A leitora Geneise mandou duas histórias para o Cafa Responde que são típicas de serem criticadas por aquelas mulheres que creem nunca quebrar a cara em um relacionamento, estão sempre por cima em relação aos homens e na verdade são grandes pentelhas-caga-regra incapazes de segurar um homem por mais de uma semana.

Apesar de algumas maluquices da leitora, as situações por que passou não são absurdas e acredito que se uma de vocês não passou por algo parecido, possui alguma amiga que já. Como são longas, dividi o post em três. Vamos lá:

História I

“Até os 20 anos, eu nunca tinha namorado muito menos ficado com ninguém e sempre pensei q só namoraria sério.

Cafa > Essa informação justifica bem o desenrolar de toda a sua história. Normalmente mulheres mais velhas que não tiveram histórico de namoro ou de rolos são as que mais dão dor de cabeça quando começam a gostar de alguém. Isso porque não estão habituadas com a frustração, com o término e ai ficam atazanando a vida do coitado em busca de algo que não existe.

“Conheci” um cara de outra cidade através do trabalho, nós só falávamos por telefone, daí tbm começamos a falar por MSN. Do nada ele sempre falava q éramos “só amigos” e isso me vez pensar “será q ele tá falando isso p/ eu não me sentir atraída ou era p/q ELE pudesse acreditar nisso?”.

Cafa > Ou talvez porque ele seja bobo. Nenhum homem normal fica anunciando esse tipo de coisa, a não ser que você ficasse falando pra ele que era a sua namoradinha virtual.

Nas minhas férias decidi viajar p/conhecer ele e os outros colegas c/quem falava, mas ele estava de folga nesses dias e foi no hotel onde eu estava. Caminhamos por ali e ele mostrou q não queria ser só amigo, fiquei sem saber o q fazer e na hora não gostei muito dele (achava q ele seria mais bonitinho e tinha a idade q ele mentiu ter), mas depois q já estava longe dele fiquei pensando pq não? Apesar dele ser 16 anos mais velho e divorciado c/ 3 filhos, eu me senti atraída pela personalidade dele e eu conseguia falar c/ele sobre qualquer coisa (e tbm eu estava numa fase super deprê por causa da faculdade e parecia q ele era a única coisa q me fazia sentir bem).

Cafa > Olha, se um homem de 36 anos não consegue conversar sobre qualquer coisa, no mínimo uma empada ele é. Enfim, como você bem pontuou, pelo visto viu nele um porto seguro, alguém que te deu segurança no momento difícil que passava.

Alguns meses depois voltei p/ visitar ele e ele disse q não queria nada sério, acabei concordando qdo no fundo queria algo sério, mas depois eu tbm não quis mesmo algo sério.

Cafa > Nossa, corre cotia na casa da tia, corre cipó na casa da vó. Que rolo! Trocando em miúdos, relação casual por parte dele e uma vontade de algo sério da sua parte, mas travestida de desencano.

Ele era ocupado, trabalhava em 3 lugares diferentes, mas sempre q ia p/ lá ele arranjava alguns minutos p/ me ver. Ele tentava avançar o sinal, mas eu não deixava e ele respeitava. O sexo só aconteceu qdo eu achei q estava pronta alguns meses depois, contudo, em todas as vezes (acho q em parte por causa do meu medo/ insegurança e outra por causa do tamanho do meninão dele) era literalmente doloroso p/ mim, mas as carícias eram boas. Quase todas as vezes q saímos eu paguei a conta, pq fiquei pensando no quanto ele trabalhava, na pensão e tbm pq não me sentia mesmo confortável c/ alguém pagando algo p/ mim.

Cafa > É, mais um indício que você via nele alguém para te proteger. Se o sexo não é bom, mas a carícia é boa, melhor ter um amigo gay que te faça cafuné, não?

