Semana passada fui convidado pela Discovery Home & Health para tecer alguns comentários a respeito do tema “traição”. Isso porque eles vão estrear uma nova série na terça-feira (22:00) que fala sobre o tema. A princípio eu pensei que fosse uma coisa escrota e apelativa em prol da traição, mas depois de ver um pedaço do primeiro episódio, percebi que é algo mais neutro, sem julgamento. Enfim, parece ser bacana, pois é um tema bem delicado e que assombra todos que possuem uma relação estável. Vejam aqui uma prévia:
Para leitoras de primeira viagem (ou paraquedistas), a primeira coisa que deve passar por sua cabeça ao ver um blog intitulado “Manual do Cafajeste” é pensar que o dono é alguém sem escrúpulos e que trai ao menor rabo de saia na sua frente. Pois bem, errado. Parto da premissa que a base de um namoro ou relacionamento sério (além de carinho, afinidade e química) é a fidelidade. Digo isso, pois se você possui uma relação séria e tem vontade de se deitar com outros homens (ou mulheres), melhor que ao invés de namorar, tenha uma amizade colorida e um(a) pseudo(a) companheiro(a). (antes que alguém venha falar que estou querendo fazer moral, mantenho essa posição há muito tempo como vocês podem ver por esse post de 2008).
Agora um dado que vai fazer muita mulher por ai coçar a cabeça a noite, mais da metade dos homens trai. E não me venha com a desculpa para se enganar que o meu círculo social é podre, que as pessoas que conheço são baixas ou qualquer outro motivo que te reconforte. É triste, mas homem trai pra cacete. E não são apenas aqueles metido a garanhões, mas os bonzinhos também (que são piores, pois ninguém dá nada).
Dia desses estava conversando com alguns conhecidos do mercado publicitário em uma mesa de bar e fiquei surpreso ao saber que um dos caras mais família que conheço, completamente caseiro e com fama de bonachão conhece todos os puteiros e casas de massagem de São Paulo. A maior parte deles complementava dando dica dos melhores custo-benefício, garotas mais quentes e eu ali, o Cafa, parecendo um mirim e completamente deslocado do assunto recebendo olhares de “Ham, você não é tão cafa assim, bonitão”.
Ai depois, conversando em particular com o cara, fui sondar o motivo das traições. Transcreverei o diálogo (obviamente que ele não foi assim tão cartesiano e como aquelas entrevistas pa-pum do show da Xuxa com artista, mas fica mais fácil para vocês visualizarem):
Cafa > Você namora há quanto tempo?
Bonachão > Uns 10 anos
Cafa > Trai desde quando?
Bonachão > Desde o começo
Cafa > Mas você curte a mina?
Bonachão > Cara, sou apaixonado por ela. Não é pelo fato de eu trair que gosto menos.
Cafa > Então por que trai?
Bonachão > Isso é do homem. A gente tem essa coisa de caça, de estar sempre conquistando, é instintivo, saca? Aquela coisa primitiva de querer disseminar a prole na maior quantidade possível de fêmeas.
Cafa > Hahahahaha. Se eu postar isso no blog você será massacrado. Acho um pensamento, como você disse, primata.
Bonachão > Pode postar, mas omita algumas informações. Cara, joga todo mundo em uma ilha deserta, sem tecnologia, nem nada. Todo mundo volta a ser primata e agir instintivamente.
Cafa > Mas isso é um exemplo completamente absurdo. Enfim, e se sua mulher te traísse?
Bonachão > Terminaria com ela na hora.
Cafa > Hum. Supostamente por que não é do instinto das mulheres procriarem?
Bonachão > Até é, mas homem não se envolve emocionalmente. Quer dizer, até rola com alguns mais fracos, mas não com a maioria. Com as mulheres é o contrário. Um caboclo sabe que determinado tipo de mulher é só para sentar o cacete e outra é para ser a principal. Já mulher se apaixona pelo amante e se perde na traição, fica sem o marido e sem o amante, que homem vai querer mulher que trai?
Cafa > E mulher vai querer homem que trai?
Bonachão > Elas não sabem. Hehehe. Sou acima de qualquer suspeita, não?
