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	<title>Manual do cafajeste (para mulheres) &#187; safada</title>
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	<description>Blog destinado às mulheres. Trás dicas sobre relacionamento, como pensa um homem, e dá conselhos para você não ser enganada por um cafajeste.</description>
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		<title>Sexta das leitoras &#8211; Bonzinho antes do tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 02:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cafa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulher safada]]></category>
		<category><![CDATA[Sexta das leitoras]]></category>
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		<description><![CDATA[A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitora Fidalga trouxe uma história interessante a respeito de cafas. Como todos os homens da categoria bem sabem, é importante nos primeiros encontros mostrar uma certa frieza e descompromisso em relação a garota. Por mais que tudo tenha sido perfeito, que a química tenha rolado, que o papo tenha sido bom, etc é importante durante algum tempo mostrar certo afastamento. Isso evita dois tipos de problema.</p>
<p>Primeiro, frustração. A garota curtiu aquele cafa do primeiro encontro e não o bobo apaixonado do segundo. Claro, pessoas se gostam no começo e se apaixonam no durante, porém é preciso ter calma e não queimar etapas.</p>
<p>Segundo, paixonite. Há mulheres extremamente carentes e se o cara faz tudo para agradá-la nos primeiros encontros, pronto, arrumou um bicho-de-pé.</p>
<p>Bom, vamos a história&#8230;</p>
<p>&#8220;Conheci uma vez um cara X numa viagem. A princípio pensei que um professor de educação física não ia ter muito a acrescentar além de um corpinho bonito. Claro que me enganei e isso me mostrou o quanto rotulamos algumas pessoas sem nem perceber.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Por que rotular alguém é algo errado? Não entendo da onde tiraram isso. Só um coala vai abraçar todo mundo e esperar sempre o melhor do outro. Não quer dizer que sempre temos que entrar armados quando conhecemos alguém, mas rótulos servem para nos precaver de ciladas. Se todos os caras que você saiu que usavam regata, corrente de prata e tinham um pernil no bíceps te trataram feito lixo, por que acreditar que outro que conhecer do mesmo perfil será diferente? Ele que precisará provar que é melhor.</strong></p>
<p>Naquele dia ficamos e não rolou mais nada, afinal eu tinha acabado de conhecê-lo numa praça. Ou seja, impossible! Mas aquele jeitinho cafajeste dele, a carisma e tudo deixaram com vontade de quero mais.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Tai uma das explicações porque cafas sempre se dão melhor com mulheres. O cara pode parecer que não vale nada, mas o carisma, bom papo e pegada mudam completamente o jogo .</strong></p>
<p>Passamos um bom tempo conversando pela internet. Descobri que tínhamos muitos interesses em comum por música, arte, carreira profissional  Enfim assunto nunca faltou e, melhor do que isso, eram assuntos que realmente acrescentavam um ao outro, não apenas coisas banais e xavecos baratos.<br />
Demorou um tanto até marcarmos alguma coisa, pois morávamos em cidades não muito próximas. Finalmente chegou o dia em que íamos sair pra dançar forró. Fui com uma amiga e ele ficou de levar um amigo, o que obviamente não deu certo, já que o amigo dele não sabia dançar praticamente nada. Tudo bem que marcamos 23h e o tempo foi passando e nada de ele aparecer, nem mandar mensagem nem ligar. Passada a primeira hora eu já estava me sentindo um lixo largado na calçada. Quando ele chegou explicou que teve um problema com o carro, o que me pareceu logo de cara uma desculpa esfarrapada muito mal inventada. E claro que me enganei de novo, o velho problema de pensar sempre o pior. O fato é que ele mandou mensagem pra mim só que com o DDD errado, então não recebi nada.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Ham, estranho isso, mas uma excelente desculpa. Cafas de plantão, tai uma boa tática para justificar um atraso.</strong></p>
