo, enviei um talk no ultimo sábado, dizendo que a situação estava “foda”.. Ele respondeu “Nem sei o que dizer”. E depois de uns 10 minutos saiu do Talk”, me deixou no vácuo! Parece que ele esta disposto a dar o troco, tipo “agora eu vou te esnobar”.
Cafa > ahahahahahaha que dar o troco o que. O cara saiu por dois motivos. Um, ele não queria iniciar uma DR com alguém que ele não tem o R; Dois, a esposa dele estava chamando pra ser comida.
Gostaria de receber a sua opinião se você estivesse no lugar dele, o que estaria pensando disso tudo? Se ele ficava puxando papo, porque me deixou no vácuo quando eu procurei?”
Cafa > Primeiro que se eu fosse casado jamais trairia minha esposa, mas para responder o seu questionamento falarei como um homem normalmente se comportaria nessa situação.
Eu ficaria um pouco preocupado em saber que aquela gostosinha da empresa que eu consigo comer sem minha mulher perceber está vindo pra SP. Por um lado é bom, pois vou conseguir comê-la mais vezes, por outro é ruim, pois ela pode ser apaixonar e eu perder essa boquinha e a minha esposa. Na dúvida, eu fico com a minha esposa, é óbvio.
Ele ficava puxando assunto, pois queria te comer mais algumas vezes, normal. Se você viesse o procurar com a conversa de que estava louca pra dar pra ele, pode ter certeza que ele manteria o papo. O problema foi que você começaria com um papo chato de mulher apaixonada, ai ele achou melhor abrir um vinho, pegar uma pizza e ir comer a esposa. Menos desgastante.
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Como o post anterior foi um sucesso, tornarei a coluna Papos de Homem “fixa” no blog. Se você não está preparada para ouvir algumas verdades sobre o mundo masculino e prefere acreditar que só existe fofinhos e inocentes no mundo, sugiro que saia do blog e vá assistir novela.
O papo a seguir revela uma conversa entre um homem solteiro e outro compromissado:
Genaro – To me sentindo uma biscate
Raimundo – Ihh, lá vem. Que rolou?
Genaro – Conheci uma vagabunda ontem na balada, levei pra casa, sentei a vara e ela dormiu aqui. Só que esqueci que tinha combinado com a Pamela (aquela mina do curso) de correr com ela no parque e adivinha?
Raimundo – Putz, pegou a vagaba na sua cama?
Genaro – Não, pelo menos. Tive que fazer mó esquema com o porteiro para que uma saísse pela porta de serviço, enquanto a outra entrava pela social. Só que a Pamela estava cheia de fogo e veio querendo dar uma antes de ir correr. Meu pau ainda tava meio melado dá foda matinal com a vagaba, tive que fazer uma lavada express na pia e mandei brasa na Pã. Depois fomos correr e quem me mandou sms no meio da corrida? A Paulinha corrimão.
Raimundo – Aquela que um tira e o outro põe a mão?
Genaro – Ela mesma. Assim que a Pamela foi embora já entrei em contato com a corrimão. Disse que tinha uma surpresa pra ela, um presentinho. Você sabe como mulher é curiosa e adora ganhar um presente, né? Pois bem, topou na hora. A surpresa foi um vinho sul africano (que paguei 30 reais e que ela deve ter pensado que vale 100) e em troca ela me deu você sabe bem o que.
Raimundo – É, realmente você está uma putinha.
Genaro – Quero ser usado.
Raimundo – Tá sendo e não apenas usado, mas um vetor de HPV para todas essas 3 santas
Genaro – Pega nada, uso camisinha.
Raimundo – Camisinha não evita HPV, se ela tá com verruga lá embaixo, vai pra tua bola e depois para a periquita da corrimão.
Genaro – Ah, azar o dela. E outra, por que agora você está com esses moralismos? Só porque está namorandinho? Mulher não é confiável. Aliás, fiquei sabendo que a sua foi viajar. E se ela aprontar? Vai entrar como sócio no clube do HPV.
