Antes de tudo, um ótimo 2010 a todas. Só que já vou avisando que estou azedo. Não é nada referente a minha namorada, meu trabalho, vida pessoal, etc, pelo contrário, tudo está indo muito bem e tende a melhorar nesse ano. Mas se veio aqui atrás de palavras reconfortantes, otimismo e coisas frufrus, é melhor esperar alguns posts.
Toda semana leio a coluna do Arnaldo Jabor no Estadão e às vezes fico de saco cheio de 80% ser algo pessimista, azedo e niilista. Só que eu compreendo o cara. Não é ser conservador, mas trazendo ao tema que debato, relacionamentos, cada vez fico mais indignado com a atitude de algumas (várias) mulheres.
Percebo o quanto a mediocridade, burrice, falta de bom senso e amor próprio aumentam. Há mulheres que pela falta de referência familiar e/ou comodismo se anulam em função de um homem e o trata como se fosse a razão de seu viver.
Hoje exemplificarei com um email que recebi de leitora (que torço pra ser pára-quedista) e com o caso do meu vizinho. Começarei com o meu vizinho.
Bom, o meu vizinho é um bosta. Corintiano roxo, filhinho de papai e desempregado, ele vive em função de futebol e de brigar com o pai. O meu apartamento dá de frente para o dele e possuo uma visão “privilegiada” de tudo o que ocorre em sua residência.
Há cerca de um ano acordei no meio da madrugada com os berros de uma garota. Ao abrir a janela, vi que o meu vizinho estava dentro do carro dela dando uns sarrafos nela. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele saiu do carro e ela foi embora.
Pois bem, o tempo passou e no final do ano passado a cena se repetiu. Por obra do acaso, o cafa pai tinha feito uma visita ao meu apartamento. Estava batendo um papo com ele quando começou uma gritaria na casa do vizinho. Com a luz apagada, começamos a assistir de camarote a mesma otária do ano passado sendo agredida pelo cara.
Eles desceram para a garagem, que por ser aquelas externas, consegui acompanhar o desenrolar da história. Puto com o cara, chamei a polícia. Em cinco minutos apareceu uma viatura e o policial pegou o cara no momento em que ia agredir a garota novamente. Foi bacana ver o boçal afinando com o policial. Porém, o cafa pai ficou empolgado, acendeu a luz da sala e começou a berrar “Isso, prende os dois, tão brigando o dia inteiro”. Espero que quando eu voltar pra São Paulo tudo esteja ok com os vidros do meu apto.
Bom, fiquei ouvindo a conversa do cara com o policial e a garota, e para minha surpresa, o pai dela já tinha solicitado uma medida cautelar impedindo que o boçal chegasse perto dela. Só que ela contou ao policial que havia descumprido a medida judicial, pois foi procurá-lo em seu apartamento depois de sair da festa de confraternização da empresa.
Resumindo, a otária ficou bêbada, sentiu saudade da pegada do cara, foi dar umazinha e acabou levando uns sarrafos a tira-colo. A mulher tem que ser muito idiota pra apanhar do cara uma vez e ainda assim continuar com ele. Não tem desculpa, homem que bate uma vez, bate outra. Enfim, vamos ao e-mail da leitora.
Não vou mudar uma vírgula do e-mail que recebi. E só para vocês perceberem que histórias / atitudes medíocres não são pontuais, mas sim recorrentes.
“Conheçi ele na facul… ficamos… ficamos ficando durante 2 meses…
tah só que ele não me dava atenção, só via ele na faculdade, ele me
dava dois beijinhos e dizia: VAI PRA CASA GURIA,
tah cansei dele e disse: não quero mais não rola… ele olhou pra
minha cara e disse: tah bom! a unica coisa que eu vou dizer é tá bom!
Cafa > Cacete. Não é possível que com tantas diretas essa mulher não perceba que não significa nada para o cara.
depois disso ele pegou a faculdade INTEIRA! fez umas 20 minas se
apaixonar por ele despresou TODAS! depois disso e me fez acreditar q a
unica que ele foi bonzinho foi eu… ¬¬ (tah)
Cafa > Olha, estamos com o Brad Pitta aqui. Mas você foi muito inteligente em sacar que ele não te DESPRESOU. Ai.
depois disso…TUDO! voltamos a ficar… e eu descobri que ainda
gostava dele… PIOR!! AMAVA O PSICOPATA!!
