Semana passada, recebi um par de ingressos para assistir Sherlock Holmes. O filme é muito bom e recomendo a todos que gostam de ação e de tentar adivinhar os finais de filmes. Antes de assistir o filme, eu já tinha lido algumas críticas sobre ele. Em uma delas havia uma insinuação que o Sherlock tinha uma relação além da profissional com o Dr. Watson. E de fato, no filme tem uma parada estranha no ar, apesar do Dr. Watson estar em vias de se casar.
Após a sessão, comentando a parada estranha com a Sra. Cafa, ela me disse que conhece 3 garotas que ficavam / namoravam com caras heteros e depois de um tempo descobriram que os respectivos viraram / eram gays. Buscando na minha memória, lembrei também de alguns casos de conhecidas que tiveram a mesma decepção.
Com base em algumas características em comuns desses caras enrustidos, resolvi fazer um post com dicas que te ajudarão a identificar se aquele homenzarrão faz coco grosso. Vamos lá:
1-) Vaidade – Antigamente, o perfil “homens-das-cavernas”, aquele a la Toni Ramos, todo peludão e rústico era o ideal de beleza masculino. O tempo mudou e hoje a maioria das mulheres prefere um cara sem muito pêlo e menos ogro. Só que os garotos “parada estranha” exageram no culto a vaidade e aproveitam essa onda metrossexual para liberar a mulher que existe dentro deles. Além de depilar o tórax, raspam o sovaco, passam gilete no saco, máquina na perna, fazem a sobrancelha e costumam lixar a unha (em alguns casos críticos passam base). Costumam cultuar o deus cabelo, sempre o deixando com algum creme / gel / pomada / qualquer coisa que modele;
2-) Egocentrismo / egoísmo – Geralmente um gay enrustido é extremamente egocêntrico e egoísta. Tudo deve girar em torno dele. Os programas de lazer, o sexo, viagens, etc são decididos por ele. A vontade de sua parceira é irrelevante. Se a sua vontade não é atendida, ele fica de bico e mal humorado;
3-) Tara por sexo anal – O gay enrustido não se assume como tal devido ao temor de ser repreendido pela sociedade. Porém, ele precisa satisfazer suas vontades sexuais de alguma forma. E sobra pra quem? Pra namorada / lanchinho. O cara até come a frente (dificilmente chupa), mas o grande tesão dele é o rabo. As vezes ele prefere até chupar o rabo a chupar a frente. Uma amiga da Sra Cafa confessou a ela que o seu ex (hoje gay) certa vez estava mandando brasa atrás dela e ela começou a gemer. O cara pediu que ela calasse a boca, ela não o fez e na sequência ele enfiou uma meia na boca dela. Traduzindo, o cara estava sonhando que comia o Marcos Frota e a namorada o broxava com gritinhos femininos sendo necessária uma intervenção sonora para que ele gozasse;
4-) Fetiches estranhos – Todo mundo tem seu fetiche diferente e o enrustido dá sinais da sua opção sexual neles. Podem me chamar de careta e retro, mas homem que curte tomar uma dedada no rabo (o famoso Fio-Terra), é boiola. Tem tantas formas de potencializar o tesão, pra que enfiar algo na bunda? Não tem justificativa. Outra tara é comer a namorada / lanchinho vestida com sua camisa de trabalho. Não tem nada de sexy nisso e se depois de um mês o cara pedir para que você se vista de jogador de futebol, ai não restam dúvidas;
5-) Gosto por esportes de contato – O cara curte homem, mas não pode sair chegando em qualquer um por ai. Qual a solução? Buscar situações em que ele fique atracado com um ser do mesmo sexo ou que o veja pelado. Por isso, Jiu-Jítsu, Futebol, Musculação e Natação são os esportes prediletos de homens que escondem o jogo;
6-) Ausência de referência masculina – Aqui é um campo mais da psicologia. Lá na fase infantil, um garoto precisa de uma referência masculina para guiar suas atitudes. Caso a figura paterna seja ausente, omissa ou escrota e ele não tenha nenhum homem na família ou próximo para tomar como referência, ele guiará suas atitudes com base num figura feminina que admira, ai já viu;
7-) Preconceito sexual – Geralmente os enrustidos possuem uma grande mágoa interna por ter que repreender suas vontades e morrem de medo que alguém descubra sua orientação sexual. Como forma de mascará-la e para extravasar essa mágoa, eles são pessoas extremamente preconceituosas e vivem tirando sarro de gays assumidos. E o mais engraçado é que muitas pessoas compram isso e de fato acreditam no cara, “Fulano? Nossa, se um dia um gay chegar nele, acho que ele o enche de porrada” quando na verdade gostaria de enchê-lo de beijos;
8 -) Imitações femininas – Como forma de ridicularizar o gay e fazer com que as pessoas o encarem como um grande machão, ele adora imitar gay. Força a voz, imita trejeitos e faz piadinha imitando gay escandaloso. Ele adora o carnaval, oportunidade em que pode colocar peruca, passar batom e se vestir de mulher fingindo que é um grande folião.