Teve uma época em q eu tava tão p/ baixo q quase todo dia ligava p/ ele e na maioria das vezes tava desligado ou não tinha sinal e mesmo assim parece q eu ficava mais caída por ele. Quando ele ligava, eu não cobrava nada (sobre pq não ligou antes, onde tava, etc). Qdo ele ia p/ algum evento em outra cidade ele falava p/eu ir p/a lá encontrar ele e, eu várias vezes fiz o sacrifício de fazer uns arranjos c/ os colegas de trabalho p/ poder viajar e ver ele só por algumas horas (pq eu não participava desses eventos).

Depois q eu já tinha terminado a faculdade eu percebi q ligar p/ ele e não ter resposta estava me fazendo mais mal do q bem, e q se ele gostasse de mim ele ligaria, foi difícil não ficar ligando p/ ele mas consegui. Depois de um tempo vi q já estava cansada de ficar viajando e criar desculpas p/ meus pais e colegas de trabalho e q além de não querer algo sério, eu não queria mais ficar de rolo c/ ele e sim só amizade mesmo. Já fazia 2 anos desde a 1ª vez q nos encontramos pessoalmente. E, pela 1ª vez tava me sentindo bem em não ter ninguém (pq antes de conhecer ele, eu tentava me enganar, dizendo p/ mim mesma q é melhor ficar só do q mal acompanhada).

Eu fiquei semanas pensando em como dizer isso pq nunca tinha levado ou dado pé na bunda de ninguém e não queria magoar ele, até cogitei a hipótese de q como morávamos em cidades distantes, q logo ele arranjaria outra e daí eu não precisaria dar o pé na bunda; só q vi q se não desse o pé na bunda, ele não iria arranjar outra e tbm foi nessa época q conheci o rapaz da outra história e não queria correr o risco de começar algo c/ esse outro cara sem ter terminado c/ ele. Tentei continuar amiga dele, mas vi q é difícil, das poucas vezes q ele ligou depois, ele dava algumas indiretas e agora por telefone evito atender ele, por e-mail, tento responder de maneira gentil mas sem dar esperanças”.

Cafa > Faz bem. Tem algumas mulheres com essa mania chata de querer virar a amiguinha de ficante a todo custo. Normalmente após o “término” é difícil manter a amizade. Ou um dos lados some ou viram meros conhecidos. Você agiu certo aqui, mas na outra história errou.


História II


“No começo do ano passado decidi fazer um curso de culinária, pq gostava de fazer doces e um ano antes havia me formado e saí da faculdade pior do q entrei (mais burra e sem noção do q que fazer da vida). A princípio o professor não havia chamado minha atenção, mas nas últimas aulas comecei a me sentir atraída por ele mas nunca dei em cima dele pq sou muito tímida, insegura, achava q ele era muita areia p/ o meu caminhão e tbm achava q ele estava comprometido pq tinha um filho, mas um dia ele contou p/ todos os alunos q havia se separado a alguns meses.

Cafa > Mais uma vez você procurando proteção, reparou? Agora são dois em um, o homem mais velho e ainda por cima professor. Pronto, você está completamente amparada e segura.

Daí no último dia de aula ele disse 2 vezes p/ eu o adicionar no MSN e eu senti uma certa insistência mas achei q isso era coisa da minha cabeça já q eu gostaria q ele estivesse atraído por mim. Eu me senti atraída pq ele era uma pouco mais velho (hj tenho 23 e ele 30 anos) e por ter filho, ele deveria ser maduro/responsável; ele era o oposto de mim, ele era extrovertido e dava p/ perceber q ele amava o trabalho de chef de cozinha (enquanto eu ainda estou tentando descobrir o q eu amo).

Logo começamos a conversar pelo MSN, ele me chamou p/ tomar café, q primeiramente não aconteceu por causa dos nossos horários de trabalho, um dia ele sugeriu p/ jantarmos (e foi nessa mesma conversa q ele demonstrou q não queria amizade) e daí eu falei q td bem desde q eu pagasse a conta (pq não me sentia confortável c/ alguém pagando p/ mim), daí ele se negou e a gente começou a discutir sobre isso até q ele sossegou quando eu sugeri q então dividíssemos a conta (obs.:esse jantar tbm nunca aconteceu).