Cafa > Vamos lá. Segundo o dicionário, “Psicopata, a rigor designa toda pessoa que sofre de doença mental seja neurose ou psicose ou tem personalidade psicopática”. Será que é ele quem tem retardo?
o DILEMA È….
Não posso me considerar lanchinho : POR QUE EM 1 ANO SE TRANSAMOS
2 VEZES FOI MUITO….
Cafa > Não, está mais pra piriguete mesmo.
não posso me considerar AMIGA: POR QUE ELE DÀ ATAQUES DE CIUMIS SE
DESCOBRE QUE EU TO SAINDO COM ALGUEM
Cafa > Cacildis, está falando que nem o Mussum.
não posso me considerar namorada: POR QUE ELE ME BEIJA QUANDO QUER…
defina o que eu sou?
Cafa > Burra.
ele passa HORAS no telefone comigo… me manda emails todos os dias…
me atende, brinca comigo,,,,
fica fazendo ciumis… com minha amigas e ainda diz: viu como é facil
te deixar brava…
e sabe o que é pior…
TODA SEMANA nós discutimos a relação que não existe…
tem emails e mails emails….. pq ele perde tanto tempo cmgo se não
quer me comer???
as vezes nem me bjar???
Cafa > Devolvo a pergunta, você achou a tua periquita no lixo? Ou ela está a disposição de qualquer “psicopata” ?
porem… quando a gente briga…. ele faz de tudo com as putinhas que
ele pega….
não sei mais o que fazer… ele sempre me convence que eu to errada..
que eu sou ciumenta… e que eu tinha que confiar nele… e que se eu
precionar não rola…”
Cafa > Meu único conselho pra você amiguinha, é fechar a janelinha do seu navegador, comprar alguns livros e abrir um pouco essa cabecinha antes que ela fique cheia de titica e a única coisa que você vai atrair é homem que não presta.
Depois daquela história do “Coletivo” e da “Bunda” achei que nada me surpreenderia, mas a cada mês tomo um tapa na cara de alguma Sexta da Leitora ou de vivência própria. Pô, uma mulher apanha e volta atrás do cara pra apanhar mais um pouco, a outra mal sabe escrever e quer arrumar alguém sério.
Sabe, pensei em desistir de criticar e começar a encarar essas coisas numa boa, mas não consigo.
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P.s – Mais uma vez agradeço a Muca e Priscila pelos presentinhos, foram muito úteis nesses dias que passei na África santista.
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Me chamou a atenção um comentário no post passado de uma leitora questionando se eu não acreditava no “amor pra sempre” por ter sido tão frio no desfecho do post.
Pieguices a parte, claro que procuro acreditar no “amor pra sempre”, ninguém inicia um relacionamento achando que em um ano ele vai acabar. Óbvio que no começo de um namoro você não vai fazer planos para casar, mas crê que a pessoa ao seu lado ficará com você uma boa parte da sua vida. Só que apenas com o tempo você saberá que o pra sempre, quase sempre acaba.
No início de um namoro bacana tudo é paixão (frase brega, mas ok), sexo, sorrisos, felicidades, blablabla. Esse mix de sentimentos positivos ofuscam quaisquer defeitos das pessoas. Ela é imatura? Ah, com o tempo isso resolve. Ele é teimoso? Ah, com o tempo isso muda. A família dela é maluca? Ah, o que importa é o sentimento entre os dois. E por ai vai, a paixão sempre fazendo o papel de apaziguadora.
Só que ai as coisas começam a mudar. Os cientistas dizem que após 2 anos de relacionamento, a paixão acaba e o que fica é o amor. Não posso confirmar isso de forma empírica, mas garanto que após 6 meses de namoro, bastante coisa muda em relação ao início.
Como eu disse no fim do post passado, para mim um relacionamento é construído sobre dois pilares, sintonia sexual e afinidade.
