Gosto dessa frase da Clarice Lispector. Não que eu seja um pervertido, imundo e vil, mas por que as pessoas, coisas e atitudes que saem do padrão e do politicamente correto sempre me chamaram a atenção. Pensei nesse tema depois de conversar com uma leitora sobre namoro (era o assunto, não que eu vá namorá-la).

Apesar de muitas não acreditarem, eu já namorei duas vezes. Tudo bem que duraram 6 meses (somando os dois), mas foram suficientes para eu identificar que tipo de mulher quero ter ao meu lado.

Iniciei a vida de baladas com 16 anos até que lá pelos 22 os primeiros sinais de esgotamento começaram a aparecer, porém eu não tinha nenhuma garota em vista. Até que numa bela noite do verão de 2005 surgiu a suposta luz no fim do túnel.  Meus amigos me chamaram pra ir numa balada no litoral paulista, mas eu estava tão de saco cheio de boate que fui de regata, bermuda e sandália franciscana (sim, um horror). Sem grande esperança, acabei conhecendo uma garota bem gata, gostosa, e inteligente. Meu problema estava acabado (ou parecia estar).

Saímos no dia seguinte e ela se mostrou bem comportada. Descobri que ela vinha de uma família de médicos, com boa educação e toda certinha. Só que na semana seguinte era carnaval e eu já tinha passagem comprada. Acabei indo antes de engatar um namoro.

Foi um dos carnavais mais borocoxô da minha vida (só fica atrás do que fui obrigado a ir de jogador do Santos pela minha mãe. E minha prima, responsável por mim, me deixou de lado pra sair beijando os caras do salão). Eu não tinha ânimo de chegar em ninguém. Não via a hora de voltar pro hotel pra poder ligar pra garota. Enfim, voltei para São Paulo e começamos a namorar.

Ai me dei conta que aquela fofurice e meiguice extrapolavam a cota do bom senso. Pra começar, as carícias das preliminares eu tinha que conduzir a mão dela pro meninão; oral? Era uma ou três chupadinhas burocráticas; de quatro? “Imagina, que posição constrangedora!”. Como ela tinha várias outras qualidades, achei que com o tempo eu poderia torná-la uma puta na cama.

O ponto que estremeceu nossa relação foi quando conheci seu pai. Aliás, foi sempre um grande mistério conhecê-lo. Quando tocava no assunto ela desconversava. Até que no dia dos pais não teve jeito. No caminho até a casa dele ela foi tentando me preparar só que eu não pegava os sinais. “Meu pai separou da minha mãe quando eu ainda era bebê”; “Hoje ele divide apartamento com um amigo”; “Ele é muito meigo”; etc, etc.

Chegando na casa eu tomei um baque, o cara me aparece de camiseta babylook, shortinho curto e papete soltando a frase “Ahhh anjo, você trouxe o Guiiii” (troquei meu nome). Fiquei com a pulga atrás da orelha até vir a confirmação pelo cara que mora com ele. Uma tremenda bicha velha, cheia de trejeitos e voz fina. Depois do susto inicial, eles se mostraram pessoas fantásticas, muito inteligentes, gentis e hospitaleiras. O pai dela acabou gostando de mim (sem piadinhas) e disse que confiava em mim.

Só que como amiga ela era ótima, mas como mulher um fracasso. E me incomoda muito quando eu conheço a família de uma garota e colocam confiança em mim. Até que chegou um dia que tínhamos meio que terminado, sai com meus amigos pra balada e conheci minha segunda ex.

Rolou um encaixe incrível e eu muito honesto acabei soltando que namorava, mas que tinha dado um tempo no dia anterior. Ela me disse pra eu resolver minha vida e depois procurá-la. Fui ao banheiro desolado e quando voltei pra pista vi um cara conversando com ela, parei do lado dos dois e ela o beijou. Pronto, essa “não prestava” e o cafa em uma das raras vezes tinha gostado de alguém pra valer, mas isso já é outro post.

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Algumas de vocês já devem ter visto o bannerzinho ao lado da campanha da Nokia. Se você é de São Paulo e curtiu o presente, dá lá uma votadinha e ajuda os blogs que apoiam o presente do Connect Art.  :)

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Acho que todo mundo já identificou essa onda de mulher beijar mulher na balada. E pra mim isso era só uma modinha entre as garotas pra fazer graça para os homens já que 90% deles têm tesão em ver duas mulheres se pegando. Só que depois do show que fui ontem e de ler matérias como essa, fiquei na dúvida se realmente não temos ai algo que veio pra ficar.

O show (Planeta Terra) não era dos mais “comuns”, pois era voltado pra um público com uma pegada indie. Porém, como tinham atrações como The Offspring e Foals, e por ter ganhado dois ingressos vips resolvi ir ao evento. Fui primeiro na pista Indie assistir o Foals, mas a acústica do lugar estava péssima, me frustrei com o som dos caras e aliado a quantidade de homem, mulher feia e eu sóbrio, resolvi ir pra áre vip fazer o esquenta.