Na 1ª vez q falamos por telefone ele perguntou se eu queria trabalhar com ele e eu respondi não, daí ele perguntou se eu queria casar c/ ele e tbm respondi não e ele se fingiu de ofendido; respondi não pq sentia q apesar de se sentir ofendido ele só podia estar brincando pq mal nos conhecíamos e achava q palavras q casamento/comprometimento/eu te amo fossem frases q os homens tivessem pavor de pronunciar.

Cafa > Olha, o cara não me parece um retardado, portanto é ÓBVIO que ele fez uma brincadeira contigo. O problema é que os homens perdem a mão nessas brincadeirinhas, algumas mulheres não sacam a molecagem e ai ficam encucadas tentando adivinhar ou filosofar sobre o assunto.

Numa outra vez, ele comentou q gostaria de um dia se casar de novo, etc. Pelo fato desse discurso todo parecer perfeito, acabei ficando desconfiada, mas a romântica dentro de mim caía um pouco nesse papo. Uma noite, após meia-noite ele me ligou, queria me ver e q a gente poderia ficar no carro dele e EU poderia encher ELE de beijos, eu não aceitei e ele se fez de coitado, depois q desliguei o telefone eu percebi q estava um pouco e não completamente caidinha por ele, pq se estivesse eu me sentiria culpada e tentaria pensar em algo p/ me redimir, só q eu só pensei “ele quer q EU encha ele de beijos, como se eu não conseguisse resistir ao charme dele?”.

Cafa > Hehehehe. Outro problema, mulheres as vezes analisam um homem por meio de tags e não conseguem visualizar o contexto em que as palavras foram proferidas e a relação como um todo. Você puxou a tag “#quercasarcomigo” da piadinha mongol que ele disse na outra ocasião e agora nessa você puxou a tag “#umdiamecasodenovo” e ai o que você concluiu? “Ele está louco pra casar comigo!!”

Sobre a sua última interpretação, você viajou. Pelo visto o cara é afeito a uma piadinha pronta e você não estava conseguindo captá-las. Porém, fez muito bem em não ter cedido. Homem que propõe encontro no carro das duas uma, ou está querendo ganhar um boquete ou economizar no motel (ou os dois).


(continua no próximo post – 25/11)

Apesar do nome “cafajeste” remeter a algo pejorativo, não me considero um cara escroto, desprovido de caráter e ordinário. Hoje os “cafas” nada mais são que homens que se adaptaram ao avanço das mulheres em relação a relacionamento e autonomia sobre o sexo masculino. E ai ao invés de reclamar e mal dizê-las, criamos nossas “armas” para continuar atraindo o sexo feminino e assim “sobreviver” (ok, chega de aspas) a nova era.

Posto isso, uma das coisas que sempre prezei aqui no blog foi manter as garotas com quem me relacionei não identificáveis. Claro que com o alcance e audiência que acabei atingindo isso foi meio que impossível de manter em alguns casos. De qualquer forma, quando saio com leitoras (seja em bons ou maus bocados), nunca posto a não ser que ela autorize e eu veja gancho. Porém aconteceu um fato bem chato comigo recentemente e que serve de alerta para vocês.

Não, não tive meu meninão degolado de madrugada, nem acordei dentro de uma banheira de gelo sem meu rim. Só que foi uma situação bem desagradável.

Como todas sabem, costumo adicionar leitoras no meu msn. É bacana ter contato próximo com quem me lê e nessas já fiz ótimos contatos (seja em termos de amizade como profissionais). Como não podia deixar de ser, tempos atrás conheci uma menina que veio do sul (não foi pra dançar o tchan, nem a dança do tchu tchu). Piada idiota a parte, ela parecia ser agradável. Porém, o que mais me chamou atenção mesmo foi as fotos modeletes enviadas. Era uma coisa de parar o trânsito. Só que ai começaram sinais de cilada, bino.

As tais fotos modelete não mostravam o rosto dela direito e as que ela tinha mandado de rosto faziam parte do art of cropping, muito bem produzidas. Antes de marcar o encontro, pedi para que ela liberasse a cam, mas relutou em fazê-lo.

