Li no começo desse mês um post no Banheiro feminino (o blog, claro) e achei bacana fazer algo parecido aqui no Manual. Estou pensando até em deixar como uma coluna “fixa”, assim como a Sexta das Leitoras e Rapidinhas do Cafa, que na verdade de fixas mesmo só o nome. Depois de lerem me digam se vale a pena.

Bom, quem nunca teve interesse em saber o que os homens conversam na mesa de bar, pelo MSN, no vestiário, etc? Pois bem, vou reproduzir aqui algumas dessas conversas. Já adianto que o que vou falar não são flores, politicamente correto e coisas frufru. E antes que alguém reclame da superficilidade, não entrarei em assuntos mais sérios (como política) para não deixar o texto pesado.

Posto isso, vamos lá, a temática de hoje é “Desmarcando um encontro”.

Gerivaldo > E ai viado, como tá?

Cleyson > Opa, bem. E tu?

Gerivaldo > De boa. E ai qual o esquema errado para essa sexta?

Cleyson > Ah velho, preciso economizar, vou trazer a ju aqui pra minha casa, aliviar um pouco e ai amanhã a gente faz algo.

Gerivaldo > Ju? Quem é essa?

Cleyson > A Ju, aquela pentelha da pós-graduação que vive me chamando pra sair. Uma vez dei uns pegas nela no estaciona da pós, ganhei um boq por tabela e agora quero finalizá-la.

Gerivaldo > Não sabia dessa. De família a garota, né?

Cleyson > Opa, mas foda-se, não quero casar com ela. Pelo menos quando eu preciso aliviar já tenho uma safada a tira gosto.

Gerivaldo > Hehe, mas vem cá. Vocês estavam em aula por horas e suponho que a coisa lá embaixo estava meio vencida, não?

Cleysone > Porra, Ge, não conhece a tática do pinto na pia?

Gerivaldo > hahahhahahahahhaha Sim, que homem nunca deu uma ducha expressa no pirulito pendurado na pia do banheiro? É por isso que evito lavar minha mão em banheiro que a pia não é automática. Imagine a quantidade de pintos por tabela que você não põe a mão ali?

Cleyson > Credo. Mas então, ai hoje eu vou ficar de boa com ela. Só espero que ela se manque e não queria dormir em casa. Odeio fazer sala e ficar de fofurice com mulher sanduíche. E você, tá pensando em fazer o que hoje? Aliás, faz tempo que não te vejo com uma mulherzinha, se enjoou da fruta?

Gerivaldo > Ha-ha-ha. Cara, se tem uma coisa que me bodeia é essas minas vagaba que querem ser tratadas com fofurice, como se fosse namorada. Porra, ela sabe muito bem porque está ali, não queira fazer um papel que não lhe pertence. E quando pedem para tomar banho junto? Nossa, me dá nos nervos. Enfim, não to com saco pra correr esse risco, hoje quero sair com os brothers, encher a lata e ver o que pinta por ai.

Cleyson > Ah, eu até curto um banho junto depois da foda. Já me animo de novo e mando bala na safada no chuveiro.

Gerivaldo > Aff. E nesse meio tempo fica lá com o pinto murcho e bunda de fora na frente da garota? To fora.

Cleyson > Ihh, tem pintinho? Hehehe. Não vejo galho não desde que ela não decida secar o cabelo e ficar anos em casa.

Gerivaldo > To vendo que noite passada você dormiu com o bozo e acordou gozado. Por falar em bozo, o que era aquela roupa da Fernanda hoje? Parece que veio do Cirque de Soleil do Zimbabué. Puta mal gosto.

Cleyson > Hahahahhahaaha. Cara, eu ia comentar isso contigo, mas esqueci. A Fe é bonita, mas ela quer inventar moda e fica parecendo um palhaço. E quando ela vem com aquelas flores no cabelo? E a saia-sou-do-reggae? Sapato do Aladim? Brinco individual do rabo do papagaio? Puff..

Gerivaldo > Cara, to me acabando de rir aqui.Você sabe que a Fe gosta de levar uns tapas na bunda, né?

Cleyson > Hahhaha, sei sim. Aliás, todo mundo sabe, né? Conheço dois caras que já finalizaram ali e me confirmaram isso. E digo mais, pede pra engolir porra.