Raimundo – Por isso você nunca namorou. Só conhece mulheres depositário de esperma e quando conhece uma que presta já acha que é tudo igual. Eu confio na minha, o dia que passar a duvidar, termino.
Genaro – Ai que tá, quem disse que eu quero namorar? A vida de solteiro é muito boa. Cada dia eu tenho uma buceta diferente pra comer, não devo satisfação de onde eu fui, pra onde eu vou e posso curtir 4 dias de carnaval, enquanto você curte 1 dia dos namorados.
Raimundo – Mas você não se cansa de não ter ninguém com quem possa conversar sobre seus problemas, ambições, vontades, tristezas, etc? De poder viajar junto, sair de casal e conversar sobre a vida? De olhar na pessoa e imaginar como seria o filho com ela?
Genaro – Bleh, que coisa de filme romântico, mas vamos lá. Para conversar sobre meus problemas, tenho meu psicólogo. Para falar sobre minhas ambições e vontades, tenho minha família e amigos. Em relação a viajar, tenho o Pedrão, Vlad e Nelson que são os melhores companheiros de viagem, engraçados e não fazem cobranças. Sobre filho, tenho vontade de ter um, mas não preciso namorar pra isso. Basta engravidar uma garota bacana e decente.
Raimundo – Por que não namorá-la?
Genaro – Por que nunca conheci uma que preencha esses requisitos. hehe
Raimundo – Tá procurando em lugar errado.
Genaro – E onde eu devo procurá-la? Na biblioteca? No Par Perfeito?
Raimundo – Pode ser por indicação. Porém, as amigas da Ju (minha namorada) que são bem bacanas não iam te levar a sério.
Genaro – Tenho cara de palhaço?
Raimundo – Não, mas quem vê o seu Facebook e a quantidade de biscate que fica interagindo contigo, curtindo os seus updates mais idiotas e buscando uma forma desesperada de puxar conversa e você dando trela, logo percebe a cilada que você é.
Genaro – Sou tão queimado assim?
Raimundo – Depende. Para aquela meia dúzia de piriguete que fica babando o teu ovo, não. Porém, para uma garota mais bacana, não tenha dúvida.
Genaro – Hum, foda-se. Não quero ter filho agora, não quero namorar. Me deixe com as minhas biscates e pare de bancar o moralista. Chato pra cacete.
Raimundo – Calma, só gostaria que você entrasse para o meu time.
Genaro – Vocês compromissados e essa mania de achar que a vida só tem sentido para quem namora. Tu nasceu sozinho e vai morrer sozinho, e ai?
Raimundo – O dia que você namorar e gostar da pessoa vai poder entender. Ok, nasci sozinho (na verdade com a ajuda da minha mãe e do médico) e vou morrer sozinho (se não morrer em um acidente coletivo), porém ninguém VIVE sozinho, você sempre dependerá dos outros. Enfim, é difícil falar para um pessoa que sagu é bom se ela nunca provou.
Genaro – Ok, ok. Entendi seu ponto, porém no momento vou continuar sem querer provar o sagu. Mas me conte, tem alguma amiga da Ju de bunda grande que fica cutucando homens no Facebook? =))
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Agradeço a Fernanda, Elaine, Roberta e Joyci pelos presentinhos! Não sou mulher, mas também adoro ganhá-los
(continuação do texto anterior)
Fiquei conversando com o conhecido e meio que fingi não notar a garota do meu lado. Só que de repente, do nada, eu tomo uma bundada. E não foi aquelas bundadas de sedução, mas tip0 um chega pra lá que nem o Nhô-Nhô dava no Chaves com a barriga, no meu caso com a bunda. Dei uma derrapada no chão e por um triz não caio. Dei uma risada amarela para o cara que conversava e a garota fingiu que nada aconteceu.