Fui do inferno ao céu. A área vip estava repleta de gente bonita e com toda sorte de bebida pra tomar. Quando já estava um pouco bêbado e pronto pra começar a interação com as mulheres, começou a tocar The Offspring. Foi como uma volta ao passado, os caras tocaram muito e eu não parei em pé um instante. Quando o show acabou, hora do ataque.

Tinha uma dupla de amigas interessantes do nosso lado. Eu e meu amigo batemos papo e ficamos com elas. Só que como o beijo foi chocho e a garota era meio mala, demos a desculpa do banheiro e nos pirulitamos dali. O problema é que a área vip não era tão grande e poderíamos nos queimar se déssemos em cima de outras.

Bacana foi a quantidade de celebridades lá. Juro que troquei uns olhares com a Marisa Orth, mas tenho toda a certeza que ela não estava a fim de mim e sim com medo de eu fazer algum ato de tietagem constrangedor (como tirar foto abraçado, pedir autógrafo e dai pra baixo). Eu não resisti mesmo quando vi o Marcelo Rubens Paiva (sim, ficou estranha essa parte), mas não para abraçá-lo e sim para parabenizar pela sua coluna no Estadão. Enfim, vendo que eu já não estava agindo racionalmente, resolvi sair dali e caçar nas outras tendas. Foi ai que comecei a identificar essa tendência bissexual.

Calma, eu não quis beijar o meu amigo. Aliás, ele estava completamente bêbado e achando que estava numa micareta. Chegava em qualquer uma que aparecia. Depois de um tempinho procurando algum rostinho bonito, vimos duas meninas sozinhas perto da tenda de eletrônico e fomos conversar. Vi que elas estavam meio ariscas e depois de um tempo falaram pra gente desencanar, que daquilo que a gente gostava elas chupavam até o caroço. Obviamente que eu achei que aquilo fosse uma desculpa pra não ficar com a gente. Até que elas se beijaram loucamente e nós ficamos com cara de bolinho. Resolvemos mudar de tenda.

No caminho até o outro ambiente meu amigo insistiu na estratégia micareta e conseguiu pegar uma, e eu admirado com a quantidade de casaizinhos sapatos. Chegando no lugar avistamos um grupo com quatro garotas e…todas lésbicas. Preferi não pedir demonstrações, pois viraria uma situação meio constrangedora aquilo.

Mudei de lugar e vi uma garota com uns 3 homens na roda. Em condições normais eu jamais chegaria nela (fica a dica pras mulheres, homem em roda de mulher inibe bastante a aproximação de outros). Porém, como o Whiskey com Red Bull já havia batido bem forte, perdi a inibição e fui conversar com ela. A garota era bem agradável e inteligente. Não cheguei que nem um louco pra beijar apesar do teor alcoólico no sangue. Ficamos conversando um tempão sobre vários assuntos. Até que tive que partir pro ataque. Ela segurou meu braço, deu uma apertada (adoro isso) e falou no meu ouvido que adoraria ficar comigo, mas que não podia, pois namorava há dois anos. Fiquei inconformado e perguntei onde estava o namorado pra não acompanhá-la no show. Tive a seguinte resposta: “- ElA  está trabalhando fora do país e deixou eu vir sozinha”. Naquela altura do campeonato eu nem fiquei mais admirado, elogiei a fidelidade e fiquei um pouco assustado com essa modernidade toda.

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Update: Coloquei uma enquete no blog perguntando sobre a orientação sexual das minhas leitoras (e eventuais leitores). Depois opinem lá. :)

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Tenho uma tremenda curiosidade em conhecer um banheiro feminino, não por que a decoração me encanta, mas pra saber o que as mulheres costumam conversar. O mais perto que cheguei de um foi num restaurante aqui em sampa. Minha intenção não era de tirar água do joelho entre as mulheres, mas sabe aqueles restaurantes que querem ser moderninhos e colocam as mais diferentes gravuras na porta do banheiro e ai você tem que decifrar que diabos significa aquilo? Pois bem, era um desses. Só fui me dar conta quando vi no lixinho do banheiro um absorvente envolto em papel higiênico com um pouco de sangue. Um nojo. Por sorte não entrou ninguém no banheiro e consegui me pirulitar dali a tempo.

Se você tem a mesma curiosidade que a minha, mas em conhecer um banheiro masculino e como a espécie se comporta lá dentro, vou tentar explicar como é a dinâmica do lugar em baladas.

O grande diferencial em relação ao banheiro feminino é o mictório, aquela espécie de privadinha suspensa que serve pra mijar. Só que esse dispositivo ao mesmo tempo em que acelera a fila do banheiro pode ser um constrangimento a parte. Cerca de 1/4 dos homens se recusa a mijar com outros homens do lado, sofrem da patologia “pinto tímido”. Ele pode até tentar usar, mas fica ali parado horas e não sai nada. Isso por que a maioria dos mictórios não tem uma divisão lateral e sempre aparece um perobo olhando pra privadinha e membro alheio (gay adora mictório).