Bom, depois de um tempo conversando, ela chegou a me confidenciar que era virgem, que gostaria que fosse o primeiro e tal. Confesso que me senti em parte broxado por saber quão chato é tirar a virgindade de alguém, mas feliz por ser o primeiro de alguém (coisa que nunca fui). Apesar dos toques, resolvi acreditar no conto de fadas e topei o encontro. Ela passaria um fim de semana na cafa-house. Vejam só, a Disneylândia para uma virgem. Brincadeira.

Bom, ela veio e ai percebi que nem todas as fotos enviadas eram dela, mas como ela tinha me conquistado pela simpatia, relevei. Não é uma pessoa feia, mas abusou do art of cropping e fotos fake. Esse ponto até que não foi crítico, o pior estaria por vir.

(continua semana que vem)

p.s Porém, não fiquem tristes, sexta haverá um post relacionado a “pós-sexo” que eu fiz para a campanha de KY. Aguardem.

Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu “estado civil” para aprofundar minha análise como espectador e não ator.

Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, “Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia”. Achei que fosse mais um daqueles tantos “alertas” que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.

Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.

Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.

Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda  nos convidou para participar, mas ignoramos.

No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, “Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade”. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.

No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).

Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.

Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres “fáceis” lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das “piriguetes húngaras” tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.

E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.

Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.

Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial “I got a feeling”, dando a entender que a noite seria “a good good night” cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás…

(continua no próximo post, com promoção!)

Cafa Fofo

26.Jan
2010

Pela história da leitora do post anterior, percebi que algumas mulheres ainda têm aquele ranço da imagem de um cafa como alguém desprovido de sensibilidade, bruto, ignorante e burro. Cafas são bem diferentes disso e a intenção desse post é desmistificar mais uma vez alguns destes preconceitos.

A qualidade de ser “fofo” geralmente é atribuída ao gordinho boa praça ou aquele carinha feinho que a amiga compromissada quer apresentar para formar par no sábado a noite. Só que é possível ser “fofo” sem se enquadrar em um destes quesitos, nem parecer uma boneca de porcelana, muito menos perder Sex Appeal, pois geralmente “fofos” são tidos como semi-irmãos ou sem sal.

E como se enquadra um Cafa fofo? Listarei alguns pontos.

1-) Não se denomina como tal – O cara que fala “ai, uma das minhas qualidades é ser fofo”, ou é um abobado ou uma boneca de porcelana;

2-) Gosta de crianças e animais – 85% das mulheres adora um bebezinho-bonitinho ou um cachorrinho. O cara que mostra afeição por esses dois seres, já ganha alguns pontos com elas. É batata, basta mudar um pouco a voz (sem parecer um retardado) pra falar com o cachorro que está do lado ou mexer com o bebê que está no colo da mãe no elevador para as mulheres ficarem mais suscetíveis. Rola aquele pensamento, se ele é “sensível” com um cachorro, vai ser comigo também e com o bebê a parada é mais de instinto materno.

3-) Trata a mulher como se fosse única – Esse caso é ilustrado no post anterior em que o cara andou de mãos dadas, fez carinho, se preocupou com os pezinhos dela, etc. A garota pode até desconfiar que aquele relacionamento não vai pra frente, mas tratando-a como se fosse única, como se o carinho com que ele despende é algo exclusivo, não há mulher que resista.

4-) Elogios estratégicos – O fofo sabe elogiar pontos estratégicos sem ser óbvio ou comum. As mulheres gostam de saber que o perfume que usam é gostoso, que são bonitas, que possuem um sorriso bacana, mas um comentário do tipo “Você emagreceu, né?” ou “Está bonito seu cabelo” conquista muitos corações.

5-) Lembrancinhas / surpresinhas – Que mulher não gosta de ganhar um presentinho? Aliás, quem não gosta de ganhar presente? O cara fofo sempre lembra dos seus principais contatos e os presenteia esporadicamente. Não é necessariamente algo de alto valor agregado, um alfajor, um hidratante mais bacanudo já resolvem. As vezes a lembrança pode não ser tangível, mas um parabéns mais personalizado, uma mensagem despretensiosa em um dia aleatório, uma ligação para apenas saber como a pessoa está ajudam bastante.