Cafa > Você é um belo filho da puta..hahahaha
Bonachão > Não sou filho, mas se você quiser apresentar a mãe dele pra mim…
Não gostaria de deixar as namoradas com essa dúvida na cabeça (ainda mais com o dia dos namorados tão próximo), mas nem sempre os posts aqui são para vocês criticarem atitudes alheias ou pensar “ufa, isso nunca vai acontecer comigo”. Vamos ver como serão os depoimentos nessa série.
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Pra quem não viu, sai em uma entrevista de 3 páginas na Revista Criativa dessa semana. Corre lá nas bancas!
Um ponto que sempre bato em alguns textos é a respeito do papel do homem e da mulher nos relacionamentos. Isso porque volta e meia aparecem comentários aqui no blog de garotas querendo se declarar para o cara, procurando dicas de como sinalizar para ele que está a fim de ir além dos amassos, entre outros casos.
Volto a dizer, homem com ”c” de cafa gosta é da caça, de observar que a garota não dá muita bola pra ele inicialmente, mas que com algumas investidas, conversas, olhares, toques supostamente sem malícia, jantares descompromissados, a mulher vai cedendo. É uma das melhores fases de um relacionamento (independentemente se ele dará certo ou não).
E esse jogo do gato e rato segue até depois da conquista, pois a partir do momento que o cara vê que tem um capacho a seus pés, vai partir pra outra. E se o cara não vale nada, vai continuar com o capacho principal e ir conquistar outros.
É claro que nenhum homem vai chutar aquela garota que mal ele beijou e já sai batendo uma nos cantos da balada, mas ela vai ser uma diversãozinha momentânea, jamais a preferida.
E para ilustrar esse assunto, o leitor Jader trouxe o seu causo para que eu comentasse no Dia do Leitor. Vamos lá:
“No inicio do ano de 2007 comecei um namoro, deverás apressado, com uma boa amiga na época. Vale dizer que eu terminei com a minha ex na virada de ano (ela grávida de 8 meses), já saindo com essa amiga (dita melhor amiga da minha ex) e começamos o namoro no dia 6 de janeiro.
Cafa > Pois é, as circunstâncias (ex grávida e amiga dela) já mostram que esse relacionamento não daria muito certo)
Deixando de contar todos os problemas oriundos da falação de “Ele é um safado” ou “Ela é uma vagabunda que pegou o namorado da amiga”, entre outras coisas, é de se acreditar que o primeiro ano de namoro foi meio delicado quanto a isso. Mas tudo ia muito bem até os problemas com a familia começar a afetar o relacionamento.
Gosto muito da familia dela, mesmo. E ela da minha. Ela afirma que doou-se para a minha familia mais do que eu, e eu concordo. Só que o grande problema é que, na maioria das vezes, deixamos as opiniões e os pensamentos da familia interferir no relacionamento.
Eu sempre disse que nos dariamos melhor se vivessemos sozinhos, sem a influencia de ninguem. Ela sempre ficou brava com isso, e ai começaram os problemas.
Cafa > Eu também tinha essa ilusão, mas o negócio não é assim tão fácil. A menos que vocês sejam independentes financeiramente e morem sozinhos, a família vai ter um peso enorme no relacionamento. E mesmo sendo independente, a família vai dar as caras sempre que possível se o relacionamento evoluir para algo mais sério e crianças surgirem. Vai por mim, fugir não é a melhor solução.
No começo de 2008 ela teve que morar em outra cidade por causa de trabalho. Nenhum grande problema afinal de contas eu ia de onibus até essa cidade todo dia, por causa da faculdade. Então continuamos nos vendo e fins de semana ela vinha para a minha casa.
Talvez pela distancia ou pelos pequenos problemas familiares acumulados, em março de 2008 eu fiquei com uma amiga minha.
Cafa > Essa foi a justificativa que você deu, mas não me convence. A distância pode ser uma inimiga ou uma aliada em um relacionamento (e como no seu caso você a via de finais de semana, era uma aliada). Sobre problemas familiares, eu tive uma ex que os problemas com a família dela eram tão freqüentes e insuportáveis que parei de freqüentar a casa dela. Não vou dizer que isso não contribuiu com o fim, mas de forma alguma justificaria uma traição.
Ficada de sexta série, do tipo “beijinho, beijinho, tchau tchau”. Ela descobriu e deixou o relacionamento abalado por uns bons 6 meses.
