Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu “estado civil” para aprofundar minha análise como espectador e não ator.
Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, “Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia”. Achei que fosse mais um daqueles tantos “alertas” que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.
Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.
Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.
Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda nos convidou para participar, mas ignoramos.
No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, “Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade”. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.
No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).
Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.
Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres “fáceis” lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das “piriguetes húngaras” tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.
E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.
Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.
Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial “I got a feeling”, dando a entender que a noite seria “a good good night” cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás…
(continua no próximo post, com promoção!)
“Namorei durante 5 anos com um carinha que jurava que ia ser o meu marido e pai dos meus filhos, mas nos últimos meses de namoro percebi que realmente ele poderia até se casar comigo e ser o pai dos meus filhos, mas eu estaria longe de ser feliz de verdade. A única coisa que havia nos restado era o amor, havia acabado o respeito.
Assim, decidi acabar e hoje me encontro há um pouco mais de um ano solteira e a cada dia tenho mais certeza que não irei encontrar “o cara”, e olhe que nem sou exigente essas coisas todas, só precisa me deixar apaixonada, ser companheiro e me respeitar; mesmo assim (pasme) não conheci ninguém que junte os 3 requisitos simultaneamente.
Cafa > Então a situação está preta pra você mesmo. Eu sou muito mais exigente que isso e encontrei alguém bacana. Demorou, mas encontrei. Tem que ver também que as vezes o problema não está no outro e sim em você, mas vamos à história.
Por vezes achei que o problema era comigo, depois achei que não, mas logo depois começo a achar novamente que o problema é comigo. Não sei se eu tenho cara de metida, de piriguete, se é porque eu era morena, se é porque sou loira, ou seja lá o que for, só sei que “o cara” não se aproxima.
Cafa > Opa opa…seu radar está aguçado.
Sei que tenho uma personalidade forte, adoro dançar d+ (funk então, nem se fala) sou moleca pra caramba e tenho 5 grandes amigas mulheres e 4 grandes amigos homens (estes me acompanham onde vou; pelo menos 1 deles sempre está por perto), tenho uma bunda enorme e definitivamente acho que o conjunto disso tudo afasta “o cara”.
Cafa > As mulheres sempre sabem onde está o problema, o ponto é que sempre fecham os olhos ou fingem que não o vê. Nada contra seu gosto musical e creio que se você for do Rio, funk é algo super “hype e cool”. Eu particularmente acho uma bosta e boa parte (se não todas) as pessoas que eu conheço em São Paulo que curte o gênero, não servem nem pra andar de mão dada no shopping (o mesmo acontece para micareteiras).
Sobre ter amigos e amigas, normal. A merda é que tem mulher que só falta sentar no colo dos amigos e levar as amigas para acompanhá-la no motel, perdem completamente a noção de amizade e privacidade. E ai querem que o rolo ache normal convidar a turma inteira para ir ao barzinho no primeiro encontro dos dois e o cara ser obrigado a uma socialização cansativa e chata.
Sobre a bunda, incluo no tópico peito e barriga de fora. Você acha bonito um cara de shortinho no meio da coxa e regata colada no corpo? Se gosta, relaxa, pois em breve você arrumará um namorado. Se acha o corpo dele bonito, mas um horror o traje, reflita sobre você. Será que não está super valorizando a sua “bunda enorme” e dando muito destaque a ela nas roupas que usa? Volto a esse ponto mais pra frente.
Tenho a impressão que todo carinha sempre só querem me fazer de lanchinho (isso porque minha bunda é enorme). Caramba, será que não dá pra vocês (homens “-” cafa, rsrsrsrsrsrsrs) tirarem isso da cabeça ou pelo menos fingir que não é só que isso que vocês querem? Sinto-me de verdade uma dessas mulheres frutas, comidas, bunda ou qualquer coisa prestes á ser devorada, basta dar bobeira.
Cafa > Se você se posiciona como uma mulher-fruta, vai querer ser vista como? Simone de Beauvoir? Esperto é o cara que vê que você se comporta como uma mulher-melancia, faz você acreditar que é muito inteligente, tira uma casquinha e cai fora na sequência.
Até já conheci uns carinhas legais, não chegavam a ser “o cara”, mas logo deixava de rolar, até porque quando não vale à pena prefiro não insistir (não tenho paciência de ficar tentando dar certo, até porque passei 5 anos fazendo só isso).