6-) Atenta-se a alguns cuidados de etiqueta – Tai algo que hoje se perdeu. Etiqueta virou sinônimo de coisa de fresco e retro. É óbvio que não há necessidade alguma de seguir a risca uma cartilha da Claudia Matarazzo, mas alguns pequenos cuidados fazem toda a diferença para as mulheres (pelo menos para as educadas). Uma coisa pequena é abrir a porta do carro sempre que possível. O cara não precisa dar uma de valet e sair abrindo todas as portas, mas em momentos chave, pega muito bem. A etiqueta aqui não é mostrar que é fino, e sim educado.

7-) Faz o sexo virar segundo plano – Para as mulheres que saem com o fofo, sexo parece nunca ser o seu objetivo final, vira uma consequência. A verdade é que poucas mulheres sairiam com um cara que as tratam como um buraco ou depositário de esperma. A mulher que se sentir atraente e desejada, mas respeitada e é assim que ele a conquista.

8- ) Lembra-se de detalhes – Essa uma característica inerente ao sexo feminino, mas o cara que consegue gravar detalhes-chave de uma garota, já está anos luz a frente da concorrência. É até uma forma de puxar assunto sem forçar a barra e demonstrar que possui consideração pela garota. Por exemplo, se em uma conversa aleatória você mencionou que comprou um presente x para o seu pai, no próximo encontro ele vai perguntar o que seu pai achou do presente.

Essas situações ajudam a entender que não é porque o cara te trata bem, que possui uma certa sensibilidade ao seu lado e te trata com exclusividade que ele vai te pedir em namoro dali uma semana. As vezes pode até ser o caso, as vezes você encontrou um cafa fofo.

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Cafa está indo viajar de férias na quinta-feira (28/01) e volta inteirinamente depois do carnaval. Deixarei posts programados nesse período e tentarei sempre que possível aprovar e replicar os comentários. Na volta trarei presentinhos para sortear por aqui. 8-)

Semana passada, recebi um par de ingressos para assistir Sherlock Holmes. O filme é muito bom e recomendo a todos que gostam de ação e de tentar adivinhar os finais de filmes. Antes de assistir o filme, eu já tinha lido algumas críticas sobre ele. Em uma delas havia uma insinuação que o Sherlock tinha uma relação além da profissional com o Dr. Watson. E de fato, no filme tem uma parada estranha no ar, apesar do Dr. Watson estar em vias de se casar.

Após a sessão, comentando a parada estranha com a Sra. Cafa, ela me disse que conhece 3 garotas que ficavam / namoravam com caras heteros e depois de um tempo descobriram que os respectivos viraram / eram  gays. Buscando na minha memória, lembrei também de alguns casos de conhecidas que tiveram a mesma decepção.

Com base em algumas características em comuns desses caras enrustidos, resolvi fazer um post com dicas que te ajudarão a identificar se aquele homenzarrão faz coco grosso. Vamos lá:

1-) Vaidade – Antigamente, o perfil “homens-das-cavernas”, aquele a la Toni Ramos, todo peludão e rústico era o ideal de beleza masculino. O tempo mudou e hoje a maioria das mulheres prefere um cara sem muito pêlo e menos ogro. Só que os garotos “parada estranha” exageram no culto a vaidade e aproveitam essa onda metrossexual para liberar a mulher que existe dentro deles. Além de depilar o tórax, raspam o sovaco, passam gilete no saco, máquina na perna, fazem a sobrancelha e costumam lixar a unha (em alguns casos críticos passam base). Costumam cultuar o deus cabelo, sempre o deixando com algum creme / gel / pomada / qualquer coisa que modele;

2-) Egocentrismo / egoísmo – Geralmente um gay enrustido é extremamente egocêntrico e egoísta. Tudo deve girar em torno dele. Os programas de lazer, o sexo, viagens, etc são decididos por ele. A vontade de sua parceira é irrelevante. Se a sua vontade não é atendida, ele fica de bico e mal humorado;

