Nesse fim de semana acabei indo para Santos, que como muitas de vocês já sabem, é onde meus pais moram e sempre que possível vou para lá visitá-los. O problema é que apesar de ser uma cidade bastante agradável e tranquila, não há 1/10 das opções de lazer de São Paulo e a mentalidade provinciana é algo que incomoda bastante. Por isso, não curto muito sair por lá, mas nesse fim de semana eu não tive muita opção.

Não tive opção, pois minha mãe insistiu para que eu fosse numa festa do filho do amigo da irmã dela me dizendo que nessa festa teria um pessoal bonito, bacana e interessante. Traduzindo o que ela queria, “Cafa, vai nessa festa arrumar uma garota bom partido para você”. Tá, não fui só por causa do pedido dela, mas também porque quis mostrar o novo cafa móvel para meus amigos de lá.

Bom, antes de sair para a festa estava conversando com uma leitora de Santos no MSN. Papo vai, papo vem ela me chamou para ir até sua casa, pois estava sozinha. Topei, claro. Porém, com a condição que fôssemos dar uma volta e não que eu subisse para o seu apto (uma sábia decisão). Chegando próximo a casa dela, me deu um vontade doida de ir no banheiro (fazer o número 1) e acabei parando em uma padaria para tirar água do joelho (uma sábia decisão 2). Ai quando eu estava chegando no apto dela pensei em descer do carro e tocar o interfone, mas por preguiça acabei ligando do celular (uma sábia decisão 3).

Ao encostar o carro em frente ao prédio, vi que um veículo também tinha parado só que do outro lado. Até ai normal. Ai saiu um cara e foi até o interfone do prédio. Tudo bem. Só que quando a garota atendeu o telefone, ela me perguntou se era eu quem tinha interfonado. Eu disse que não. E quem era o rapaz? O namorado dela. Desliguei o telefone meio que puto, mas agradecido por ter sido difícil, torneira furada e preguiçoso. Se uma das 3 sábias decisões não tivessem sido tomadas, daria merda.

Só que a noite não estava perdida. Fui com o meu amigo para a tão famigerada festa. Porém, antes de entrarmos ele sugeriu que esperássemos um tempinho na entrada para verificar a qualidade dos frequentadores (sábia decisão 4). Primeiro que só entrava homem. Segundo que as vestimentas eram lastimáveis. Não no sentido de humildes, mas de cafonice mesmo. Não sou um estilista, mas um lugar aonde 85% dos frequentadores vão com gel no cabelo, corrente de prata, regata com calça jeans e sapato skatista, boa coisa não deve ter dentro (do lugar e da cabeça). Ainda assim resolvi esperar mais um pouco, pois de repente a tal bom partido poderia aparecer. Só que quem apareceu foram dois amigos solteiros do meu pai. Sério. Quando eu vi os dois entrando no lugar, recebi o golpe de misericórdia e sai voando dali.

Decidimos dar uma olhada em outra baladinha e que a julgar pelo som, estava muito boa. E de fato estava. Som bom, sem fila e gente (mais ou menos) bonita. O problema é que eu já estava empanturrado de cerveja pelo aquece que fiz com o meu amigo e não gostaria de tomar destilado pra não dar PT. Qual a opção? Vinho.

O lorde aqui ficou apenas nas tacinhas de vinho e olhando o movimento. Identifiquei uma garota interessante, não precisou de muito esforço para conseguir beijá-la, nem para bodiar dela no segundo seguinte. Ao perguntar o que ela fazia a garota respondeu “manicure”. Nada contra essas profissionais, mas a garota era especialmente acéfala e beijava mal pra cacete. Acabei abrindo fora e fui procurar algo melhor e encontrei.

Era uma morena fenomenal. Gata, elegante e não tirava o olho de mim. Cheguei. Na conversa descobri que ela também trabalhava em sampa,  que era independente e estava solteira. Perfeito. Pois bem, mas não para o sortudo aqui. Primeiro ela veio com um papo de que eu era “muito forte” pra ela, depois falou que não costumava sair com “homem de balada” e por fim arrematou com um “não fico com homem que toma vinho”. Bom, se ela gosta de homem franzino, reduz uma pessoa dentro de um estereótipo ao qual ela pertence (“de balada”) e gosta de homem que toma cachaça, realmente não é para o meu bico, mas então que não fique olhando.

