A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante durante algum tempo mostrar certo afastamento. Isso evita dois tipos de problema.
Primeiro, frustração. A garota curtiu aquele cafa do primeiro encontro e não o bobo apaixonado do segundo. Claro, pessoas se gostam no começo e se apaixonam no durante, porém é preciso ter calma e não queimar etapas.
Segundo, paixonite. Há mulheres extremamente carentes e se o cara faz tudo para agradá-la nos primeiros encontros, pronto, arrumou um bicho-de-pé.
Bom, vamos a história…
“Conheci uma vez um cara X numa viagem. A princípio pensei que um professor de educação física não ia ter muito a acrescentar além de um corpinho bonito. Claro que me enganei e isso me mostrou o quanto rotulamos algumas pessoas sem nem perceber.
Cafa > Por que rotular alguém é algo errado? Não entendo da onde tiraram isso. Só um coala vai abraçar todo mundo e esperar sempre o melhor do outro. Não quer dizer que sempre temos que entrar armados quando conhecemos alguém, mas rótulos servem para nos precaver de ciladas. Se todos os caras que você saiu que usavam regata, corrente de prata e tinham um pernil no bíceps te trataram feito lixo, por que acreditar que outro que conhecer do mesmo perfil será diferente? Ele que precisará provar que é melhor.
Naquele dia ficamos e não rolou mais nada, afinal eu tinha acabado de conhecê-lo numa praça. Ou seja, impossible! Mas aquele jeitinho cafajeste dele, a carisma e tudo deixaram com vontade de quero mais.
Cafa > Tai uma das explicações porque cafas sempre se dão melhor com mulheres. O cara pode parecer que não vale nada, mas o carisma, bom papo e pegada mudam completamente o jogo .
Passamos um bom tempo conversando pela internet. Descobri que tínhamos muitos interesses em comum por música, arte, carreira profissional Enfim assunto nunca faltou e, melhor do que isso, eram assuntos que realmente acrescentavam um ao outro, não apenas coisas banais e xavecos baratos.
Demorou um tanto até marcarmos alguma coisa, pois morávamos em cidades não muito próximas. Finalmente chegou o dia em que íamos sair pra dançar forró. Fui com uma amiga e ele ficou de levar um amigo, o que obviamente não deu certo, já que o amigo dele não sabia dançar praticamente nada. Tudo bem que marcamos 23h e o tempo foi passando e nada de ele aparecer, nem mandar mensagem nem ligar. Passada a primeira hora eu já estava me sentindo um lixo largado na calçada. Quando ele chegou explicou que teve um problema com o carro, o que me pareceu logo de cara uma desculpa esfarrapada muito mal inventada. E claro que me enganei de novo, o velho problema de pensar sempre o pior. O fato é que ele mandou mensagem pra mim só que com o DDD errado, então não recebi nada.
Cafa > Ham, estranho isso, mas uma excelente desculpa. Cafas de plantão, tai uma boa tática para justificar um atraso.
Dançamos a noite toda e ele foi um lindo, mostrando o lado fofo que eu ainda não conhecia e, sinceramente até estranhei. Ficamos de nos ver no dia seguinte, num jantar medieval que eu tinha com uns amigos. Logo você vai pensar: “Jantar medieval? Que coisa mais estranha pra se fazer…”
Cafa > Eu pensar isso? Imagina, ia achar uma puta coisa brega mesmo, não estranho. Isso somado ao fato que você curte dançar, logo me imaginaria no meio da noite em um baile a moda medieval com aquelas dancinhas típicas. Credo.
Eu pensei que ele nem ia querer ir, até porque não conhecia ninguém e tal, mas o engraçado é que ele foi e ainda ficou reclamando que eu não quis falar quanto paguei pelo convite do jantar. Ele chegou bem tarde, desta vez porque pegou o carro do pai dele, já que o carro dele tinha realmente quebrado no dia anterior.
Parecia que estava tudo certo, tirando que uns vinte minutos antes do cara X chegar, o meu Ex namorado apareceu. Ninguém se lembrou de me dizer que ele ia na droga do jantar, que ótimo! A príncípio fiquei pensando no que fazer, mas, assim que o carinha chegou, eu me desliguei. Afinal ele estava todo atencioso e ainda aquele clima romântico a luz de velas me ajudou a esquecer do resto. Conversamos um bom tempo até que ele resolveu mudar o rumo de tudo:
- Você vai deixar eu te sequestrar hoje?