<p>Dançamos a noite toda e ele foi um lindo, mostrando o lado fofo que eu ainda não conhecia e, sinceramente até estranhei. Ficamos de nos ver no dia seguinte, num jantar medieval que eu tinha com uns amigos. Logo você vai pensar: &#8220;Jantar medieval? Que coisa mais estranha pra se fazer&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Cafa &gt; Eu pensar isso? Imagina, ia achar uma puta coisa brega mesmo, não estranho. Isso somado ao fato que você curte dançar, logo me imaginaria no meio da noite em um baile a moda medieval com aquelas dancinhas típicas. Credo.<br />
</strong></p>
<p>Eu pensei que ele nem ia querer ir, até porque não conhecia ninguém e tal, mas o engraçado é que ele foi e ainda ficou reclamando que eu não quis falar quanto paguei pelo convite do jantar. Ele chegou bem tarde, desta vez porque pegou o carro do pai dele, já que o carro dele tinha realmente quebrado no dia anterior.<br />
Parecia que estava tudo certo, tirando que uns vinte minutos antes do cara X chegar, o meu Ex namorado apareceu. Ninguém se lembrou de me dizer que ele ia na droga do jantar, que ótimo! A príncípio fiquei pensando no que fazer, mas, assim que o carinha chegou, eu me desliguei. Afinal ele estava todo atencioso e ainda aquele clima romântico a luz de velas me ajudou a esquecer do resto. Conversamos um bom tempo até que ele resolveu mudar o rumo de tudo:<br />
- Você vai deixar eu te sequestrar hoje?</p>
<p><strong>Cafa &gt; Tava demorando pra dar a cartada final.</strong></p>
<p>E ficou desse jeito novamente, tentando-me a ir embora com ele depois. Não que eu já não tivesse pensado nisso, porém não tinha feito planos e não tinha realmente certeza se eu devia ir. Nunca tinha ido mais além com um cara que eu estava apenas saindo e sabia que não ia dar em namoro. E, sim, eu sabia. Mas devo ter entrado em transe ou ficado louca, porque&#8230; bom&#8230; eu fui.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Tiozão mode [on]. Entrando em transe ou pensando na transa? Tiozão mode [off]</strong></p>
<p>Entramos no carro e a questão é que não sabíamos pra onde ir. Quer dizer, aí que começou o problema, pois somente quando eu já estava lá no carro e a caminho sei lá de onde é que ele resolveu falar que os pais deles iam sair cedo pra trabalhar no dia seguinte, o que significa que ele tinha que devolver o carro em casa até umas 5h da manhã.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Arrá. Ta vendo como lá no fundo você estava pensando em putaria. Qual o problema de ter que devolver o carro as 5 da manhã se você não está com “má” intenção? Aliás, se esse é seu objetivo, não se engane achando que foi um rompante e que de repente..puff! Não sabe como estava dando pro cara. Mulher com esse pseudo moralismo não tá com nada. “Ai, fui uma louca”, duh.</strong></p>
<p>Veio com uma sugestão fora da realidade de irmos pro motel, ele ficar comigo até determinada hora e depois ir embora por causa do carro. Então eu ficaria lá dormindo, sozinha, claro, e iria embora no dia seguinte. Que? Enlouqueceu? Eu, sozinha no motel numa cidade que não conheço? Nem pensar!</p>
<p><strong>Cafa &gt; Claro, mais seguro é ir pra casa de um cara que você conheceu na praça. Opa, mas esqueci que ele é um fofo. </strong></p>
<p>Se fosse o caso, eu ligava pra alguma amiga minha e ia embora e deixava essa história de ir além da linha vermelha com o cara X pra lá. Ele logo percebeu que não ia conseguir deste jeito e sugeriu outra coisa:<br />
- Então&#8230; podemos ir pra minha casa&#8230;<br />
- Mas e os seus pais? &#8211; O velho problema de morar com os pais.<br />
- Eles estarão dormindo e amanhã vão sair bem cedo.<br />
Juro que me deu o maior cagaço aquela história, imagina dar de cara com a mãe do cara X. Porém, eu já estava ali, a quilômetros de distância da casa de alguma amiga minha e, por alguma razão inexplicável pela ciência, eu queria ir. Deve ser o espírito de aventura ou algum gene meio suicida que eu tenho.</p>
<p><strong>Cafa &gt; É, você fica louca quando convém, né? Já falei, pára de moralismo, você queria transar com o cara, por isso saiu da festa, por isso topou ir pra casa dele. Espírito da aventura seria se você fosse dar no bosque.</strong></p>