Revoltas a parte, resolvi curtir a bandinha, o meu vinho vagabundo e trocar ideia com o meu amigo. Justamente no exato momento que a vocalista tocou uma música que marcou o início do meu antigo namoro. Apesar de estar com a situação bem resolvida, as músicas tem um poder incrível de dar aquela nostalgia doída mas bacana de algo ou momento que passou, só que digamos que balada não é o melhor lugar para sentirmos isso. Fiquei reflexivo e bodiei do lugar.

Foi então que tive o melhor momento daquela noite, passei na esquina da esfiha e comprei 3 bem gordurosas. Acordei as 11:00 da manhã de domingo com os mimos da minha mãe e apesar dos pesares agradeci por estar sozinho.

(continuação do post anterior)

Chegamos na cafa-house e apesar de saber que eu precisaria de muita paciência para adentrar com o meninão na garota, confesso que estava ansioso pra saber como seria quando rolasse, pois como eu disse nos comentários do post passado, só tentei uma vez desvirginar uma garota e não entrou nada.

Bom, começamos a ver um filme na sala e a beber vinho. O negócio esquentou, pegação, mão aqui, mão ali e de repente zupt! Nos pirulitamos para a cama. Novamente pegação, aquece e tal. No meio do aperto a garota lançou no meu ouvido “Como sou virgem, coloca sem a camisinha”. Nessa hora o Bino berrou no meu ouvido “É cilada cafa, é ciladaaa”. Inventei uma desculpa qualquer, falei que passaria KY na camisinha para não machucar tanto e boa. Peguei a arma e fui para o ataque e no momento que achei que haveria resistência no campo inimigo, zupt! O negócio entrou na maior moleza. Veja bem, não sou insensível nem tenho pitoco, sei quando está fechadinha e sei quando já está mais “alargada”, o que era o caso da garota.

Apesar disso, ao penetrá-la ela começou a gritar. Fiquei assustado e um tanto broxado. Falei para ela vir por cima e assim controlar a intensidade. Novamente, zupt! O negócio entrou na maciota. A dramatização continuou e a transa também. Eu já estava de saco cheio daquilo, me concentrei pra gozar rápido e fui. Deitei pra dar aquela relaxada e ouvi que ela estava choramingandozinha. Eu sabia que aquilo fazia parte do teatro e puxei um assunto qualquer para descontrair. Não satisfeita, ela colou a cara no meu ombro e apertou os olhos nele para mostrar que estava chorando. ¬¬´.

Ai eu não aguentei e tive que falar o que pensava, que ela não era virgem. A garota ficou puta, disse que era um absurdo eu achar aquilo e blabla. Bom, acendi a luz, fui recolher camisinha e embalagem no quarto e trocar o lençol. E…nada de sangue. Fomos dormir.

Dia seguinte o primeiro assunto da garota foi, “nossa, minha calcinha estava cheia de sangue”. Tive que retrucar, “Como você viu se estava com uma calcinha preta?”. Silêncio.

Eu não tinha como dispensá-la afinal a menina veio do sul (deixo com vocês a repetição da piada) e ia embora somente no domingo. Não restava outra opção a não ser passeiozinho por sampa. Bom, em um dos papos a garota falou algo curioso. Disse que era vítima de um stalker que ligava pra ela todas as noites e ficava mudo do outro lado. Eu pensei comigo, “esse cara deve ser um coitado”, mas ok, deixei pra lá e seguimos no papinho bobo de amenidades.

Transamos aquela noite e novamente mais um teatrinho. Dia seguinte eu já estava puto e fiquei a tarde inteira no computador trabalhando para recuperar o tempo perdido. Deixe-a na rodoviária e por mim aquilo estava encerrado.

Como toda mulher pentelha, na segunda=feira veio puxar assunto no MSN. Eu não estava nem um pouco a fim de conversar, além de estar completamente atolado de trabalho. E na segunda pergunta que ela fez e eu não respondi, recebi uma saraivada de DR. Tive que bloqueá-la. Fim (ou pelo menos parecia).