Cafa > Tava demorando pra dar a cartada final.
E ficou desse jeito novamente, tentando-me a ir embora com ele depois. Não que eu já não tivesse pensado nisso, porém não tinha feito planos e não tinha realmente certeza se eu devia ir. Nunca tinha ido mais além com um cara que eu estava apenas saindo e sabia que não ia dar em namoro. E, sim, eu sabia. Mas devo ter entrado em transe ou ficado louca, porque… bom… eu fui.
Cafa > Tiozão mode [on]. Entrando em transe ou pensando na transa? Tiozão mode [off]
Entramos no carro e a questão é que não sabíamos pra onde ir. Quer dizer, aí que começou o problema, pois somente quando eu já estava lá no carro e a caminho sei lá de onde é que ele resolveu falar que os pais deles iam sair cedo pra trabalhar no dia seguinte, o que significa que ele tinha que devolver o carro em casa até umas 5h da manhã.
Cafa > Arrá. Ta vendo como lá no fundo você estava pensando em putaria. Qual o problema de ter que devolver o carro as 5 da manhã se você não está com “má” intenção? Aliás, se esse é seu objetivo, não se engane achando que foi um rompante e que de repente..puff! Não sabe como estava dando pro cara. Mulher com esse pseudo moralismo não tá com nada. “Ai, fui uma louca”, duh.
Veio com uma sugestão fora da realidade de irmos pro motel, ele ficar comigo até determinada hora e depois ir embora por causa do carro. Então eu ficaria lá dormindo, sozinha, claro, e iria embora no dia seguinte. Que? Enlouqueceu? Eu, sozinha no motel numa cidade que não conheço? Nem pensar!
Cafa > Claro, mais seguro é ir pra casa de um cara que você conheceu na praça. Opa, mas esqueci que ele é um fofo.
Se fosse o caso, eu ligava pra alguma amiga minha e ia embora e deixava essa história de ir além da linha vermelha com o cara X pra lá. Ele logo percebeu que não ia conseguir deste jeito e sugeriu outra coisa:
- Então… podemos ir pra minha casa…
- Mas e os seus pais? – O velho problema de morar com os pais.
- Eles estarão dormindo e amanhã vão sair bem cedo.
Juro que me deu o maior cagaço aquela história, imagina dar de cara com a mãe do cara X. Porém, eu já estava ali, a quilômetros de distância da casa de alguma amiga minha e, por alguma razão inexplicável pela ciência, eu queria ir. Deve ser o espírito de aventura ou algum gene meio suicida que eu tenho.
Cafa > É, você fica louca quando convém, né? Já falei, pára de moralismo, você queria transar com o cara, por isso saiu da festa, por isso topou ir pra casa dele. Espírito da aventura seria se você fosse dar no bosque.
Então… lá fomos nós pra casa dele. Detalhe que ainda estava vestida a caráter com um vestido longo estilo medieval e uma mochila de viagem. A casa estava toda apagada, entrei eu, com meu vestido e minha mochila nas costas direto para o quarto.
Lembra aquela parada de imaginar dar de cara com a mãe do cara X? Pois bem, imagina de novo.
Ela surgiu basicamente do nada pra falar com o filho, parece que farejou a encrenca entrando pela porta da casa, e me viu:
- Ah, você já voltou…. Quem é?
Cafa > Cara, se minha mãe visse isso ia cair dura no chão. Já toma susto por tudo, imagina com uma completa estranha vestida de roupa medieval do meu lado? É um encosto! Você até que teve sorte.
Eu, neste momento, queria muito que um buraco abrisse embaixo dos meus pés e me engolisse pra eu fazer parte da terra mais subterrânea possível. Sorte que eu ainda estava com a mochila nas costas, porque isto fez o cara X contar uma lorota de que eu era de outra cidade e não tinha onde ficar. Não era totalmente mentira, contudo não deveria fazer parte do enredo ter que falar isto pra mãe dele.
Cafa > Você que pensa. Isso já deve ter acontecido outras vezes e a velha deve ter comentado depois com o pai dele, “Ai vida, o Pedrinho não tá fácil, trouxe outra mulher estranha pra casa e dessa vez uma garota vestida de condessa. Você precisa conversar com ele, isso aqui não é motel” o pai concorda e na sequência pensa “Meu filho é foda”.