<p>Então&#8230; lá fomos nós pra casa dele. Detalhe que ainda estava vestida a caráter com um vestido longo estilo medieval e uma mochila de viagem. A casa estava toda apagada, entrei eu, com meu vestido e minha mochila nas costas direto para o quarto.<br />
Lembra aquela parada de imaginar dar de cara com a mãe do cara X? Pois bem, imagina de novo.<br />
Ela surgiu basicamente do nada pra falar com o filho, parece que farejou a encrenca entrando pela porta da casa, e me viu:<br />
- Ah, você já voltou&#8230;. Quem é?</p>
<p><strong>Cafa &gt; Cara, se minha mãe visse isso ia cair dura no chão. Já toma susto por tudo, imagina com uma completa estranha vestida de roupa medieval do meu lado? É um encosto! Você até que teve sorte.</strong></p>
<p>Eu, neste momento, queria muito que um buraco abrisse embaixo dos meus pés e me engolisse pra eu fazer parte da terra mais subterrânea possível. Sorte que eu ainda estava com a mochila nas costas, porque isto fez o cara X contar uma lorota de que eu era de outra cidade e não tinha onde ficar. Não era totalmente mentira, contudo não deveria fazer parte do enredo ter que falar isto pra mãe dele.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Você que pensa. Isso já deve ter acontecido outras vezes e a velha deve ter comentado depois com o pai dele, “Ai vida, o Pedrinho não tá fácil, trouxe outra mulher estranha pra casa e dessa vez uma garota vestida de condessa. Você precisa conversar com ele, isso aqui não é motel” o pai concorda e na sequência pensa “Meu filho é foda”.</strong></p>
<p>A única coisa que eu conseguia pensar era: &#8220;Calma, você nunca mais vai ver essa mulher na sua vida!&#8221; Ficou combinado então que eu ia dormir no quarto dele e ele no sofá da sala. Ou pelo menos espero que a mãe dele tenha acreditado nisso. De qualquer forma, eu dormi mesmo no quarto dele e ele na sala, mas ela não precisa saber que demorou até irmos dormir.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Não é que não precisa, ela sabe. E muito esperta, passou a noite inteira com sede dentro do quarto para evitar ir na cozinha e ver o filho pelado e você montada nele.</strong></p>
<p>To só tentando ser otimista e acreditar que ela realmente é muito inocente.</p>
<p><strong>Cafa &gt; A loca.</strong></p>
<p>No dia seguinte, provavelmente eu iria logo embora e esquecer esse acontecimento absurdo.<br />
Outra vez, engano meu. Acordei, o cara X fez café pra mim, todo bonitinho, depois ficou mais de uma hora tocando violão pra mim, pareceu ser muito tempo porque foram muitas músicas e ele parecia advinhar o tipo de cosia que eu gosto de ouvir.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Putz, ai ele passou do ponto. De cafa ele despencou para bocó, manezão, paixonoso de primeiro encontro.</strong></p>
<p>Qualquer garota ia derreter de amor com isso. Da minha parte, claro que eu gostei muito, quem é que não gosta deste tipo de atenção?</p>
<p><strong>Cafa &gt; Mulher adora, mas tudo tem que ser feito no seu timing. Coisas muito intensas perdem a graça fácil, porra você se apaixonou por um cafa, não pelo Mané violeiro. Foi uma mudança de posicionamento muito brusca. A couraça dele não deveria ter caído tão cedo.</strong></p>
<p>Só queria entender como foi que não me apaixonei por ele, devo ter pulado algum capítulo, sei lá, só que desde o começo eu sabia que não ia dar em nada mesmo, vai ver eu já estava conformada. Ou então fiquei traumatizada de ter dado de cara com a mãe dele, o que é mais provável&#8221;.</p>
<p><strong>Cafa &gt; Pode ser, mas eu tenho outras 2 hipóteses. A primeira eu pontuei no comentário anterior, você se apaixonou por uma coisa e acabou levando outra. Porém, pode ter tido uma mais forte ai, sexo. Você criou uma grande expectativa no cara a ponto de ir à casa dele com os pais lá, em uma cidade estranha e ainda por cima vestida feito uma palhaça. </strong></p>
<p><strong>O cara tinha mais é que comparecer e fazer você subir pelas paredes, mas pelo visto ou não fez ou fez algo bem meia boca ou mediano. Inconscientemente você pesou tudo na balança e “a loca” dentro de você pensou, “Violão de manhã?! Queria ser acordada com outro instrumento, cai fora, garota. É fofo, mas é froxo.”. </strong></p>
