Dia desses estava tomando cerveja com um amigo em um bar e o assunto principal, como quase sempre em papo de buteco, era mulher. Relembrávamos histórias cômicas, trágicas e toscas com o sexo feminino. Sempre que rolam esses papos é inevitável que eu lembre uma das maiores raivas que já passei na vida com uma mulher que conheci na festa de aniversário da minha mãe. Vou compartilhar com vocês.
Meus pais são super novos, animados pra caramba e sempre que podem fazem festas na casa deles. Minha mãe trabalha a quase 20 anos em um ambiente predominantemente feminino e tem diversas colegas gatas.
Há mais ou menos uns quatros anos minha mãe, como em praticamente todos os anos, fez uma festa de aniversário na casa dela. Nessa época eu ainda morava com meus pais e tinha dois objetivos claros naquela noite: Curtir o dia especial com a coroa e renovar meus esquemas. O primeiro objetivo estava concluído, pois passei o dia com minha mãe e o começo da festa aproveitei muito com ela. Partindo para o segundo objetivo, três moças em especial chamaram minha atenção: Uma delas era estupidamente linda, mas imediatamente fui alertado pelo meu pai que eles já saíram umas duas vezes com a criatura e ela era bem religiosa. Como sabia que o trabalho alí seria dobrado, resolvi deixar pra lá; A outra mocinha que eu estava de olho era bem gatinha e não parava de me encarar, mas quando a chamei para dançar levei um dos cortes mais secos da vida; por fim, a terceira donzela não era tão formosa como as outras duas, mas era bem comestível.
Com claras intenções de putaria fui para cima da menina. Beijá-la foi muito fácil. Passei a festa toda ficando com ela escondido, para não me queimar com possíveis futuros esquemas. Depois dos amassos que dei nela no estacionamento intimei para pegarmos um motel. Ela disse que não ia, pois tinha nojo daquela ambiente, mas que eu poderia dormir na casa dela, pois havia se divorciado há pouco tempo e o ex marido saído fora de casa. Com várias cachaças na cabeça e a felicidade da economia com o motel, rapidamente entrei no carro dela e vazei para o abatedouro.
Chegando a casa da mulher já me assustei de primeira, pois havia foto do ex-casal em tudo que era lugar. Achei que ela estava mentindo sobre a separação, mas nem comentei nada, pois só queria sexo e tchau. Tava rolando uns pegas e preliminares bacanas na sala mesmo, mas na hora que fui tirando a roupa ela pára tudo e diz que vai fazer um macarrão, pois estava com fome. Meio que sem entender o que estava rolando tentei tirar essa ideia maluca da cabeça dela, mas não teve jeito; já puto da vida pedi para tomar um banho. Tomando banho e a cachaça passando, comecei a pensar o que diabos estava fazendo alí e conclui que mesmo não rolando sexo, se ela fizesse um macarrão gostoso eu já estava no lucro. Depois de comer só um pouco daquele macarrão salgado pra caramba fui para cima novamente. O lance tava indo legal, a gente deitado na cama dela, eu só de cueca e ela de calcinha, os dois bem animados e a maluca começa a falar que não estava certo fazer aquilo, pois tinha acabado de me conhecer e veste a roupa toda. Sem saco para palhaçada, olhei para a cara de bunda dela, perguntei se ela tinha algum problema, fui me vestir e ligar para um táxi me buscar e levar para minha casa. A mulher levantou, veio me abraçar e disse para eu entender a situação e ficar aquela noite lá, pois pensaria direitinho e quem sabe rolaria algo no outro dia cedo.
Com vontade de matá-la matutei na paciência para esperar táxi e na grana que iria gastar e acabei ficando lá, dormindo no sofá e avisando que cedinho iria embora, antes que ela acordasse. Qual foi a minha surpresa quando, antes de amanhecer, acordo com a mulher em cima de mim me beijando. Como não tenho vergonha na cara, fui me atracar com a mulher de novo. Novamente o lance indo bacana e a louca levanta e sai correndo para o quarto dela chorando. Depois de uns 10 segundos sem entender que merda era aquela, vi que a parada era séria mesmo e fui tentar conversar com a chorona. A mulher estava chorando feito uma desesperada e veio me explicar a situação. Disse que ainda amava muito o ex e que havia terminado com ele a menos de uma semana. Falou, ainda, que rolou atração por mim, resolveu se vingar do ex, mas que o amor por ele a impediu de transar comigo. Fiquei sem ação, mas acabei batendo um papo com ela. Segundo a própria o cara botou galha, foi morar com outra, e ela ainda assim o amava demais.