3-) Tara por sexo anal – O gay enrustido não se assume como tal devido ao temor de ser repreendido pela sociedade. Porém, ele precisa satisfazer suas vontades sexuais de alguma forma. E sobra pra quem? Pra namorada / lanchinho. O cara até come a frente (dificilmente chupa), mas o grande tesão dele é o rabo. As vezes ele prefere até chupar o rabo a chupar a frente. Uma amiga da Sra Cafa confessou a ela que o seu ex (hoje gay) certa vez estava mandando brasa atrás dela e ela começou a gemer. O cara pediu que ela calasse a boca, ela não o fez e na sequência ele enfiou uma meia na boca dela. Traduzindo, o cara estava sonhando que comia o Marcos Frota e a namorada o broxava com gritinhos femininos sendo necessária uma intervenção sonora para que ele gozasse;

4-) Fetiches estranhos – Todo mundo tem seu fetiche diferente e o enrustido dá sinais da sua opção sexual neles. Podem me chamar de careta e retro, mas homem que curte tomar uma dedada no rabo (o famoso Fio-Terra), é boiola. Tem tantas formas de potencializar o tesão, pra que enfiar algo na bunda? Não tem justificativa. Outra tara é comer a namorada / lanchinho vestida com sua camisa de trabalho. Não tem nada de sexy nisso e se depois de um mês o cara pedir para que você se vista de jogador de futebol, ai não restam dúvidas;

5-) Gosto por esportes de contato – O cara curte homem, mas não pode sair chegando em qualquer um por ai. Qual a solução? Buscar situações em que ele fique atracado com um ser do mesmo sexo ou que o veja pelado. Por isso, Jiu-Jítsu, Futebol, Musculação e Natação são os esportes prediletos de homens que escondem o jogo;

6-) Ausência de referência masculina – Aqui é um campo mais da psicologia. Lá na fase infantil, um garoto precisa de uma referência masculina para guiar suas atitudes. Caso a figura paterna seja ausente, omissa ou escrota e ele não tenha nenhum homem na família ou próximo para tomar como referência, ele guiará suas atitudes com base num figura feminina que admira, ai já viu;

7-) Preconceito sexual – Geralmente os enrustidos possuem uma grande mágoa interna por ter que repreender suas vontades e morrem de medo que alguém descubra sua orientação sexual. Como forma de mascará-la e para extravasar essa mágoa, eles são pessoas extremamente preconceituosas e vivem tirando sarro de gays assumidos. E o mais engraçado é que muitas pessoas compram isso e de fato acreditam no cara, “Fulano? Nossa, se um dia um gay chegar nele, acho que ele o enche de porrada” quando na verdade gostaria de enchê-lo de beijos;

8 -) Imitações femininas – Como forma de ridicularizar o gay e fazer com que as pessoas o encarem como um grande machão, ele adora imitar gay. Força a voz, imita trejeitos e faz piadinha imitando gay escandaloso. Ele adora o carnaval, oportunidade em que pode colocar peruca, passar batom e se vestir de mulher fingindo que é um grande folião.

9-) Dificuldade em relacionamento fixo – Não tem jeito. O cara não gosta da fruta. Ele sai com mulheres apenas para que a sociedade veja que ele é hetero. Porém, ele sempre buscará um defeito na garota para não seguir em frente no relacionamento. Ela pode ser bonita, inteligente, bem humorada, independente e blablabla, que o cara vai cismar com o formato do pé dela.

10-) Falta de apetite sexual – Se você não curte sexo anal, ele vai transar bem pouco com você. Se não curte fazer sexo oral nele, ele não vai transar com você. Não dá, o cara não curte o que você tem entre as pernas e se você não fizer as coisas que ele sente tesão, ele bodeia.

Veja bem, antes que apareça algum GLBT levantando bandeira e dizendo que estou sendo preconceituoso, este post não é uma crítica aos gays. Respeito a orientação sexual de cada um, é apenas uma forma de fazer com que as mulheres reconheçam enrustidos e não caiam numa arapuca.