A única coisa que eu conseguia pensar era: “Calma, você nunca mais vai ver essa mulher na sua vida!” Ficou combinado então que eu ia dormir no quarto dele e ele no sofá da sala. Ou pelo menos espero que a mãe dele tenha acreditado nisso. De qualquer forma, eu dormi mesmo no quarto dele e ele na sala, mas ela não precisa saber que demorou até irmos dormir.
Cafa > Não é que não precisa, ela sabe. E muito esperta, passou a noite inteira com sede dentro do quarto para evitar ir na cozinha e ver o filho pelado e você montada nele.
To só tentando ser otimista e acreditar que ela realmente é muito inocente.
Cafa > A loca.
No dia seguinte, provavelmente eu iria logo embora e esquecer esse acontecimento absurdo.
Outra vez, engano meu. Acordei, o cara X fez café pra mim, todo bonitinho, depois ficou mais de uma hora tocando violão pra mim, pareceu ser muito tempo porque foram muitas músicas e ele parecia advinhar o tipo de cosia que eu gosto de ouvir.
Cafa > Putz, ai ele passou do ponto. De cafa ele despencou para bocó, manezão, paixonoso de primeiro encontro.
Qualquer garota ia derreter de amor com isso. Da minha parte, claro que eu gostei muito, quem é que não gosta deste tipo de atenção?
Cafa > Mulher adora, mas tudo tem que ser feito no seu timing. Coisas muito intensas perdem a graça fácil, porra você se apaixonou por um cafa, não pelo Mané violeiro. Foi uma mudança de posicionamento muito brusca. A couraça dele não deveria ter caído tão cedo.
Só queria entender como foi que não me apaixonei por ele, devo ter pulado algum capítulo, sei lá, só que desde o começo eu sabia que não ia dar em nada mesmo, vai ver eu já estava conformada. Ou então fiquei traumatizada de ter dado de cara com a mãe dele, o que é mais provável”.
Cafa > Pode ser, mas eu tenho outras 2 hipóteses. A primeira eu pontuei no comentário anterior, você se apaixonou por uma coisa e acabou levando outra. Porém, pode ter tido uma mais forte ai, sexo. Você criou uma grande expectativa no cara a ponto de ir à casa dele com os pais lá, em uma cidade estranha e ainda por cima vestida feito uma palhaça.
O cara tinha mais é que comparecer e fazer você subir pelas paredes, mas pelo visto ou não fez ou fez algo bem meia boca ou mediano. Inconscientemente você pesou tudo na balança e “a loca” dentro de você pensou, “Violão de manhã?! Queria ser acordada com outro instrumento, cai fora, garota. É fofo, mas é froxo.”.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
Como vocês sabem, passei o feriado passado em Manaus. A experiência foi bastante positiva no quesito “conhecer coisas novas”. E não digo no sentido sexual (como muitas devem estar pensando) e sim comidas, lugares e cultura. Porém, é óbvio que nessa jornada involuntariamente o contato com o sexo feminino acaba ocorrendo. Vou contar brevemente como foi o feriado.
Antes de tudo, o lugar que eu considero um dos mais bacanas para conhecer alguém interessante é o aeroporto. Óbvio que é preciso fazer um filtro de quem está lá viajando a trabalho e de quem está indo para um rave de micareta na Bahia (nada contra quem gosta, mas eu prefiro uma boa distância). Tirando esse grupo, grande parte das pessoas que viaja a trabalho geralmente são maduras, independentes, sérias e sabem o que quer da vida. Por isso, sempre que viajo gosto de chegar com certa antecedência no aeroporto e ficar de flertes com algumas incautas. Só que na sexta o trânsito em sampa estava ridículo e cheguei no aeroporto a 20 minutos do avião decolar, ou seja, não tive tempo do meu lazer aeroportuário favorito (além de comer Pizza Hut com chopp Brahma..nham).
Ao chegar no avião fiquei caçando a leitora que disse fazer parte da tripulação daquele vôo. Só que muito esperto, eu não perguntei o nome da garota e todas as aeromoças que eu cruzava, lançava um sorriso maroto com uma piscadela e era correspondido com um frio “boa noite, bem vindo” (¬¬).