Cafa > Para com isso. A traição não está apenas no ato em si. Começa pelo desejo em outra pessoa, pela troca de mensagens, conversinhas mole, etc. O contato físico é apenas a consumação de algo que já não está bem. Beijinhos, chupadinhas ou fodinhas dão no mesmo, bonitão.
Encaramos como superada a situação e voltamos a nos entender melhor, até que um belo dia, ela acha o histórico no meu computador de umas conversas com 2 amigas minhas que ela sempre teve ciume e ficou louca. Eram conversas engraçadinhas, com cantadas idiotas e tal mas deixou o namoro em maus lençóis.
Cafa > Pois é, ela deixou de te conquistar, você a traiu e mesmo depois disso, supostamente tudo “foi superado” , o que não é verdade. Se ela tivesse amor próprio, teria terminado contigo assim que soube da traição. E você continuou o jogo da conquista com duas amigas. E como eu disse, fodinha, cantadinha, piadinha não fazem diferença quando as suas intenções não valem nada.
Um pouco mais perto do fim de ano deixei de viajar com ela porque um compromisso meu tinha furado e, meses depois, descobri que ela acabou ficando com um ex dela nessa viagem. Segundo ela, também só beijinho.
Cafa > Ai meu cacete, você encanou com isso. Diz uma coisa, você acha que se beijasse um homem seria menos gay que aquele que já caiu de boca em um?
Já em 2009 o namoro começou o ano abalado, com DR lembrando tudo que um fez pro outro. Ela começou a deixar de fazer tudo que fazia pra mim, me dar gelo e etc até que em julho, terminamos. Acontece que na conversa do “término” eu entendi que seria um tempo para avaliarmos nossas prioridades e nos entendermos depois. Exatamente como no seu post. Acontece que na cabeça dela era término mesmo.
Cafa > Ai ela começou a ter amor próprio, te tratar com desdém e você percebeu que aquela presa fácil se tornou esperta e absorveu parte do seu temperamento.
3 meses depois, quando tive a oportunidade de voltar a casa dela devido a minha mudança de cidadea, vi mensagens pra lá de vulgares entre ela e um bom amigo meu. Dei uma prensa nela e descobri que eles tinham saido e transado, algumas vezes. Fiquei tomado de raiva. Por ela e por ele. Ela dizia que me amava mas queria me esquecer e ele negava que tinha acontecido.
De lá pra cá eu me dei conta que realmente gostava dela, bem na filosofia “só da valor depois que perde” e ela, mesmo dizendo que me ama e tudo o mais, não ve um jeito de voltarmos.
Cafa > Olha só. Você foi vítima do próprio veneno. Esse papo dela de “ai eu te amo e trepei com o seu amigo para te esquecer” é historinha de desmiolada-leitora-de-Capricho. No seu lugar eu abriria fora, mulher que dá pra amigo não vale nada.
Agora outra visão da história…
Desde que a conheci e durante muito tempo de nosso namoro, ela sempre foi extremamente menininha. Se cuidava pra se vestir, não bebia, não saia, não falava palavrão e etc. De um tempo pra cá, mesmo ainda namorando, ela começou a ir pra baladas direto, beber e beber, palavrões direto e a se vestir vulgarmente. Eu digo que ela se veste pra sair igual as mulheres que ela falava mal antigamente. E isso é algo que me incomoda. Eu digo que a amo e sou apaixonado mas pela garota menininha do inicio de tudo.
Cafa > Ah, welcome to the real life. Com o tempo as pessoas mudam, algumas pra melhor outras para pior. E pode ter certeza que você contribuiu muito para a “piora” dela. Digo isso, pois muitas mulheres (principalmente as mais novas) absorvem parte da personalidade dos caras que elas se relacionam, por isso é tão comum ver garotas “meninhas” se transformarem em piriguetes, garotas desmioladas ficarem ligeiras e assim por diante. Digamos que se hoje ela é uma desajustada, você exerceu grande influência nisso.
Mesmo com todos os problemas, pequenos e gigantes, e com tudo que falam dela e de mim, eu estou correndo atras e fazendo de tudo, dia após dia, pra reconquista-la. Ela diz que ve oq eu faço, que é válido, que me ama e sente minha falta mas que, agora, não vai abrir mão de nada por mim, exatamente como eu era antes de terminarmos.