<p>__________________________________________________<br />
<em><br />
Quer tentar participar da Sexta das Leitoras? Envie sua história para cafa@manualdocafajeste.com. Quer ter a certeza que sua história será comentada pelo cafa? Conheça a coluna <a href="http://www.manualdocafajeste.com/pergunte-ao-cafa/">Cafa Responde</a>.</em></p>
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		<title>Brasileiros no exterior (parte II)</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 04:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cafa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de continuar a história, agradeço todas as brasileiras e brasileiros que contribuíram com o seu ponto de vista e experiência fora do Brasil. Muito bacana os comentários e saber que tenho leitores em vários países (Continuando&#8230;) A parte onde ficam os vinhos, água e refri é na traseira do avião e logo ao lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de continuar a história, agradeço todas as brasileiras e brasileiros que contribuíram com o seu ponto de vista e experiência fora do Brasil. Muito bacana os comentários e saber que tenho leitores em vários países <img src='http://www.manualdocafajeste.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Continuando&#8230;)</p>
<p>A parte onde ficam os vinhos, água e refri é na traseira do avião e logo ao lado da mesinha fica um dos banheiros. Ao chegar nessa parte, a garota disse que iria ao banheiro, mas que estava receosa, pois os banheiros de avião costumam ser sujos e perigosos (uma grande baboseira, pois nem que ela quisesse seria sugada pela privada). Enfim, ela pediu para que eu entrasse antes para verificar. Minha vontade era falar para ela que eu não era faxineiro, nem comissário de bordo, mas seria muita acidez para uma garota que estava criando uma situação para levar vara a 10.000 metros de altitude. Falei para ela ficar tranquilona, pois eu estaria logo ali na porta caso ela ficasse entalada. Deu uma risadinha e entrou sozinha.</p>
<p>Quem diria, após uma séria de viagens malfadadas, cafa finalmente estava dando um fora. Rá.</p>
<p>Bom, por sorte eu não ouvi ruídos flatulentos e pude tomar meu vinho numa boa até ela sair do banheiro. A primeira pergunta que ela fez ao sair foi se eu era realmente brasileiro e morava no Brasil. Afinal, poderia ser a chance de ela arrumar um marido e ganhar cidadania européia (óbvio que o objetivo dela não segue essa sequência). Fui respondendo o questionário que toda piriguete aplica para detectar seu macho até me encher o saco e eu devolver algumas perguntas para detectar uma puta disfarçada.</p>
<p>Ela disse que fazia mestrado em publicidade numa cidade italiana (não falarei o nome, mas essa cidade é conhecida por abrigar a maior comunidade chinesa na Itália e por ter centenas de putas brasileiras), que trabalhava em uma ótica e vivia com o seu &#8220;namorado&#8221;. Fiz mais algumas perguntas indiretas e descobri que o &#8220;namorado&#8221; nada mais é que um malandro italiano responsável por ela e por regularizar a sua situação no exterior. Trocando em miúdos, um cafetão. Depois eu fiz mais algumas perguntas pra pegá-la na mentira e deu certo. Por exemplo, perguntei se a pós-graduação dela era muito puxada e ela saiu falando da sua pós, sendo que antes tinha dito mestrado. Já de saco cheio da situação e mentiras, resolvi mudar de assunto e perguntei sobre onde ela passaria carnaval. Salvador, claro.</p>
<p>Disse que seu vôo faria escala em São Paulo e que ficaria 4 horas sem fazer nada e perguntou o que eu poderia sugerir (no mínimo esperando ouvir &#8220;vai pra minha casa&#8221;). Falei para ela ficar no aeroporto ou redondezas para não perder o vôo no trânsito de São Paulo. Ela insistiu no convite para fazer algo em conjunto e voltei ao tema do carnaval para desconversar. Foi então que tive meu primeiro (e infeliz) contato com a música Rebolation. Não aguentava mais aquela conversa e de me sentir como uma garota difícil e chata. Voltei para a minha poltrona e ela voltou a atacar o judeu ao lado dela.</p>