9-) Dificuldade em relacionamento fixo – Não tem jeito. O cara não gosta da fruta. Ele sai com mulheres apenas para que a sociedade veja que ele é hetero. Porém, ele sempre buscará um defeito na garota para não seguir em frente no relacionamento. Ela pode ser bonita, inteligente, bem humorada, independente e blablabla, que o cara vai cismar com o formato do pé dela.
10-) Falta de apetite sexual – Se você não curte sexo anal, ele vai transar bem pouco com você. Se não curte fazer sexo oral nele, ele não vai transar com você. Não dá, o cara não curte o que você tem entre as pernas e se você não fizer as coisas que ele sente tesão, ele bodeia.
Veja bem, antes que apareça algum GLBT levantando bandeira e dizendo que estou sendo preconceituoso, este post não é uma crítica aos gays. Respeito a orientação sexual de cada um, é apenas uma forma de fazer com que as mulheres reconheçam enrustidos e não caiam numa arapuca.
Uma pergunta muito recorrente que me fazem a respeito do Manual é por que um blog com um layout fraquinho, pouco atualizado e sem recursos visuais nos posts é tão acessado e comentado considerando que há milhares de blogs do gênero por ai.
Acredito que são 3 os principais motivos. O primeiro é a participação das leitoras que por meio dos comentários ajudam a enriquecer os textos e geram uma relação escritor / leitor raramente vista em blogs. A segunda é a eterna busca feminina em saber o que os homens pensam. E a terceira (que está diretamente relacionada com a segunda) é a transparência e objetividade com que exponho os temas. Não me preocupo em agradar determinado grupo de mulheres ou em ser politicamente correto em temas mais delicados. Procuro sempre passar uma visão fria e racional dos assuntos, a visão de boa parte dos homens.
Só que relacionamento, amizade, amor, etc não são uma ciência exata. Por mais que eu queira procurar a objetividade e racionalidade nos temas, tudo pode mudar. Além do que, e por mais clichê que isso possa parecer, sou humano. As vezes pela forma como exponho os assuntos, parece que sou uma pessoa que não erra, uma máquina, que tenho a resposta na ponta da língua e firmeza em todos os assuntos abordados. Mas não sou assim.
Faço toda essa introdução porque esse período em que estive afastado da minha namorada me ajudou a repensar algumas atitudes e rever a forma de encarar os relacionamentos.
Como eu havia falado, dei um tempo, sai com os amigos solteiros, segui as 6 dicas para me manter afastado da minha ex e estava decidido no meu propósito.
Só que em uma bela sexta-feira, a saudade bateu. Ainda assim me mantive firme, pois poderia ser um sentimento de posse que estava me tomando ou apenas algo físico. Fui ao supermercado comprei um vinho, pistache e decidi passar a noite inteira bebendo, comendo porcaria e trabalhando para tirar a ex da cabeça. Só que ao chegar em casa me deparei com uma carta dela.
Não quis abri-la. Pensei em queimá-la sem ler. Mas tomei banho, jantei e decidi abrir de uma vez. Não entrarei no detalhe do conteúdo da carta, mas digamos que me tocou profundamente. Não tinha pieguices, lugar-comum, perfume ou demais patetices que mulher apaixonada enfia em carta romântica. Tinha rasuras, letra torta e alguns erros, mas o conteúdo era sincero e de alguém que havia reconhecido seus erros, apontado os meus e mostrado que a vida / um relacionamento não é uma fórmula matemática. Pensei, repensei e decidi que deveria dar “uma chance” pra nós.
Sim, eu sei que pode parecer incoerente, pois há dois posts eu disse que não acreditava em chances. Mas, como eu mencionei nesse post, é muito fácil tomar uma decisão apenas pensando racionalmente, seguir uma fórmula e esquecer a emoção.
Talvez amanhã eu possa ver que errei, que deveria ter queimado a carta e partido para outra. Só que eu também poderia olhar pra trás e falar “eu deveria ter dado uma chance”. E o que fazer? Não sei vocês, mas eu prefiro relevar alguns dos meus princípios e pecar por ter tentado a ter desistido na primeira dificuldade.
Me chamou a atenção um comentário no post passado de uma leitora questionando se eu não acreditava no “amor pra sempre” por ter sido tão frio no desfecho do post.
Pieguices a parte, claro que procuro acreditar no “amor pra sempre”, ninguém inicia um relacionamento achando que em um ano ele vai acabar. Óbvio que no começo de um namoro você não vai fazer planos para casar, mas crê que a pessoa ao seu lado ficará com você uma boa parte da sua vida. Só que apenas com o tempo você saberá que o pra sempre, quase sempre acaba.