Mictórios a parte, as cabines dos banheiros são indecentes de suja. As privadas em sua grande maioria estão entupidas ou com um submarino flutuando que nunca vai embora. Aliás, fazer o número dois nesse local é impossível. A tábua está sempre mijada, falta papel, se o cara demora mais de 2 minutos lá dentro já tem gente batendo na porta ou o segurança colocando a cabeça pra ver o que está acontecendo (não é incomum alguém dormir de bêbado com a cabeça na privada), sem contar o cheiro de urubu queimado que empesteia o lugar.

Bom, creio que a maior expectativa das mulheres seja em torno das conversas. Os assuntos são bem variados, mas cerca de 80% deles é em torno de mulher. Já vi coisas / vivi  engraçadas e curiosas. Lembro agora de quatro:

1-) Banheiro do esquecimento - Geralmente quando o cara bebe muito, a primeira coisa que ele esquece é o nome da garota, a segunda é a fisionomia do rosto. Não é incomum o cara pedir pra ir ao banheiro ou esperar a garota do lado de fora e de repente se esquecer quem era ela. Já vi casos mais graves do cara chegar novamente na garota que ele havia beijado.

2-) Decisões estratégicas - Como no banheiro é possível conversar melhor, lá se dá o bate-papo com os amigos sobre o saldo da noite, a análise das mulheres do lugar e o planejamento de esqueminhas. Se o cara vê que está pra trás dos amigos, ele decide baixar o nível. Meus amigos dizem, “vou pegar uma gorda pra tirar a zica”. Triste, mas é a realidade, pois há uma teoria que depois de beijar a primeira as outras são mais fáceis. O esqueminha é quando o cara está querendo fazer um after night com a garota que pegou e combina com os amigos uma estratégia para poder voltar sozinho ou conseguir um cafofo pra se deitar com a incauta.

3-)  Alerta aos amigos - Geralmente quando o cara está bêbado alguns defeitinhos das mulheres não são identificáveis e uma feiosa pode ficar uma tremenda gata com o auxílio de maquiagem e falta de luminosidade. Ai os amigos dão o alerta no banheiro: “Cara, vai ficar com a caixa d’água a noite inteira?”, “Você reparou o tamanho do buço da garota? “, enfim, de forma maldosa eles alertam para detalhes que o seu amigo não reparou.

4- ) Pia pra que te quero - Desde a balada mais furreca até a mais chique é difícil ver homem lavando a mão no banheiro. Geralmente eles só dão aquela ajeitada no cabelo e esquecem de lavar a mão. Por isso eu concordo com mulheres que desprezam caras que chegam pegando, imagina a quantidade de pinto por tabela que ela não recebe no braço.

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Talvez esse post esclareça o motivo pelo qual alguns homens somem mesmo quando o sexo é uma maravilha.

Quem é leitora assídua sabe da minha história com a loirinha do parque, um dos lanchinhos especiais que figurava na minha geladeira. Muitas aguardavam um desfecho de novela das 8 com ela, em que depois de muitas aventuras e confusões eu iria começar a namorar e viver feliz para sempre. Esse fato ficou mais evidente na semana passada, quando depois do evento da José Cuervo eu liguei pra ela.

Acontece que eu tenho duas teorias para ligações ébrias na madrugada para lanchinhos ou ex-rolos/namoradas, uma é que o cara realmente gosta da garota e está com saudade dela e a outra (e mais comum) é que o cara está a procura de um lugar para se enfiar, literalmente. A julgar pelo fim de semana que passou e essa semana, acredito que minha ligação para a loirinha do parque está relacionada ao segundo motivo.

Para falar bem a verdade eu meio que esperava esse momento, pois nossos encontros se resumiam a sexo. Não ia além disso por que a garota é muito nova (18 anos) e consequentemente os papos eram bem limitados. Eu não me imaginava com ela num restaurante falando sobre trabalho, faculdade, livro, cinema ou qualquer outro assunto por que a bagagem dela é restrita. Só que como eu considero o sexo 75% de uma relação (e o encaixe era perfeito) então eu relevava. Só que uma pessoa que consegue prender a outra somente pelo sexo, pode perder a preferência facilmente assim que aparece uma pessoa tão boa quanto ela e/ou com uma inteligência superior. Foi o que aconteceu.

Em uma das baladas da vida conheci uma garota bem simpática com um encaixe de boca muito bom. Saímos no fim de semana  passado ao cinema e ai descobri outras qualidades, a garota tem emprego fixo, está quase se formando, mora sozinha, tem uma família bacana e algo que valorizo bastante, personalidade. Além disso, não quis ir pra cafa-house sem antes me conhecer melhor.

Ainda não me passa pela cabeça namorar, mas já começou bem. Hoje em dia está bem difícil conhecer alguém interessante, ainda mais na balada. Só que ainda tem dois aspectos cruciais a serem analisados, o sexo e a intimidade.

O sexo é o mais importante. Saber se ela fica berrando ou narrando a foda, se fica que nem uma múmia na cama, se possui um matagal ou se é repolhuda (mulheres reclamam de pinto pequeno, homens de vaginas largas), se sabe rebolar, enfim pequenos detalhes que no todo fazem uma grande diferença pra rolar o encaixe.