A sintonia sexual não tem segredo. Geralmente ela já dá indícios no primeiro beijo, no encaixar das bocas e termina com uma boa primeira vez que vai se aprimorando mais pra frente. Algumas vezes ela não começa bem, o beijo sai torto, o sexo é mais ou menos, mas com algumas instruções e insistências o negócio pega no tranco e ai fica uma maravilha. Ela não exige estudo, família, repertório, faculdade ou maturidade, a atração é meramente física.
Após algum tempo há dois caminhos para a sintonia sexual, ou ela cai na rotina e o sexo vira um saco ou se aprimora a cada vez a ponto de cada noite ser especial, não é aquela coisa da primeira vez, mas a qualidade só aumenta.
Só que afinidade sexual, você encontra com o porteiro do prédio, com a copeira do escritório, com uma aeromoça, com o barman da balada. Não tem segredo. É um sentimento da época das cavernas, que não vê classe social e estudo. E aqui reside o grande erro de parte das mulheres, de se apaixonarem pela pegada do cara e se esquecerem do outro ponto tão importante quanto, a afinidade.
A afinidade, diferentemente da sintonia sexual, ocorre na primeira conversa. Pelo primeiro papo dá pra perceber se a garota é uma mula, se o cara é um babaca, se os papos só se resumem a previsões meterológicas, o tamanho do biceps dele ou a bolsa recem comprada por ela.
Após algum tempo há dois caminhos para a afinidade, ou você passa a admirar a pessoa cada vez mais pela sua inteligência, determinação, maturidade, garra ou ao passar do tempo você percebe o quanto a pessoa é egoísta, imatura, fraca e todos os defeitos de uma forma geral que a paixão inicial mascarava.
Nesse mesmo post passado levantei um tema que nunca tinha abordado aqui no blog e as leitoras mais ligeiras logo sacaram que o post não era apenas filosofia e análise distanciada. Porém, quem não sacou que o cafa se referia ao momento que estava passando, relaxe. Meu intuito aqui nunca foi expor diretamente pessoas com que eu me relaciono e gosto. Porém, como agora o momento é outro, anuncio às minhas leitoras que estou solteiro novamente.
Já até posso imaginar as reações. As leitoras reclamonas vão ficar felizes pela possibilidade de eu voltar com os posts mais apimentados e as mais românticas ficarão tristes por não ter dado certo meu namoro e com receio de que o blog vire um diário vazio e superficial das aventuras de um homem solteiro. Mas relaxem, a temática do blog mudará um pouco, mas não cairá apenas no vazio de relações superficiais.
O que me incomoda um pouco são as reações das pessoas quando eu anuncio o término: “Ahhh, que pena”, “Você está bem?”. Porra, morreu alguém? É ridícula essa percepção de que para alguém ser realmente feliz é preciso estar com um parceiro fixo. Namorar é bom? Po, pra caralho. A pessoa amadurece bastante, mas instituir isso como o encontro da felicidade plena, é exagero. Quem depende do outro para alcançar a felicidade na vida é um(a) coitado(a).
Outro ponto que enche o saco é o “Por que você não dá uma chance?”. Quando você é garotão (garotona), quer só saber de curtição e o namoro é aquela coisa descolada, pra preencher o tempo. E ai no primeiro término, sempre rola esse “dar uma chance”.
Só que em uma determinada idade, você não pensa somente no hoje. Você já começa a pensar em planos maiores como casar e ter filhos. E ai você analisa todos os fatores e se pergunta, “eu vejo essa pessoa como minha mulher (marido)?”, “Imagino filhos com ela (ele)?”, se a resposta for negativa, não há ”chance” que resolva. É melhor você cortar a relação antes que ela crie raízes e os dois saiam ”machucados” no término.
Há também aqueles caras mais sacanas que me sugerem, “Para que terminar, Cafa? Continua namorando, tenha uma foda segura e fixa e sai pesticando por ai”. Sim, de fato seria uma solução interessante pensando racionalmente, mas não dá pra ter uma atitude assim com alguém que foi importante na sua vida e te respeitou.
Enfim, é isso. Acabou a fase romântica. Acabaram as histórias floridas. Cafa está de volta a ativa.
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Recentemente tenho conversado com algumas amigas sobre essa questão, “dar um tempo”. É meio que unânime entre elas que isso não existe, que os homens apenas usam esse artifício para enrolar a coitada. Porém, posso dizer com muita confiança que em metade dos casos não é enrolação.