Tinha esperança de sentar na poltrona do meu lado alguma garota bacana, mas sentou uma mulher com um cachorro (até que simpático) que se afeiçoou a mim e queria toda hora ir para o meu colo ou lamber meu braço. Como ele não parava quieto, a comissária pediu para que eu trocasse de lugar com a garota (eu estava na janela). Só que detesto viajar no corredor, pois não sei o que está passando lá fora e se o avião vai pousar bem. Enfim, passei certo perrengue no vôo e sudorese nas mãos até a aterrissagem.
Ao desembarcar no saguão do aeroporto fui brindado por um festival de gente feia. Achei que estava em um pedaço do inferno e ao sair do aeroporto quase tive certeza ao tomar uma lufada quente e uma umidade de 90% na cara.
Chegando no hotel, tudo o que eu queria era um banho e pedir uma pizza (o que não rolou, pois depois da meia-noite não existe delivery em Manaus). Comi uma batata horrorosa e cara do frigobar e fui com o meu amigo para uma baladinha de rock. Eu achava que teria outro dissabor, mas estava enganado.
A entrada da balada não parecia como tal e sim uma churrascaria pseudo chique. Por isso, estava esperando para ouvir um rock tipo Charlie Brown, Pitty, etc mas fui positivamente surpreendido ao entrar no lugar e ouvir logo que cheguei um ACDC e outras dezenas de clássicos do rock. Eu e meu amigo acabamos fazendo amizade com duas garotas que estavam no espaço externo da balada, uma era feiota, a outra até que bonitinha. Ficamos uns 10 minutos conversando e assim que a banda terminou de tocar, descobrimos que a bonitinha era comida do guitarrista e lá foram eles embora. A feiota se mostrou uma pessoa bem inteligente e tivemos uma aula de cultura manauara com a garota. Fim da noite.
Dia seguinte fomos fazer o passeio do Encontro das Águas, onde o Rio Negro encontra o Solimões (sim, surge dai o nome cafona dessa banda). O tour é bem agradável, mas o que eu queria mesmo era ver de perto jacaré, a Sucuri (sem piadinhas de tiozão, por favor) e pegar o bicho-preguiça no colo que dizem que é todo simpático e abraça quem o segura. Quando os indiozinhos trouxeram os animais, veio um jacarezinho minúsculo muito do borocoxô e uma cobra que tentou se enrolar no meu pescoço. Minha esperança residia na Preguiça, mas de preguiça ela não tinha nada e ficou toda ligeira quando eu a peguei e queria voltar para o colo do indiozinho. Bom, de resto não tinha muita coisa pra apreciar no passeio além da flora, pois grande parte dos visitantes eram chineses e/ou população ribeirinha.
Voltamos para o hotel e decidimos dar um pulo na piscina para ver o que tinha de bom por lá. Tinha uma vovó fazendo alongamentos estranhos e um gordinho andando descalço na esteira. Ou seja, nada de bom por lá a não ser uma piscina bacana e espreguiçadeiras. Nessa noite resolvemos conhecer a balada mais “chique” do lugar.
Era realmente bacana a música e espaço, mas parece que o povo escroto das baladas top de São Paulo foi literalmente exportado pra lá. Pra variar, tinham os camarotes-zoológicos ao lado da pista para abrigar os pavões e galinhas que gostam de aparecer para o público pagante e ser alimentados com champagne e pulseiras. Eu estava bem tranquilo de chegar em alguém, mas meu amigo investiu em uma loira. A garota era de São Paulo e fazia medicina lá, segundo ele, a o papo estava fluindo bem, mas a garota começou a fazer umas perguntas meio estranhas (do tipo, o que seu pai faz, em que bairro mora em São Paulo, etc), ao perceber que ele não era da mesma casta que ela, a garota voltou pra gaiola e foi tomar sua champagne. Curtimos mais um pouco o lugar e vazamos para o hotel, pois dia seguinte tinha passeio pra cachoeira.
Fomos ao passeio, foi bacana e tal. Na volta, meu amigo disse que agora não queria saber de balada “finura”. Queria conhecer um forró risca-faca e pra lá fomos. Fiquei com medo. O lugar dava um povo BEM estranho e nós estávamos meio que bem arrumados (e bem cuidados) em relação a média. Não somos um galã de cinema, mas a coisa ficou bem tensa. As mulheres olhavam descaradamente e puxavam pra dançar. Recusei por dois motivos, um que detesto forró e outro que não curto mulher com bigode. Meu amigo se engraçou com uma gigante, mas resolveu não finalizar com medo de ter alguma surpresa. Voltamos para o hotel.