A intimidade não fica muito atrás. Só com ela pra saber se uma pessoa gosta de comer caca (parece absurdo, mas eu já presenciei isso), se acha normal deixar a perna cabeluda e só raspar quando for à praia ou piscina, se a família costuma interferir no relacionamento, se o ex fica urubuzando, se é ciumenta patológica, se implica com meus amigos, entre outros temas que só são identificáveis depois que as máscaras caem com a convivência.

Enfim, a loirinha do parque não foi abandonada de vez, mas alguém mais interessante apareceu com grandes chances de assumir a posição. Por isso, fica a dica. O sexo pode ser uma maravilha, mas ele sozinho não segura por muito tempo um relacionamento.

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Agradeço ao Caio do Brogui pelos ingressos do Skol Beats. Espero que renda um post.

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José Cuervo night

20.Sep
2008

Essa semana eu e mais sete blogueiros (4 homens e 4 mulheres) fomos convidados pela José Cuervo para uma noite de degustação de tequila. O evento foi muito bacana. Buscaram-me em casa de limousine e tive uma imersão, literalmente, no mundo da tequila. Descobri, por exemplo, que a tequila é que nem champagne, só pode ser produzida em determinada região (no caso, no México) precisa ter no mínimo 51% de Agave (a planta de origem) e que há um tipo especial de tequila da Cuervo que custa R$ 600,00 a garrafa (que com muito esforço também tive que provar..hehe).

Na ida para o evento o pessoal ainda estava um pouco tímido, pois não possuía bebida dentro do carro (imagina chegar todo mundo bêbado na sessão de degustação). As blogueiras selecionadas eram bonitas e inteligentes, mas por dores de cabeça com algumas que eu já sai, adotei a política de não investir na classe. Os papos foram ótimos, iam desde Gregório de Mattos (o Boca do Inferno) até sobre o uso ou não de vibrador (para as leitoras que costumam me perguntar o que seria um papo interessante, a capacidade de ser uma pessoa agradável não necessariamente  está relacionada com o assunto e mais com a capacidade de conversar sobre qualquer coisa e não ficar com cara de bunda quando desconhece o tema).

Um fato interessante ocorreu durante a degustação, percebi que um dos blogueiros estava todo pomposo investindo em uma das garotas. Como sou um estudioso do assunto, fiquei analisando a movimentação. Ele usou um dos truques mais comuns para chegar numa mulher e ganhar sua simpatia, elogiou a sua risada (é uma coisa simples, mas pra uma mulher bonita, elogios a coisas inusitadas sempre dão certo já que “Você é muito linda” é senso comum). Só que fiquei com vergonha alheia do que ele fez na sequência. Do nada ele ligou para uma amiga e disse que tinha encontrado uma mulher com uma risada mais estranha que a dela e pôs a coitada para dar risada no celular e a outra coitada do outro lado ouvir. Rolou um silêncio e troca de olhares constrangedores pela mesa.

Eu estava certo que ele seria rechaçado pela garota. Foi então que ele pediu para o garçom que tocassem salsa e a puxou pra dançar. Podem me chamar de quadrado, mas eu acho um horror homem dançarino. Só que algumas mulheres acham o máximo. Já vi muitos amigos que gostam de rebolar na pista (sem piadinhas de duplo sentido) e conseguem ficar com a garota alvo da dança. No final das contas ele atingiu o seu objetivo. Porém, fiquei sabendo mais tarde que a garota era um ex-casinho recente de um dos outros blogueiros que estava na mesa. Agora se foi vingança ou não, não sei, mas ambos conseguiram o que queriam.

No final do eventou eu já estava bem trilili e fomos levados de volta pra casa. Não lembro como eu cheguei em casa. Só sei que acordei de manhã com uma mensagem no celular “adorei a sua ligação”. Vi depois que eu tinha ligado pra loirinha do parque de madrugada. Saco, não tenho idéia do que eu falei e receio perguntar.

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A José Cuervo deu para cada uns dos blogueiros uma garrafa do seu mais novo lançamento, a José Cuervo Black que é uma tequila pra ser degustada com Coca-cola (ao invés de dar um shot você bebe num copo grande com gelo e limão, como se fosse uma Cuba Libre). Como o cafa é bonzinho com as suas leitoras, ele resolveu sortear essa garrafa com vocês. Pensei em vários tipos de mecânicas, mas nenhuma bacana. Então vou ser clichê, faça uma frase, poema, etc e poste no comentário dizendo por que você merece ganhar a garrafa. A mais bacana vai ter o privilégio de ter uma boa companhia de aquece (seja pra dividir com suas amigas ou com seu namorado, rolo, lanchinho, etc). Lembrando que só participam leitoras do Brasil e maiores de 18 anos. Vou escolher a frase na quarta-feira a noite.

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No post passado fiquei impressionado com a quantidade de mulher que se indignou por que falei que a garota que eu sai não valia um motel e por ter barangado um pouco na balada. Depois de pensar um pouco sobre o assunto, resolvi escrever esse post para essas mulheres que acreditam em príncipes encantados e que um dia terão uma família igual a do comercial de margarina.