Bom, passaram alguns os dias e uma leitora x me adicionou no MSN. Era uma tremenda gostosa, mas com uma cabeça de empada. Veio com uns papos estranhos que iria morar em sampa, que gostaria que eu apresentasse a cidade pra ela e blabla whyskas sache. Como eu já sei que se tiver uma chuva de Xuxa no meu colo cai Pelé, aquilo ali não podia ser verdade. E não era.

Foi só questão de tempo para descobrir que a tremenda gostosa era a “a virgem” do sul. Bloqueei novamente e isso se repetiu mais uma vez até eu me ligar e passar a pedir orkut de quem fala comigo. Achei que meus problemas tinham acabado, mas não.

Comecei a receber todo dia ligações anônimas no meio da madrugada. Era uma coisa absurda. De 10 a 15 ligações e quando eu atendia a pessoa ficava em silêncio e depois parava de ligar. Isso começou a gerar um incômodo,  pois ou me acordava ou tocava no meio da transa. Sem alternativa, passei a desligar meu celular a noite. E? As ligações começaram a ocorrer na parte da tarde.

Liguei na porcaria da Claro e nenhum dos amebas que me atendeu sabia me auxiliar sobre como identificar o número anônimo. Resolvi procurar na internet e achei a solução que compartilho com vocês caso alguém seja vítima dessa peraltice.

Quando alguém te liga privado geralmente é um macete que a pessoa faz no celular para ele não enviar id de chamada. Se ela te ligar normal, atende e deixa o(a) babaca perder dinheiro. Porém, geralmente o ordinário que faz essa palhaçada não quer gastar e ai liga a cobrar. E qual o truque? Quando alguém te liga a cobrar, o número do sovina aparece na sua conta de celular independentemente se colocou a chamada como privada, afinal você tem que saber o número que debita na sua conta.

Munido dessa informação, aguardei ansioso a ligação. E em um belo esquenta de sábado me ligaram, a cobrar. Atendi e deixei a pessoa ouvindo um pouco da música. Desliguei o som, falei algumas palavras bonitas e desliguei o cel. Dia seguinte descobri o número da pessoa. Foi ai que descobri que era a “virgem” do sul me atormentando novamente.

Hoje, estou com medo de um dia chegar em casa e aparecer um carro de som na porta com uma palhaço de bexigas na mão berrando meu nome e lendo um telegrama, ou pior, cruzar a esquina da minha casa e ver meu nome colocado na cabeça de um bode com velas para exu.

Apesar do nome “cafajeste” remeter a algo pejorativo, não me considero um cara escroto, desprovido de caráter e ordinário. Hoje os “cafas” nada mais são que homens que se adaptaram ao avanço das mulheres em relação a relacionamento e autonomia sobre o sexo masculino. E ai ao invés de reclamar e mal dizê-las, criamos nossas “armas” para continuar atraindo o sexo feminino e assim “sobreviver” (ok, chega de aspas) a nova era.

Posto isso, uma das coisas que sempre prezei aqui no blog foi manter as garotas com quem me relacionei não identificáveis. Claro que com o alcance e audiência que acabei atingindo isso foi meio que impossível de manter em alguns casos. De qualquer forma, quando saio com leitoras (seja em bons ou maus bocados), nunca posto a não ser que ela autorize e eu veja gancho. Porém aconteceu um fato bem chato comigo recentemente e que serve de alerta para vocês.

Não, não tive meu meninão degolado de madrugada, nem acordei dentro de uma banheira de gelo sem meu rim. Só que foi uma situação bem desagradável.

Como todas sabem, costumo adicionar leitoras no meu msn. É bacana ter contato próximo com quem me lê e nessas já fiz ótimos contatos (seja em termos de amizade como profissionais). Como não podia deixar de ser, tempos atrás conheci uma menina que veio do sul (não foi pra dançar o tchan, nem a dança do tchu tchu). Piada idiota a parte, ela parecia ser agradável. Porém, o que mais me chamou atenção mesmo foi as fotos modeletes enviadas. Era uma coisa de parar o trânsito. Só que ai começaram sinais de cilada, bino.