Falei umas verdades para ela, principalmente como seria um fracasso total a tentativa de sexo casual para resolver problema de amor. Pô, dar para outro para se vingar de ex é o cúmulo da burrice.
Depois do momento “amizade”, chamei o maldito táxi que deveria ter chegado na madruga e fui embora pensando em como me lasquei triplamente naquela noite: Gastei dinheiro, perdi tempo e não comi ninguém.
Cafa Campeiro
Fugindo um pouco da praxe de contar aventuras e desventuras próprias, dar sugestões e/ou responder leitoras aflitas, apresento agora a sessão “sem tirar de dentro”.
Vou escrevendo o que me vêm na cabeça – ou o que já estava lá – sem grandes preocupações com leitoras conservadoras, ibope ou com a moral e a cívica.
É uma exposição de idéias, reflexões, cafajestices e ambições difusas. Não há tempo para pensar demais ou enfeitar. Assim é a selva. Assim é a vida. Assim é um verdadeiro xaveco: cru.
É uma sessão que não terá dia fixo, assunto fixo, nada fixo. Virá quando menos se espera, ou não.
É uma ode à espontaneidade e ao improviso, prismas de quem quer deixar uma biografia interessante aos descendentes e características que fazem a diferença nos relacionamentos.
As mais sagazes devem ter conhecimento do significado e profundidade anatômicofilosófica da expressão “sem tirar de dentro”, mas estou me referindo ao foco, danadjênhas!
É pensar e jogar. Não vale apagar ou utilizar-se de correção automática.
É possível que tenha erros ortrográficos ou de concordância verbais. Acontese.
Sem mais delongas, uma reflexão:
Na teoria, o tal do amor é o regente da orquestra da vida, mas é sempre perturbador notar que o ancestral neandertal que habita nosso inconsciente acaba, por vezes, sabotando esse maestro e interferindo na harmonia, melodia, andamento e compasso das obras.
Traduzindo: deus é amor, mas o diabo é que é bom de cama.
Tenham uma ótima semana.
Praiero, Cafa.
Primeiramente, quero falar que li todos os comentários do meu primeiro post oficial, analisando as críticas e agradecendo os elogios.
Hoje, diferente dos meus outros posts, não vou contar alguma história que rolou comigo, mas sim tentar passar para vocês algumas dicas de abordagem para quando estiverem a fim de algum carinha.
Essa afirmação pode até soar machista, mas não é muito bacana quando uma mulher toma a atitude de chegar no cara. Acredito que, para as mulheres, o ideal é que dê pequenos sinais de que está a fim e auxilie a aproximação dele com olhares ou atitudes discretas. É bom até mesmo para vocês fazerem isso, pois irão identificar claramente a atitude do rapaz. Se você deu todos os sinais de que está a fim e mesmo assim o cara não chegou, ou o rapaz é tímido demais ou simplesmente não quer se aproximar de você.
E é exatamente neste ponto que vou entrar agora, dividindo as maneiras de abordar um tímido rapaz que você esteja a fim, de acordo com alguns pontos:
Da Faculdade / Cursinho:
Olha só, todos nós sabemos que faculdade e cursinho são uns dos lugares mais propícios para pegação. Óbvio que ninguém, ou quase ninguém, está lá com o objetivo de pegar alguém, mas como é um ambiente em comum, de gente solteira, onde pessoas normalmente tem os mesmos interesses, a putaria come solta.
Se estiver a fim de algum colega de sala, sugiro que dê algumas olhadas básicas durante a aula, tente se aproximar em algum trabalho em grupo e, então, comece com conversas que vão além das acadêmicas. É exatamente neste ponto que você deve começar a demonstrar interesse. Alguns elogios sobre o cara também funcionam.
Agora que já mostrou que está a fim, aguarde a atitude dele.
Do trabalho:
Sim, eu sei que devemos evitar relacionamentos no trabalho, seja sexual ou amoroso ou os dois juntos. Mas que o negócio é bem complicado de segurar, isso é. Eu mesmo sou totalmente suspeito para falar de alguém que tenha relacionamento no trabalho, pois já fiz isso demais e não me arrependo.
Se você analisou todas as possibilidades, inclusive a de perder o emprego, e mesmo assim resolveu que quer dar uns pegas naquele Nerd do escritório, é melhor que seja discreta.