Para ficar bem didático, dividi por mini-tópicos algumas coisas que as sonhadoras costumam idealizar. Segue:

“Se ele me levou pra cama é por que possui o mínimo de sentimento por mim” - Ele precisa ter o mínimo de tesão por você, isso sim. Se o cara está necessitado ele fará de tudo pra aliviar sua tensão e pra isso não precisa estar com borboletas no estômago.

O cara que pega todas não quer nenhuma - Boa parte desses caras que cada hora estão com uma mulher não encontraram uma que lhe satisfizesse. Se rolar “o” encaixe entre vocês dois (na química e na relação), ele pode ser o cafa-mor, mas será você com quem ele ficará.

Homem gosta de mulher que só faz sexo namorando -  Isso valia há 20 anos. Hoje, o cara não vai começar a namorar pra depois descobrir que sua namorada tem verrugas lá embaixo, não sabe rebolar, tem um clítoris-pênis, enfim, não rola química. Um relacionamento não é calcado apenas em beijinhos, presentinhos e fofurices. O sexo tem um peso enorme na relação. E se é uma porcaria, mas existem todas as outras qualidades, vira amizade.

Homem gosta de uma piriguete - Homem come a piriguete. E como eu disse lá em cima, para homem não existe necessariamente relação entre sexo e amor.

O cara que é inteligente não liga pra beleza -  Essa desculpa geralmente é dada pelas barangas que precisam acreditar na beleza interior pra compensar a exterior. É óbvio que a beleza não é a única característica considerada numa mulher, mas conta muito. Geralmente funciona assim, se a mulher é linda e inteligente vira lanchinho (com possibilidade de virar namorada), se é linda e burra vira piriguete, se é feia e inteligente vira amiga, se é feia e burra melhor sumir.

“Ele me levou pra jantar, deve estar gostando de mim” - Muitas mulheres acreditam que só por que o cara a chamou pra um convite a dois, ele tem consideração por ela. Em alguns casos isso pode até ser verdade, mas em outros o cara só quer fazer um agrado pra na sequência levá-la pra um motel (ou pior, drive in) e você só significará um buraco (ácido?) para ele.

“Ontem rolou um encaixe na cama, acho que vai dar namoro” - Eu disse lá em cima que o sexo tem um peso enorme na relação, mas não é tudo. Por exemplo, a última garota que eu sai (do último post) rolou um encaixe muito interessante, mas o papo dela era tão insuportável que eu não tinha a mínima paciência para agradinhos pós-coito (muito ácido?). A química sozinha não faz milagres.

“Ele era todo meigo comigo, até o dia que transamos e ele sumiu. É um cafa!” - Não, a garota é que ruim de cama ou tem algo estranho. Se foi bom e eu posso transar com ela várias vezes, por que dispensaria? Só se algo de anormal eu encontrasse.

Homem que está na noite não presta - Isso é um dos maiores mitos. O que acontece é que boa parte dos homens na noite estão solteiros e em busca de diversão. A maioria das garotas que ele vê é buraco (ai acidez!), e como disse muito bem uma leitora aqui, cabe você mostrar que não é mais um. E digamos que ir pra casa dele no primeiro encontro não é a forma mais inteligente a menos que você só queira ser isso mesmo.

Cafa não vale nada, eu quero é um bonzinho - Todas as pessoas têm defeitos e virtudes. Porém, algumas mulheres só sabem ver virtudes em homens bonzinhos. Ai depois de anos de relacionamento são as mesmas mulheres que vão enviar cartas à Marie Claire dizendo que seu marido não tem pegada, que está pensando em arrumar um amante, que o sexo é burocrático, etc. Isso por que quando eram novas não se atentaram que o bonzinho lá era bonzinho até demais na cama.

Eu poderia listar mais uns dez tópicos sobre mitos que mulheres que acreditam em príncipes possuem, mas ficaria meio maçante e um pouco repetitivo. Se com esses listados não foi suficiente para acordá-las do conto da carochinha que vivem, não há dica ou Manual que resolva. Continuem sonhando e procurem o blog Manual do bonzinho.

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Bebida e purpurina

31.Aug
2008

Nestas duas últimas semanas que passaram naveguei pelo mar das felicidades e desprazeres proporcionados pelo álcool. Em uma ocasião me ajudou, na outra me reservou umas pauladas. E a purpurina? Explicarei.

Semana passada estava conversando no msn com uma ex-ficante que depois de terminar um longo namoro resolveu voltar a falar comigo. Desde que ela terminou, nunca aceitou sair, pois como ela não vale o investimento de um jantar, sempre a convidava para assistir um filminho em casa (e com exceção das pirigas, mulher alguma sai com um cara que só a enxerga como um buraco para colocar seu amigão). Resolvi mudar a estratégia e a convidei para comer uma massa e tomar um vinho num restaurante como se o único propósito da saída fosse conversar e comer (por um lado, esse último não deixa de ser verdade). O jantar foi bacana e depois de virar duas garrafas e deixá-la mais soltinha, convidei-a para ir a um lugar mais tranquilo. Entrei num drive-in (ela não valia um motel). Apesar de resistir um pouco, só foi tocá-la para o negócio engrenar  e a noite ser perfeita.