Dia seguinte foi dia de fazer city-tour pelo centro da cidade. Novamente o inferno nos deu as boas vindas junto com as suas capetas. Era uma sensação térmica de 40 graus e andando pelas ruas tínhamos a sensação de ser uma celebridade , várias mulheres (feias) olhando e mexendo. Pelo menos valeu para dar uma inflada no ego. Aliás, toda mulher reclama de cantada de pedreiro, mas aposto que acha o máximo se sentir desejada.
Era o último dia na cidade, resolvemos fazer um esquenta no lobby do hotel e ver como estava o movimento por ali. Um horror. Só tinha homem de terno, militar (?!), velho e famílias. E creio que na visão deles estava um casal gay ali no saguão enchendo a cara e caçando homem. Fomos pra balada.
Fazia tempo que não ia para um lugar tão animado, com um público bacana e uma banda boa. Estávamos lá curtindo e de repente passou uma garota por mim e falou “você se chama clodoaldo*?”. Tinha acabado de encontrar uma leitora do blog na balada. Ficamos conversando por um tempo, estava ela e mais uma amiga. As garotas eram muito simpáticas e agradáveis. Depois de um tempo, fui até o banheiro e sai um pouco na área externa para tomar um ar (é, coisa de velho). Lá fora, uma garota deu um grito “Cafa!!!”, morri de vergonha e fingi que não era comigo. Ela insistente foi atrás toda feliz e ficou pedindo para que eu contasse histórias “proibidonas” do blog. Disse a ela que não queria bancar o story-teller, mas que agradecia o carinho. Enfim, tomei o ar e vergonha suficientes lá fora, chamei meu amigo e decidimos ir para o aeroporto.
Chegando lá, já bem alterado, quis mandar uma mensagem para a garota bacana que mencionei há alguns posts, mas (in)felizmente a bateria do celular tinha ido para o saco. Melhor assim, cafa tranquilo em Manaus e sem avançar o sinal.
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* nome fictício
Não sou de participar de memes, pois geralmente são aquela coisa idiota de indicar não sei quantos blogs para poder ganhar um selinho, fazer um coleguinha virtual e ganhar alguns views. Não tenho saco pra isso. Porém, uma leitora indicou um meme bacana no blog do indefectível Inagaki e resolvi participar.
A parada é falar 9 coisas sobre mim. Sei que o foco do blog não é esse, mas eu acho interessante saber um pouco mais sobre as pessoas que eu leio e acredito que muitas de vocês pensam assim. Por isso, contarei algumas coisas curiosas sobre mim preservando o anonimato.
1-) Quando pequeno eu quase virei autista. Não gostava de brincar com os amiguinhos da escola, nem do prédio que viviam quebrando os meus brinquedos e interrompendo a linha de raciocínio das histórias que eu criava com meus Comandos em Ação. Isso atrapalhou meu rendimento escolar e minha mãe que acabou me ensinando a ler. Meu problema de socialização e semi-autismo só foi resolvido quando minha mãe comprou uma cachorrinha pra mim. Antes tive aquário e gato que acabaram não dando muito certo, pois estraguei os dois, o gato ficou maluco e o aquário sem peixes.
2-) Meu primeiro amorzinho de infância foi incentivado pela minha mãe e pela mãe da garota nos colocando pra dançar juntos nas festinhas do colégio. Porém, tinha um pequeno problema, eu não conseguia memorizar os passos e dançava ridiculamente, já a garota era praticamente um molem-molem. O professor de Educação Física disse que não daria mais para nos manter juntos e foi assim que ela se engraçou com o seu novo par e eu voltei para os meus Comandos em Ação.
3-) Tentei fazer aula de violão, mas o professor não tinha paciência comigo e parei o curso sabendo tocar apenas “era uma casa muito engraçada”. Fiz caratê e parei na faixa amarela, pois a professora me colocava pra lutar com o pessoal mais velho e eu sempre apanhava. Fiz 5 aulinhas de futebol, mas por algum motivo idiota eu não conseguia chutar a bola sem dar uma rasteira, era como se fosse um tique nervoso. Resultado? O professor premiou na quinta aula todos os alunos com uma medalha, menos eu e um garoto que tinha síndrome de down (bom senso daquele ordinário ficou em casa). Surgia um perna de pau.