Tomei uma segunda bundada. Fiz cara feia e ela nem tchum. Nessa hora meu conhecido inventou uma desculpa qualquer e fugiu dali. No mínimo ele estava pensando que eu ia dar um fatality na garota, só que minha real vontade era virar o Gim Tônico na cabeça dela. Tomei uma terceira bundada.
Puto e cansado de levar surra de bunda, pedi pra ela deixar de ser retardada e dançar como uma pessoa normal. Ela ficou meio puta, mas quieta. Achei que o assunto estava resolvido. Ledo engano. Virei para o outro lado pra dar uma olhada na pista e de repente…nhac! Tomei uma mordida! Pelo menos não foi na minha bunda, mas no ombro. Só que doeu pra cacete. Era motivo pra jogar água na cachorra louca, mas achei melhor manter a calma e ir para o outro canto da pista.
No outro canto da pista avistei uma garota sensacional. Apesar do vestido periguetoso, ela tinha um corpo bem interessante e uma lataria impecável. Depois de observar ela dando fora em 3 caras, ganhou mais alguns pontinhos. Como eu estava de boa, preferi não atacar, mas ela não tirava o olho de mim e se eu pelo menos não puxasse assunto com ela, acordaria dia seguinte me sentindo um frouxo. E fui.
Não bastaram 2 minutos de conversa para eu ser banhado pelo tédio e impaciência. A garota era uma pequena anta, dei uma acelerada no papo pra dar um vazare e percebendo que eu estava querendo dar uma volta ela pediu para que anotasse seu telefone. Peguei meu cel e…a bateria tinha morrido. Era uma excelente desculpa, mas não pra ela. A garota sacou seu celular da bolsinha (brega) que carregava e pediu para que anotasse o meu, obviamente que passei o errado. E fui.
Lá pelas tantas vi no meio da pista uma garota que eu sempre observava na praia e sabia por conhecidos que ela tinha um CV bacana. Troquei alguns olhares e resolvi bater um papo. Foi um papo mecânico, bobo, horroroso, me senti um mongolóide de 17 anos de idade chegando na garotinha bonita da balada. Pra piorar, percebi que a louca das bundadas estava por perto. Parei no meio do papo e resolvi curtir a noite sozinho, sem desgaste, sem risco. Só que ela não estava perdida.
Lá pelas tantas recebi um sms* por engano de uma garota x dizendo que estava com um ingresso sobrando para o show do Bon Jovi e gostaria de saber se eu estava a fim de ir (acreditando que eu fosse a amiga dela). Bom, só que isso é outra história e mais pra frente conto ela melhor aqui.
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Feriado estou indo para Manaus. Já peguei ótimas dicas de passeio e balada. Se alguém soube de alguma festa ou algo diferente na cidade, me avise! cafa@manualdocafajeste.com
* Vi que já perguntaram como eu recebi sms se o cel estava sem bateria. Na verdade estava com bateria, mas como está com bug, esporadicamente ele apaga e reinicia sozinho. “Smart”phone ¬¬*
Nesse fim de semana acabei indo para Santos, que como muitas de vocês já sabem, é onde meus pais moram e sempre que possível vou para lá visitá-los. O problema é que apesar de ser uma cidade bastante agradável e tranquila, não há 1/10 das opções de lazer de São Paulo e a mentalidade provinciana é algo que incomoda bastante. Por isso, não curto muito sair por lá, mas nesse fim de semana eu não tive muita opção.
Não tive opção, pois minha mãe insistiu para que eu fosse numa festa do filho do amigo da irmã dela me dizendo que nessa festa teria um pessoal bonito, bacana e interessante. Traduzindo o que ela queria, “Cafa, vai nessa festa arrumar uma garota bom partido para você”. Tá, não fui só por causa do pedido dela, mas também porque quis mostrar o novo cafa móvel para meus amigos de lá.