<p>Ao longo do vôo tiveram outras situações adversas. Como dois travestis me cortejando e uma puta brasileira que trabalha na Espanha e contou sua vida para o vôo inteiro ouvir. Essa última me deixou profundamente incomodado. A mongol está há 10 anos na Espanha e trouxe 2 espanhóis para conhecer no carnaval no Brasil. Fiquei de cara, pois a garota não conseguia formular uma frase simples em espanhol sem cometer um erro grotesco. Quer ser puta no exterior, seja, cada um sabe o que é melhor pra si, mas pelo menos aprende alguma coisa fora da cama.</p>
<p>Desembarcando do avião, fiz amizade com uma velhinha que tinha ido estudar italiano em uma cidade italiana (óbvio) e já na fila da alfândega começamos a falar sobre a quantidade de puta e travesti no vôo. Sim, não é um tema muito bacana pra conversar com uma velhinha fina, mas eu precisava desabafar com alguém. Comentei em particular da garota que foi atrás de mim no avião e a velhinha começou a descer a lenha nela. Ela tinha prestado atenção na garota e disse que ficou com vergonha na condição de mulher e brasileira diante de tanta vulgaridade. De garota difícil e chata, eu virei uma velha reclamona e fiquei tricotando com a minha &#8220;nova&#8221; amiga na fila da alfândega.</p>
<p>Foi então que ao dobrar a fila, vi que a oxigenada-salto-alto-barriga-de-fora-masca-chiclete estava atrás da gente e escutou todo nosso diálogo. Morri de medo de um barraco, mas pelo menos nesse momento ela ficou quieta e eu com pena. Dei uma enrolada no Dutyfree para evitar um encontro fora do saguão e ao sair para retirar dinheiro no caixa eletrônico, vi a garota no guichê ao lado junto com dois italianos. Mais uma brasileira fazendo nossa fama.</p>
<p>_________________________________</p>
<p><em>P.s Não consegui pensar em nada criativo para a promoção, mas nessa semana ainda posto.</em></p>
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		<title>Brasileiros no exterior (parte I)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 13:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cafa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homem]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa última viagem que fiz foi um pouco diferente das que eu estava habituado. Isso porque, como vocês já sabem, eu estou namorando e ir para o exterior compromissado nunca esteve nos meus planos. O que não quer dizer que eu só viajava com o único intuito de comer uma gringa, mas digamos que era algo que me atraia. Agora nessa viagem, eu aproveitei o meu &#8220;estado civil&#8221; para aprofundar minha análise como espectador e não ator.</p>
<p>Bom, antes de viajar para Budapeste, uns amigos que moram lá e que me abrigaram em sua casa já tinham cantado a bola, &#8220;Cafa, se prepara que isso aqui é uma Babilônia&#8221;. Achei que fosse mais um daqueles tantos &#8220;alertas&#8221; que eu recebia antes de viajar para fora, mas que ao chegar ao local era tudo balela. Porém, não foi o caso.</p>
<p>Assim que cheguei na sexta-feira a noite, eles já me colocaram em um esquenta e começaram a contar as histórias de putaria. Por incrível que pareça, as húngaras e gringas em Budapeste são muito mais fáceis e acessíveis que as brasileiras, mas eu ainda acreditava que aquilo era conversa de brasileiro, eu precisava ver pra crer. E vi.</p>
<p>Fomos a uma balada que fica embaixo do prédio deles. Eram 6 brasileiros e sempre que algum colava em uma húngara ou gringa e falava que era brasileiro, ouvia-se uns gritinhos e risos maliciosos. O grande truque não era iniciar uma conversa ou falar frases bonitas, era chegar encoxando, mostrando virilidade e jogo de cintura, isso adido ao fato de ser brasileiro, já garantia 80% de sucesso na empreitada. 3 dos brasileiros se engraçaram com duas irlandesas e de repente sumiram do lugar. Eu e mais dois ficamos mais um tempo bebendo e resolvemos voltar para o apartamento. Ai eu vi a Babilônia.</p>