Nesse fim de semana a garota estava a fim de sair novamente, mas para não dar esperança que estamos sério e por que queria conhecer novas garotas, dei um perdido e fui pra balada com meus amigos. Quando cheguei no local só havia homens e mulheres feias. Porém, como num passe de mágica, a bebida foi entrando e as mulheres bonitas aparecendo. A primeira que eu puxei consegui beijar logo de cara, mas como estava no começo da noite e ela não era grandes coisas, dei um despiste e falei que ia ao banheiro. Quando voltei ao bar a vi beijando outro cara, e segundo o meu amigo, disse que ela beijou vários outros como se estivesse numa micareta. Ok, hora de partir pra outra.

O nível alcoólico era tão grande que eu já estava procurando mulheres olhando pra baixo, quando apareceu uma que parecia ser interessante. Depois de jogar três palavras fora, começou a pegação. Ela tinha um beijo bom, mas literalmente algo não cheirava bem. Não conseguia identificar de onde vinha, mas um cheiro de cece estava impregnando o lugar. Dei aquela famosa coçadinha no nariz com o ombro pra ver se não era o meu desodorante que estava vencido. E infelizmente constatei que a murrinha estava vindo da garota. Nunca vi isso, mulher com cece.

Eu já estava enjoadíssimo e louco para escapulir do lugar, quando a amiga dela veio tirar umas fotos de nós dois (¬¬). Acabei aceitando. Porém, eu tenho um problema (ou não) com fotografias quando estou bêbado. Somente por elas eu consigo identificar se estou com cara de pinguço ou se a mulher é feia. E no caso, era um tribufu. Novamente fui ao banheiro e sumi. Só que a tribufu tinha uma tática interessante para sacanear homens fujões, purpurina. Explico.

Depois da pegação, de suportar o cece e ver o exu na foto procurei outra mais interessante pra chegar. Encontrei uma que era o meu número e bem simpática. O papo estava bem agradável e sugeri que fossemos pra fora conversar melhor. Meu grande erro.  Lá fora estava mais iluminado e assim que começamos a conversar mais próximos a garota viu que meu rosto estava repleto de purpurina e acabou não ficando comigo. Tentei ir ao banheiro lavar meu rosto, mas purpurina é uma praga, impregna que é uma beleza e não sai tão fácil. Achei melhor curtir a noite com meus amigos na pista e não correr novos riscos, por enquanto.

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Desde adolescente cresci observando que parte considerável das mulheres era interesseira. Para cada fase da minha vida o interesse variava (exceto quando eu era criança e nessa fase o único interesse das garotas é que os homens sumam da Terra).

Quando eu era adolescente minhas amiguinhas tinham interesse em caras mais velhos e de preferência os populares. Ai quando eu fiquei na idade de ser “o mais velho”, eu não era o popular, e sim nerd, cabeçudo e franzino. Na pós-adolescência, já no início da faculdade, minhas amigas tinham interesse por homens com carro (que eu não tinha). Quando consegui meu golzinho roxo (vulgo Trem-fantasma), as garotas tinham chegado no último estágio do interesse, o monetário (e digamos que um cara com golzinho roxo não aparenta ter). Finalmente, depois de estudar e trabalhar bastante consegui atingir minha independência financeira e ser alvo desse tipo de mulher tema do post de hoje.

Aqui no blog já contei alguns exemplos de situações que me impediram de ficar com algumas mulheres devido a interesse e ontem tive um exemplo inverso numa balada da Nokia de Mob Jam que antecede o Nokia Trends (aliás, deixo aqui minha gratidão ao pessoal da Nokia por ter me convidado ao evento, que por sinal estava muito bem organizado). Ao entrar na balada fiquei no bar tomando umas bebidas com amigos e observando a mulherada. Como a proporção de homem / mulher estava pendendo pro primeiro, as mulheres estavam completamente anti-flerte. Isso até o momento que fui agraciado com um camarote e uma garrafa de Vodka na mesa. Curiosamente despertamos os olhares de boa parte das mulheres do recinto. Selecionei a mais bacana e fiquei com ela. Obviamente ela tinha um cérebro de amêndoa. Ela cumprimentava com beijinhos desde o faxineiro do banheiro (não é exagero) até o barman do lugar, além de ser aquelas malas “falo inglês” que não pode ver um gringo que já vai puxar assunto. Troquei mais uns beijinhos e parti pra outra já que essa não queria continuar a noite na cafa house.

Depois dessa noite fiquei pensando em todas as garotas interesseiras que conheci. Ai me lembrei do programa da Luciana Gimenez dessa semana que levou duas maria-chuteiras para serem entrevistadas. As garotas eram lindas, bem gostosas, e maria-chuteiras declaradas. Ensinavam desde que calcinha utilizar na caçada até dicas de como laçar um jogador de futebol na balada. Me deu uma raiva de ver aquilo e confesso que ficou eu e o Aprendiz de Cafa falando palavrões pra televisão como se elas pudessem escutar (aliás, tenho essa mania tosca de interagir com a televisão, também dou “boa noite” para o Willian Bonner).