No inicio ela era extremamente louca apaixonada que fazia de tudo e eu não demonstrava nada, hoje somos o inverso. Ela diz que tudo virá antes, faculdade, amigos, trabalho, familia e por ultimo, se valer a pena, eu.
Cafa > Fico feliz por ela ter colocado como última prioridade na vida daquela alguém que raramente a considerou como prioridade.
As vezes ela retribui meus gestos mas na maioria das vezes, é gelo. Eu sei que ela gosta de mim ainda, acredito nela mas sempre que conversamos (e acabamos discutindo) ela diz que não ve uma saida pra nos entendermos denovo.
Cafa > Você acha que ela realmente ainda gosta de você? Digo isso, pois quando a mulher chega ao ponto de trair o cara, boa parte do sentimento (bom) que ela tinha por ele se foi. Talvez o que fique são as lembranças e ainda uma boa trepada.
A unica saida que eu vejo é nos isolarmos de tudo e todos, como eu sugeri anos atras. Ela até concorda mas não está disposta a isso agora. Eu não sei mais o que fazer e não vejo nenhuma solução. Eu digo a ela que corro atrás e faço várias delcarações todos os dias mas que, sem nenhum retorno dela, nenhum incentivo mostrando que meus atos estão nos ajudando, nos encaminhando para um retorno, eu vou acabar cansando e desistindo”.
Cafa > Pera lá, cadê aquele fodão do início do post? O grande xavecador e dono de si? Agora desceu ao nível de se tornar um babão, um nerd bobo freqüentador de site de relacionamento enviando declarações diárias para o seu amor cibernético. Pára com isso.
E que papo bobo é esse de “nos isolarmos de tudo e todos”, acha que está em alguma novela mexicana ou filme de segunda classe romântico? Vai para uma ilha com ela morar em uma choupana, tocar violão a noite e despertá-la com um café da manhã com frutas e mel? Desce, cara. Sobre a sua última sugestão, é o melhor que tem a fazer, cansar e desistir. Esse relacionamento começou errado, se desenvolveu pior ainda e acabou sem nenhum respeito dos dois. A estrutura já foi abalada, eu não vejo outra saída.
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p.s Você tem uma história bacana, engraçada ou curiosa com o sexo feminino? Envie para o cafa@manualdocafajeste.com, se ela realmente for boa virará um post.
Semana passada estava em um barzinho com dois colegas de trabalho e no meio da conversa surgiu o assunto “como terminar com a namorada”. Calma, não fui eu quem iniciou o assunto. É que um deles está de saco cheio da namorada e cada dia vem com uma história diferente de putaria que fez com alguma garota x por ai. O outro companheiro de mesa já tinha passado pela mesma situação e contribuiu para que eu me desse conta de um tema que nunca fez parte da minha realidade.
Nunca fez parte porque meus namoros duraram no máximo 4 meses. Quando começava a encher o saco era simplesmente “não dá mais, abraço” e dia seguinte estava tranquilão na balada. Só que quando o tempo junto com uma pessoa entra no período de anos, ai complica. Você cria um hábito, um vínculo que vai muito além do sexo e atração carnal, é meio que uma forte amizade. Complicado falar “acabou” e tocar a vida numa boa.
Esse meu amigo namora há 3 anos e me contou que desde o começo desse ano nunca havia traído a namorada. Não por falta de oportunidade, mas de vontade mesmo. Porém, no reveillon ele acabou traindo e esse foi o primeiro passo para muitas outras traições. Perguntei a ele qual tinha sido o motivo, ele deu algumas voltas, enrolou, e no final filosofou colocando a culpa no tempo que deixa as relações desgastadas e sem graça (se isso procedesse ninguém falaria com seus pais e odiaria seus irmãos). Não insisti.
Após o quarto chifre, ele ficou com pena, decidiu terminar e ai vocês conhecem bem o script. A garota chora, diz que mudará, que o ama muito e mimimi´s. O cara se vê numa situação constrangedora e maçante e acaba voltando. Ai passam quinze dias, surge uma nova gostosa na faculdade dando mole e o looping de traições retorna. Nesse momento os homens apertam o botão do “foda-se” e caem de vez na traição e passam a ser frios e destratar a namorada. Eles gostariam que nessa hora terminar fosse tão simples como o jogo “Imagem e ação”, o cara dá as dicas, faz macacadas, a garota adivinha e ai termina. Mas a vida não é tão simples.
