Desde adolescente cresci observando que parte considerável das mulheres era interesseira. Para cada fase da minha vida o interesse variava (exceto quando eu era criança e nessa fase o único interesse das garotas é que os homens sumam da Terra).
Quando eu era adolescente minhas amiguinhas tinham interesse em caras mais velhos e de preferência os populares. Ai quando eu fiquei na idade de ser “o mais velho”, eu não era o popular, e sim nerd, cabeçudo e franzino. Na pós-adolescência, já no início da faculdade, minhas amigas tinham interesse por homens com carro (que eu não tinha). Quando consegui meu golzinho roxo (vulgo Trem-fantasma), as garotas tinham chegado no último estágio do interesse, o monetário (e digamos que um cara com golzinho roxo não aparenta ter). Finalmente, depois de estudar e trabalhar bastante consegui atingir minha independência financeira e ser alvo desse tipo de mulher tema do post de hoje.
Aqui no blog já contei alguns exemplos de situações que me impediram de ficar com algumas mulheres devido a interesse e ontem tive um exemplo inverso numa balada da Nokia de Mob Jam que antecede o Nokia Trends (aliás, deixo aqui minha gratidão ao pessoal da Nokia por ter me convidado ao evento, que por sinal estava muito bem organizado). Ao entrar na balada fiquei no bar tomando umas bebidas com amigos e observando a mulherada. Como a proporção de homem / mulher estava pendendo pro primeiro, as mulheres estavam completamente anti-flerte. Isso até o momento que fui agraciado com um camarote e uma garrafa de Vodka na mesa. Curiosamente despertamos os olhares de boa parte das mulheres do recinto. Selecionei a mais bacana e fiquei com ela. Obviamente ela tinha um cérebro de amêndoa. Ela cumprimentava com beijinhos desde o faxineiro do banheiro (não é exagero) até o barman do lugar, além de ser aquelas malas “falo inglês” que não pode ver um gringo que já vai puxar assunto. Troquei mais uns beijinhos e parti pra outra já que essa não queria continuar a noite na cafa house.
Depois dessa noite fiquei pensando em todas as garotas interesseiras que conheci. Ai me lembrei do programa da Luciana Gimenez dessa semana que levou duas maria-chuteiras para serem entrevistadas. As garotas eram lindas, bem gostosas, e maria-chuteiras declaradas. Ensinavam desde que calcinha utilizar na caçada até dicas de como laçar um jogador de futebol na balada. Me deu uma raiva de ver aquilo e confesso que ficou eu e o Aprendiz de Cafa falando palavrões pra televisão como se elas pudessem escutar (aliás, tenho essa mania tosca de interagir com a televisão, também dou “boa noite” para o Willian Bonner).
Hoje, analisando com mais calma vejo que elas não têm culpa alguma. Todos sabem que elas são interesseiras e o objetivo delas. O cara que for atrás só se apaixona se for tosco. Porém, pior é aquela mulhere que se faz de pura e boa moça, quando na verdade suas atitudes são movidas por um único objetivo, o bolso do cara. Quando menor me disseram que “quem gosta de homem é viado, mulher gosta de dinheiro”, é machista e simplista, mas hoje em dia com todos os exemplos que observo, ela possui um fundo de verdade pra boa parte das mulheres. (Antes que alguém fale que isso só acontece com mulher de balada, conheci ex-companheiras de trabalho com o mesmo pensamento).