JAMAIS faça uma abordagem ostensiva, dizendo que quer ficar com o cara. Coma pelas beiradas, vá se aproximando de amigos em comum, invente um probleminha de trabalho para puxar papo com ele. Um almoço forçado também vale, indo no mesmo restaurante que o rapaz e tal. Festa de fim de ano da empresa também é uma ótima oportunidade, pois todos estão mais soltos. Nela, inclusive, você pode até puxar um papo maroto com ele.
E essa acho que é a dica mais importante: NUNCA, JAMAIS, SOB HIPÓTESE NENHUMA E DE JEITO NENHUM marque encontros libidinosos pelo e-mail corporativo. Sim, eu já fiz isso. Sim, admito que sou um idiota. Sim, deu merda.
Da balada:
Chegou o melhor lugar para pegação e o pior lugar para encontrar seu futuro namoradinho. Fico de cara como ainda há mulheres que vão à balada esperando achar o príncipe encantado. Acontece de achar o amor da sua vida no meio do carnaval de Salvador ao som do Nana? Sim. Qual a chance? 0,0001%.
Portanto, mulheres, pegação de balada é pegação. Dificilmente vai surgir algo mais daquilo alí.
Na balada, o que mais aproxima as pessoas são olhares. Se viu alguém que lhe interessou, mande um Olhar 43 e pronto. Aguarde. Chegar beijando? Não. Forçando a barra? Não. Bilhetinho? Não. Recado pela amiga? JAMAIS.
Simplesmente olhe, demonstre interesse e aguarde a atitude do rapaz.
Se ele chegar te segurando, abraçando por trás, mexendo no cabelo ou beijando violentamente, fuja do imbecil, ou terá problemas na frente.
Se depois dessas dicas nada adiantou, mesmo assim o seu príncipe não chegou em você, e você o quer MUITO: Vá até ele, com muita cautela, dizendo que está afim, e sem mostrar que está desesperada.
Depois disso é torcer que dê tudo certo e correr para o Abraço.
Cafa C.
E com vocês o terceiro e último candidato. Já tenho em mente uma definição, mas gostaria do feedback final de vocês para fechar essa série.
“Paulista que mora em Fortaleza. De dia, bebe café e trabalha no setor jurídico de uma incorporadora, de noite, bebe schweppes citrus com rum e toca na balada. Entusiasta do empirismo, tem entre 20 e 60 anos, faz miojo em menos de três minutos, é degustador de cerveja, não é virgem, abre potes de azeitona como ninguém, manja muito de rock e surf music, mexe as duas orelhas (individualmente), troca idéias com cães, garante que compra revistas masculinas só por causa das entrevistas, sabe decorado diálogos obscuros da trilogia “O Poderoso Chefão”, é fã incondicional do Clint Eastwood e só está se descrevendo porque mandaram.
COMO NÃO CONQUISTAR RESPEITO
Nayana é daquelas meninas que sempre estão namorando. Acaba um romance para engatar em outro. Entre cada galho (ou seria cipó?), fica no máximo dois meses solteira e, nesse curto período, faz questão de ir atrás de me tentar. O comportamento é tão padrão que eu já noto: se ela vem puxando assunto ou mandando alguma mensagem, com certeza está solteira; se desaparece, provavelmente já começou outro namoro. Acho coisa de mulher folgada, mas, por conta de seus vários atributos, tentava relevar.
Certa vez, em algum momento de alguma festa que, definitivamente, não me recordo o nome, estava completamente perdido, avulso e ébrio, até que me deparo com Nayana. A morena, dona de fala delicada, sorriso cintilante e uma bunda DA BAHIA, chegou sozinha e cheia de maldade pra cima de mim. Como não poderia ser diferente, segundos depois estávamos nos beijando.
Na semana seguinte, saímos duas vezes para beber e outra só para se agarrar. Na volta, pegação rolando dentro do meu carro, intercalada por cada farol vermelho que, a propósito, eu fazia questão de parar. Então ela disse: “Já é quase de manhã, mas eu não estou nem um pouco a fim de ir pra casa”. Na minha cabeça, ou melhor, nas minhas cabeças, isso era uma deixa clara para irmos a um motel, levando-se em conta o nível dos amassos e, também, diante da impossibilidade de irmos à casa dela, onde seu pai estava, ou à minha, que estava bem distante.
“Finalmente o reconhecimento veio! Depois de anos de banho maria, finalmente vai rolar! Hoje tem filme inédito!”, pensava eufórico, com o p. tão duro que só faltava apertar a buzina.