A coitadinha tenta realmente mudar como se de fato ela sempre fosse a responsável pelo desencanto. Passa a ser mais flexível, deixa o cara mais “solto” e se dedica a agradá-lo, enfim, vira uma tonta sem personalidade. Não há muito que fazer. O cara já está em outra e vai enrola-lá e sacanea-lá até ela abrir o olho, decidir recuperar o amor próprio e tomar uma atitude.
Só que boa parte das mulheres apaixonadas é boba. A garota quando finalmente consegue terminar ainda dá umas recaídas. Um belo dia o cara está na seca, não tem opções na geladeira e quem vai procurar? A boba apaixonada para petiscar. Ela fica toda feliz achando que voltaram, mas ele volta para o looping de traições e assim segue o ciclo.
No meu ponto de vista, brigas e desentendimentos sempre vão existir em um relacionamento. As vezes eles serão fraquinhos e as vezes pesados. O problema é eles se tornarem constantes. Como homem não suporta DR e dramas, quando eles começarem a ser recorrentes ou ele vai pular fora, ou vai fazer com que você termine, ou sua cabeça vai coçar.
Pelo menos a cada quinze dias eu recebo e-mail de alguma garota virgem perguntando se homem possui preconceito contra esse tipo de mulher. Coisa engraçada, pois há 30 anos ser virgem era inquestionavelmente uma virtude. Poucos homens gostariam de ficar com uma mulher que já tinha transado com alguém.
Só que hoje isso mudou bastante. Claro, não vou dizer que os homens adoram mulheres que já abriram mais pernas que porta, mas raros curtem virgens (veja bem, falo de homens de 21 anos pra cima).
Isso porque é um saco ter que ensinar tudo pra mulher, ter que colocar devagar, tirar, parar, ensinar a rebolar, ensinar a chupar, enfim, o cara se preocupa tanto em ter que ajudar a garota que mal curte o sexo. Além disso, se ele não é namorado da garota, ainda corre o risco de ser vítima do amor de pica.
Mas, a minha principal aversão a virgens não é nem tanto por causa dos motivos citados acima. O meu maior receio sempre foi a base de comparação. Por exemplo, como eu posso dizer que determinada comida é ruim se eu nunca provei a boa? Se eu sempre comi merda, a merda pra mim é a coisa mais gostosa do mundo. Ou, se eu sempre comi filet mignon, como eu posso dizer que é a melhor carne se eu nunca comi carne de segunda?
Trazendo esse pensamento à temática “virgens”, como uma mulher que perdeu a virgindade comigo vai saber que eu sou O cara se nunca deu pra outros? Ai mora o perigo e é com a história da leitora Veruska que eu ilustro a Sexta das Leitoras de hoje.
“Então, tenho 22 anos e há 1 ano comecei em um trabalho novo e conheci um cara, inicialmente só nos falávamos por telefone, coisas de trabalho, até que chegou o dia em que nos vimos pessoalmente. Sabe quando você olha para uma pessoa e pensa “putz, esse que é fulano?”, senti uma atração instantânea, o que pareceu ser recíproco, pelo modo como ele me tratava.
Nisso, passamos a nos vêr eventualmente, em razão do trabalho, e era sempre aquele clima, os abraços de despedida diziam a atração que um sentia pelo outro.
Acontece que, existiam algumas coisas, muito relevantes, eu diria, que impediam que algo acontecesse:
Ele é 24 anos mais velho que eu (O que pra mim não era nenhum impedimento);
Conhecido do meu padrasto;
Casado!!
E eu… noiva!
Cafa > As leitoras mais antigas sabem da minha aversão à traição. Sou da seguinte opinião, se é pra sair comendo / dando pra todo mundo, fique solteiro(a) com os seus lanchinhos, mas não faça de idiota uma pessoa que gosta de você. Não vamos ser hipócritas, é óbvio que mesmo as pessoas que tem compromisso sério acham outras pessoas bonitas, gostosas e atraentes, mas uma coisa é ACHAR a outra é PROVAR. Traição não ocorre no ato sexual, ela inicia assim de forma boba, em um abraçinho prolongado, em um bilhetinho trocado, em um e-mail.