Tenho a impressão que só quem se interessaria por mim seria um cara que nunca tivesse me visto na vida e de preferência de outro Estado! Ninguém mais me quer, soou meio melodramátoica né?! Mas é isso que penso
”
Cafa > Ou seja, um cara que não conhece nada do seu gosto e passado, né?
Como devo agir para achar “o cara”? Tenho que parar de dançar, sorrir mais feito uma doida ou dar uma de emburrada e não sorrir nunca? Não liberar nunca, não liberar jamais,liberar de vez em quando? Ser menos moleca… Aish! Dúvidas cruéis.
Cafa > Bom, vamos lá. O que é “o cara” pra você? Seguindo 75% do desejo das mulheres, acredito que deva ser Inteligente, bonito, com pegada, trabalhador, independente e educado, certo? O que você acha que esse perfil de homem procura / gosta? Alguém que coloca a bunda em destaque, que trata seus amigos como se fosse um rolinho e convide o cara para ir ao baile funk? Se você faz parte dos outros 25%, como eu disse, relaxa. É questão de tempo pra encontrar “o cara”.
Seria hipocrisia eu falar que homem não gosta de bunda. Ainda mais o brasileiro. Eu particularmente adoro e prefiro mais uma bundona a um peitão. Mas há dois pontos aqui.
Primeiro, homem que “escolhe” uma namorada pela bunda, tem o cérebro de um galináceo. Quando a garota só tem bunda é uma cabeça de empada, ela serve pra dar umazinha de vez em quando, sem envolvimento (de preferência de costas). Esse tipo de garota é aquela que todos os homens gostariam que virasse uma pizza depois da transa.
O segundo ponto, é que muitas mulheres dão um destaque exagerado a essa parte do corpo. Se a genética te presenteou com uma bela bunda, parabéns! Mas saiba usar esse diferencial no momento oportuno e não banalizá-lo como se a todo tempo fosse necessário mostrar ao porteiro do prédio, aos funcionários da empresa e a amiga da vó que você tem um belo traseiro.
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Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna Cafa Responde.
p.s. – Iniciativas solidárias e úteis devem ser divulgadas. Tenho uma amiga que está com um projeto bem bacana de adoção de animais, dêem uma olhada http://adoteanimais.wordpress.com. Outra ação legal é a de adoção de cartas pro Papai Noel que o Correios organiza. Já garanti a minha. Conheçam o projeto clicando aqui.
Conforme definido nos comentários do post anterior, a coluna Dia do Leitor será randômica, ou seja, não haverá dia fixo para publicá-la. Isso porque não quero ter mimimis de leitoras falando que a coluna foi extinta, fazendo cobranças do motivo pelo qual não postei, etc, etc. Ao contrário do que alguns sugerem, não posto por falta de tempo, não é jogada de marketing, nem desleixe.
A idéia foi bem recebida. Vieram muitas histórias bacanas. As duas principais diferenças para a Sexta das leitoras é que as histórias são mais objetivas (leia-se curtas e diretas ao ponto) e com mais erros de português.
Bom, a história que o leitor Bertoldo mandou ilustra bem alguns temas e situações que eu posto aqui, e abre o velho dilema: A sociedade é machista ou as mulheres que estão se masculinizando? Vamos ao causo:
“No começo desse ano fui para um aniversário de um amigo em uma balada aqui em Brasília. A festa era open bar até 1h. Como sempre, entramos uma galera em torno de 11h30 e virar vodka já era de praxe: de 5 em 5 minutos os copos esvaziavam. A galera ainda estava toda parada, apenas conversando e brincando.
Ai, já bem torto, eu e o primo do aniversariante resolvemos ir “à caça”. Nem andamos muito e já encontramos uma loira e uma morena. Voamos em cima com aquele papinho besta, puxando risadas, etc… Acabei de me concentrando na loira e peguei. Meu amigo, apesar de várias tentativas, na morena, não conseguiu nada e, meio contrariado, saiu de perto. Quando deu um tempinho, a loira, que eu estava ficando, foi ao banheiro e eu comecei a conversar com a morena.
Papo vai, papo vem, acabo pegando a morena também… Quando a primeira volta e me vê a com a amiga, fica indignada, chama a amiga pra conversar e eu fico ao lado só ouvindo… “Mas amiga, você não viu que ele tava ficando comigo agora mesmo ? Esse moleque não vale nada, larga esse menino, etc…” Não discordo dela, mas convenhamos que a amiga também não vale um centavo. Bom fiquei com a morena o resto da noite e ainda encontrei a loira algumas vezes e ela realmente estava muito puta, me chamando de babaca e tudo mais.