Gerivaldo > Mentira! Pede leitinho? Hahhahaha genial. Nunca imaginei com aquela carinha dela.

Cleyson > É fio. Tá fácil não. Tu vai começar a namorar a guria achando que é de boa e depois de um mês descobre que ela é especialista em engolir porra no meio do cinema.

Gerivaldo > Por isso faça como eu, não namore :) . E outra, vai se fuder, vamos sair hoje. O Marcão vai e disse que arruma uns vip pro pico, vai levar a prima e amigas dela. Só safada. Come essa Ju outro dia.

Cleyson > Humm. A prima dele é uma delícia e me deu mole no outro dia. Acho que vou bodear da Ju. Só preciso arrumar uma desculpa bem crível, pois pelo visto ela foi no salão só pra se arrumar para o encontro. Não posso queimar esse cartucho e perder os boqs do estaciona. hehehe

Gerivaldo > Verdade. Nunca se pode queimar cartuchos como esse. Faz o seguinte. Liga pra ela e diz que você teve um problema familiar em uma cidade X e que está indo pra lá nesse momento, que provavelmente vai chegar aqui mais tarde, por volta das 2:00/3:00 da manhã e como você quer muito ver ela, gostaria de saber se rola se encontrarem nesse horário e que ser for muito ruim vocês marcam outro dia. Eu dou minha bunda se ela não quiser marcar outro dia.

Cleyson > Você é um gênio. Olha, do jeito que essa mulher tá necessitada, é capaz que ela aceite vir pra casa as 3:00 da matina! E ai eu não vou querer comer sua bunda.

Gerivaldo > Velho, vai na minha. Se ela aceitar você fala “ok” e deixa pra lá. Quando tiver perto das 3 da matina e você tiver arregaçando a prima do Marcão, desliga o celular. Liga na manhã seguinte pra Ju dizendo que você teve que ficar na cidade com seus parentes, pede mil desculpas e que vai compensar muito quando se verem, ela vai cair e tá tudo certo.

Cleyson > Devo lhe dizer que tu é um tremendo filha da puta. Demoro, é nois hoje!

Gerivaldo > E que venha a prima e amigas do Marcão!

Cleyson > /o/

Um dos grandes trunfos de estar solteiro é a variedade de opções de mulheres para sair. Dentre estas opções é natural que exista uma garota mais especial, que possui a preferência nos contatos e saídas do cara. E logo abaixo dela vem uma penca de mulheres pizza (ou lanchinho).

Acontece que muitas mulheres (por motivos óbvios) não gostam de ser tachadas como tal e volta e meia aparecem aqui no blog me perguntando se elas realmente são pizza, como deixar de ser mais uma ou o que fazer para evoluir na relação. Para atendê-las resolvi fazer alguns tópicos sobre o conceito de mulheres-pizza. Vamos lá:

Variedade – Esse é o ponto mais óbvio sobre a busca por pizzas. O cara pode ter lá uma predileção por certo tipo de pizza (por exemplo, mussarela), porém ele pode mudar o sabor quando quiser e encarar uma de atum e pode até mesmo não ser fiel ao estabelecimento e procurar o mesmo sabor de pizza em outro lugar. Enquanto isso, o cara que namora come o mesmo sabor, no mesmo lugar.

Delivery – Uma das qualidades de ter mulheres pizza é o delivery, a praticidade. Não há aquele desgaste de pesquisar sobre o restaurante, correr o risco da comida ser ruim e a conta sair alta. O cara já conhece o lugar, sabe como funciona. Dá uma ligadinha para acertar alguns pontos do pedido e pronto, já está com a mulher ou melhor, a pizza ali embaixo do seu prédio pronta pra ser degustada.

Remorso – É inegável como a pizza é boa no durante, mas depois… O cara fica pesado, se arrepende um pouco de ter comido tanto e se já é muito tarde, pior ainda. Dá vontade de  por a pizza pra fora. Promete que não vai comer pizza tão cedo, mas dali 2 dias já está considerando a opção no cardápio novamente.

Degustação em casa – O cara não vai sozinho até uma pizzaria, a menos que esteja com uma turma e ai o objetivo é outro. Isso porque comer uma pizza não é nada demais. É melhor ficar em casa, fazer o pedido, abrir um vinho e saboreá-la sem perder tempo, sem deslocamento, sem desgaste.