Hoje, analisando com mais calma vejo que elas não têm culpa alguma. Todos sabem que elas são interesseiras e o objetivo delas. O cara que for atrás só se apaixona se for tosco. Porém, pior é aquela mulhere que se faz de pura e boa moça, quando na verdade suas atitudes são movidas por um único objetivo, o bolso do cara. Quando menor me disseram que “quem gosta de homem é viado, mulher gosta de dinheiro”, é machista e simplista, mas hoje em dia com todos os exemplos que observo, ela possui um fundo de verdade pra boa parte das mulheres. (Antes que alguém fale que isso só acontece com mulher de balada, conheci ex-companheiras de trabalho com o mesmo pensamento).

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Quem é minha leitora antiga sabe dos tipos de mulheres chatas. No rol dessas garotas eu também adicionaria as que gostam de provocar e na hora “H” tiram o corpo fora, não sei se pra alimentar o seu ego, infantilidade ou tirar sarro do cara. O fato é que esse fim de semana recebi um combo desse tipo de mulher.

Com a primeira garota foi até compreensível. Estou pra sair com uma leitora há meses, mas sempre quando marcamos um dia, o pai dela fica enfermo. Nesse fim de semana eu ia pra Santos, mas como surgiu essa oportunidade fiquei em sampa. Só que chegou sexta e o que aconteceu? Desmarcado. Pode até ser verdade, porém ficar enfermo sempre quando vamos sair é no mínimo estranho. Mas, ok. Se eu fosse mulher também ficaria com receio de sair com um cara que possui um blog como o meu.

O segundo caso é de uma maluca. Conheci-a numa entrevista de trabalho. Infelizmente não pude contratá-la, pois era muito inexperiente, mas o contato ficou no meu MSN e Orkut. Volta e meia ela me manda testemunhos dizendo que estou gato numa foto, que gostaria de me ver, e blablabla. Essa doida quando aparece no MSN manda um “Oi” e quando eu vou responder ela manda “beijo” e fica offline. Um saco. Porém, nessa semana consegui finalmente combinar de sair no sábado com ela e o que aconteceu? Um sms “Não vou poder sair hoje. Meu pai pediu que ficasse com ele hoje a noite, pois minha mãe foi viajar”. ¬¬’

Ok, frustrações com as mulheres, cai pra balada. Eu e meu amigo ficamos bebendo no bar da casa noturna, conversando e procurando mulheres interessantes com os olhos. Três me chamaram a atenção que apelidamos de “20 kilos de bunda”, a de “chapinha” e uma “conhecida”.

A “conhecida” é o exemplo clássico de mulher que gosta de provocar e foge. (pausa para o histórico com ela). Certa vez num churrasco de amigos ela ficou me comendo com os olhos, fomos pra uma rede, ficamos abraçados, conversando, e tal. Num dado momento ela falou pra irmos pro quarto juntos (pensei “pronto, é agora!”). Chegando lá ela disse que ia no banheiro e já voltava. Quando voltou pediu pra eu ir pro meu quarto por que ela queria dormir. Nem um beijo rolou. (voltemos ao nosso reencontro na balada). Percebi que ela tinha me visto, mas fingi não tê-la reconhecido. Depois de umas 4x passando na minha frente, ela veio me cumprimentar dando um beijo no canto da boca e apertando meu ombro com sua mão. Em seguida foi para a sua roda de amigos e pra minha surpresa ela estava com o namorado. Volta e meia ela dava uma regulada em mim. Problema. Eu não poderia chegar em qualquer uma e levar um toco bem na frente dela.

Portanto, esperei alguma mulher dar bastante mole pra chegar. Eis que apareceu a “20 kilos de bunda”. O apelido não é brincadeira, a bunda da garota era uma coisa absurda, mas dentro do limite do aceitável. Ficou ela e sua amiga conversando ao nosso lado e volta meia a garota roçava o braço dela (e inevitavelmente sua bunda) em mim e olhava de rabo de olho. Depois de alguns minutos resolvi puxar conversa com ela. Nunca tomei um fora tão seco. Ela só virou a cabeça, olhou pra minha cara, não disse uma palavra e voltou a cabeça pra posição original. Quem disse foi sua amiga “Cai fora, ela não quer nada contigo”. Juro que eu respirei fundo pra não soltar um palavrão para as duas ordinárias.

Minha moral já estava lá embaixo diante de todas as frustrações do fim de semana e já estava resignado a não ficar com ninguém na balada quando surgiu a “chapinha”. Ela passou por mim umas 3x fazendo caras e bocas. Puxei ela pra dançar e começou a maior esfregação no meio da pista (e a “conhecida” vendo tudo). A garota estava muito chapada. Quando “encaixei” e fui beijá-la, ela me disse: “me paga um drink”. Que horror. Essa expressão eu só associo a duas ocasiões, tiozão de balada querendo seduzir uma garota (”Vamos ali no bar gracinha, eu te pago um drink”) e prostituta de puteiro chique que pra combinar o programa tem que pagar um drink pra ela. Como eu não estava em nenhuma das ocasiões, soltei “Serve um gole da minha vodka?”. Ela recusou e ficou meio emburrada. Eu sem querer falei que ela já estava muito doidona e que se bebesse mais ia cair. Ele deu um pitizinho e eu quase apanhei no meio da pista (e a “conhecida” viu tudo).

