RELACIONAMENTO 26 de março de 2018

Como me transformei em homem sério?

serio

Gostaria de agradecer por todas as contribuições enviadas pelas leitoras no Facebook e e-mail a respeito de temas que gostariam de ver publicados no blog. Já tenho uma boa lista para os próximos posts. Se quiser enviar sua sugestão, por favor mande aqui > cafa@manualdocafajeste.com

Um dos assuntos mais solicitados pelas leitoras foi como se deu a minha “transformação” de cafa para um homem “sério”. Eu cansei dessa vida? Foi uma mulher? Mulheres podem mudar os homens?

Foi um pouco de tudo.

Nos vinte e poucos anos normalmente estamos decolando em um monte de coisa, hormônio, sexo, corpo, carreira e intelecto. São tantas mudanças que queremos provar de tudo, ter experiência, arriscar e curtir a vida ao máximo. Em todos esses pilares, normalmente os homens colocam o relacionamento sério lá atrás das prioridades. E muitas vezes quando acontece, namorar é apenas  mais uma forma de acumular outra experiência. Comigo não foi diferente.

Somado a isso eu fui um adolescente feio e rejeitado, quando finalmente comecei a melhorar a última coisa que eu queira era me encostar com alguém. Tive lá minhas namoradinhas, mas como as leitoras antigas bem sabem, duraram pouco.

Só que essa fase de deslumbramento passou. Consegui o que quis em minha carreira, fiquei no auge da minha forma física, sai com uma penca de mulheres, e ai? Qual o sentido disso tudo? Claro, não serei hipócrita, fazia sentido na época.

Aos 30 anos de idade, assim que eu terminei com a última ex, tive o último fôlego da vida solteira. Porém, ao voltar da viagem de volta ao mundo percebi que estava na hora de desacelerar nas relações casuais, definitivamente não fazia mais sentido pra mim.

O problema é que eu não tinha ninguém em mente que pudesse tentar algo sério, era só tranqueira. Não me preocupei e fui traçando o meu plano de mudar pra Austrália e tentar a vida por lá. Foi então que aos 47 do segundo tempo apareceu a minha namorada atual e desde então estamos juntos, firmes e felizes.

Posso imaginar as perguntas: “ah, mas qual foi o segredo?”, “o que ela tem de especial?”. Não tem fórmula mágica, foi um encaixe bom, muitos pontos de vista em comum, mesmas preocupações entre outras coisas positivas. Talvez tenha uma fórmula mágica, ela é minha versão feminina (ou eu sou a versão masculina dela). Não acredito que extremo opostos se atraem.

O mais importante de tudo é que a mudança precisa vir de dentro.  Há que reconhecer que uma fase se encerrou, para não bancar o ridículo de copiar uma vida que fazia sentido há 10 anos e se fechar para um mundo novo.

E isso não é uma ode a vida de casal. Tem gente que está feliz sozinho, com seus casos e seguirá assim até a velhice curtindo a onda no baile da Saudade. O importante é buscar aquilo que faz sentido pra si. Eu cansei daquela vida, mas é possível que aquele cara de 30/35 anos que você sai não cansou. E ai não adianta o quanto você bata cabeça e dê cambalhota, dificilmente vai mudá-lo.

  • Mariana Cobra

    Tem o momento certo pra tudo nessa vida. Basta estar aberto para enxergar quando um ciclo se fecha e aceitar o novo.
    Talvez se a sua namorada aparecesse no auge do seu estilo de vida de solteiro, rolaria química, mas não teria essa aura de relacionamento sério e sem fim pré determinado.

    E concordo contigo, os iguais se atraem em N aspectos, enquanto os opostos é só química e sexo. :)

    Adoro as suas postagens Cafa, nem sempre comento, mas SEMPRE leio! Parabéns pelo blog e pelo livro.

  • Lívia

    “Os casos de amor de Cafaniel P. “

  • Tatiane Moura

    Amei!

  • Leitora atenta

    Cafa,
    Ótimo texto. Bem assim, tem gente que não vai querer algo mais sério tao cedo. Pode ter 30, 40 vão ficar sempre nessa onda. Acho em minha opiniao, um tanto ridículo uma pessoa com 40 anos não querer “sossegar”, porém, opção de cada um.
    Estou feliz por você.
    Depois te conto do desfecho da minha história.
    Bjs

  • A Na

    Tem homens que se recusam a crescer

    • Ta

      Não acho que não querer crescer seja errado. É uma decisão pessoal. O problema é quando a pessoa finge ser algo que não é e engana outras pessoas. Mas se ela desde o começo mostra quem é, o problema é com quem se iludiu.