Qualidade da entrega – A pizza quando chega na casa do cara tem que vir quentinha, com tudo no lugar, sem nada solto, caído, com excesso ou falta de recheio. Afinal, o objetivo dela é satisfazer uma vontade imediata. Se não a cumpre, perde a preferência e ai pra reconquistar o cliente, só fazendo promoção.

Sobra – As vezes, por mais que o cara tenha comido bem, sobra pizza para o dia seguinte (ou seja, a garota dormiu na casa do cara). Pizza fria ou requentada não é a mesma coisa que ela recém saída do forno, mas como é bom comer aquela pizza de manhã, na mão, sem modos ou preocupação, é devorá-la e pronto.

Analogias sem vergonha a parte, uma mulher pizza tem um único objetivo na vida do cara, sexo. Por isso, o relacionamento jamais evoluirá além da cama. E além dos pontos que eu citei acima, há outros que te ajudam a identificar se você continuará sendo a comidinha do cara. Entre eles:

Pseudo preocupação – Qualquer homem sabe que se deixar transparecer para as mulheres que seu único objetivo é trepar, ele vai espantar mais da metade dos seus contatos. Por isso, ele precisa ter o mínimo de educação e pseudo preocupação com a garota, precisa ficar atento sobre quais detalhes da vida dela tem grande importância pra ela. Por exemplo, se a garota vive falando do seu trabalho, o cara vai sempre procurar um jeito de falar algum assunto relacionado e lembrar de alguma passagem que a garota mencionou nas outras saídas.

Fofo com prazo de validade – Antes do sexo, o cara é uma simpatia. Todo fofo, educado, atencioso, mas logo depois do sexo, surge o ogro. Ele não quer mais saber sobre os seus problemas, não quer conversar, não quer ficar abraçadinho falando bobeirinhas, simplesmente quer virar para o lado e apagar. Ele gostaria que fosse tão simples a garota sumir quanto apertar um “x” no vídeo pornô que acabou de assistir no pc ou apertar um “power” no controle remoto do dvd.

Dia seguinte – Mulheres-pizza profissionais costumam cumprir o seu papel e vazar da casa do cara sem ter que dormir lá. Porém, algumas insistem em permanecer para desespero do cara que adoraria poder dormir sem ninguém para atazaná-lo a noite. Por isso, ele fará de tudo para que dia seguinte você vaze o quanto antes. Não vai te oferecer café da manhã, vai miguelar toalha para você se enxugar e ficará de bico até você se mancar e falar “acho que eu preciso ir”.

Mas afinal, é ruim ser mulher-pizza?

Eu acho que tudo é uma questão de objetivo e consciência sobre o seu papel. Digo isso, pois muitas mulheres tem o mesmo objetivo do cara, arrumar uma válvula de escape para satisfazer suas vontades sexuais esporadicamente com alguém que não é um nojento, e elas possuem plena consciência da sua condição.

Porém, essas mulheres correspondem a 10% do total das mulheres liberais. Grande parte acredita que pagando de descolada, bem resolvida e perna mente aberta, vão mostrar para o cara que são super modernas e únicas, quando na verdade são vistas como vulgares e ordinárias.

Há mulheres que batem no peito e falam cheias de orgulho “Sou bem resolvida, ham!” e mal sabem que aos olhos dos homens passam por patéticas, pedantes e são os alvos mais fáceis para uma trepada rápida e na sequência um sumiço. Nesse fim de semana fui vítima de uma bem resolvida e tive que agir feito uma garota difícil para escapar da cilada que me meti.

Bom, tudo começou no sábado a noite em Santos. Eu estava bem tranquilo, não queria ir pra putaria, mas também não queria ficar em casa e ser vítima das piadas de salão do Zorra Total ou então de convites da minha mãe para ver os lindos ppt´s com mensagens de Jesus que ela recebeu da minha tia. Foi então que meu primo apareceu no MSN e sugeriu que déssemos uma voltinha para tomar umas cervejas, jogar conversa fora e ver o que o sábado revelaria para nós.