Passaram-se 5 meses, e nós não nos vimos nesse período, nenhum contato, quando aconteceu de, em razão do trabalho, eu ter que ir vê-lo novamente. Nisso nos conhecíamos há uns oito meses, os hormônios já estavam à flor da pele, e ele começou a me falar coisas que nunca tinha falado, algumas indiretas… enfim, nesse mesmo dia teve uma confraternização e ele foi (segundo ele somente por minha causa), papo vai, papo vem, ele jogou a real comigo, fiz um docinho… não passava pela minha cabeça trair meu noivo (1º namorado e até então o único homem que tinha me levado pra cama), nunca cogitei isso. Resumindo, na hora de ir embora ele me puxou e beijou, fiquei um pouco resistente, aquela situação meio que me assustuva… mas foi muuuiito bom! Ficamos conversando por algum tempo depois disso, e ele demonstrava muito interesse em mim, como se eu mexesse com ele mesmo, falou que tava se apaixonando, achei que ele me achasse especial.
Cafa > “não passava pela minha cabeça trair meu noivo” você quer enganar quem? A sua moralidade? Por favor, né? Se os seus hormônios já estavam a flor da pele, você estava louca pra dar pra ele e ponto. Sem puritanismo de que o cara foi muito sedutor e que você foi pega de surpresa.
Na semana seguinte ele viajou de férias com a família, eu pensei bastante e cheguei a seguinte conclusão: caso daqui alguns meses, só dei pro meu noivo, preciso de um parâmetro, o que eu não fizer agora não faço nunca mais… mandei um e-mail pra ele falando que quando voltasse tinha uma surpresa.
Cafa > Ai está o motivo pelo qual eu jamais curti ser o primeiro da garota. Essa leitora não é um caso isolado. Já vi vários relatos de mulheres se questionarem a respeito do desempenho do namorado / marido. Só que pra mim não tem essa “ah, quando eu casar não poderei fazer isso, vou pra putaria agora que ainda sou noiva”, é um pensamento bem pequeno.
Já tinham se passado 3 dias da data prevista para a chegada dele, e nada de resposta do e-mail… já fui começando a me sentir mal “como assim? Eu mando e-mail pra um cara de 46 anos dizendo que quero dar pra ele e ele nem responde?” Uma semana depois ele liga aqui no trabalho e a gente marca de se encontrar pra conversar. Fui logo perguntando qual o problema, e ele disse que ficou assustado, com medo de me prejudicar, de eu desistir de casar… falei que não era o caso, queria apenas a mesma coisa que ele, sexo, nos pegamos no carro. Marcamos de ir pro motel no dia seguinte, foi muito bom porque a vontade já estava acumulada há muito tempo, o encaixe foi perfeito, apesar de não ter sido tudo que eu esperava…o cara nem pra cair de boca. Então, sem que eu perguntasse o que ele tinha achado, ele disse que eu ia ser muito feliz no casamento porque eu era muito fogosa e coisa e tal. Nesse dia, meio que combinamos de nos encontrar de novo na mesma semana.
Cafa > Não satisfeita em dar uma vez para “ter como parâmetro”, ainda marcou uma segunda. Pior, ainda reclama que o cara “não chupou”. Porra, se queria ter como parâmetro e viu que não era tudo o que esperava, pra que continuar? Eu não vejo outro nome pra isso a não ser piranhice.
Agora que vem a parte ruim, mas também, o que que eu fui fazer me metendo com homem casado. Caí na besteira de mandar um sms bem safado pra ele, que não respondeu, insisti no erro e mandei outro perguntando o que tava acontecendo, já que ele tava estranho… e para minha surpresa, as mensagens dele foram as seguintes:
” Fulaninha, não é com vc, acontece que estou ligado em outra pessoa e não acho certo fazer isso (com quem?), vc entende (Não, não entendo, o que pode ser pior do que vc ser casado seu fdp)? Paixão recente, coisas do coração.”
Seguida desta:
“Vou mesmo viajar amanhã, vou passar o fim de semana com ela. Infelizmente as coisas acabaram acontecendo com vc nessa época da minha vida. Desculpa. Beijos.”