4-) O primeiro beijo foi com 13 anos de idade, no bingo beneficente que meu pai organizou no prédio que morávamos. Ele era síndico do prédio, o que fazia com que eu gozasse de algumas regalias e imunidade condominial. Uma dessas regalias era o usufruto da escada de emergência do prédio e foi pra lá que eu levei a garota. Logo no primeiro beijo “senti” que a ela não sabia beijar e a bunda dela era estranha. Nascia um crítico.
5-) Minha primeira experiência sexual durou 30 segundos. A segunda não durou.
6-) Meu primeiro carro foi um gol bolinha roxo sem nenhum opcional. Eu o bati (sem gravidade) 10 vezes. Tinha um dado de pelúcia no retrovisor e os vidros só abriam com a ajuda das duas mãos. Tinha cheiro de pula-pula e me deixou na mão uma vez no drive-in, sendo necessário empurrar o carro com a garota dentro pra pegar no tranco.
7-) Era um adolescente feinho, cabeçudo e desmilinguido. Não fazia muito sucesso com as mulheres até meus 16 anos. Após essa idade me mudei pra Santos, aprendi a malemolência da vida caiçara, perdi a cor de palmito, encorpei, deixei de ser o garoto-de-apartamento-criado-com-farinha-láctea-e-leite-Bônus, aprendi que mulher precisa ser pisada um pouco (no bom sentido, por favor) e assim o embrião cafa foi plantado.
8 -) Eu queria ser militar desde pequeno, mas as forças armadas não me queriam. Passei em todos os exames do processo seletivo, mas fui barrado no psicológico. Acabei indo fazer engenharia e não fiquei 6 meses no curso diante de tanta matéria chata e nerd. Parei sem querer na Publicidade e acabei me encontrando.
9-) Era um péssimo aluno de Redação. Minhas notas ficavam na média ou abaixo dela. Para colaborar, minha letra sempre foi um horror e quase todos os professores implicavam com ela. Aliás, não gostava de escrever e achava o mundo de blog coisa de nerd. Porém, em uma conversa descontraida justamente com o Inagaki, dentro de um carro, indo para um happy hour em janeiro de 2007 que surgiu a ideia e o nome do blog. Hoje minha letra continua feia, mas adoro escrever aqui (e vocês, claro).
Como todo bom meme, indico para participar deste o Cid do Não Salvo, a leitora do Verdade Feminina e a Roberta do Homem é Tudo Palhaço.
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No próximo post conto como foi a viagem para Manaus
Bom, como eu adiantei para vocês na semana passada, está no ar a promoção em que a vencedora jantará comigo com custos de passagem, hospedagem e jantar (claro) financiados. Já imagino que algumas vão pensar “Nossa, o cafa está rico mesmo”. Calma, gosto das minhas leitoras, mas não a ponto de ceder a tanto capricho. Contei com a singela ajuda da HBO.
Eles me convidaram para fazer parte do lançamento da série Hung, cujo enredo tem tudo a ver com o blog. Abaixo coloco um resuminho dela.
“Hung é uma série que gira de em torno de Ray, vivido por Thomas Jane. Treinador de futebol fracassado, Ray vê sua vida desmoronar quando se separa de sua mulher e tem que ficar longe de seus 2 filhos; além do mais, como todo problema é pouco, a casa em que ele mora acaba sendo incendiada.
Como o salário de treinador do time da escola é pouco e ele está sem dinheiro para começar a reforma da casa, Ray decide participar de um seminário que promete revelar a fórmula de como ganhar dinheiro fácil e rápido começando o seu próprio negócio. No seminário, ele reencontra com Tanya, vivida por Jane Adams, uma antiga “amiga” que dava aulas de artes na mesma escola de Ray e que agora deseja montar seu próprio negócio de pães líricos – pães recheados com algumas poesias. Ray acaba ficando com Tanya novamente e, após o encontro, ela percebe uma ótima oportunidade de montar um novo negócio, através de Ray, isso porque ele tem o maior pênis da região, começando assim o novo projeto da vida de ambos, Tanya como cafetina e Ray como o michê.
A partir desse ponto a série começa a se desenvolver e, a cada cliente nova, Ray encontra um novo problema. Mas nada se compara ao Season Finale: Lenore acaba ficando amiga da ex-mulher do Ray e marca pra ela uma hora com ele, sem saber que eles eram ex-marido e mulher e, ao descobrir que a nova cliente se tratava de sua ex-mulher, Ray consegue dar a volta por cima e sair dessa situação constrangedora”.