Estávamos dando uma volta pela cidade, quando meu primo sugeriu que buscássemos um amigo dele para se juntar a gente. Pegamos o cara e depois de alguns quarteirões o sinal fechou e do meu lado parou um Monza com uma loira que parecia ser interessante dentro. Por instinto eu virei a cabeça para o lado (para o lado da garota, claro) e soltei um beijinho. Ela ficou cheia de gracejos e abriu o vidro do carona. Ao descer o vidro, vi que de interessante ela não tinha nada.

Ela perguntou onde que nós estávamos indo e eu disse que até um postinho para tomar umas cervejas (típico programa que nenhuma mulher toparia fazer com um desconhecido). Para despistar, eu falei para ela passar o telefone dela que eu ligaria mais tarde, assim me livraria daquele inferno. Aqui apareceu o primeiro indício de bem resolvice.

A garota falou que não passaria o telefone dela, pois disse que eu não ligaria. Tive que dar risada de tamanha audácia e na sequência ela me intimou para que eu desse o meu para ela. Muito mongol, eu passei meu telefone certo e acabei pagando o preço por isso.

Já no postinho, eu e meus amigos vivenciamos algumas cenas estranhas. Primeiro, só tinha pirralha no lugar. Porém, o mais curioso era o circo que se formava ali. Posso parecer um velho com essa mentalidade, mas se o tamanho da roupa das mulheres for diminuindo como está, ao passar das décadas, lá em 2020 vai ter mulher indo só de tapa-sexo pra balada. Enfim, depois de uns 10 minutos a loira do monza ligou no meu cel.

Ela veio com um papinho que ia dar uma passada no posto, eu fiquei meio desesperado, disse que ia ver, que estava complicado e tal, mas que eu retornaria pra ela. Desliguei. 5 minutos depois colou um monza no estacionamento do posto. Desespero [2]. Já estávamos dispostos a sair correndo caso elas aparecessem. Só que ninguém saiu do Monza. Meu telefone tocou. Desespero [3]. Por motivos óbvios não atendi.

Foram mais 4 ligações e todas não atendidas. Saímos do posto de fininho, mas por sorte o Monza não era o da garota. Decidimos colar em uma baladinha mais tranquila da cidade, mas ela era tão tranquila que nem cartão aceitava e como não tínhamos dinheiro em cash na carteira, abortamos a missão. Fomos para um barzinho.

Cerveja vai, cerveja vem e qual foi a pedida da noite? “Ah, cafa. A garota não é tão feia assim e a amiga pode ser mó gatona, dá um toque nelas”. Resolvi ouvir meus amigos e ligar pra garota. Desespero [4].

A garota além de ser um tribufu, era amiga da Fiona. Elas acabaram sentando na nossa mesa. O papo estava chatíssimo e a amiga Fiona nem agradável era. Ficou com cara de bunda a noite inteira. A loira deu umas investidas em mim, mas fiz questão de falar pra ela que estava com a minha ex no postinho e que ainda não estava muito bem, por isso não queria sair com outras garotas. Eu estava incomodadíssimo por fazer um papel de mulherzinha e queria sumir dali.

Um dos nossos amigos ainda insistiu para que apostássemos a ficha ali, pois geralmente essas bem resolvidas pagam boquete sem compromisso. Mas sei lá, minha fase boca de porco passou e o desgaste de gozar e ficar com alguém insuportável do lado é algo terrível. Me despedi das duas e ainda tive que virar o rosto para não tomar um selinho da jabiraca.

Bom, cheguei em casa e o que aconteceu? Tcharam…SMS no meu celular, claro! A garota elogiou minha consideração pela ex, mas que poderia me fazer esquecer dela se eu permitisse. ¬¬´

Qual será o objetivo dessas garotas “bem resolvidas” ? Mostrar que podem desempenhar o papel do homem e ser mais foda por isso? Imaginem que maravilha seria a garota ligar para o cara na madrugada de sexta e falar pra ele “vamos sair?”, na sequência ela embica o carro em um drive-in, dá para o cara, paga a conta, o deixa em casa e some no dia seguinte. Seria uma maravilha, não?

Ah pa porra, o dia que eu fizer papel de mulher para conquistar uma garota, vou mudar de lado, não vai ter graça.