Cafa > Mandar sms cobrando feedback?! Isso pra garota solteira já é reprovável, pra uma noiva então….Não satisfeita em querer fuder o próprio casamento, quer fuder com o do outro. Essas mulheres…
Eu me senti péssima, mega usada, isso por causa da mentira, porque não me falou? Pow, sabia que o homem era casado, o que me importa por quem ele é apaixonado? Eu achei que sabia onde estava pisando, e não sabia… fiquei muito puta pelo engano, principalmente por ter traído meu noivo com um bosta desse, queria que fosse algo que eu me lembrasse como uma aventura que valeu à pena. Sem contar que ele feriu meu ego, não acreditava que tava levando um fora de um homem bem mais velho que dificilmente tem um oportunidade assim.
Cafa > Ohhh tadinha. Uma lágrima correu pelo meu rosto agora. Sentiu péssima e com o ego abalado, que feio esse cara não? Acorda, po! Tu foi a comidinha dele por uns tempos, um aperitivo enquanto ele estava longe do prato principal. Mais bosta que ele, me desculpe, é você que ainda ficou abalada e por baixo. #vaidamares
Semanas depois nos encontramos para conversar, eu precisava muito desabafar, queria dizer muita coisa pra ele, e disse. Falei que não gostei da mentira, que talvez eu até tivesse dado, mesmo sabendo, mas que eu tinha falado pra ele que queria uma aventura, e não foi o que ele me deu, pois duas horinhas de uma manhã pra mim não era uma aventura, disse que minha situação era confortável, pois eu tinha um noivo e não estava desesperada atrás de ninguém, logo eu podia exigir, e devia existir gente muito mais disposta do que ele por mim. Só que o cara me dava um tesão muito grande, e, nesse mesmo dia fomos pra dentro do carro e demos uns amassos muito fortes, ele queria mais, falei que outro dia e fui embora.
Cafa > Hahhahahahahaha quanto mais história eu leio nessa coluna, mais eu me surpreendo com a cara de pau e audácia de algumas mulheres. Vamos lá, conceitue “aventura” pra mim. É você dar quantas vezes para um cara casado? É humilhar até que nível o seu noivo? Me explica, porque pra mim essa é nova. Mas, gostei da sua coerência nas atitudes, logo após encher o saco do cara vai fazer uma putaria dentro do carro.
Fiquei muito mal com essa situação toda, tava muito vulnerável, confusa com a idéia de casar (não por causa dele, mas é que qndo as coisas aconteceram entre a gente, eu já estava assim)…foi muito difícil até eu me libertar totalmente do que eu sentia por ele, porque foram meses de envolvimento até que algo acontecesse, e eu achava que ia ser só sexo e eu não ia nem ligar, mas como diz o ditado: “Amor de pica quando bate fica”. Tudo isso prejudicou muito meu relacionamento, eu fiquei fria, não sentia mais tanto tesão pelo meu noivo, mas só de pensar no cara ficava molhadinha. Ignorei a existência dele e depois de um tempo vi que ele já não despertava mais nada em mim, fiquei até com repúdia dele, desencantou. Consegui restaurar meu relacionamento com o homem que eu amo, caso daqui a três semanas e estamos super bem, mas hoje eu tenho que, eventualmente falar com outro, seja por telefone ou e-mail, e ele tem a cara de pau de dar em cima de mim, me trata como no começo, quando queria me ganhar, só que eu não dou papo, se ele soubesse o mal que essa história me causou.
Cafa > “muito difícil até eu me libertar totalmente do que eu sentia por ele” pra mim o problema não está no que você sente pelo cara, e sim em você mesma. O cara foi apenas um canal onde você extravasou suas frustrações. Eu não ficaria admirado se daqui a um ano aparecer outro cara que “mexa” com você de novo.
É isso, traição não vale à pena, principalmente porque você corre grande risco de ficar presa pelo sexo, eu dei muito mole e ele deitou e rolou. Fica aí minha experiência, péssima por sinal, para que não cometam os mesmos erros, apesar de ser algo que a gente não planeja acontecer, então, é melhor evitar desde o começo”
Cafa > Concordo, mas você mais parece aquelas carolas de igreja que adoram pregar o bem e quando saem da igreja começam a fofocar e atazanar a vida alheia. Se realmente você tivesse aprendido ou teria terminado esse noivado ou riscaria o amante da sua lista.
Antes que me acusem aqui de fazer apologia contra virgens, vamos ter bom senso. Ninguém precisa terminar com o carinha que está ficando só pra ter mais experiências no currículo. Se o seu namorado, marido, etc dá conta do recado, não precisa procurar confirmação em outros. Agora se não está legal, dê um tempo e vai pesquisar, mas não faça como a Veruska.