<p>Vou poupar vocês de cada detalhe, mas em linhas gerais, um dos brasileiros levou uma irlandesa para o quarto e ficou por lá. Sim, a matemática não fecha. Sobraram 2 brasileiros e uma irlandesa. Digamos que os 3 se entenderam no meio da sala e ao chegar pude observar de camarote que a garota parecia um ama de leite sentada na mesa e amamentando dois homenzarrões. Eu e os outros 2 brasileiros caímos na gargalhada com a cena e ela ainda  nos convidou para participar, mas ignoramos.</p>
<p>No dia seguinte, a única coisa que eu pensava era, essa garota deve estar morrendo de vergonha e vai se jogar da janela quando se lembrar o que fez. Mas que nada! As duas tomaram café da manhã com a gente na sala e rasgaram elogios para os brasileiros, &#8220;Olha o corpo de vocês, olha os olhos, vocês tem pegada, tem sensualidade&#8221;. Apesar de eu não ter pegado, nem preciso dizer que depois de tantas viagens malfadadas, senti uma pontinha de felicidade e orgulho de macho bobo brasileiro.</p>
<p>No mesmo dia fomos ao shopping e mais massagem de ego estava por vir. Não quero bancar o gostosão e achar que sou uma parada, mas estava impossível. Juro para vocês, de 10 garotas que passavam, 8 olhavam com cara de safada e desejo e 5 mexiam ou seguiam. Um dos caras que mora lá me disse que não era incomum ele conhecer uma garota na rua e já levar pra casa para finalizar. Ai eu quis entender essa mecânica e o motivo das mulheres serem tão fáceis lá (sendo que são maravilhosas) e alguns lugares (como no Brasil) as mulheres serem tão difíceis (e muitas vezes meia boca).</p>
<p>Percebi que os homens lá são lerdos, não carinhosos e sem pegada, quase não chegam nas mulheres. E por isso, elas precisam ser mais ativas (e segundo os brasileiros, são ativas até na cama) e ai ficam todas derretidas quando chega um cara com mais pegada e gentil. Já no Brasil, grande parte dos homens vai com sangue nos olhos na mulherada, a concorrência e disputa são grandes e ai aquela garota que não é tudo isso, é mais exigente com os homens que se aproximam.</p>
<p>Outro ponto que me chamou a atenção é que muitas mulheres &#8220;fáceis&#8221; lá, são extremamente inteligentes e articuladas. Em uma das noites teve uma festa de despedida de um cara lá e em um determinado momento ficamos conversando (homens e mulheres) na cozinha. Fiquei impressionado. A maioria das &#8220;piriguetes húngaras&#8221; tinha cérebro e sabia conversar desde política até assuntos do cotidiano internacional. Eu ficava pensando comigo, quando que no Brasil isso seria possível. Piriguete aqui no máximo vai saber discutir sobre o último eliminado do BBB.</p>
<p>E por falar em mulheres no exterior, tive um gostinho do que são algumas mulheres brasileiras vivendo na Europa e porque a fama delas cresce lá. O meu vôo de volta de Milão para São Paulo foi um circo. Havia uma dezena de travestis e mulheres vulgares embarcando. Uma delas parecia um outdoor ambulante brasileiro vestindo do tênis ao gorrinho roupas com a bandeira do Brasil, outras com os peitos pulando para fora do decote em uma cidade que fazia -2 graus Celsius, sem contar a imensa massa de oxigenadas-salto alto-barriga de fora-masca chiclete.</p>
<p>Já dentro do avião, como estava friozinho, coloquei um casaco bonitão que comprei na Eslováquia. Ao sentar na poltrona percebi uma movimentação irrequieta na poltrona ao lado. Tinha um judeu na ponta e ao lado dele uma oxigenada-salto alto-barriga de fora-masca chiclete. A garota tentava puxar assunto com o coitado, mas como ele parecia ortodoxo, não dava muita bola. Logo, percebi que ela queria me incluir na conversa, mas eu não estava com o mínimo saco de falar sobre o carnaval em Olinda (onde ela iria passar) e demais assuntos banais de um cérebro atrofiado.</p>
<p>Infelizmente se tornou impossível a não comunicação com ela, pois devido ao meu casaco, ela achou que eu fosse gringo e começou a tentar falar inglês (sofrível) comigo. Ao perceber que eu era brasileiro, ela me passou o seu Ipodre para ouvir uma música especial &#8220;I got a feeling&#8221;, dando a entender que a noite seria &#8220;a good good night&#8221; cantada safada, mas bem sacada. Levantei para tomar um vinho atrás do avião e ela veio atrás&#8230;</p>
<p>(continua no próximo post, com promoção!)</p>
