Quem é minha leitora antiga sabe dos tipos de mulheres chatas. No rol dessas garotas eu também adicionaria as que gostam de provocar e na hora “H” tiram o corpo fora, não sei se pra alimentar o seu ego, infantilidade ou tirar sarro do cara. O fato é que esse fim de semana recebi um combo desse tipo de mulher.
Com a primeira garota foi até compreensível. Estou pra sair com uma leitora há meses, mas sempre quando marcamos um dia, o pai dela fica enfermo. Nesse fim de semana eu ia pra Santos, mas como surgiu essa oportunidade fiquei em sampa. Só que chegou sexta e o que aconteceu? Desmarcado. Pode até ser verdade, porém ficar enfermo sempre quando vamos sair é no mínimo estranho. Mas, ok. Se eu fosse mulher também ficaria com receio de sair com um cara que possui um blog como o meu.
O segundo caso é de uma maluca. Conheci-a numa entrevista de trabalho. Infelizmente não pude contratá-la, pois era muito inexperiente, mas o contato ficou no meu MSN e Orkut. Volta e meia ela me manda testemunhos dizendo que estou gato numa foto, que gostaria de me ver, e blablabla. Essa doida quando aparece no MSN manda um “Oi” e quando eu vou responder ela manda “beijo” e fica offline. Um saco. Porém, nessa semana consegui finalmente combinar de sair no sábado com ela e o que aconteceu? Um sms “Não vou poder sair hoje. Meu pai pediu que ficasse com ele hoje a noite, pois minha mãe foi viajar”. ¬¬’
Ok, frustrações com as mulheres, cai pra balada. Eu e meu amigo ficamos bebendo no bar da casa noturna, conversando e procurando mulheres interessantes com os olhos. Três me chamaram a atenção que apelidamos de “20 kilos de bunda”, a de “chapinha” e uma “conhecida”.
A “conhecida” é o exemplo clássico de mulher que gosta de provocar e foge. (pausa para o histórico com ela). Certa vez num churrasco de amigos ela ficou me comendo com os olhos, fomos pra uma rede, ficamos abraçados, conversando, e tal. Num dado momento ela falou pra irmos pro quarto juntos (pensei “pronto, é agora!”). Chegando lá ela disse que ia no banheiro e já voltava. Quando voltou pediu pra eu ir pro meu quarto por que ela queria dormir. Nem um beijo rolou. (voltemos ao nosso reencontro na balada). Percebi que ela tinha me visto, mas fingi não tê-la reconhecido. Depois de umas 4x passando na minha frente, ela veio me cumprimentar dando um beijo no canto da boca e apertando meu ombro com sua mão. Em seguida foi para a sua roda de amigos e pra minha surpresa ela estava com o namorado. Volta e meia ela dava uma regulada em mim. Problema. Eu não poderia chegar em qualquer uma e levar um toco bem na frente dela.
Portanto, esperei alguma mulher dar bastante mole pra chegar. Eis que apareceu a “20 kilos de bunda”. O apelido não é brincadeira, a bunda da garota era uma coisa absurda, mas dentro do limite do aceitável. Ficou ela e sua amiga conversando ao nosso lado e volta meia a garota roçava o braço dela (e inevitavelmente sua bunda) em mim e olhava de rabo de olho. Depois de alguns minutos resolvi puxar conversa com ela. Nunca tomei um fora tão seco. Ela só virou a cabeça, olhou pra minha cara, não disse uma palavra e voltou a cabeça pra posição original. Quem disse foi sua amiga “Cai fora, ela não quer nada contigo”. Juro que eu respirei fundo pra não soltar um palavrão para as duas ordinárias.
Minha moral já estava lá embaixo diante de todas as frustrações do fim de semana e já estava resignado a não ficar com ninguém na balada quando surgiu a “chapinha”. Ela passou por mim umas 3x fazendo caras e bocas. Puxei ela pra dançar e começou a maior esfregação no meio da pista (e a “conhecida” vendo tudo). A garota estava muito chapada. Quando “encaixei” e fui beijá-la, ela me disse: “me paga um drink”. Que horror. Essa expressão eu só associo a duas ocasiões, tiozão de balada querendo seduzir uma garota (”Vamos ali no bar gracinha, eu te pago um drink”) e prostituta de puteiro chique que pra combinar o programa tem que pagar um drink pra ela. Como eu não estava em nenhuma das ocasiões, soltei “Serve um gole da minha vodka?”. Ela recusou e ficou meio emburrada. Eu sem querer falei que ela já estava muito doidona e que se bebesse mais ia cair. Ele deu um pitizinho e eu quase apanhei no meio da pista (e a “conhecida” viu tudo).
Triunfante, a “conhecida” ficou a noite inteira dançando com o namorado. Puto, o Cafa praguejou as mulheres que provocam e fogem na hora “H”.
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Dica do Cafa: Se você gosta de filme que te faz pensar, assista Vanilla Sky. Aluguei nesse sábado e achei o máximo. Uma das frases marcantes (entre várias outras): “Só conhecendo o amargo da vida pra saber o que é o doce”.
Dica do Cafa II: A Johnnie Walker em parceria com uma cooperativa de táxi está financiando para as pessoas que moram na capital de São Paulo 10 km de táxi para ir e voltar da balada das 7 de sábado até a 5 da manhã de domingo. É só ligar para o telefone 50690404 e pedir “Quero meu motorista da vez”. Espero que outras marcas aprendam com ela e vão além da campanha pseudo-educativa de “Se beber, não dirija” e ampliem a abrangência da ação a nível nacional. (O cafa não ganhou nada com essa dica, mas espera alguém da Johnnie Walker enviar um Blue Label pra sua casa
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