Porra nenhuma. Na porta da casa do Seu Mota, eis que a bendita resolve dar um pití. Minha primeira reação foi achar que havia aparecido alguma barata no meu carro, mas então me é jogado um balde de água fria: “Você tá me levando pra onde? Não, não!”. Surpreso e um tanto confuso com a reação dela, ainda pensei em perguntar “Para onde você achou que eu estava te levando a essa hora, meu bem? Para fazer cooper?!”, mas preferi contar até dez, cantar mentalmente uma música do Bob Marley e levá-la de volta para casa, sem insistir. Só de lembrar isso me dá alergia.
Semana seguinte, chega o excelente “Festival do Escargot”, que acontece anualmente em uma praia perto de Fortaleza. É uma festa libertina daquelas repletas de diversões de toda sorte de esbórnias. A única coisa que não se vê por lá é, pasmem, o escargot.
No segundo dia de festa, em meio ao álcool e à perdição mundana, finalmente aparece Nayana, com seu sorriso dissimulado. Fomos para um lugar menos barulhento, conversamos por aproximadamente 45 segundos e começamos a nos agarrar. Depois do segundo beijo, a jovem olha fixamente para mim e, em tom intimidador, solta a máxima: “Vem cá, o que você achou que estava fazendo naquele dia? Você acha que eu sou o quê?”
Após cinco minutos de puro “Blá-blá-blá whiskas sachê” e uma súbita vontade de cometer suicídio, dei uma olhada ao redor, deslumbrei-me com toda aquela putaria que me rodeava. Eu a estava perdendo. Tantas mulheres lindas à vista, disponíveis, esbaldando-se em pândega e eu, lá, levando bronca por razões absurdas e ilógicas, e pior, de uma peguete! Eu não merecia aquilo. Nunca tinha desrespeitado ela e nem a havia iludido quanto às minhas intenções.
Colocar um homem contra a parede e arguí-lo sobre seus sentimentos é sempre uma péssima idéia. Confie no seu taco que ele vai se expressar alguma hora pra você. Se ele não for, tente não dar a mínima e siga em frente. Deixe-o na dúvida quanto ao seu interesse. Por mais escroto que isso pareça, funciona para os dois lados.
Após a epifania, dei “tchau” e a deixei falando só.
No dia seguinte, em conversa com meus amigos, descobri que, logo após o monólogo que rolou, Nayana, a Pura, havia ficado com um amigo meu, que estava por fora da história toda. Detalhe: ela que havia chegado nele (fato confirmado por alguns amigos).
Nos dias seguintes, Nayana mandou mensagens, ligou e até mesmo me enviou email pedindo desculpas, dizendo que só havia feito aquilo (se entregou!) porque parecia que eu não tinha consideração por ela e, ainda, disse que não tinha ido ao motel, naquele outro dia, pois não era vagaba. Não respondi nada, obviamente.
Não, eu não estava tristinho. Nem ao menos havia sentimentos de verdade para que isso acontecesse. Simplesmente achei infantil o que ela fez e não estava mais interessado.
Eis o saldo do sacômetro: primeiro, fez aquela cena maligna na frente do Motel, lugar onde eu tenho certeza que ela sabia que eu estava indo, e pior, havia me instigado a ir lá com várias insinuações desavergonhadamente pervertidas (que, por sinal, sou fã). Segundo, justo no sagrado Festival do Escargot, veio me dar lição de moral sem nem ao menos ter nada sério comigo! Ainda, não bastando a merda acumulada, que já era o suficiente para eu não ir mais atrás dela, jogou tudo no ventilador ao pegar um amigo meu para fazer ciúmes (ela sabia que me contariam). Eu tinha, sim, bastante consideração por ela, mas, depois de tudo isso, foi pro ralo.
Existem várias maneiras de se conquistar o respeito de um homem. Acho justíssimo que as mulheres sejam cautelosas quanto a quem adentra sua vida (ou suas pernas), mas manha tem limites. Não é na base da falácia que se consegue um bom tratamento. Não é dizendo “eu não sou vagabunda”. É no comportamento em geral, não apenas em relação ao sexo, mas também na maturidade das atitudes e no bom senso. O charme é essencial, mas na medida certa, por favor.
Ela poderia ter simplesmente dito “Acho muito cedo para a gente dar esse passo” ou, talvez, deixado claro que não iria a um Motel naquele dia, sem sermões. Também, poderia ter evitado aquela desnecessária DR, já que, nem ao menos, existia o R e, certamente, não ter ficado com um amigo meu logo após ficar comigo. Menos pior talvez fosse se tivesse ficado com um desconhecido.