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Sempre após um namoro relativamente longo, há o período de descompressão. Nesse período o cara fica meio atordoado em relação a vida de solteiro. Perde um pouco da malícia do approach nas mulheres, da mecânica dos relacionamentos instantâneos e não raro costuma cometer uma série de deslizes por isso. E como não poderia deixar de ser, aconteceu comigo.

Dia desses fui a um barzinho com alguns amigos, não estava atrás de um lanchinho a tira a colo. Queria mais era beber, falar merda e ter aquela sensação de liberdade, sem hora pra voltar, sem cobranças e sem satisfações que a vida solteira proporciona. Bom, depois de algumas muitas cervejas colou uma amiga em comum na roda e ai o cafômetro depois de meses desativado começou a apitar. Tentei acalmá-lo, mas o nível etílico e a carência estavam latentes.

Me segurei até onde pode só que o inevitável aconteceu. A garota ficou cheia de graça, riso fácil, esperando para ser xavecada e acabei chegando. Não precisou de muita conversa pra convencê-la a ir para a cafa-house. E não precisou de muita conversa depois para eu me arrepender da decisão.

Já no carro a garota criticava tudo que via pela frente. Uma nuvem negra pairava sobre a cabeça dela. Tudo bem que eu não sou a pessoa mais alto-astral que existe, mas aquilo ali era um azedume. Fui absorvendo aquilo e segurando, acumulando.

Chegou em casa, mais crítica, mais pessimismo. Até a cebolinha de estimação que eu tenho na cozinha foi alvo da nuvem negra. E a alegria que eu estava com os meus amigos há 30 minutos passados deu passo para o aborrecimento. Eu não podia falar um “ah” que ela retrucava “ah, o que?”, “O que tem esse ah?”, “Por que está falando ah?”. Decidi tomar um banho antes de começar a fazer qualquer coisa, pois sabia que broxaria na primeira oportunidade diante de tantas palavras de carinho e incentivo.

Tomei um banhão e esperava que ela fizesse o mesmo. Não o fez. Cheirosão, comecei uns amassos e senti que tinha algo vencido nela que não conseguia identificar ao certo. Era uma mescla de cheiro marinho com bodum. Pedi gentilmente que ela fosse ao banheiro dar um tapa na peteca (não com essas palavras). Nisso, minha libido já tinha parado lá no carpete.

Ela voltou e recomeçamos os amassos. Eu estava frio, agindo como se fosse uma máquina. Buscava um estímulo para aquecer e não achava. Não estava com vontade de fazer oral e ela também não mostrava sinais que queria conversar com o amigão. Depois dos amassos básicos, decidi encapar o garoto. Pausa aqui.

Não sei se vocês sabem, mas recentemente eu ganhei um kit de preservativos da Blowtex muito bacana. Entre uns desses preservativos, teve um que me chamou a atenção por ser “Extra fino super“. Porém, como vocês podem ver pela foto, ele vem em uma caixinha plastificada, toda bonitinha, mas não muito funcional. Fim da pausa.

Como ela é ultra master mega fina, decidi experimentá-la. Só que, no escuro, bêbado, sem saco, sem estímulos orais, a camisinha se torna uma daquelas fases de videogame com tempo, que você fica todo atrapalhado pra fazer as coisas rápido antes que morra, no meu caso, broxe. E ai quando eu fui abrir a caixinha, não achava o picote, tentei arrebentá-la, não deu, tentei morder, não cedeu. Sai correndo para o banheiro atrás de uma tesoura, cena patética. Quando finalmente consegui abri-la, o amigão já tava a 50%.

Puto e arrependido de ter iniciado aquilo simplesmente deitei na cama, pedi que ela fosse dormir e adormeci.

Enfim, o período de descompressão de um namoro leva um tempo. Intimidade, cumplicidade e carinho não se encontram com qualquer uma que aparece no bar e para um recém solteiro essas qualidades são bem importantes.

Cafa Fofo

26.Jan
2010

Pela história da leitora do post anterior, percebi que algumas mulheres ainda têm aquele ranço da imagem de um cafa como alguém desprovido de sensibilidade, bruto, ignorante e burro. Cafas são bem diferentes disso e a intenção desse post é desmistificar mais uma vez alguns destes preconceitos.