As tais fotos modelete não mostravam o rosto dela direito e as que ela tinha mandado de rosto faziam parte do art of cropping, muito bem produzidas. Antes de marcar o encontro, pedi para que ela liberasse a cam, mas relutou em fazê-lo.

Bom, depois de um tempo conversando, ela chegou a me confidenciar que era virgem, que gostaria que fosse o primeiro e tal. Confesso que me senti em parte broxado por saber quão chato é tirar a virgindade de alguém, mas feliz por ser o primeiro de alguém (coisa que nunca fui). Apesar dos toques, resolvi acreditar no conto de fadas e topei o encontro. Ela passaria um fim de semana na cafa-house. Vejam só, a Disneylândia para uma virgem. Brincadeira.

Bom, ela veio e ai percebi que nem todas as fotos enviadas eram dela, mas como ela tinha me conquistado pela simpatia, relevei. Não é uma pessoa feia, mas abusou do art of cropping e fotos fake. Esse ponto até que não foi crítico, o pior estaria por vir.

(continua semana que vem)

p.s Porém, não fiquem tristes, sexta haverá um post relacionado a “pós-sexo” que eu fiz para a campanha de KY. Aguardem.

Se há algo que pesa muito em um momento pós-namoro é o entrosamento sexual. Difícil saber do que a pessoa que você meio que acabou de conhecer gosta. Você faz algumas suposições com base no perfil dela, mas às vezes pode errar e ai rola aquele desconforto e frustração. Como saber se é pra bombar rápido, se é pra ficar mais lento, se ela gosta de tomar tapa, se gosta de algo mais romântico? Não dá pra fazer uma entrevista durante a foda. Essas coisas você só consegue acertar com convívio e intimidade. Raras vezes a primeira vez é perfeita.

Maaas, se por um lado há o cuidado em não tornar a foda um talkshow, há mulheres que perdem a mão e viram verdadeiras narradoras de foda a ponto de dar vontade de enfiar uma meia (ou outra coisa) dentro da boca da pentelha.

Eu não sei da onde vem a referência para essas mulheres acharem que é prazeroso ficar como uma matraca na cama. Suspeito que seja de filmes pornôs, que fazem um belo desserviço para as pessoas que estão iniciando a vida sexual. Ainda faço um post específico sobre isso, mas quem achar que aquele teatro possui o script da transa perfeita, precisa abrir um pouco mais a cabeça.

Esse assunto veio a tona após duas situações. Uma, obviamente conheci uma matraca; duas, ao compartilhar a história com o meu amigo não sobraram causos (e risadas) para exemplificar esse mal.

A garota em questão tinha o disco arranhado. Era uma narradora de duas frases, só sabia repetir “faz gostoso” e uma que me incomodava demais, pois me remetia ao Chaves (e o rosto dele vinha na minha mente), a frase profunda “isso, isso”. O primeiro “faz gostoso” já pintou quando empacotei o meninão e suspendi a perna da garota e o “isso isso” quando penetrei. Eu tentei fingir que não escutei para não broxar. Até que deu certo, mas logo depois tomei um combo de faz-gostosos e isso-issos e tive que me concentrar pra gozar logo e me livrar daquilo. Essa pelo menos não cantou quando terminei.

Meu amigo contou umas boas também. Disse que a que mais incomoda é o “goza gostoso” . Concordo. Porra. Qual a finalidade de falar isso? Dá vontade de responder, “Não, não quero que seja gostoso” ou então “Ufa, ainda bem que você falou, já ia me esquecer de gozar gostoso”. Há também aquelas que gostam de pedir feedback, “E ai, tá gostando?”, “É bom me comer, é bom?”. Aff. Isso sem falar daquelas que incorporam uma criança safada, fazem voz de bobo e usam expressões no diminutivo “humm..qui gostusinhu”, “Come minha b*tinha”, “Ai queridinho, ai queridinho”. Aff[2], deixa eu parar por aqui porque dá vergonha até de escrever isso.