Não sou fã de seriado americano, mas a série parece engraçada e original. Vou acompanhar os primeiros episódios pra ver como se desenvolve.
Ao contrário do bonitão da série, não sou um putanho, mas posso ser seu consultor de felicidade (uh uh) em um jantar. Para participar é simples. Segue abaixo passo a passo.
1-) Você precisa ter uma conta no Twitter (se não tem, crie aqui)
2-) No Twitter você precisa postar mensagens utilizando o seu nick (ou da amiga que você quer ajudar) mais o meu nick e a hashtag #hunghbo . Veja um exemplo: “Eu @maricota quero muito jantar com o @cafa #hunghbo”
3-) Divulgar! Vai ganhar a leitora que tiver a maior quantidade de mensagens apoiando a sua. Por isso peça para as suas amigas te ajudarem retuitando. Por exemplo: ” RT Eu @maricota quero muito jantar com o @cafa #hunghbo”. Porém, atenção, se uma outra pessoa retuitar essa mensagem da amiga, o voto vai para ela. Por exemplo: “RT @gervasia RT Eu @maricota quero muito jantar com o @cafa #hunghbo”
Como eu disse, o prêmio será um jantar comigo mais R$1.000 para auxiliar com a passagem e hospedagem. Prometo uma boa conversa, revelações dos bastidores, histórias inéditas, cafas responde de graça e um jantar bem chiquetoso. Nada além disso!
A promoção se encerra dia 12/07, por isso dá tempo de sobra pra você fazer sua divulgação!
Para acompanhar os resultados e ler o regulamento, acesse o site clicando aqui.
Apesar do nome “cafajeste” remeter a algo pejorativo, não me considero um cara escroto, desprovido de caráter e ordinário. Hoje os “cafas” nada mais são que homens que se adaptaram ao avanço das mulheres em relação a relacionamento e autonomia sobre o sexo masculino. E ai ao invés de reclamar e mal dizê-las, criamos nossas “armas” para continuar atraindo o sexo feminino e assim “sobreviver” (ok, chega de aspas) a nova era.
Posto isso, uma das coisas que sempre prezei aqui no blog foi manter as garotas com quem me relacionei não identificáveis. Claro que com o alcance e audiência que acabei atingindo isso foi meio que impossível de manter em alguns casos. De qualquer forma, quando saio com leitoras (seja em bons ou maus bocados), nunca posto a não ser que ela autorize e eu veja gancho. Porém aconteceu um fato bem chato comigo recentemente e que serve de alerta para vocês.
Não, não tive meu meninão degolado de madrugada, nem acordei dentro de uma banheira de gelo sem meu rim. Só que foi uma situação bem desagradável.
Como todas sabem, costumo adicionar leitoras no meu msn. É bacana ter contato próximo com quem me lê e nessas já fiz ótimos contatos (seja em termos de amizade como profissionais). Como não podia deixar de ser, tempos atrás conheci uma menina que veio do sul (não foi pra dançar o tchan, nem a dança do tchu tchu). Piada idiota a parte, ela parecia ser agradável. Porém, o que mais me chamou atenção mesmo foi as fotos modeletes enviadas. Era uma coisa de parar o trânsito. Só que ai começaram sinais de cilada, bino.
As tais fotos modelete não mostravam o rosto dela direito e as que ela tinha mandado de rosto faziam parte do art of cropping, muito bem produzidas. Antes de marcar o encontro, pedi para que ela liberasse a cam, mas relutou em fazê-lo.
Bom, depois de um tempo conversando, ela chegou a me confidenciar que era virgem, que gostaria que fosse o primeiro e tal. Confesso que me senti em parte broxado por saber quão chato é tirar a virgindade de alguém, mas feliz por ser o primeiro de alguém (coisa que nunca fui). Apesar dos toques, resolvi acreditar no conto de fadas e topei o encontro. Ela passaria um fim de semana na cafa-house. Vejam só, a Disneylândia para uma virgem. Brincadeira.
Bom, ela veio e ai percebi que nem todas as fotos enviadas eram dela, mas como ela tinha me conquistado pela simpatia, relevei. Não é uma pessoa feia, mas abusou do art of cropping e fotos fake. Esse ponto até que não foi crítico, o pior estaria por vir.
(continua semana que vem)
p.s Porém, não fiquem tristes, sexta haverá um post relacionado a “pós-sexo” que eu fiz para a campanha de KY. Aguardem.