A qualidade de ser “fofo” geralmente é atribuída ao gordinho boa praça ou aquele carinha feinho que a amiga compromissada quer apresentar para formar par no sábado a noite. Só que é possível ser “fofo” sem se enquadrar em um destes quesitos, nem parecer uma boneca de porcelana, muito menos perder Sex Appeal, pois geralmente “fofos” são tidos como semi-irmãos ou sem sal.

E como se enquadra um Cafa fofo? Listarei alguns pontos.

1-) Não se denomina como tal – O cara que fala “ai, uma das minhas qualidades é ser fofo”, ou é um abobado ou uma boneca de porcelana;

2-) Gosta de crianças e animais – 85% das mulheres adora um bebezinho-bonitinho ou um cachorrinho. O cara que mostra afeição por esses dois seres, já ganha alguns pontos com elas. É batata, basta mudar um pouco a voz (sem parecer um retardado) pra falar com o cachorro que está do lado ou mexer com o bebê que está no colo da mãe no elevador para as mulheres ficarem mais suscetíveis. Rola aquele pensamento, se ele é “sensível” com um cachorro, vai ser comigo também e com o bebê a parada é mais de instinto materno.

3-) Trata a mulher como se fosse única – Esse caso é ilustrado no post anterior em que o cara andou de mãos dadas, fez carinho, se preocupou com os pezinhos dela, etc. A garota pode até desconfiar que aquele relacionamento não vai pra frente, mas tratando-a como se fosse única, como se o carinho com que ele despende é algo exclusivo, não há mulher que resista.

4-) Elogios estratégicos – O fofo sabe elogiar pontos estratégicos sem ser óbvio ou comum. As mulheres gostam de saber que o perfume que usam é gostoso, que são bonitas, que possuem um sorriso bacana, mas um comentário do tipo “Você emagreceu, né?” ou “Está bonito seu cabelo” conquista muitos corações.

5-) Lembrancinhas / surpresinhas – Que mulher não gosta de ganhar um presentinho? Aliás, quem não gosta de ganhar presente? O cara fofo sempre lembra dos seus principais contatos e os presenteia esporadicamente. Não é necessariamente algo de alto valor agregado, um alfajor, um hidratante mais bacanudo já resolvem. As vezes a lembrança pode não ser tangível, mas um parabéns mais personalizado, uma mensagem despretensiosa em um dia aleatório, uma ligação para apenas saber como a pessoa está ajudam bastante.

6-) Atenta-se a alguns cuidados de etiqueta – Tai algo que hoje se perdeu. Etiqueta virou sinônimo de coisa de fresco e retro. É óbvio que não há necessidade alguma de seguir a risca uma cartilha da Claudia Matarazzo, mas alguns pequenos cuidados fazem toda a diferença para as mulheres (pelo menos para as educadas). Uma coisa pequena é abrir a porta do carro sempre que possível. O cara não precisa dar uma de valet e sair abrindo todas as portas, mas em momentos chave, pega muito bem. A etiqueta aqui não é mostrar que é fino, e sim educado.

7-) Faz o sexo virar segundo plano – Para as mulheres que saem com o fofo, sexo parece nunca ser o seu objetivo final, vira uma consequência. A verdade é que poucas mulheres sairiam com um cara que as tratam como um buraco ou depositário de esperma. A mulher que se sentir atraente e desejada, mas respeitada e é assim que ele a conquista.

8- ) Lembra-se de detalhes – Essa uma característica inerente ao sexo feminino, mas o cara que consegue gravar detalhes-chave de uma garota, já está anos luz a frente da concorrência. É até uma forma de puxar assunto sem forçar a barra e demonstrar que possui consideração pela garota. Por exemplo, se em uma conversa aleatória você mencionou que comprou um presente x para o seu pai, no próximo encontro ele vai perguntar o que seu pai achou do presente.

Essas situações ajudam a entender que não é porque o cara te trata bem, que possui uma certa sensibilidade ao seu lado e te trata com exclusividade que ele vai te pedir em namoro dali uma semana. As vezes pode até ser o caso, as vezes você encontrou um cafa fofo.

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Cafa está indo viajar de férias na quinta-feira (28/01) e volta inteirinamente depois do carnaval. Deixarei posts programados nesse período e tentarei sempre que possível aprovar e replicar os comentários. Na volta trarei presentinhos para sortear por aqui. 8-)