Claro, para uma parte dos homens essa é a melhor saída para dar um fora na garota sem ter o desgaste de ficar discutindo uma relação desgastada e não ter que aturar chororo. A maioria deles é covarde mesmo, não tem coragem de dizer ”acabou” e ai fica cozinhando a garota até ela se encher e desistir. Para outra parte dos homens, simplesmente a relação com a garota não foi tão intensa a ponto dele ter a consideração e saco para ouvir lamúrias.
Porém, quero me atentar aqui aos homens que ”dão um tempo” com intenções legítimas.
Como em todo relacionamento saudável, discussões e desentendimentos sempre vão ocorrer. É por meio deles que os mal entendidos se resolvem e obstáculos são ultrapassados. O problema é que nem sempre algumas coisas são resolvidas, mas por serem pequenas, são deixadas de lado.
Só que chega em um determinado momento que são tantas coisinhas deixadas de lado, que juntas e em um instante viram um pequeno monstrinho. E ai não tem jeito, o cara vai colocar na balança se ele realmente gosta o suficiente da garota para conviver com o monstrinho ao lado. E aqui reside a principal divergência entre o modo de agir de homens e mulheres e que as faz com que não acreditem no “dar um tempo”.
Para mulher tudo se resolve conversando. Só que nesses casos elas se esquecem de que a conversa não funcionou anteriormente e não vai ser em uma rave de DR que o monstrinho vai embora. O negócio é mais embaixo. Problemas e defeitos todo mundo tem, mas alguns deles são estruturais e não há conversa que resolva.
Ai o cara precisa desse tempo para poder avaliar o que sente pela garota com um certo distanciamento. E isso não quer dizer que ele vai pra balada na primeira noite e comer umas vagabundas. As vezes até ocorre, mas não é regra. Geralmente o cara vai retomar os hábitos de solteiro, como ouvir o seu som alto no carro, beber no bar com os amigos e fofocar sobre as piriguetices de uma conhecida, ir ao jogo de futebol sem dar satisfação a ninguém, dormir estatelado na cama e soltar pum na hora que quiser, passear sozinho no fim de semana e fazer planos pra noite, enfim, vai tentar tirar a namorada de foco e ver se dali um tempo o coração não aperta e ele não tenha vontade de voltar correndo pra garota.
Se o cara voltar, é pra ficar bem feliz, pois ele realmente sente algo muito forte. Se não voltar, paciência. Não existe alma gêmea, cara metade e demais babaquices de música romântica brega. Existe afinidade e sintonia sexual e depois de determinado momento, elas podem se enfraquecer e acabar, mas nada que não possam ser encontradas com outra pessoa.
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Antes de mais nada, eu acho essa palavra ’sedutor’ demasiadamente cafona. Porém, qualquer homem que se preze tem um ‘q’ de sedutor. Pois se não tivesse, não conseguiria ficar com mulher alguma.
A sedução pode ter várias formas, entre elas: pelo porte físico, pela beleza interior, pela financeira, pelo poder, pela popularidade, etc, etc. Mas, uma das formas mais comuns de sedução e que dá certo com quase todos os homens que sabem utilizá-la, é a referente ao papo.
Já vi homens horrorosos que eu jurava não pegar ninguém beijando mulheres maravilhosas após um bom papo. Um dos primeiros passos que eles utilizam é conseguir fazer a mulher rir com uma aproximação diferenciada, depois engatar os assuntos com naturalidade sem parecer que está fazendo um interrogatório na garota, fazê-la se sentir a vontade, evitar o contato físico sem que uma aproximidade seja estabelecida, enfim há uma série de regrinhas utilizadas que no final quase sempre ajudam a atingir o objetivo do approach.
Para deixar este truques mais claros, vou citar um vídeo que assisti recentemente indicado por um amigo (@piresende) e que retuitei no meu Twitter.
Nele, um carinha parecido com o latino tenta bancar o sedutor. Porém, ele comete duas falhas grotescas. Uma, ao invés de xavecar uma garota, ele tenta xavecar milhares; segunda, utiliza todas as técnicas possíveis e imagináveis de sedução de uma forma tosca e forçada.