Cafa > Aqui vale uma observação sobre “amigas”. Já fiz um post sobre isso certa vez, mas volto a repetir, é incrível como boa parte das amigas de mulher é falsa. Em uma proporção que não se vê entre os homens. Como diz o Bertoldo mais pra frente, há um código de ética entre nós e não ficar com a ficante ou não chegar no prospect do amigo é algo extremamente respeitado. Homens que não seguem esse acordo são excluídos da roda. No caso em questão, ao invés da loira chamar a amiga de vagabunda, simplesmente deu uma de Poliana e a alertou dizendo que o cara não prestava.
Numa outra noite, quase um mês depois, fui pra outra balada com amigos e andando pela festa topamos em duas loiras e meu amigo foi azarar uma. Como código de amigos, imediatamente fui conversar a com a amiga dela. Ao começar a conversar achei o rosto familiar mas não lembrava da onde. Perguntei da onde a conhecia e ela respondeu com um sorriso sarcástico: “Do Café Cancun (balada aqui de brasília)…” Na hora percebi quem era a guria e já vi que tinha entrado num buraco. Só respondi: “Ihhh… foi mal, beijomeliga” e já fui indo embora, mas para minha surpresa, ela pega no meu braço e pede pra eu ficar.
Cafa > Opa. Sei como é isso. Nessa hora o cafometro apita, as sirenes acendem e a palavra “Piriguete! Foda em vista!” soa.
Conversa vai, conversa vem e pego ela de novo. E dessa vez, saímos juntos da balada e direto transar… Ao final, deixando ela em casa, por costume, pedi o telefone e talz, ela me passou e foi anotar o meu e ai veio a minha maior surpresa: “Qual o seu nome mesmo?” Fiquei abismado. Uma mulher tendo uma atitude assim de homem ? Transando com um cara que nem sabe o nome…
Cafa > Você ficou abismado? Eu já não me assusto com isso. Você fez bem ao entrar no jogo e oferecer o que ela quer. As mulheres dão as pistas, é só aprender a decodificá-las. Se ela quer ser tratada como uma vagabunda, assim será tratada. Pode ter certeza que se naquela outra balada você tivesse ficado de casal com ela, provavelmente não teria comido tão fácil (poderia sofrer da Síndrome do Bom partido).
Realmente os tempos mudaram e como diz um amigo meu que ficou solteiro agora depois de 5 anos namorando: “Não sei mais como funciona esse mundo… tá tudo invertido”. Depois me lembrei dela falando que eu não valia nada, etc. Eu concordo que não valho, mas agora a guria não tem nenhuma moral para falar algo de mim.
Cafa > Eu sempre falo que quem coloca o freio na relação é a mulher. E é isso que dá a graça na “caça”. Gosto de saber que a garota liberou pra mim, porque eu tive a capacidade de conquistá-la, não porque ela dá para o primeiro que diz boa noite e depois nem o nome dele lembra. Sobre o seu amigo, ele deveria ficar feliz, afinal para um cara solteiro que não tem pretensão de namorar, o mercado está farto e as mulheres facinhas.
Meu relato pode parecer machista, mas é apenas a surpresa de ver mulheres agindo como homens. Apenas uma coisa: se querem agir como homens, tenham cabeça pra segurar depois e não ficar se sentindo mal porque o cara não ligou”.
Cafa > Essa pecha de “machista” brotará nos comentários desse post. Há mulheres que não entendem que a grande maioria dos homens pensa assim. Antes eu era uma voz solitária nos posts, pelo menos agora perceberão que não se trata de uma opinião isolada.
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Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.
Pelo menos a cada quinze dias eu recebo e-mail de alguma garota virgem perguntando se homem possui preconceito contra esse tipo de mulher. Coisa engraçada, pois há 30 anos ser virgem era inquestionavelmente uma virtude. Poucos homens gostariam de ficar com uma mulher que já tinha transado com alguém.
Só que hoje isso mudou bastante. Claro, não vou dizer que os homens adoram mulheres que já abriram mais pernas que porta, mas raros curtem virgens (veja bem, falo de homens de 21 anos pra cima).