No caso dela, além do elemento “falta de base de comparação”, há o “falta de caráter”. O primeiro é perfeitamente gerenciável, o segundo ou nasce com ele ou nunca terá.
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Depois da enquete passada que apontou que 48% das mulheres já traíram, resolvi fazer um post relacionado ao tema. Não vou entrar no mérito da questão, pois já falei sobre o assunto diversas vezes aqui no blog. Hoje terei outro foco.
É meio senso comum que mulher quando quer trair o faz melhor que homem. Isso por que homens cometem pequenos deslizes ou não se atentam a pequenas coisas que são facilmente identificáveis pelas mulheres, um ser curioso e apegado a detalhes por natureza.
Por ser quase que totalmente contra a traição, resolvi fazer esse post com 5 dicas para ajudar a outra metade das leitoras que são contra a perfídia a identificar seus sinais. Na verdade serve também para aquelas que não namoram a reconhecer se o seu rolo/lanchinho/caso, etc está sendo dividido por outras mulheres. Segue:
1-) Cabelos – O cabelo feminino é uma praga terrível para homens adúlteros. Os lugares que ele mais gosta de se instalar são no banco de carro (sem couro), no sofá da sala e no ralo do banheiro. Se o cara não mora com a família e aparece um fio de cabelo comprido preso no ralinho do box, salvo raras casos vai ser de algum amigo cabeludo que resolveu se banhar na casa dele.
2-) Camisinha – Com exceção da camisinha que o governo dá em postos de saúde, nunca vi a venda unitária delas. Geralmente são vendidas em pacotes de 3. Portanto, é bom ficar de olho se o cara aparecer com uma ou duas avulsas da Jontex. Uma ou outra pode ter ficado no armário, mas se ele estiver em casa, dificilmente as outras foram usadas para fazer balãozinho.
3-) Adereços femininos pequenos – Assim como o cabelo, os adereços femininos pequenos adoram se esconder pela casa. As vezes eles se perdem, porque a pegação começou na sala, as roupas foram ficando pelo caminho e ai puff! A xuquinha de cabelo repousa no cantinho do sofá, pronta pra outra mulher encontrá-la. Agora se a garota for da classe das piriguetes impregnantes, ela faz questão de esquecer sem querer o objeto do crime pelo apartamento pra queimar o cara.
4-) Travesseiro – Como mulher adora passar um treco na cabeça, hidrantes pelo corpo, rosto, loções mil e perfume, qualquer superfície que ela encostar a cabeça por mais de algumas horas vai reter o cheiro. E o nosso amigo travesseiro é um dos principais retentores de odores (seja ele bom ou ruim). Sendo assim, o travesseiro pode ser um ótimo delator para identificar odores femininos.
5-) Paninho do carro – As mulheres mais observadoras já devem ter notado que no carro de quase todos os homens há um paninho no portaluva ou mais frequentemente na porta do motorista. Acredito que a grande maioria acredita que aquele pano serve para desembaçar o vidro do carro quando ele embaça, certo? Errado. Na década de 80 isso até procedia, mas hoje qualquer carro tem um arzinho pra tirar a nuvem do vidro. Posso afirmar com muita convicção que no carro de 8 em cada 10 homens solteiros (e alguns compromissados) aquele pano tem a função de um papel higiênico. E a sua função nem sempre é para assoar o nariz. Deixo no ar. Apenas dou a dica de tempos em tempos tentar dar uma analisada no conteúdo desse pano.
É bom deixar claro que isso são algumas formas de tentar identificar outra ou se o cara está pulando a cerca. Isso não quer dizer que se você abrir o paninho do carro do cara e tiver tudo branco e colado, você deva fazer um escândalo e terminar tudo. Aquilo de repente pode ser um ranho mesmo. A única forma de ter certeza de uma traição é o flagrante ou alguém te contar (mesmo essa algumas vezes pode não ser 100% confiável).
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Peço desculpas pela ausência da semana passada, mas meu trabalho tem tomado um tempo absurdo e fim de semana eu tirei pra viver um pouco. Como eu tinha dito a vocês, a Sexta das leitoras foi um projeto piloto. Quero saber agora se sigo adiante com ela. Minha idéia não é torná-la fixa toda sexta, mas enfim, a enquete está ao lado para votação.