Triunfante, a “conhecida” ficou a noite inteira dançando com o namorado. Puto, o Cafa praguejou as mulheres que provocam e fogem na hora “H”.

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Dica do Cafa: Se você gosta de filme que te faz pensar, assista Vanilla Sky. Aluguei nesse sábado e achei o máximo. Uma das frases marcantes (entre várias outras): “Só conhecendo o amargo da vida pra saber o que é o doce”.

Dica do Cafa II: A Johnnie Walker em parceria com uma cooperativa de táxi está financiando para as pessoas que moram na capital de São Paulo 10 km de táxi para ir e voltar da balada das 7 de sábado até a 5 da manhã de domingo. É só ligar para o telefone 50690404 e pedir “Quero meu motorista da vez”. Espero que outras marcas aprendam com ela e vão além da campanha pseudo-educativa de “Se beber, não dirija” e ampliem a abrangência da ação a nível nacional. (O cafa não ganhou nada com essa dica, mas espera alguém da Johnnie Walker enviar um Blue Label pra sua casa :) )

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Domingo pela manhã fui dar uma volta na praia e meu ânimo passou a melhorar com a troca de olhares com algumas mulheres. Na parte tarde, como bem observado pelo leitor Marco, acontecia o bloco da Pracinha, só que como esqueci minha peruca e vestido em casa acabei indo de homem mesmo.

Brincadeiras à parte, o bloco era uma pegação geral. Logo de início eu catei uma garota (que até hoje não sei o nome) e convidei-a pra ir pra um lugar mais tranqüilo (a tática “filminho em casa” não estava disponível). Como no hotel não podia entrar pessoas estranhas, achei que valeria estrear o cafamóvel que ainda estava com cheiro de carro novo. A transa foi normal, mas teve uma cena engraçada, a garota era daquelas que gosta de ser chamada de puta, que puxe o cabelo e dê tapa na bunda. Apesar de me sentir um pouco constrangido com esse tipo de pedido e não ser muito adepto, eu sentei a mão na nela. O problema é que tenho a mão um pouco pesada e a garota ganhou um belo vergão na bunda, além de soltar um baita berro. Se bem que mereceu por ser piriguete.

Dispensei a garota e voltei ao bloco. Porém, meus amigos tinham evaporado do lugar. Fiquei vagando a noite inteira a procura deles e posteriormente da piriguete quebra-galho, só que todos tinham sumido. Beijei algumas garotas na avenida pra cumprir tabela, mas depois da maior conquista dos homens no carnaval, fui dar uma dormida.

Dia seguinte na praia houve mais troca de olhares. O problema é que infelizmente meu nível de cafajestagem não chegou a ponto de abordar mulheres na praia e a pegação só rolava a noite mesmo. Ainda chego lá.

A maior alegria do carnaval, porém, foi na terça-feira. Antes de falar dela cabe uma explicação. Pra quem nunca foi à Laguna, o carnaval de lá tem dois momentos / lugares, o primeiro é a avenida principal onde passam os blocos e o pessoal coloca os carros com som alto pra mulherada dançar; o segundo é um palco armado na areia. O primeiro dá uma mulherada alto nível, enquanto o segundo é uma baixaria só (apelidado pelos meus amigos de “cidade baixa”).

A tática que utilizávamos para manter nosso ego alto era ficar na avenida chegando nas melhores e quando o nível de foras ficava alto, íamos até a cidade baixa pegar umas barangas e ficar com mais moral.

Numa dessas investidas peguei uma loirinha local bem safada. Depois de masturbar a garota no meio da areia, fomos ao banheiro químico dar uma rapidinha. Foi rapidinha mesmo por que a garota já estava esfregando a lâmpada há meia hora, ai não demorou muito pro gênio aparecer. Mas ai veio a recompensa, quando eu sai do banheiro quem aparece rebolando no palco num concurso de rebolado masculino? Um dos amigos carioca faço-jiu-jitsu-e-tenho-um-pitbull. Meu desgosto por eles até passou. 1 paulista x 0 carioca.

Tiveram outras histórias que aconteceram, mas nem todas tão interessantes. O que me deixa cada vez mais impressionado é como as mulheres se comportam como os homens no Brasil. Além da experiência que tive fora, dia desses estava conversando com uma angolana leitora do blog. Ela me disse que ficou chocada com os meus relatos e as novelas que assiste da Rede Globo. Não quero dar uma de falso moralista e retrógrado, mas insisto em bater na mesma tecla: grande parte das mulheres aqui não se valorizam. E valorizar não é não fazer sexo, mas não virar um objeto.

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