Veja bem, antes que eu seja atacado por alguma narradora ou narrador, não prego aqui a uniformidade de opiniões, gostos e atitudes. Emito opinião com base no que eu considero o bom senso e nas experiências que tive. Deve ter homem que curta mulheres matracas, só garanto que não é a maioria.

A leitora Edileuza me procurou angustiada, pois não sabia o que fazer (como 90% das mulheres que me procuram) com a escassez de homem interessante. Ela é o típico caso de mulher que começa a ficar na seca e põe em xeque se não está sendo exigente demais ou chata.

“Eu sou uma curva de rio! Meu primeiro namorado dizia me amar, mas gostava de
sair sozinho para “paquerar” (!?), do tipo “eu não presto mas eu te amo”.

Cafa  > Não. Ele não te amava e me admira você ter um relacionamento com
alguém com essa mentalidade. Na primeira já era pra botar o cara pra rodar.

Em seguida conheci uma cara  legal, inteligente, bem vivido e tals, mas ele
morava em outra cidade e porque tinha um nível social altíssimo já viu, ne?
Claro que não deu certo! Ele até tentou me fazer de lanchinho, mas não cai
na dele. Resolvi desencanar e ficar sossegada.

Cafa >  Não entendi a relação do dinheiro e não dar certo. A pessoa ter
muito dinheiro é ruim? A não ser que ela seja uma ameba. Agora se ele te
tratava como mais uma e não queria namoro, ai sim você fez certo em sair
fora.

Desde então eu conheço alguém que parece ser legal, começamos a namorar,
mas ai vejo que o cara não tem nada a ver! Ou o camarada fala “para mim
fazer” e “estou brincano” e coisas do tipo e/ou quer casar daqui dois meses
e ter filhos. Se não é isso acabo saindo com umas tranqueiras nada a ver
que, ou usam drogas, ou bebem horrores…

Cafa > Nossa, quanto extremo. Onde você está saindo? Na sambão risca faca
da vila?

Enfim, não consigo encontrar ninguém legal. Até já encontrei um cara bem
legal, mas ele disse que a química não rolou apesar de ter ficado um bom
tempo me perturbando querendo namorar…Não tenho nenhuma dificuldade para
arrumar alguém, mas justamente o cara que eu escolho é uma tranqueira ou se
o cara é legal “não rola química”. E tem mais: não consigo me apaixonar por
mais ninguém! Não tenho mais paciência, mas ao mesmo tempo quero ter
alguém. Por que será que eu arrumo caras tão diferentes? Será que estou
(sempre estive) em crise?Hahahahahaha. Beijos e obrigada!”

Cafa > Relaxa, esse é um mal que eu também passo.

A gente vê casais por ai aos montes, pessoas que terminam um namoro e já
encaixam em outro, namoros começando com uma semana de relacionamento,
enfim, parece que é muito fácil encontrar uma pessoa bacana e que o problema
está em nós. E ai costumamos a nos perguntar, “será que estou fazendo algo
errado?” “Será que estou sendo muito exigente?”.

De fato algumas vezes o problema é com a gente que não percebe que não
existem pessoas perfeitas e completamente moldadas de acordo com os nossos
gostos e vontades. Porém, o principal problema aqui (que na verdade não é
problema) é que investimos demais em nós mesmo. Veja você (a leitora me contou seu histórico), foi estudar fora,
deve falar várias línguas, ter um emprego  bacana, fez mestrado, é bonita,
blábláblá. E ai consequentemente o seu nível de exigência aumenta. Você sabe
do valor que tem e um cara que fala errado é simplesmente inaceitável.
Aquele que te trata como uma qualquer e vai pegar maloqueira na balada que
mal tem fluência no português, também não merece você. Enfim, filtros vão
sendo criados e ai o número de homens que te agrada reduz drasticamente. E
qual a solução? Baixar o seu nível para não ficar sozinha ou continuar
buscando alguém bacana? Eu sugiro a segunda opção. Você não precisa de
alguém que te complete e sim alguém que some.

Só toma cuidado para não ficar buscando alguém sem defeitos e ficar sozinha
ad aeternum. Todo mundo tem defeitos, o problema é que alguns são
intragáveis, outros você consegue conviver

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