Vejam o vídeo, na sequência mostrarei os truques utilizados:
0 a 13’’ – O velho truque da surpresa. A idéia é tratar a garota como se fosse única e exclusiva. Na seqüência ele usa o artifício gentleman da educação.
17’’ – Alguns homens quando falam possuem alguns vícios corporais de sedução. Os caras mais bombados gostam de cruzar os braços e/ou estufar os peitos. Os vaidosos costumam mexer com bastante freqüência no cabelo. Os que possuem bigode, cavanhaque ou algo do gênero (como é o caso do nosso amigo), costumam coçá-los.
30’’ a 35’’ – O velho truque de jogar a bola da mulher pra cima.
37’’ a 40’’ – Vícios corporais detectados.
45’’ – Jogando a bola da mulher pra cima.
48’’ – Um sorriso bonito é uma das principais armas da sedução. O cara que ri toda hora é um abobado, mas aquele que o poupa e sabe mostrar em horas apropriadas, consegue ganhar alguns pontos com a garota. No caso, ele utiliza o artifício a esmo.
49’’ a 58’’ – O truque da sabedoria misturado com o do esoterismo. Toda mulher com o mínimo de neurônio na cabeça valoriza o cara inteligente. O truque da sabedoria visa mostrar pra garota, sem ser pedante, que o cara possui certa bagagem cultural. No caso do nosso amigo, ele só faz cara de conteúdo e lança uma filosofia barata. Em relação ao esoterismo, qualquer um sabe que 80% das mulheres amam uma coisinha esotérica, nem que seja pra falar que o seu signo combina com o do cara. O nosso sedutor utiliza esse truque pra provar que há algo de místico nesse encontro virtual ao ‘acaso’.
1’02’’ e 1’08’’ – Tática sedutora empregada: Floreamento do Discurso. Essa tática tem caído em desuso, pois quando se floreia muito as palavras, elas soam fake e poéticas. Tiozão adora utilizá-la. O nosso amigo lança a pérola de ‘oportunidade bonita’.
1’10 a 1’20’’ – Uma sequência vexaminosa e clichê da tática de jogar a bola da mulher pra cima.
1’30 a 1’34 – A tática do retorno. Algumas mulheres não sabem ser xavecadas ou são malas e chega num determinado momento que só o homem fala e ai o risco de cair num interrogatório / monólogo é grande. Para evitar esse problema, é emprega a tática do retorno, na qual o homem estimula a mulher a fazer perguntas. Como o amigo fala com uma webcam, ele tem que pedir retorno sobre o curta que ele produziu.
1’39’’ – A tática do baixo custo. Chega a hora em que o cara já sabe o nome da garota, sua idade, o que faz, já fez com que ela sorrisse, com que ela perguntasse e agora é preciso dar um passo adiante na no approach. No mundo real o cara pediria um abraço ou um beijo no rosto sobre a alegação de ‘não custa nada’, ‘o que você tem a perder?’, etc. Nosso amigo virtual alega no caso que a interação virtual não custa nada (oh!).
1’40’’ a 1’58’’ – O truque da firmeza no discurso. Esse é utilizado em larga escala pelos políticos. Você já reparou que quando político fala, ele gesticula e ergue firmemente as mãos? Isso passa segurança ao interlocutor e firmeza nas idéias. Nosso amigo o emprega, mas exagera ao dar um abraço solitário ao melhor estilo coreografia de pagode.
2’00’’ a 2’08’’ – Uma sequência vexaminosa e clichê da tática de jogar a bola da mulher pra cima [2]. O português se perdeu, ao invés de falar ‘como tal’ ele fala ‘como tá’.
2’09’’ a 2’15’’ – Aqui chega no ponto crítico do discurso. O cara não tem mais o que falar, o papo esgotou, as palavras já não vem com naturalidade, ele repete os mesmos elogios. A solução? Partir para o tudo ou nada. Só que nosso amigo não tem nada.
2’19 a 2’26’’ – Como não tem o que beijar, a alternativa é fazer cara de sedutor, desligar a câmera disfarçadamente e esperar que uma desmiolada entre em contato com o Régis.