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		<title>Sexta das leitoras / Rapidinha do cafa &#8211; Nada mais me espanta</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 03:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cafa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Como perder seu homem]]></category>
		<category><![CDATA[Homem]]></category>
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		<category><![CDATA[Rapidinha do cafa]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo na primeira vez]]></category>
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		<description><![CDATA[No post passado algumas leitoras chiaram dizendo que estou muito ácido, que só falo de mulher tosca e que esqueci de enaltecer as mulheres bacanas que existem por ai. Elas têm razão, anda faltando um açúcar no blog, um confete, um algodão doce, enfim, algo que faça com que elas se apeguem a algumas qualidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post passado algumas leitoras chiaram dizendo que estou muito ácido, que só falo de mulher tosca e que esqueci de enaltecer as mulheres bacanas que existem por ai.</p>
<p>Elas têm razão, anda faltando um açúcar no blog, um confete, um algodão doce, enfim, algo que faça com que elas se apeguem a algumas qualidades desses perfis &#8220;bacanas&#8221; e fiquem otimistas acreditando serem um partidão, tal qual uma garota que descobriu em um teste da revista Capricho que é um &#8220;Mulher sexy&#8221;.</p>
<p>O problema é que não estou com ânimo e pegada para escrever sobre coisas leves e fofas. E para piorar, me deparo com um texto para a Sexta das Leitoras que beira o surreal. Como não tem muito que comentar, fiz um bem bolado da Sexta das leitoras com a Rapidinha do Cafa.</p>
<p>O texto abaixo foi transcrito da mesma forma que foi enviado a mim (custei a acreditar que fosse verdade).</p>
<p>&#8220;Olha cafa, eu estou sempre lendo seu blog, e lendo a sua atualização do dia 7 de maio sobre passado, resolvi conta uma história minha.</p>
<p>Eu um dia dei bobeira de fala do meu passado pra um cara que eu tava ficando, contei das loucuras que fiz em um dos carnavais da minha vida.</p>
<p>Estava no meu primeiro dia de carnaval em cabo frio, eu e duas amigas, e resolvemos entra na onda do coletivo (<em><strong>Cafa &gt; Adorei essa expressão</strong></em>), tudo que o cara fazia com uma, tinha que faze com a outra também. Se o cara mim beija se tinha que beija também as outras duas, e assim vice e versa, mas acontece que tudo isso fico serio de mais com um cara lindo de mais que encontrei La (<em><strong>Cafa &gt; Imagino o grau de seriedade da situação</strong></em>), e as duas caíram e cima dele, i eu nem pude fala que nele eu não queria coletividade (<em><strong>Cafa &gt; Fantástico</strong></em>), por que elas caíram em cima dele de um jeito, que quando eu comecei a fala que nele não tinha coletividade, uma delas já começo a explica pra ele como que funcionava com nos três.</p>
<p>Resumindo tudo isso, fomos nos três mulheres pra um motel (<em><strong>Cafa &gt; Adorei a solução</strong></em>), só com ele de homem pra da conta de nos três, i ele foi o meu segundo homem, pois o carnaval foi em fevereiro i eu tinha perdido minha virgindade em janeiro do mesmo ano.</p>
<p>Foi incrível, tudo foi muito bom.</p>
<p>Ai, eu ingênua de mais, chego na minha cidade, vou sai com um cara, e do a besteira de conta dessa historia pra ele, e o pior que contei pra ele da primeira vez que sai com ele. Tola de mais NE? Pois e!</p>
<p>Eu com essa besteira minha, o cara simplesmente mim propôs de um dia i nos dois mais um amigo dele, só pra mim, ou então pra mim leva uma amiga minha e ir eu essa amiga minha e ele a um motel.</p>
<p>Eu não aceitei, pois isso foi uma experiência na minha vida que foi boa, eu não posso nega isso! Mas não quero BIS&#8221; (<em><strong>Cafa &gt; Está certa, que absurdo esse rapaz achar que você é uma qualquer</strong></em>. <em><strong>Deveria ter te pedido em namoro.</strong></em>)</p>
<p>Olha, realmente não tem muito que eu falar aqui sem ser grosseiro, repetitivo e amargo, mas pqp&#8230;bom fim de semana vai.</p>
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