Bom, antes de sair para a festa estava conversando com uma leitora de Santos no MSN. Papo vai, papo vem ela me chamou para ir até sua casa, pois estava sozinha. Topei, claro. Porém, com a condição que fôssemos dar uma volta e não que eu subisse para o seu apto (uma sábia decisão). Chegando próximo a casa dela, me deu um vontade doida de ir no banheiro (fazer o número 1) e acabei parando em uma padaria para tirar água do joelho (uma sábia decisão 2). Ai quando eu estava chegando no apto dela pensei em descer do carro e tocar o interfone, mas por preguiça acabei ligando do celular (uma sábia decisão 3).
Ao encostar o carro em frente ao prédio, vi que um veículo também tinha parado só que do outro lado. Até ai normal. Ai saiu um cara e foi até o interfone do prédio. Tudo bem. Só que quando a garota atendeu o telefone, ela me perguntou se era eu quem tinha interfonado. Eu disse que não. E quem era o rapaz? O namorado dela. Desliguei o telefone meio que puto, mas agradecido por ter sido difícil, torneira furada e preguiçoso. Se uma das 3 sábias decisões não tivessem sido tomadas, daria merda.
Só que a noite não estava perdida. Fui com o meu amigo para a tão famigerada festa. Porém, antes de entrarmos ele sugeriu que esperássemos um tempinho na entrada para verificar a qualidade dos frequentadores (sábia decisão 4). Primeiro que só entrava homem. Segundo que as vestimentas eram lastimáveis. Não no sentido de humildes, mas de cafonice mesmo. Não sou um estilista, mas um lugar aonde 85% dos frequentadores vão com gel no cabelo, corrente de prata, regata com calça jeans e sapato skatista, boa coisa não deve ter dentro (do lugar e da cabeça). Ainda assim resolvi esperar mais um pouco, pois de repente a tal bom partido poderia aparecer. Só que quem apareceu foram dois amigos solteiros do meu pai. Sério. Quando eu vi os dois entrando no lugar, recebi o golpe de misericórdia e sai voando dali.
Decidimos dar uma olhada em outra baladinha e que a julgar pelo som, estava muito boa. E de fato estava. Som bom, sem fila e gente (mais ou menos) bonita. O problema é que eu já estava empanturrado de cerveja pelo aquece que fiz com o meu amigo e não gostaria de tomar destilado pra não dar PT. Qual a opção? Vinho.
O lorde aqui ficou apenas nas tacinhas de vinho e olhando o movimento. Identifiquei uma garota interessante, não precisou de muito esforço para conseguir beijá-la, nem para bodiar dela no segundo seguinte. Ao perguntar o que ela fazia a garota respondeu “manicure”. Nada contra essas profissionais, mas a garota era especialmente acéfala e beijava mal pra cacete. Acabei abrindo fora e fui procurar algo melhor e encontrei.
Era uma morena fenomenal. Gata, elegante e não tirava o olho de mim. Cheguei. Na conversa descobri que ela também trabalhava em sampa, que era independente e estava solteira. Perfeito. Pois bem, mas não para o sortudo aqui. Primeiro ela veio com um papo de que eu era “muito forte” pra ela, depois falou que não costumava sair com “homem de balada” e por fim arrematou com um “não fico com homem que toma vinho”. Bom, se ela gosta de homem franzino, reduz uma pessoa dentro de um estereótipo ao qual ela pertence (“de balada”) e gosta de homem que toma cachaça, realmente não é para o meu bico, mas então que não fique olhando.
Revoltas a parte, resolvi curtir a bandinha, o meu vinho vagabundo e trocar ideia com o meu amigo. Justamente no exato momento que a vocalista tocou uma música que marcou o início do meu antigo namoro. Apesar de estar com a situação bem resolvida, as músicas tem um poder incrível de dar aquela nostalgia doída mas bacana de algo ou momento que passou, só que digamos que balada não é o melhor lugar para sentirmos isso. Fiquei reflexivo e bodiei do lugar.
Foi então que tive o melhor momento daquela noite, passei na esquina da esfiha e comprei 3 bem gordurosas. Acordei as 11:00 da manhã de domingo com os mimos da minha mãe e apesar dos pesares agradeci por estar sozinho.