Isso porque é um saco ter que ensinar tudo pra mulher, ter que colocar devagar, tirar, parar, ensinar a rebolar, ensinar a chupar, enfim, o cara se preocupa tanto em ter que ajudar a garota que mal curte o sexo. Além disso, se ele não é namorado da garota, ainda corre o risco de ser vítima do amor de pica.
Mas, a minha principal aversão a virgens não é nem tanto por causa dos motivos citados acima. O meu maior receio sempre foi a base de comparação. Por exemplo, como eu posso dizer que determinada comida é ruim se eu nunca provei a boa? Se eu sempre comi merda, a merda pra mim é a coisa mais gostosa do mundo. Ou, se eu sempre comi filet mignon, como eu posso dizer que é a melhor carne se eu nunca comi carne de segunda?
Trazendo esse pensamento à temática “virgens”, como uma mulher que perdeu a virgindade comigo vai saber que eu sou O cara se nunca deu pra outros? Ai mora o perigo e é com a história da leitora Veruska que eu ilustro a Sexta das Leitoras de hoje.
“Então, tenho 22 anos e há 1 ano comecei em um trabalho novo e conheci um cara, inicialmente só nos falávamos por telefone, coisas de trabalho, até que chegou o dia em que nos vimos pessoalmente. Sabe quando você olha para uma pessoa e pensa “putz, esse que é fulano?”, senti uma atração instantânea, o que pareceu ser recíproco, pelo modo como ele me tratava.
Nisso, passamos a nos vêr eventualmente, em razão do trabalho, e era sempre aquele clima, os abraços de despedida diziam a atração que um sentia pelo outro.
Acontece que, existiam algumas coisas, muito relevantes, eu diria, que impediam que algo acontecesse:
Ele é 24 anos mais velho que eu (O que pra mim não era nenhum impedimento);
Conhecido do meu padrasto;
Casado!!
E eu… noiva!
Cafa > As leitoras mais antigas sabem da minha aversão à traição. Sou da seguinte opinião, se é pra sair comendo / dando pra todo mundo, fique solteiro(a) com os seus lanchinhos, mas não faça de idiota uma pessoa que gosta de você. Não vamos ser hipócritas, é óbvio que mesmo as pessoas que tem compromisso sério acham outras pessoas bonitas, gostosas e atraentes, mas uma coisa é ACHAR a outra é PROVAR. Traição não ocorre no ato sexual, ela inicia assim de forma boba, em um abraçinho prolongado, em um bilhetinho trocado, em um e-mail.
Passaram-se 5 meses, e nós não nos vimos nesse período, nenhum contato, quando aconteceu de, em razão do trabalho, eu ter que ir vê-lo novamente. Nisso nos conhecíamos há uns oito meses, os hormônios já estavam à flor da pele, e ele começou a me falar coisas que nunca tinha falado, algumas indiretas… enfim, nesse mesmo dia teve uma confraternização e ele foi (segundo ele somente por minha causa), papo vai, papo vem, ele jogou a real comigo, fiz um docinho… não passava pela minha cabeça trair meu noivo (1º namorado e até então o único homem que tinha me levado pra cama), nunca cogitei isso. Resumindo, na hora de ir embora ele me puxou e beijou, fiquei um pouco resistente, aquela situação meio que me assustuva… mas foi muuuiito bom! Ficamos conversando por algum tempo depois disso, e ele demonstrava muito interesse em mim, como se eu mexesse com ele mesmo, falou que tava se apaixonando, achei que ele me achasse especial.
Cafa > “não passava pela minha cabeça trair meu noivo” você quer enganar quem? A sua moralidade? Por favor, né? Se os seus hormônios já estavam a flor da pele, você estava louca pra dar pra ele e ponto. Sem puritanismo de que o cara foi muito sedutor e que você foi pega de surpresa.
Na semana seguinte ele viajou de férias com a família, eu pensei bastante e cheguei a seguinte conclusão: caso daqui alguns meses, só dei pro meu noivo, preciso de um parâmetro, o que eu não fizer agora não faço nunca mais… mandei um e-mail pra ele falando que quando voltasse tinha uma surpresa.
Cafa > Ai está o motivo pelo qual eu jamais curti ser o primeiro da garota. Essa leitora não é um caso isolado. Já vi vários relatos de mulheres se questionarem a respeito do desempenho do namorado / marido. Só que pra mim não tem essa “ah, quando eu casar não poderei fazer isso, vou pra putaria agora que ainda sou noiva”, é um pensamento bem pequeno.