No início de um namoro bacana tudo é paixão (frase brega, mas ok), sexo, sorrisos, felicidades, blablabla. Esse mix de sentimentos positivos ofuscam quaisquer defeitos das pessoas. Ela é imatura? Ah, com o tempo isso resolve. Ele é teimoso? Ah, com o tempo isso muda. A família dela é maluca? Ah, o que importa é o sentimento entre os dois. E por ai vai, a paixão sempre fazendo o papel de apaziguadora.
Só que ai as coisas começam a mudar. Os cientistas dizem que após 2 anos de relacionamento, a paixão acaba e o que fica é o amor. Não posso confirmar isso de forma empírica, mas garanto que após 6 meses de namoro, bastante coisa muda em relação ao início.
Como eu disse no fim do post passado, para mim um relacionamento é construído sobre dois pilares, sintonia sexual e afinidade.
A sintonia sexual não tem segredo. Geralmente ela já dá indícios no primeiro beijo, no encaixar das bocas e termina com uma boa primeira vez que vai se aprimorando mais pra frente. Algumas vezes ela não começa bem, o beijo sai torto, o sexo é mais ou menos, mas com algumas instruções e insistências o negócio pega no tranco e ai fica uma maravilha. Ela não exige estudo, família, repertório, faculdade ou maturidade, a atração é meramente física.
Após algum tempo há dois caminhos para a sintonia sexual, ou ela cai na rotina e o sexo vira um saco ou se aprimora a cada vez a ponto de cada noite ser especial, não é aquela coisa da primeira vez, mas a qualidade só aumenta.
Só que afinidade sexual, você encontra com o porteiro do prédio, com a copeira do escritório, com uma aeromoça, com o barman da balada. Não tem segredo. É um sentimento da época das cavernas, que não vê classe social e estudo. E aqui reside o grande erro de parte das mulheres, de se apaixonarem pela pegada do cara e se esquecerem do outro ponto tão importante quanto, a afinidade.
A afinidade, diferentemente da sintonia sexual, ocorre na primeira conversa. Pelo primeiro papo dá pra perceber se a garota é uma mula, se o cara é um babaca, se os papos só se resumem a previsões meterológicas, o tamanho do biceps dele ou a bolsa recem comprada por ela.
Após algum tempo há dois caminhos para a afinidade, ou você passa a admirar a pessoa cada vez mais pela sua inteligência, determinação, maturidade, garra ou ao passar do tempo você percebe o quanto a pessoa é egoísta, imatura, fraca e todos os defeitos de uma forma geral que a paixão inicial mascarava.
Nesse mesmo post passado levantei um tema que nunca tinha abordado aqui no blog e as leitoras mais ligeiras logo sacaram que o post não era apenas filosofia e análise distanciada. Porém, quem não sacou que o cafa se referia ao momento que estava passando, relaxe. Meu intuito aqui nunca foi expor diretamente pessoas com que eu me relaciono e gosto. Porém, como agora o momento é outro, anuncio às minhas leitoras que estou solteiro novamente.
Já até posso imaginar as reações. As leitoras reclamonas vão ficar felizes pela possibilidade de eu voltar com os posts mais apimentados e as mais românticas ficarão tristes por não ter dado certo meu namoro e com receio de que o blog vire um diário vazio e superficial das aventuras de um homem solteiro. Mas relaxem, a temática do blog mudará um pouco, mas não cairá apenas no vazio de relações superficiais.
O que me incomoda um pouco são as reações das pessoas quando eu anuncio o término: “Ahhh, que pena”, “Você está bem?”. Porra, morreu alguém? É ridícula essa percepção de que para alguém ser realmente feliz é preciso estar com um parceiro fixo. Namorar é bom? Po, pra caralho. A pessoa amadurece bastante, mas instituir isso como o encontro da felicidade plena, é exagero. Quem depende do outro para alcançar a felicidade na vida é um(a) coitado(a).
Outro ponto que enche o saco é o “Por que você não dá uma chance?”. Quando você é garotão (garotona), quer só saber de curtição e o namoro é aquela coisa descolada, pra preencher o tempo. E ai no primeiro término, sempre rola esse “dar uma chance”.
Só que em uma determinada idade, você não pensa somente no hoje. Você já começa a pensar em planos maiores como casar e ter filhos. E ai você analisa todos os fatores e se pergunta, “eu vejo essa pessoa como minha mulher (marido)?”, “Imagino filhos com ela (ele)?”, se a resposta for negativa, não há ”chance” que resolva. É melhor você cortar a relação antes que ela crie raízes e os dois saiam ”machucados” no término.
Há também aqueles caras mais sacanas que me sugerem, “Para que terminar, Cafa? Continua namorando, tenha uma foda segura e fixa e sai pesticando por ai”. Sim, de fato seria uma solução interessante pensando racionalmente, mas não dá pra ter uma atitude assim com alguém que foi importante na sua vida e te respeitou.
Enfim, é isso. Acabou a fase romântica. Acabaram as histórias floridas. Cafa está de volta a ativa.