Um tempo depois, em um aniversário na casa de praia de um amigo, reencontro Nayana que, a princípio, finge não me conhecer. Adulta como sempre.
Passou a festa conversando de forma bastante íntima com vários homens e, segundo amigos, olhando sempre pra mim, provavelmente esperando uma reação irritada ou qualquer esboço de ciúmes. Sinceramente. Eu estava indiferente.
Ao final do dia e da garrafa de tequila, começou subitamente a me dar mole. Conversa vai, conversa vem, vai e vai, vai e vem….. e acabamos dentro de um quarto. Dessa vez, o fuck rolou sem chilique.
Na hora de irmos embora, Nayana me beija e pede para que eu a ligue depois. Confirmei com a cabeça, mas, depois de tanto joguinho, ligo é porra”.
Com vocês o 4 candidato:
“Olá, leitoras do Cafa.
Bom, como vocês devem saber (visto que possivelmente não serei o primeiro candidato nessa nova fase e provavelmente isso já vai ter sido explicado), o Cafa pediu para que eu me apresentasse nesse post.
Farei isso. Mas antes aproveito o espaço para agradecer os vários comentários que fizeram em meus posts. Eu realmente não esperava ler tantas coisas boas tanto no que escrevi para o Sexta das Leitoras (http://www.manualdocafajeste.com/2011/11/06/sexta-das-leitoras-teste-4-meu-namorado-e-bobo/), como no meu texto inicial (http://www.manualdocafajeste.com/2011/10/30/quarto-candidato-amantes/). Este foi o que me fez ficar mais feliz pela boa repercussão, na real. Mesmo com muitas dizendo que o texto não condiz com tudo que já foi escrito no Manual, o que é fato.
Mas minha intenção é somar de uma maneira diferente.
Se vocês permitirem, levarei até vocês algumas de minhas histórias – como a que foi contada – de onde, quem sabe, vocês poderão tirar alguma lição. Leitoras mais conservadoras: fiquem tranquilas! Anotei também as críticas sobre o post e farei o possível pra amenizar as diferenças gritantes, por exemplo, não escrever somente em terceira pessoa, dar mais dicas no final dos posts, etc.
E AHH! Importantíssimo! Muitas de vocês questionaram uma coisa e talvez eu só tenha essa oportunidade de esclarecer! Cafa, me permite essa?
Sou completamente contra a traição. Como eu disse no Sexta, nunca é uma solução, mas sim um problema. A minha primeira história (que, aliás, foi escrita em 2008) foi baseada em uma situação SEMELHANTE que vivi. Mas eu não namorava e tampouco tinha um carro para atravessar a cidade. O final do texto foi, sem vergonha nenhuma de dizer, pura invenção para dar mais impacto na história. Não tenho pretensões de “escritor”, mas apimentar uma história não deve ser tão feio assim… Deve? O.o
Ok, sobre mim.
Quase na metade da terceira década de vida (entendam 24 anos), publicitário como o Cafa (mas não, não o conheço) com um Q de psicólogo (pelo menos em minha mente), redator, piadista, solteiro, simpático, bonito e modesto.
E piadista. Frustrado.
Romântico e poético, como meu texto sugeriu? Só com quem merece e quando a inspiração chega chegando. Mas vocês merecem, suaslinda.
O que importa é: demorei pra entender as mulheres. Sempre fazia errado, sempre me fodia nos relacionamentos (e em suas tentativas). Certo dia eu entendi e me tornei, o que por aqui se diz, um verdadeiro cafa. E aí sim passei a ganhar e distribuir os momentos mais incríveis com as garotas que os meus anos de banana me impediram de ter. (Não sei se isso já foi dito aqui, mas se “cafa” tem antônimo, a palavra é “banana”).
Como isso aconteceu? Claro, depois de uma grande decepção amorosa.
Acredito que as decepções que vivemos fazem parte determinante na construção de nossas personalidades. Mais do que isso: o modo como encaramos essas decepções. É inegável que preferíamos nunca tê-las, massss… elas nos moldam mais fortes e isso é imprescindível.
Eu sei, vocês são sagazes e sabem disso. Mas estamos aí na tentativa de que vocês não passem por isso e tirem somente a parte boa. E percebendo isso, vocês farão que nós, pobres homens, também nos decepcionemos menos. E assim por diante.
Na teoria funciona.
Como o texto tá ficando grande e a intenção, por hora, é apenas me apresentar, acho que está feito.
Sou aspirante a cafa, quero mostrar mais de mim e também conhecer vocês. Muito prazer”.