Já tinham se passado 3 dias da data prevista para a chegada dele, e nada de resposta do e-mail… já fui começando a me sentir mal “como assim? Eu mando e-mail pra um cara de 46 anos dizendo que quero dar pra ele e ele nem responde?” Uma semana depois ele liga aqui no trabalho e a gente marca de se encontrar pra conversar. Fui logo perguntando qual o problema, e ele disse que ficou assustado, com medo de me prejudicar, de eu desistir de casar… falei que não era o caso, queria apenas a mesma coisa que ele, sexo, nos pegamos no carro. Marcamos de ir pro motel no dia seguinte, foi muito bom porque a vontade já estava acumulada há muito tempo, o encaixe foi perfeito, apesar de não ter sido tudo que eu esperava…o cara nem pra cair de boca. Então, sem que eu perguntasse o que ele tinha achado, ele disse que eu ia ser muito feliz no casamento porque eu era muito fogosa e coisa e tal. Nesse dia, meio que combinamos de nos encontrar de novo na mesma semana.
Cafa > Não satisfeita em dar uma vez para “ter como parâmetro”, ainda marcou uma segunda. Pior, ainda reclama que o cara “não chupou”. Porra, se queria ter como parâmetro e viu que não era tudo o que esperava, pra que continuar? Eu não vejo outro nome pra isso a não ser piranhice.
Agora que vem a parte ruim, mas também, o que que eu fui fazer me metendo com homem casado. Caí na besteira de mandar um sms bem safado pra ele, que não respondeu, insisti no erro e mandei outro perguntando o que tava acontecendo, já que ele tava estranho… e para minha surpresa, as mensagens dele foram as seguintes:
” Fulaninha, não é com vc, acontece que estou ligado em outra pessoa e não acho certo fazer isso (com quem?), vc entende (Não, não entendo, o que pode ser pior do que vc ser casado seu fdp)? Paixão recente, coisas do coração.”
Seguida desta:
“Vou mesmo viajar amanhã, vou passar o fim de semana com ela. Infelizmente as coisas acabaram acontecendo com vc nessa época da minha vida. Desculpa. Beijos.”
Cafa > Mandar sms cobrando feedback?! Isso pra garota solteira já é reprovável, pra uma noiva então….Não satisfeita em querer fuder o próprio casamento, quer fuder com o do outro. Essas mulheres…
Eu me senti péssima, mega usada, isso por causa da mentira, porque não me falou? Pow, sabia que o homem era casado, o que me importa por quem ele é apaixonado? Eu achei que sabia onde estava pisando, e não sabia… fiquei muito puta pelo engano, principalmente por ter traído meu noivo com um bosta desse, queria que fosse algo que eu me lembrasse como uma aventura que valeu à pena. Sem contar que ele feriu meu ego, não acreditava que tava levando um fora de um homem bem mais velho que dificilmente tem um oportunidade assim.
Cafa > Ohhh tadinha. Uma lágrima correu pelo meu rosto agora. Sentiu péssima e com o ego abalado, que feio esse cara não? Acorda, po! Tu foi a comidinha dele por uns tempos, um aperitivo enquanto ele estava longe do prato principal. Mais bosta que ele, me desculpe, é você que ainda ficou abalada e por baixo. #vaidamares
Semanas depois nos encontramos para conversar, eu precisava muito desabafar, queria dizer muita coisa pra ele, e disse. Falei que não gostei da mentira, que talvez eu até tivesse dado, mesmo sabendo, mas que eu tinha falado pra ele que queria uma aventura, e não foi o que ele me deu, pois duas horinhas de uma manhã pra mim não era uma aventura, disse que minha situação era confortável, pois eu tinha um noivo e não estava desesperada atrás de ninguém, logo eu podia exigir, e devia existir gente muito mais disposta do que ele por mim. Só que o cara me dava um tesão muito grande, e, nesse mesmo dia fomos pra dentro do carro e demos uns amassos muito fortes, ele queria mais, falei que outro dia e fui embora.
Cafa > Hahhahahahahaha quanto mais história eu leio nessa coluna, mais eu me surpreendo com a cara de pau e audácia de algumas mulheres. Vamos lá, conceitue “aventura” pra mim. É você dar quantas vezes para um cara casado? É humilhar até que nível o seu noivo? Me explica, porque pra mim essa é nova. Mas, gostei da sua coerência nas atitudes, logo após encher o saco do cara vai fazer uma putaria dentro do carro.
Fiquei muito mal com essa situação toda, tava muito vulnerável, confusa com a idéia de casar (não por causa dele, mas é que qndo as coisas aconteceram entre a gente, eu já estava assim)…foi muito difícil até eu me libertar totalmente do que eu sentia por ele, porque foram meses de envolvimento até que algo acontecesse, e eu achava que ia ser só sexo e eu não ia nem ligar, mas como diz o ditado: “Amor de pica quando bate fica”. Tudo isso prejudicou muito meu relacionamento, eu fiquei fria, não sentia mais tanto tesão pelo meu noivo, mas só de pensar no cara ficava molhadinha. Ignorei a existência dele e depois de um tempo vi que ele já não despertava mais nada em mim, fiquei até com repúdia dele, desencantou. Consegui restaurar meu relacionamento com o homem que eu amo, caso daqui a três semanas e estamos super bem, mas hoje eu tenho que, eventualmente falar com outro, seja por telefone ou e-mail, e ele tem a cara de pau de dar em cima de mim, me trata como no começo, quando queria me ganhar, só que eu não dou papo, se ele soubesse o mal que essa história me causou.
Cafa > “muito difícil até eu me libertar totalmente do que eu sentia por ele” pra mim o problema não está no que você sente pelo cara, e sim em você mesma. O cara foi apenas um canal onde você extravasou suas frustrações. Eu não ficaria admirado se daqui a um ano aparecer outro cara que “mexa” com você de novo.
É isso, traição não vale à pena, principalmente porque você corre grande risco de ficar presa pelo sexo, eu dei muito mole e ele deitou e rolou. Fica aí minha experiência, péssima por sinal, para que não cometam os mesmos erros, apesar de ser algo que a gente não planeja acontecer, então, é melhor evitar desde o começo”
Cafa > Concordo, mas você mais parece aquelas carolas de igreja que adoram pregar o bem e quando saem da igreja começam a fofocar e atazanar a vida alheia. Se realmente você tivesse aprendido ou teria terminado esse noivado ou riscaria o amante da sua lista.
Antes que me acusem aqui de fazer apologia contra virgens, vamos ter bom senso. Ninguém precisa terminar com o carinha que está ficando só pra ter mais experiências no currículo. Se o seu namorado, marido, etc dá conta do recado, não precisa procurar confirmação em outros. Agora se não está legal, dê um tempo e vai pesquisar, mas não faça como a Veruska.
No caso dela, além do elemento “falta de base de comparação”, há o “falta de caráter”. O primeiro é perfeitamente gerenciável, o segundo ou nasce com ele ou nunca terá.
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Alguns homens têm faro para mulheres interesseiras, outros fazem uma pequena busca no Google e em redes sociais e as encontram (se você não conseguir visualizar, clique na foto):
(O coringa* é a garota e o poodle* responde a grande dúvida).
* Escondi as fotos e usei nome fantasia para preservar as pessoas
Pra mim, puta de escambo é mais baixa que a profissional. A segunda pelo menos é honesta nos seus propósitos.
[update]
No comentário desse post o leitor André trouxe uma história bem bacana. Resolvi atualizar o post e publicá-la.
Uma mulher escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso
já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma
resposta bem fundamentada.
Ela:
‘Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem
articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de
dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou
esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo
passar disso, e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive
em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o
que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?’
Rafaela S.
Ele:
‘Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e
fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu
tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece,
visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um
péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você
sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu
entro com o dinheiro.
Proposta clara, sem entrelinhas.
Mas tem um problema. Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia
acabar, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação, e eu
sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como
essa depreciação é progressiva, sempre aumenta ! Explicando, você tem 25
anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um
pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de
hoje, verá que já estará um caco. Isto é, você está hoje na ‘alta’, na
época ideal de ser vendida, não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em ‘trading
position’ (posição para comercializar), e não de ‘buy and hold’ (compre e
retenha), que é o para quê você se oferece…
Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um ‘buy and hold’)
com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser,
e, em termos sociais, um negócio razoável de que podemos cogitar é
namorar. Cogitar…
Já cogitando, e para certificar-me do quão ‘articulada, com classe e
maravilhosamente linda’ você seja, eu, provável futuro locatário dessa
‘máquina’, quero o que é de praxe: fazer um ‘test drive…’
Peço marcar.’
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